terça-feira, janeiro 23, 2018

Consolas de tejadilho da Terrafirma em 2ª mão - 4ª parte

Obviamente, instalar manómetros pode implicar a colocação de sensores e a passagem de cabos, tal como sucede com um rádios, que necessitam de ligação a uma antena, para além da alimentação eléctrica a que, no caso dos auto-rádios acresce a necessidade de uma cablagem própria, sendo sempre de verificar se as diversas ligações não se revelam difíceis de encaminhar ou particularmente vulneráveis.

Fazendo as contas, para ter um conjunto de acessórios que potenciem o seu uso, ao preço da consola será de adicionar perto de 2 a 3 Euros para um par de bolsas laterais, 4 a 5 para um par de conectores USB ou de isqueiro, com a parcela mais importante a ser a de uma segunda luz interior, pelo que será de prever perto de 30 Euros para acessórios e uns 5 para cablagens e outros conectores.

Assim, por 125 Euros, admitindo que o rádio apenas transita de lugar, e sem contar com custos de instalação, caso efectuada por um profissional, é possível obter uma solução interessante, que permite uma muito melhor arrumação interior e contribui para melhorar a vida a bordo, podendo ser complementada, caso se prescinda do lugar central, por uma "cubby box", ficando o Defender com uma configuração muito adequada a expedições quando transporte apenas dois passageiros no banco da frente.

Sugerimos aos nossos leitores, caso encontrem uma destas consolas pelos valores mencionados, que equacionem a sua aquisição, por esta vir suprir um conjunto de necessidades inerentes à concepção dos Defender, mais evidentes nos modelos antes do "face lift" de 2002, e que pode evitar colocar uma "cubby box", do que decorre a impossibilidade de utilizar o lugar central, algo que pode revelar-se limitativo.

segunda-feira, janeiro 22, 2018

GNR multa em actividade de todo o terreno turístico - 4ª parte

Não serão apenas os proprietários e veículos afectados a reagir, mas as comunidades em que se inserem, pelo que o impacto negativo será, sem dúvida, muito superior ao de eventuais benefícios que, objectivamente, serão para as empresas a operar legitimamente no mercado e, marginalmente, para o Estado, que recebe os montantes resultantes das multas, mas que irá ficar sem outras receitas, como as provenientes dos gastos inerentes à utilização das viaturas imobilizadas e, o que é mais grave, das vantagens que estas oferecem em diversas situações.

Esta é uma questão eminentemente económica, pelo que o recurso à Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) teria sido a mais adequada, evitando confusões ou métodos menos claros e enviando uma mensagem mais precisa, sobretudo no respeitante à dissuação de alguns comportamentos que tendem a proliferar num País onde o turismo parece ser a galinha dos ovos de ouro e a solução de muitos problemas, mas que, quando praticado à margem da lei, terá efeitos secundários negativos sobre os operadores do sector.

As consequências, mesmo para o denunciante, que pode ter uma vantagem temporária, afastando um competidor, são essencialmente negativas, ao abranger o sector turístico, por a notícia ser do conhecimento de praticantes do todo o terreno estrangeiros, que agora interrogam quanto ao futuro desta prática em Portugal, podendo excluir o nosso país quando planeiem este tipo de actividade.

Sendo necessário que exista fiscalização, seja na área económica, seja a nível da segurança rodoviária, a opção por recorrer à GNR sem a presença da ASAE, o que daria um cariz diferente à operação e permitiria enviar uma mensagem mais precisa, teria evitado o clamor que se sente, e uma inegável revolta por parte daqueles que se sentem atingidos, pelo que este tipo de acção deve ser reequacionado, evitando gerar confusões e inimizades.

domingo, janeiro 21, 2018

Aumenta o número de atropelamentos em Portugal - 2ª parte

Sobre o número de vítimas mortais, entre 3 e 9, não obstante tal ser percentualmente significativo, a pequena variação real, que pode depender de um único acidente com maior número de fatalidades, poucas conclusões permite, carecendo de uma análise caso a caso que vai para além do simples tratamento estatístico.

A tipificação deste tipo de acidente, em termos de características do local, da hora, condições climatéricas, perfíl do condutor e da vítima, a título de exemplo, e o estudo mais aprofundado dos casos mais graves, seriam necessários para entender as razões deste aumento que, infelizmente, segue a tendência da sinistralidade viária em Portugal, da qual não pode ser isolado ou estudado separadamente.

A questão das fugas após o atropelamento deve, igualmente, ser comparada com as fugas ocorridas noutros tipos de acidente nos quais, aparentemente, não existam testemunhas, factor que, em muitos casos, é determinante para a fuga, e cujas causas devem ser analizadas por, nalguns casos, poderem traduzir realidades, como a ausência de carta, seguro ou inspecção, que podem, igualmente, estar a aumentar.

Adoptar, como é proposto, medidas avulsas, algumas com impactos profundamente negativos, como a redução da velocidade para 30 km/h nas localidades, do que resultaria um aumento da poluição e dificuldades na circulação, sendo de implementação difícil ou impossível, em nada resolve um problema comportamental, tal como não o fez a adopção da carta de condução por pontos a qual, após um impacto inicial, demonstrou não alterar comportamentos.

sábado, janeiro 20, 2018

GNR multa em actividade de todo o terreno turístico - 3ª parte

Sendo óbvio que houve uma denúncia, e instintivamente ocorre ser de um operador que se sente prejudicado por este tipo de concorrência, e perante a dificuldade de agir contra o que pode ser um grupo não estruturado, que opera num mercado paralelo, o que será essencialmente um crime económico, a opção foi a de uma via alternativa que indispôs muitos praticantes de todo o terreno, considerando como um ataque contra esta prática.

Parece-nos que, efectivamente, o método utilizado, que será discutível, nunca teve como principal alvo a prática do todo o terreno, mas uma actividade económica praticada à margem da lei, numa opção que revela algum facilitismo, mas que não dá o devido ênfase ao principal problema, que, naturalmente, tem que ser atacado, como forma de trazer justiça e equilíbrio para o mercado.

Consideramos que a acção da GNR não se dirigia aos praticantes de todo o terreno, muitos dos quais têm prestado uma importante colaboração durante situações críticas resultantes de desastres naturais, como os incêndios florestais ou cheias, e cuja actividade é, em todos os aspectos meritória e digna de louvor, contribuindo para minimizar as óbvias carências do Estado em distintas áreas da sua responsabilidade.

Imobilizar estes veículos tem, portanto, um impacto negativo que vai muito para além da vertente que afecta os respectivos proprietários, sendo de prever que, enquanto o problema que os afecta não estiver resolvido, estes não colaborem ou auxiliem em situações mais críticas, num misto de impossibilidade legal e de revolta perante a forma como este assunto foi tratado pelas autoridades, sendo de prever uma muito menor colaboração no futuro, como resposta ao sucedido.

sexta-feira, janeiro 19, 2018

GNR multa em actividade de todo o terreno turístico - 2ª parte

São relatadas um conjunto de atitudes por parte da GNR que, a serem verdade, parecem algo abusivas, levando até ao extremo o rigor da lei, mas ultrapassando-a nalguns casos, como na exigência de cintos de segurança em veículos cuja antiguidade os dispensa dessa exigência.

Segundo a GNR este tipo de actividade "obedece a regras e condições de acesso específicas", e que existe uma "especial preocupação" relativamente aos veículos utilizados, sobretudo "quando está em causa a vida e a segurança dos utilizadores", o que, sendo justificável, terá que ser confrontado com a obrigatoriedade de dispositivos nos diversos veículos e o facto de estarem ou não em conformidade com a legislação em vigor.

Como sempre nestas situações, surgem contradições, com a descrição da GNR a incidir na falta de seguros, desconformidades ou falta de segurança, como pneus em mau estado, e os participantes a contrapor autuações por motivos como um tejadilho em branco, que seria a cor original, mas não constava dos documentos da viatura, da existência de mata-vacas ou faróis suplementares, igualmente legais à data da matrícula e que nunca eram averbados, numa prática comum a todas as marcas, como forma se justificar a injustiça de que asseguram ter sido vítimas.

Obviamente, algumas objecções podem ser levantadas, como o permitir que a actividade, caso esta não cumprisse as disposições legais, tenha começado, ou o facto de, sendo o objectivo essencialmente económico, combatendo a prática de concorrência desleal, tenha sido utilizado uma força policial e argumentos que não atacam o essencial da questão.

quinta-feira, janeiro 18, 2018

Sete novos arguidos no processo dos incêndios de Pedrógão Grande

Vão ser constituídos, pelo menos, sete novos arguidos no processo dos incêndios de Pedrógão Grande, iniciados a 17 de Junho de 2017, vindo juntar-se aos responsáveis operacionais que já têm este estatuto no âmbito do mesmo processo, sendo patente que a investigação está a apurar responsabilidades a vários níveis.

Os presidentes das câmaras municipais de Pedrógão Grande, Castanheira de Pena e Figueiró dos Vinhos, dois responsáveis de topo da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), a Ascendi, responsável pelas vias e a EDP, por o incêndio ter sido iniciado por uma descarga eléctrica, serão os novos arguidos do processo, sendo de prever que surjam novos nomes.

Estão em causa, dependendo do arguido específico, crimes de homicídio por negligência, ofensa à integridade física e negligência, ficando assim claro que o que alguns consideram fortuito ou meramente acidental tem causas que, na sua maioria, resultam de omissão ou falhas na acção e que os responsáveis serão identificados, julgados e, caso considerados culpados, punidos pelos crimes de que resultou um elevado número de vítimas.

Será de admitir que sejam constituídos mais arguidos, não nos supreendendo se entre estes se venham a encontrar os níveis superiores da ANPC e a própria tutela política, responsável pelas nomeações, onde consideramos, se encontram os principais responsáveis por terem criado todo um cenário e as condições onde os subalternos, mesmo os mais aptos e talentosos, pouco podiam fazer.

quarta-feira, janeiro 17, 2018

Land Rover Owners de Fevereiro de 2018 já nas bancas

Já se encontra nos locais de venda habituais a edição de Fevereiro de 2018 da Land Rover Owners International, com o protagonismo a ir para um Defender 110 refeito com as melhores peças disponíveis por quem tem anos de experiência, dando assim origem a um veículo único e de excelente qualidade.

Um guia de aquisição que inclui novos 25 produtos, abrangendo uma ampla gama de preços, a preparação de um Freelander, considerado por muitos como um dos modelos menos interessantes da marca, para aventuras fora de estrada, onde prova a sua valia, e a análise do Discovery 1, talvez o Land Rover que apresenta uma melhor relação qualidade preço e que em Inglaterra pode ser adquirido por perto de 500 libras.

Entre os artigos técnicos destacamos a instalação de um "boost pin" na bomba injectora de um Tdi, a substituição de uma bomba de água num Td5 ou a cablagem e instalação de faróis suplementares, a que acrescem 17 dicas para reparações e uma solução para os problemas no tecto de abrir dos Discovery, num conjunto que agradará aos que se dedicam à manutenção e reparação dos seus veículos.

São descritas diversas expedições ou passeios, incluindo actividades de clubes, para além da apresentação de novos productos e o teste prolongado a outros, apresentados há mais tempo, e da extensa publicidade temática, onde se encontram diversas novidades, num conjunto interessante e variado.

terça-feira, janeiro 16, 2018

GNR multa em actividade de todo o terreno turístico - 1ª parte

Relatado por muitos como um ataque contra o todo o terreno, a operação da Guarda Nacional Republicana (GNR) da qual resultou a apreensão de documentos de uma quinzena e viaturas e abertura de numerosos autos de contra ordenação tem como objectivo a prática de uma actividade que envolve concorrência desleal.

Em abstracto, são muitas as ocasiões em que se organizam passeios de índole turísticos, naturalmente pagos, mas cuja entidade organizadora não cumpre os preceitos legais, podendo, inclusivé, ser absolutamente informal, sem estrutura organizativa que cumpra o disposto na lei e sem seguros e recorrendo a veículos particulares.

O recurso a veículos todo o terreno particulares, que são conduzidos pelos respectivos proprietários, eventualmente pagos de forma informal, os custos deste tipo de actividade é muito reduzido, mas implica um conjunto de riscos para os participantes e nem sempre obedece às boas práticas ambientais, sendo frequente incursões em locais onde o trânsito de veículos não é autorizado.

Naturalmente, este tipo de organização tem custos muito inferiores aos de uma empresa que necessita de toda uma estrutura, de meios humanos e materiais, e que paga impostos e taxas, pelo que pode praticar preços muito inferiores, podendo, assim, comprometer a actividade de quem a exerce de forma profissional, suportanto os encargos inerentes e assumindo um conjunto de responsabilidades perante o Estado e os próprios funcionários e clientes.

segunda-feira, janeiro 15, 2018

Consolas de tejadilho da Terrafirma em 2ª mão - 3ª parte

O preço das luzes interiores dos Defender varia enormemente, tendo encontrado exemplares novos com preços a partir da vintena de Euros mas que podem facilmente triplicar, sendo de aplicação directa neste modelo de consola, ficando orientada para a rectaguarda do veículo.

Adicionando novas ligações, e sempre tendo em atenção qual o tipo de dispositivo utilizado, de modo a não sobrecarregar o circuito, pode-se, facilmente, dispor das ligações necessárias para suprir as várias necessidades eléctricas dentro de um veículo, complementando ou substituindo os "pods", cujos componentes podem ser migrados para a nova consola, caso tal seja considerada uma opção adequada.

Por perto de 1.10 Euros, incluindo portes, podem ser adquiridas bolsas de rede laterais, com perto de 15 por 9 centímetros, que são facilmente adicionadas, bastanto desproteger o autocolante e pressionando-o contra a lateral da consola, proporcionando assim espaços de arrumação para pequenos objectos que se pretendem perto da mão, como cartões bancários, sempre úteis nas portagens, caso não esteja disponível um identificador da "Via Verde".

Obviamente, um equipamento DIN, um auto-rádio ou rádio de comunicações pode ser instalado no local previsto para o efeito, libertando assim espaço noutro local, mas esta superfície plana permite também adicionar alguns manómetros que não encontrem espaço no "tablier" do Defender, onde, efectivamente, os locais para este efeito não abundam.

domingo, janeiro 14, 2018

Caixas para ranhuras DIN

Quando uma ranhura DIN está disponível, por exemplo, como resultado do reposicionamento de um rádio, o espaço pode ser apenas tapado, resultando na sua não utilização, ou preenchido por uma caixa, onde pequenos objectos podem ser acomodados ao alcance da mão.

Construída em plástico ABS, de grande resistência, com um frontal de 18 por 5 centímetros, uma profundidade de 12 centímetros e 3.4 por 15 no interior, as caixas destinadas a ocupar uma ranhura DIN são de muito fácil instalação, incluindo parafusos e respectivas roscagens laterais, o que permite serem aparafusadas com facilidade.

Uma tampa com mola evita que esta se abra inadvertidamente, sendo fácil proceder à abertura, recorrendo à pega, mas, como será se esperar, o interior é algo exíguo, podendo ser difícil retirar pequenos objectos do interior, pelo que a sua flexibilidade de utilização é bem menor do que a que o espaço que disponibiliza pode levar a crer.

Estas caixas existem em diversas configurações, podendo ter ranhuras para CD, apoios para copos ou latas de bebidas ou um tipo de abertura diferente, tendo preços que começam perto dos 7 Euros, incluindo portes a partir da Ásia, e terminando em valores francamente superiores, dependendo do modelo exacto e do fornecedor.
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