sábado, novembro 18, 2006

Gmail: spam, RSS & chats


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Écran de Gmail com RSS

É realmente nas pequenas coisas que o Gmail se destingue, não obstante o foco na capacidade das caixas de correio, actualmente perto dos 2.7 Gb, algo particularmente útil a vários cibernautas que enfrentam problemas de falta de espaço.

No entanto, não é o encadeamento de mensagens que mais nos agrada no Gmail, dado recorrermos sobretudo ao Outlook, mas o facto de o correio da Google ser particularmente eficaz na filtragem de mensagens indesejáveis, vulgarmente conhecidas como "spam".

É notório que o algoritmo do Gmail funciona melhor do que os de servidores portugueses, o que será fácil de entender, tendo em conta o volume de correio recebido e a possibilidade de efectuar mais comparações, de modo a detectar quais as mensagens não individualizadas.

Também é interessante o funcionamento em conjunto com o Google Calendar, que o coloca num nível de integração superior ao dos seus concorrentes, bem como o sistema integrado de "instant messaging", particularmente útil para quem não pode usar o Messsenger devido a restrições profissionais ou a funcionalide de "feeds" RSS.

Tal como diz a Google, são as pequenas que fazem as grandes diferenças, mas para nós, os detalhes que mais contam não são aqueles que o próprio fornecedor mais destaca.

Haverá ingerência na informação sobre os incêndios?


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Telejornal da RTP 1

A divulgação noticiosa dos incêndios já foi por diversas vezes abordada, sobretudo porque houve uma óbvia diferença de tratamento jornalístico por parte dos vários canais televisivos, patente quer no alinhamento dos noticiários, quer no tempo dedicado a este tema.

A cobertura dada pela televisão pública, a que depende directamente do Estado a nível orgânico e financeiro, ficou francamente atrás da que foi dada pelas estações privadas, dando um muito menor relevo aos incêndios, quase ignorando em diversos dias ou colocando-os após notícias de pouca ou nenhuma importância.

Surge agora a suspeita de que esta linha editorial se deveu a uma tentativa de ingerência do Governo na Informação da RTP, a acreditar numa denuncia do deputado social-democrata Agostinho Branquinho, através de um telefonema feito para um dos coordenadores ou jornalistas da estação pública.

Embora este deputado apenas tenha adiantado que esta situação, a confirmar-se, ocorreu à hora do almoço num dia de Agosto e terá visado uma notícia referente aos incêndios florestais, a conclusão de alguns é que a chamada terá sido feita para a redação do Porto, a partir de onde é emitido o bloco informativo que começa às 13:00.

Apesar de o nome do coordenador ou jornalista ainda não temha sido divulgado, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) já procedeu a audições de eventuais envolvido, tendo sido levantada a possibilidade de consultar as facturas detalhadas dos extractos telefónicos dos acessores do Primeiro Ministro.

Foi, ainda, adiantado que existem "duas testemunhas" e que "uma delas" estaria presente na "regie" quando o alegado telefonema foi feito.

A cobertura dos incêndios por parte da televisão pública deve, naturalmente, ser justificada para além de "critérios jornalísticos" que, efectivamente, permitem qualquer interpretação e de pouco servem quando se pretende objectivar a qualidade da informação.

Mesmo aceitando que pode haver alguma subjectividade, existem situações ou acontecimentos que, pela sua importância, estão naturalmente hierarquizados, sobretudo quando está em causa o tantas vezes mencionado "serviço público de televisão", que devia afastar a RTP de uma mera guerra de audiências na qual não precisa de participar.

No entanto, se tiver havido uma interferência directa, tenha ou não sido atendida, existem razões para por em causa a política de informação deste Governo no respeitante aos incêndios florestais, com este caso a assumir contornos de particular gravidade, sobretudo numa altura em que relatórios importantes como o referente à morte de bombeiros ou ao desempenho do Beriev Be-200 continuam por revelar na sua integra.

Falta, portanto, esclarecer um conjunto de situações cujas implicações futuras a nível quer do socorro, quer da própria confiança no Estado é da maior importância, pelo que continuaremos a insistir numa informação objectiva, isenta e que dê a conhecer tudo o que de controverso se passou relacionado com os incêndios florestais do Verão de 2006.

sexta-feira, novembro 17, 2006

Corta-circuitos FIA


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Corta-circuitos FIA, com 6 contactos

A instalação de sistemas de corte de corrente é um dos temas que é abordado periodicamente, muitas vezes sem distinguir quais os modelos que correspondem à selecção mais adequada às necessidades e aos cuidados a ter na instalação.

Basicamente, com algumas variantes, existem dois modelos de corta-circuitos, sendo um com dois contactos, que corta a corrente da bateria, e um modelo homologado pela Federação Internacional do Automóvel (FIA), com 6 contactos e cuja presença deve ser assinalada por um símbolo apropriado.

Num texto anterior abordamos sumariamente o primeiro modelo comercializado pela Land Rover, exemplificando um local de instalação possível, que consideramos, segundo as normas de segurança da FIA, dever estar ao alcance da mão do condutor sem que este tenha necessidade de mudar de posição.


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Funcionamento de corta-circuitos FIA

Este requisito é essencial em caso de acidente, pelo que quem pretenda instalar um corta-circuitos não apenas como dispositivo anti-furto ou para poupar a bateria, mas como sistema de emergência, dever estar diposto a aumentar a distância entre este e a bateria em prol da facilidade de uso.

O modelo FIA, para além de isolar a bateria, actua também sobre o sistema de ignição e o alternador, de modo a imobilizar o motor do veículo logo que é acionado.

É de ter em atenção que tal funciona em veículos com injecção electrónica, mas quando o sistema de corte é efectuado através de um descompressor manual, como nos Série a diesel, o desligar a ignição não terá os resultados esperados.

No entanto, o corte do alternador, evitando que este continue a gerar corrente, pode fazer optar por um modelo que custará algo mais, mas que tem algumas vantagens que serão mais evidentes nalguns modelos de veículos do que noutros.


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Esquema de montagem de corta-circuitos FIA

Se a montagem de um corta-circuitos de dois polos é simples, bastanto interromper o circuito de massa e colocar este dispositivo a seguir ao borno da bateria negativo, tentando que o corte seja tão perto quanto possível desta, no modelo FIA existe uma maior complexidade.

Para além de uma operação semelhante, é igualmente necessário interromper o fio da ignição, de modo a que uma das pontas fique num dos conectores mais pequenos do corta-circuitos e a outra no outro que se encontra do mesmo lado, e proceder de forma análoga com o condutor que permite o funcionamento do alternador.

O esquema aponta para as ligações deste corta-circuitos, que se destina a imobilizar o veículo, cortando o motor, de modo a reduzir riscos de incêndio ou explosão, portanto com funções mais amplas do que o tradicional sistema de dois contactos.

Apesar do que surge ilustrado, o corta circuito é instalado no polo negativo da bateria, dado que a massa é, pela sua dimensão, de mais difícil isolamento e porque a fluxo eléctrico, com base em electrões de carga negativa, flui em direcção ao polo positivo.

Lembramos, no entanto, que é importante estudar a adquação ao veículo, pois nem todos tiram as devidas vantagens deste sistema mais complexo e dispendioso, pelo que deve ser feita uma análise cuidada do modelo a instalar.

Descontinuidade e área ardida


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Um incêndio nos Estados Unidos

Muito se tem falado das razões pelas quais este ano ardeu uma área inferior à média e, sem retirar qualquer mérito a quem efectuou o combate e introduziu melhorias, cabe reflectir sobre a importância das descontinuidades geradas pelos incêndios dos últimos anos, acabando com o mito de que a redução verificada deriva apenas de factores humanos ou de alterações de política.

Embora não haja dados seguros, estima-se que Portugal perdeu cerca de 20% da sua área florestal numa dezena de anos, correspondendo a um quinto da totalidade das zonas verdes inventariadas.

Se considerarmos que os incêndios são, em última instância, circunscritos e não apagados, do que resulta a sua extinção por falta de matéria combustível, qualquer ajuda na circunscrição é de vital importância a existência de áreas previamente queimadas que sirvam de limite, actuando em conjunto com obstáculos tão variados como estradas, rios ou zonas de fraca combustão e difícil propagação.

Mesmo abstraindo de outros obstáculos, as áreas queimadas que servem de barreira têm uma capacidade de redução na propagação das chamas superior à percentagem que ocupam, facto que, sendo intuitivo, pode ser exemplificado através da experimentação e do recurso a estatísticas.

De uma forma simplista, imaginemos um quadrado com 10 metros de lado, correspondendo a 100 metros quadrados, dos quais 90% são áreas combustíveis e o restante será uma área incombustível, sendo que, sem qualquer obstáculo, um fogo consumirá a totalidade desta área.

Os 10 metros quadrados podem estar em qualquer posição, seja numa extremidade, onde o seu valor como barreira é nulo, valendo-se apenas a sí próprio, seja no meio, dividindo a restante área em duas e impedindo que um fogo de um lado transite para o outro.

Assim, pode-se fazer a média em relação ao efeito desta área na redução do total ardido, que irá desde os 10%, correspondendo a ela própria, até à quase totalidade, caso a ocorrência ocorra num pequeno espaço por ela isolado.

No entanto, e dado que a probabilidade de um incêndio é superior numa área combustível maior, a redução de áreas ardidas após uma devastação de 10% andará pelos 20 a 25%, se houver um número de ocorrências suficiente para atingir resultados médios resultantes de uma distribuição uniforme.

Portanto, nesta situação, um fogo consumirá, em média, menos de 50%, já considerando que na área maior haverá maior probabilidade de uma ocorrência do que resulta uma substancial redução relativamente à experiência anterior, na qual a totalidade do quadrado seria consumida.

Se de 10% passarmos para 20% de área queimada que sirva de barreira, no mesmo quadrado teremos uma vintena de metros quadrados que poderá isolar, por exemplo quatro áreas, de modo a que apenas uma delas seja atingida por um fogo.

Mais uma vez, dependendo do posicionamento das barreira, que consideramos aleatório, serão obtidos resultados diferentes, mas a probabilidade de propagação cairá para menos de metade e dos 100 metros quadrados, poderão arder uns 20 a 30%.

Temos pois que o efeito das áreas ardidas na contenção de incêndios, mesmo sem considerar outros obstáculos naturais, aumenta não proporcionalmente, mas exponencialmente, sendo que, estatisticamente, a uma percentagem de 30% de área ardida corresponde uma possibilidade de propagação de incêndios extremamente baixa.

Esta é uma das explicações possíveis para o muito menor número de incêndios e, por outro lado, para o facto dessa redução não se verificar nos parques naturais, antes pouco atingidos pelas chamas.

Em conjunto com a abordagem relativa aos efeitos meteorológicos, estas permissas deverão ser incluidas numa fórmula de cálculo que permita avaliar do sucesso no combate aos incêndios, a qual não pode continuar a basear-se redutoramente apenas na aritmética simples da soma da área queimada.

quinta-feira, novembro 16, 2006

Publicidade Land Rover Séries I e II - 10


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Se na primeira imagem o destaque vai para a capacidade de carga, que poderá parecer algo exagerada para o Série I, na segunda o destaque vai para o novo chassis de 86" que substitui o modelo inicial de 80".

O novo chassis permitiu um substancial aumento na capacidade de carga, que a Land Rover coloca nos 25%, para além de um melhor comportamento em estrada e em todo o terreno, do que resulta uma maior versatilidade deste novo modelo.

Há a acrescentar o melhor isolamento contra os elementos, aumentando um pouco o conforto deste modelo que, no sentido de uma maior polivalência, adopta instrumentação mais complexa, semelhante à existente nos automóveis da época.

Esta foi, provavelmente, uma das evoluções mais importantes dos Série I, numa altura em que a marca já previa um modelo longo, que seria conhecido como o 107".

Esta é a 10ª de uma sequência de imagens publicitárias que retomaremos em breve, mas entretanto, e porque o alojamento é feito num servidor público, que não nos pertence, aconselhamos os interessados a guardá-las nos respectivos computadore de modo a poder consultá-las sempre que queiram.

Google Calendar & eventos públicos


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Écran do Google Calendar

Após o lançamento do Google Calendar, a possibilidade de pesquisar e incluir eventos ou acontecimentos públicos marca uma nova etapa deste produto.

Um novo botão "Search for public events" para os que usam o Calendar em inglês, passou a estar disponível, em alternativa à pesquisa dentro do calendário pessoal de cada utilizador.

São várias as entidades que recorrem ao Google Calendar para anunciar acontecimentos tão diversos como a inauguração de uma exposição, a estreia de um filme, e tantas outros nos mais diversos sectores de actividade.

A pesquisa de eventos públicos permite uma mais fácil e rápida partilha de informação e a integração com o calendário pessoal de cada um, tal como já acontecia com as contas de correio electrónico da Google, de modo a coordenar mais facilmente o planeamento de actividades.

Intervenção na floresta está parada


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Zona florestal ordenada nos Açores

Mais de um ano após a promulgação da legislação que instituiu as Zonas de Intervenção Florestal (ZIF), nenhum destes espaços ordenados foi criado.

noticiamos, há meses, a intenção de criação de uma ZIF, uma das 45 com processo de constituição activo desde 5 de Agosto de 2005, mas até hoje nenhuma zona está devidamente homologada e com o processo finalizado.

As ZIF têm como objectivo o ordenamento do espaço florestal, dotando-o de uma gestão integrada que permita a sua rentabilidade económica e a protecção contra o fogo, estando em curso cinco projectos no Norte do país, com uma área de 14.000 hectares, 32.000 no Centro com 130.000 hectares, e oito na zona Sul com um total de 27.000 hectares

Tal sucede apesar de o Conselho de Ministros ter aprovado seis planos regionais de ordenamento florestal (PROF) e uma resolução em que pretende concretizar o Programa Nacional para as Alterações Climáticas 2006 (PNAC).

Foram, assim, aprovados os planos regionais de ordenamento florestal de Pinhal Interior Norte, Beira Interior Norte, Beira Interior Sul, Centro Litoral, Dão e Lafões, e Pinhal Interior Sul.

"Estes seis planos são instrumentos fundamentais para a gestão correcta dos espaços florestais e têm como objectivo a valorização, protecção e gestão sustentável dos recursos florestais", refere o executivo que, no entanto, continua a não respeitar compromissos previamente assumidos.

Quando ao PNAC 2006, o executivo refere que substitui o programa aprovado em 2004, mudança que o Governo diz ocorrer em resultado das novas projecções do PIB constantes no Programa de Estabilidade e Crescimento da UE e das metas aprovadas no âmbito do Orçamento do Estado para 2006.

No entanto, apesar de todas estas iniciativas legislativas, os processos de criação das ZIF continua paralizado, defrontando-se com entraves a vários níveis administrativos.

Parte dos problemas derivam da estrutura fundiária e da falta de registo ou cadastro da floresta portuguesa, razão pela qual o Ministério da Agricultura (MADRP) equaciona uma eventual mudança na legislação em vigor de forma a facilitar a concretização dos processos.

Para o ano, o MADRP diz haver 100.000.000 de euros para a floresta, pelo que espera que as ZIF comecem a ser homologadas e ter existência real, de modo a que na próxima época de incêndios estas áreas de intervenção se encontrem mais protegidas.

Manifestamente, falta o esforço, empenho político e recursos financeiros que permitam reordenar a floresta portuguesa, mas, acima de tudo, nota-se que nunca houve medidas que agilizem o processo, desburocratizando-o e facilitando a inclusão de áreas florestais em zonas de intervenção devidamente ordenadas.

Neste caso concreto, o problema principal nem sequer é a crónica falta de meios financeiros, mas o pântano burocrático a que leva legislação deficiente, que não tem em conta a realidade nacional, a qual dificilmente responde aos anseios das autoridades locais e das populações.

Cada vez mais, a legislação portuguesa, produzida em quantidades excessivas, muitas vezes de qualidade duvidosa em termos técnicos e sem que a necessária regulamentação seja elaborada, acaba por contribuir para um edifício jurídico confuso, contraditório e paralisante, capaz de tolher os melhores projectos que acabam, naturalmente, por não chegar a bom porto.

O caso das ZIF é disto exemplo, pois o conceito é positivo e daria um importante contributo, mas a legislação e regulamentação que rodeia o processo de homologação em conjunto com a burocracia e a falta de organização, tem derrotado todos quantos se empenharam nesta possibilidade de ordenar áreas florestais, sendo cada vez mais improvável que haja resultados antes da próxima época de fogos, altura em que algumas das zonas a intervencionar já não existirão.

quarta-feira, novembro 15, 2006

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Uma vez mais, o mercado alvo são os agricultores ou empresários agrícolas, com mais um conjunto de exemplos da versatilidade do Land Rover em desenhos simples, que podiam ser impressos sem dificuldades em jornais regionais sem custos elevados.

Não deixa de ser interessante neste anúnico, publicado no "Country Life" em 1953, a menção "By appointment to the late King Geoge VI", recentemente falecido, e que se seria mais tarde substituido por uma recomendação semelhante por parte de outros membros da casa real inglesa.

Esta ligação à Coroa surge em anúncios a partir de 1951, no reinado do rei Jorge VI, mantendo-se constante desde então até aos dias de hoje, sendo frequente encontrar fotografias de visitas oficiais da família real deslocando-se em Land Rovers em cerimónias oficiais.

Se para quem vive fora de Inglaterra, este pode parecer um factor de menor importância, a recomendação da família real, sobretudo na época do pós guerra, teve uma importância para a divulgação da marca que dificilmente poderá ser contabilizada.

Bombeiros ainda sem equipamento de protecção


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Bombeiros com equipamento de protecção

Na maioria dos distritos, continua a haver diversos corpos de bombeiros que ainda não receberam os equipamentos de protecção individual prometidos pelo Governo antes do início da época de incêndios, segundo denunciou a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP).

Esta promessa, recordamos, foi feita pelo Ministério da Administração Interna (MAI) e os equipamentos deveriam há muito ter sido entregues às corporações através de verbas atribuidas para o efeito aos governos civis.

Segundo Rui Rama da Silva, do Conselho Executivo da LBP, os conjuntos que era suposto incluirem capacetes, vestuários e abrigos anti-fogo ainda não foram entregues na totalidade aos corpos de bombeiros dos distritos de Beja, Leiria, Évora, Viseu, Vila Real, Setúbal, Portalegre, Castelo Branco, Coimbra, Viana do Castelo e Guarda.

Em Viana do Castelo, distrito com a maior área ardida na última época de incêndios, está incluida nesta lista, mas, para além dos atrasos, existem ainda problemas de má qualidade, nomeadamente com vestuário entregue aos bombeiros de Lisboa no passado mês de Outubro.

Além dos atrasos, foram detectadas situações de má qualidade do vestuário entregue aos corpos de bombeiros de Lisboa, que, tal como os de Aveiro, só em Outubro receberam todo o material.

Esta situação assume contornos particularmente graves quando o relatório ao incidente de Famalicão da Serra aponta como causa da morte do bombeiro Sérgio Rocha a falta de equipamento de protecção adequado, nomeadamente a inexistência de um capacete.

Sendo difícil, se não impossível, afirmar que o bombeiro estaria vivo se estivesse dotado do equipamento apropriado, a simples suspeita de que a morte se deveu a uma falta de meios de protecção é, só por sí, da maior gravidade e deveria não apenas fazer reflectir os responsáveis, como ser tida em conta no apuramento de responsabilidades.

Entretanto, quer a divugação do relatório em causa, quer a responsabilização de quem contribui, seja por acção, seja por omissão, continuam a ser adiadas, provavelmente na esperança de que a memória dos homens seja mais curta do que a lembrança dos que partiram.

terça-feira, novembro 14, 2006

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Com o "slogan" de "o veículo mais versátil da Grã-Bretanha" e um destaque especial para a capacidade de "trabalho para a prosperidade", a Land Rover virava-se sobretudo para o seu tradicional público alvo, os agricultores que necessitavam de auxílio mecânico numa economia pós-guerra.

É igualmente dado enfase ao motor de 52 Cv a gasolina, o único então disponível, ao sistema de tracção integral, à caixa de 4 velocidades que suplantava a comum caixa de 3 muito em voga na época, e às tomadas de força, consideradas um valor acrescentado que permite ao Land Rover um sem número de aplicações.

Para além de vários exemplos de tarefas que serão fáceis a quem possuir uma destas máquinas, são dadas algumas informações suplementares sobre as possíveis utilizações das tomadas de força ou "PTO", surgindo também uma menção ao guincho "Capstan", que utilizava a "PTO" dianteira.

Cartografia antiga no Google Earth


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Mapa antigo visto no Google Earth

Para quem aprecie cartografia e tenha interesse pela História, está agora disponível uma colecção de mapas antigos que podem ser utilizados em conjunto com o Google Earth.

Assim, é possível ver sobreposto à actual topografia, a representação feita por diversos cartógrafos desde o século XVI, como se se uma transparência se tratasse.

Para além da inegável beleza dos 16 mapas antigos selecionados, esta é também uma homenagem a todos quantos estiveram envolvidos na sua elaboração, desde cartógrafos a navegantes, que foram recolhendo sucessivas informações geográficas e deram a conhecer aos nossos antepassados um Mundo com que poucos sonhavam.

A maior parte das áreas protegidas não tem planos aprovados


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Área protegida

A maior parte das actuais 29 áreas protegidas portuguesas continua sem plano de ordenamento aprovado, segundo informação do Instituto de Conservação da Natureza (ICN).

Algumas destas áreas já existem há mais de 20 anos, mas os sucessivos atrasos, muitos devido a falta de verbas, levam a situações como a da Reserva Natural do Estuário do Sado, criada em 1980, que ainda não tem plano de ordenamento.

O Plano desta Reserva Natural só deverá estar concluído dentro de ano e meio, segundo uma resolução do Conselho de Ministros ontem publicada em Diário da República.

Ao todo existem 29 áreas protegidas, mas apenas 13 já têm o plano aprovado:

Arrábida (Parque natural)
Serras de Aire e Candeeiros (Parques natural)
Serra da Estrela (Parque natural)
Ria Formosa (Parque natural)
Peneda-Gerês (Parque nacional)
Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (Parque natural)
Sintra-Cascais (Parques natural)
Vale do Guadiana (Parque natural)
Serra de São Mamede (Parque natural)
Douro Interncional (Parque natural)
Paúl de Arzila (Reserva)
Dunas de São Jacinto (Reserva)
Serra da Malcata (Reserva)

Em fase de elaboração, encontram-se os planos relativos às seguintes áreas:

Estuário do Tejo e do Sado (Reserva natural)
Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António (Reserva natural)
Ilhas Berlengas (Reserva natural)
Parques do Litoral Norte, Montesinho e Tejo Internacional (Reserva natural)
Serra do Açor (Paisagem protegida)
Arriba Fóssil da Costa da Caparica (Paisagem protegida)
Albufeira do Azibo (Paisagem protegida)
Serra de Montejunto (Paisagem protegida)
Lagoas de Bertiandos (Paisagem protegida)
São Pedro dos Arcos (Paisagem protegida)
Corno do Bico (Paisagem protegida)

As reservas do Paul de Boquilobo e Lagoas de Santo André e da Sancha deverão ser as próximas áreas protegidas a ter plano aprovado, dado que já foi concluído o período de discussão pública e o relatório de ponderação do ICN.

Seguidamente, deverá ser a vez do Parque Natural do Alvão, uma vez que o ICN está a terminar o relatório referente a esta área.

Para Teresa Leonardo, chefe de divisão de ordenamento e avaliação de áreas protegidas do ICN, o Instituto teve dificuldades "na dinamização deste processo", do que resultaram vários atrasos.

"Inicialmente, o ICN chamou a si esta tarefa, mas embora tenha dado resposta a algumas situações, não foi possível concluir todo o trabalho porque havia já um conjunto de outras funções que tinha de executar", adiantou esta responsável.

No final dos anos 90, o ICN mudou de estratégia e passou a adjudicar a entidades externas contratos de elaboração de planos, do que resultou a maioria dos planos aprovados desde 2004.

No entanto, continuaram a ser efectuados planos a nível interno, como o da Arrábida, sempre na perspectiva de compatibilizar a conservação dos valores naturais com os usos e actividades existentes nas áreas protegidas.

É de notar que existe um elevado número de planos em curso, mas perspectivar da sua finalização é quase impossível, sobretudo quando as verbas para o ICN sofrem mais um corte e esta instituição se prepara para uma remodelação profunda, pelo que a possibilidade de estarmos diante de um longo período de espera é particularmente elevada.

No entanto, o problema não reside apenas na elaboração de planos, embora esta seja uma fase decisiva, mas também na sua implementação, para o que são necessários recursos actualmente não disponíveis.

A problemática da protecção da natureza e do funcionamento do ICN atravessa diversos governos, de várias orientações políticas, que, infelizmente, têm como traço comum a redução de verbas e a falta de empenho no ordenamento das áreas protegidas, cada vez mais vulneráveis a fenómenos naturais e à especulação urbanística que, preversamente, acaba por ser uma das poucas actividades que contribui para a sua viabilidade económica.

A valorização dos recursos naturais, esquecida por sucessivos governos, tem levado à asfixia das áreas protegidas, muitas das quais severamente danificadas, faltando ainda propostas concretas que as viabilizem em termos económicos e que as protejam das várias formas de destruição que as têm atingido.

Sem uma perspectiva de sustentação a nível financeiro, os recursos para a protecção destes espaços são escassos ou inexistentes, pelo que acabam por ser um alvo fácil quer para interesses ligados à especulação imobiliária, quer para os incêndios florestais, que este ano atingiram de forma particularmente gravosa este património nacional.

Seja através de um turismo de natureza, seja com o recurso a parcerias com organizações ou entidades privadas, sustentabilidade económica das áreas protegidas é a única opção que as coloca ao abrigo da devastação provocada pela aceitação de compromissos imobiliários que as desvirtuam e colocam este património apenas ao alcance de um pequeno grupo de previlegiados.

segunda-feira, novembro 13, 2006

Seminário "Forum4X4" a 18 de Novembro no Montijo


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Land Rover Defender

O seminário "Forum4x4" vai-se realizar no Auditorio da Galeria Municipal do Montijo, na Praça da República da Cidade, com o inicio dos trabalhos marcado para as 15:00 e encerramento às 19:30

As inscrições são grátis, estão limitadas a 60 participantes, pelo que sugerimos a eventuais interessados que se inscrevam rapidamente junto do Posto de Turismo do Montijo ou para o e-mail da organização.

O programa apresentado inclui:

15:00 – Recepção e entrega de documentação

Sessão de Abertura pelo Sr. Verador do Pelouro do Desporto, Renato Gonçalves

15:15 - 1º Painel

O 4x4 e o desporto

- A importância do Desporto 4x4 e o seu enquadramento legal
(Alfredo Silva - Instituto do Desporto)

- Os valores do desporto 4x4 para as economias locais do Norte de África
(Elisabete Jacinto)

O 4x4 competição

Trial, Navegação e Velocidade

(Ricardo Cortiçadas - Equipa Tanqueluz)
Rui Simão – Associação Amigos do Campo e Aventura ( Moderador)

16:45 - Coffe Breack (15 min)

17:00 – 2º Painel

O 4x4 e o turismo

A Importância do 4x4 na perspectiva do Turismo
(Jorge Humberto – Região de Turismo - Costa Azul )

O 4x4 e o ambiente

O enquadramento ambientalmente sustentado das actividades 4x4
( Confederação de Associações de Defesa do Ambiente )

O 4x4: a imagem e a segurança

A importância da imagem e da segurança das viaturas 4x4
(Manecas Pereira da Silva - Escola Condução Todo Terreno)

A situação actual do 4X4

Participação em discussão de todos os intervenientes

19:00 – Encerramento

Mais informações e actualizações podem ser encontrada no "blog" do evento em http://forum4x4.blogs.sapo.pt/.

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Nesta sequência de imagens quadripartidas, começamos por um conjunto misto, que ilustra um dos equipamentos dos Land Rover a gasolina, as velas Lodge, bem como os dois modelos existentes na altura.

Duas das imagens, misto de ilustrações e fotografia retocada, colocam em especial destaque a versatilidade do Land Rover como veículo de trabalho, repetindo os três pequenos desenhos onde são exemplificadas algumas das virtudes em que a marca aposta, como a capacidade de deslocação fora de estrada, a capacidade de reboque e as tomadas de força ou "power take off".

Também é possível descobrir o preço na altura, que variava entre as 598 e as 540 libras à saída de fábrica, sendo que esta publicidade é específica de um representante de nome "Henlys".

A última imagem volta "Station Wagon", em cuja venda a Land Rover ainda apostava, não obstante os resultados desencorajadores que, em breve, iriam determinar o fim deste modelo.

Apesar de tudo, com destaque para a tracção integral e os sete lugares disponíveis, dos quais um, na frente, era pouco utilizável, a Land Rover continuou durante alguns anos a publicitar este modelo que acabou por ser substituido por um desenho mais convencional.

A quem servem os relatórios dos acidentes?


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Incêndio no Verão de 2006

Já nos insurgimos por diversas vezes contra a não divulgação de relatórios em formato completo e com os documentos de suporte que serviram de base à sua elaboração, mas infelizmente, esta é uma situação que perdura e levanta um justificado clima de desconfiança.

Tal sucede não obstante as promessas de que a divulgação seria completa e atempada e de que o relatório final sobre o ocorrido em Famalicão da Serra, segundo as informações que temos, já estaria concluido.

Só a título de exemplo, o relatório sobre o acidente odne perderam a vida quatro bombeiros dos Sapadores de Coimbra foi refeito e alterado por diversas vezes, enquanto o referente às mortes em Famalicão da Serra continua por divulgar na íntegra, pelo que se pode inferir que ainda não foi encontrada a fórmula mágica que permita a sua publicação sem que haja necessidade de alterações futuras.

Conjugando estas duas ocorrências, apenas se pode concluir que o propósito dos relatórios de acidentes que envolvem a perda de vidas humanas é o de encontrar uma explicação que satisfaça a todos, nos quais podemos incluir desde a estrutura de comando aos decisores políticos, passando por questões relacionadas com seguros ou mesmo com uma suposta protecção da memória dos que perderam a vida.

Neste quase impossível equilíbrio falta, naturalmente, espaço para a verdade, pelo que a divulgação dos documentos de suporte da responsabilidade de especialistas fica, normalmente, fora do alcance de quem pretende compreender o que realmente se passou, de modo a tirar conclusões e evitar que o mesmo erro se repita.

Mas o facto de mencionarmos aqui estas duas ocorrência não é uma coincidência apenas pelo facto de terem ceifado diversas vidas humanas, mas sobretudo pelas circunstâncias, ainda não completamente reveladas, apontarem para a possibilidade, com um alto de grau de probabilidade, de haver causas comuns.

Ambos os relatórios contaram com a participação do professor Domingos Xavier Viegas, que mencionou como causa principal o comportamento eruptivo do fogo e o posicionamento incorrecto dos elementos atingidos por este fenómeno, mas nenhum dos casos se divulgou nem como detectar que uma erupção está eminente ou, pelo menos, quais as condições consideradas necessárias para que esta ocorra, de modo a que haja uma maior prudência por parte de quem estiver envolvido nas operações.

Caso o primeiro relatório tivesse sido apresentado, com todos os documentos e uma análise cuidada que alertasse para as causas e apontasse uma revisão de procedimentos tácticos que evitasse a sua repetição, talvez da introdução de novos conhecimentos nos cursos de formação tivesse resultado um menor risco e, eventualmente, a perda de menos vidas humanas.

Lamentavelmente, não se aprende nem se retiram conclusões de relatórios incompletos, frutos de uma análise política, que podem não traduzir o que realmente se passou, facto que leva a questionar a sua real utilidade, para além da óbvia desresponsabilização ou desculpabilização de um sistema que já provou ser inadequado à realidade.

domingo, novembro 12, 2006

Publicidade Land Rover Séries I e II - 6


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Numa altura em que o modelo curto era o único a ser produzido, a reduzida capacidade de espaço na caixa de carga tornou imperativo selecionar alguns reboques capazes de suprir esta defeciência.

O "Brockhouse" de 15 CWT era um dos modelos que foram adoptados oficialmente pela marca, precedendo os mais famosos "Sankey", sendo vendidos directamente através da rede de concessionários Land Rover.

Com um desenho simples, de construção robusta e dotado de um sistema de travagem, o "Brockhouse" foi comercializado durante um longo período, praticamente coincidente com a produção dos Série I.

Cursos de formação de bombeiros em Bragança em risco


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Land Rover Série 3 da Escola Nacional de Bombeiros

Apesar das intenções manifestadas por diversas entidades, a falta de condições do Centro de Formação de Bombeiros de Bragança levou a Escola Nacional de Bombeiros (ENB) a ponderar suspender o Plano de Formação para 2007.

apontamos para as deficiências destas instalações consideradas provisórias desde a inauguração em 1998, completamente inadequadas a actividades de formação e que apresentam uma degradação visível.

Para além do mau estado de conservação. que se tem vindo a agravar, a falta de espaço limita o alojamento de formandos, os quais são provenientes de diversas zonas do País, pelo que o Centro tem vindo a reduzir o número de cursos e a limitá-los a aulas teóricas.

Desde há vários anos que a Câmara Municipal de Bragança negoceia a transferência do Centro de Formação para outro local, tendo inclusivé cedido um terreno para o efeito, o que obrigaria à construção de um edifício novo.

Em alternativa, a autarquia sugeriu a conclusão do edifício destinado a uma escola de hotelaria, cuja construção está parada há vários anos, opção que, tal como a anterior, tem elevados custos financeiros.

Entretanto, os municípios de Macedo de Cavaleiros e Vimioso, ofereceram-se para acolher o centro de formação, desbloqueando assim uma situação que parece não ter fim à vista e compromete seriamente a formação de bombeiros no Norte do Pais.

Neste jogo de declarações de intenção, de falta de verbas e de incapacidade de decisão, fica comprometida a formação prática dos bombeiros e, em última instância, a segurança das populações, algo que parece não despertar a atenção de decisores que parecem não se lembrar que um dia podem estar entre aqueles que necessitem de socorro.

A secundarização do socorro, que aparece sistematicamente envolvido em problemas de sub-orçamentação, quando comparado com outras actividades de interesse relativo que são fortemente apoiadas, indicía claramente uma visão distorcida da realidade e uma subalternização dos interesses das populações aos de um conjunto de decisores insensíveis a esta realidade.
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