quarta-feira, dezembro 19, 2018

O socorro na queda do helicóptero do INEM - 2ª parte

O último contacto com a aeronave terá ocorrido pelas 18:37 e a resposta 2 minutos depois, confirmando que iria manter uma altitude de 1.500 pés, sendo perdido o contacto via radar pelas 18:55, algo que não é, só por sí, alarmante, dada a baixa altitude a que voam os helicópteros e à orografia do terreno sobrevoado.

Ultrapassada a hora prevista para a aterragem e passada meia hora após o último contacto, de acordo com o protocolo para estas situações, a torre de controle do Porto contactou as autoridades policiais e os Bombeiros de Valongo, para além de efectuar tentativas de contacto através dos telemóveis dos tripulantes.

Foram ainda contactados locais de aterragem alternativos, na eventualidade de, como consequência das más condições meteorológicas, a aeronave ter optado por um local onde se verificassem melhores condições, incluindo-se aqui o Aeródromo de Baltar e o heliporto de Massarelos, como forma de esgotar as diversas possibilidades que excluíssem uma situação de maior gravidade.

Segundo as informações disponíveis, após perda de contacto com a aeronave, a NAV, Navegação Aérea, tentou, sem sucesso, contactar sucessivamente os Centros Distritais de Operações de Socorro (CDOS) do Porto, Braga e Vila Real, descendo geograficamente, acabando por conseguir entrar em contacto com o CDOS de Coimbra, que procedeu aos necessários alertas.

terça-feira, dezembro 18, 2018

Land Rover Owners de Janeiro de 2019 já nas bancas

Já chegou aos locais de venda habituais a edição de Janeiro de 2019 da Land Rover Owners International, tendo como destaque da capa um Defender 110 dado como perdido e posteriormente recuperado, servindo de exemplo para quem pretenda efectuar uma operação semelhante, mesmo que com outro modelo de veículo.

Também merece destaque, sobretudo nesta época de chuvas que se avizinha, os diversos métodos para desatascar um veículo, que dependerão, naturalmente, das circunstâncias exactas, bem como dos recursos disponíveis, mas que serão inspiração para quem queira antecipar soluções caso se defronte com uma situação parecida.

Um Discovery 1 com um milhão de milhas, perto de 1.600.000 quilómetros, o melhoramento da capacidade de iluminação de um veículo, algo sensível em vários modelos de Land Rover, mas que pode ter implicações legais entre nós, sendo de ter em conta as diferenças de legislação entre os dois países.

Tal como acontece com outros números desta revista, complementam esta edição diversos artigos que relatam as actividades de clubes espalhados por todo o Mundo, a apresentação de alguns novos produtos, bem como o teste prolongado a outros, mais antigos, sempre complementados pela extensa publicidade temática, a que acrescem as diversas secções regulares, naquela que continua a ser a publicação independente sobre Land Rover mais popular.

segunda-feira, dezembro 17, 2018

O socorro na queda do helicóptero do INEM - 1ª parte

A queda de um helicóptero ao serviço do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), no final da tarde do passado sábado, que se lamenta, pela perda da equipa composta por quatro elementos, piloto, co-piloto, médico e enfermeira, que transportava, veio colocar sob debate, mais um vez, um conjunto de problemas a nível do socorro, desta vez decorrendo durante o conflito entre a Liga dos Bombeiros Portugueses e o Governo.

O facto de o helicóptero Augusta 109 voar sob condições meteorológicas muito desfavoráveis, regressando à sua base após ter entregue um doente no hospital de destino, no Porto, é, para nós, algo que carece de explicação, dado que, cumprida a missão, um voo nestas condições, de alto risco, parece, sem uma justificação, algo de completamente impensável.

No entanto, e enquanto tal não é apurado, são as dificuldades de comunicações e a demora em activar os meios de socorro adequados a este tipo de ocorrência, e ao local onde, com toda a probabilidade, ocorrera, que levantam polémica, colocando a Protecção Civil debaixo de fogo.

O cronograma com os diversos eventos e acções relevantes, após confirmação de cada, é essencial para entender o que se passou, e se houve falhas, sendo certo que os inquéritos e investigações por parte das várias entidades envolvidas neste processo virão a trazer alguma luz, contendo a especulação que hoje grassa.

domingo, dezembro 16, 2018

Alternativas ao mercado britânico - 3ª parte

É de notar que para objectos mais pequenos, o custo dos portes tende a ser exagerado, com o mínimo a ficar, para a maioria dos vendedores, entre os 12 e os 15 Euros, pelo que, caso a ideia seja comprar algo com este tipo de características, o valor final tenderá a ser pouco competitivo, salvo se o preço do objecto em sí for de tal forma baixo que compense os portes, o que será raro e, portanto, pode implicar demasiadas pesquisas inúteis e uma espera prolongada com escassas possibilidades de sucesso.

Em qualquer caso, será sempre de pedir um orçamento para portes, se possível com alternativas, do que pode resultar uma redução substancial do valor destes, mesmo que tal implique uma maior demora na recepção da encomenda, e planear as encomendas de forma a que o impacto destes no conjunto dos produtos seja o menor possível, estabelecendo a que quantidade corresponde o menor valor de portes unitários.

Não temos dúvidas que, concretizando-se o Brexit, muitas empresas, sobretudo as de maiores dimensões, baseadas em Inglaterra se irão igualmente instalar em território comunitário, o que permitirá manter a actividade de forma sensivelmente idêntica e transparente para os clientes, mas para empresas mais pequenas serão muitas as dificuldades a enfrentar, já que muitos clientes não pretenderão suportar nem as demoras, nem os encargos de uma importação.

Por outro lado, independentemente de qualquer alteração comunitária, avaliar outras opções será sempre vantajoso, permitindo aumentar o número de opções e a de concretizar bons negócios, pelo que sugerimos aos nossos leitores que comecem por avaliar o mercado alemão, eventualmente através do EBay, fazendo a sua apreciação pessoal e preparando-se para uma eventualidade que pode vir a realizar-se dentro de meses.

sábado, dezembro 15, 2018

Sistemas de navegação de baixo preço - 3ª parte

Estão ainda presentes diversos programas, como leitor de E-book, conversor de unidades, vários jogos, o que permite uma razoável flexibilidade de utilização, potenciadas pelo altifalante incluído, pela capacidade de AV-IN, mas prejudicado pela ausência de microfone e de comunicação "bluetooth", algo que seria de esperar num modelo de muito baixo custo.

É suportada transmissão FM, comunicando assim com o rádio do veículo, bem como o recurso a dispositivos externos, conectados através de uma ligação 3.5 milímetros, com informações adicionais a poderem ser gravados num cartão TF com um máximo de 32 Gb de capacidade.

A bateria interna de iões de lítio de 1.500 mAh proporciona uma boa autonomia, o suficiente para um dia de uso, e o cabo incluído permite carregar através da tomada de isqueiro do veículo, mesmo que neste esteja um conector USB, operando a temperaturas que podem variar entre os 0 e os 60º.

Com apenas 13.6 x 8.5 x 1.7 centímetros e pesando apenas 390 gramas, a que acresce o peso dos acessórios, mapas para a União Europeia, incluindo Reino Unido e Rússia, mas com opção para outros países, este modelo concreto pode ser encontrado à venda por perto de 28 Euros, incluindo portes a partir da Ásia, sendo uma opção que consideramos interessante para quem pretenda um sistema de navegação fácil de transportar e de baixo custo.

sexta-feira, dezembro 14, 2018

LBP contesta diplomas do Governo - 3ª parte

Ao excluir-se da estrutura da ANPC, e portanto deixando de aceitar ordens dos comandos distritais, os bombeiros deixam todo o dispositivo de combate aos fogos e o próprio sistema de socorro, tal como o conhecemos, abalado e sem recursos adequados, numa situação completamente insustentável e que irá, no final, mesmo chegando-se a um acordo, irá deixar feridas abertas e um clima de desconfiança permanente.

Manifestamente, o Governo não sabe lidar com estruturas de voluntários, por um lado pela sua independência e autonomia face ao poder central, formal e instituido, por outro por não entender qual o tipo de reconhecimento a que estes aspiram, e que, por não serem pagos, se centra essencialmente na gratidão e no respeito, o que exclui relações onde a prepotência impera, sendo que neste caso há um imediato repúdio e afastamento.

As ameaças por parte do ministro da Administração Interna, considerando ilegal as decisões da LBP, garantindo que o Governo assegura a segurança dos portugueses, enquanto ameaça os bombeiros com processos na justiça será a mais inadequada neste tipo de caso, sabendo-se que os voluntários podem, a pedido e sem consequências para os próprios, abandonar o voluntariado, provocando, neste caso concreto, problemas muito graves.

O facto de os diplomas não estarem aprovados pelo Conselho de Ministros é fraco, sabendo-se que não será neste orgão, onde a maioria dos presentes pouco conhece o assunto com a profundidade para avaliar a legislação proposta, pelo que poderá, no limite e por razões políticas, adiar uma decisão, sem introduzir as alterações sugeridas pela LBP.

quinta-feira, dezembro 13, 2018

Alternativas ao mercado britânico - 2ª parte

Naturalmente, e não obstante alguns vendedores introduzirem palavras em inglês para pesquisa, só pesquisando através da palavra alemã se podem encontrar todos os items pretendidos e comparar os respectivos preços, sendo assim possível efectuar negócios mais favoráveis.

Actualmente, o Google Translate oferece traduções de muito boa qualidade, cujos resultados podem ser validados efectuando uma pesquisa de imagens com base na palavra obtida, o que permite facilmente verificar se corresponde ao efectivamente pretendido e, inclusivé, encontrar outras alternativas de tradução, as quais, por sua veze, deverão ser validadas recorrendo ao mesmo método.

Por outro lado, a maioria dos vendedores domina o inglês, o que permite comunicar nesta língua, mas, mais uma vez, caso surjam obstáculos, os sistemas de tradução existentes na Internet permitem resolver a maioria dos impasses, aconselhando-se a enviar a mensagem em inglês e alemão, como forma de facilitar ao destinatário a confirmação do conteúdo e reduzir as possibilidades de erros de interpretação.

Os preços dos portes, dependendo do método de envio e para pesos e volumes médios, como um par de "jerry cans" de 20 litros, podem variar entre os 14 e os 20 Euros, podendo este último valor aplicar-se a encomendas com peso e volume francamente superior, o que facilita em muito aquisições com algum volume ou efecutadas conjuntamente por diversos interesados.

quarta-feira, dezembro 12, 2018

LBP contesta diplomas do Governo - 2ª parte

As decisões do Governo, tomadas à revelia da LBP e da sua experiência no terreno, poderão aumentar os custos das operações, aumentando as distâncias a percorrer em missões de socorro, diminuir a eficácia no socorro, dificultar a coordenação no terreno e mobilização dos meios mais próximos ou estabelecer comandos com base na proximidade geográfica.

A LBP, no encontro onde particparam mais de 200 associações, decidiu que, ao cortar relações com a ANPC, deixa de passar informações a esta Autoridade, que optou por não comentar esta decisão inédita, em vigor desde as 00:00 de 09 de Dezembro, e que permanecerá activa por prazo indeterminado.

É óbvio que, sendo a protecção civil e o socorro assuntos particularmente sensíveis e delicados, e que nos afectam a todos e não apenas aos intevenientes mais directos, a ausência de consenso, e mesmo de um diálogo adequado, terá sempre consequências gravosas, mesmo que os bombeiros, através da LBP garanta que a segurança das populações não fica comprometida pelas opções que agora toma.

Com um sistema de socorro que se baseia, em grande percentagem, no voluntariado dos bombeiros, qualquer tipo de conflito com estes, sobretudo se evitável através de um maior diálogo, pode ter consequência grave e a saída da alçada da ANPC, em direcção a um comando autónomo, implicará sérios problemas de coordenação a nível nacional, sendo certo de que os meios do Estado, incluindo os da GNR, não podem suprir tamanha falta.

terça-feira, dezembro 11, 2018

A responsabilidade extraviada - 3ª parte

A organização do Estado, com as suas complexidades e disfuncionalidades, e aqui pode-se e deve-se incluir a morosidade do sistema judicial, são a melhor defesa de quem descura os seus deveres, pondo em risco, e por vezes permitindo a morte, dos cidadãos que, através de inúmeros impostos e taxas, sustentam uma máquina que não corresponde ao exigível e muitos funcionários que, manifestamente, são incapazes de desempenhar funções de responsabilidade.

O emaranhado de leis, muitas delas contraditórias, de regulamentos indecifráveis ou tecnicamente inviáveis, a não atribuição de recursos adequados a entidades inspectivas e o labirinto que percorre a documentação, mesmo a mais relevante, que não raramente nunca chega ao seu destino, permanecem, desde há muito, como seguro de decisores e funcionários contra qualquer tipo de responsabilização.

Quando é aos mesmos, nas suas várias faces de um mesmo personagem sinistro, que se confia todo o processo, acção, avaliação ou inspecção, do natural conluio apenas se pode esperar uma conclusão, o ilibar, sob qualquer pretexto, objectivo ou processual, de toda e qualquer responsabilidade, permitindo a todos, com raras excepções, prosseguir uma carreira que prejudica gravemente o interesse público, beneficiando apenas uns poucos, que parece sobreviveram a tudo.

Tal como noutros processos anteriores, como os resultantes dos incêndios, mas também de outros acidentes, como a queda de uma árvore no Funchal, iremos acompanhar a evolução do inquérito e, caso se chegue a essa fase, do julgamento, esperando que um dia os responsáveis pelas inúmeras situações de que resultaram vítimas venham a ser punidos, sem o que este lamentável ciclo de irresponsabilidade nunca será interrompido, premiando, efectivamente, quem despreza a vida e a segurança de todos.

segunda-feira, dezembro 10, 2018

LBP contesta diplomas do Governo - 1ª parte

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) decidiu abandonar de imediato a estrutura da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), deixando, eventualmente, de participar no dispositivo de combate aos fogos, nem estando presente em cerimónias oficias com a presença de membros do Governo, como forma de protesto contra os diplomas sobre as estruturas de comando recentemente aprovados.

A maior contestação vai contra a nova lei orgânica da futura Autoridade Nacional de Emergências e Proteção Civil, que será o futuro nome da atual ANPC, bem como um conjunto de propostas aprovadas pelo Governo no passado dia 25 de Outubro na área da proteção civil e do socorro, entre estes a intermunicipalização dos bombeiros ou a criação da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF).

Entre as reivindicações da LBP encontra-se a pretensão a uma direção nacional de bombeiros, autónoma independente e com orçamento próprio, a um comando autónomo de bombeiros e ao cartão social do bombeiro, mas também um conjunto de questões com impacto operacional e organizacional que foram propostas ao Governo e aguardam resposta que, tendo em conta os diplomas aprovados, poderá nunca vir.

A questão do comando e organização dos bombeiros, que segundo a LBP são responsáveis por 98% do socorro em Portugal, é um ponto fulcral, sendo a reposição das zonas operacionais essencial para a funcionalidade e a rápida intervenção de meios, contrapondo esta opção contra a proposta pelo Governo e que, segundo a LBP, podem diminuir a segurança das populações.