sexta-feira, junho 23, 2017

Uma tragédia previsível - 3ª parte

Caso a implementação destas faixas seja inviável, pelo menos terão que existir zonas seguras, concretamente locais onde exista algum tipo de protecção, que podem ser pontos em redor dos quais não exista vegetação próxima e com abastecimento de água, com ou sem algum tipo de abrigo simplificado, onde os utentes da via se possam abrigar, com a segurança possível, em caso de fogos.

Em caso de fogo, seria possível obter algum tipo de segurança, bem como concentrar os utentes da via, que seguiriam um conjunto de sinais orientadores, semelhantes aos que avisam da existência de postos de combustíveis, para um local onde, pela sua amplitude, seria mais fácil proceder à sua evacuação.

A sinalização, incluindo a possibilidade de instalar sistemas com accionamento remoto, destinados a avisar os utentes das vias de perigos e, inclusivé, interditar a circulação, embora envolvendo alguma complexidade e um custo elevado, deve igualmente ser considerada, mesmo que de forma transitória e deslocando os equipamentos para os locais mais críticos, nomeadamente aqueles em que não existam faixas de segurança.

Também não podemos deixar de referir que, apesar da prioridade de investimentos ser na área do combate e não na prevenção, o facto é que neste tipo de cenário nunca existirão meios suficientes, sobretudo fora da chamada "época crítica", quando o dispositivo ainda não se encontra na sua máxima força, mas durante o qual podem ocorrer fogos de grandes dimensões, como o de Castanheira de Pera

quinta-feira, junho 22, 2017

Land Rover Owners de Julho de 2017 já nas bancas

Comemorando o trigésimo aniversário da publicação, já se encontra nos locais de venda habituais a edição de Julho de 2017 da Land Rover Owners International, com o destaque de capa a ir, naturalmente, para tudo o que mudou ao longo destes 30 anos no universo da Land Rover e na forma como o público e os adeptos da marca foram vivendo essa evolução.

Este número tem um forte componente comemorativo, com o reviver de modelos, percursos, técnicas e truques, assinalando alguns dos marcos principais da marca e a forma como foram relatados pela revista, estando presentes alguns dos modelos mais icónicos ou originais da marca, assinalando cada ano de publicação da revista.

O Range Rover do nosso compatriota Luís Lobo, um autêntico "monstro", um conjunto de dicas ou pistas acerca do campismo, alguns veículos convertidos ou personalizados, a preparação dos veículos para o período de férias e grandes viagens que agora se aproxima ou testes de novos modelos são igualmente de ler com atenção.

Estão, ainda, presentes diversos artigos técnicos, entre estes a troca de uma embraiagem num Discovery 2, diversas expedições, em Inglaterra e no estrangeiro, bem como a apresentação de numerosos novos produtos, complementados pela extensa publicidade temática, resultando numa edição particularmente interessante, sobretudo para aqueles que acompanham a marca há um maior número de anos, e que poderão relembrar alguns dos seus marcos mais relevantes.

quarta-feira, junho 21, 2017

Uma tragédia previsível - 2ª parte

Muitas estradas, como a Nacional 236, perto do IP8, encontram-se cercado de árvores, entre estas eucaliptos e pinheiros, que chegam junto da via, por vezes com as copas a unirem-se, sem faixas de segurança, onde o mato e outros combustíveis que jazem no solo permitem uma propagação rápida das chamas e a impossibilidade de fugir quando a escassa visibilidade, o pânico e a falta de discernimento impedem que seja feita uma análise mais correcta da situação.

Num dia particularmente quente, com trovoadas secas e ventos cruzados, numa zona onde a vegetação obstroi a visibilidade, quando coberta de fumos é quase inevitável que surja a impossibilidade de circular, tornando-se muito rapidamente impossível de respirar, sendo quase inevitável que a tendência será imobilizar-se e, quase certamente, não ter a possibilidade de alcançar um local seguro.

Neste cenário, a possibilidade de uma tragédia suceder é elevada, caso ocorram as condições que o propiciem, tal como sucedeu no dia 17, e, ocorrendo, que as consequências sejam as que se verificaram neste caso, sendo certo que de o mesmo pode suceder em inúmeros locais espalhados pelo País, onde esta situação pode ser facilmente replicada.

A inexistência de faixas de segurança ao longo das vias, que, naturalmente tem um efeito negativo no conforto, mas que torna muito mais segura a circulação, é essencial, tal como o é em redor de habitações, onde a lei impõe zonas de protecção e estabelece sanções, sendo necessário proceder à sua implementação urgente.

terça-feira, junho 20, 2017

Incêndio no túnel do Marão - 3ª parte

No caso desta ocorrência, diversos equipamentos foram destruídos, pelo que a monitorização remota ficou inoperacional na zona atingida, e a falta de presença de operadores no local impossibilita a obtenção de informações que permitam gerir de forma adequada uma situação de emergência que, num local confinado, pode ter consequência particularmente graves.

Por outro lado, as portas que permitem passar de uma galeria para a outra tem que ser accionada manualmente, em coordenação com a gestão de tráfego e, supostamente, com quem está envolvido no socorro, o que implica uma deslocação rápida ao local onde se encontram os locais de passagem entre os túneis, bem como o aviso sonoro que informe quem está no interior dos procedimentos a adoptar.

Naturalmente, quem se deslocar ao interior de um túnel numa situação de incêndio, ou acidente, terá que estar preparado e equipado, não sendo incumbência de um operador de sistemas, mas a presença no local de uma equipa multidisciplinar, com múltiplas valências, com elementos com múltiplas funções atribuídas, tem inegáveis vantagens.

Sem este tipo de acompanhamento, a possibilidade de pânico é real e as acções impensadas, que podem ter consequências graves, são prováveis, adicionando um factor de imprevisibilidade e de perigo, podendo-se imaginar desde inversões de marcha até deslocações a pé em vias enfumaradas, nas quais a visibilidade é diminuta e a desorientação tende a aumentar.

segunda-feira, junho 19, 2017

Uma tragédia previsível - 1ª parte

A tragédia agora associada a Pedrogão Grande, com 62 vítimas mortais, muitas das quais apanhados dentro de viaturas presas numa via de circulação, constitui o mais elevado número de mortes num único dia como consequência dos incêndios florestais dos últimos anos, e, sem dúvida, deixará marcas no País.

A estas vítimas mortais, acrescem dezenas de feridos, alguns destes em estado grave e com prognóstico reservado, para além de um extenso conjunto de perdas a nível de bens materiais, incluindo um precioso património natural que demorará anos a ser reposto, caso haja vontade para o fazer, aumentando assim a dimensão da tragédia.

As primeiras palavras são, inevitavelmente, para lamentar o sucedido e enviar os pêsames a todos quantos perderam entes queridos, mas também a todos quantos foram afectados, sendo certo de que o efeito para quem participou nas operações e se apercebeu deste conjunto de vítimas, estará igualmente em sofrimento e necessita de acompanhamento.

O inquérito determinará o que efectivamente sucedeu, se as opções foram as correctas ou se os meios eram os adequados, mas a forma como dezenas de vítimas perderam a vida dentro de veículos, a que acrescem 3 intoxicadas, numa estrada nacional, justica ser analisada separadamente, por esta via se ter constituido numa armadilha mortal.

domingo, junho 18, 2017

Tomadas de isqueiro em residências - 2ª parte

Passando de um valor de 5 para quase 10 Euros, pode-se adquirir um modelo mais sofisticado, muito semelhante ao sistema de alimentação de um computador portátil, mas que fornece 5A a 12V e pode alimentar um largo conjunto de equipamentos, com consumos semelhantes aos de computadores portáteis, mas que fica aquém dos 10A da maioria das tomadas de isqueiros instaladas em veículos.

Existem alguns modelos de 5A bastante compactos, fáceis de colocar numa tomada de parede, sem cabos exteriores, o que pode reduzir um pouco o preço, mas, pela falta de cabos, também pode tornar a utilização um pouco menos cómoda e flexível, constituindo uma opção que tem, como principal vantagem, a facilidade de transporte.

Para quem pretenda utilizar um compressor, por exemplo, são requeridos 10A, sendo que os modelos compatíveis, igualmente muito semelhantes, exteriormente, ao transformador de um portátil, já são um pouco mais raros, podendo ser encontrados no EBay por valores que variam entre os 12 e os 15 Euros, incluindo portes.

Existem numerosas opções, incluindo modelos intermédios de 7.5 e 8A, sendo que muitas vezes a melhor opção tem tomada que não é do formato europeu, obrigando a adquirir um conversor, o que, encarecendo a ligeiramente a solução, pode continuar a justificar a sua aquisição, dada a diferença de preços existente no mercado e que ultrapassa em muito o valor insignificante da peça para converter o formato do conector.

sábado, junho 17, 2017

Lisboa, cidade fechada - 29ª parte

Com o aparecimento de linhas vermelhas e amarelas ao longo dos passeios, sendo que nalguns casos as primeiras são quebradas, ou em "zigzag", surge a natural tentação de verificar se correspondem a alguma sinalética presente no Código da Estrada, sem o que, face a incompetência das autarquias no respeitante a estabelecer novos sinais, tais pinturas resultam inconsequêntes e, no limite, ilegais.

Se a linha amarela implica a proibição de estacionar, a vermelha é inexistente, tal como a conjugação das duas, pelo que, dependendo da interpretação, que pode considerar as duas linhas como uma única sinalética, o conjunto resulta nulo, com a perda de significado da própria linha amarela, por absorvida num conjunto sem valor legal.

Lembramos que se vai realizar uma reunião para abordar os problemas do bairro, a ter lugar na Junta de Freguesia do Areeiro, no dia 19, pelas 18:30, portanto num horário pouco convidativo, ou impossível para muitos, e na sequência de um processo de divulgação tardio, dada por parte das entidades oficiais, apenas na tarde de Sábado surgiram prospectos nos parabrisas de alguns veículos estacionados no bairro, colocados por movimentos de cidadãos, numa altura em que diversos moradores estão fora devido ao fim de semana.

Naturalmente que, quem puder, terá todo o interesse em estar presente, sendo esta uma das poucas oportunidades de expor um conjunto de situações lamentáveis e para as quais as respostas oficiais são virtualmente nulas, na medida em que não resolvem os problemas sucessivamente expostos que, efectivamente, parecem agravar-se a cada alteração.

sexta-feira, junho 16, 2017

Tomadas de isqueiro em residências - 1ª parte

Por vezes é necessário utilizar numa residência um equipamento desenhado especificamente para utilização em veículos e que possui, como um única forma de alimentação eléctrica, um conector para a tomada de isqueiro padronizada existente na quase totalidade das viaturas existentes.

A alternativa, numa residência onde a alimentação eléctrica é de 220V é recorrer a um sistema de conversão, que seja ligado a uma tomada convencional e possua uma saida a 12 volts, com o formato da ligação de isqueiro, substituindo assim aquela que se encontra nas viaturas.

Esta solução pode parecer quase universal, mas o facto é que, se a maioria é compatível com equipamentos de baixo consumo, como um sistema de navegação por GPS, quando se trata de um dispositivo com maiores exigências, como um compressor de ar, muito usado para encher pneus, o mesmo já não acontece, podendo apenas ser utilizados os conversores mais potentes.

Os modelos mais simples, e de menor preço, são os pequenos conversores de 500mAh, que encaixam directamente numa tomada de parede ou extensão e permitem a ligação dos equipamentos menos potentes, muito comuns nas secções de artigos eléctricos e electrónicos, onde podem ser adquiridos por poucos Euros.

quinta-feira, junho 15, 2017

Incêndio no túnel do Marão - 2ª parte

Seja no local, à entrada do túnel, seja noutra localidade, um sistema baseado em videovigilância ou sensores opera sempre remotamente, pelo que a dependência é, essencialmente, do sistema de comunicação de dados, cada vez mais fiáveis mas, naturalmente, nunca infalíveis e que, quanto maior a distância e a complexidade envolvida, maior a vulnerabilidade e a possibilidade de falha.

Se numa situação em que o controle é local a possibilidade de falhas se concentra no sistema interno do túnel, e caso estas ocorram existe a possibilidade de um reconhecimento presencial, a sua gestão remota introduz novos factores de vulnerabilidade e mesmo a impossibilidade de uma deslocação ao local, em tempo útil, por parte de quem opera o sistema caso seja necessário repor as comunicações.

Basta que um dos equipamentos que encaminham os dados ou a própria cablagem sejam danificados, e tal pode acontecer por diversas razões, incluindo climáticas ou por acção de fogos, para citar dois exemplos, para que o sistema de videovigilância colapse, sem que exista uma presença que intervenha prontamente, perdendo-se assim a possibilidade de efectuar pequenas manutenções ou reparações simples, mas que devem ser efectuadas no momento.

Naturalmente, podem ser implementados sistemas redundantes, com encaminhamento de dados via distintos circuitos, mas o facto é que a falha em locais concretos, como um segmento do túnel, que inutilize alguns equipamentos de vigilância, dificilmente pode ser compensado, por muito sofisticado que sejam os meios implementados.

quarta-feira, junho 14, 2017

Formulário para adesão a um grupo no Facebook

Como forma de controlar a adesão a grupos, o Facebook permite agora configurar um cunjunto de perguntas que deverá ser respondida na altura do pedido de adesão, dndo assim os administradores alguma informação básica, o que permite, em princípio, filtrar alguns elemento indesejáveis ou incompatíveis com os propósitos do grupo.

Junto das adesões de novos elementos, a opção configurações, ou "Settings" na versão inglesa, permite acedee a um painel onde as perguntas podem ser adicionadas, dando assim origem a um formulário que surgirá a quem solicitar a adesão ao grupo, com as respostas a serem visíveis pelos administradores que, com base na informação fornecida, decidirão quanto ao pedido.

Este processo, muito simples de implementar, contribui para filtrar, desde logo, quem seja incompatível com o grupo, sendo comum o facto de, simplesmente, nem falar a mesma língua, mas, também, nada ter a ver com os objectivos do grupo e pretender aderir para proceder ao envio de mensagens comerciais, habitualmente incluídas na categoria de "spam", e que tipicamente pedem para aderir sem conhecer os propósitos de cada grupo.

Naturalmente, este pequeno inquérito não resolve todos os problemas no processo de adesão, mas a sua implementação ajuda, em muito, a controlar algumas das situações mais gravosas e que tendem a desestabilizar os grupos, pelo que, sobretudo em grupos fechados, sugerimos que seja introduzida, pelo menos temporiamente, numa experiência destinada a ajudar os administradores no processo de decisão de confirmar ou recusar uma adesão.
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