Tal como previsto, o Governo começou a apresentar as medidas incluídas no "estado de contingência", cujo início é no dia 15 de Setembro e que, em muitas vertentes, alarga a todo o território nacional um conjunto de restrições já vigentes no conselho de Lisboa, com possibilidade de implementar medidas específicas a nível concelhio, dependendo da análise de cada situação concreta.
A preocupação centra-se, sobretudo, no início das actividades escolares em regime presencial, abrangendo não apenas o interior dos estabelecimentos de ensino, para os quais já existiam normas, mas também para as áreas envolventes, no sentido de evitar contactos entre alunos e famílias destes no período pós escolar.
Nas imediações dos estabelecimentos de ensino são proibídos ajuntamentos com mais de 4 pessoas, salvo da mesma família, pelo que haverá regras para os restaurantes, cafés ou pastelarias que se situem num perímetro de 300 metros das escolas o que, se incluirmos colégios, infantários e outros, abrange a quase totalidade deste tipo de estabelecimento.
Na restauração, e salvo quando pertencendo à mesma família, são proíbidos grupos superiores a 4 pessoas, com a proibição de venda de bebidas alcoólicas a partir das 20:00 e a proibição do seu consumo na via pública a passar a abranger todo o território nacional, sendo igualmente mantida a proibição de público nos recintos desportivos.
sexta-feira, setembro 11, 2020
quinta-feira, setembro 10, 2020
"Stay away Covid" já operacionalizada - 4ª parte
Desta forma, as objecções que temos centram-se não na questão da privacidade, que está tão salvaguardada quanto possível, mas na eficácia e na possibilidade de criar falsas sensações de segurança ou gerar ansiedade, mantendo os utilizadores em stress face a uma suposta eminência da recepção de uma mensagem de alerta para o contacto com alguém testado como positivo.
Numa altura em que o stress já é elevado, o recurso a uma aplicação que pode, a qualquer hora, enviar uma informação cujo conteúdo pode ser da extrema gravidade, de acordo com condições objectivas e o sentir subjectivo de cada um, representa sempre um risco, que deve ser avaliado com especial atenção, sabendo-se que em Portugal as questões de saúde mental são tipicamente secundarizadas face às de carácter físico.
Esta situação é tanto mais grave quando se sabe que, de entre meio milhão de descargas, contadas no final da semana passada, apenas 7 utilizadores tinham introduzido um código referente a uma infecção, activando assim o circuito de determinação de quem este em contacto e, segundo os parâmetros da aplicação, em risco, para que fossem avisados.
Do ponto de vista probabilístico, num país com perto de 10.000.000 de habitantes e com aproximadamente 400 infecções diárias, tendo em conta o número de infectados desde o lançamento da aplicação, o número de códigos introduzidos deveria ter sido francamente superior, pelo que nos equacionamos quanto ao tipo de utilização que está a ser feito da aplicação.
Numa altura em que o stress já é elevado, o recurso a uma aplicação que pode, a qualquer hora, enviar uma informação cujo conteúdo pode ser da extrema gravidade, de acordo com condições objectivas e o sentir subjectivo de cada um, representa sempre um risco, que deve ser avaliado com especial atenção, sabendo-se que em Portugal as questões de saúde mental são tipicamente secundarizadas face às de carácter físico.
Esta situação é tanto mais grave quando se sabe que, de entre meio milhão de descargas, contadas no final da semana passada, apenas 7 utilizadores tinham introduzido um código referente a uma infecção, activando assim o circuito de determinação de quem este em contacto e, segundo os parâmetros da aplicação, em risco, para que fossem avisados.
Do ponto de vista probabilístico, num país com perto de 10.000.000 de habitantes e com aproximadamente 400 infecções diárias, tendo em conta o número de infectados desde o lançamento da aplicação, o número de códigos introduzidos deveria ter sido francamente superior, pelo que nos equacionamos quanto ao tipo de utilização que está a ser feito da aplicação.
quarta-feira, setembro 09, 2020
Bombeiro morre em Oliveira de Frades - 1ª parte
Num ano em que, em consequência da actual pandemia, toda a problemática dos incêndios florestais foi secundarizada, verificando-se um substancial aumento de área ardida face a 2019, registou-se mais uma vítima mortal, de um bombeiro que combatia um incêndio em Oliveira de Frades, num ano atípico e que contraria a tendência de redução do número de mortes resultantes dos fogos ocorridos no Verão, durante o qual morreram 5 bombeiros e o piloto de um Canadair.
O bombeiro, Pedro Ferreira de 38 anos, chefe da EPI da corporação local, foi inicialmente dado como desaparecido, tendo sido encontrado já sem vida, sendo apontado inicialmente como causa da morte a inalação de fumos, já que o corpo não estava queimado, mas outras causas estão em aberto, sendo que apenas a autópsia poderá revelar quais as causas da morte.
Este é um número de vítimas mortais excepcionalmente alta face aos indêndios ocorridos, não se encontrando em linha com os números dos anos mais recentes, e fazendo-nos regressar a alguns dos anos trágicos, onde efectivamente perderam a vida diversos bombeiros, mas que ocorreram há mais de uma década, após o que a tendência tem sido no sentido da redução do número de vítimas, exceptuando-se as tragédias de 2018, onde o grande número de mortes ocorreu entre as populações.
Dado que não acreditamos em coincidências, mesmo tratando-se de número absolutos baixos, se quisermos uma abordagem probabilística, mas que, mesmo neste tipo de dimensão ou universo, se revelam anormais, saindo completamente da sequência, pelo que terá que existir um conjunto de causas para que este número surja, sendo certo que ainda temos pela frente meses onde o número de ocorrências será elevado e, consequentemente, a possibilidade de ocorrência de vítimas irá ser semelhante à destes últimos meses.
O bombeiro, Pedro Ferreira de 38 anos, chefe da EPI da corporação local, foi inicialmente dado como desaparecido, tendo sido encontrado já sem vida, sendo apontado inicialmente como causa da morte a inalação de fumos, já que o corpo não estava queimado, mas outras causas estão em aberto, sendo que apenas a autópsia poderá revelar quais as causas da morte.
Este é um número de vítimas mortais excepcionalmente alta face aos indêndios ocorridos, não se encontrando em linha com os números dos anos mais recentes, e fazendo-nos regressar a alguns dos anos trágicos, onde efectivamente perderam a vida diversos bombeiros, mas que ocorreram há mais de uma década, após o que a tendência tem sido no sentido da redução do número de vítimas, exceptuando-se as tragédias de 2018, onde o grande número de mortes ocorreu entre as populações.
Dado que não acreditamos em coincidências, mesmo tratando-se de número absolutos baixos, se quisermos uma abordagem probabilística, mas que, mesmo neste tipo de dimensão ou universo, se revelam anormais, saindo completamente da sequência, pelo que terá que existir um conjunto de causas para que este número surja, sendo certo que ainda temos pela frente meses onde o número de ocorrências será elevado e, consequentemente, a possibilidade de ocorrência de vítimas irá ser semelhante à destes últimos meses.
terça-feira, setembro 08, 2020
"Stay away Covid" já operacionalizada - 3ª parte
A aplicação necessita de suporte a nível do sistema operativo, e vários utilizadores alertaram, há alguns meses, para a presença de uma suposta aplicação de alerta para o Covid, quando tal não passa de um conjunto de rotinas base, sobre a qual correr a aplicação agora disponibilizada ou outras similares, o que pode deixar em aberto qual o conteúdo e a acção do suporte existente em cada dispositivo.
Em teoria, nunca seriam disponibilizadas mais informações do que aquelas que habitualmente fornecemos quando utilizamos um dispositivo móvel, pelo que o acréscimo seria a informação de que uma aplicação para controle de contactos de risco estaria instalada e em uso e, no limite, a possibilidade de interceptar dados encriptados, sob a forma de cadeias e que, na verdade, pouco acrescem ao que já é fornecido.
Podem ser levantadas outras questões, como a incompatibilidade da aplicação com equipamentos mais antigos, para os quais o "software" de suporte não está disponível, nem virá a estar, dado que representa um investimento que os fabricantes não irão suportar, ou o consumo de bateria resultante de ter uma nova aplicação activa e do estabelecimento de comunicações via "bluetooth" com uma elevada frequência.
Obviamente, desconhece-se a percentagem de dispositivos em que a aplicação não pode ser instalada, por terem um sistema operativo mais antigo, nem quantos poderão já não se encontrar em condições de suportar o acréscimo do peso das comunicações, pensamos será residual e utilizada por quem tem menos interesse na tecnologia e, possivelmente, não iria instalar a aplicação.
Em teoria, nunca seriam disponibilizadas mais informações do que aquelas que habitualmente fornecemos quando utilizamos um dispositivo móvel, pelo que o acréscimo seria a informação de que uma aplicação para controle de contactos de risco estaria instalada e em uso e, no limite, a possibilidade de interceptar dados encriptados, sob a forma de cadeias e que, na verdade, pouco acrescem ao que já é fornecido.
Podem ser levantadas outras questões, como a incompatibilidade da aplicação com equipamentos mais antigos, para os quais o "software" de suporte não está disponível, nem virá a estar, dado que representa um investimento que os fabricantes não irão suportar, ou o consumo de bateria resultante de ter uma nova aplicação activa e do estabelecimento de comunicações via "bluetooth" com uma elevada frequência.
Obviamente, desconhece-se a percentagem de dispositivos em que a aplicação não pode ser instalada, por terem um sistema operativo mais antigo, nem quantos poderão já não se encontrar em condições de suportar o acréscimo do peso das comunicações, pensamos será residual e utilizada por quem tem menos interesse na tecnologia e, possivelmente, não iria instalar a aplicação.
segunda-feira, setembro 07, 2020
Land Rover Owners de Outubro de 2020 já nas bancas
Já se encontra nos locais de venda habituais a edição de Outubro de 2020 da Land Rover Owners International, com o destaque a ir, mais uma vez, para o novo Defender e para as aventuras que com ele se podem viver em Inglaterra, numa tendência para apoiar o turismo a nível nacional que resulta das restrições nas viagens e, no caso concreto, da saída da Comunidade Europeia, do que decorrem mais problemas de deslocação entre países.
O 25º aniversário do Range Rover Classic, um dos mais importantes modelos da marca, a excelente reconstrução de um Serie 1, o primeiro modelo da Land Rover, o guida de compra para o Discovery Sport, adaptado à realidade inglesa, mas onde se destacam vários pontos a ter em conta, e um híbrido baseado dum Serie, que demonstra as suas capacidades fora de estrada, estão igualmente em destaque.
Estão, ainda presentes, diversos artigos técnicos interessantes e com utilidade prática, destacando-se a construção de um motor 2.8 litros a partir do que é usado nos modelos 300Tdi, a adição de um turbo-compressor num Freelander a gasolina ou como reparar ou melhorar a suspensão num Defender, e que podem ser inspiração para os trabalhos a efectuar no Inverno que se aproxima.
A apresentação de produtos ganha relevo com um artigo sobre a preparação de veículos para expedições ou como simples alojamento em substituição de um quarto de hotel, sendo complementada por testes e avaliações de produtos e equipamentos e pela publicidade temática, a que acresce todo um conjunto de secções regulares, incluindo-se aqui a divulgação de actividades dos clubes e a participação dos leitores, secções que continuam a ter a preferência de muitos.
O 25º aniversário do Range Rover Classic, um dos mais importantes modelos da marca, a excelente reconstrução de um Serie 1, o primeiro modelo da Land Rover, o guida de compra para o Discovery Sport, adaptado à realidade inglesa, mas onde se destacam vários pontos a ter em conta, e um híbrido baseado dum Serie, que demonstra as suas capacidades fora de estrada, estão igualmente em destaque.
Estão, ainda presentes, diversos artigos técnicos interessantes e com utilidade prática, destacando-se a construção de um motor 2.8 litros a partir do que é usado nos modelos 300Tdi, a adição de um turbo-compressor num Freelander a gasolina ou como reparar ou melhorar a suspensão num Defender, e que podem ser inspiração para os trabalhos a efectuar no Inverno que se aproxima.
A apresentação de produtos ganha relevo com um artigo sobre a preparação de veículos para expedições ou como simples alojamento em substituição de um quarto de hotel, sendo complementada por testes e avaliações de produtos e equipamentos e pela publicidade temática, a que acresce todo um conjunto de secções regulares, incluindo-se aqui a divulgação de actividades dos clubes e a participação dos leitores, secções que continuam a ter a preferência de muitos.
domingo, setembro 06, 2020
"Stay away Covid" já operacionalizada - 2ª parte
Por outro lado, o estabelecimento de uma teia de contactos via "bluetooth" não é absolutamente segura, pelas características inerentes a este protocolo, sendo absolutamente possível a existência de erros de comunicação ou um avaliar errado de distâncias, do que resulta uma informação errada que determina um erro nos contactos, erro esse que pode afectar toda uma cadeia de comunicações.
A privacidade é assegurada pelo anonimato e pela destruição dos dados, passadas duas semanas, período que se considera como o necessário para que de um contacto não surja uma infecção, sendo que este prazo nos levanta algumas dúvidas, dado que todo o processo de testagem implica alguns dias, a que acrescem os dias necessários para que alguém sinta sintomas, podendo assim, nalguns casos, exceder os 15 dias.
Assim, não são fornecidas informações quanto ao local e hora de contacto com um infectado, do que podia resultar a identificação do mesmo, sendo certo de que esse tipo de informação, que pode revelar qual o tipo de local e interacção seriam determinantes para apurar qual o nível de risco, mas o equilíbrio entre a precisão e efectividade dos alertas e a privacidade levou a esta opção, sempre discutível, mas que será a que respeita a legislação em vigor.
Segundo os autores, a informação armazenada não passa de um conjunto de sequências encriptadas e apenas a comparação entre estas determinará a existência de um contacto de risco, pelo que estes dados, mesmo nas mãos erradas, não teriam qualquer utilidade.
A privacidade é assegurada pelo anonimato e pela destruição dos dados, passadas duas semanas, período que se considera como o necessário para que de um contacto não surja uma infecção, sendo que este prazo nos levanta algumas dúvidas, dado que todo o processo de testagem implica alguns dias, a que acrescem os dias necessários para que alguém sinta sintomas, podendo assim, nalguns casos, exceder os 15 dias.
Assim, não são fornecidas informações quanto ao local e hora de contacto com um infectado, do que podia resultar a identificação do mesmo, sendo certo de que esse tipo de informação, que pode revelar qual o tipo de local e interacção seriam determinantes para apurar qual o nível de risco, mas o equilíbrio entre a precisão e efectividade dos alertas e a privacidade levou a esta opção, sempre discutível, mas que será a que respeita a legislação em vigor.
Segundo os autores, a informação armazenada não passa de um conjunto de sequências encriptadas e apenas a comparação entre estas determinará a existência de um contacto de risco, pelo que estes dados, mesmo nas mãos erradas, não teriam qualquer utilidade.
sábado, setembro 05, 2020
Semáforos no Google Maps
Começaram a aparecer nalgunas versões de teste do Google Maps, e por enquanto apenas nos Estados Unidos, pequenos indicadores da presença de semáforos, representados, actualmente, por pequenos ícones estáticos, ou seja, sem reproduzir o respectivo estado actual.
Estes pequenos semáforos, que quase passam desapercebidos para quem não faz "zoom" da zona, destinam-se, nesta fase, a alertar os automobilistas da respectiva presença e, naturalmente, para a possibilidade de uma paragem, caso se encontrem vermelhos na altura da passagem, bem como para um trajecto mais demorado, caso esteja presente um elevado número de semáforos.
O Google não informou se pretende conferir uma nova funcionalidade, concretamente adicionar a informação quanto aos estado dos semáforos, o que implica, naturalmente, um grau de complexidade muito substancial, dado que obriga a actualizações em tempo real e a falha destas pode resultar em acidentes, com consequências imprevisíveis, inclusivé em termos legais.
No entanto, não nos espantaria se estivermos perante o advento de novas funcionalidades, o que implicaria um tipo de conectividade elevada e partilha de dados em tempo real, bem como um conjunto de equipamentos que estão cada vez mais presentes nos veículos mais recentes, com sistemas de auxiliares à condução e que podem, nalguns casos, detectar semáforos e qual a luz activa nestes.
Estes pequenos semáforos, que quase passam desapercebidos para quem não faz "zoom" da zona, destinam-se, nesta fase, a alertar os automobilistas da respectiva presença e, naturalmente, para a possibilidade de uma paragem, caso se encontrem vermelhos na altura da passagem, bem como para um trajecto mais demorado, caso esteja presente um elevado número de semáforos.
O Google não informou se pretende conferir uma nova funcionalidade, concretamente adicionar a informação quanto aos estado dos semáforos, o que implica, naturalmente, um grau de complexidade muito substancial, dado que obriga a actualizações em tempo real e a falha destas pode resultar em acidentes, com consequências imprevisíveis, inclusivé em termos legais.
No entanto, não nos espantaria se estivermos perante o advento de novas funcionalidades, o que implicaria um tipo de conectividade elevada e partilha de dados em tempo real, bem como um conjunto de equipamentos que estão cada vez mais presentes nos veículos mais recentes, com sistemas de auxiliares à condução e que podem, nalguns casos, detectar semáforos e qual a luz activa nestes.
sexta-feira, setembro 04, 2020
"Estado de contingência" a partir de 15 de Setembro - 3ª parte
Portanto, temos que nos interrogar se estamos diante de uma medida de saúde pública ou de uma operação de mera antecipação de um potencial perda de popularidade quando a crise se sentir com maior intensidade e a contestação aumentar, algo que o próprio Governo, indirectamente, confessa ao tentar, a todo o custo um acordo político que garanta uma maioria durante a duração da legislatura.
Seguindo esta teoria, o anúncio de uma medida aparentemente enérgica, como o "estado de contingência", mas sem lhe conferir conteúdo, serve o propósito político, sem que daqui decorram consequências nefastas em termos de saúde pública, a qual só será afectada quando e se ao abrigo deste estado de excepção forem impostas restrições que, aparentemente, o Governo quer evitar, sob pena de prejudicar uma economia já de sí devastada.
Dado que o facilitismo e o seguidismo que caracterizaram a acção governamental na altura da chegada da pandemia e a incapacidade de planear uma resposta efectiva para a invitável conjugação da chegada de uma segunda vaga de infecções e do degradar das condições de vida das populações, ainda sem ter recebido as verbas prometidas pela Comunidade Europeia e sem possibilidade de decretar um novo confinamento, aproximamo-nos do caos governativo, bem patente nas reacções de membros do Governo, sendo as feitas pelo Primeiro-Ministro relativamente aos médicos o exemplo mais evidente.
Sem grandes alternativas, confirmando as más escolhas para muitas das pastas ministeriais mais importantes, mas tentando um acordo que permita sobreviver até ao final da legislatura, mesmo que enfrentando uma possível ira popular, continuamos a assistir ao anúncio de medidas avulsas, desenquadradas de qualquer estratégia e de uma visão integrada e objectiva da realidade nacional, antevendo-se um rápido degradar da situação política e uma severa crise económica e financeira.
Seguindo esta teoria, o anúncio de uma medida aparentemente enérgica, como o "estado de contingência", mas sem lhe conferir conteúdo, serve o propósito político, sem que daqui decorram consequências nefastas em termos de saúde pública, a qual só será afectada quando e se ao abrigo deste estado de excepção forem impostas restrições que, aparentemente, o Governo quer evitar, sob pena de prejudicar uma economia já de sí devastada.
Dado que o facilitismo e o seguidismo que caracterizaram a acção governamental na altura da chegada da pandemia e a incapacidade de planear uma resposta efectiva para a invitável conjugação da chegada de uma segunda vaga de infecções e do degradar das condições de vida das populações, ainda sem ter recebido as verbas prometidas pela Comunidade Europeia e sem possibilidade de decretar um novo confinamento, aproximamo-nos do caos governativo, bem patente nas reacções de membros do Governo, sendo as feitas pelo Primeiro-Ministro relativamente aos médicos o exemplo mais evidente.
Sem grandes alternativas, confirmando as más escolhas para muitas das pastas ministeriais mais importantes, mas tentando um acordo que permita sobreviver até ao final da legislatura, mesmo que enfrentando uma possível ira popular, continuamos a assistir ao anúncio de medidas avulsas, desenquadradas de qualquer estratégia e de uma visão integrada e objectiva da realidade nacional, antevendo-se um rápido degradar da situação política e uma severa crise económica e financeira.
quinta-feira, setembro 03, 2020
"Stay away Covid" já operacionalizada - 1ª parte
A aplicação "Stay away Covid" para dispositivos móveis já está disponível e operacionalizada, desde o dia 01 de Setembro, alertando os utilizadores caso tenham estado na presença de alguém que foi testado como positivo e facilitando a interacção destes com o sistema de saúde.
Esta aplicação foi desenvolvida gratuitamente pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, obedecendo aos requisitos, recomendações e orientações da Comissão Nacional de Proteção de Dados e integrada no sistema de saúde pública, não representando quaisquer custos para quem a utilize.
Quando alguém é testado como positivo, recebe um código único e intransmissível, que deverá introduzir no seu dispositivo móvel, sendo, a partir desse momento, alertados outros utilizadores que tenham estado na presença deste infectado durante um mínimo de 15 minutos e a menos de 2 metros durante as duas últimas semanas.
Obviamente, dependendo das circunstâncias, a proximidade, mesmo que prolongada, pode ser irrelevante, dado que a aplicação não detecta se existe uma barreira física, como, por exemplo, um vidro, entre dois utilizadores, sendo certo que uma infecção pode ocorrer num espaço de tempo muito mais curto.
Esta aplicação foi desenvolvida gratuitamente pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, obedecendo aos requisitos, recomendações e orientações da Comissão Nacional de Proteção de Dados e integrada no sistema de saúde pública, não representando quaisquer custos para quem a utilize.
Quando alguém é testado como positivo, recebe um código único e intransmissível, que deverá introduzir no seu dispositivo móvel, sendo, a partir desse momento, alertados outros utilizadores que tenham estado na presença deste infectado durante um mínimo de 15 minutos e a menos de 2 metros durante as duas últimas semanas.
Obviamente, dependendo das circunstâncias, a proximidade, mesmo que prolongada, pode ser irrelevante, dado que a aplicação não detecta se existe uma barreira física, como, por exemplo, um vidro, entre dois utilizadores, sendo certo que uma infecção pode ocorrer num espaço de tempo muito mais curto.
quarta-feira, setembro 02, 2020
"Estado de contingência" a partir de 15 de Setembro - 2ª parte
Naturalmente, independentemente das restrições, que certamente existirão, o Governo está a enviar uma mensagem de alerta, tentando combater comportamentos de risco, mas, igualmente, a proteger-se caso a situação pandémica se agrave, tal como é expectável.
Desta forma, caso a evolução não seja tão negativa quanto se prevê, o Governo irá reclamar os louros, usando esta medida como exemplo do trabalho feito, mas, caso tudo se complique, outro argumento, o de que terá sido feito o possível sem comprometer a economia, será utilizado como forma de minorar os danos na imagem do executivo e reduzir o inevitável preço político.
Depois de uma conduta errática, seguindo a pressão popular, na altura em que surgiu a pandemia, deixando-se arrastar pelos acontecimentos e incapaz de se antecipar, numa demonstração de impreparação, falta de liderança e, em muitos casos, completa incompetência na gestão de crises, esta medida preventiva, de legalidade duvidosa, destina-se a contrariar a impressão deixada e evitar uma condenação popular caso a situação evolua de forma mais negativa do que o esperado.
Aliás, face à possibilidade de uma segunda vaga da pandemia e ao despertar das populações para uma nova realidade, de uma crise sem precendentes, que levará muitos a enfrentar dificuldades que nunca esperou conhecer, a popularidade do Governo, sem dúvida, irá cair, podendo levar a uma forte agitação social e mesmo, futuramente, a uma dissolução do Parlamento.
Desta forma, caso a evolução não seja tão negativa quanto se prevê, o Governo irá reclamar os louros, usando esta medida como exemplo do trabalho feito, mas, caso tudo se complique, outro argumento, o de que terá sido feito o possível sem comprometer a economia, será utilizado como forma de minorar os danos na imagem do executivo e reduzir o inevitável preço político.
Depois de uma conduta errática, seguindo a pressão popular, na altura em que surgiu a pandemia, deixando-se arrastar pelos acontecimentos e incapaz de se antecipar, numa demonstração de impreparação, falta de liderança e, em muitos casos, completa incompetência na gestão de crises, esta medida preventiva, de legalidade duvidosa, destina-se a contrariar a impressão deixada e evitar uma condenação popular caso a situação evolua de forma mais negativa do que o esperado.
Aliás, face à possibilidade de uma segunda vaga da pandemia e ao despertar das populações para uma nova realidade, de uma crise sem precendentes, que levará muitos a enfrentar dificuldades que nunca esperou conhecer, a popularidade do Governo, sem dúvida, irá cair, podendo levar a uma forte agitação social e mesmo, futuramente, a uma dissolução do Parlamento.
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