sábado, abril 29, 2006

Shemagh - o lenço do deserto


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Shemagh-no link instruções de uso

Para muitos será um mero acessório de moda, para outros a afirmação de solidariedade política com a causa árabe, mas o facto é que o "shemagh" tem vindo a ganhar adeptos, nomeadamente entre várias forças militares que operam em áreas desérticas.

Basicamente, o "shemagh" é um lenço rectangular em algodão, com dimensões superiores a 1 metro de lado e que serve como protecção contra os elementos mais agrestes do deserto, sejam as variações extremas de temperatura, seja o vento ou as tempestades de areia.

Com um padrão algo comum a todos os modelos, o número de cores passou do típico vermelho ou negro em alternância com o branco para combinações de cariz mais militar, em que tons de verde ou amarelo-deserto se combinam com cores mais escuras, de modo a obter algum efeito de camuflagem.

No entanto, independentemente das cores e da proveniencia, o "shemagh" acaba por ter um uso semelhante, que pode, nos vários países árabes, ter um carácter cerimonial e ser símbolo de um determinado estatuto social, mas que no Ocidente tem ganho adeptos sobretudo entre os praticantes de alguns desportos radicais, entre os quais o todo o terreno.

Na ligação incluida na fotografia pode-se encontrar a forma de colocar o "shemagh", tal como é utilizada pelas forças militares, sendo possível adquirí-los a preços que vão desde a meia dúzia de euros até perto do dobro, conforme as quantidades em causa e a sua proveniencia.

A título de curiosidade, uma dúzia de "shemaghs" militares custará, já com portes incluidos, qualquer coisa como 76.5 euros, o que se traduz num preço unitário aproximado de 6.5 euros, podendo ser uma opção interessante para uma compra colectiva por parte de um clube ou de um grupo de amigos.

Fica aqui a sugestão, como recordação de um encontro ou de uma actividade, eventualmente com alguma personalização que garanta alguma exclusividade.

Numa altura em que o Verão e o tempo quente se aproximam, esta é a primeira de algumas sugestões que temos em vista, em termos de equipamento ou vestuário prático a preços muito inferiores aos praticados por algumas marcas ou casas da especialidade.

Adjudicação de helicópetros em tribunal


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Kamov Ka32A, o helicóptero da discórdia

As empresas portuguesas que perderam a "corrida" para fornecimento de dez helicópteros ao Estado, no âmbito da constituição da frota permanente de combate a fogos florestais, prometem tentar travar nos tribunais a decisão do Governo, ontem aprovada no Conselho de Ministros.

A Helisul e a Helibravo invocam haver irregularidades nos concursos, um para aquisição de seis aeronaves médias e outro de quatro ligeiras, ambos ganhos pela Heliportugal.

No caso dos helicópteros médios, que vão custar ao Estado 42.100.000 de euros, a que se somam 4.169 euros por cada hora de voo efectuada, a título de manutenção garantida, admite que a proposta vencedora era cara e perdeu no critério preço, mas "ganhou na qualidade".

A aeronave em causa, Kamov Ka32, tem capacidade para transportar 15 pessoas, incluindo 2 elemntos da tripulação, e 4.800 litros de água, ou seja, "quase tanto como um avião anfíbio Canadair", como destaca Rocha Andrade.

Perante o elevado preço horário para manutenção, concorda estar "um pouco encarecido" e explica que parte do valor unitário de cada aparelho, considerado baixo, foi transferido para a operação.

Contudo, salienta que esse custo poderá ser contornado a médio prazo, já que o caderno de encargos prevê a hipótese de renúncia unilateral, pelo Estado, ao serviço de manutenção, após os primeiros cinco anos.

Já no caso dos helicópteros ligeiros, afirma ter sido apresentado pelos três concorrentes nacionais o mesmo aparelho, o Eurocopter AS 350 B3, e pela Agusta italiana um modelo "bastante mais caro", razão para que o factor decisivo na escolha tenha sido o preço que será de 2.200.000 de euros, acrescidos de 1.931 euros por hora de voo.

João Bravo, proprietário da Helibravo, contesta e promete interpor uma providência cautelar para suspender a adjudicação acusando que "nos dois concursos, ao fim de cinco anos qualquer proposta é mais cara que a minha".

Para Luís Tavares, da Helisul, o preço nem sequer é o único factor em causa e opta por focar o concurso dos helicópteros médios para invocar incumprimento do caderno de encargos.

Isto porque o certificado de origem do Kamov não lhe permite fazer transporte de passageiros, mas apenas trabalho aéreo, logo, salienta, "ficam inviabilizados voos de emergência".

Rocha Andrade nega e resguarda-se em "contactos oficiais" com o Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) para garantir que o impedimento de transporte de passageiros não é aplicável em casos de busca e salvamento, embora impeça, como admite, o transporte hospitalar, que afirma não constar do caderno de encargos.

"Os quatro helicópteros ligeiros podem transportar doentes e são mais adequados para essa missão", afirma este governante, que acrescenta que previamente foi contactado o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) no sentido de se abrirem concursos conjuntos para as duas entidades, hipótese posta de lado pelo facto de ambas as instituições terem "picos" de actividade no mesmo período, ou seja, no Verão.

Já se sabia que parte do custo dos Kamov fora transferido para a manutenção, o que corresponde a uma forma encapotada de empurrar pagamentos para datas posteriores, sabendo-se que desta forma haverá um encarecimento do produto por razões financeiras do conhecimento de todos.

No entanto, sem certificação para transporte, a busca e salvamento estarão efectivamente fora de questão, dado que existe, mesmo antes do início da missão, o pressuposto de que será necessário proceder ao transporte de passageiros, sendo que o argumento utilizado não nos parece válido.

A situação não é a de um imprevisto, onde para salvaguardar valores mais altos, como a vida humana, se opta por desrespeitar regras estabelecidas, facto que é reconhecido em vários tipos de situações classificadas como "de necessidade".

Neste caso, opta-se por uma aquisição que pode premeditadamente violar regulamentos, o que sendo protagonizado por um Governo, é inaceitável dada a falta de prudência que revela.

Assim, estamos perante uma situação típica em que o barato pode sair caro, quer pelos encargos financeiros resultantes da manutenção, quer pela eventual impossibilidade de utilizar em pleno um helicóptero que poderia ter muitas outras missões para desempenhar caso possuisse as necessárias certificações.

Brevemente voltaremos a este assunto, quer para noticiar eventuais desenvolvimentos, quer para descrever um pouco as características principais deste helicóptero que tantas polémicas levanta.

sexta-feira, abril 28, 2006

Modelagem 3D para Google Earth


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Écran do SketchUp com modelagem 3D de uma casa

O Google Earth inclui a possibilidade de adicionar objectos tridimensionais feitos pelos utilizadores, melhorando ou complementando a já extensa informação deste sistema geográfico.

Para além desta possibilidade, a Google está a desenvolver um sistema de armazenamento de modelos 3D criados pelos utilizadores, de modo a que a nova informação seja partilhável.

Para os mais interessados, e aqueles com maior vocação para desenho técnico, que queiram experimentar modelar objectos tridimensionais, sugerimos uma visita ao "site" do Sketchup onde é possível obter gratuitamente o "software" necessário.

Conselho de Ministros aprovou Sistema Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios


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Sobreiros: uma espécie rentável a proteger

O Governo aprovou esta quinta-feira o decreto que cria o "Sistema Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios", um diploma que restringe a construção em zonas florestais e que aumenta o valor das multas em 40%, para além de estabelecer quais as entidades públicas responsáveis pela prevenção, vigilância e combate aos fogos.

Para o secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, Rui Gonçalves, este decreto tem como principal objectivo proceder à definição das responsabilidades dos serviços da administração pública ao nível da prevenção, vigilância e fiscalização e combate aos incêndios florestais.

Assim, o decreto, elaborado pelos ministérios da Administração Interna e da Agricultura, atribui a responsabilidade pela prevenção à Direcção-Geral de Recursos Florestais, a vigilância e a fiscalização à GNR e o combate aos incêndios ao Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil.

Em linhas gerais, ainda segundo Rui Gonçalves, o decreto prevê a proibição de construção em zonas consideradas de risco, situadas junto de áreas florestais, e a "proibição total" do lançamento de foguetes em época de Verão, enquanto a anterior lei previa excepções em relação a alguns modelos de foguetes.

Em caso de incumprimento, a legislação proposta pelo Executivo prevê que a entidade responsável pela autorização de lançamento de foguetes passe a ser responsabilizada directamente pela eventual ocorrência de incêndios.

Outra das medidas destacadas pelo secretário de Estado é o facto de o decreto impor faixas de protecção entre florestas e aglomerados urbanos, linhas de alta tensão e caminhos-de-ferro.

O diploma actualmente em vigor, o decreto-lei 156/2004, determina que têm de ser limpas as faixas de terreno numa largura não inferior a 10 metros junto a estradas, ferrovias e rede eléctrica de muito alta tensão.

Em zonas rurais devem ser limpas as faixas de terreno numa largura não inferior a 50 metros em torno de edificações e a autarquia tem de limpar faixas de terreno exterior, numa largura não inferior a 100 metros, em torno de povoações e parques industriais.

Os proprietários privados têm a responsabilidade de limpar a sua própria floresta e, quando não o fazem, as autarquias podem substituir-se aos titulares e cobrar pelos serviços efectuados.

O decreto que hoje foi a Conselho de Ministros prevê ainda um aumento médio de 40% de multas face aos valores actualmente em vigor, tendo uma fonte do gabinete do ministro de Agricultura, Jaime Silva, informado a agência Lusa que as multas vão de 140 euros a 500 euros para pessoas singulares e de um mínimo de 800 euros a um máximo de 60.000 euros para pessoas colectivas.

Se analizarmos o decreto, para além do aumento das multas e do fim da possibilidade de, a título excepcional, de lançar foguetes, não há nada de novo, sendo que a atribuição da prevenção, vigilância e combate às várias entidades mencionadas, acaba por não passar de uma mera clarificação.

A limpeza de determinadas áreas envolventes e a proibição de construir em áreas de risco, na verdade já tinham sido legisladas, faltado a defenição do que se entende por "área de risco", algo que acaba por ser interpretado de forma diferenciada conforme os interesses instalados.

Assim, enquanto se espera pelo verdadeiro pacote legislativo, que não estará implementado a tempo das operações deste Verão, pode-se dizer que nada de substancial muda e se continua a confiar nos tão maltratados voluntários para evitar que mais uma tragédia ocorra no nosso País.

quinta-feira, abril 27, 2006

Protecção Civil sofre revolução antes do período de incêndios


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Incêndio em Portugal no Verão de 2005

Vários diplomas estão a um passo da aprovação, mas há mudanças de fundo que ficam reservadas para a nova lei orgânica do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, em preparação.

Este documento irá propor uma nova estrutura, respondendo às críticas dos parceiros, que consideram nunca ter havido efectiva fusão dos antigos serviços de Bombeiros e de Protecção Civil, mas uma mera "soma administrativa".

O projecto em preparação prevê um órgão uninominal, apoiado por três unidades orgânicas a nível operacional (correspondente ao actual Centro Nacional de Operações de Socorro), de bombeiros e de protecção civil.

Além de ficar bem marcado o carácter específico da unidade operacional, cuja missão é dar resposta a todo o tipo de situações de emergência, são separadas as "águas" entre o sector dos bombeiros (contemplando aspectos como financiamento, protocolos, equipamento ou pareceres para a criação de corporações) e o da protecção civil (orientada estrategicamente para o planeamento e previsão).

Na estrutura, o modelo que está a ser trabalhado retoma o projecto tripartido apresentado, em 1999, pelo então secretário de Estado Armando Vara e nunca implantado, enquanto responde às reivindicações da Liga dos Bombeiros Portugueses, que recentemente chegou a defender nova separação dos serviços de Bombeiros e Protecção Civil.

Quanto à designação, uma proposta consensual é que passe a Autoridade Nacional de Emergência, embora a resolução do Conselho de Ministros nº39/2006, publicada em "Diário da República" na sexta-feira e que traduz o Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado - PRACE, aponte a designação de Autoridade Nacional de Protecção Civil.

O alargamento de conceito traduziria a articulação que se pretende melhorar com outras áreas, como a Saúde, e vai de encontro à maior abrangência de catástrofes e acidentes tipificadas na nova Lei de Bases da Protecção Civil.

O documento, já aprovado pelo Parlamento na generalidade, baixou a comissão e está pronto para aprovação.

Entre as novidades aprovadas hoje pelo Conselho de Ministros, a que voltaremos em breve, surge a responsabilidade da prevenção passar para a Direcção Geral do Recursos Florestais, a proibição em absoluto do lançamento de foguetes bem como a de construir edificações em zonas de risco.

Fotos do ciclocomputador adquirido no Lidl


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Ciclocomputador adquirido no Lidl ainda embalado

Já apresentamos vários modelos de ciclocomputadores vendidos no Lidl, mas até agora recorremos sempre às imagens constantes do "site" oficial.

Hoje, disponibilizamos algumas fotos do equipamento adquirido e dos vários componentes incluidos na embalagem, com os quais é possível proceder à instalação sem necessidade de adquirir peças ou items adicionais para além de uma fixação mais sólida.

Na primeira foto pode-se ver a embalagem original, de reduzidas dimensões e que inclui duas folhas de instruções em várias línguas, onde é detalhada a instalação e configuração, chamando a atenção para a necessidade de selecionar correctamente o diametro dos pneus de cada veículo.

Logicamente, mesmo configurando correctamente estes parametros, devem ser feitos testes de aferição em estrada, de modo a confirmar a exactidão dos resultados obtidos, sem o que estes nunca deverão ser tidos em conta.


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Conteúdo da embalagem com os vários acessórios

Seguidamente podem-se ver os vários componentes, que incluem o ciclocomputador propriamente dito, o suporte orientável com contactos eléctricos e o cabo de 1 metro, que poderá ser insuficiente, e será colocado ao pé do diferencial, bem como a peça que deve ser aparafusada no próprio diferencial.

Incluidos também estão borrachas de isolamento e um conjunto de pequenos atilhos em plástico que permitem prender os vários componentes, mas que será bom equacionar reforçar substituindo-os por equivalentes mais duradoros.

Para quem utiliza veículos mais antigos, sem totalizadores ou com velocimetros pouco precisos, esta será uma forma económica de suprir essas faltas, adicionando um factor de precisão aos instrumentos existentes e implementando diversas funções novas.

Voltaremos a este equipamento quando procedermos à sua instalação no Série 3, que os nossos leitores já bem conhecem de diversos textos.

quarta-feira, abril 26, 2006

É já amanhã - Ciclocomputador solar no Lidl


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Ciclocomputador solar no Lidl

Como anunciamos anteriormente, o Lidl vai vender uma versão com células de alimentação a energia solar a partir da amanhã 5ª feira, dia 27 de Abril.

Para evitar surpresas, e porque nos grandes centros urbanos, estes equipamentos esgotam nas primeiras horas em que são colocados à venda, lembramos a promoção deste equipamento cujas características mencionamos a semana passada.

Lembramos que este artigo é uma promoção regional e só está disponível nos seguintes distritos: Beja, Évora, Faro, Lisboa, Setúbal e concelho de Coruche, sendo o preço é mais elevado do que o modelo anterior, ficando neste caso pelos 14.99 euros.

Bombeiros da Guarda revoltados com noticia do DN


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Notícia do DN sobre sapadores florestais

Na última reunião da Federação de Bombeiros do Distrito da Guarda foi aprovado por unanimidade o comunicado da direcção, como reação ao artigo publicado no Diário de Notícias sob o título "Bombeiros Voluntários recebem 70.000.000 por ano - Corporações contratam voluntários para combater incêndios aumentando os custos com salários", que aqui já comentamos.

Madeira Grilo considera que os bombeiros foram difamados e considera é necessário parar esta sequência de ofensas, de intrigas palacianas e de apunhalar o voluntariado.

Ainda segundo o mesmo responsável, não se sabe quanto dinheiro é gasto pelos bombeiros, sabe apenas que essa verba não é gasta em ordenados, uma vez que os Bombeiros Voluntários recebem apenas compensações de horas perdidas.

O presidente da Federação Distrital dos Bombeiros da Guarda afirma que as Corporações não contratam ninguém para apagar fogos e os homens que são recrutados para o voluntariado recebem uma formação especifica.

Madeira Grilo sente-se revoltado com a notícia publicada no Diário de Noticias, e sublinha que o comunicado aprovado na última reunião já foi enviado ao jornal, estando a Federação a aguardar agora pela resposta.

Já manifestamos a nossa preocupação acerca deste conjunto de notícias e da sua oportunidade, dado configurarem uma campanha contra os bombeiros, vulnerabilizando a sua posição e antecipando um eventual fracasso no combate às chamas no próximo Verão.

Na verdade, estes números, de proveniencia ainda desconhecida, são atirados para o ar sem que seja concretizados onde foram efectuados os gastos, misturando as verbas dispendidas com pessoal, aquisição, manutenção ou reparação de veículos e combustíveis de forma a que seja impossível obter uma ideia clara da sua distribuição.

Estaremos, portanto, perante uma manobra de antecipação, criando a predisposição para responsabilizar os bombeiros, muito especialmente os voluntários, caso as escassas medidas adoptadas pelo Governo não tenham sucesso e os números finais de área ardida estejam a par dos registados nos últimos anos.

terça-feira, abril 25, 2006

RSS feeds e actualização de conteúdos


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Écran de leitor de RSS num Macintosh

Muitos dos nossos leitores estarão ao corrente da utilização de "feeds" RSS e alguns poderão utilizá-los de modo a estarem informados da actualização de "sites" que suportem ou implementem esta função.

Os "feeds" RSS podem ser lidos quer a partir de um "software" próprio, quer de um simples "browser" que possua suporte para esta função e permitem seguir com facilidade a actualização de um "site" com conteúdos tão variados como uma listagem no EBay ou um "blog".

Entre os "browsers" suportados, incluem-se as actuais versões do "Firefox", actualmente na 1.5, e a próxima versão do "Internet Explorer", que será a 7.0 e está disponível em versão "beta" ou "preview", que aconselhamos a experimentar dado que brevemente virá substituir a actual versão 6.0.

Nestes "browsers", o leitor de "feeds" vai actualizando os favoritos, incluindo automaticamente os novos artigos, de modo a que o acesso seja mais fácil e a notificação quase imediata, dispensando o utilizador de ir periodicamente verificar actualizações nos seus "sites" favoritos.

Emigrante deu mais duas viaturas aos bombeiros


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Pinto Lopes, empresário em França

Os Bombeiros Voluntários de Fafe (BVF) receberam no passado domingo duas novas viaturas de combate a incêndios florestais.

Esta dupla prenda foi entregue no 116º aniversário da corporação e teve mais uma vez como padrinho o benemérito fafense Manuel Pinto Lopes, empresário e emigrante radicado em França que ao longo destes últimos oito anos, directa ou indirectamente, ofereceu oito veículos à corporação.

"Criei uma comissão de apoio em Paris, há oito anos, para a aquisição da auto-escada e a partir daí, graças aos lucros da minha empresa, tenho podido todos os anos disponibilizar verbas para a aquisição das viaturas", explicou o empresário.

Dos arredores de Paris já chegaram quatro veículos para combate a fogos florestais, duas ambulâncias, um veículo de fogos urbanos e uma auto-escada, tudo porque em França os veículos dos bombeiros têm uma duração limitada e têm de ser substituídos.

"Há empresas que compram em hasta pública carros nessas condições e eu conheço uma dessas sociedades e por isso faço os negócios. Os carros estão operacionais e em óptimas condições. Depois só precisam de ser refrescados e estão prontos a actuar", explicou Pinto Lopes.

"Pinto Lopes substitui-se ao Estado porque nunca através dos planos normais o Estado nos daria o equipamento que temos", lembrou José Manuel Domingues, presidente da Direcção dos BVF.

"O que sentimos pelo Pinto Lopes não se traduz em palavras nem em medalhas", concluiu José Manuel Domingues, ao salientar que com estas duas viaturas de combate a incêndios florestais, os BVF ficam com os meios adequados para atacar incêndios dos meses de Verão.

"Devemos ser os bombeiros do país com maior número de carros deste tipo e esse facto é importante até para motivar os nossos homens", lembrou o presidente da Direcção.

As duas viaturas, que vêm reforçar o parque automóvel da corporação, foram benzidas pelo arcebispo-primaz de Braga, D. Jorge Ortiga, que presidiu às cerimónias religiosas de mais um aniversário dos BVF.

Para além de servir como homenagem a este e a muitos outros beneméritos, que anonimamente se substituem ao Estado, queremos ainda lembrar o estado de penúria de tantas corporações, que por falta de recursos vêm as suas tarefas gravemente dificultadas, levando-as a permitir situações de improviso que aumenta dramaticamente os riscos de missões já de si perigosas.

Entre as consequências destes riscos que são potenciados por material deficiente ou inadequado, não podemos deixar de recordar o acidente que o ano passado vitimou três bombeiros que se deslocavam num Land Rover Defender sem "roll bar" e com jantes oriundas de um Série, incapazes de suportar o peso deste modelo e do pesado equipamento que incluia o reservatório de água transportado.

Mais grave ainda, veículos que em qualquer país europeu já não teriam uso ao serviço dos bombeiros, são entre nós, após recuperados, considerados entre os mais aptos, deixando antever o estado em que que estarão aqueles que se encontram em fim de vida.

Infelizmente, a falta de verbas continua a ser uma das maiores limitações da maioria das corporações, de que resulta uma óbvia desmotivação, agravada pelo risco excessivo resultante de material obsoleto ou inadequado, sem que se vislumbre uma situação para este problema que não passe pela solidariedade de empresas e da sociedade civil.

segunda-feira, abril 24, 2006

Land Rovers Only Forum


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Land Rovers Only Forum

Não é só em Portugal que existem bons forums de discussão acerca de Land Rovers e por vezes pode ser interessante ver o que se passa lá fora.

Para além dos forums ligados a publicações, como a Land Rovers Owner, outros são inteiramente privados, não deixando por isso de ser igualmente interessantes.

Hoje convidamos os nossos leitores a visitar o forum da Land Rovers Only, onde se podem encontrar discussões interessantes, como a de como colocar cintos de segurança com inércia em Séries, com uma opção diferente da que aqui apresentamos em vários textos.

Sem ser uma concorrencia relativamente aos forums onde se encontram os nossos amigos, fica aqui a sugestão de um pouco de discussão a nível internacional onde, tantas vezes, se podem encontrar bons contactos a nível de peças ou equipamentos difíceis de encontrar no nosso País.

GNR não vai substituir bombeiros no combate aos fogos


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António Costa passa revista à GNR

O ministro de Estado e da Administração Interna, António Costa, garantiu que o Governo não pretende substituir nenhum agente de Protecção Civil com a criação do Grupo de Intervenção, Protecção e Socorro (GIPS) da GNR.

Na cerimónia de encerramento do primeiro curso de formação do GIPS da GNR, em Portalegre, o ministro salientou que a missão desta unidade especializada é "reforçar e apoiar" os outros agentes de Protecção Civil no combate aos incêndios e outras calamidades naturais.

"Esta unidade não foi criada para substituir qualquer outro agente de Protecção Civil. Sabemos que a coluna dorsal da Protecção Civil em Portugal é assegurada pelo esforço abnegado e voluntário dos bombeiros", declarou o ministro.

António Costa considerou "correcta e racional" a decisão de criar esta unidade especializada de Protecção Civil dentro da GNR para apoiar no combate aos incêndios, afirmando que "a GNR é uma força que tem dispositivo em todo o território, tem enquadramento e capacidade administrativa e logística. Se este grupo fosse criado numa outra instituição teria que ser feito tudo de novo".

O ministro enalteceu ainda o trabalho desenvolvido pela GNR no âmbito da criação deste Grupo de Intervenção, Protecção e Socorro, dizendo que "se há algo que, passados seis meses, tenho a dizer é que a GNR esteve à altura e cumpriu o desafio que o Governo lhe colocou".

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), Duarte Caldeira, também participou na cerimónia, no Agrupamento de Instrução de Portalegre da GNR, entregando insígnias a alguns dos elementos que participaram no curso de formação da unidade especializada da GNR.

Em declarações aos jornalistas, Duarte Caldeira assegurou que estão ultrapassadas todas as dúvidas acerca do papel a desempenhar pelos bombeiros e por esta unidade especializada da GNR no combate aos incêndios.

"Nunca houve problemas entre bombeiros e GNR", disse Duarte Caldeira, afirmando que "está perfeitamente clara a delimitação de missão entre a GNR e os bombeiros".

"A nossa preocupação tinha a ver com essas dúvidas e esclarecidas que estão, estamos preparados para o desafio que todos os anos se coloca aos bombeiros", salientou o presidente da LBP.

No primeiro curso de formação do Grupo de Intervenção, Protecção e Socorro da GNR, que decorreu ao longo dos últimos seis meses em Portalegre e na Lousã, participaram os 306 elementos que vão intervir na próxima fase do combate aos incêndios em Portugal, a partir do dia 15 de Maio.

Como referimos anteriormente, os elementos da GNR que participaram no curso de formação estão distribuídos por três companhias que vão actuar nos distritos de Vila Real, Viseu, Coimbra, Leiria e em Faro, considerados de maior risco.

Verifica-se também que houve uma substancial mudança na posição da LBP relativamente à intervenção do GIPS, facto que é fácil de constatar pelas anteriores declarações deste e outros dirigentes da Liga.

Se, por um lado, é positivo assistir a esta reconciliação, cabe-nos interrogarmo-nos acerca de uma tal alteração de perspectivas a qual se deve, segundo o presidente da LBP, apenas a "dúvidas que estão esclarecidas".

domingo, abril 23, 2006

Governo reforça combate aos incêndios florestais


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Helicóptero em acção num incêndio

O Governo aprovou na passada quinta-feira, em reunião de Conselho de Ministro, a adjudicação de 16 helicópteros ligeiros com balde e 14 aviões médios e ligeiros para combate aos fogos, na sequência da realização de um concurso público internacional.

A adjudicação dos 16 helicópteros, tripulação, serviços de manutenção e combustível foi feita ao consórcio constituído pela Heliportugal – Trabalhos e Transporte Aéreo, Representações, Importação e Exportações Lda e Helibravo Aviação, num valor total que atingirá os 42.100.000 de euros entre os anos 2006 e 2010.

O fornecimento dos 14 aviões médios e ligeiros foi adjudicado à empresa Agronorte, Transportes Aéreos SA durante os anos de 2006 a 2008, no valor global de 14.900.000 de euros.

"Desta forma, garante-se, com a necessária antecedência, a disponibilização dos necessários meios aéreos de combate a incêndios florestais nas épocas de 2006 a 2010, enquanto decorre o processo de aquisição, construção e entrega dos meios aéreos próprios do Estado destinados a acções de emergência, protecção e socorro e prioritariamente ao combate a incêndios florestais", avança o comunicado do Conselho de Ministros.

Estas adjudicações já foram, no entanto, impugnadas pelos concorrentes derrotados no processo, que alegam que um dos helicópteros escolhidos, o Kamov, não está certificado para transporte de passageiros, o que faria parte do caderno de encargos, e que a solução financeira do consórcio vencedor é lesiva para o Estado.

Segundo informações dos concorrentes derrotados, o melhor preço dos vencedores deve-se à obrigatoriedade de um contrato de manutenção plurianual, com elevados custos finais, de que resultam no futuro encargos inadmissíveis para o Estado português, razão pela qual estão dispostos a recorrer às vias judiciais.

Desta forma, os verdadeiros custos seriam diluidos no tempo e o regime de "leasing" manteria a propriedade na posse do fornecedor, passando para o Estado português apenas após o termo do contrato.

Este assunto será aqui acompanhado com a devida atenção, não só pelas dúvidas que este negócio levanta, mas também pelas consequências que um processo judicial pode ter, nomeadamente devido aos atrasos que podem provocar a nível da disponibilidade dos meios contratados e que pode comprometer a campanha deste ano.

Sistema geográfico português Lusiglob


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Centro de Gouveia visto no sistema da Lusiglob

Quase todos os nossos leitores já conhecerão o Google Earth e estarão ao corrente das vantagens e limitações deste sistema.

Para além da sua universalidade, do suporte para GPS na versão "Plus" e de toda uma série de vantagens, o Google Earth apresenta como limitação uma cobertura deficiente no interior do nosso País, impossibilitando a sua utilização em situações onde é exigido uma maior precisão.

O sistema da Lusiglob, feito com base em imagens de satélite e na cartografia militar, vem suprir algumas destas falhas, dado que a precisão do sistema acaba por ser a dos suportes cartográficos que lhe servem de base.

Para além de ser um sistema geográfico interactivo, o Lusiglob ainda inclui bases de dados sobre recursos e entidades tão variadas como quarteis de bombeiros ou forças policiais, autarquias, ou outras, de modo a que estas sejam facilmente localizáveis sobre o mapa.

Também permite desenhar rotas, gerar diagramas de elevação, estimar áreas e fazer impressões, entre várias outras funcionalidades típicas neste tipo de soluções.

Como maior inconveniente, falta o suporte para GPS, que já sugerimos, e um sistema de "scroll" mais eficaz, com maior recurso ao rato, de forma a que mais facilmente se possa passar de uma área do mapa para outra.

Alertamos para o facto de ser necessário proceder a um registo rápido para poder aceder ao sistema, algo que é comum neste tipo de serviços.

Sendo um complemento interessante aos actuais recursos de informação geográfica, com um inegável mérito e qualidade, propomos uma visita a um "site" que demonstra que, em determinadas áreas tecnológicas, Portugal está ao nível do que de melhor se faz no Mundo.
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