sexta-feira, abril 29, 2016

"E se fosse consigo" o falso alarme - 3ª parte


Independentemente de avisos prévios, não é possível ao operador da linha de emergência determinar que uma cena, sobretudo que envolva violência, visualizada por uma testemunha que, prudentemente não se aproxima em demasia, é encenada, nem tal é detectável por quem efectua a filtragem, pelo que a activação de meios acaba por ser inevitável, podendo incluir viaturas policiais e de socorro.

Podiamo-nos alongar quanto às implicações deste formato, que explora a reacção de uma assistência involuntária, assume-se como uma provocação ilegítima, o qual deve ser devidamente analisada pelas entidades competentes, dado poder, eventualmente, assumir contornos perigosos e que podem ser contraproducentes relativamente aos objectivos que pretende alcançar.

Independentemente da nobreza das causas, nem todos os meios são legítimos para as defender ou promover, sob pena de incorrer não apenas em contradições ou crimes, como na possibilidade de prejudicar quem se pretende defender, como resultado de ocorrências ou reações que, sendo imprevisíveis, são expectáveis face às encenações criadas.

O formato adoptado no "E se fosse contigo" é, na nossa opinião, inaceitável, ao encenar situações perante um público real, que não pediu para participar, em locais públicos, onde a imprevisibilidade é o factor dominante, numa manipulação que, para além de ilegítima, pode resultar em sérios danos, facilmente intuíveis, mas que parece não preocuparem nem autores, nem as próprias autoridades e entidades reguladoras do sector da comunicação social.

quinta-feira, abril 28, 2016

Novos produtos "Bolt Equipment" para Discovery 1

Não apenas por ser um fabricante português, mas pela qualidade e crescente diversidade dos produtos que tem desenvolvido, a "Bolt Equipment" é uma empresa que merece ser divulgada sobretudo quando apresenta novidades, neste caso concreto destinadas aos Discovery 1.

Sendo um dos modelos de Land Rover mais populares, sem dúvida como consequência do preço a que são comercializados e face ao número de unidades em circulação, continuam a ser a escolha de muitos adeptos do todo o terreno, que aliam um conforto aceitável às capacidades fora de estrada, pelo que os acessórios que lhe são destinados se encontram entre os que terão um maior interesse.

O conjunto de produtos agora apresentados destinam-se aos adeptos do todo o terreno que pretendam melhorar o desempenho, nomeadamente modificando componentes no âmbito da suspensão, ou proteger o veículo, sobretudo nas zonas mais expostas, como a direcção, diferenciais e parte inferior da carroçaria, partes onde se verificam mais impactos, e subsquentes danos, na prática do todo o terreno.

Estes produtos podem ser adquiridos através das "Peças Land Rover", recorrendo aos contactos habituais, tendo o fabricante presença no Facebook, onde se podem encontrar detalhes e esclarecer questões ou obter informações diversas, como a forma da sua instalação no veículo a que se destinam.

quarta-feira, abril 27, 2016

A guerra dos "snorkels" - 7ª parte

Queremos acrescentar que, em caso de multa, existem diversas opções, sendo a mais comum o pagamento imediato, que apenas deve ser adoptado no caso de não se pretender contestar, preferindo-se dar o caso como encerrado, algo que não vai suceder quando houver apreensão de documentos.

Caso se pretenda contestar, e pode haver diversos motivos, sendo que no limite se pode contar com o arrastar do processo e consequente prescrição, em vez do pagamento deve-se proceder ao depósito da quantia em causa, expondo a situação ao IMTT através de uma carta registada, com aviso de recepção, a qual deve ser enviada no prazo de 15 dia úteis.

Os detalhes respeitante a este tipo de questões legais encontram-se no "site" do IMTT, mas o aconselhamento com um advogado fará todo o sentido, não apenas para uma melhor abordagem a nível processual, mas também quanto à exequibilidade de uma contestação, a qual se deve basear em factos objectivos e não no pressuposto de que irá levar a uma eventual prescrição, o que implica sempre a devolução do depósito.

Independentemente das razões que podem assistir às várias partes, o bom senso deve imperar, evitando acessórios ou extras manifestamente ilegais, sobretudo se envolverem algum tipo de perigo em termos de segurança, dialogando com as autoridades e adoptando uma postura de compreensão face à missão que estas desempenham, sempre na perspectiva de que existem diferentes interpretações de uma mesma legislação e que a tolerância depende em muito da forma como toda a interacção se desenrola.

terça-feira, abril 26, 2016

"E se fosse consigo" o falso alarme - 2ª parte

Caso alguém, supondo que existe perigo real, intervenha de forma que, numa situação efectiva, possa ser considerado de forma proporcionada e usando os meios adequados, causando apenas os danos necessários para impedir o que supõe ser um crime em curso, fica sujeito a procedimento criminal, do qual, mesmo que com todas as atenuantes, podem resultar condenações.

Acresce, naturalmente, as consequências para quem representa o papel de agressor, que passando a agredido numa situação fora de controle, acaba por se transformar em vítima, não apenas nas mãos de transeuntes indignados, que em conjunto podem revelar-se de uma agressividade elevada, como de elementos de forças de segurança surpreendidos com a situação.

Este tipo de programa pode, ainda, desmotivar ou condicionar a reacção de todos aqueles, sabendo da sua existência, assumam que estão diante de uma encenação, adoptando uma atitude prejudicial para vítimas de casos reais ou, assumindo ser uma encenação, ignorando-a.

Pode, inclusivé, haver um impacto negativo nos meios de socorro ou de segurança, activados para acorrer a uma situação inventada, que assim serão distraídos da sua verdadeira função, podendo atrasar ou comprometer acções onde a sua presença é vital para a segurança dos cidadãos e perservação da vida humana.

segunda-feira, abril 25, 2016

Lisboa, cidade fechada - 4ª parte

Estas obras iniciaram-se em meados de Setembro de 2015, na altura em que se iniciou o ano lectivo, ou seja, quando existe um maior movimento no bairro, em cujo centro se encontra o Agrupamento Escolar D. Filipa de Lencastre, tendo sido completamente desaproveitado o período correspondente às férias de Verão, altura em que o bairro fica bastante mais deserto.

Também a escolha de um período onde chove mais e os dias são mais curtos, para além de uma organização discutível e ritmo particularmente lento, tem vindo a arrastar as obras, sendo que, passado mais de meio ano após o início, nem a metade do bairro onde decorrem as obras se encontra concluída, pelo que, mantendo-se o presente ritmo, se pode calcular que estas demorarão uns absurdos dois anos.

Para uma autarquia que pretende atrair habitantes, todo o desenrolar destas obras, que, para além dos inconvenientes, em nada beneficiam os residentes, prejudicando-os gravemente em muitos aspectos, todo este processo demonstra uma incompatibilidade entre as intenções anunciadas e a triste realidade, a qual objectivamente, fala muito mais alto do que qualquer discurso, por muito bem elaborado que esteja.

Já por diversas vezes lamentamos a execução de obras, algumas particularmente dispendiosas, que, na sua conclusão, não só não alcançam os objectivos propostos, como, em diversas vertentes, resultam em graves prejuizos para aqueles que, supostamente, seriam beneficiados, pelo que, no final, todos pagamos para ficar pior numa cidade cada vez menos habitável, de onde os habitantes se limitam a sair.

domingo, abril 24, 2016

Renovar equipamentos informáticos - 1ª parte

Enquanto em Portugal existe uma franca tentação de prolongar a vida de muitos equipamentos informáticos para além do razoável, considerando-se para tal o momento em que o desempenho tem um efeito negativo notório na produtividade do utilizador ou quando a falta de fiabilidade resulta não só na perda de dados, como na de confiança, em diversos países do Norte da Europa o processo de substituição é mais precoce.

Estamos conscientes de que, para muitos utilizadores, a fiabilidade será o factor prioritário, com o desempenho, desde que não resulte num atraso, a ser secundário, com muitos equipamentos a serem substituídos quando deixam de suportar novas versões de "software", essenciais para manter a compatibilidade com plataformas comuns, do que resulta, muitas vezes um custo substancial resultante da aquisição de modelos novos que serão subaproveitados.

Recorrer a equipamentos recondicionados por uma empresa certificada é, neste caso, uma opção a ter em conta, permitindo renovar um parque informático com um custo mínimo, desde que se escolham equipamentos com características que, face à evolução previsiível do "software", possam suportar as novas versões durante um prazo mínimo de 3 anos.

Como exemplo prático, a aquisição de um par de écrans TFT de 19" custou 49 Euros, correspondendo perto de 35 aos portes, com os restantes 14 a serem o valor efectivamente pago pelos equipamentos que, assim ficaram individualmente por pouco menos de 25 Euros, um preço que consideramos perfeitamente aceitável para este tipo de écran que corresponde às especificações para o trabalho que com eles se pretende realizar.

sábado, abril 23, 2016

Lisboa, cidade fechada - 3ª parte

Apesar de a intenção de estreitar as vias de rodagem ser positiva, baixando a velocidade de circulação, quando levado ao exagero implica dificuldades para veículos de maiores dimensões, entre eles alguns adstritos ao socorro, mas também aos são utilizados na limpeza urbana ou na distribuição de bens, os quais agora dificilmente podem circular em diversos arruamentos, completamente bloqueados durante as obras.

Por outro lado, a largura das vias permite antecipar pequenas colisões contra veículos estacionados, sobretudo quando perto das apertadas curvas em angulo recto, ou contra os inúmeros pilaretes destinados a evitar o estacionamento sobre os largos e inúteis passeios onde, basicamente, os peões nunca circulam.

Aliás, no projecto original, constante do "site", diversos destes largos passeios eram lugares de estacionamento, tendo sido, sem aviso prévio, convertidos em passeios largos, feitos em calçada, adequados para uma avenida larga, mas absurdos num pequeno bairro onde vive um reduzido número de moradores.

Acresce o facto de diversas vias, algumas delas essencias à circulação no interior do Bairro, terem sido cortadas, com a zona a ser empedrada, resultando em amplos espaços de calçada absolutamente inúteis e que se tornam ainda mais absurdos por ficarem junto de pequenas áreas ajardinadas que podiam ter sido ampliadas, o que, apesar de tudo, sempre teria algum efeito positivo, mas que o projectista foi incapaz de alcançar.

sexta-feira, abril 22, 2016

Relembrar a orientação pelo relógio - 2ª parte

É de notar que o meio dia indicado pelo relógio não corresponde exactamente ao que é designado por "hora solar", o momento do dia em que o Sol atinge o seu apogeu e durante a qual a sombra é mais curta, com este desfasamento a variar conforme o local exacto e a época do ano, podendo ultrapassar uma hora de diferença, e que as indicações dadas são para o Hemisfério Norte, com a direcção a ser invertida no Hemisfério Sul, dado que o Sol se posiciona sobre a linha do Equador.

Como forma de praticar, e de aferir os resultados obtidos, devem-se confrontar os pontos cardeais obtidos recorrendo ao relógio com a leitura de uma bússola, magnética ou electrónica, como a que se pode obter instalando "software" adequado num vulgar "smartphone", fazendo a experiência em horas diferentes do dia.

Naturalmente, irá surgir um desfasamento, assinalado na foto, que decorre essencialmente da não coincidência da hora oficial com a hora solar e da declinação magnética, o que permitirá, caso este método de orientação pelo Sol seja utilizado, introduzir um factor de correcção, essencial quando a direcção obtida servir de base a uma deslocação mais longa, situação na qual um pequeno erro tem um efeito substancial.

É quase certo que a maioria dos nossos leitores nunca terão de confiar unicamente neste método para se orientar, mas, em conjunto com outras técnicas de orientação, algumas das quais relatamos anteriormente, estes são conhecimentos que podem revelar-se extremamente úteis como recurso em situações ou locais onde meios mais sofisticados não se encontrem disponíveis.

quinta-feira, abril 21, 2016

"E se fosse consigo" o falso alarme - 1ª parte

Pelas suas implicações, não podemos deixar de analisar o formato do programa "E se fosse consigo", exibido pela SIC, o qual, não obstante os seus propósitos, mais que louváveis, se aproxima, em diversas vertentes, de uma espécie de "reality show", simulando situações que manipulam quem, involuntariamente, se vê envolvido.

Este programa interfere com a tranquilidade de transeuntes, privando-os da tranquilidade a que têm direito, obrigando-os a participar involuntariamente numa encenação que cria alarme social, provocando reacções e sentimentos como consequência de algo que, podendo reproduzir uma situação real, efectivamente não o é.

Também é certo que os participantes involuntários acabam por dispender tempo, que pode ser relevante em termos profissionais ou pessoais, reorganizar prioridades, como forma de estarem presentes no acompanhamento de uma situação que consideram real, podendo mesmo, no limite, deixar de cumprir ou atrasar tarefas importantes para participar no que não passa de uma simulação.

Estas encenações podem originar confrontações físicas, que implicam uma vertente criminal, com consequências imprevisíveis, não apenas a nível de eventuais donos corporais e materiais, mas na vertente penal, com condenações por crimes resultantes de situações falsas.

quarta-feira, abril 20, 2016

A guerra dos "snorkels" - 6ª parte

O serviço tem um preço variável, conforme o componente ou conjunto de componentes a homologar e a entidade que presta o serviço, mas este começar em menos de uma centena de Euros, para algo simples, como um "snorkel" até centena e meia para averbar uma nova medida de pneus, atingindo um montante bastante mais elevado para conjuntos mais extensos e que impliquem um projecto individual mais complexo e moroso.

Aos custos, que podem incluir modificações relativamente complexas, como a alteração de conta quilómetros electrónicos, no caso, por exemplo, dos Td5, caso se opte por pneus de maiores dimensões, ou outras, menos intuitivas, como a manutenção da distância ao solo do para choques de 55 centímetros, quando se eleva os eixos, acresce sempre o registo no DUA, valor esse pago ao IMTT.

Naturalmente, averbar no DUA a totalidade das modificações, do que resulta um único pagamento ao IMTT e a emissão de apenas um novo DUA sai mais em conta, algo que nem sempre é possível quando as modificações e respectivos testes são desfasados no tempo e surge a necessidade de constarem na documentação do veículo de modo a evitar multas.

Lembramos que enquanto a documentação resultante do processo de testes que visam a inclusão de acessórios não der entrada no IMTT, esta só por sí não legaliza os equipamentos em questão, cabendo à boa vontade e tolerância das autoridades fiscalizadoras a possibilidade de os aceitar o que, provavelmente, acontecerá, caso o espaço de tempo decorrido após o processo de aferição seja curto.
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