quarta-feira, abril 24, 2019

Consequências da falta de combustíveis no socorro - 4ª parte

Num clima de agitação, que a todos afecta, incluindo aqueles que têm como missão socorrer os demais, e que têm a mesma dimensão humana e, consequentemente, as mesmas necessidades, é sempre de esperar um maior número de missões, acorrendo a situações tão diversas como as resultantes da falta de bens ou da maior conflitualidade, com a dificuldade acrescida da limitação de meios disponíveis e de menos recursos, resultando de uma menor disponibilidade dos mesmos como resultado das contingências do momento.

Infelizmente, e dado que a greve foi precedida do pré-aviso obrigatório, não foram tomadas medidas, nem sequer feita uma divulgação de forma adequada e insistente, como forma de alertar empresas e particulares para um cenário que se podia antever, salvo desmarcação desta acção de luta, sendo que, face à possibilidade de uma carência de combustíveis, o Governo deveria ter emitido alertas e a comunicação social divulgá-los com a insistência necessária para minimizar os efeitos que hoje se sentem.

No entanto, nada foi feito e apenas houve as reacções que se podiam esperar de alguém que foi surpreendido, como se de uma greve selvagem se tratasse, pelo que não foram accionados planos de contingência, nem houve algum tipo de preparação que podia ser, tão simplesmente, o atestar os depósitos com antecedência e preparar uma reserva, que os próprios particulares podem ter, recorrendo a recipientes adequados.

Uma greve anunciada caiu assim sobre um país e um governo incautos como se de uma surpresa se tratasse, patente nas longas filas de automobilistas que desesperadamente procuram combustível e nos alertas de empresas que irão rapidamente ficar sem reservas, com o caos a perspectivar-se numa semana durante a qual muitos portugueses saem das suas residências para ir passar a Páscoa nos seus locais de origem ou naqueles onde habitualmente se passsam férias, mas que, sem combustível, poderão ter que cancelar os planos.

terça-feira, abril 23, 2019

Experiências de impressão 3D - 6ª parte

Naturalmente, que, para efeitos de rentabilização do tempo, um maior número de impressoras, ou equipamentos mais rápidos e eficazes, e modelos para resina, destinadas a impressões muito mais detalhadas, seriam o passo a dar, mas tal pode corresponder, simplesmente, ao retorno resultante do investimento inicial, pelo que o crescimento sustentável pode não passar por novas injecções de capital, salvo em casos excepcionais, onde uma oportunidade irrepetível implique um salto para além das disponibilidades resultantes da actividade específica.

Será sempre, para quem pretender enveredar pela rentabilização deste tipo de actividade, fazer um estudo de viabilidade, conhecer um mercado agora emergente, pelo que a escassa concorrência de hoje pode não ser a realidade dentro de pouco tempo, e investir em equipamentos e, sobretudo, em "know how", que será o factor diferenciador e permitirá oferecer a qualidade de serviço que garanta a preferência dos clientes.

Obviamente, caso haja sucesso, a actividade tem que se tornar formal, cumprindo as obrigações legais, algo inevitável quando o volume do negócio e as exigências de clientes tornam obrigatório, mas o facto de implicar um pequeno investimento inicial torna este tipo de iniciativa particularmente interessante e, quase certamente rentável, numa área em enorme crescimento.

Este será, sem dúvida, um assunto que será abordado periodicamente, por esta ser uma área que está em constante evolução e que virá a transformar não apenas processos de fabrico, mas também hábitos de consumo e a forma como muitos produtos são distribuídos, dispensando cadeias de distribuição e a logística inerente, numa transformação que ainda estamos longe de apreender na sua totalidade.

segunda-feira, abril 22, 2019

Consequências da falta de combustíveis no socorro - 3ª parte

No Interior, onde o número de postos de abastecimento é mais reduzido e, como consequência do isolamento, o transporte terrestre é vital, basta lembrar que em muitas povoações não existe abastecimento de alimentos em quantidade suficiente, quanto mais o acesso a medicamentos, a falta de combustiveis pode revelar-se particularmente problemática, sendo agravada pelo facto de estas áreas não serem contempladas pelos serviços mínimos impostos pelo Governo.

Face à reacção de pânico de muitos automobilistas, que normalmente abastecem apenas o suficiente para poucos dias e desta vez atestaram os depósitos, era óbvio que o combustível esgotou com alguma rapidez face a um aumento súbito do consumo, algo que seria óbvio para todos quantos conhecem o comportamento humano, e inevitável perante a dimensão dos depósitos dos postos.

A falta de combustíveis afecta, dramaticamente, o funcionamento de um país, e nem sequer vamos avaliar o impacto na área económica, onde sectores como o da distribuição, de que depende o abastecimento de bens de primeira necessidade, ou do turismo, que sem combustível nos aeroportos, assiste a uma queda de receitas, só para citar dois exemplos óbvios, tendo um impacto severo nas populações, com o efeito a agravar-se com o passar do tempo.

Se em apenas num par de dias assistimos a um quase caos, o prolongar seria catastrófico, com rupturas de abastecimento de bens essenciais, que, tal como aconteceu nos postos de abastecimento, sem dúvida levará a uma corrida semelhante aos supermercados, situação onde o pânico gerado será muito superior, dado estarmos a falar de bens de primeira necessidade, essenciais para a sobrevivência, e de que quase sempre resultam situações de maior conflitualidade e mesmo, possivelmente, de alguma violência.

domingo, abril 21, 2019

Meios aéreos para combate aos fogos adjudicados à Helibravo - 1ª parte

Foi adjudicado à Helibravo a contratação de meios aéreos para o combate aos fogos florestais, num contrato que se extende até 2022, envolvendo 35 meios aéreos, e com um valor final de adjudicação que fica 20% abaixo do inicialmente previsto, tendo o processo sido conduzido pela Força Aérea Portuguesa.

A concorrência já reclamou, alegando que a Helibravo não possui o número de aeronaves necessárias, pelo que teria de sub-contratar meios de outras empresas, investigadas pelas autoridades italianas e espanholas por suspeita de cartelização, facto que foi omitido durante o concurso, mas desvalorizado na altura da decisão.

Apesar das suspeitas de terem lesado os estados italiano e espanhol, e das investigações em curso, foi considerado pelo responsável pelo concurso que a Helibravo, ao contrário do que diz a concorrência, não está a incorrer em práticas ilegais ou a falsear as regras da concorrência.

Naturalmente, que uma proposta em 20% abaixo do valor estabalecido, e falamos de muitos milhões de Euros, acaba por ser, praticamente, irrecusável, com a diferença de preços para a concorrência a levar a uma opção que envolve polémica, sobretudo no caso de, durante o decurso de um contrato longo, se concretizar uma acusação contra as empresas que sustentam a proposta da Helibravo.

sábado, abril 20, 2019

Google lança chave digital gratuita

O Google implementou um sistema de segurança adicional, recorrendo a dispositivos móveis, com "Android" 7.0 ou superior, que, tendo instalada uma chave, permitem fazer "login" em contas do Google, comunicando via "bluetooth" com o equipamento onde se pretende efectuar a autenticação.

Este processo é compatível com equipamentos com Windows 10, ChromeOS ou MacOS Xe requer o uso do "browser" Chrome, sendo ainda obrigatório que os procedimentos de segurança previamente disponibilizados, como a confirmação de "login" por SMS, estejam activas, pelo que estamos diante de uma nova funcionalidade que traz uma maior simplicidade para o "login" em novos equipamentos.

É necessário aceder ao "site" do Google, para proceder à instalação da chave de segurança, que fica alojado no dispositivo móvel e não transita ou é enviada pela Internet, num processo simples, cuja principal limitação é, sem dúvida, a restrição em termos de sistemas operativos e do "browser" suportado, mas que, correspondendo aos do utilizador, é muito simples de usar, bastanto recorrer ao botão de volume do dispositivo móvel para confirmar um "login".

Diversas empresas vendem chaves de segurança, com diversos formatos e formas de utilização, mas tipicamente têm um custo, enquanto a que o Google agora disponibiliza para os utilizadores das suas contas e do G-Suite é gratuita, visando simplificar processos de autenticação, aumentar a segurança e reduzir o recurso a "passwords" que, mesmo que complexas, podem ser descodificadas ou descobertas.

sexta-feira, abril 19, 2019

Consequências da falta de combustíveis no socorro - 2ª parte

Desde a possibilidade de acidentes provocadas pelas longas filas de trânsito que se projectam em vias rápidas, incluindo em auto-estradas, passando pelas dificuldades em circular, ou a sua impossibilidade, devido à obstrução das vias, seja por veículos que aguardam abastecimento, seja porque ficaram sem combustível, passando pela impossibilidade de os veículos de socorro ou das autoridades se abastecerem em postos, algo que acaba por ser frequente.

É de notar que o INEM pediu que seja dado prioridade às suas viaturas nos postos de abastecimento, algo que, cremos, será entendido por todos, mas que, havendo encerramento dos postos por falta de combustível, será completamente inútil, colocando em risco a operacionalidade destes meios.

Existem, ainda, empresas privadas, não abrangidas pelos serviços mínimos, que prestam serviços essenciais, como a entrega de medicamentos nas farmácias, para além de todo um conjunto de serviços de entrega e distribuição através dos quais os bens de primeira necessidade chegam às populações e que, sem acesso a combustíveis, comprometem não apenas o bem estar das populações, mas a segurança destas quando necessitem de bens indispensáveis à sua saúde ou subsistência.

Assim, devemos dizer que discordamos dos termos da requisição civil, por previlegiar algumas zonas do país em detrimento de outras, obrigando a abastecer zonas urbanas de Lisboa e Porto, modo a contemplar 40% do consumo médio, sendo que o mesmo não é aplicado a outras zonas do país, onde as alternativas de transporte são muito menores e o isolamento implica riscos bem mais elevados do que nas grandes metrópoles.

quinta-feira, abril 18, 2019

Experiências de impressão 3D - 5ª parte

Reiteramos que a impressão 3D é uma tecnologia decisiva, que já revoluciona muitos processos de fabrico, permitindo a produção de peças nas residências dos seus utilizadores, o que, só por sí, será extremamente interessante, mas pode, igualmente, resultar em pequenos negócios, caso se pretenda disponibilizar o serviço.

Este tipo de negócio, cujo investimento é baixo, se observarmos o tipo de equipamento que pode ser utilizado, bem como o custo dos materiais, caso se trate de impressoras PLA, e pode ser efectuado a partir de uma residência, por correspondência, ou através de encomendas efectuadas em estabelecimentos, como os que se dedicam a cópias, para usar um exemplo simples, será, nesta altura, interessante, dado que esta é uma tecnologia ainda pouco dominada pela maioria dos potenciais interessados.

Assim, com algum "know how" e após experiências, dispondo de um equipamento testado, fiável e funcional, recorrendo a um espaço existente e estabelecendo contactos via Internet ou no comércio local, trabalhando durante as horas vagas, e sabendo que, na maior parte do tempo, a impressora funciona sózinha, é possível obter um rendimento extra, com o investimento numa impressora, alguns melhoramentos e no filamento, que pode ficar pelas duas centenas de Euros, a ter um rápido retorno.

Estamos convictos que, para quem se interessa por esta área, tem iniciativa e está disposto a um investimento módico em termos económicos, mas que poderá ser bem maior no respeitante ao tempo a investir, existem boas oportunidades que podem ser aproveitadas, mesmo que em cooperação com empresas ou estabelecimentos existentes, criando uma secção onde serão prestados serviços adicionais.

quarta-feira, abril 17, 2019

Consequências da falta de combustíveis no socorro - 1ª parte

A greve dos motoristas que conduzem os veículos transportadores de matérias perigosas, entre estas os combustíveis, para além dos inevitáveis incómodos, inerentes a uma paralização que afecta um sector estratégico, coloca sérios problemas a nível do socorro e da segurança das populações.

Este tipo de greve implica a existências de serviços mínimos, estabelecidos de forma arbitral, que visa proteger direitos essenciais, obrigando a manter abastecidos serviços de segurança, saúde e a manutenção de um mínimo de abastecimento público, o que exclui a possibilidade de manter os níveis de consumo habituais, penalizando fortemente empresas e particulares.

Não havendo o cumprimento de serviços mínimos, facto alegado pelo Governo, a requisição civil é uma decisão natural, que decorrer da necessidade de proteger direitos, mas também de reestabelecer a autoridade do Estado, procurando alcançar um equilíbrio, tão justo quanto possível, entre interesses que, sendo conflituantes, são legítimos e legalmente protegidos.

É, no entanto, obter uma solução absolutamente satisfatória e que contemple todas as situações, mesmo as menos frequentes, sem com isso impor sérias limitações ao direito à greve, pelo que o risco para as populações, inevitavelmente, existe sob várias formas e de forma crescente, face ao número crescente de postos onde falta combustível.

terça-feira, abril 16, 2019

Até sempre, Filipe Garcia e Luís Silva

É impossível deixar de prestar a devida homenagem a dois amigos de longa data, ambos membros da Landmania, que partiram subitamente e quase em simultâneo, deixando em choque os inúmeros amigos que fizeram ao longo de uma vida que termina muito antes do que seria de esperar.

O Filipe Garcia, popularmente conhecido por FLG, e o Luís Silva, para além das qualidades pessoais que todos reconheciam, sempre deram um importante contributo para a Landmania, para o todo o terreno e para acções de solidariedade, estando sempre dispostos a colaborar e ajudar quem deles necessitasse.

É dificil exprimir a tristeza perante a partida destes dois amigos, essencias nos foruns, onde partilharam experiências e ajudaram com os seus conhecimentos os menos experientes, mas também nas diversas actividades da Landmania ou a nível pessoal, sendo duas pessoas com as quais sempre se podia contar, demonstrando sempre uma grande generosidade com a qual partilhavam um raro saber.

A data e hora dos funerais ainda não é conhecida, mas as informações constarão da página da Landmania no Facebook, onde muitos dos amigos do Filipe e do Luís têm vindo a expressar os seus sentimentos, sendo patente a extensão da tristeza causada pela partida de duas excelentes pessoas, que já deixaram muitas saudades a todos quantos os conheceram.

segunda-feira, abril 15, 2019

Experiências de impressão 3D - 4ª parte

Sendo uma impressora adquirida em "kit", montada pelo utilizador, tal representa uma primeira aprendizagem, mesmo que resulte num maior dispêndio de tempo, o que facilita a compreensão do funcionamento e do processo de melhoramentos, facilitando todo o processo de melhoramentos, algo que, pela experiência obtida, será quase inevitável para este tipo de equipamento, como forma de o tornar fiável e adequado a uma impressão sem preocupações.

É possível ir mais longe, comprando um "kit" ainda mais básico, naturalmente com muito mais peças e de montagem mais complexa, baseado em Arduino, uma linguagem de programação muito adequada a este tipo de equipamento, o que permite uma maior aprendizagem e entendimento deste tipo de equipamentos, facilitando a sua operação no futuro, mesmo que de modelos mais sofisticados ou adquiridos prontos para serem utilizados.

Para além do preço do equipamento e do material para impressão, será sobretudo como introdução no universo da impressão tridimensional e na aprendizagem da mecânica e das própria funcionalidades, incluindo-se aqui o "software", que reside o maior interesse na aquisição de uma impressora deste tipo e com esta qualidade, dado que permite uma evolução que justifica, caso se pretenda, passar para um nível superior, dando origem a produtos finais com um acabamento digno de uma produção profissional.

Com o preço das impressoras a baixar continuamente, tornado-as cada vez mais acessíveis, será o "know how" e a experiência a constituir o factor diferenciador, mas este tipo de conhecimentos pode, e deve, ser complementado por outras valências, caso se pretenda que seja rentabilizável.