sábado, junho 24, 2006

Conduzir um Freelander em areia na Land francesa


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Capa do nº 56 da Land francesa, já disponível

No número 56 da revista Land francesa, já disponível nas bancas, vem incluido, entre outros, um artigo sobre a condução dos Freelander em areia.

Apesar de menos conhecida do que as suas congéneres inglesas, a Land francesa tem incluido artigos bastante interessantes e mantido uma discussão sobre as sempre complexas questões de circulação fora de estrada que, sobretudo no Verão, também afectam os adeptos do todo o terreno em Portugal.

Sendo um assunto raramente abordado, provavelmente porque a preferência da maioria das revistas vai para outros modelos considerados mais carismáticos, deixamos aqui a dica aos proprietários dos Freelander para que não deixem escapar esta oportunidade de leitura.

Área ardida em 2006 acima da média dos últimos 5 anos


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Incêndio fora de controle no Verão de 2005

A área florestal consumida pelas chamas neste semestre já ultrapassou a média registada nos últimos cinco anos.

Apesar da aposta do Governo no reforço da vigilância e do combate aos incêndios, em apenas um mês foram devastados 6.799 hectares de floresta, enquanto a média dos últimos cinco anos foi de 3.846 hectares, transformando Maio num dos piores de sempre e fazendo antever um Verão negro.

O segundo relatório da Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF), que contém estatísticas até ao dia 15 de Junho, reporta um total de 8.918 hectares queimados, cerca de 200 hectares acima da média de 2000-2005.

Em contrapartida, se a comparação for feita com o ano passado os dados podem até parecer animadores, dado que em 2005, por esta altura, já tinham sido reduzidos a cinzas mais de 20.000 hectares de floresta.

Mas os primeiros meses de 2005 foram considerados excepcionais e fora da média, contando com mais de 8.000 ocorrências e até com a morte de quatro bombeiros.

Os dados mais preocupantes deste relatório reportam-se ao período entre 15 de Maio e 15 de Junho, exactamente um mês após o início da "Fase Bravo", de acordo com a directiva operacional, pois a área ardida apenas 30 dias representa 76% do total.

Contactado pelo Diário de Notícias, o Ministério da Administração Interna (MAI) ressalta, contudo, um aspecto positivo que contribui para a compreensão destes números.

Este ano houve muito mais ocorrências, 3.805, quase o dobro da média registada nos últimos cinco anos e que serve de base às comparações feitas pela DGRF, o que segundo o MAI, prova que a "eficácia da primeira intervenção no fogo está a ser de 98%".

"O grosso do risco ainda vem aí, porque, em rigor, o Verão começou hoje", diz o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), Duarte Caldeira.

A área ardida no último mês foi quase o dobro da média dos últimos cinco anos em igual período porque "na primeira quinzena de Junho tivemos um grave incêndio em Fragoso, Barcelos, que durou quase quatro dias", garante o dirigente da LBP.

Este incêndio lançou novamente a polémica em torno da utilização dos meios aéreos, pelo que, no rescaldo deste fogo e depois de um mês de Maio particularmente preocupante, o Governo apressou-se a reforçar os meios aéreos, antecipando a chegada de dois aparelhos previstos apenas para a "Fase Charlie", que começará no dia 1 de Julho.

Para Duarte Caldeira, "temos pela frente os meses de mais elevado risco, Julho e Agosto, e qualquer consideração sobre os resultados é prematura", que considera que "há pouco tempo para que as medidas tomadas possam alterar o perfil de risco da floresta portuguesa".

Também o ministro da Administração Interna considerou que ainda é cedo para tirar elações, facto que parece ser consensual quando estamos a uma semana do início da "Fase Charlie", altura em que o dispositivo estará completo e se preveem as condições atmosféricas mais adversas.

Verifica-se, no entanto, que com o aumento de temperatura dos últimos dias, o número de ignições voltou a aumentar sendo de prever que esta tendência continue até aos pico do Verão, altura em que se poderá aferir da correcção ou não das opções tomadas.

sexta-feira, junho 23, 2006

112 em caso de risco ou incêndio florestal


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112-Número nacional de emergência

A vigilância à nossa floresta é essencial para uma diminuição do número de incêndios, bem como da área ardida.

Por isso não se esqueça de cumprir com o seu dever cívico e ande De Olhos na Floresta, sem que para isso tenha de alterar o seu dia-a-dia.

Esteja apenas atento e perante uma situação de risco ou incêndio alerte as autoridades através do 112.

O número de protecção à floresta 117 vai deixar de existir, de modo a cumprir com as directivas comunitárias e a legislação vigente em Portugal, que define como único número de emergência o 112.

Bombeiros da Covilhã dão formação gratuita de socorrismo


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Land Rover Série 3 109 de Comando (Histórico)

Os Bombeiros Voluntários da Covilhã vão oferecer este sábado acções de formação gratuitas a toda a população em técnicas de suporte básico de vida, no âmbito da comemoração do 131º aniversário da corporação.

As acções de formação vão decorrer a partir das 15:00 no quartel dos bombeiros e estão abertas a todos os interessados, substituindo o simulacro de incêndio ou acidente tradicionalmente realizado pela corporação em cada aniversário.

Os participantes vão integrar simulações de situações de emergência, em que serão explicados os procedimentos de socorro a terceiros no caso de paragem cardíaca ou respiratória.

Nas instalações dos Bombeiros Voluntários da Covilhã haverá ainda rastreios de tensão arterial e de glicémia.

As cerimónias oficiais do aniversário dos bombeiros locais estão agendadas para domingo, dia em que será anunciado um apoio financeiro de 175.000 euros por parte da Câmara Municipal da Covilhã para comparticipar a compra de uma auto-escada.

Vão ainda ser apresentadas três viaturas, avaliadas em mais de 155.000 euros e que incluem um veículo pesado para combate a fogos urbanos, uma viatura para transporte de utentes de fisioterapia e um auto-tanque para combate a fogos florestais.

Para além da importância do reforço de material, é da máxima importância e um excelente exemplo a acção de formação proposta.

Num texto anterior, sugerimos que estas acções de formação fossem alargadas às escolas, como parte integrante das actividades que estas promovem para os alunos e como complemento dos actuais programas.

Sabendo-se que existe uma manifesta dificuldade em preencher de forma produtiva as horas que os alunos actualmente passam nas escolas, muitas vezes ocupadas por conteúdos de reduzida importância e utilidade duvidosa, a colaboração entre o sistema de ensino e as corporações de bombeiros poderiam colmatar algumas das falhas existentes e, eventualmente, contribuir para o equilibrio financeiro das várias entidades envolvidas.

Resta-nos desejar aos voluntários da Covilhã um feliz aniversário e os maiores sucessos no desempenho das suas missões e sugerir aos nossos leitores que habitem na área a participação nestes eventos.

quinta-feira, junho 22, 2006

Combate aos incêndios é um desafio colectivo


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O Presidente da República em visita ao SNBPC

"O combate aos incêndios é um desafio colectivo", defendeu, esta quarta-feira, o Presidente da República, Cavaco Silva, após uma reunião de trabalho no Serviço Nacional Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC), em Carnaxide.

"Apelo à consciência e sentido de responsabilidade dos portugueses para que actuem por forma a diminuir os riscos", declarou o chefe de Estado acrescentando que, nesse sentido, é necessário o "cumprimento das regras e orientações, sendo essa a responsabilidade de todos".

"Aos bombeiros e protecção civil exige-se muito, mas cada um dos cidadãos tem o dever de contribuir para actuar e ajudar a fazer face ao flagelo que são os incêndios", sublinhou Cavaco Silva.

O ministro de Estado e da Administração Interna, António Costa, esteve também no encontro onde foram debatidas as actividades da Protecção Civil, onde se destaca o combate aos incêndios florestais, mas que inclui também a prevenção de riscos e o socorro em caso de acidentes ou catástrofes.

"Criámos melhores condições para fazer frente à ameaça, mas a verdade é que a ameaça não desapareceu", disse António Costa.

Efectivamente, nos últimos anos tem-se vindo a assistir a um aumento do material disponível, mesmo que não utilizável, e, sobretudo, do número de meios aéreos, usados sobretudo como argumento político por parte de quem não previu com a antecedência necessária as situações gravosas a que temos assistido em anos consecutivos.

Por outro lado, relativamente ao "dever de contribuir" atribuido a cada cidadão, apenas queremos lembrar as respostas dos vários ministérios que contactamos e que, nas suas respostas, nada adiantaram relativamente a essa mesma colaboração, actos que esvaziam completamente a mensagem dos nossos governantes e contrariam as intenções do Presidente da República.

Desgaste e fadiga nas jantes - 2ª parte


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Jante de Série 3 no estado em que foi adquirida

A já mencionada opção por jantes de Série, compatíveis em termos de furação com outros modelos de Land Rover, tem, no entanto que ser examinada com alguma atenção de modo a evitar riscos ou surpresas desagradáveis.

Em primeiro lugar, é bom lembrar qual o peso expectável de um Série ou dos seus derivados nos quais as célebres jantes 16x5.5 eram utilizadas e que, em situações normais, não excediam os 3.000 Kg, para além de circularem a velocidades mais baixas do que modelos mais recentes.

Modelos mais recentes, podem ultrapassar os 4.000 Kg e atingir o dobro da velocidade dos antigos Série, sendo que o sofisticado sistema de suspenções disfarça parcialmente vibrações ou esforços excessivos, evitando que estes sejam sentidos em toda a sua extensão pelos ocupantes


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Zonas de corrosão no interior de jante de Série 3

A assumida compatibilidade de jantes em diversos modelos de Land Rover, verdadeira a nível de furação, mas algo discutível em termos de outros factores, tem, no entanto, resultado em situações perigosas e mesmo em acidentes graves como o que mencionamos anteriormente.

Existe a ideia generalizada de que é possível uma utilização semelhante entre as jantes originárias dos Série e aquelas que equipam os Defender, sendo possível, inclusivé, assitir a algumas trocas ou misturas sobretudo por parte de quem possui ou possuiu ambos os modelos no seu parque automóvel.

Em muitos casos conhecidos, jantes originárias dos Série são guardadas como possíveis sobressalentes para modelos mais recentes após o abate ao serviço dos veículos mais antigos, como alternativa à aquisição de modelos concebidos, por exemplo, para os Defender.

Sabendo que a utilização de jantes de Série noutros modelos é, em muitos casos, inevitável, há um conjunto de cuidados especiais a observar, de modo a minimizar riscos, e que iremos analizar nos próximos textos.

quarta-feira, junho 21, 2006

Combate à desertificação por satélite


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Imagem de satélite de Portugal em chamas

Portugal vai acompanhar a evolução da desertificação, com base no histórico dos últimos 30 anos e em imagens de satélite, para perspectivar cenários futuros, segundo informou à agência Lusa o coordenador do Programa Nacional de Combate à Desertificação.

O sistema, instalado na Direcção Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano, deverá estar operacional até ao final do ano, e permitirá acompanhar também a execução das propostas do Programa Nacional de Políticas de Ordenamento do Território, adiantou Vítor Louro, na véspera da comemoração do Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca.

O sistema baseia-se nos indicadores do Desertwatch, um projecto que está a ser desenvolvido pela Agência Espacial Europeia e pretende fazer uma avaliação da ocupação do solo na região mediterrânica nos últimos 30 anos e traçar cenários até 2034.

O coordenador do Programa de Acção Nacional de Combate à Desertificação (PANCD) admitiu que a concepção e a aplicação de medidas para combater a desertificação nem sempre são as mais eficazes e considerou que deve haver um maior envolvimento e participação das pessoas neste problema.

"Nem sempre são os meios que fazem falta, mas sim uma aplicação capaz desse meios", salientou o especialista.

A associação ambientalista Quercus reclama, no entanto, mais recursos para combater este fenómeno, que afecta mais de um terço do território nacional, num total de 36%, e considera que Portugal continua a ignorar o problema.

Os ambientalistas recordam, em comunicado, que o PANCD não tem financiamentos próprios e que o Observatório que devia ser criado para este efeito não chegou a ser constituído.

O problema da desertificação, frisa a Quercus no documento, tende a ser cada vez mais grave "num quadro de alterações climáticas cada vez mais notórias" e devido à "forma displicente como a utilização e ocupação dos solos tem sido desenvolvida em Portugal".

Beriev B-200 chega a Portugal no dia 29


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Beriev B-200 durante um voo de demonstração

Três peritos portugueses vão acompanhar todos os voos que o avião russo Beriev 200 fará no combate a fogos florestais, durante os meses de Julho e Agosto.

Os testes serão acompanhados por três peritos, sendo um deles indicado pela Força Aérea, outro pelo Instituto Nacional de Aviação Civil, e faltando a confirmação da proveniencia do terceiro elemento.

O hidrovião de fabrico russo chega a Portugal no próximo dia 29 à noite e, ao contrário do que tinha sido anunciado inicialmente, ficará estacionado na Base Aérea nº 5 em Monte Real, perto de Leiria, e não em Ovar.

"A indicação foi dada pela Força Aérea, depois de analisadas especificações técnicas", explicou ao Jornal de Notícias Rocha Andrade, subsecretário de Estado da Administração Interna, acrescentando que o avião irá operar em todo o país, "independentemente da base".

Os três peritos encarregues de acompanhar o Beriev B 200 terão que elaborar, depois do fim dos testes, um relatório sobre a sua operacionalidade, sendo que a esta avaliação, feita a partir do interior do avião, juntar-se-ão relatórios de observação em terra, entregues pelos comandantes operacionais.

Como base da avaliação, o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil definiu nove parâmetros de avaliação, que incluem a velocidade, capacidade de abastecimento em albufeiras e foz de rios e descarga de água, após o depois será tomada uma decisão quanto à eventual aquisição de aparelhos, preferencialmente no âmbito da negociação de uma antiga dívida da Federação Russa a Portugal.

Já abordamos a questão da difícil negociação desta antiga dívida, cujos resultados até hoje foram infrutíferos, mas esperamos que, caso se verifique ser esta a opção técnica mais correcta, não sejam dificuldades negociais a impedir a selecção deste avião.

Lembramos, no entanto, que a utilização desta aeronave de grandes dimensões e com um perfil de voo completamente diferente dos Canadair, de menor capacidade mas com menos restrições e exigências no uso, carece de uma avaliação particularmente cuidada, sobretudo se atentarmos ao menor número de bases operacionais a partir das quais este modelo pode operar e das extensão de água que o seu reabastecimento requer.

Este processo que acompanhamos desde o ano passado será, certamente, um assunto que continuaremos a seguir com interesse, sobretudo tendo em conta as alterações tácticas que a adopção deste modelo implica e a que certamente voltaremos.

terça-feira, junho 20, 2006

Desgaste e fadiga nas jantes - 1ª parte


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Jante de Série 3 em eixo com cubos de roda livre

A necessidade de possuir um pneu sobressalente adicional levou-nos a adquirir um par de jantes de Série em 2ª mão, incluidas num pequeno lote de material que incluia algumas peças que procuravamos.

Fazendo as contas, cada jante, com um velho pneu SAT 750, acabou por custar perto da vintena de euros, o que atesta o baixo preço a que estas são comercializadas, transformando-as numa opção atrativa para quem pretenda sobressalentes ou um segundo conjunto de pneus para todo o terreno.

Pela cor vermelha e pelo tipo de pneus, existe uma grande probabilidade de estas jantes serem originárias de um veículo de Bombeiros, o que nos alertou para situações de potencial risco derivadas do uso intensivo e por vezes pouco cuidadoso a que as missões de socorro obrigam.


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Defender acidentado após quebra de jante

Assim, decidimos analizar um pouco os riscos envolvidos na utilização de jantes de Série aquiridas em 2ª mão, lembrando que, no ano passado, da fractura de uma jante instalada num Land Rover Defender resultou um grave acidente no qual três bombeiros de Oliveira de Azemeis perderam a vida.

Nos próximos dias, iremos publicar um conjunto de textos com algumas reflexões, de modo a alertar os nossos leitores para algumas situações potencialmente perigosas que podem resultar desta opção.

Google Calendar


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Écran do Google Calendar

Já nos tinhamos referido ao Google Calendar, como forma de coordenar actividades de grupos publicitando-as na Internet e integrando-o com o Google Mail.

É possível incluir no "site" um calendário, com eventos que podem ser incluidos pelos membros de um grupo restrito, como a equipa organizadora de uma actividade.

Melhorias recentes incluem a possibilidade de apontar para uma única página, uma maior interacção na colocação de eventos e uma maior facilidade de integrar em cada "site" o sistema de calendário do Google, que pode enviar avisos automáticos aos interessados.

Sobretudo para quem já tenha uma conta de Gmail, esta é uma opção interessante em termos de integração de serviços, podendo ainda adicionar outras ofertas da Google.

segunda-feira, junho 19, 2006

Presença no Flickr


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Interior de um Land Rover Série 3

Como alternativa dinâmica ao sistema do Imageshack, que temos utilizado desde o início deste "blog", alojamos algumas imagens no Flickr.

Para além das capacidades de alojamento, o Flickr permite organizar as imagens e obter alguns efeitos dinâmicos, como a que neste momento é possível ver do lado direito.

Através deste meio, pode-se colocar em evidência um conjunto de fotografias que melhor ilustrem a nossa actividade, pelo que esta é uma opção que recomendamos especialmente a quem tenha "blogs" ou "sites".

Guardas da Natureza em avaliação


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Site da Associação de Vigilantes da Natureza

O Instituto de Conservação da Natureza (ICN) encontra-se em fase de restruturação tendo sido criada uma comissão com a incumbência de avaliar o grupo profissional de vigilância da natureza.

Segundo Sandra Moutinho, do ICN, "as condições que os vigilantes têm são as possíveis neste momento", admitindo que "as imposições de contenção orçamental" determinaram alguns cortes.

Mesmo assim, salienta, que nos últimos dois anos, tem havido reforços ao nível de viaturas e fardamentos.

Os rádios vão integrar um concurso público coordenado pelo Ministério da Administração Interna no âmbito dos incêndios, assegurou, concluindo que "a vigilância da natureza não está comprometida".

No entanto, verificam-se situações de extrema penúria a nível de equipamentos, pelo que as afirmações desta responsável parecem completamente fora da realidade.

Temos informações de situações onde a única viatura disponível para efectuar serviços de patrulhamento em áreas protegidas se encontra avariada ou de elementos que se vêm forçados a utilizar meios e recursos próprios para desempenhar as suas funções.

Este é o caso do responsável pelo sítio classificado da Agolada, em Coruche, uma área com 226 hectares, que não tem viatura do ICN, sistema de comunicações ou outro tipo de equipamentos.

Assim, este responsável, se não quiser efectuar os percursos a pé, vê-se forçado a usar a viatura própria, suportando os custos de combustível, recorrendo ao seu próprio telemóvel quando precisa de contactar as autoridades ou os bombeiros e socorrendo-se de um par de binóculos que adquiriu em substituição de uns que deviam ser fornecidos pelo ICN.

Mesmo parte do fardamento, como as calças, têm 5 anos de uso e não estão diferenciados para as várias estações do ano, de que resulta uma óbvia falta de conforto que reduz inevitavelmente a própria capacidade de trabalho.

Com base nos dados que vão sendo transmitidos, é óbvio que as carências são imensas e que a protecção do nosso património natural, não obstante a boa vontade de muitos funcionários, sofre de graves lacunas, colocando-o à mercê de situações, fortuitas ou criminosas, que o têm delapidado seriamente.

domingo, junho 18, 2006

Brigadas helitransportadas em 6 minutos já estão no ar


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Helicóptero a combater um incêndio florestal

O tempo de prontidão das brigadas helitransportadas, sejam os Grupos de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da GNR, sejam os Grupos de Primeira Intervenção dos Bombeiros, está entre os três e os seis minutos, segundo informou o vice-presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, tenente-coronel Pereira Leitão.

Com cerca de um mês de actividade, a interacção entre GNR e Bombeiros tem-se mostrado frutuosa, com um forte empenho dos militares, acrescentou o mesmo oficial.

"Não tem havido problemas entre os bombeiros e os GIPS, mas ainda é cedo para se fazer uma avaliação", disse por seu turno o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Duarte Caldeira, acrescentando: "Prevejo problemas quando houver vários grandes incêndios em simultâneo, de que resulte uma grande pressão sobre a gestão de pessoal".

No balanço semanal dos incêndios florestais, entre 4 e 11 de Junho, registaram-se alguns incêndios que deflagraram em locais de risco mais elevado, o que, segundo Pereira Leitão, mostra que "Portugal sem fogos depende de todos nós".

O mês de Junho tem registado, à escala nacional, maior risco de fogos florestais em relação ao mesmo mês do ano anterior, por causa do aumento dos valores médios da temperatura, bem como pelo descréscimo dos valores médios de humidade relativa.

No entanto, nestes últimos dias e até hoje, dia 18, as condições de tempo são menos favoráveis a focos de incêndios florestais, situação que se alterará a partir do dia 20 de Junho, com a subida gradual das temperaturas e o regresso do tempo mais seco.

54 jovens vigiam floresta de Alvarães


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Ciclista a patrulhar uma floresta

As matas e florestas de Alvarães começaram, a partir de anteontem, a ser patrulhadas por jovens que, entre outras missões, vigiam os espaços rurais com o intuito de detectar focos de incêndios.

Além da vigilância das zonas florestais, os jovens participam também em campanhas junto da população "sensibilizando-a para as questões ambientais e incutindo medidas de prevenção", refere o presidente da Junta de Freguesia de Alvarães, Fernando Martins.

Claro que "são também os olhos de toda a população, pois vigiam também a floresta, o que pode permitir a intervenção mais célere dos bombeiros em caso de incêndio, isto porque, quando detectam algum foco, os jovens têm telemóveis e indicações para ligar de imediato para os bombeiros", diz Fernando Martins.

Ainda segunto o presidente da Junta, "os voluntários fazem-se acompanhar de um pequeno mapa que os auxilia" a conseguirem dar a localização exacta do sítio onde se encontram.

No total, as zonas florestais da freguesia serão percorridas, até Setembro, por 54 jovens, um "número satisfatório, pois demonstra a sensibilidade cada vez maior para as questões ambientais que os jovens possuem", afirma Fernando Martins, que apenas lamenta outras iniciativas que deveriam ser implementadas "mais caminhos florestais e meios para se conseguir que as matas sejam efectivamente limpas".

Nas propostas que fizemos, incluimos uma vertente de formação, dado que para a acção ser eficaz, é necessário que os participantes leiam correctamente mapas e, igualmente importante, sejam capazes de fornecer as coordenadas do local do incêndio, que pode não coincidir com o sítio onde se encontram.

Este tipo de conhecimentos não é intuitivo e carece de treino e acompanhamento de modo a evitar perdas de tempo ou confusões que tendem a aparecer em situações de maior urgência.

Por esta razão, propusemos a utilização de veículos todo o terreno, propriedade de voluntários, bem como uma formação dos participantes e do incentivo ao recurso de GPS e de rádios, de modo a agilizar a resposta e aumentar à área coberta pelas patrulhas.

Com recurso quer à Lei do Mecenato, quer a apoios e patrocínios, este tipo de acção permite uma maior participação da sociedade civil em acções de prevenção de incêndios e ajuda a libertar outros intervenientes, como os bombeiros, para acções de combate.
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