sábado, abril 11, 2009

"Trekking" e orientação no Lidl


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Uma bússola digital

Vão estar em promoção a partir de segunda-feira, dia 13 nas lojas Lidl, diversos artigos de "trekking" que incluem alguns dispositivos de orientação.

Entre os equipamentos incluem-se desde bússolas digitais até vestuário e calçado, passando por tendas, binóculos, rádios PMR ou fogareiros, os quais serão do interesse de quem aprecie o campismo e o contacto com a natureza.

Muitos dos praticantes de todo o terreno apreciam outras actividades relacionadas com a natureza, pelo que poderão considerar interessantes alguns dos artigos em promoção durante estes três dias, antecipando assim as aventuras de Verão.

sexta-feira, abril 10, 2009

Comunidade Europeia obriga a guardar registo de comunicações - 2ª parte


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Um sistema de armazenamento de correio

Obviamente, o envio de mensagens devidamente encriptadas e a proliferação de endereços de correio gratuitos, bem como o aumento do número de acessos à Internet móveis e que não obrigam a registo podem transformar esta medida numa dispendiosa inutilidade de reduzidos efeitos práticos e elevados custos operacionais.

Para agravar o problema, muitos dos servidores de correio gratuito estão fora de território comunitário, sendo que alguns estão em países que não implementam medidas de segurança e controle adequadas, permitindo contornar as medidas que agora entram em vigor.

Na verdade, para além de algum tipo de registo de contactos, para as situações mais complexas resultantes de uma maior profissionalismo, pouco mais haverá a esperar desta nova imposição, sendo expectável que nos casos potencialmente mais perigosos poucos ou nenhuns registos haverá.

A possibilidade de controlar efectivamente ligações electrónicas acaba por ser escassa e dificilmente utilizável em termos de prevenção, tal o volume de informação que circula, sendo que, mesmo numa fase posterior, será complexo detectar quem tenha substanciais conhecimentos em termos informáticos.

Apesar das intenções, que são de louvar, os resultados práticos poderão exceder em pouco a perda de privacidade e, eventualmente, alguma devassa da vida privada, encarecendo o custo das comunicações sem que os objectivos reais sejam alcançados, razão pela qual será de equacionar se este será, efectivamente, o caminho a seguir.

quinta-feira, abril 09, 2009

Páscoa Feliz


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Uma Páscoa Feliz

Desejamos aos nossos leitores e amigos, e a todos quantos lhes são queridos, uma Páscoa muito feliz.

Aproveitamos, ainda, para agradecer as visitas que têm feito a este espaço de reflexão e os comentários que têm deixado e esperamos continuar a contar com a vossa presença e apoio a este projecto cívico que visa lutar contra um dos maiores flagelos que atormenta o nosso País.

A todos, uma Páscoa Feliz.

Autarquias podem não ter verbas para aderir ao SIRESP - 1ª parte


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Um camião ao serviço do SIRESP

Após uma dezena de anos desde a decisão inicial, rede do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), destinada a permitir comunicações seguras entre entidades na área da segurança e protecção civil, vai, finalmente, ficar operacional.

Actualmente já estão instaladas 300 das 550 antenas com perto de 30 metros de altura que cobrirão todo o território nacional, permitindo um sistema de comunicações seguro, redundante e autónomo que pode ser usado em diversas situações, mas que é essencial em emergências e catástrofes.

Todo o projecto se viu envolto em diversas polémicas, sobretudo a nível dos elevados custos finais, mas também em termos de funcionalidades e das próprias infra-estruturas, tendo agora surgido mais uma dúvida no respeitante ao custo que a adesão terá para as autarquias locais.

Na inexistência de uma resposta do Governo, que apenas adianta que haverá um preço fixo ou "flat rate" por cada terminal de acesso e sem esclarecimentos adicionais por parte da SIRESP - Operadora, responsável pela instalação das infra-estruturas do projecto, as autarquias vêm-se impossibilitadas de assumir compromissos financeiros e, consequentemente, continuam fora do projecto.

quarta-feira, abril 08, 2009

Comunidade Europeia obriga a guardar registo de comunicações - 1ª parte


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Um sistema de armazenamento de correio

Entrou em vigor a directiva comunitária que determina a obrigação de todos os operadores de telecomunicações europeus guardarem durante um ano o registo de todas as comunicações electrónicas efectuadas através das respectivas redes.

O objectivo principal é combater o crime, sobretudo a nível de terrorismo, mas poderá ser extendido a diverso tipo de actividades de carácter criminoso ou ilegal que recorrem cada vez mais a meios electrónicos no seu planeamento e coordenação.

Os custos resultantes do armazenamento de informação sobre mensagens de correio electrónico e chamadas telefónicas será suportado parcialmente pelos governos, evitando assim encargos adicionais que se reflectiriam nos clientes.

A informação armazenada apenas será disponibilizada mediante apresentação de mandado judicial, rebatendo assim dúvidas quanto ao direito à privacidade dos cidadãos europeus levantadas por diversas organizações que temem abusos e violação de correspondência electrónica.

INEM queixa-se de falsas chamadas


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Uma VMER

O número de chamadas falsas para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) há muito que atingiu proporções alarmantes, agravado pela ausência de geolocalização de sistemas móveis e por um enquadramento legal inadequado, mas uma situação recente resultou num novo alerta.

Recorrendo a um caso concreto que ocorreu em Matosinhos e que mobilizou uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) e a Polícia para atender a uma situação inexistente, o INEM voltou a insistir no perigo deste tipo de crime.

Neste caso, a VMER teve que deixar de acompanhar um doente para o hospital para acorrer ao que alguns classificam como "brincadeira", mas que é um crime cuja moldura penal devia ser de acordo com as consequências, podendo, no limite, ser equiparado a um homicídio se do acto resultasse a perda de uma vida humana.

Sem uma moldura penal adquada, um sistema que permita detectar os responsáveis e abandonar expressões que minimizam a importância do problema, como falar em "brincadeira" quando se trata de um crime, dificilmente se poderá reduzir o número de falsas chamadas, com as consequências graves que daí podem resultar.

terça-feira, abril 07, 2009

Google negoceia compra do Twitter


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Écran do Twitter

Os rumores da aquisição do Twitter pelo Google já não são novos, com dados novos a surgir periodicamente, indiciando que o negócio se irá concretizar.

As negociações entre ambas as companhias já terão entrado na fase final, apesar de esta ser uma notícia algo inesperada após o Twitter ter recusado uma oferta de valor superior apresentada pelo Facebook.

O Google terá oferecido mais de 250.000.000 de dólares por uma das mais conhecidas plataformas da Web 2.0, que se tem vindo a popularizar e a substituir alguns dos "blogs" mais convencionais.

Falta ainda saber quais os efeitos práticos desta possível aquisição e o impacto que terá na plataforma de "blogs" do Google e se existirá uma real integração da tecnologia do Twitter no Blogger.

Campanha televisiva contra os fogos - 2ª parte


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Um incêndio florestal

O aumento de incêndios em áreas protegidas, a cargo do Estado, onde manifestamente as acções de prevenção falharam, tal como aconteceu com as opções estruturais que as condenaram ao abandono, demonstram amplamente que a responsabilidade institucional nunca é avaliada com o mesmo rigor e severidade do que a resultante da acção de um particular, revelando uma duplicidade de critérios que podia ser explorada em tribunal.

As políticas desastrosas de que resultou o abandono dos campos, as assimetrias regionais e a falta de solidariedade nacionais, por muito criminosas que sejam, são considerados como meros azares, acidentes de percurso que inevitavelmente iriam acontecer, independentemente da competência e do esforço de que as empreedeu, ficando por apurar responsabilidades e culpas.

Mais do que alertar as populações, esta campanha desresponsabiliza as entidades oficiais, dando como culpados apenas os particulares que, aparentemente, serão imediatamente identificados e responsabilizados pelos seus actos, algo que sabemos ser raro no País em que vivemos.

Para quando em vez de um simples agricultor ou proprietário rural anónimo, vermos um presidente de câmara ou um ministro a serem dados como culpados por terem criado um cenário no qual as acções individuais ficam condicionadas e resultam nas vagas de incêndios que anualmente flagelam o nosso País?

segunda-feira, abril 06, 2009

Internet antes de saneamento básico - 2ª parte


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A aldeia portuguesa de Monsanto

Mesmo o argumento de que esta será uma forma de compensar as falhas nas redes de comunicações móveis, parece esta ser uma fraca alternativa, cuja manutenção em condições de funcionamento por um longo periodo parece duvidosa e obriga os habitantes a investir em computadores pessoais com suporte de WiFi.

Relativamente ao argumento de que o WiFi custa menos que o saneamento, apenas lembramos que deve haver prioridades e não havendo possibilidade de pagar o essencial, as verbas disponíveis podem ser retidas até permitirem a sua realização, e em vez de gastá-las no acessório, que apenas faz tardar aquilo que deve ter maior prioridade.

É, no entanto, de rejeitar uma condenação em absoluto desta opção, sobretudo numa zona do Interior onde a Internet compensa, ainda que parcialmente, a dificuldade de acesso a fontes de informação, ao convívio e à integração social, pelo que, mesmo com óbvias reservas em termos de prioridade, deve haver abertura para compreender este investimento.

Mesmo assim, alertamos para o deslumbramento pelas novas tecnologias e para opções por investimentos de utilidade duvidosa, cuja única vantagem é seram menos dispendiosos do que aqueles que deviam ser prioritários, e que espelham o estado de um País que navega à vista, onde necessidades básicas continuam a não estar ao alcance de todos os habitantes.

Campanha televisiva contra os fogos - 1ª parte


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Um incêndio florestal

A recente campanha televisiva contra os comportamentos negligentes que estão na origem de muitos incêndios florestais incide, nitidamente, a nível das atitudes individuais, obviamente condenáveis, mas passa ao lado de questões estruturais bem como de tudo o que resulta da falta de acção institucional.

Manifestamente, o alvo são aqueles que recorrem a queimadas, ignorando ou desprezando os riscos resultantes desta prática ancestral, necessária para a renovação de zonas verdes ou mesmo para a redução da carga de combustível, sem abordar nem a vertente resultante de uma legislação e políticas desadequadas, nem o papel das autarquias.

Sem por em causa a existência de inúmeros comportamentos de risco, alguns deles criminosos, as causas estruturais da fragilidade da floresta portuguesa e a sua extrema vulnerabilidade perante os fogos, factores que potenciam actos individuais inaceitáveis, constitui o maior risco de incêndio e aquele que deveria ser admitido e combatido em primeiro lugar.

Na verdade, nunca vemos caminhos, cuja responsabilidade pela manutenção pertence a entidades oficias, bloqueados, impedindo a passagem de bombeiros e convertendo-se em autênticas armadilhas, reservatórios que deviam estar cheios e se encontra vazios ou as inúmeras faltas de equipamento ou a falta de adequação deste à sua função.

domingo, abril 05, 2009

Internet antes de saneamento básico - 1ª parte


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Uma aldeia portuguesa

Merece um breve comentário o facto de os habitantes da freguesia de Ruivós, no concelho do Sabugal, terem acesso à Internet via WiFi antes de instalada uma rede de saneamento básico, cuja instalação nem sequer está calendarizada.

Esta estranha forma de modernidade, que dá prioridade a uma tecnologia, importante mas cuja utilização num meio rural composto de população maioritariamente envelhecida será dúbia, quer pela necessidade de computadores, quer pela dos necessários conhecimentos, sobre algo de essencial em termos de saneamento e higiéne, é uma óbvia inversão de prioridades, mas não pode ser condenada sem uma análise do caso concreto.

Estamos perante uma flagrante situação de interioridade, isolamento e desertificação, com tudo o que tal implica em termos de desenvolvimento, razão pela qual se deve equacionar a importância das comunicações, mas também a sua adequação às necessidades locais.

Aliás, quando o próprio presidente da Junta confessa que não usará este novo recurso que a autarquia oferece aos menos de cem habitantes da aldeia, é de colocar a questão relativamente ao número real de interessados e de futuros utilizadores bem como aos recursos financeiros disponíveis a médio e longo prazo.
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