quinta-feira, junho 27, 2019

Reportagem da TVI sobre o SIRESP - 2ª parte

Manifestamente, as anunciadas comunicações redundantes via satélite não estão presentes e os cabos continuam por enterrar, passando junto a árvores que, caindo ou ardento, interrompem o circuito, impedindo as comunicações de o utilizar a rede primária, num local onde a secundária não funciona.

Estamos diante de áreas com alguns quilómetros de extensão onde o SIRESP não funciona, sendo que as redes móveis, muitas vezes, estão igualmente indisponíveis, e em vários locais apenas está presente a rede da MEO, a mesma que suporta o SIRESP, o que impossibilita qualquer tipo de comunicações, do que decorre uma situação da maior gravidade, podendo resultar na perda de vidas humanas, o que, infelizmente, sucedeu em 2017.

Sugerimos aos nossos leitores que vejam esta reportagem, que espelha o estado em que uma rede que custou muito ao Estado e que, quase certamente, irá custar muito mais no futuro, após a aquisição de acções que fez transitar a responsabilidade por inteito para o Estado, a qual, efectivamente, continua a não oferecer a fiabilidade e cobertura adequadas aos seus propósitos.

Os 485.000.000 de Euros da adjudicação entre triplicaram e quadruplicaram a estimativa inicial do investimento, destinado a implementar uma solução tecnológica ultrapassada, cuja escolha foi justificada com o argumento de que a solução proposta pela Vodafone não contemplava um dos requisitos pretendidos por se encontrar ainda em testes.

quarta-feira, junho 26, 2019

A impressora de resina ONO 3D - 3ª parte

Este tipo de resina, desenvolvido para esta impressora, não precisa de ser submetida a nenhum processo de cura, bastando a exposição à luz para que endureça, após o que pode ser pintada, lixada ou colada, recorrendo às tintas e colas mais comuns, entre estas aquelas que são habitualmente utilizadas pelos modelistas, podendo dar origem a um modelo de muito boa qualidade.

Este é um modelo pequeno e resistente, com o corpo construído em polímeros, de fácil transporte, muito silencioso, que usa uma conexão USB ou simples pilhas como forma de alimentação, fácil de operar, com actuadores de lubrificação automática, que requer muito pouca manutenção e cujo "software" é bastante intuitivo, sobretudo para quem está habituado a recorrer a "smartphones".



Segundo o CEO da empresa, Filippo Moroni, a ideia foi desenvolver um dispositivo barato, de fácil utilização, que permita um primeiro contacto com o universo da impressão 3D, destinada essencialmente ao mercado doméstico e ao lazer, estando em projecto uma versão de maiores dimensões, com 24 polegadas, que será compatível com "tablets" e permite impressões de muito maiores dimensões.

A impressora vem acompanhada de um filme de impressão com protecção de ambos os lados, chave para ajuste da base, uma espátula para remoção de impressões, um funil para reutilizar resina, um par de luvas de trabalho, podendo, num pacote mais completo, incluir um saco de transporte, mas contando sempre com uma fonte de alimentação do utilizador.

terça-feira, junho 25, 2019

Reportagem da TVI sobre o SIRESP - 1ª parte

Pela pertinência do tema, independentemente de alguma polémica na abordagem, justifica-se ver a reportagem da TVI, do programa "Ana Leal" acerca do funcionamento do SIRESP nas zonas afectadas pelos incêndios de 2017 na zona de Pedrogão Grande, onde são patentes as falhas destes sistema ao qual foi imputada grande parte da responsabilidade pelo então sucedido.

Numa zona que volta a ser invadida pelo mato, onde reconstruções polémicas continuam a dividir as populações, muitas são as zonas onde a cobertura do SIRESP é inexistente, sendo patente que não há melhorias na cobertura, resultando em entre 30 a 40% da zona onde as comunicações via rede de emergência são impossíveis ou impraticáveis.

Estes testes foram efectuados nos concelhos de Pedrógão Grande, Figueiró do Vinhos e Monchique e no Pinhal de Leiria, portanto, em zonas fortemente afectadas pelos incêndios, sendo certo de que o mesmo se passa em muitas outras que, por esta falhas terem tido um impacto muito menor, surgem como menos visíveis.

É de notar que os testes são apenas de cobertura, mas não incluem problemas de saturação, existentes durante operações onde estão presentes um elevado número de efectivos e que, devido ao súbito aumento do tráfego, resulta em indisponibilidades temporárias, impedindo as comunicações nas alturas em que tal se verifica, o que, em situações críticas pode ter um impacto devastador na condução das operações.

segunda-feira, junho 24, 2019

A impressora de resina ONO 3D - 2ª parte

A impressora mede apenas 180 x 128 x 185 milímetros, pesa só 720 gramas e permite imprimir objectos com até 72 x 124 x 52 milímetros, sendo compatível com telemóveis com écran até 5.8 polegadas, sendo constituída, essencialmente, pelos seguintes componentes:

1 LED "interface"
2 Alojamento do motor
3 Actuador do eixo Z
4 Cama de impressão
5 Reservatório de resina
6 Filme de impressão
7 Base ajustável
8 Suporte almofadado para telemóvel
9 Telemóvel do utilizador

Está presente um sistema de auto-nivelamento, que faz o "reset" do eixo Z antes de cada impressão, o tanque de resina e placa de impressão são fáceis de remover, o que facilita a limpeza, e o filme de impressão pode ser utilizado até 10 vezes na mesma posição, algo que se adequa, sobretudo, a múltiplas impressões do mesmo objecto.

Estão disponíveis diversos tipos de resina, todas proprietárias, em várias cores e transparente, tendo características distintas, podendo ser completamente rígidas ou ter algum grau de flexibilidade, estando previsto, no futuro, resinas que se possam misturar entre sí, de modo a obter novas cores e propriedades físicas.


domingo, junho 23, 2019

Novo modelo de Documento Único Automóvel

O Documento Único Automóvel (DUA), sucessor do livrete dos veículos, vai mudar, passando a ter um formato semelhante ao de um cartão do cidadão ou cartão bancário, tornando este documento mais durável, com um conjunto de informações mais facilmente acessível e mais fácil de transportar.

Esta alteração entra em vigor a 1 de Agosto, abrangendo, numa fase inicial, os veículos agora matriculados, sendo de prever que a partir de 2020 abranja todos os veículos, não estando ainda estabelecido o processo de transição e, naturalmente, quais os custos que daí resultem para os proprietários.

No novo documento estão presentes informações codificadas, destinadas a serem lidas por dispositivos electrónicos, como um código QR, e toda a leitura é francamente mais fácil, sobretudo face à degradação de muitos documentos impressos em cartolina que, com alguma facilidade, se tornavam ilegíveis.

Naturalmente que, podendo haver vantagens nesta mudança, caso esta seja obrigatória, mesmo sem alteração do conteúdo, estaremos diante de um procedimento abusivo, essencialmente uma fonte de financiamento do Estado, numa espécie de imposto encapotado que, efectivamente, não oferece vantagens comparáveis com os custos da renovação de um documento cuja validade é ilimitada, salvo alterações que impliquem a respectiva substituição.

sábado, junho 22, 2019

A impressora de resina ONO 3D - 1ª parte

A ONO 3D é uma impressora 3D que suporta resina proprietário do fabricante, e recorre a um "smartphone", onde é instalada uma aplicação como dispositivo de controle e forma de activação da resina, resultando numa solução de muito baixo custo mas que possui algumas limitações.

Devemos dizer, em primeiro lugar, que este projecto, que recorreu ao "crowdfunding" como forma de agariação de fundos e investimentos, está envolto em diversas polémicas, com os prazos de entrega a serem ultrapassados e muitas reclamações e acusações de fraude, num processo que pode ser consultado nas páginas relacionadas com a empresa e mesmo na página desta no Facebook.

Assim, levantam-se mais que fundadas dúvidas quanto à segurança no investimento deste tipo de equipamento, sendo aconselhável, sempre que possível, usar um meio de pagamento que permite, em caso de o produto não ser entregue, reverter o pagamento e obter um reembolso do valor pago com um mínimo de encargos.



Esta impressora 3D é compatível com qualquer iPhone ou Android, desde que permita instalar a aplicação e tenha écran plano, ou seja, écrans curvos não são suportados, tendo uma resolução de 42 micrômetros nos eixos X e Y e de 20 a 100 micrômetros no eixo Z, com um tempo de impressão estimado de perto de duas horas e meia para obter um objecto com 52 milímetros de altura, tempo que diminui para equipamentos de maior luminosidade, como alguns modelos de iPhone.

sexta-feira, junho 21, 2019

Buy Me a Coffee


Buy Me a Coffee at ko-fi.com

Estado adquire a totalidade do SIRESP - 3ª parte

Face às relações de dependência que se mantêm, as empresas que foram excluídas do SIRESP não têm hoje uma menor capacidade de intervenção, e mesmo de decisão, tendo o Estado prescindido de alguns milhões de Euros sem que daí decorra uma vantagem real, podendo, inclusivé, resultar num prejuizo, caso os antigos accionistas optem por um relacionamento comercial mais agressivo, fazendo valer as suas valências para obter maiores vantagens.

Acresce, ainda, o facto de o Estado ter investido, e aqui a quantia será o menos relevante, num sistema para o qual contribuiu de forma muito substancial ao longo de anos, cujo desempenho não tem sido o mais positivo, em termos de fiabilidade e disponibilidade, e que se baseia numa tecnlogia ultrapassada, que não permite a implementação de todas as funcionalidades que consideramos exigíveis nos dias de hoje, muitas das quais presentes nos nossos "smartphones".

Considerando que o Estado deve dispor de uma rede de comunicações de emergência, e controlá-la efectivamente, temos sérias dúvidas que o SIRESP seja a solução, sendo sempre de prever que a reconversão desta rede, que poderá ter que ser realizada num futuro próximo, implica um esforço financeiro enorme, o qual caberá ao actual accionista único, dado que passa pela substituição de equipamentos, que será mais crítica se a opção for por uma solução que não dependa de redes comerciais.

quinta-feira, junho 20, 2019

Manuais para Land Rover "on line"

Ao longo dos últimos anos, temos vindo a disponibilizar um conjunto de manuais para Land Rover, em formato PDF, que alojamos no Google Drive, de modo a ficarem permanentemente disponíveis, não dependendo de outrem que pode remover os ficheiros ou cancelar uma conta ou partilha.

Os manuais foram agregados num conjunto de "posts", alguns deles com alguns anos, pelo que podem ter escapado aos nossos leitores mais recentes, o que justifica relembrar a sua existência e a disponibilidade dos referidos conteúdos que, na sua maioria, são em língua inglesa, o que pode ser limitativo para alguns, mas permite uma muito maior variedade.

Conjunto 1
Conjunto 2
Conjunto 3
Conjunto 4
Conjunto 5
Conjunto 6
Manual do proprietário do Discovery 2

quarta-feira, junho 19, 2019

Estado adquire a totalidade do SIRESP - 2ª parte

Havendo mais dúvidas do que certezas, e enquanto estas não são devidamente esclarecidas, num processo que demorou francamente mais do que o previsto e levanta questões por parte de todas as forças políticas, com excepção daquela que suporta o actual Governo, um conjunto de reflexões surge imediatamente, algumas no seguimento de questões que há muito vimos a levantar.

Não temos dúvidas de que o sistema de comunicações de emergência, sobretudo sendo único a nível nacional, deve ser controlado pelo Estado, com ou sem uma participação minoritária de privados, desde que tal se justifique, sobretudo se este dispuserem de um "know how" tecnológico e o desenvolvam no âmbito do melhoramento do sistema, implementando novas funcionalidades ou melhorando a qualidade geral e fiabilidade do serviço.

No caso do SIRESP, independentemente da respectiva propriedade, existem sempre alguns constrangimentos, sendo o mais grave o facto de o circuito primário ser sustentado pela rede de um operador de comunicações, e obviamente o redundante não tem a mesma capacidade, nem será uma alternativa real a uma substituição integral, podendo-se apontar como problemas secundários o conjunto de funcionalidades oferecidas, que nos parecem insuficientes para as exigências dos dias de hoje.

Assim, tendo o capital, e inerentemente, o controle do SIRESP, o Estado passa a ter na sua posse um conjunto de equipamentos que dependem, em primeira linha, dos recursos de um dos antigos accionista, agora excluídos, e são, em grande parte, produzidos pelo outro ex-acionista, pelo que, após o pagamenteo de 7 milhões de Euros, temos que nos interrogar se, efectivamente, a capacidade do Estado em termos de gestão do sistema ou a operacionalidade deste efectivamente melhorou.