Entre o equipamento, para além do indispensável rádio, um equipamento de GPS é cada vez mais uma necessidade do que um luxo, tendo sido distribuidos às equipas de GIPS da Guarda Nacional Republicana (GNR).
Numa recente reportagem, podemos ver um oficial da GNR a marcar pontos de água num GPS, dados esses que poderão mais tarde ser transmitidos a aeronaves que necessitem de reabastecer durante o combate aos fogos, só para citar um exemplo possível.
Numa situação em que cada segundo conta e onde a situação táctica flui a cada momento, localizar um objectivo a partir de indicações muitas vezes vagas, como "é a seguir ao monte do lado esquerdo daquelas árvores grandes", ou outras semelhantes, podem corresponder a uma perda de tempo de consequências trágicas.
Para quem, numa situação de baixa visibilidade, necessite de apoio aéreo, a possibilidade de fornecer coordenadas exactas para um lançamento ou evacuações, mesmo sabendo que a aeronave pode não ver o objectivo, é, hoje em dia, um imperativo que justifica a aquisição destes equipamentos.
Mesmo cientes de que a aquisição de GPS pode ser difícil em termos económicos, a opção por PDA's com GPS incorporados no ambito de parcerias ou programas de mecenato com construtores de equipamentos, pode ser uma opção a ter em conta.
Seguindo esta opção, podemos fornecer contactos de um fabricante que, eventualmente, poderá estar disposto a uma parceria nesta área em que contrapartidas fiscais e publicitárias poderão ser a moeda de troca para o fornecimento de equipamentos, mesmo que recondicionados, de modo a equipar as corporações com um utensílio que é, já hoje, essencial.
Neste aspecto, e para completar a solução proposta, sugerimos a leitura do último texto relativo ao CompeGPS e uma visita ao "site" do MapAdventure, feito especificamente para PDA's e que inclui no preço um conjunto de 12 cartas militares à escala 1/25.000.
quinta-feira, julho 20, 2006
quarta-feira, julho 19, 2006
Nº 12 da Land Portugal sai na próxima 6ª feira
Capa do nº 12 da Revista Land Portugal
Os destaques, segundo a "newsletter" recebido são:
Freelander 2
O herdeiro do melhor compacto 4x4 do mundo chegou. Assistimos à apresentação mundial desta máquina e preparámos um especial de 8 páginas com tudo aquilo que vai querer saber do mais novo membro da família Land Rover.
Também estivemos em Madrid na apresentação do novo motor TDV8, que irá equipar o Range Rover 2007. A não perder!
Rates Billing
A quinta edição alcançou finalmente o êxito esperado. A "Meca dos Land Rovers" em Portugal teve uma comparência sem precedentes, não só entre participantes e expositores mas também nas visitas diárias ao recinto.
Especial Tanqueluz
Depois de várias provas em Portugal e no Estrangeiro, a dupla da Margem Sul prepara uma nova investida no Lisboa-Dakar. Um relato em primeira pessoa da experiência nas duras provas e também dos seus projectos para o futuro.
Viagens e aventura
Um grupo de aventureiros percorre a costa leste da América do Sul, da Patagónia à Terra do Fogo. Uma odisseia autêntica, não fosse o ecletismo das paragens visitadas. A primeira parte desta viagem vai certamente deixar no ar a vontade de conhecer pessoalmente a Natureza selvagem da Argentina e do Chile.
Voos virtuais
Imagem 3D: um auxílio no planeamento aéreo
Assim, com base numa fotografia aérea, na qual são marcadas coordenadas de alguns pontos geográficos, é possível gerar uma imagem 3D, de que resulta uma visualização do terreno de mais fácil interpretação do que olhando para um simples mapa.
No exemplo, uma imagem do mapa da Lousã, em cuja ligação é possível visualizar uma versão com 977x503, demonstra que é fácil e rápido obter este tipo e visualização, que poderão ser úteis para quem coordene meios aéreos, como os CMA.
O relevo é facilmente visível através das linhas geográficas, em azul, que surgem de forma sinuosa, dado acompanharem o relevo da área que representam.
No entanto, para além das imagens estáticas, é possível também efectuar um voo virtual sobre o terreno, algo que pode ser particularmente interessante, por exemplo, para os pilotos de aeronaves que vão operar pela primeira vez na área.
Todo este processo é automatizado, bastando para tal gerar a imagem tridimensional através de um simples comando do rato, após o que se pode posicionar o cursor no ponto de partida e, com o auxílio das teclas, orientar o voo na direcção pretendida.
O CompeGPS permite gravar todo o voo virtual, mas dado que os ficheiros gerados são de dimensões que não permitem colocá-los "on-line", na ordem das dezenas de megabytes se numa resolução aceitável, este é um exemplo que, infelizmente, não podemos aqui deixar.
Embora os comandos de orientação sejam algo lentos, dado que o objectivo não é obter um simulador de voo e sim uma perspectiva da evolução do terreno, a utilização desta possibilidade de conhecer o relevo a partir de diversas perspectivas pode contribuir de forma decisiva quer no planeamento de missões, quer na coordenação entre meios aéreos e terrestres ao facilitar uma visão comum do terreno.
Aconselhamos uma visita ao "site" do CompeGPS e a obter uma versão de demonstração, válida por 30 dias, que permite testar estas possibilidades, nomeadamente a de gerar mapas tridimensionais e efectuar voos virtuais, imaginando como esta tecnologia poderá beneficiar o planeamento de operações.
"Roll-Bar" - 3ª parte
Esboço da peça para angulos (imagem 600x635 no link)
Na imagem pode-se ver uma vista lateral e superior da peça que, do lado esquerdo, terá uma terminação redonda, de 50 mm, na qual entrará o tubo que fará a estrutura principal e 60 mm de comprimento.
O orifício, que serve de ponto de rotação, também será de 50 mm, de modo a que seja compatível com uma peça idêntica ou com um dos tubos sólidos do mesmo diametro que servirão como junção entre segmentos.
Assim, duas peças idênticas serão usadas para formar um angulo, que será rodado sobre um eixo, o qual servirá como suporte de uma barra colocada na perpendicular, fazendo assim uma junção tripla.
No caso de junções quadruplas, o processo será semelhante, aproveitando os encaixes das peças de suporte rotativas, mas com a barra que serve de eixo a projectar-se para ambos os lados, constituindo assim dois pontos de apoio.
Para situações em que não se pretenda saidas laterias, uma simples barra de 50 mm de diametro e com 60 mm de comprimento serve de charneira, mantendo fixas, após soldadura as peças que formam o angulo.
Neste momento, estamos a ver se será possível obter este esquema, bem como o da sapata, em AutoCAD, de modo a que seja mais fácil de visualizar e de descrever bem como possa servir como base a uma eventual orçamentação, após o que tentaremos alargar a discussão deste projecto.
Conforme já referimos, a ideia é produzir um par de peças universais que sirvam de base à construção de qualquer modelos de "roll-bar", numa perspectiva de auxiliar quem necessite deste tipo de protecção a obtê-la a um custo tão baixo quanto possível.
Os restantes componentes tubulares, pela sua natureza, poderão ser mais facilmente adquiridos e cortados localmente, diminuindo assim os custos de transporte associados a equipamentos tão volumosos.
terça-feira, julho 18, 2006
Accionado Plano de Emergência de Vale de Cambra
Grupo de bombeiros durante as operações
Segundo o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC), nenhum destes fogos está circunscrito, sendo o de Piaes, no concelho de Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo, aquele que concentra maior número de meios.
As chamas deflagraram numa zona rural após o meio-dia de domingo e estão a ser combatidas por 199 bombeiros, auxiliados por 58 veículos e três aerotanques pesados, que incluem dois Canadair, um português e um espanhol e o Beriev Be-200 que se encontra em testes.
Desde a tarde de domingo lavra também um incêndio florestal em Paraduça, concelho de Vale de Cambra, no distrito de Aveiro, onde se encontram 103 bombeiros, 23 viaturas, um helicóptero e um avião.
O Plano Municipal de Emergência de Vale de Cambra foi accionado às 09:17 e o 2º comandante distrital de Aveiro encontra-se no teatro de operações, informa o SNBPC.
Em Monte Bento Durão, concelho de Serpa, no distrito de Beja, as chamas deflagraram às 12:30 e estão a ser combatidas por 29 bombeiros, apoiados por nove veículos.
Pelas 11:50 teve início um incêndio em Vinhó, no concelho de Gouveia, distrito da Guarda, que está a ser combatido por 47 bombeiros, apoiados por 11 veículos.
Ainda de acordo com o SNBPC, registaram-se no domingo 226 incêndios e fogachos, que foram combatidos por 2.838 homens, apoiados por 723 veículos.
"Roll-Bar" - 2ª parte
Esboço inical das peças (imagem 1123x726 no link)
Toda a flexibilidade terá, pois, que se basear em diferentes comprimentos de peças e na possibilidade de variar os angulos em que estas serão instaladas nos veículos a proteger, evitando a necessidade de manter "stocks" que venham a onerar o sistema.
Após algum tempo de reflexão e de estudo, concebemos uma primeira hipótese que se baseia em duas únicas peças de desenho próprio e utiliza os já mencionados tubos de aço de 60/50 mm e cilindros de aço de 50 mm de diametro exterior que serão cortados nas medidas necessárias.
Desta forma, as peças a desenhar e produzir serão apenas duas e será com elas, para além dos tubos, que todo o "roll bar" será montado e, quando em posição, soldado e aparafusado na estrutura do veículo.
As duas peças serão uma para fazer os angulos, utilizadas aos pares, que também servirão para zonas de encaixe triplo ou quadruplo, e sapatas, que serão soldadas/aparafusadas em zonas estruturais do veículo.
O esboço inicial da peça de angulo, que será utilizada aos pares, demonstra a simplicidade que se pretende alcançar, sendo esta a mais complexa das peças a produzir.
No próximo texto, contamos colocar um desenho mais elaborado, que permita aos nossos leitores uma ideia mais clara do que se pretende alcançar.
segunda-feira, julho 17, 2006
Beriev entra finalmente em acção
O Beriev Be-200 estreou-se sábado a operar no combate a fogos, tendo ajudado a circunscrever o incêndio que desde a véspera lavrava no Parque Nacional da Peneda-Gerês, em Terras de Bouro.
Depois de testes de abastecimento e de uma paragem forçada devido ao acidente que ocorreu na Barragem da Aguieira, o Be-200 foi utilizado pela primeira vez numa missão de combate real, integrando o dispositivo de combate aos incêndios florestais.
A estreia ocorreu num dia complicado, com os bombeiros a chegar a combater oito fogos em simultâneo, no Norte e Centro do País, no que foram auxiliados por meios aéreos e por dois pelotões de militares que actuaram em Terras de Bouro em acções de apoio e rescaldo.
Não foram, no entanto, fornecidas informações adicionais, nomeadamente em termos de número de descargas, locais e formas de abastecimento, tempos de voo, consumos e outras que seriam da maior importância para tirar algumas conclusões perliminares relativamente à capacidade operacional desta aeronave.
Foi também o dia onde, pela primeira vez este ano, foram ultrapassadas as três centenas de fogos, batendo os 280 que se tinham verificado a 4 de Junho e dando início a um fim de semana de grandes temperaturas de que resultou uma extensa vaga de incêndios.
Depois de testes de abastecimento e de uma paragem forçada devido ao acidente que ocorreu na Barragem da Aguieira, o Be-200 foi utilizado pela primeira vez numa missão de combate real, integrando o dispositivo de combate aos incêndios florestais.
A estreia ocorreu num dia complicado, com os bombeiros a chegar a combater oito fogos em simultâneo, no Norte e Centro do País, no que foram auxiliados por meios aéreos e por dois pelotões de militares que actuaram em Terras de Bouro em acções de apoio e rescaldo.
Não foram, no entanto, fornecidas informações adicionais, nomeadamente em termos de número de descargas, locais e formas de abastecimento, tempos de voo, consumos e outras que seriam da maior importância para tirar algumas conclusões perliminares relativamente à capacidade operacional desta aeronave.
Foi também o dia onde, pela primeira vez este ano, foram ultrapassadas as três centenas de fogos, batendo os 280 que se tinham verificado a 4 de Junho e dando início a um fim de semana de grandes temperaturas de que resultou uma extensa vaga de incêndios.
"Roll-Bar" - 1ª parte
Um exemplo de "roll-bar" interno simples
Assim, torna-se necessário reforçar os habitáculos dos veículos, evitando uma deformação que provoque o esmagamento dos ocupantes, pelo que temos investigado alguns equipamentos, quer a nível de fabricantes, quer de peças que permitam construir este tipo de equipamentos por um valor inferior ao praticado no mercado.
Basicamente, um "roll-bar", consiste numa estrutura metálica indeformável que é aparafusada ou soldada em pontos estruturais de um veículo, dando origem a uma espécie de "gaiola" que protege quem se encontrar no interior.
Logicamente, este equipamento tem que ser concebido e executado com rigor, sob pena de da sua instalação resultar o efeito contrário ao pretendido, dado que aumenta o peso do veículo e, em caso de falha, origina um sem número de pontos de impacto adicionais que podem ferir os ocupantes.
Nesta pesquisa, começamos por analisar qual o material escolhido por fabricantes conceituados, como a OMP, a Sparco ou a Safety Devices e a forma como estas empresas sugerem que os "roll bar" sejam presos ao veículo.
De importância essencial, é a escolha do material que, tipicamente será aço do tipo Cold Drawn Seamless Carbon, também conhecido por CDS, Chrome Molybdenum ou Fe45.
Este último será o mais habitual, mas existe uma maior dificuldade de obter uma qualidade constante do que no caso do CDS, continuando, no entanto a ser a escolha de muitos fabricantes.
Também o aço Fe45 continua a ser utilizado por casas como a OMP Racing para os modelos não homologados, oferecendo uma boa relação qualidade preço e sendo usado com diametros exteriores da ordem dos 60 mm, com um interior que rondará os 50 mm.
Por uma questão de facilidade e de uniformização, esta será a medida que decidimos adoptar para as barras que constituiram o essencial da estrutura e que, naturalmente, condicionam as restantes peças a desenvolver.
domingo, julho 16, 2006
Site dos Bombeiros Voluntários de Canas de Senhorim
Land Rover Defender de Comando dos BV Canas
No "site" dos Bombeiros Voluntários de Canas de Senhorim, para além de contactos e informações úteis, pode-se consultar a longa história da corporação, apreciar o equipamento de que dispõe e ver fotografias das suas actividades.
Capela do Solar Abreu Madeira ao fundo
Ocupada desde a época romana, a história de Canas de Senhorim, identificada como tal, abranje praticamente toda a existência do nosso País, existindo numerosos vestígios e achados de interesse arqueológico que o confirmam.
Imagem 3D gerada a partir de carta militar
Situada entre as Serras da Estrela e do Caramulo, numa das mais belas zonas do País, esta é uma visita que aconselhamos a quem tenha a possibilidade de se deslocar a esta Vila que recebeu a sua primeira Carta de Foral em 1196.
Um sexto das saidas dos GIPS devem-se a falsos alarmes
Helicóptero em missão de combate a fogos
Esta elevada percentagem, que corresponde a perto de 15%, levou o comandante da unidade, major Paixão, a apelar ao sentido de responsabilidade das populações, lembrando que "enquanto uma brigada está a responder a um falso alarme, pode estar uma casa ou outro local a arder".
Esta elevada percentagem, quando comparada com as estatísticas anuais registadas pelo sistema automatizado de controlo de ocorrências do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC), que estimam em pouco mais de 5% o número de falsos alarmes de incêndio, corresponde ao triplo do normal.
Por isso, fonte do SNBPC mostra-se surpreendida com os dados de intervenção do GIPS, ontem apresentados numa sessão de balanço a que presidiu o ministro de Estado e da Administração Interna, António Costa.
Operacionalmente, entende-se ser imprescindível perceber as causas do elevado valor e uniformizar conceitos dado que, segundo a mesma fonte, "em anos anteriores, não há memória de brigadas helitransportadas saírem para falsos alarmes".
Para Duarte Caldeira, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), a estranheza é outra, porque "não há razão para serem relevados dados estatísticos de uma parte do todo com um número irrelevante de participações, esquecendo-se os milhares de situações a que os bombeiros acorreram durante o mesmo período".
O dirigente da LBP considerou "curioso" que, no dia em que foi publicada em Diário da República a Lei de Bases da Protecção Civil, "onde se valorizam todas as partes de um sistema integrado", tenha sido feito "enfoque numa parte, desvalorizando o todo".
Para já, considera que a taxa de sucesso do GIPS, com 47 fogos extintos na primeira intervenção que lhe está cometida, contra apenas 9 que exigiram a intervenção de outros meios é positiva.
Desde o início do mês, dia em que se entrou na chamada "Fase Charlie", com o maior dispositivo no terreno, estão activas brigadas do GIPS em 12 centros de meios aéreos, enquanto na "Fase Bravo" a acção em sete desses locais esteve limitada a patrulhamento e primeira intervenção terrestre.
No respeitante ao elevado número de falsos alarmes para os GIPS, o facto de serem uma novidade, de possuirem novos equipamentos e deslocarem-se de helicóptero, pode justificar em parte esta percentagem anormal de chamadas indevidas, facto que é tanto mais agravado com a extrema necessidade de uma rapidez de intervenção que dificulta uma confirmação da ocorrência.
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