sábado, abril 21, 2007

Google History


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Estatísticas de pesquisas

A pesquisa personalizada, baseada no histórico de cada utilizador, é uma forma de organizar resultados e melhorar o acesso à informação, adequando-a às necessidades de cada um.

Com base na actividade de cada utilizador, identificado pelo seu correio electrónico, vai sendo construido um registo que anota quais as pesquisas com sucesso, as que foram rejeitadas, ou as que deram origem a novas buscas, criando assim um conjunto de parâmetros que vão fornecer e sequenciar os resultados de acordo com a experiência anterior.

De início, enquanto houver poucos registos, os resultados serão, previsivelmente, idênticos aos obtidos anteriormente, mas serão apurados à medida que houver mais informação armazenada.

O utilizador pode interromper o processo de registo, usando o botão de pausa, sendo que estes resultados não serão tidos em conta, após o que, selecionando a opção de continuar, o armazenamento de informação irá prosseguir.

Existe acesso ao histórico de pesquisas, bem como a possibilidade de apagar elementos não relevantes, consultar estatísticas ou lembrar buscas anteriores.

Toda esta actividade é facilitada para quem tiver o "toolbar" do Google, mas pode ser utilizado acedendo directamente ao "site", sendo que, a partir do momento da inscrição, o histórico começa a ser armazenado para consulta futura.

Esta é uma nova possibilidade que vem facilitar quem necessita de pesquisar muita informação, sendo uma das mais interessantes ferramentas actualmente disponíveis para os internautas.

sexta-feira, abril 20, 2007

É altura de lembrar aos políticos que a época de fogos se aproxima


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Palácio de Belém - Residência oficial do Presidente da República

É chegada a altura do ano em que se deve recordar aos responsáveis políticos que a época de incêndios está próxima e se torna necessário, desde já alertar e mobilizar a sociedade para este flagelo.

Talvez porque no ano de 2006 a área ardida foi inferior à média anual, o tema dos fogos florestais parece fora da agenda política e dos próprios orgãos de comunicação social, que têm um importante papel em termos de prevenção, mas que na sua maioria apenas divulga reportagens onde a espectacularidade das chamas ou o drama das vítimas garantem bons níveis de audiências.

Estando esta temática esquecida, provavelmente e segundo a experiência de anos anteriores, até ao primeiro grande incêndio ou à perda das primeiras vidas humanas, será de concentrar esforços no alerta de quantos têm responsabilidades políticas para a eminência da chegada do tempo quente e dos inevitáveis fogos.

Aliás, basta uma pequena análise quanto às actuais condições meteorológicas para nos apercebermos de que este será um ano previsivelmente quente, talvez aquele em que as temperaturas médias sejam mais elevadas, com um Verão particularmente prolongado, que submeterá a um maior esforço todo o dispositivo de combate aos fogos.

Sugerimos, pois, que contactem os orgãos governativos mais directamente envolvidos, bem como os grupos parlamentares e a própria Presidência da República, no sentido de mobilizarem a sociedade nesta luta, enviando-lhes mensagens de correio electrónico, cartas, faxes ou, caso seja possível, abordando-os pessoalmente e lembrando que, sendo as responsabilidades de todos, são-no de forma especial daqueles que foram eleitos para desempenhos de funções de soberania.

Seguimento de veículos no GpsGate Server


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Posicionamento via GpsGate num mapa digital

O GPS Gate Server é uma solução baseada na Internet, que a torna independente do local de acesso e de equipamentos específicos, pelo que pode ser utilizado a partir de qualquer sistema informático.

O sistema corre nos próprios servidores da Franson, tornando-os independentes de outros recursos e permite o seguimento em tempo real, com possibilidade de apresentação sobre o Google Maps ou numa solução própria do utilizador.

Para além de uma solução padronizada, suficiente para a esmagadora maioria dos casos, a Franson coloca à disposição dos utilizadores um SDK (Software Development Kit), que permite construir soluções adaptadas a casos específicos ou alterar as já existentes.


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Écran de Google Earth e posicionamento via GpsGate

Esta solução, permite um seguimento ilimitado em tempo real via GpsGate, particularmente adaptado a quem tenha frotas de veículos nos quais tenha instalado os equipamentos necessários ao envio e recepção de dados e um sistema GPS que determine com precisão a sua posição.

Neste aspecto, lembramos que o mesmo fabricante já disponibilizou uma versão móvel gratuita do GpsGate, capaz de ser instalada em diversos modelos de telemóveis e que servirá de ponte entre um receptor de GPS e o "software" do equipamento.

Ao contrário de soluções que já apresentamos, esta tem custos ao longo do seu período de utilização e depende de factores que não são controlados pelo utilizador, mas tem uma flexibilidade e performances que podem convencer muitos potenciais interessados.

É possível testar o GpsGate Server durante um período limitado de tempo, sendo esta uma das soluções que propomos a quem necessite de seguir uma frota ou, por exemplo, a seguradoras que queiram prestar um serviço aos seus clientes.

quinta-feira, abril 19, 2007

LBP vai propor ao Governo novo financiamento para ambulâncias


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Célula sanitária de uma ambulância

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) chegou a entendimento com o Governo no sentido de apresentar uma proposta relativa à base de financiamento da participação dos bombeiros nos serviços de emergência médica.

O presidente da Liga, Duarte Caldeira, considerou a reunião com o secretário de Estado da Saúde, Francisco Ventura Ramos, como "muito positiva" e pretende entregar a proposta no prazo aproximado de 30 dias.

A reunião deve-se ao facto de a LBP ter recusado assinar o documento que estipula as verbas pagas aos bombeiros pelo serviços de emergência médica que prestam às populações e que, como já foi referido, acabam por resultar em prejuizos para quem os efectua.

A proposta do Governo, constante do anexo dois do novo regulamento que estabelece as regras de relacionamento entre as várias entidades que colaboram no socorro de emergência em Portugal, foi a única parte do documento recusada pela LBP, que considerou que este foi adicionado sem discussão ou conhecimento das partes através de um mero processo administrativo.

Lembramos que, conforme mencionamos num texto anterior, os orçamentos diários para ambulâncias do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e dos bombeiros apresentam descrepâncias inaceitáveis, com as primeiras a receber mais de 300 euros e as segundas perto de 34.

Esta situação, que tem criado sérias dificuldades em diversas corporações, está agora dependente de uma proposta da LBP e do acordo do Governo, sendo que ao problema do orçamento deveria ser adicionado a questão da redução das tripulações, algo que pode ter consequências particularmente graves em termos de socorro.

Tememos que a desorçamentação que se verifica na prestação de cuidados básicos na área da Saúde e do socorro, de que o encerramento de unidades, sobretudo no Interior, e a redução do número de tripulantes das ambulâncias, possa ser um argumento negocial no sentido de reduzir custos, reduzindo o valor diário a atribuir a cada ambulância, e uma forma de abrir a actividade à iniciativa privada.

Não sendo, em princípio, contra a abertura de áreas específicas do socorro à iniciativa privada, a falta de fiscalização por parte do Estado e a natureza empresarial das empresas, baseadas no lucro, poderão resultar numa diminuição da qualidade do serviço e numa desigualdade de tratamento por parte das populações.

Do acordo resultante, em termos de valor diário, das exigências em termos de tripulação e de equipamentos e do próprio enquadramento legislativo, vai resultar um quadro de que poderá vir a resultar o alargamento ao socorro os padrões de gestão economicista a que já assistimos na saúde.

Lamentavelmente, na área do socorro e da emergência pré-hospitalar, não há tempo para hesitações, segundas opções ou compassos de espera, sob pena de assistirmos a mais uma série de desenlaces fatais.

quarta-feira, abril 18, 2007

Land Rover Série IIA roubado


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Série IIA matricula AG-36-36

O meu nome é Pedro Neves e roubaram-me o meu Série IIA matricula AG-36-36 de 1971 da porta de minha casa (Parque Bensaúde-Soeiros-Laranjeiras-Torres de Lisboa) entre os dias 13 e 14-04-2007.

Se alguém o encontrar souber algo que ajude entre em contacto comigo a qualquer hora. TM: 91435549 / 965395043 mail:
pedro7seven@iol.pt.

Características: Beje com capota rígida branco sujo, pneu em cima do capô, chapas de alumínio por cima dos guarda-lamas, 2 bancos desportivos, de resto todo de origem.


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Interior do Série IIA

Algo que ajude: sitios onde desmantelem jipes para vender peças, locais de venda de peças, tudo me interessa.

Muito obrigado desde já.

PS: Tem um valor sentimental muitíssimo grande.


Para além do alerta para o desaparecimento do veículo, chamamos a atenção para os bancos desportivos, que poderão ser uma das razões do furto.

Assim, quem souber de bancos semelhantes à venda, deverá contactar o Pedro no sentido de apurar se estes foram retirados do seu Série.

Este texto será actualizado quando houver novas informações acerca deste furto que sejam consideradas relevantes.

Fiscalização ambiental mais rigorosa a partir de 15 de Abril


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Agora é a sério e a doer

Ao longo dos últimos meses, o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da Guarda Nacional Republicana desenvolveu acções na sensibilização e notificação de proprietários de espaços rurais que não cumprem a legislação de ordenamento e limpeza da floresta.

Conforme previsto no decreto-lei nº 124/2006, a partir do passado dia 15 de Abril a fiscalização será mais rigorosa e aqueles que continuam em situação de incumprimento serão submetidos a um processo de contra-ordenação.

No período de esclarecimento e sensibilização das populações, o SEPNA desenvolveu diversas acções promoveu acções explicativas das regras de prevenção, distribuiu folhetos e realizou sessões tanto para o público infantil como para adultos.

Durante estes meses, o SEPNA instaurou 25 processos de contra-ordenação relacionadas com infrações a regras de prevenção de incêndios, como queimadas sem autorização, e 681 processos na área de ordenamento do território, onde foram detectados cinco crimes.

A instrução destes processos na sequência dos autos de contra ordenação cabe, conforme os casos, à Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF) ou às autarquias e as receitas provenientes das coimas serão afectadas quer a estas entidades, quer aos municípios, protecção civil e forças policiais responsáveis.

Para além do SEPNA, que tem uma maior especialização e peso na fiscalização destas infrações, também a Polícia de Segurança Pública, Polícia Marítima, DGRF, Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), entidades municipais e vigilantes da natureza têm responsabilidades legais nesta área.

Após a pedagogia vem, inevitavelmente, uma forma distinta de persuadir quem continua a não observar um conjunto de regras essenciais para a vida em comunidade, facto que deverá ter em atenção as realidades económico-sociais dos detentores das propriedades e, infelizmente, o mau exemplo que vem do Estado, muitas vezes o primeiro a ignorar a legislação que aprova.

Espera-se que, a bem da isenção e do rigor, as autoridades tenham em atenção as dificuldades que enfrenta quem ainda tenta viver da agricultura e sejam implacáveis perante quem, tendo os recursos necessários ou a responsabilidade de dar o exemplo, opte pelo não cumprimento das regras estabelecidas.

terça-feira, abril 17, 2007

Bases para modelos - 5ª parte


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Base com relevo pintada com terra e pedras

Este tipo de pasta pode ser adquirida por valores que rondam os 3 euros em papelarias, lojas de produtos para artes visuais e mesmo algumas drogarias, sendo ideal para moldar pequenas peças.

A finalização foi efectuada de forma semelhante ao descrito no texto anterior, com recurso a cola se madeira, pó com algumas pequenas pedras misturadas e tinta acrílica diluida, após o que se podem acrecentar outros elementos, como vegetação, estruturas, edificações ou personagens, de modo a obter um cenário mais complexo e visualmente mais interessante.

Obviamente, é possível complementar estas bases com outro tipo de elementos, muitos dos quais podem ser adquiridos em lojas da especialidade, incluindo assim paredes, muros, postes árvores e todo o tipo de vegetação, com a vantagem de obter cenários mais ricos e variados, mas que tornam este "hobby" substancialmente mais dispendioso.


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Base com paredes em plástico

Neste exemplo, recorremos a um conjunto de peças em plástico que acompanhavam um fascículo da colecção "Senhor dos Aneis", publicada recentemente pela Planeta de Agostini, e que, não sendo gratuito, eram menos dispendiosos do que os modelos adquiridos nas lojas de modelismo.

As secções de paredes, em ruinas, favorecem os cenários de modelos militares, mas poderão compor caminhos rurais ou aldeias abandonadas como, infelizmente, se pode descobrir com cada vez maior frequência no Interior de Portugal.

A base foi preparada recorrendo ao processo previamente mencionado e as paredes foram pintadas inicialmente com tinta acrílica negra e seguidamente, com o pincel quase seco, com sucessivas camadas de cinzento cada vez mais claro, de modo a evidenciar os detalhes.

Esta técnica, denominada por "dry brushing", é extremamente fácil de executar, mesmo com tintas ou pinceis de baixa qualidade, bastando para tal alguma paciência para cobrir o modelo com umas três a quatro camadas de tinta sucessivamente mais claras de modo a aumentar o contraste claro-escuro, dando assim maior evidência aos relevos.

EMA pretende prestar serviços a terceiros


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Helicóptero ligeiro Eurocopter AS 350 B3

Foi confirmado que a Empresa de Meios Aéreos SA (EMA), recentemente criada para gerir a frota do Ministério da Administração Interna (MAI), poderá vir a "explorar actividades e efectuar operações comerciais".

O objectivo é, naturalmente, permitir que a EMA seja auto-sustentável, podendo prestar serviços a terceiros de forma a rentabilizar uma "eventual capacidade excedentária", que será sempre considerada como "uma actividade secundária" face à missão prioritária de prestar serviços ao Estado, cujos custos serão imputados às entidades oficiais beneficiadas.

No decreto-lei que cria a EMA, bem como nos estatutos da empresa, encontra-se prevista a possibilidade de, "tendo em conta o interesse público subjacente" à sua utilização, os meios por ela geridos serem "qualificados como aeronaves do Estado".

A declaração, por despacho conjunto dos ministros da Administração Interna e das Obras Públicas, destina-se a contornar problemas resultantes de deficiências legais, como a não certificação europeia dos helicópteros Kamov Ka-32.

Prevendo-se incialmente uma frota de 6 Kamov Ka-32 e 4 Eurocopter AS 350 B3, pilotados por pilotos russos e, eventualmente, por militares provenientes da Unidade de Aviação Ligeira do Exército, espera-se que os efectivos sejam complementados por contratados através de um concurso efectuado, cujos resultados não foram particularmente positivos dada a falta de experiência e qualificações de muitos concorrentes.

Seguidamente, após a aquisição de meios aéreos pesados, a EMA passará a gerir mais este aparelhos, algo que, pelo calendário previsto, demorará ainda anos a concretizar.

Com um capital social de 54.000.000 de euros, que integra o preço de aquisição das aeronaves, a EMA terá como primeiro presidente José Vilaça, antigo administrador do grupo Portugal Telecom, e as acções serão detidas pela Direcção-Geral do Tesouro.

Relativamente à gestão empresarial da EMA, esta poderá ser fortemente prejudicada pela não cerificação europeia de meios adquiridos, sendo vedada um conjunto de actividades e, em caso de concurso para o fornecimento de serviços, podemos vir a assistir a acusações de concorrência desleal.

Não é difícil de imaginar cenários em que a EMA, concorrendo contra empresas que necessitam de suportar os custos de certificação ou homologação e matrícula dos seus meios, possa apresentar preços mais favoráveis, beneficiando de uma situação de vantagem que pode ser impugnada em tribunal em Portugal ou junto de instâncias comunitárias.

Já nos pronunciamos relativamente à não certificação dos Ka-32, cuja excelência conhecemos, bem como sobre as consequências que daí podem advir em termos da flexibilidade da sua utilização, continuando a opor-nos a situações dúbias, onde as regras estabelecidas são contornadas, criando situações de desigualdade concorrencial inaceitáveis no espaço comunitário.

segunda-feira, abril 16, 2007

Super compacto Asus R2H


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Asus R2H com teclado opcional

A necessidade de correr sistemas operativos da família Windows XP em dispositivos móveis levou vários fabricantes, em conjunto com a Microsoft, a idealizar uma nova família de computadores super portáteis.

Entre os fabricantes que desenvolveram productos destinados ao sistema operativo Microsoft® Windows® XP Tablet PC, encontra-se a Asus que disponibiliza o R2H, um modelo super portátil baseado no processador Intel® ULV Celeron® M 900 a MHz e no chipset Intel® 910GML.

Com uma memória RAM de 256 MB, expansível a 768 MB, um écrã TFT de 7" com resolução até 800x480, disco rígido até 60 Gb, o R2H incorpora um conjunto de dispositivos de comunicações, que podem incluir unidades de fax/modem rede local 10/100 e WAN 802.11b/g bem como interface Bluetooth™ V2.0+EDR e GPS.

O valor de um destes R2H anda pelos 800 euros, dependendo da configuração exacta, pelo que estamos diante de um valor francamente superior ao de um PDA ou ao de muitos portáteis com capacidades superiores, mas menos compactos.

Logicamente, para quem necessitar de um sistema operativo da família do XP, os PDA estarão excluidos, mas no confronto com portáteis convencionais com "performances" semelhantes, que podem ser adquiridos em 2ª mão por um terço do preço, consideramos que o R2H ainda ficará a perder se exceptuarmos situações muito específicas.

O nosso conselho é o de aguardar, pois a novidade destes super compactos ainda implica um preço algo inflacionado, o que deverá ser corrrigido brevemente com o aumento da concorrência e a disseminação desta classe de equipamentos que, esperamos venha a permitir uma redução para dois terços no valor de compra.

domingo, abril 15, 2007

Anunciada a criação de 200 Equipas de 1ª Intervenção


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Incêndio florestal no Verão de 2006

O Secretário de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões, anunciou a criação, até 2009, de 200 equipas de primeira intervenção (EPI) de bombeiros.

O anúncio foi feito em Vila Verde, durante a cerimónia de conclusão do Curso de Formação de Equipas de Bombeiros Especializadas no Combate a Incêndios Florestais (EBECIF), promovido pelo Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) e pelo Governo Civil de Braga.

Segundo Ascenso Simões, o objectivo do Governo para 2007 é o de reduzir em 100.000 hectares a área ardida durante a chamada "época de incêndios", estando este governante convencido de que tal resultará das melhorias organizativas introduzidas no sistema, da melhor preparação dos Bombeiros e da articulação entre estes e a estrutura de Protecção Civil.

No curso de formação foram introduzidas novos conceitos e técnicas de ataque aos fogos, como o da não utilização de água no ataque inicial, de forma idêntica a práticas utilizadas nos Estados Unidos ou o Canadá.

Para permitir a utilização destas novas técnicas, o Governador Civil entregou diverso equipamento aos vários corpos de Bombeiros, que incluem 40 capacetes, 40 cógulos, 40 mochilas florestais, 16 pás de bico com bordo cortante, 16 ancinhos/enxada, 16 extintores dorsais, 8 motoserras, 8 rádios portáteis de banda larga e 8 pinga-lume.

Este acréscimo de formação e de equipamentos é, segundo o secretário de Estado, indispensável no caminho para a profissionalização, algo de inevitável dado a cada vez maior escassez de voluntários em zonas onde a população diminui e envelhece anualmente.

Sendo óbvio que não existem políticas que fomentem o repovoamento destas zonas do Interior, e que o encerramento de equipamentos sociais como urgências, estabelecimentos de ensino ou tribunais, incentivam ainda mais o abandono destas áreas já particularmente deprimidas, a profissionalização surge não como uma opção, mas como uma obrigação resultante de problemas estruturais.

Falta, logicamente, uma visão de conjunto que obrigue a uma inflexão nas orientações políticas, dado que sem haver auto-sustentação da floresta em particular, e do Interior do País em geral, a situação tenderá a agravar-se a cada ano que passa, independentemente da área ardida ou do sucesso no combate às chamas.

As opções por uma mera política de combate, ou como temos vindo a afirmar, por uma táctica de controle de danos apresentada como um sucesso sempre que a área ardida diminui em relação a anos anteriores, é vazia de conteúdos, porque apenas adia o inevitável sem tentar atacar as causas.

Qualquer estratégia de combate, seja aos incêndios, seja em operações militares, é uma forma de ganhar tempo para que uma solução política duradoura seja devidamente implementada e possa dar os seus frutos.

Ao invés, em Portugal é o resultado do combate em sí próprio considerado como a determinante do sucesso, ignorando que todos os anos a floresta diminui, o Interior fica mais pobre e deserto e que novas vidas se perderam.

E no fim de cada ano, chama-se vitória à derrota e distribuem-se medalhas aos familiares dos que perderam a vida ao serviço de uma estratégia absurda cujo resultado não é apenas fácil de antecipar, é determinado pelos pressupostos errados em que se baseia.
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