terça-feira, outubro 23, 2007

Norma WiMax aprovado pela ITU


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Esquema de implementação do WiMax

A Agência de Telecomunicações Internacional (International Telecommunication Union-ITU) aceitou a tecnologia WiMax como parte integrante das normas incluidas na terceira geração de "standards" móveis.

O WiMax permite alcances e velocidades de transmissão de dados muito superiores aos obtidos pelo Wi-Fi, atingindo os 65 quilómetros e um débito de até 70 megabits por segundo.

A adopção do WiMax pela ITU tem uma importância significativa junto da indústria e, sobretudo, dos países que, para que o sistema seja implementado, terão que alocar parte do espectro rádio eléctrico para as comunicações segundo esta norma.

Até agora, o WiMax era uma norma desenvolvida pelo Institute of Electric and Electronical Engineers (IEEE), que determina o "standard" em termos técnicos, mas faltava uma aceitação a nível político internacional pelo ITU, como agência das Nações Unidas para o sector das telecomunicações, sem o que dificilmente haveria a possibilidade de implementação em larga escala.

O WiMax irá revolucionar as comunicações sem fios, sejam elas a nível de computadores, de telemóveis, de sistemas de transmissão de imagem e de tantos outros que poderão passar a operar a distâncias significativas das estações base.

Esta tecnologia permitirá, por exemplo, manter um portátil com acesso à Internet em zonas remotas, permitindo-lhe receber e enviar informação actualizada, ou a uma câmara de vigilância colocada num local estratégico enviar imagens em tempo real para uma base distante.

Quatro bombeiros feridos num acidente a caminho de um incêndio


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Um fogo a consumir vegetação rasteira

Durante o trajecto para o local de um incêndio, quatro bombeiros dos Voluntários de Trancoso, no distrito da Guarda, ficaram feridos num avidente de viação.

O acidente ocorreu cerca das 16:00h, quando o carro em que se dirigiam para o combate fogo no mato capotou perto da localidade de Terrenho quando se deslocava por um caminho de terra batida.

Segundo o comandante da corporação de Trancoso, Luís Vaz, o terreno cedeu durante a passagem do veículo e este tombou de lado, provocando ferimentos em quatro bombeiros.

As vítimas do acidente foram assistidos no Centro de Saúde de Trancoso e dois deles, por precaução, foram transferidos para o Hospital da Guarda para efectuarem exames de raios X.

Este incêndio, que lavra numa zona de mato próximo da Quinta da Teja, na freguesia de Terrenho, foi combatido por 28 bombeiros apoiados por seis veículos, provenientes das corporações de Trancoso, Fornos de Algodres, Vila Nova de Foz Côa e Aguiar da Beira.

Também no distrito da Guarda estava activo outro incêndio não circunscrito próximo de Ribamondego, concelho de Gouveia, estando a ser combatido 28 elementos e sete veículos das corporações de Gouveia, Melo, Folgosinho e Vila Nova de Tazém.

No entanto, estes não foram os únicos incêndios num dia tardio de Outubro que se foi complicando, com outra ocorrência um mais a Norte, em Sabugosa, no concelho de Guimarães, distrito de Braga, onde um fogo que foi detectado pelas 16:36 desenvolvia-se em duas frentes e era combatido por 35 bombeiros apoiados por dez viaturas.

Também em Regodeiro, no concelho de Mirandela, distrito de Bragança, defalgrou um incêndio pelas 15:17, consumindo mato e pinhal, até ser circunscrito às 19:24, após um combate em que participaram 40 bombeiros e dez viaturas.

Finalmente, em Barbeitos, no concelho de Arcos de Valdevez, distrito de Viana do Castelo, um fogo lavrou desde as 11:13 até ser dado como circunscrito às 18:47, obrigando a mobilizar 16 bombeiros com quatro veículos, três equipas do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro da Guarda Nacional Republicana e outras três equipas da Companhia Especial de Bombeiros.

Nestas semanas de Outubro têm sido numerosas as ocorrências, em número muito superior ao do ano anterior, pelo que, mais uma vez, temos que reforçar a ideia de que as fases de combate aos incêndios não podem estar dependentes de uma calendarização rígida, que não traduz a realidade climática, devendo o dispositivo ser flexibilizado em função dos níveis de alerta.

segunda-feira, outubro 22, 2007

CD's do Ubuntu podem ser encomendados gratuitamente


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Aspecto do "desktop" do Kubuntu

Os sistemas operativos da família Ubundu, um derivado do Debian Linux, estão disponíveis para serem descarregados via Internet, mas o volume de dados a transferior pode causar dificuldades e comprometer o processo.

Cientes de que nem todas as tentativas de obter o sistema operativo via Internet têm sucesso e que muitos utilizadores desistem após uma ou duas experiências fracassadas, foi disponibilizada uma forma de solicitar gratuitamente um ou vários CD's de instalação das versões mais populares do Ubuntu.

Para solicitar o envio, basta preencher um formulário e aguardar um período que pode atingir as 10 semanas, sendo que é possível repetir o pedido após o processamento inicial e respectivo envio terem sido concluidos.

Também é dada uma alternativa de encomendar em DVD, mas neste caso é necessário efectuar um pagamento, tendo a vantagem de receber um produto mais completo, com documentação incluida e num espaço de tempo mais curto.

Desta forma, torna-se possível a quem desenvolve este sistema operativo garantir que este alcança um maior número de utilizadores e eliminar um dos eventuais obstáculos à sua divulgação.

Novo incêndio no Parque Nacional da Peneda-Gerês


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Uma área florestal queimada

Já estão circunscritas as duas frentes do incêndio que lavrou desde Sábado em Terras do Bouro, consumindo áreas no Parque Nacional Peneda-Gerês (PNPG), segundo dados da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).

Um total de 168 bombeiros, apoiados por 53 viaturas e um helicóptero, a que se juntaram dois Canadair provenientes de Espanha combateram este incêndio que lavrou em zonas de difícil acesso, onde a intervenção dos meios aéreos foi decisiva.

Um outro incêndio começou pelas 19:35 do mesmo dia numa zona de floresta do lugar do Vidoeiro, na freguesia de Vilar da Veiga, no monte entre a vila do Gerês e Pedra Bela, considerado como uma das principais atracções turísticas do PNPG.

A ANPC informou ainda que um outro incêndio lavra desde as 12:30 de Domingo em Bezeguimbra, no concelho de Vila Verde, também no distrito de Braga, sendo combatido por 32 bombeiros, apoiados por 10 viaturas.

Para o governador civil de Braga, a "a área ardida não é de grande extensão", tendo sido atingida essencialmente uma "área de pinheiro e não de nenhuma espécie protegida".

Embora ainda não haja conclusões quanto à origem do fogo, para o governador civil "é pouco provável que o incêndio tenha causa natural" dada a hora algo tardia a que este começou, afirmação que surge como prematura dao estarem ainda a decorrer investigações para se apurar as causas deste incêndio.

Devemos, no entanto, ressalvar que o facto de o incêndio ter sido detectado ao fim da tarde não implica que não tenha começado com pouca intensidade algum tempo antes numa área de difícil acesso e numa época do ano em que, não obstante a manutenção do tempo quente, a maioria dos meios já foram desmobilizados.

Concretamente e em relação aos meios disponíveis, reforçamos a necessidade de flexibilizar as fases de combate aos incêndios e as regras a observar, fazendo-as depender dos níveis de risco e não de um calendário rígido que cada vez traduz menos a realidade climática.

Também não podemos deixar de lembrar, uma vez mais, o problema resultante da falta de acessos, que no caso do PNPG é uma opção deliberada que visa afastar os visitantes de determinadas áreas, mas de que resultam sérias dificuldades no combate a incêndios, facto tanto mais gravoso dado ainda não haver meios aéreos permanentes disponíveis durante todo o ano.

Finalmente, devemos lamentar a menorização do problema de mais um incêndio numa área protegida, e a precipitação com que se excluem causas naturais, atitude habitual quando os trabalhos de prevenção e ordenamento não foram devidamente executados, deixando a floresta vulnerável à mais pequena ignição.

A floresta portuguesa continua extremamente vulnerável e, tal como acontece nos mais variados campos, ninguém assume a responsabilidade por anos de incúria, de laxismo e de abandono, cujas consequência são visíveis na diminuição da área florestal portuguesa.

domingo, outubro 21, 2007

Dois incêndios no Parque Natural de Sintra-Cascais


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Um incêndio ao cair da noite

Durante o dia de ontem ocorreram dois incêndios na área do Parque Natural de Sintra-Cascais, com início no intervalo de uma hora e a apenas um par de quilómetros de distância um do outro.

O primeiro destes incêndios começou pelas 15:30, na localidade da Ulgueira, na freguesia de Colares, concelho de Sintra, e mobilizou 31 bombeiros de quatro corporações, tendo sido dado como extinto às 16:57.

O segundo incêndio deflagrou pelas 17:04, na zona da Azóia, na mesma freguesia, e veio a ser dado como extinto às 18:13, depois de combatido por 79 bombeiros.

Mesmo estranhando a coincidencia, o calor que se continua a fazer sentir não deixa de ser uma causa possível, sobretudo se aliada a um decréscimo da vigilância e ao fim de um conjunto de restrições, nomeadamente a nível de circulação, que vem aumentar o risco de incêndios numa época do ano em que tendiam a rarear.

Dadas as alterações climáticas que se têm vindo a sentir, será de equacionar deixar de usar o calendário como forma de orientação, substituindo-o por dados obtidos diariamente, a partir dos quais serão determinados os níveis de alerta e, consequentemente, quais as medidas ou restrições em vigor.

Com base nesta opção passará, por exemplo, a ser possível circular em áreas florestais em dias de Agosto com baixo nível de risco e deixará de o ser mesmo em Outubro se o risco for elevado.

Manter o actual sistema quando se verifica que este não traduz os níveis de risco nem protege a floresta, pode ser mais fácil, mas em pouco ou nada traduz uma realidade que se tem vindo a alterar.

O País dos pequenos feudos - 3ª parte


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Uma manifestação de protesto

Temos, por outro lado, o problema das carreiras e da avaliação do desempenho, excessivamente centradas no indivíduo e que têm em pouco apreço aspectos de integração e os resultados da equipa ou serviço em que este se insere.

Numa altura em que a mobilidade é palavra de ordem, a possibilidade de equipas de funcionários poderem propor, por sua própria iniciativa, assumir uma determinada missão ou desenvolver um projecto que considerem necessário no âmbito das suas funções ou, caso estejam em regime de mobilidade, numa outra área para a qual estejam qualificados e vocacionados, seria não apenas desejável, mas um estímulo no sentido de formar, reintegrar e reutilizar quem sinta a vocação de continuar a servir o interesse público.

Mas tal possibilidade implica que existe o direito de iniciativa, sendo que tal tem como contrapartida uma menor dependência dos funcionários de uma estrutura hierárquica rígida, facto que, infelizmente, não se enquadra no imobilismo que continua a presidir, em termos orgânicos, ao modelo actual da Administração Pública, mesmo tendo em conta as alterações recentemente introduzidas.

Infelizmente, muito da heranças cultural proveniente de outros tempos mantém-se nos dias de hoje, do que resulta uma dificuldade de comunicação interna, nomeadamente quando um funcionário quer propor algo a uma chefia que, normalmente não sabe como acolher ou lidar com a iniciativa de um subordinado.

Este relacionamento, aliado a critérios de avaliação dúbios e a uma crescente partidarização das hierarquias, onde a promiscuidade e a confusão entre cargos de confiança política e de carreira tem vindo a aumentar, com um pendor cada vez maior no sentido de previlegiar a ligação partidária e desfavorecer o mérito, traduz-se em imobilismo e na adopção de um perfil discreto onde a ausência de iniciativa pessoal surge como a melhor defesa contra eventuais arbitrariedades.

sábado, outubro 20, 2007

Incêndios voltam ao distrito de Viana do Castelo


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Um fogo durante a noite no Verão de 2005

Um incêndio florestal deflagrou pelas 14:20 desta sexta-feira em Padreiro, no concelho de Arcos de Valdevez, distrito de Viana do Castelo.

O fogo, de origem ainda desconhecida e que não colocou em perigo populações, foi combatido por 61 bombeiros, com 17 veículos, tendo recebido o apoio do Grupo de Reforço de Incêndios Florestais do Porto.

Poucos minutos depois, pelas 14:40, um outro incêndio começou em Refoios, no concelho de Ponte de Lima, no mesmo distrito, que foi combatido por 10 bombeiros apoiados por quatro viaturas.

O calor que se fez sentir durante o dia, sobretudo a seguir à hora de almoço, poderá ter estado na origem destes incêndios, mas o facto de estarmos em Outubro também pode levar a uma menor vigilância, agravada por deixarem de vigorar um conjunto de disposições legais que são da maior importância em termos de prevenção.

Balizar a chamada "época dos fogos" com base no calendário e na experiência do passado pode vir a revelar-se um mau princípio, sobretudo se atentarmos na evolução climática dos últimos anos e nas altas temperaturas que se fazem sentir em pleno Outono ou no início da Primavera.

Após um Verão relativamente fresco, podemos esperar que temperaturas elevadas segundo as médias dos últimos anos se prolongem pelo Outono, criando situações algo imprevisíveis numa época em que o dispositivo já foi parcialmente desmobilizado.

Ubuntu 7.10 já está disponível para download


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Interface gráfico do Ubuntu 7.10

É disponibilizada, a partir de hoje, a versão 7.10 do sistema operativo da família Linux Ubuntu, incluindo as versões Server, Desktop, Kubuntu e Edubuntu.

As novas versões de um dos sistemas Linux mais populares em todo o Mundo incluem um novo "interface" gráfico, a melhoria da segurança e a correcção de algumas das falhas entretanto reveladas em distribuições anteriores.

Dado oferecer acesso ao código fonte, essencial para programadores, e possuir versões específicas para servidores, para adeptos do "interface" gráfico KDE, como acontece com o Kubuntu e para educação, caso do Edubuntu, esta será uma distribuição a acompanhar com interesse, sobretudo por quem não pretende suportar os custos inerentes a um sistema operativo da Microsoft.

A opção pelo Linux, oficial em vários países, oferece um conjunto de possibilidades interessantes em termos de aprendizagem e de desenvolvimento, mas também importantes do ponto de vista estrategico, ao permitir uma autonomia relativamente aos sistema operativos proprietários que vão depender da informação e da manutenção disponibilizada pelos fabricantes.

Quando o Governo português optou por subsdiar portáteis com um sistema operativo de um dado fabricante, em vez de optar por um sistema aberto e livre, cometeu simultanemante um erro estratégico e financeiro que diminui substancialmente a importância desta medida que devia visar objectivos educacionais e não fornecer equipamentos ou máquinas para jogos.

sexta-feira, outubro 19, 2007

Mais um restauro de Land Rover Série 3


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Aspecto do S3 antes do restauro

Apresentamos hoje um "blog" dedicado essencialmente ao restauro de um Land Rover Série 3 88", proveniente da Guarda Nacional Republicana, que tem a particularidade de ter o tejadilho rígido e partes laterais em lona, típicos desta força militar.

Para quem frequente alguns fóruns de Land Rover portugueses, este é um Série conhecido, tendo pertencido ao João Bonacho antes de passar para o Miguel Serra, que o está a restaurar.

Nas primeiras fotografias publicadas no "blog" pode-se apreciar algum do trabalho inicial a nível de chassis, ao qual se sucederá a moroso tarefa de restauro da carroçaria.

Apesar de ser um projecto ainda no início, já se podem apreciar algumas das primeiras etapas que irão colocar de novo na estrada e em todo o seu esplendor um dos mais carismáticos modelos da Land Rover, mas será necessária muita paciência para apreciar o resultado final.

O País dos pequenos feudos - 2ª parte


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Sala de audiência de um tribunal

A existência de serviços partilhados entre várias entidades, destinadas a suprir um conjunto de funções mais genéricas ou indiferenciadas, nomeadamente a nível de apoio administrativo ou de apoio em áreas não especializadas será uma das formas de rentabilizar e agilizar um conjunto de recursos que actualmente estão duplicados na maioria das estruturas orgânicas do Estado.

No entanto, pode-se ir mais longe e partilhar serviços especializados, integrando-os e promovendo a complementariedade de esforços que antes estavam dispersos por diversas entidades que, trabalhando em paralelo, pouco ou nada colaboravam.

Um exemplo típico de um serviço que pode ser desanexado da actual estrutura e passar a servir mais do que uma entidade, são os que estão actualmente encarregues dos processos de recuperação de dívidas para com o Estado, dependentes da Direcção-Geral das Contribuições e Impostos, que opera sob a tutela do Ministério das Finanças, cujo âmbito de actuação continua limitado sectorialmente, perdendo-se assim a abrangência que podiam proporcionar.

Concretizando, lembramos que a cobrança de dívidas validadas pelos tribunais é uma das maiores falhas dos nosso sistema judicial, com processos executivos a arrastar-se durante décadas, muitos dele terminando sem resultados devido à excessiva demora, facto que descredibiliza a Justiça e prejudica a economia, retirando confiança a empresas e particulares e dando um prémio injusto a quem opta por prejudicar uma entidade particular e não o Estado.

A elaboração de uma conta-corrente para cada contribuinte, com deve e haver, onde sejam inscritas todas as dívidas validadas, seja pela Administração Fiscal, seja pelos Tribunais competentes, permite efectuar um encontro de contas, com movimentação automática dos valores existentes e com um sistema de cobranças único, evitando assim situações ridículas e prejudiciais de um dado contribuinte receber reembolsos fiscais enquanto o Estado o procura para cobrar dívidas resultantes de um processo judicial civil.