quarta-feira, outubro 17, 2018

Buy Me a Coffee


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Land Rover Owners de Novembro de 2018 já nas bancas

Já chegou aos locais de venda habituais a edição de Novembro de 2018 da Land Rover Owners International, com o destaque da capa a ir para um Discovery 2, utilizado por um reporter de imagem, que foi devidamente preparado para o efeito, previlegiando a robustez e removendo componentes mais propensos a falhas, de modo a que possa operar em locais remotos de forma mais independente.

A reconstrução de um Defender 300 Tdi, que fica melhor do que quando saiu de fábrica, um antigo Serie 1 de 80" de 1949 completamente restaurado, ou a de um Serie 2A, de seis rodas, usado como reboque, são interessantes, tal como a construção de um modelo em miniatura de um Defender 90, rádio-controlado, que será muito apreciado por quem gosta deste tipo de modelos.

É interessante o artigo que versa a aquisição de veículos a preços muito baixos, possíveis no Reino Unido, mas impraticáveis em Portugal, e a sua recuperação, de modo a que sejam utilizados em expedições e no dia a dia, bem como uma expedição a locais remotos nos Estados Unidos, na zona do Grand Canyon, no Arizona, com outro artigo a fornecer indicações úteis para participação em expedições, dando conselhos e ajudas técnicas.

Entre o conjunto de artigos técnicos encontra-se a reconstrução de um motor V8, as reparações numa L405, o restauro de um eixo, sendo esta edição complementada pela divulgação de actividades de diversos clubes, pela habitual apresentação de novos productos, por diversos testes a produtos que se têm vindo a popularizar e pela contribuição de diversos leitores, que enviam textos e fotos.

terça-feira, outubro 16, 2018

Um país particularmente vulnerável - 1ª parte

Não são apenas os incêndios que demonstram a enorme vulnerabilidade de algumas infraestruturas essenciais, nomeadamente a nível de fornecimento de energia eléctrica e na disponibilidade de comunicações, com estes serviços a ficarem interrompidos nas zonas mais afectadas pelo ciclone do fim de semana passado e, nalguns casos, sem previsão do seu restabelecimento.

Sem por em causa a excepcionalidade do ocorrido, muito embora das alterações climáticas, tal possa vir a tornar-se mais frequente, é evidente que, mesmo em situações onde as condições não são tão extremas, se verificam numerosas falhas, comprometendo a segurança das populações e suspendendo, por um período incerto, serviços de primeira necessidade.

A EDP Distribuição, não obstante a mobilização dos seus recursos internos e a colaboração de meios externos, não pode adiantar um prazo para o reestabelecimento do fornecimento de electricidade, que afecta mais de 100.000 pessoas, e que impede o funcionamento de um conjunto importante de empresas ou entidades, bem como de outros serviços essenciais, já que existem numerosas torres de comunicações já reparadas e que, por falta de electricidade, continuam inactivas.

É de notar, a título de exemplo, que tendo a Vodafone reparado 70% das torres afectadas e a fibra óptica danificada em pouco mais de um dia, muitas destas torres continuam inactivas como resultado da falta de electricidade, com prejuízos óbvios para o operador em causa, bem como para todos os clientes afectados, sobretudo os mais dependentes de comunicações, seja para efeitos laborais, seja a nível pessoal.

segunda-feira, outubro 15, 2018

Mais de 500 incêndios desde o início de Outubro - 3ª parte

Neste incêndio terão ardido 600 hectares, ficado feridos 10 bombeiros e um civil, com outros 10 bombeiros a serem assistidos no local, e foram destruídas habitações e instalações comerciais, sendo ainda de analizar a postura dos dois presidentes dos concelhos afectados, bem como as notícias de que terrenos ardidos terão sido imediatamente postos à venda, algo que, infelizmente, não é inédito, não obstante as restrições existentes no seu reaproveitamento para outros fins.

Apesar de tudo, o incêndio na serra de Sintra, pela sua dimensão e localização, acaba por ser uma excepção que que, no final, contará com uma simples ocorrência, como tantas outras, contando unitariamente para o total, não obstante as suas consequências, que resultam de uma dada área ardida importante, estimada em 600 hectares, e pela sua localização, numa importante zona turística, perto de centros urbanos e da capital do País.

Este terá sido, possivelmente, o último incêndio de proporções importantes, e que mobilizou largos meios, antes da chegada do tempo frio e da chuva, algo que neste momento já se faz sentir e que, segundo as previsões, se irá manter, no que será a normalidade para esta época do ano, encerrando assim aquilo a que convencionalmente se chama a "época dos fogos" e que, actualmente, inclui o mês de Outubro, durante o qual, infelizmente, ocorrem situações graves e complexas.

O espanto, pelo menos aparente, com que o número de ocorrências surge na comunicação social, ou talvez apenas o sensacionalismo que se pretende conferir à notícia, aponta para um fraco conhecimento da realidade, na primeira hipótese, ou uma forma de informar pelo menos discutível na segunda, sobretudo porque as causas que estão por detrás destas ocorrências não é discutida, tal como é omissa a área ardida e toda a restante informação relevante para melhor interpretar o que representa um simples número.

domingo, outubro 14, 2018

Sacos de arrumação exteriores no pneu sobressalente

Muitos veículos todo o terreno possuem o pneu sobressalente no exterior, num suporte adequado, e neste pode ser montado, com algumas restrições, derivadas do peso, volume ou da própria legislação em vigor, um sistema de transporte de carga adicional, tipicamente em forma de um saco resistente e impermeável de grandes dimensões, destinado a uso exclusivo fora de estrada, dada a legislação aplicável nalguns países.

Este modelo concreto, anunciado como o de maiores dimensões no mercado, tem 90 centímetros de largura por 68 de altura e um compartimento interior de grandes dimensões para objectos volumosos, como roupa molhada, e três divisões mais pequenas para acessórios e equipamentos para emergências ou recuperação.

As correias ajustáveis de fecho rápido, semelhantes aos cintros de segurança de um veículo, garantem que o saco não se solta, mesmo em manobras mais radicais, os fechos de alta resistência asseguram que os objectos no interior estão bem seguros, com todo o conjunto em poliester revestido a PVC a demonstrar ser de elevada qualidade, com detalhes interessantes como as faixas reflectoras para melhor visualização durante a noite, uma bolsa transparente, onde pode ser recolocada uma matrícula, ou um orifício inferior para escoamento de água.

O preço ronda os 120 Euros, a que acrescem portes a partir de Inglaterra, pelo que esta solução pode rondar os 150 a 160 Euros, estando incluídos todos os acessórios de retenção necessários à sua utilização, com correias adicionais para prevenção de furto, e sendo compatível com todos os veículos com pneu sobressalente colocado na porta traseira.

sábado, outubro 13, 2018

Acomodação de objectos em assentos de viaturas

Havendo um pouco de espaço disponível, as costas dos bancos de um veículo permitem, com um acessório adequado, proporcionar alguma arrumação, existindo modelos universais, ajustáveis, compatíveis com virtualmente todos os bancos e veículos, podendo ser adquiridos por valores muito inferiores aos praticados com os mais sofisticados sistemas modulares.

As bolsas ou divisórias permitem colocar os mais diversos items, incluindo mapas, revistas, livros, CD, equipamentos de electrónica ou outros objectos de pequenas dimensões, sempre com a volumetria dependente do espaço disponível entre o assento e uma divisória ou o espaço necessário a outros passageiros.

Estão ainda disponíveis 4 portas USB para carregamento de dispositivos, com um cabo para ligação a uma bateria, "power bank" ou outros do lado oposto, que fica junto das costas do banco, sendo necessário efectuar a conexão, sem o que as portas não fornecerão qualquer energia, aconselhando-se o recurso a um inversor de corrente com saída USB, dado que a ligação a uma única porta não vai proporcionar a amperagem para carregar quatro dispositivos em simultâneo.

Este modelo concreto tem uma altura de 69 centímetros e uma largura de 36, sendo fabcricado em Oxford 600D, de elevada resistência, em cor negra, pesando 695 gramas, e tendo um custo que fica abaixo dos 15 Euros, incluindo portes a partir da Ásia, constituindo uma alternativa interessante aos modelos feitos para o todo o terreno, cujo preço é várias vezes superior.

sexta-feira, outubro 12, 2018

Google vai suspender o Plus

Após te sido revelada uma séria falha de segurança, que expôs dados de centenas de milhares de utilizadores, o Google decidiu suspender por um ano a actividade do Plus, a sua rede social que, efectivamente, nunca teve grande aceitação, pelo que duvidamos que seja reactivada no termo do período de suspensão.

Perante um caso semelhante ao que sucedeu com o Facebook, no qual aplicações podiam aceder indevidamente a dados dos utilizadores, incluindo informação pessoal, listas de amigos e comentários ou reacções, e, sem dúvida, perante a falta de sucesso desta plataforma, o Google optou por suspender o Plus, sendo aconselhável aos utilizadores que descarreguem os dados aí alojados.

Através do Google Takeout é possível descarregar os dados alojados nas várias plataformas do Google, podendo estes serem alojados localmente ou num espaço na "cloud", como no Google Drive, sendo de ter em atenção que, no caso do Plus, os dados tendem a ser escassos, por os ficheiros estarem alojados noutros locais, como o Photos ou o Youtube.

Assim, e para quem utiliza o Plus, mesmo que desiludidos ou prestes a desistir, sugerimos que descarreguem os dados, que poderão ser úteis caso o serviço, após interrompido seja reactivado ou se este for substituído, dado que desconhecemos qual o tipo de serviço que o virá a substituir, e que poderá revelar-se mais interessante do que o actual, para o que ter dados que incluem os contactos, serão de alguma valia.

quinta-feira, outubro 11, 2018

Mais de 500 incêndios desde o início de Outubro - 2ª parte

Pela proximidade e pelo mediatismo, este fogo foi objecto de uma reportagem, basicamente em directo, mesmo ainda com pouca informação disponível, para além dos meios entretanto empenhados no combate, que foram aumentando progressivamente, tornando-se num incêndio de grandes proporções que, infelizmente, devasta um parque natural, destruindo um importante património ambiental, no qual se desenvolviam diversas actividades lúdicas

É de notar que um dos entrevistados, praticante de bicicleta todo o terreno, referiu algo em que temos vindo a insistir, concretamente o absurdo de proibir o acesso a desportistas, afastando que podia contribuir não apenas para a limpeza, como para efectuar um primeiro alerta ou, nalguns casos, para manter abertos acessos, absolutamente essenciais em locais com um relevo tão acidentado como o da Serra de Sintra.

Outro residente referiu que nos corta-fogos existentes foram colocadas pedras de grandes dimensões, certamemente por entidades oficiais e destinadas a evitar o acesso, e que em caso de incêndio impedem que as viaturas dos bombeiros os utilizem, numa perspectiva que há muito rejeitamos e tem, inevitavelmente consequências muito negativas.

Assim, este é um dos locais onde o combate às chamas é mais complexo, com vegetação densa, nesta altura seca, relevo muito acentuado, acessibilidades deficientes e ventos fortes, que tendem a acontecer durante incêndios violentos em locais com elevações, com a dificuldade acrescida de, quando eclodem durante a noite, a ausência de meios aéreos condiciona todo o desenrolar das operações, reduzindo a capacidade de ataque inicial.

quarta-feira, outubro 10, 2018

Acusar o mexilhão - 4ª parte

Argumentar com uma injustiça, ou um tratamento desigual, para ilibar quem foi agora acusado, faz tão pouco sentido como afirmar que, porque um criminoso não foi apanhado, ou as provas que existem contra ele são insuficientes para o levar a julgamento, outro, relativamente ao qual existem provas, não deve ser acusado, sob pena de cometer uma injustiça.

Por em causa ou diminuir a capacidade técnica e científica de quem procedeu à investigação ou produziu os relatórios, e relembramos que entre estes se encontram diversos especialistas de renome, alguns dos quais desempenharam funções de elevada responsabilidade a nível de protecção e socorro, é um péssimo argumento, prontamente desmentido pela realidade e que contamina toda a subsquente argumentação, independentemente da sua valia.

Quando observamos o cenário de forma mais abrangente, tendo em conta a atribuição de recursos, as medidas estruturais, ou a falta delas, a legislação em vigor ou as estratégias e planos superiormente decididos, seja nas empresas a que pertecem os acusados, seja nas instituições, como corpos de bombeiros ou a própria Protecção Civil, facilmente nos apercebemos que quem permitiu que os factores não naturais confluissem e potenciassem o que resultou numa tragédia, ficaram efectivamente de fora, não tendo sido acusados ou, sequer, responsabilizados.

Esperamos que, em fase de julgamento, e face à prova produzida, sejam extraídas as certidões que permitam acusar quem, protegido pelas sucessivas barreiras institucionais, não obstante a sua responsabilidade no sucedido, não foi agora acusado, repondo assim alguma justiça e demonstrando que ninguém está acima da lei, independentemente do seu cargo ou função.

terça-feira, outubro 09, 2018

Primeiras fotos do novo Defender

Ainda com muito pouca, virtualmente nenhuma informação, começam a surgir as fotos, ainda disfarçadas, do que poderá vir a ser o novo Defender, tendo a Land Rover optado por uma configuração completamente diferente do seu antecessor, muito em linha com a actual produção da marca.

É de notar que, por razões técnicas, o anterior modelo de Defender dificilmente poderia continuar em produção, enfermando de diversos problemas a nível de segurança e de um método de fabrico incompatível com as exigências actuais, mas a opção da Land Rover por algo que se parece aproximar mais dos modelos em produção, como os recentes Discovery, do que do seu rústico antecessor, mesmo que modernizado, será polémica e desagradará a muitos.

Embora ainda falte algum tempo para o lançamento, e portanto muito ainda pode ser mudado, desde que tal não comprometa a estrutura básica e os principais componentes, tudo aponta para um veículo que perde a modularidade do anterior Defender, e cuja configuração não permite o mesmo tipo de adaptações, sobretudo aquelas que eram efectuadas por preparadores independentes, que transformavam o modelo base num veículo adequado às mais diversas funções.

Tendo em conta as cópias feitas na China de alguns modelos recentes da Land Rover, é certo que as formas finais do novo Defender serão ocultadas até ao limite do possível, esperando-se que algumas das característica do modelo anterior que eram mais queridas aos seus proprietários e admiradores possam ser mantidas, e que o lançamento do novo modelo resulte numa agradável surpresa, ultrapassando as críticas feitas a algumas propostas anteriores, como o DC100, cuja receptividade foi fraca.