terça-feira, maio 20, 2014

"Drones", o futuro no presente - 10ª parte

Image Hosted by Google "Drones" ingleses em missão de busca e salvamento

Também é da maior importância para utilização profissional a capacidade para operar para além da linha de vista, mantendo a conexão com a estação de controle em terra, algo que pode requerer uma ligação de dados melhorada, mas que se torna essencial em zonas acidentadas, onde ao acompanhamento do terreno corresponde a perda de visão para o "drone".

Embora para determinados modelos, sobretudo na vertente militar, os operadores de "drones" sejam considerados como pilotos, não obstante operarem as suas aeronaves a milhares de quilómetros de distância, na perspectiva mais comum quem controla um destes equipamentos será considerado sobretudo um operador, dado que o conceito de pilotagem, neste conceito algo restritivo, implica a presença no interior da aeronave.

No entanto, independentemente da designação, esta é uma profissão de futuro, numa área em franca expansão, a qual necessita de ser rapidamente enquadrada e regulamentada, pois se os "drones" apresentam inúmeras vantagens, uma má utilização, deliberada ou negligente, reveste-se dos maiores perigos, alguns deles tão intuitivos que nos abstemos de comentar.

Prevê-se que, a curto ou médio prazo, controlar uma destas aeronaves, pelo menos nalgumas áreas, implique formação e certificações adequadas, para além de um registo centralizado dos operadores e dos "drones" cujas capacidades ou características ultrapassem limites a determinar, os quais só poderão ser operados por quem estiver devidamente qualificado por uma entidade competente para o fazer, de forma algo semelhante ao que hoje sucede com veículos terrestres.

segunda-feira, maio 19, 2014

Mochilas "molle" para três dias - 2ª parte

Image Hosted by Google Uma mochila "molle" para três dias

A mochila tem nas alças e no cinto, largo, almofadado e ajustável, o sistema "molle" e fechos de abertura rápida, e nas costas uma zona de absorção de impactos que também facilita a dispersão da transpiração, ao criar zonas sem contacto, tornando mais confortável o transporte de pesos elevados.

Está incluido uma pega para transporte, protecções para ser pousada sem sofrer danos e um compartimento para um reservatório do tipo "camelback", com um orifício para que a tubagem possa sair e ser devidamente encaminhada de modo a ficar ao alcande de quem a carrega, o qual fica oculto e protegido por uma cobertura fixa por velcro quando não está em uso.

Com dimensões de 53 cm de altura por perto de 35 de largura e 16 de profundidade, a mochila, construida em cordura 600D, à prova de água, é fornecida acompanhada de três sacos acopláveis e destacáveis, que podem ser usados separadamente ou fixos em diversas posições.

Todos os componentes obedecem às normas do sistema "molle", que normaliza as fixações e, portanto, permite adicionar componentes diversos, mesmo que de distintas proveniencias, nos vários locais onde existam ancoragens, o que flexibiliza em muito o uso desta mochila, seja como um todo, seja dos seus vários componentes, autonomizando-os.

domingo, maio 18, 2014

"Drones", o futuro no presente - 9ª parte

Image Hosted by Google Um "drone" de salvamento marítimo iraniano PARS

Qualquer "drone" destinado a um uso profissional, e mesmo a uma utilização mais complexa na área do lazer, tem necessariamente que ter um GPS integrado no seu sistema electrónico, registar dados de navegação e manter canais de comunicação, preferencialmente redundantes, com um sistema de controle que inclua a visualização de imagens em tempo real.

A funcionalidade de retorno ao ponto de partida de forma automática caso perca o controle com o sistema de controle em terra é absolutamente essencial para uma utilização profissional, podendo evitar que a aeronave se perca defenitivamente, seja por acidente, seja mesmo por furto após uma aterragem num local indesejável.

Esta funcionalidade, que implica a existência de GPS interno e do registo de um conjunto de dados de navegação pode, naturalmente, ser desactivada caso o operador readquira o controle do "drone", o qual poderá regressar ao desempenho da sua missão ou retornar ao local de origem por controle manual.

É de ressalvar que o retorno automático ao ponto de partida deve ser feito invertendo os dados de navegação e aferindo-os via GPS, nunca estabelecendo uma linha recta entre a localização actual e o destino, dado que desta forma existe a possibilidade de colisão com um qualquer obstáculo que fora circundado durante o voo controlado pelo operador, pelo que o uso desta expressão por parte do fabricante deve ser analizado em termos do seu conteúdo real.

sábado, maio 17, 2014

Número 34 da revista Land Portugal já nas bancas

Image Hosted by Google A capa do nº 34 da Land Portugal

Já se encontra à venda nalgumas bancas, entre as quais as das lojas "Tanjerina" dos postos Galp, o número 34 da revista Land Portugal, totalizando uma centena de páginas que abordam, mais do que qualquer outra publicação, a temática dos Land Rover no nosso país.

O artigo sobre o equipamento de diagnósticos Lynx, distribuido pela Britparts, e que pode ser uma alternativa interessante para pequenas oficinas ou mesmo para particulares, que nem sempre podem adquirir modelos mais dispendiosos como o T4, mereceu a nossa atenção, tal os artigos técnicos.

Igualmente interessantes são os artigos sobre as actividades nacionais, onde esta revista tem uma clara vantagem sobre as suas congéneres britânicas, mas também as viagens de portugueses, numa travessia até à Guiné-Bissau ou a presença numa Transamazónica, ambas num Discovery 1, o que demonstra o potencial deste modelo, hoje um clássico da marca.

Esta é uma publicação muito específica, a única cuja prioridade é retratar a realidade da Land Rover em Portugal, facto importante, mas que perde pelo facto de não abordar um conjunto de problemas que os proprietários de veículos da marca sentem e que, tantas vezes, os opõe ao fabricante, cujo interesse se centra na venda de veículos novos e manifesta uma óbvia indiferença perante modelos mais antigos.

sexta-feira, maio 16, 2014

"Drones", o futuro no presente - 8ª parte



Da sofisticação da plataforma de controle e gestão em terra depende, em grande parte, a eficácia do "drone", com os sistemas mais sofisticados e permitir carregar e descarregar trajectos e dados de voo, estabelecer zonas interditas, suportar controles de voo mais precisos e intuitivos ou estabelecer uma ligação com mapas digitais.

Para utilizadores mais exigentes, ou que pretendam determinadas utilizações profissionais, estão disponíveis ferramentas de fotogrametria, simuladores de voo, descolagem e aterragem completamente automatizados, o suporte de diversos tipos de controles, bem como um conjunto de funcionalidades relacionadas com o voo suplementares.

Entre estas funcionalidades, a possibilidade de configurar canais de modo a operar servo motores ganha especial importância, dado que permite operar equipamentos adicionais ou, inclusivé, libertar carga, flexibilizando em muito o uso deste tipo de veículo, dado que mesmo sabendo que a capacidade de transporte é limitada, tal pode ser decisivo em diversas situações.

A comunicação entre o "drone" e o sistema de controle pode obedecer a diversos protocolos, sendo recorrente o uso de sistemas de comunicações WiFi ou mesmo "bluetooth", que operam na banda dos 2.4 MHz, com sistemas mais sofisticados a recorrer a frequências rádio onde o alcance é francamente superior e o perigo de interferências menor ou, no limite superior, por satélite.

quinta-feira, maio 15, 2014

"GPS over Bluetooth", "smartphone" como receptor - 2ª parte

Image Hosted by Google Um écran do "GPS over Bluetooth"

Como complemento, é apresentado um mapa com os satélites disponíveis e a qualidade do sinal proveniente deles, informando ainda sobre a posição geográfica do receptor, o azimute, resultante da determinação dos pontos cardeais, bem como a hora conforme a informação dos satélites.

Este é um programa extremamente fácil de utilizar, com as configurações a serem efectuadas sobretudo do lado do equipamento receptor, de forma similar à de um normal GPS "bluetooth", mas que consome bastante energia, ao requerer que quer o GPS do telemóvel, quer o "bluetooth" se mantenham ligados e em condições de recepção e comunicação durante a utilização desta solução.

Caso se destine a uma utilização mais prolongada, sugerimos que o equipamento esteja ligado a um sistema de alimentação, que pode ser, por exemplo, uma bateria portátil ou uma ligação para isqueiro de um veículo, de modo a evitar que fique sem carga e que, caso seja possível, se utilize outro, que não o telemóvel usado para comunicações.

Sendo gratuito e ocupando pouco espaço de armazenamento, este é um programa útil para todos quantos, por exemplo, usem um computador pessoal para efeitos de orientação e não disponham, ou pretendam uma alternativa, a um receptor de GPS e disponham de um equipamento que utilize a plataforma "Android".

quarta-feira, maio 14, 2014

"Drones", o futuro no presente - 7ª parte



Dado recorrerem a baterias facilmente removíveis e instaláveis, o tempo necessário para repor carga plena num destes "drones", uma vez em terra e devidamente imobilizado, com os rotores parados, é de apenas alguns segundos, sendo a altura de colocar em carga a bateria que acabou de ser removida, preparando-a para uma nova utilização.

A opção por um modelo modular, no qual se possa partir de uma configuração base operacional, mas pouco dispendiosa, evoluindo para uma maior complexidade e sofisticação através da substituição ou adição de novos componentes, será sempre de ter em conta, dando preferência a sistemas abertos, que não impliquem uma submissão a um determinado fabricante face à impossibilidade de compatibilização com peças ou equipamentos de outras proveniências.

É de realçar que a compatibilidade tem que ser não apenas física, no respeitante a conectores ou sistemas de encaixe, mas também lógica, nomeadamente a nível de protocolos e do próprio "software" de gestão e controle do "drone" como um todo e dos próprios componentes individuais, sendo exigível evoluções e "upgrades", factores essenciais em termos do estabelecimento da vida útil do equipamento e da sua interacção com outros dispositivos ou plataformas.

Entre as várias plataformas de controle e gestão, encontram-se equipamentos informáticos baseados nos sistemas operativos mais comuns, que incluem computadores portáteis baseados em Windows, e dispositivos móveis com "Android" ou IOS, os quais integram um conjunto adicional de funcionalidades, potenciando as capacidades do "drone" ao processar em tempo real a informação recebida.

terça-feira, maio 13, 2014

"GPS over Bluetooth", "smartphone" como receptor - 1ª parte

Image Hosted by Google Um écran do "GPS over Bluetooth"

O "GPS over Bluetooth" é um programa para dispositivos "Android", que permite que o GPS destes seja utilizado por outros equipamentos, como computadores pessoais, estabelecendo uma ligação via "bluetooth" através da qual são enviados comandos NMEA.

Desta forma, um GPS dedicado pode ser substituido por um vulgar telefone com "Android", sendo configurado de forma similar, o que permite que aplicações como o CompeGPS, Google Earth, OziExplorer, 2Gis, entre outras, receber informação posicional.

A informação proveniente do GPS do "smartphone", que tem que estar activado, é enviada para o equipamento de destino usando a ligação "bluetooth" de acordo com o protocolo NMEA 0183, sendo nesta versão do programa suportados os seguintes comandos:

GPGGA - Global Positioning System Fix Data
GPGLL - Geographic position, latitude / longitude
GPGSA - GPS DOP and active satellites
GPGSV - Detailed satellite data
GPRMC - Recommended Minimum Specific GPS/TRANSIT Data
GPVTG - Track made good and ground speed
GPZDA - Date and Time

segunda-feira, maio 12, 2014

"Drones", o futuro no presente - 6ª parte



Relacionado com a capacidade de carga, estão os sistemas de propulsão e sustentação, que podem ter algum grau de independência, no caso de "drones" de maior dimensão, onde uma superfície alar complementa a acção do propulsos, ou estarem completamente interligados, sendo esta a opção mais comum em modelos de menor dimensão.

Como exemplo da primeira opção, para recorrer a modelos conhecidos, podem-se mencionar o "Predator" ou o "Reaper", "drones" utilizados pelos Estados Unidos em missões militares e de segurança, no qual as asas garantem uma sustentação que permite uma maior autonomia, aliado a um desempenho dinâmico onde a a velocidade é factor de destaque e se revela como essencial para o desempenho das suas missões.

Mais comuns em usos civis, os quadricópteros, um modelo de "drone" que se baseia num sistema de quatro rotores muito semelhantes aos de um helicóptero, possuem uma menor velocidade e autonomia, mas compensam com uma muito maior agilidade e capacidade para voo estacionário, tornando-os adequados a voos em locais confinados ou onde a multiplicidade de obstáculos obriga a manobras mais delicadas.

Com menor sustentação aerodinâmica, os quadricópteros recorrem ao sistema de propulsão de forma mais intensa do que os seus congéneres com asas, pelo que as performances, considerando-se aqui a velocidade linear em todos os eixos, tal como a capacidade de recuperação, e incluindo a autonomia, é mais limitada, do que decorre a impossibilidade de voos mais longos e a necessidade de um reabastecimento ou recarregamento com menor periodicidade.

domingo, maio 11, 2014

Nova versão do Freemake Video Converter disponível

Image Hosted by ImageShack Um écran do Freemake

Está disponível a versão 4.14 do popular conversor de formatos de vídeo Freemake, apresentando algumas funcionalidades novas, como a possibilidade de adicionar uma introdução aos vídeos, mas, sobretudo, com um motor de conversão mais rápido, que diminui o tempo de processamento dos vídeos.

Chamamos a atenção para os cuidados a ter na instalação deste programa, devendo-se selecionar sempre as opções que conferem maior controle ao utilizador e desactivar todas as alterações de configuração, que incluem adicionais para "browsers", mudança de página inicial e mecanismo de pesquisa entre outros, pelo que nalgumas referências em "sites" especializados em segurança informática é equiparado a "malware".

O Freemake usa e gera formatos padronizados, pelo que os vídeos manipulados são compatíveis com outros programas e leitores, o que permite complementar as funções que disponibiliza com as de outros programas, como o Windows Movie Maker, o que permite obter resultados finais que, não tendo o rigor resultante de produtos profissionais, tendencialmente muito dispendiosos, não deixam de ser agradáveis e adequados à maioria das situações.

Aconselhamos os nossos leitores que utilizem este programa a proceder à sua actualização e sugerimos, a quem não o conheça mas necessite de um conversor de formatos de vídeo, com uma capacidade limitada de edição, que corresponde essencialmente a unir ou cortar segmentos ou efectuar rotações, a testar esta alternativa gratuita.