sábado, setembro 15, 2012

O mau hábito de não responder

Image Hosted by Google Uma mensagem de correio electrónico

Já nos apercebemos por diversas ocasiões, e reconhecemos que, por vezes, tal se deve a problemas técnicos, mas quando a percentagem de contactados que não responde ultrapassa os 80%, temos que admitir que este é um dos maus hábitos que predominam neste País.

Contactamos a Leya, as Selecções do Readers Digest, a Porto Editora, a Quimera, a Fundação Calouste Gulbenkian, a Editorial Presença, o National Geographic, a editora Civilização, a Chiado Editora, o Expresso e a Impresa, a D. Quixote, as Publicações Europa-América, a editorial Caminho, incluida no grupo Leya e o Automóvel Clube de Portugal.

De entre este conjunto, apenas a Fundação Calouste Gulbenkian e as Selecções do Readers Digest responderam, infelizmente no sentido negativo, enquanto todas as restantes entidades, passado mais de uma semana, nada disseram, nem o acusar a recepção da mensagem, exceptuando aqueles que fazem envio de mensagens automáticas.

Obviamente, ainda podem surgir novas respostas, mas a demora implica sempre atrasos a nível de planeamento e mesmo na procura de alternativas, as quais, apesar de serem escassas ou implicarem alterações nos planos, nunca deixam de existir.

sexta-feira, setembro 14, 2012

População portuguesa pode diminuir um milhão em 15 anos - 2ª parte

Image Hosted by Google Emigrantes portugueses nos anos 60

Torna-se difícil, ou mesmo impossível, fazer projecções credíveis neste quadro absolutamente catastrófico, onde o desiquilíbrio demográfico, a quebra de receitas do Estado, a insustentabilidade dos sistemas de apoio social, só para mencionar algumas das consequências, podem levar o País ao colapso.

Esta diminuição da população, que teria o efeito semelhante ao de uma guerra de grandes proporções, algo que não afecta Portugal desde as invasões napoleónicas, mas com o agravante de um efeito mais prolongado no tempo e afectando de forma muito mais selectiva a população.

Ao contrário de uma guerra, onde as perdas afectam essencialmente os combatentes e os mais idosos, seriam os elementos mais válidos da sociedade, os mais qualificados e com maior iniciativa, a desaparecer, arrastando consigo as respectivas famílias, onde se incluem crianças e jovens com potencial superior à média, dado integrarem-se num extracto social favorecido.

Também a perspectiva e necessidade de renovação que tipicamente surgem a seguir a uma guerra, cujo fim tende a ser bem determinado no tempo, e que abre caminho a uma nova realidade, é inexistente, esbatendo-se e diluindo-se em comunicados e perspectivas difusas e pouco claras, nas quais poucos ou nenhuns acreditam, pelo que um importante sinal de mudança é inexistente.

quinta-feira, setembro 13, 2012

População portuguesa pode diminuir um milhão em 15 anos - 1ª parte

Image Hosted by Google Miséria na velhice em Portugal

A possível diminuição da população portuguesa em 1.000.000 de habitantes, o correspondente a perto de 10% da actual população residente, nos próximos 15 anos é algo que a todos deve preocupar, dado que a sustentabilidade do País fica posta em causa.

Esta redução deve-se a uma forte emigração, que afecta sobretudo os mais jovens, e portanto aqueles que podem ter filhos, bem como a uma muito baixa natalidade, que se regista actualmente, bem patente na diminuição do número de nascimentos ao longo dos últimos anos.

No entanto, não é apenas a diminuição de residentes que é preocupante, sendo ainda mais alarmante o facto de incidir sobretudo entre aqueles que se encontram em idade activa, portanto que podem trabalhar, e entre os mais qualificados, os que podem mais facilmente encontrar emprego no estrangeiro.

Será, portanto, expectável, que a percentagem a nível da redução da população activa possa exceder os 20%, incluindo muitos dos mais qualificados, o que implica uma perda efectiva, em termos de rendimento, que pode ultrapassar os 25%, tornando o País absolutamente inviável.

terça-feira, setembro 11, 2012

11 de Setembro, para além das Torres Gémeas, o acidente ferroviário em Alcafache

Image Hosted by Google O acidente em Alcafache

Muitos anos antes do ataque contra as Torres Gémeas, em Nova Iorque, já o dia 11 de Setembro era sinónimo de uma tragédia, com a ocorrência, em 1985, de um acidente ferroviário, no qual perderam a vida um número indeterminado de ocupantes, mas cujo número será o mais elevado num desastre deste tipo em Portugal.

Naquela pequena localidade do concelho de Mangualde, distrito de Viseu, dois combóios, um de serviço regional e um internacional, colidiram, como resultado de uma má informação e devido à inexistência de sistemas de comunicações que permitissem avisar os maquinistas.

Oficialmente, perderam a vida 49 pessoas, dos quais apenas 14 foram identificados, tendo sido dados como desaparecidos outras 64, mas é possível que na colisão e incêndio subsquente tenham morrido mais de centena e meia de ocupantes de ambas as composições.

Grande parte dos corpos não identificados foi enterrado numa vala comum, nas proximidades, onde um monumento lembra o terrível acidente, pelo o qual a Justiça portuguesa nunca conseguir responsabilizar ninguém.
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