terça-feira, agosto 23, 2022

Pala de Sol com écran - 1ª parte

Adicionar um pequeno écran, mesmo que de uso temporário, que permita visualizar as imagens de uma câmara de marcha atrás, sem interferir com a visibilidade ou espaço útil, podendo ainda ter outras utilizações, pode ser uma boa opção para muitos veículos, pelo que este sistema incluído numa pala de sol universal, de cor beije, pode revelar-se interessante.

O elemento central é um pequeno écran de 7 polegadas, com formato 16:9 / 4:3, configurável, e uma resolução que atinge os 800 x 480 RGB, e onde estão incluídos os botões de controle, um pequeno espelho de cortesia e um local para iluminação que, de raiz, é inexistente, mas pode, com algum trabalho e perícia, ser devidamente utilizado.

Os botões capacitivos permitem circular pelos diversos menús, o que permite activar funções, como o uso da câmara de marcha atrás, se conectada e não activada automaticamente, sendo possível ter uma imagem sobre outra, e configurar as diversas opções, entre estas a linguagem utilizada, que inclui, entre outras, o inglês e o português.

Em paralelo, é possível recorrer ao controle remoto, incluido no conjunto, e que recorre a infra-vermelhos, para controlar este sistema, sendo esta a solução ideal para quem viaje num local onde seja difícil recorrer aos botões físicos, que são francamente mais simples de utilizar e muito mais fiáveis, já que este controle remoto tenta ser tão barato quanto possível, mesmo sacrificando alguma qualidade.

segunda-feira, agosto 22, 2022

Estado vai investir mais de 4 milhões de Euros no SIRESP - 3ª parte

Obviamente, existe a questão dos equipamentos terminais, adquiridos para a plataforma existente, e que representam um enorme investimento, os quais teriam que ser substituídos para que os utilizadores pudessem explorar todas as funcionalidades de uma nova plataforma, mas que, caso esta tenha retro compatibilidade com normas e protocolos anteriores, pode ser efectuado de forma faseada, controlando assim os custos inerentes à transição.

Infelizmente, e voltando ao mesmo tipo de comparação, é exactamente como alguém que tem um chasso, um veículo velho, lento, inadequado para os dias de hoje, em vez de o trocar, obtendo o valor possível pela entrega de um usado para adquirir um novo, decide comprar um segundo chasso, como redundância do primeiro, assumindo que, desta forma, garante a disponibilidade, sem se preocupar com tudo o resto, incluindo-se aqui, por exemplo, desempenho e custos de manutenção.

Esta tem sido a política do Estado, e já atravessou diversos governos, com distintas orientações e predominâncias partidárias, no que não passa de um dispêndio absurdo de recursos públicos sem que de tal resulte um sistema fiável, eficiente e moderno, capaz de responder de forma adequada às necessidades dos dias de hoje, e para as quais existem tecnologias fiáveis e testadas prontamente disponíveis.

Este investimento, lamentável, não passa de uma confirmação da incapacidade de promover as alterações necessárias no sistema de comunicações de emergência, tal como sucede em numerosas outras áreas e serviços públicos, do que tem resultado um cada vez maior atraso de Portugal face a outros países, que optam por políticas distintas, que apostam na inovação e no progresso, aceitando o risco e o preço de abandonar tudo o que já pertence ao passado e, tendo tido a sua utilidade, e mesmo glória, hoje não passa de um peso inútil que a todos penaliza.

domingo, agosto 21, 2022

As versões alternativas do UBACS - 1ª parte

Do enorme sucesso do UBACS, a veste militar concebida para ser usada sob um colete de protecção, resultou o aparecimento de inúmeras ofertas de produtos semelhantes, não provenientes de excedentes militares, e que, dependendo do fabricante, têm características distintas, apresentando algumas diferenças face ao modelo oficial utilizado por diversas forças armadas.

O conceito é, naturalmente, o mesmo, ou seja, um tecido leve e respirável na zona do tronco, tipicamente algodão, o que difere do Coolmax das versões oficiais, sendo, tipicamente, completamente liso, com uma cor condizente com o padrão de camuflagem ou cor das mangas, e sem bolsos ou acessórios que, sob um colete balístico ou outro de peso equivalente, o tornasse desconfortável.

Ao contrário das versões oficiais, os modelos de fabricantes alternativos tendem a ter um capuz impermeável, com pala, ajustável, no mesmo padrão do colarinho e das mangas, sendo fechados ao nível do peito com um fecho éclair YKK resistente e que permite ao colarinho ficar direito, protegendo o pescoço, caso tal seja a opção do utilizador.

As mangas são num tecido que tende a ser uma mistura de poliéster e de algodão, são almofadadas e têm bolsos de ambos os lados, fechados com velcro, material que é, igualmente, utilizado para a colocação de insígnias e para o ajuste dos pulsos, sendo mais espessas na zona dos cotovelos, com uma camada dupla do tecido utilizado, já de sí bastante espesso.

sábado, agosto 20, 2022

Opera 90 final já disponível

O Opera apresentou a versão 90 do seu popular navegador, que,após o processo de actualização, rápido e completamente automatizado, deve reportar a compilação 90.0.4480.48, caso efectuado nesta data, incorporando diversas correcções e melhoramentos mas, como em actualizações recentes, poucas novidades funcionais.

Talvez a alteração mais visível seja mesmo o acesso mais simples à VPN Pro, um serviço pago, que pode ser testado gratuitamente e que agora, com uma única subscrição, pode proteger até meia dúzia de dispositivos partilhados pelo mesmo utilizador, sendo óbvio que o Opera pretende assim uma fonte de receitas extra que suporte um excelente produto distribuido gratuitamente.

Para além do ênfase na VPN, que também está disponível gratuitamente, embora com menos funcionalidades e menor desempenho, existem alterações que resultam da actual conjuntura, como a mudança dos motores de pesquisa dependendo do local de utilização, e de parâmetros e configurações que visam cumprir disposições nacionais, o que demonstra a atenção que o Opera tem face a estes detalhes.

Ao longo de muitas dezenas de linhas constantes dos registos de alterações, fica patente que a esmagadora maioria são correcções e que a maioria dos utilizadores não se irá aperceber de alterações após a actualização que, por questões de segurança e estabilidade do sistema, aconselhamos a ser efectuada com a brevidade possível, dado ser um processo rápido e que apenas interrompe o trabalho por escassos segundos.

sexta-feira, agosto 19, 2022

Estado vai investir mais de 4 milhões de Euros no SIRESP - 2ª parte

Naturalmente, a redundância é importante, tratando-se de uma rede de emergência, cuja disponibilidade deve ser permanente em quaisquer circunstâncias, mas, sem obviar o problema da largura de banda e das funcionalidades que dependem da capacidade de transmissão de dados, os estrangulamentos vão continuar, e com isso muitos dos actuais problemas, como a dificuldade de acesso à rede, sentida em situações de maior pressão.

A largura de banda, que depende da rede, neste caso 2G, sobre a qual assentam as comunicações, representa um problema inultrapassável mantendo a actual tecnologia e mesmo agregando canais e balançando a carga de forma mais dinâmica, o que, só por sí, também tem implicações tecnológicas, o desempenho nunca irá aumentar substancialmente, continuando a ficar longe das ofertas actuais, que recorrem a plataformas distintas, sobre as quais assentam outros protocolos.

Infelizmente, por muito que custe a alguns, só mesmo a mudança da tecnologia base pode permitir um melhoramento substancial do desempenho e a disponibilização de novas funcionalidades, pelo que investir na actual plataforma apenas adia o inevitável, enquanto o SIRESP se vai tornando cada vez mais obsoleto e um sorvedouro de dinheiro, sugerindo que ou falta coragem para mudar de direcção, ou a existência de demasiados interesses impede as mudanças que se impõe.

Em vez de optar por um sistema de redundância via satélite, este pode, perfeitamente, ser a base das comunicações, estando demonstrada a sua fiabilidade e desempenho, sendo disso exemplo o acesso à Internet nas zonas em guerra na Ucrânia, onde, mesmo face a grandes exigências e a uma utilização intensiva, esta opção tem vindo a provar, sendo patente que é uma alternativa a comunicações baseadas em fibra óptica, particularmente vulneráveis em zonas de combate ou, como em Portugal, de incêndios florestais.

quinta-feira, agosto 18, 2022

Governo anuncia 81 novos veículos de combate a incêndios florestais - 3ª parte

Com uma semana de incêndio na Serra da Estela, as fragilidades do País ficam amplamente demonstradas, e estas não se centram no combate, embora de todos os lados cheguem pedidos de reforços de meios, sendo patente que o que todos chamam causas estruturais, e que usam esta palavra para designar algo de imutável ou intocável, cuja alteração pode causar a ruina do País, está na origem não do fogo, mas da forma como se propaga, tornando inviável o combate.

O apelo incessante aos meios aéreos, que nunca são ou serão em número suficiente, traduz bem a realidade de um território inacessível e perigoso, onde o combate por terra enfrenta demasiadas limitações, inclusivé em termos de mobilidade, sobretudo em áreas protegidas onde acessos e aceiros são virtualmente inexistentes, impossibilitando não apenas as manobras, mas a existência de alternativas que permitam uma retirada em segurança.

Neste cenário, onde o combate por terra enfrenta dificuldades acrescidas, vendo-se muitos meios parados, por impossibilidade de participar nas operações, temos que nos interrogar se, para além de uma manobra de propaganda, estes novos veículos trariam algo de novo, para além da possibilidade de substituir meios mais antigos, num país onde os recursos humanos também escasseiam, sobretudo no Interior, o que levanta graves problemas de recrutamento, não apenas resultantes do crescente desiquilibrio demográfico, mas também da indiferença com que o poder central, e seus delegados, mesmo os eleitos localmente, aborda todo o complexo problema dos fogos.

A aquisição destes veículos, actualmente, não passa de um anúncio, cuja concretização pode ou não ocorrer, e que, anunciada num momento em que os incêndios assolam o País, não passa de uma triste resposta de quem pouco ou nada tem contribuído para resolver um problema complexo mas que, nem por isso, pode ter a solução continuamente adiada, ficando ao nível da mera propaganda, área em que, efectivamente, muitos políticos nacionais se têm especializado, por vezes contratando especialistas na matéria, quando, por muito menos, podiam ter contratado quem pudesse contribuir para uma verdadeira solução.

quarta-feira, agosto 17, 2022

Estado vai investir mais de 4 milhões de Euros no SIRESP - 1ª parte

O anúncio de um novo investimento, de 4.200.000 de Euros no SIRESP, a rede de comunicações de emergência do Estado, que visa obter uma maior redundância, recorrendo a comunicações via satélite, surge no seguimento de uma longa sequência de tentativas para actualizar algo que, pela data de concepção e forma de implementação, tem as limitações inerentes à idade e às tecnologias então disponíveis.

A ideia é adquirir seis centenas de equipamentos capazes de assegurar a comunicação via satélite, em caso de falha, ou seja, como redundância, mas não como aumento da largura de banda disponível, o que é, efectivamente, um dos factores críticos da rede e que impede a implementação de novas funcionalidades, para além de resultar em diversos constrangimentos que, não tornando a rede inoperacional, resultam numa perda de desempenho que, nalgumas situações reportadas, atinge níveis críticos.

No fundo, é como investir num automóvel construído com uma tecnologia com uma trintena de anos, no qual se vão trocando peças na esperança de obter um melhor desempenho, ignorando que um chassis antigo e com uma concepção para um determinado propósito, mesmo com novo motor e diversos melhoramentos, nunca poderá equiparar-se a um veículo recente da mesma classe.

No entanto, é exactamente isto que tem sido feito, numa sucessão de investimentos que nunca ultrapassarão o facto de as normas Tetra e tecnologia 2G estarem limitadas, permanencendo estrangulamentos inultrapassáveis e uma ausência de funcionalidades que, nos dias de hoje, nos parecem tão naturais como essenciais e estão presentes em qualquer telefone actual.

terça-feira, agosto 16, 2022

Governo anuncia 81 novos veículos de combate a incêndios florestais - 2ª parte

Assistimos, tal como na maioria dos Verões, a uma autêntica tragédia, humana, económica e ambiental, que se repete continuamente, e para a qual encontramos as habituais desculpas, que tendem a centrar-se no clima, que efectivamente tem um enorme peso, mas não é um factor imprevisível, sendo de esperar, mesmo para um leigo, que no Verão esteja calor e pouca humidade, e na mão humana, sempre presente, segundo declarações, obviamente falsas, do primeiro ministro.

Mesmo sabendo que existe mão humana, seja por negligência, seja por dolo, em muitos incêndios, existe um outro factor determinante, o abandono do Interior, do que resulta uma diminuição da actividade agrícola e um território desordenado, invadido por espécies que crescem expontaneamente, enquanto o solo se cobre de materiais finos, que permitem uma rápida propagação das chamas.

Obviamente, sobre esta última vertente, que é realmente determinante, pois permite que o fogo progrida, pouco se faz, não havendo um esforço real para repovoar o Interior, rentabilizar os espaços agrícolas e, finalmente, impor regras, apenas possíveis de implementar e cumprir quando existe retorno económico, sem o que, mesmo perante a ameaça de multas, pouco ou nada será feito.

São inúmeros os especialistas que apontam soluções que, com pequenas variações, seguem no mesmo sentido, pelo que poucas dúvidas devem restar, salvo para quem pretenda adiar soluções, que sabem serem trabalhosas e entrar em conflito com interesses estabelecidos, e que optam, continuamente, por paliativos que podem chegar sob a forma da aquisição de meios, como hoje se verifica, ou pelo adiar, normalmente a pretexto da necessidade de novos estudos e da complexidade do processo.

segunda-feira, agosto 15, 2022

Whatsapp aumenta privacidade dos utilizadores

O Whatsapp, actualmente integrado no grupo do Facebook, anunciou um conjunto de novas funcionalidades que visam aumentar a privacidade dos seus utilizadores, devendo estarem disponíveis brevemente, embora faseadamente, começando por quem utiliza as versões de teste, onde as novidades chegam antecipadamente, sendo necessário actualizar a aplicação para dispor destas novas possibilidades.

Passa a ser possível sair de um grupo sem que exista uma notificação geral, sendo apenas avisado o administrador, pelo que outros elementos do grupo não terão conhecimento desta situação, o que permite preservar a privacidade de quem opta por se afastar.

Outra funcionalidade é aquela que impede a captura de écran, algo que pode resultar em dispositivos móveis, mas dificilmente será utilizável nos clientes de Whatsapp para computadores, que recorrem a outro tipo de método, e mesmo de programas alternativos, para capturar écrans.

Finalmente, é possível limitar o acesso ao estado de activo ou inactivo, escolhendo entre todos, contactos ou selecionando grupos ou contactos específicos, tal como se pode controlar o acesso à informação relativa à última vez que se esteve activo, de modo a que seja impossível, caso se pretenda, determinar quando um utilizador esteve "online", o que será de activar quando possível.

domingo, agosto 14, 2022

Land Rover Owners de Setembro de 2022 já nas bancas

Já se encontra nos locais de venda habituais a edição de Setembro de 2022, e o protagonismo recai num Discovery 3, um modelo que em Inglaterra custa o equivalente a 5.500 Euros e, devidamente preparado, segundo os autores do artigo, se compara favoravelmente com um Defender, um veículo que, apesar da sua maior rusticidade, tem um valor de de mercado francamente mais elevado.

Merece igualmente destaque um artigo de Tom Shepard, um especialista em viagens fora de estrada a lugares remotos, e o teste do seu equipamento de navegação, outro onde é explicado porque apenas os antigos Serie se aventuram nas montanhas entre a Índia e o Nepal, bem como o teste a 29 equipamentos e acessórios que acabam de ser disponibilizados e cobrem diversas vertentes do todo o terreno.

A reconstrução de um antigo Serie 1, a análise de 15 pistas em Inglaterra, a competição a bordo de um Freelander, o mais pequeno dos Land Rover e a instalação de um "snorkel" neste modelo, estão igualmente em evidência, mas estes são apenas alguns dos muitos artigos desta edição, entre os quais os leitores podem, certamente, encontrar alguns que lhes interessem mais directamente, dependendo do gosto pessoal e dos veículos que possuam.

Estão ainda presentes as habituais secções, incluindo-se os artigos técnicos, a participação dos leitores, bem como a divulgação das actividades dos clubes, em muito maior número desde o termo das restrições resultantes da pandemia, sempre complementados pela apresentação de novos equipamentos e acessórios e pela extensa publicidade temática, completando assim mais um número da mais popular publicação independente sobre Land Rover.