sábado, novembro 29, 2008

Chips nas matrículas violam privacidade


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Exemplo de um "transponder"

A Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) considerou que os "chips" ou "transponders" nas matrículas, previstos para 2009, violam a privacidade dos proprietários dos veículos em que seriam instalados.

Esta decisão era expectável, dadas as fragilidades inerentes a um sistema aberto e pouco seguro, baseado em "chips" que podem ser lidos e descodificados por equipamentos que podem ser adquiridos no mercado, recolhendo informação que pode ser utilizada para os mais diversos fins.

Bastaria algum conhecimento técnico e bom senso para antecipar esta decisão que nos pareceu sempre como inevitável, tais as graves implicações que fomos descrevendo ao longo dos textos onde esta questão foi sendo abordada, pelo que a insistência governamental nesta solução há muito que devia ter sido posta de lado.

É difícil de entender que um ministério, neste caso o da Administração Interna, proponha uma medida que seria recusada por violar, de forma evidente, normas elementares de privacidade, quando o uso de "transponders" para efeitos de segurança, devidamente posicionados de modo à leitura ser apenas em situações específicas, poderia ser um dos caminhos a seguir, o qual seria adoptado voluntariamente por muitos proprietários.

Este erro, que obriga a redefenir todo o processo, sob pena de o mesmo terminar aqui de forma inglória, podia ter sido evitado dando uma utilização diferente a este dispositivo, optando por uma fase de testes em que o mesmo seria opcional e, limadas as arestas e expostas as vantagens como contrapartido de eventuais questões de privacidade, seria acolhido globalmente de forma positiva sem necessidade de uma imposição que revela precipitação e inabilidade política.

sexta-feira, novembro 28, 2008

Reflorestação e manutenção da floresta da Serra de Sintra


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Imagem de como deve ser a Serra de Sintra

No próximo Domingo, vai-se realizar uma acção de voluntariado ambiental na Serra de Sintra.

Esta actividade consiste na limpeza das eras que sufocam algumas árvores e plantar novas, comprometendo a sua existência ou impedindo o seu crescimento.

A participação nesta actividade é gratuita e as inscrições podem ser efectuadas, com a brevidade possível, para o endereço de correio electrónico da organização.

Com os nossos agradecimentos, e os da Serra de Sintra, ao Blog@Conceição que nos enviou a informação :)

Empresa de Meios Aéreos sem rentabilidade - 2ª parte


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Um Kamov Ka-32 em terra

Lembramos que, em fins de 2008, o relatório e contas da EMA relativo a 2007, ainda aguarda aprovação, algo que seria impossível para uma empresa comum, que também não poderia imputar a serviços prestados custos superiores ao acordado contratualmente, pelo que teria que absorver todo e qualquer prejuizo através de mecanismos de mercado ou cessar a sua operação.

Esta situação era por demais previsível e devia ter levado a alterações na estrutura de custos, assumindo o Estado os meios materiais e humanos como seus e eliminando as necessidades excedentárias de uma organização de cariz empresarial que não acarreta quaisquer benefícios para os contribuintes.

Surge ainda a questão, que já colocamos em relação a outras entidades e que diz respeito ao direito de quantos desempenham missões de elevado risco na área da segurança interna ou da protecção civil terem um vínculo contratual directo com o Estado e não por intermédio de uma empresa que, objectivamente, em nada reforça os direitos de quem necessita de uma protecção especial.

Sendo favoráveis, desde sempre, à aquisição de meios próprios por parte do Estado, complementados pelo sector privado, continuamos a insistir que seria mais transparente e resultariam menores encargos integrá-los no sector público e por de parte o artifício financeiro a que ser recorreu e que mais não serve para esconder uma exploração deficitária numa área onde tal não pode nem deve ser tido como uma prioridade.

A segurança e a protecção dos cidadãos e seus pertences tem um custo, tal como o têm todo um conjunto de outros serviços prestados pelo Estado, que devem ser assumidos por todos de forma clara e sem subterfúgios, pelo que a existência de meios aéreos públicos vocacionados para acções de soberania, uma vez considerados necessários, devem ser objecto de um tratamento transparente e de forma a transmitir confiança na administração pública.

quinta-feira, novembro 27, 2008

Localizz, a geo referenciação via TMN


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Localizz, a geo referenciação via TMN

A TMN apresentou recentemente um serviço de geo-referenciação de telemóveis, baseada no método de degradação do sinal obtido e da triangulação através de antenas mapeadas, de forma análoga à que descrevemos num texto anterior.

A localização pode ser feita através do "site" da TMN ou acedendo ao Portal I9 via telemóvel e escolhendo a opção "Localizz", podendo obter a posição de até 10 contactos de cada vez, sendo ainda possível marcar uma periodicidade na recolha de informação posicional.

Para ser localizável através deste serviço é necessário dar autorização específica através do "site" da TMN, válida apenas para o utilizador a quem foi dada permissão e até que esta seja revogada.

Os detalhes e preços do serviço encontram-se no "site" da TMN, que aposta na segurança de crianças ou no contacto entre amigos, mas as potencialidades do Localizz vão mais longe e dependem, sobretudo, da imaginação de cada um, sendo de recordar que esta pode envolver contornos de legalidade duvidosa caso se recorra a esta para, por exemplo, seguir um funcionário fora do horário de trabalho e sem o conhecimento deste através de um telemóvel da empresa.

Queimada na origem do maior fogo deste ano na Serra da Estrela


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Um incêndio fora de época

Uma queimada esteve na origem do maior incêndio registado este ano na Serra da Estrela e obrigou à mobilização de duas centenas de bombeiros de 18 corporações.

O fogo começou pelas 07:00, na localidade de Verdelhos, concelho da Covilhã, e tiveram origem numa simples queimada de folhas de castanheiros que alastrou rapidamente devido ao forte vento que se fazia sentir, não obstante a humidade e as baixas temperaturas que se verificavam na altura.

Este incêndio esteve activo por sete hras e consumiu sobretudo mato, com os bombeiros a enfrentar riscos acrescidos e sérias dificuldades devido ao vento que impediu a operação de um helicóptero pesado que chegou a acorrer a um local de difíceis acessos.

Fora da época quente, em condições improváveis, as queimadas são a principal causa de incêndios florestais e, mesmo quando autorizadas, requerem especial cuidado e que sejam efectuadas apenas se houver condições de segurança, algo que é impossível quando existe vento forte, mesmo que a humidade seja alta, inclusivé havendo alguma chuva, e com baixas temperaturas.

quarta-feira, novembro 26, 2008

Google quer Chrome pré-instalado nos computadores


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Um écran do Google Chrome

O Google pretende que o seu "browser", o recentemente apresentado Chrome passe a ser pré-instalado nos computadores, substituindo o Internet Explorer da Microsoft, para o que estará a preparar acordos com fabricantes.

Na primeira metade de 2009 deverão estar disponíveis as versões para Linux e Macintosh, bem como a versão final para sistemas operativos Windows, que tem data de lançamento prevista para Janeiro de 2009.

Com esta iniciativa o Google pretende terminar o domínio que o Explorer da Microsft, que conta com mais de 70% de quota de utilização, enquanto o segundo classificado, o Firefox da Mozilla apenas atinge perto de 20% e o Chrome andará pelo 1%, facto a que não será estranho uma manifesta falta de estabilidade das versões de teste actualmente disponíveis.

Obviamente não será fácil que os fabricantes após pré-instalar um sistema operativo da Microsoft optem por excluir um "browser" do mesmo fabricante, mas veriamos de forma positiva que o utilizador pudesse escolher qual ou quais os "browser" a instalar, sem que houvesse uma mútua exclusão, de modo a avaliar o desempenho de cada um e escoher após uma experiência concludente.

Realizou-se o PROCIV IV, um simulacro com pré-aviso - 2ª parte


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Um heli ao serviço da Protecção Civil

Um dos problema principais resulta de estes exercícios não permitem determinar com rigor quantos elementos adstritos ao socorro e à segurança efectivamente ficariam contactáveis em caso de colapso do sistema de comunicações e destes quais optariam por apenas acorrer após se certificarem de que as respectivas famílias estavam bem.

Quando ocorreram as cheias em New Orleans, um dos problemas com que o socorro e a manutenção da ordem pública se depararam foi a falta de efectivos, dado que muitos, alguns estimam em 50%, não compareceram ou apenas o fizeram após averiguar ou solucionar situações pessoais, algo que, independentemente de quaisquer críticas, terá que ser entendido como parte da condição humana.

Aliás, a resposta de um participante, a mais honesta que se pode dar perante uma situação fictícia, apontava exactamente neste sentido e será exemplificativa de um comportamento que, não temos dúvidas, será adoptado por muitos, do que poderá resultar, ao contrário do anunciado, uma substancial redução do número de efectivos disponíveis.

Esta situação pode ser potenciada pelo colapso da rede de comunicações, seja devido a danos nas infraestruturas, seja como resultado da sobrecarga que se verifica em situações de desastre, o que impede a transmissão de mensagens urgentes que não recorram a uma rede própria, algo que deve ser equacionado em qualquer exercício por se tratar de uma possibilidade real.

A própria Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança e Protecção Civil criticou a divulgação do simulacro, dizendo que não vai produzir resultados rigorosos, facto que é intuitivo, mas que ganha especial gravidade quando se recorre a situações análogas vividas noutros países, onde a realidade desmente muitas das conclusões abusivamente retiradas de exercícios.

Sendo essenciais, os simulacros só alcançam verdadeiramente os seus objectivos se permitirem avaliar a reacção dos meios de socorro nas sua várias vertentes e, neste caso, a da disponibilidade de meios não foi testada, pelo que as surpresas poderão acontecer no futuro e comprometer os planos mais bem elaborados.

terça-feira, novembro 25, 2008

Vamos lá ajudar o Fórum Aventura Sobre Rodas a ser conhecido mundialmente


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Um Land Rover S3 na neve

O próprio título diz tudo e este texto é uma resposta ao apelo do Fórum Aventura Sobre Rodas no sentido de obter uma maior divulgação da suas actividades.

Para além das actividades todo o terreno, os membros deste fórum também participam em acções de solidariedade e de serviço a terceiros, iniciativas que merecem ser apoiadas e divulgadas.

Fica o convite aos nossos leitores adeptos do todo o terreno para visitar este Fórum, aberto a todas as marcas e não apenas aos Land Rover como os restantes que temos divulgado, e a apoiar as suas actividades, certos de que existe um bom clima de amizade e cooperação entre quem possui veículos diferentes daqueles que estamos habituados a previlegiar.

Empresa de Meios Aéreos sem rentabilidade - 1ª parte


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Um dos excelentes e polémicos Ka-32

A Empresa de Meios Aéreos (EMA), criada para gerir os meios aéreos do Estado português previa, de acordo com os estudos existentes, disponibilizar meios que realizassem 3.900 horas por ano, mas até ao passado dia 18 apenas realizou 1.410, do que resulta um substancial aumento do custo operacional e uma manifesta falta de sustentabilidade financeira.

Por outro lado, apesar de ter iniciado o processo há já 15 meses, a EMA ainda não tem licença de operador de trabalho aéreo, a ser emitida pelo Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC), pelo que não pode realizar missões que não sejam classificadas como de Estado.

Assim, não houve possibilidade de aceitar trabalhos propostos para os quais seria necessário recorrer aos Kamov Ka-32 para transporte de carga, os quais não puderam ser realizados devido à referida falta de certificação do INAC.

A consequência, para manter a sustentabilidade da EMA, é que as entidades que recorreram aos seus serviços, pertencentes ao Estado, vão pagar mais do que previsto, dado que os custos operacionais serão distribuidos por um muito menor número de horas de voo.

Sem rentabilizar os meios existentes fornecendo serviços fora do ambito do Estado, a EMA continua a manter, todos os custos de uma estrutura que era suposto ser rentabilizada, sem o que a criação de uma empresa em vez de adquirir os meios directamente através do Estado não se justifica.

segunda-feira, novembro 24, 2008

Monóculo de visão noturna no Lidl


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Monóculo de visão noturna no Lidl

Já abordamos no passado a importância de dispor e equipamentos de visão noturna para missões de socorro, nomeadamente de busca e salvamento, mas o elevado preço dos equipamentos limitava a escolha, levando-nos a optar pelos antigos, modelos do exército soviético, de 1ª geração, já desactualizados, mas extremamente baratos e de uma impressionante resistência.

Entre as envoluções dos equipamentos de visão noturna encontram-se as que recorrem a sistemas lógicos, melhorando a imagem com base em programas internos, e ópticos, que recorrem a um conjunto de lentes e, consequentemente, dependem menos da interpretação de quem desenhou o "software" de descodificação de imagens.

Este monóculo inclui um iluminador de infravermelhos, essencial para muito baixa luminosidade, um sistema de cinco lentes e uma adicional de condensação com diametros de 40 mm e ampliação até 3x.

O campo de visão a 100 m é de 29 m, distância focal é de 48,5 mm e funciona a pilhas, incluidas, tendo uma garantia do fabricante de 5 anos.

Este equipamento estará disponível a partir de 01 de Dezembro nas lojas Lidl dos distritos de Beja, Évora, Faro, Setúbal e nos concelhos de Coruche e Elvas, pelo preço de 145 euros e poderá ser um instrumento de trabalho, ou e lazer, interessante e que, em caso de necessidade, poderá ajudar a salvar vidas.

PROCIV IV, um simulacro com pré-aviso - 1ª parte


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Posto de comando da Protecção Civil

Entre a passada sexta-feira e domingo realizou-se o PROCIV IV, o maior simulacro de sismo feito em Portugal, no qual participaram 4.548 elementos provenientes de 68 entidades, que incluem Protecção Civil, Bombeiros, Forças Armadas e Forças de Segurança.

Este exercício desenrolou-se em diversos locais, na margem Norte e Sul do Tejo e incluiu um conjunto de cenários que incluiam desde derrocadas, soterramentos, incêndios em ambiente indústrial, evacuações e diversas técnicas e meios de socorro.

O exercício foi largamente anunciado na comunicação social, de modo a alertar as populações, sugerindo trajectos alternativos e resulta de um longo período de preparação, no qual foram mbilizadas e coordenadas as entidades participantes que, portanto, estariam num grau de prontidão, sobretudo em termos psicológicos, que pouco terá a ver com a realidade.

No entanto, mesmo sendo absolutamente necessários, estes exercícios marcados com antecedência e, sobretudo, sabendo os participantes que são simulacros, não permitem averiguar de um conjunto de permissas essenciais ao sucesso das operações de socorro, criando uma situação optimizada em termos psicológicos que permite esconder algumas carências ou limitações, sobretudo a nível comportamental.

domingo, novembro 23, 2008

Google Transit, um auxiliar nas emergências


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Écran do Google Maps

No entanto, as potencialidades do Google Transit, e em certa medida do Google Earth, podem ir mais longe e auxiliar o planeamento a outros níveis, nomeadamente quando existe a necessidade de uma deslocação numa missão de socorro, sendo que a implementação de sistemas com capacidade de usar esta ferramente a bordo pode dar um importante contributo na navegação, no planeamento e, eventualmente, no envio de meios alternativos.

O recurso às novas tecnologias, sobretudo quando já existentes e devidamente testadas, deve ser avaliado com a brevidade possível, estudando as vantagens da sua implementação e quais os recursos necessários para a sua entrada ao serviço, sendo que neste caso, estamos diante de uma ferramenta gratuita cuja adaptação não apresenta dificuldades de maior.

Um simples PDA ou um computador portátil com disco "flash", mais resistente do que os modelos convencionais, a que se adiciona um receptor de GPS e uma ligação móvel à Internet permite usar ferramentas como o Google Transit, bem como outros sistemas de orientação interactivos, enviando, se necessário, a posição do veículo para uma central que poderá usar um dos produtos desenvolvidos pelo GPS Gate, de modo a que haja um seguimento centralizado em tempo real.

O Google Transit necessita, naturalmente, de ser alargado a outras localidades e, se possível, aos principais eixos viários, mas a sua plataforma estável e testada desde há anos, permite um desenvolvimento rápido e sem problemas, bastando que haja por parte das várias entidades gestoras das vias a vontade de efectuar um pequeno investimento que pode ser rentabilizado em termos da eficácia e da prontidão do socorro.

Será depois necessário que as entidades ligadas ao socorro invistam num sistema que pode ser centralizado a nível nacional ou descentralizado a nível distrital, em equipamentos para os veículos e na formação de pessoal, mas que pode ser rentabilizada em diverso tipo de missões, contribuindo, por exemplo, para baixar o tempo de primeiro ataque às chamas ou de socorro a uma vítima de acidente.
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