quinta-feira, janeiro 17, 2019

Guinchos de baixo preço - 3ª parte

Tal significa que uma solução com cabo sintético, absolutamente essencial para seguir os procedimentos que conduzam ao averbamento do guincho, implicará um preço perto de 30 Euros superior, pelo que se pode apontar para perto de 320 Euros para dispor de um guincho, valor a que podem acrescer acessórios, como um para-choques, instalação, se não for efectuada pelo próprio, e, por questões de segurança, averbamento, pelo que o total pode ser francamente mais elevado.

Sendo difícil aferir da qualidade real destes guinchos, o "feedback" do vendedor revela-se essencial, sendo de verificar qual a impressão dos clientes em termos gerais e, sobretudo, a dos que adquiriram o mesmo tipo de equipamento, bem como efectuar uma pesquisa na Internet, tentando identificar particularidades do modelo e não o nome, já que este varia de acordo com cada vendedor.

Uma solução mais segura, seja pelo registo e antiguidade do vendedor, seja pela marca do guincho, eleva o preço para valores que ficam entre os 400 e os 500 Euros, o que pode fazer sentido para quem necessite de maior segurança e preveja alguma frequência de utilização, mas que pode não ser fácil de justificar para quem apenas o tenha instalado para situações de emergência, raras de acontecer, e que não se desloque a locais onde a ajuda seja difícil ou improvável.

No entanto, seja qual for a solução escolhida, é inegável que, sem manutenção adequada, mesmo um bom guincho pode avariar e que, dado que tal pode acontecer, deve-se ter em conta a disponibilidade de peças para reparação, sem o que o que parecia ser um bom negócio se pode revelar, pura e simplesmente, como uma perda que, para além do valor, pode deixar o proprietário numa situação delicada.

quarta-feira, janeiro 16, 2019

Buy Me a Coffee


Buy Me a Coffee at ko-fi.com

Land Rover Owners de Fevereiro de 2019 já nas bancas

Já chegou aos locais de venda habituais a edição de Fevereiro de 2019 da Land Rover Owners International, com o destaque da capa a ir, mais uma vez, para um Discovery 2, o que confirma o interesse crescente neste modelo e a valorização do mesmo no mercado de usados em diversos países, entre os quais Portugal.

Para além da transformação deste Discovery, que passa de uma viatura quase de série para uma configuração destinada a expedições e aventuras fora de estrada, uma réplica do Defender 110 do filme James Bond "Spectre", o excelente restauro de um Series IIA Lightweight e o guia de compra do Discovery 1, adaptado à realidade britânica, mas com interesse em muitas vertentes, são artigos particularmente interessantes.

Um contacto inicial com as novidades anunciadas pela Land Rover para o presente ano, onde se prevêm várias novidades, a descrição de passeios em Peak, Inglaterra, tal como uma expedição na Austrália, bem como diversos melhoramentos introduzidos por proprietários no respectivos veículos.

Entre os vários artigos técnicos encontram-se a manutenção de um motor 2.2, usado nos Defender, a substituição da alavanca da caixa de velocidades numa MT82, de 6 relações, bem como diversas pequenas reparações, que os proprietários podem realizar sem grande esforço, sendo esta edição complementada pela divulgação de actividades de diversos clubes, para além da apresentação de novos productos, por diversos testes a produtos, com um maior período de uso e pelo contributo de leitores, num conjunto que agradará aos adeptos da marca.

terça-feira, janeiro 15, 2019

Guinchos de baixo preço - 2ª parte

No entanto, um destes modelos, nomeadamente os de 13.500 libras, que basicamente corresponde a 6.000 quilos, com alguns arredondamentos, parece ser o que tem uma melhor relação entre o preço e a qualidade, sobretudo tendo em conta o motor "wound" com 3 planetários, que proporciona alguma segurança na utilização.

Com um motor tipo "wound" de 6.5hp/4.8kw 12V, uma relação máxima de 265:1 e uma embraiagem deslizante de 180º, quando adquirido com um cabo de aço, com 9.5 milímetros de diâmetro e 27 metros de comprimento, inclui um sistema de roletes de 4 vias, são fornecidos um comando manual e dois remotos, para além de todos os acessórios para montagem, resultando numa solução completa e pronta a ser instalada.

O tambor tem 6.4 x 22.4 centímetros, para umas dimensões totais de 54.6 x 16 x 22.2 cm e uma furação de 25.4 x 11.43 centímetros, sendo estes dados relevantes para efeito de instalação, enquanto o peso completo, incluindo todos os acessórios, se aproxima-se dos 37 quilos, um valor dentro dos limites habituais para esta classe de guinchos eléctricos.

Um cabo sintético com secção de 12 milímetros e 25 metros de comprimento tem um preço que ronda os 85 Euros, perto de 50 Euros a mais do que o cabo incluído de origem, sendo ainda dispensável o sistema de roletes, que deve ser substituído por uma placa própria, que fica junto da superfície do para-choques.

segunda-feira, janeiro 14, 2019

Acidentes de viação aumentam pelo segundo ano consecutivo - 4ª parte

As campanhas de prevenção, entre as quais as conhecidas acções da Prevenção Rodoviária Portuguesa, basicamente desapareceram, privadas de verbas para o efeito, mas o facto é que duvidamos em muito da eficácia destas, após anos em que, aparentemente, apenas a repressão obteve alguns resultados a curto prazo, sendo certo que a mudança de mentalidades é lenta e, nalguns casos, geracional.

Sendo que apenas um processo devidamente planeado e estruturado, e cujos resultados somente serão visíveis a longo prazo, pode resolver de forma mais sólida e defenitiva este problema, são necessárias medidas de contingência que, inevitavelmente, serão sobretudo repressivas, as únicas que têm efeito imediato e permitem controlar uma situação que se tem vindo a agravar perante a passividade do poder político.

Algumas falhas nas vias, que deram origem aos chamados "pontos negros" contribuem com uma percentagem pequena para estes números, sendo que os números atribuíveis a falhas dos veículos, muitos deles circulando em muito mau estado, é desconhecido, não constando das estatísticas, podendo-se apenas intuir a existência de alguma relação entre a idade do parque automóvel e a qualidade do mesmo.

No entanto, tal relação não é línear, sendo que a manutenção, bem como os cuidados a ter com os diversos equipamentos, muito mais relevante do que a idade, sendo certo de que, mesmo um veículo recente, se mal mantido, muito rapidamente se detriora, representando um perigo algo oculto pela confiança dada pela escassa idade do mesmo.

domingo, janeiro 13, 2019

Desembaciadores para veículos

Com a chegada do tempo frio, tanto o embaciamento dos vidros, como a própria temperatura dentro de um veículo podem ser problemáticas ou, pelo menos, incómodas, podendo ser contrariadas com um dos pequenos sistemas portáteis, que funcionam ligados à tomada do isqueiro, dispensando instalação e que podem ser adquiridos por menos de uma dezena de Euros.

Basicamente, estamos diante de um equipamento com uma ventoinha interna, que proporciona um fluxo de ar, o quel mode ser aquecido por um conjunto de resistências internas, ou, simplesmente, usado para aumentar a circulação de ar, o que poderá ser o mais adequado para o tempo quente.

Com potências que começam nos 150w, de muito pequenas dimensões, com apenas 160 x 115 x 65 milímetros, para usar como exemplo um dos modelos mais económicos, basta usar o autocolante de duas faces, ou um sistema de velcro, para ser facilmente amovível, após o que se liga o cabo, com 1.70 metros de comprimento, à tomada do isqueiro, ficando pronto a funcionar.

Os angulos são ajustáveis, em altura e direcção, após o que, acionando o interruptor de três posições, desligado, quente e frio, o fluxo de ar sai pelas três condutas, que orientam a saída num ângulo bastante aberto, como forma de abranger uma área como, por exemplo, um para-brisas, contribuindo para um desembaciamento mais rápido.

sábado, janeiro 12, 2019

Guinchos de baixo preço - 1ª parte

Não obstante surgirem cada vez mais questões relacionadas com o averbamento nos documentos da viatura, única forma de poder circular sem receio de ter problemas com as autoridades, os guinchos eléctricos continuam a encontrar-se entre os acessórios mais populares, e entre os mais dispendiosos, para os adeptos do todo o terreno.

Com o advento de novas fábricas na China e o surgimento de novos importadores, sobretudo na antiga Europa de Leste, este tipo de equipamento tem-se tornado mais acessível, com os preços a cair para perto dos 300 Euros, incluindo portes e sem impostos adicionais, ficando apenas de fora a questão da instalação, que pode requerer modificações ou acessórios extra, como um para-choques compatível.

Naturalmente, não esperamos que um destes guinchos tenha a mesma qualidade dos que são produzidos pelos fabricantes mais conceituados, sendo que esta diferença pode ser mais a nível de controle do que de componentes, já que muitas marcas conhecidas recorrem às mesmas fábricas, quase todas sedeadas na China, para efectuar a sua produção, tendo vindo a surgir autênticas réplicas, produzidas nas mesmas linhas, cuja diferença passa, essencialmente, pela falta dos logotipos.

Entre os modelos mais acessíveis encontram-se os de 12.000 e 13.500 libras, ambos mais do que suficientes para a maioria dos veículos, e com cabo de aço, o que implica os tradicionais roletes, cuja instalação, actualmente, é tudo menos aconselhável, sendo um convite a multas ou mesmo a complicações mais graves.

sexta-feira, janeiro 11, 2019

Acidentes de viação aumentam pelo segundo ano consecutivo - 3ª parte

Acresce, naturalmente, o funcionamento do sistema judicial, lento e onde recursos e incidentes permitem ganhar tempo, e o facto de, mesmo face a situações da maior gravidade, não existirem medidas preventivas eficazes que suspendam a possibilidade de conduzir a quem usa todos os recursos legais ao seu dispor para contrariar esta medida cautelar.

A falta de fiscalização eficaz, e aqui os problemas orçamentais que afectam diversos sectores do Estado estão presentes, retirando meios às forças policiais, com consequências no número de veículos operacionais, no combustível disponível para missões de vigilância e prevenção, ou mesmo a nível de efectivos, tem consequências óbvias entre aqueles para os quais apenas a repressão pode impor alguma moderação.

O uso de meios electrónicos, e agora já se passou das comunicações de voz e texto nos dispositivos móveis para o âmbito das redes sociais, das fotografias, e de todo um conjunto de partilhas, a que acrescem dispositivos de navegação nem sempre adequados a uma consulta fácil por parte do condutor, são um contributo sério para os acidentes ocorridos, juntando-se a outros presentes desde há muito.

Não obstante as campanhas, e algumas fiscalizações, a condução sob o efeito do álcool continua a ser um factor importante no número de acidentes, tal como o são substâncias psicotrópicas, cuja presença é mais difícil e dispendiosa de testar e que, consequentemente, poucas vezes será punida, sendo provável que apenas em casos flagrantes tal venha a suceder, deixando passar a grande maioria dos casos.

quinta-feira, janeiro 10, 2019

Estojos de primeiros socorros em viaturas - 4ª parte

Aconselhamos a aquisição de um conjunto acomodado numa bolsa de boa qualidade, preferencialmente impermeável, ou, caso possível, numa caixa rígida, sendo sempre uma opção adquirir o modelo considerado mais adequado vazio e comprar separadamente o respectivo conteúdo, com base numa lista que pode ser obtida num dos vários "sites" onde é possível obter aconselhamento.

Também é de notar que um estojo para ter numa viatura obriga a um tipo de acomodação diferente daquele que será exigível numa residência, e que os conteúdos serão diferentes, não apenas devido à diferença do tipo de acidentes que se podem prever, mas também pela medicação que pode ser incluída, alguma da qual pode ter restrições em termos de uso ou mesmo de transporte, obrigando a condições de conservação muito específicas.

Será igualmente de ter em atenção que este conjunto de primeiros socorros deve ser complementado, dependendo do seu local de instalação e presumível uso, por outros equipamentos, como um extintor, uma manta anti-fogo ou outros, consideramos adequados a complementar ou mesmo a antecipar a sua utilização, aconselhando-se a que, numa viatura, estejam presentes os equipamentos que citamos previamente, bem como um cobertor de emergência, algo que numa residência, naturalmente, será dispensável.

Estamos diante de um investimento módico, e mesmo incluindo um extintor, com perto de uma vintena de Euros é possível dispor de um estojo de primeiros socorros com o essencial, caso se aproveite uma das promoções que surgem periodicamente, para o que convém estar alerta, antecipando assim algo que, infelizmente, pode acontecer a todos ou que podemos testemunhar e, caso possível, devemos intervir.

quarta-feira, janeiro 09, 2019

Acidentes de viação aumentam pelo segundo ano consecutivo - 2ª parte

Também o aumento do número de veículos e de quilómetros percorridos tem efeito, sendo normal que, com o aumento destes, exista um maior número de acidentes, mas a uma maior densidade do tráfego corresponde, muitas vezes, a uma diminuição da velocidade e, consequentemente, a uma menor gravidade dos acidentes, embora tal dependa das circunstâncias específicas, como o tipo de via ou a existência de zonas de maior perigo.

Todos nos lembramos do anúncio, algo pomposo, da nova "carta por pontos" que, diziam, ia contribuir para refrear alguns condutores menos respeitadores da legislação e dos demais utentes da estrada, mas, passado um primeiro impacto inicial, rapidamente todos concluiram que nada havia por detrás deste sistema e que os pontos raramente eram retirados em tempo útil, pelo que o efeito prontamente se perdeu.

Ainda hoje, anos volvidos, são poucos os condutores que, face às infracções cometidas, vissem o número de pontos diminuir até ficarem inibidos de conduzir, com os processos mais ou menos paralizados e esperando pela mais que provável prescrição, de que resulta uma sensação de impunidade quase absoluta.

Esta sensação de impunidade, que parece ser confirmada pela prática, será, na nossa opinião, um dos factores determinantes para esta evolução negativa, ao permitir que condutores sem comportamento cívico ou com falhas técnicas flagrantes possam continuar a conduzir e, muitas vezes, a provocar sucessivos acidentes, faltando nas estatísticas o factor de repetição, ou seja, quantos condutores provocam diversos acidentes.