quinta-feira, outubro 29, 2009

Uma dualidade de critérios incómoda - 3ª parte


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Um Kamov Ka-32 no combate aos fogos

Não obstante a capacidade dos Ka-32 de voar em condições adversas, no que são superiores a outros modelos em uso, existem situações que impedem a operação de qualquer tipo de aeronave, do que resulta a impossibilidade de uma evacuação aérea e tempos de assistência ou socorro inaceitáveis.

Esta situação será mais complexa em casos onde existam múltiplas vítimas, dado que os Ka-32 foram concebidos para o desempenho de missões de patrulhamento e luta anti-submarina, com a sólida estrutura de helicóptero naval a reduzir em muito o espaço interior e a capacidade de transporte de pacientes, podendo obrigar a um difícil e ingrato processo de selecção.

Entre opções políticas erradas, negócios mal explicados e legislação que não é cumprida, os critérios usados pelo Estado em assuntos tão sérios como a segurança dos seus cidadãos, incluindo-se aqui a vertente do socorro, sobretudo em áreas remotas, aponta para uma manifesta falta de uniformidade de critérios que surgem como demasiadamente dúbios.

Do conjunto de decisões a que temos assistido, resulta uma enorme diferença na forma como os habitantes dos grandes centros urbanos e do Interior podem esperar ser socorridos, algo que se tem agravado nos últimos anos e que não pode ser corrigido por decisões operacionais, incapazes de corrigir assimetrias cada vez mais profundas que afectam uma substancial parte da população portuguesa, transformados ou consideramos como cidadãos de segunda.

quarta-feira, outubro 28, 2009

Calibrar grelhas de leitura de mapas - 3ª parte


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Uma grelha de leitura de mapas

Após a escolha da graduação mais aproximada, será através da aproximação ou afastamento da grelha, através de um movimento de braço, que se fará com que a mesma coincida com o objecto em observação, usando-se o cordão de suporte para fixar a distância entre a escala e a vista.

Também é possível usar um cordão com a mesma dimensão da da régua de milésimos, se escolhermos como relação os 60 mm para 100 milésimos, mas lembramos que esta opção obriga a contas algo complexas e, portanto algo desanconselháveis.

Mais complexo de início, mas útil em utilizações posteriores, é fazer coincidir uma das escalas da grelha com uma escala decimal, de modo a que, por exemplo 100 milésimos correspondam a 100 milimetros, para o que, naturalmente, o cordão deverá ser encurtado sensivelmente em 40%.

Este é um processo um pouco moroso, que carece de verificação recorrendo a outros objectos a distâncias conhecidas, mas que permite obter uma funcionalidade equivalente às agora desaparecidas réguas de milésimo, permitindo estimar distâncias sem grandes dificuldades.

Uma dualidade de critérios incómoda - 2ª parte


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Um Kamov Ka-32 numa missão de socorro

Passados longos meses, o assunto parece ter caido no esquecimento, não obstante não se ter verificado alterações do ponto de vista legal, algo que demonstra que, para muitos, o problema da legalidade do uso de meios por parte do Estado tem um tratamento muito diferente daquele que é dado aos particulares, mesmo aqueles que desempenham missões de interesse público.

Se um helicóptero do Estado pode operar sem as devidas licenças, e aqui pode-se argumentar que existem outras prioridades ou valores mais elevados, o facto é que meios de socorro dos bombeiros, apenas para dar ume exemplo, são autuados por infracções muito menos relevantes, mesmo que em missões de socorro das quais dependam vidas humanas.

No entanto, mais grave do que a questão formal, que há muito devia ter sido ultrapassada de modo a que o Estado seja exemplo para instituições e cidadãos, é a manifesta dificuldade em proceder a uma evacuação médica por via aérea numa zona remota com condições meteorológicas desfavoráveis.

Com o encerramento de serviços de urgência e de atendimento permanente em diversas zonas do Interior, a opção do Governo foi a de instalar meios de socorro, como forma de manter os tempos de intervenção em caso de emergência.

terça-feira, outubro 27, 2009

Problemas na actualização do Vista para Windows 7


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Um écran do novo Windows 7

Estão reportados erros na actualização do Vista para o Windows 7, com diversos utilizadores a queixarem-se de que os computadores se reiniciam de forma contínua e sem fim à vista.

Esta situação surge quando o processo de actualização se encontra perto da sua conclusão e surge uma mensagem que informa que o Vista iria ser restaurado, após uma informação sucesso, seguindo-se um ciclo interminável de reinícios.

Segundo a Microsoft, esta situação deve-se a "software" de outros fabricantes ou da ligação à Internet, do que resulta um conjunto de condições que provocam este erro, o qual, sendo em condições muito particulares, não terá sido testado previamente.

A Microsoft estará a trabalhar no sentido de disponibilizar uma solução, algo que não tem ainda prazo, sendo também de implementação complexa quando o equipamento a actualizar reinicia constantemente.

Actualizar o Vista para o Windows 7 é absolutamente imperativo, no entanto, antes de o fazer, sugerimos uma visita ao "site" da Microsoft e aos foruns de discussão onde este problema é abordado, podendo ser aconselhável adiar o processo por uns dias até haver um maior conhecimento das razões deste problema.

Uma dualidade de critérios incómoda - 1ª parte


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Um Kamov Ka-32 antes de um voo

A avaria de um helicóptero Kamov Ka-32 perto de Vila Velha de Ródão, no distrito de Castelo Branco, no local de um acidente na A23, quando se preparava para efectuar o transporte de uma mulher que ficou ferida, levanta novamente uma situação que parece ter sido esquecida.

O aparelho em causa foi substituido na missão por outro, ao serviço do Instituto Nacional de Emergência Médica, que não pode actuar devido às condições atmosféricas, acabando a vítima por ser internada no hospital de Castelo Branco, sem possibilidade de ser evacuada atempadamente para o estabelecimento hospitalar inicialmente previsto.

Este incidente levanta duas questões, em âmbitos e com relevância completamente diferentes, que merecem ser abordadas, dado notar-se terem caido no esquecimento nos últimos meses.

Desde que entraram ao serviço, a polémica relativa à utilização dos Ka-32 e à sua falta de certificação para diversas missões, bem como a própria licença da Empresa de Meios Aéreos a que pertencem foi quase uma constante, chegando esta questão a ser debatida no Parlamento.

segunda-feira, outubro 26, 2009

Calibrar grelhas de leitura de mapas - 2ª parte


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Uma grelha de leitura de mapas

A "calibragem" em sí passa, naturalmente, por um processo de aferição que implica o recurso a medidas conhecidas, seja em termos de distância, seja da dimensão do objecto, sendo aconselhável usar, tanto quanto possível, medidas simples em múltiplos de 10.

Numa primeira fase, e porque estas grelhas de leitura costumam ter escalas de 1/25.000, 1/50.000 e em centímetros, escolhe-se a que, à distância aproximada de um braço estendido, mais facilmente permite realizar operações aritméticas simples através da observação do objecto escolhido para a "calibragem".

Podemos adiantar que 60 mm correspondem a 100 milésimos, pelo que uma visualização à mesma distância, pode ser usada como base de partida para a calibragem que pretendemos utilizar.

Outra opção em diversas das grelhas que testamos, corresponde a usar a graduação do lado de menores dimensões, que anda igualmente pelos 60 mm, mas neste caso, dado que os modelos podem variar, é de ter uma especial atenção a esta medida.

Tratamento noticioso do suicídio na GNR e na France Telecom - 3ª parte


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Militar da GNR numa operação Stop

Por outro lado, nota-se que para além de um comentário a nível de relações públicas, que menciona de forma recorrente o núcleo que dá apoio psicológico aos militares, pouco mais é adiantado, faltando ouvir o poder político e o ministério da tutela, de quem depende muito do que se passa na GNR como reflexo da legislação e dos instrumentos financeiros aprovados, os quais condicionam decisivamente o funcionamento da instituição.

Também as consequências de algo que, manifestamente, tem a ver com o funcionamento das organizações, tem consequência distintas na hierarquia, com o clima de manifesto mal estar na GNR a não merecer uma atitude de força, que sabemos ser difícil devido ao carácter militar da instituição, por parte do comando-geral, enquanto a nível da telefónica francesa a vaga de suicídios abala a própria administração.

Em contrapartida, em Portugal a vaga de suicídios, para além de uma expressão de solidariedade, não resulta nem numa acção imediata, que antecipe uma solução defenitiva, nem se verifica o normal assumir de responsabilidade que, em princípio, deve passar pelo apresentar do pedido de demissão por parte do comando da GNR.

Grande parte da ausência de reacção deve-se, naturalmente, ao tratamento noticioso, que ao minimizar, por omissão, a gravidade da situação, não cria a pressão junto da opinião pública que muitas vezes é necessária para que o poder político introduza as necessárias mudanças que previnam novos casos de suicídio.

domingo, outubro 25, 2009

Calibrar grelhas de leitura de mapas - 1ª parte


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Uma grelha de leitura de mapas

Na quase impossibilidade de encontrar à venda réguas de milésimo, construidas de raiz para efectuar cálculos de distância, pode-se equacionar como opção de substituição um dos conjuntos que incluem para além de bússola, diversas escalas de leitura de mapas, com distintas graduações.

A simplicidade do conceito da régua de milésimos, que se baseia essencialmente num angulo pré-determinado, a partir do qual se aplica uma fórmula matemática simples terá, necessariamente, de ser transposta para uma escala que não foi concebida para esse fim, mas que encerra em sí mesmo as potencialidades necessárias.

Muitas destas bussolas que incluem escalas de leitura têm um cordão, destinado a facilitar o transporte, que pode ser convertido num meio de "calibragem" encurtando-o ou prolongando-o de forma a que as grelhas estejam mais próximas ou mais distantes dos olhos do utilizador.

Será o recurso a esta variação, aliado á escolha da escala mais conveniente, que vai permitir usar uma vulgar escala de medidas como forma de avaliar a distância, sem que seja necessário um equipamento mais sofisticado.

sábado, outubro 24, 2009

Já arderam mais de 80.000 hectares em 2008


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Sapadores no combate a um incêndio florestal

Até ao passado dia 15 arderam em Portugal perto de 82.000 hectares de floresta e mato, batendo os números registados em qualquer dos quatro anos anteriores

Os dados, ainda provisórios, da Autoridade Florestal Nacional apontam para valores de área ardida perto de cinco vezes superiores aos do período homólogo de 2008, um ano atípico durante o qual arderam apenas 15.260 hectares, pelo que a comparação perde algum sentido, mas que não podem deixar de ser um alerta para uma possível evolução futura.

Lembramos que foi estabelecido como objectivo limitar a área ardida a um máximo de 100.000 hectares anuais, valor que devia há muito ter sido substituido pela obrigatoriedade de repor a área florestal destruida acrescida de uma percentagem que garanta o ser crescimento sustentado.

Tal como mencionamos anteriormente, a probabilidade de se atingirem os 100.000 hectares de área ardida este ano é baixa, mesmo tendo em conta o prolongar do tempo quente, já que não é expectável que as condições na última quinzena de Outubro e em Novembro e Dezembro sejam propícias a grandes fogos, mas será de lembrar que o dispositivo foi bastante reduzido e que um pequeno incêndio nesta época do ano poderá ter consequências mais gravosas do que durante o Verão.

Independentemente da área ardida, a diminuição da área florestal, resultante de um número de novos povoamentos que não compensa os destruidos pelo fogo, e o crescente abandono do Interior e da actividade agrícola implica que mesmo abaixo dos 100.000 hectares considerados como objectivo, estamos perante um défice e, consequentemente, diante de mais uma derrota, por muito que se pretenda usar os números para demonstrar o contrário.

sexta-feira, outubro 23, 2009

Wikiloc ganha prémio do National Geographic Society


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Um percurso no Wikiloc

Menos conhecido que a Wikepedia, mas obedecendo ao mesmo princípio de permitir aos utilizadores escrever e alterar artigos, o Wikiloc assume-se como um repositório interactivo de percursos que podem ser utilizados livremente por quem os pretenda percorrer.

Recentemente, novas características foram adicionadas, como o desenhar percursos sobre mapas topográficos, que agora incluem a elevação, agora adicionada automaticamente, versus a distância, numa base de dados que inclui mais de 110.000 percursos e de 160.000 fotos e vídeos.

A importância deste conjunto de informação, bem como o motor de gestão associado, o qual tem sido sucessivamente melhorado, foi reconhecida pela National Geographic Society, instituição cujo reconhecimento e prestígio internacional dispensa qualquer tipo de apresentação.

É raro que uma iniciativa que depende essencialmente da adesão dos utilizadores atinja uma tal importância, pelo que, para quem ainda não conhece o Wikiloc, aconselhamos uma visita e, se possível, a colaboração através do envio de informações que serão partilhadas com os restantes utilizadores deste sistema.