quarta-feira, agosto 11, 2010

Julho foi o pior mês de fogos dos últimos quatro anos - 4ª parte

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Veículo dos bombeiros num fogo em Portugal

Torna-se, portanto, óbvia a escapatória de responsabilizar a acção humana, dolosa ou negligente, pelo elevado número de fogos, exonerando quem permite, pela sua negligência ou inacção, que as condições para a propagação das chamas sejam as mais favoráveis.

Entre legislação de qualidade duvidosa e os eu incumprimento, seja por impossibilidade, seja por mero desleixo ou ignorância, a falta de vigilância e de controle, aliada a uma manifesta incapacidade do sistema judicial para punir os culpados, poucos são os que apontam para quem criou os cenários e muitos para os actores que neles se movimentam, muitas vezes desastradamente, mas sem conseguir evitar os inúmeros obstáculos que lhes são colocados.

A opção destes últimos anos em alterar o quadro legal, aumentando as restrições e punições, são exemplo de quem opta pela via mais fácil, e exemplo de um Estado fraco, que ao invês de agir de forma decisiva no terreno se fica por uma teoria cada vez mais desligada da realidade, afastado de soluções reais e comprazendo-se em iniciativas inúteis, sublinhadas por declarações cada vez menos credíveis.

Face a este quadro, os comentários de alguns comandantes operacionais, que exigem uma defenição do que se espera da floresta portuguesa, faltando acrescentar a necessidade de a integrar numa perspectiva global do que se pretende para o País, algo que, por uma questão de enquandramento hierárquico e funcional, é naturalmente omitido, vem centrar esta problemática, que carece de uma decisão política antes da escolha de opções tácticas.

terça-feira, agosto 10, 2010

Microsoft lança conjunto de 14 correcções dia 10

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Um écran do Microsoft Windows 7

Prevê-se que seja hoje, dia 10 que a Microsoft disponibilize um total de 14 actualizações de segurança destinadas a colmatar um total 34 vulnerabilidades em diversos produtos, que incluem o Windows, Internet Explorer, Office e Silverlight.

Este é um número "record" de correcções e de productos visados em simultâneo e incluem oito actualizações consideradas "críticas", o nível de maior perigosidade na escala da Microsoft, enquanto as restantes estão classificadas como "importantes", o segundo grau na mesma escala.

A maioria das correcção, num total de dez, aplicam-se aos sistemas operativos da família Windows, seguindo-se duas para o conjunto de programas do Office, e uma para o Internet Explorer e outra para o Silverlight.

Tal como em situações anteriores, a actualização processa-se através do sistema de actualizações do Windows, de acordo com os parâmetros defenidos no sistema, sendo aconselhável para quem não tenha escolhido o modo automático desencadear o processo manualmente a partir da data de disponibilização destas correcções.

Parque Nacional da Peneda-Gerês arde outra vez este ano - 1ª parte

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Bombeiros no combate a um fogo em Portugal

Tal como aconteceu em anos anteriores, o Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) voltou este ano a ser pasto de chamas, com situações particularmente graves em Vilarinho das Furnas e nas Terras do Bouro.

Com acessos difíceis ou impossíveis, o combate acaba por ter de ser efectuado sobretudo através de meios aéreos, os quais, por não operarem de noite, acabam por não poder consolidar os resultados obtidos até ao por do Sol, permitindo que, mesmo nas condições menos favoráveis do período noturno, as chamas continuem a propagar-se.

A opção por isolar zonas protegidas, impedindo o tráfego, mesmo que controlado e esquecendo a necessidade de acessibilidades e vias de circulação, a pretexto de um isolamento das espécies que aí vivem, acaba por comprometer a própria viabilidade das colónias, podendo resultar na sua destruição.

Uma área protegida, para além da sua riqueza natural e importância ecológica, justifica-se também pelo usufruto que proporciona, pela mensagem que transmite e pela aprendizagem que proporciona, pelo que vedá-la, escondê-la ou isolá-la, tornando-a inacessível a pretexto da sua própria protecção é uma opção absurda.

segunda-feira, agosto 09, 2010

Um dia voltaremos a ver-nos, Princesinho...

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Um dia voltaremos a ver-nos, Princesinho...

Perder um amigo é sempre doloroso, mas quando este faz parte da nossa vida, partilhando alegrias e tristezas e vivendo sob o mesmo tecto, é algo que toca no fundo da alma e não se encontram palavras para exprimir o que se sente nestes momentos.

O Princesinho, que decidiu entrar em casa e permanecer, mesmo quando a sua saúde lhe permitia passar as noites fora, foi sempre um companheiro exemplar, de uma doçura inexcedível, mas sempre mantendo o seu lado selvagem e independente de quem sabe lutar de igual e ser autónomo quando é preciso.

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A última foto do Princesinho, sábado dia 7

Há muito que sabiamos que a saúde do Princesinho era frágil, devido à leucemia e SIDA, e que a sua vida estava em premanente risco, mas, apesar dos sobressaltos, sempre fora possível encontrar uma solução.

Infelizmente, as vulnerabilidades do fraco sistema imunitário do Princesinho acabaram por permitir que os problemas se avolumassem e, não obstante o tratamento com soro, anti-biótico, anti-inflamatório, suplemento vitamínico e auxiliares à digestão, que se prolongaram por semanas, não permitiram resistir a um cada vez maior enfraquecimento que derrotou as suas defesas.

Um dia voltaremos a ver-nos, Princesinho...

Julho foi o pior mês de fogos dos últimos quatro anos - 3ª parte

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Helicóptero no combate a um fogo em Portugal

Assim, torna-se óbvio que o combate aos fogos, e subsquente custo, na defesa de zonas que não têm qualquer interesse económico e de duvidoso valor ecológico, acaba por resultar da necessidade de conter as chamas longe de explorações agrícolas ou florestais rentáveis e de zonas edificadas, muitas das quais em permanente risco devido à falta de ordenamento e de limpeza das matas, entre as quais se incluem inúmeras propriedades do Estado.

São efectivamente poucos os concelhos que desenvolvem acções sérias e eficazes na prevenção dos fogos, pelo que o investimento em sapadores florestais, que tem aumentado, acaba por ser pouco relevante, sobretudo quando este apenas substitui o mesmo número de voluntários.

Se alguns ainda se lembram que é no Inverno que se decide do exito ou fracasso do combate aos fogos no Verão, poucos são aqueles que dispoem do poder executivo para o por em prática que acolhem este princípio óbvio, refugiando-se a esmagadora maioria num rol de justificações entoados em tom de lamento.

Lembramos, que em anos anteriores, o tom era francamente triunfalista, ostentando-se a diminuição de área ardida como uma vitória política, quando os ganhos se deveram essencialmente às alterações das condições, as quais dificultavam a propagação dos fogos, e a uma melhoria operacional, quando, efectivamente, nada se avançara em termos estruturais.

domingo, agosto 08, 2010

Sistema "MOLLE" em coletes - 3ª parte

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Rectaguarda de um colete táctico "MOLLE"

Convém ainda mencionar alguns detalhes, como o "velcro" para adicionar, por exemplo, insígnias ou nome do utilizador, bem como uma zona almofadada no ombro direito, o encaminhamento para um tubo do reservatório de hidratação, e a rede interna, destinada a manter a temperatura do corpo tão baixa quanto possível.

Para além do colete e seus acessórios, existem mochilas com várias capacidades, sacos, bolsas, cantís, e todo um vasto conjunto de acessórios compatíveis com o sistema "MOLLE", aos quais podem ser facilmente adicionados os mesmos acessórios utilizados nestes coletes.

O peso, com acessórios, excede em pouco o quilo e meio, podendo ser adquirido em diversas cores e padrões, a maioria deles de origem militar, custando perto de meia centena de euros na versão mais sofisticada, e pouco mais de metade na mais simples, todas incluindo acessórios, mas esta é uma daquelas situações em que não aconselhamos a ir pela solução menos dispendiosa.

Esta é uma alternativa aos coletes de carga, cujo valor pode ser equivalente, de acordo com a qualidade, oferecendo uma muito maior flexibilidade, mas tendo como desvantagem um aspecto que se identifica talvez em demasia com as suas origens militares, o que pode ser contraproducente em diversas situações.

sábado, agosto 07, 2010

Julho foi o pior mês de fogos dos últimos quatro anos - 2ª parte

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Bombeiros no combate a um incêndio em Portugal

Os recentes anos de acalmia, sobretudo a partir de 2005, não foram aproveitados para analisar e corrigir erros estruturais e menos ainda para investir na floresta ou sequer no desenvolvimento sustentável do Interior do País.

Ao invés, grande parte das áreas ardidas foram ocupadas por vegetação nascida expontanea e desordenadamente, dando origem a novas zonas de difícil acesso onde se acumulam combustíveis e que não possuem interesse económico relevante seja para os proprietários, seja para o Estado, que daí não retira qualquer provento por via fiscal.

Se a estes factores adicionarmos o envelhecimento das populações e o abandono dos solos, agravado pelo desincentivo à fixação de jovens, que pouco interesse terão numa actividade pouco rentável, exercida numa zona remota e privada de um conjunto de valências, como unidades de saúde ou tribunais, encerradas por opção política, é evidente que a evolução tem sido negativa.

A maior eficácia no combate aos fogos, que parece evidente, não pode contrariar esta evolução e, menos ainda, rentabilizar extensões florestais que parece não interessarem a ninguém, pelo que nos interrogamos quanto ao real interesse na protecção de muitas destas áreas de valor praticamente nulo.

sexta-feira, agosto 06, 2010

Sistema "MOLLE" em coletes - 2ª parte

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Interior de um colete táctico "MOLLE"

Para além desta bolsa, incluido no colete tipicamente haverá um par de bolsos ou bolsas laterais, sendo todos os demais acessórios para adicionar de acordo com as necessidades de cada missão.

Entre os acessórios incluidos encontra-se uma bolsa para rádio, outra para pequenos utensílios, como lanternas, canetas, canivetes ou talheres, outras duas para serem colocadas na rectaguarda, que incluem um sistema de fixação para volumes de maiores dimensões e mais um par de bolsas duplas para a parte da frente do colete.

Estas bolsas, que incluindo uma fixa, um conjunto de duas e outra de três, ambas amovíveis, têm uma configuração tipicamente militar, destinando-se a transportar carregadores, mas podem ser utilizadas para transportar outros items ou serem susbsituidas por outro tipo de bolsa, de formato mais adequado às necessidades do portador.

Outros acessórios terão apenas utilização militar, pelo que não se justifica mencioná-los, havendo no mercado inúmeros outros acessórios que podem ser adquiridos separadamente, normalmente a bom preço, de modo a aumentar a polivalência destes coletes.

Julho foi o pior mês de fogos dos últimos quatro anos - 1ª parte

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Um incêndio em Portugal

Segundo o Sistema Europeu de Informação de Fogos Florestais que avalia a extensão de áreas ardidas através de imagens de satélite, o passado mês de Julho terá sido o pior dos últimos quatro anos, com mais de 16.000 hectares destruidos.

A Autoridade Florestal Nacional a contabilizou 5.308 ocorrências, incluindo 24 grandes incêndios, com área acima dos 100 hectares, tendo ainda que ser avaliada a devastação resultante de fogos de menores dimensões e o adicionados os fogos ocorridos desde o início deste mês de Agosto.

Com os incêndios a voltarem às primeiras páginas e as condições climáticas, cuja evolução é por demais conhecida, a serem utilizadas como justificação para a inversão de uma tendência que deriva sobretudo de factores operacionais e conjunturais do que estruturais, um flagêlo que parecia esquecido volta, subitamente, a ser preocupante.

Analisando sumariamente estes últimos anos, em que o decréscimo da área ardida foi manifesto, algumas vertentes saltam imediatamente à vista, como o do ordenamento do território e o da estutura fundiária, os quais remetem imediatamente para segundo plano opções tácticas que, por muito eficazes que sejam, limitam-se a controlar danos e dar ao poder político um tempo que este manifestamente não aproveita.

quinta-feira, agosto 05, 2010

Sistema "MOLLE" em coletes - 1ª parte

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Um colete táctico "MOLLE"

O sistema "MOLLE", abreviatura de "MOdular Lightweight Load-carrying Equipment" é um "standard" militar destinado a compatibilizar acessórios com um colete ou sistema base, permitindo que este seja configurado e adaptado a necessidades específicas.

Com um desenho simples, que pode ser o de um simples colete ajustável, fechado por um fecho éclair, mas dotado de uma série de encaixes, os coletes "MOLLE" podem ser adquiridos numa configuração simples, quase sem bolsos, mas servem de base a sistemas de carga complexos e versáteis, com um mínimo de gastos.

Muitos dos modelos básicos de colete são feitos em "nylon 1000D", de alta densidade e grande resistência, com zonas em rede, de modo a serem leves e facilitarem a respiração, e podem incluir uma bolsa interna, fechada por velcro, para um sistema de hidratação tipo "camel back" de até 2.5 litros.

O ajuste é feito através de um conjunto de três presilhas de cada lado, localizadas sob os braços, bem como de um cinto acolchoado, incluido no conjunto, ajustável, preso por presilhas na parte inferior do colete.