sábado, maio 06, 2006

Estatísticas de acidentes em Portugal


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Um dos muitos acidentes que ocorreram

Bastou um fim de semana prolongado, um pouco de calor e muito Sol e as estradas portuguesas ficaram cobertas de sangue, com largas centenas de acidentes de viação e um número de mortes que nos envergonha a todos.

Mas igualmente grave é o facto de serem encobertos as mortes que ocorrem após a entrada nos hospitais dos feridos resultantes de acidentes de viação, número que, sendo desconhecido, viria aumentar em muito as estatísticas que hoje sabemos não corresponderem minimamente à verdade.

Foi recentemente apresentado um estudo acerca do acréscimo possível, caso fossem contabilizados os feridos que morrem durante o primeiro mês após um acidente de viação, tendo os números aumentado substancialmente mas, estamos convictos, menos do que os que realmente se verificam.

A extrapolação de números a partir de outros países, com sistemas de emergência e de socorro diferentes, onde os cuidados hospitalares são, normalmente, de melhor qualidade, peca por falta de rigor científico, sobretudo se nos lembrarmos que a primeira hora a seguir a um acidente é decisiva em termos de sobrevivência.

Da diferença real entre os resultados obtidos noutros países europeus e em Portugal, pode-se aferir a real eficácia quer do socorro, quer da emergência hospitalar, podendo-se tirar conclusões com rigor sobre as causas pelas quais tantos sinistrados acabam por falecer em consequência de acidentes e as razões estruturais que ditam números inaceitáveis para um país europeu.

Assim, utilizar projecções que se baseiam em factores que nada têm a ver com a realidade nacional, mesmo que possa corrigir um pouco os erros que hoje se verificam, continuará a dar resultados muito abaixo da realidade, compondo umas estatísticas que nenhum Governo tem coragem para enfrentar.

Diesel vegetal


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Produção de combustível alternativo

Um veículo movido exclusivamente a óleo vegetal, o conhecido óleo de fritar usado, chegou ontem a Lisboa depois de ter atravessado o Reino Unido, França e Espanha.

A viagem do veículo até Portugal, partindo da Escócia, insere-se num projecto que pretende demonstrar a possibilidade de utilizar óleos vegetais para substituir o gasóleo em motores a diesel, "sendo apenas necessário proceder a algumas alterações nos veículos".

O condutor do veículo, Antony Barretty, vai recolhendo o óleo em restaurantes ao longo da viagem e procede à sua filtragem para o utilizar como combustível, de modo a fazer o percurso quase a custo zero.

"Este processo já é conhecido desde o tempo em que Rudolf Diesel inventou o motor do mesmo nome", e foi a escolha inicial mas, "devido ao baixo custo do petróleo, a utilização de óleos vegetais como combustível para automóveis nunca foi muito desenvolvida".

O aumento do preço do petróleo e as alterações climáticas poderão contribuir para que este tipo de combustíveis "ganhe novo fôlego", considera a Quercus, que, em comunicado, defende a utilização directa de óleos vegetais em motores a diesel, "dado o seu melhor desempenho ambiental em termos de emissões de gases com efeito de estufa e devido ao seu menor preço".

No "site" do "diesel vegetal", que aconselhamos sinceramente a visitar, é ainda possível encontrar detalhes técnicos relativos a produção e cuidados com o motor desta solução que, sendo económica, necessita de ser encarada com as devidas precauções dadas as imposições do nosso sistema fiscal no respeitante aos combustíveis.

Para além de detalhes das conversões, encontram-se páginas dedicadas a modelos específicos, como Defender 90 ou o Range Rover 2.5, bem como ligações para outros "sites" dedicados a estes combustíveis.

Já não é a primeira vez que abordamos a questão dos combustíveis alternativos, incluindo o biodiesel, dado que o actual preço praticado para combustíveis fósseis, e os aumentos previstos, atinge entre nós valores que dificultam gravemente qualquer actividade, como as que propomos, que implicam o seu consumo em quantidades significativas.

Esperamos que, rapidamente, as alterações fiscais incluidas no Orçamento Geral de Estado e a iniciativa dos empresários, permita o fornecimento de combustíveis alternativos, a custos mais baixos e com menos emissões poluentes, combatendo a dependência portuguesa relativamente a importações de combustíveis fósseis e o efeito de estufa que estes provocam.

sexta-feira, maio 05, 2006

Uma lição de história: Area bombing


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Lancaster da RAF a ser carregado com bombas

Traduzido para português como "bombardeamento de tapete", o conceito de "area bombing" foi desenvolvido pela Força Aérea Inglesa (Royal Air Force-RAF) durante a 2ª Guerra Mundial, como forma de compensar a falta de precisão na largada de bombas.

Obrigados a operar de noite e a alta altitude devido às defesas aéreas alemãs, sem dispor dos actuais instrumentos de orientação e com aparelhos de mira pouco precisos, a RAF cedo verificou que os ataques eram extremamente imprecisos e raramente atingiam o alvo.

Assim, para compensar a falta de precisão, aumentou-se desmedidamente a área onde as bombas eram largadas, de modo a que o erro de alguns quilómetros não impedisse que algumas atingissem o objectivo.

Esta táctica, que para além de terríveis efeitos colaterais, obrigava a um número altíssimo de aviões, eles próprios sujeitos a perdas devastadoras, bem como a custos em termos de material e logística pesadíssimos, hoje parece-nos absurda e, no limite, criminosas.

No entanto, se atentarmos às limitações técnicas e operacionais da época, podem-se encontrar algumas justificações que hoje seriam inaceitáveis a todos os níveis.

Infelizmente, quando se fala em aumentar em 43% a capacidade de transporte de água, sem que sejam melhoradas tácticas, coordenação com equipas de terra, sistemas de orientação e controle e tantos outros factores decisivos, parece-nos que pouco se aprendeu com as terríveis lições dos anos da última Guerra Mundial.

20.000 visitas!


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20.000 visitas!

Ao chegar às 20.000 visitas, queremos agradecer aos nossos leitores, e muito especialmente aos que fizeram ligações para este espaço, pelo apoio e incentivo que nos têm dado.

Esperamos continuar a receber as vossas visitas neste espaço de reflexão e contamos com as vossas sugestões e críticas no sentido de nos ajudar a melhorar os conteúdos e ir mais de encontro aos vossos interesses.

A todos, o nosso muito obrigado!

"Dog Tags"


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Modelos americano, russo e alemão de "dog-tags"

As conhecidas chapas de identificação começaram por ser distribuidas a militares ou outras profissões de risco, mas cedo se popularizaram e podem, quando devidamente utilizadas, fornecer informações importantes acerca do seu portador.

mencionamos o método "Em Caso de Emergência", que corresponde à gravação no telemóvel de um número, designado por "ECE", com o contacto de alguém que possa fornecer informações acerca do portador, mas o antigo método das "dog-tags" continua válido, sendo muitas vezes mais fiável e acessível.

Entre os vários modelos disponíveis, apresentamos o típico modelo americano, que é prensado num equipamento apropriado, ficando com as letras em relevo, e é composto por um par de placas de identificação, neste caso com silenciadores de borracha, e presos por duas correntes.

A informação habitual neste modelo é o primeiro e último nome, inicial do meio, número de identificação e grupo sanguíneo.

O modelo russo, menos frequente, é em aço inoxidável e necessita de ser gravado por um sistema "laser", sendo composto por uma única chapa de grande resistência e suspenso por uma corrente simples.

O modelo apresentado é o do Ministério para as Situações de Emergência, de que já aqui falamos, e que na Rússia será o equivalente, embora profissionalizado e potenciado com unidades de carácter militar, do nosso Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil.

No verso pode ser gravado o nome, patronímico e apelido, tal como é normal na Rússia, havendo modelos, como este, que têm espaço na parte da frente para o grupo sanguíneo.

Finalmente, o modelo alemão destina-se a ser gravado nas duas metades e, em caso de necessidade, pode ser partido, deixando a metade superior presa no fio do portador, e podendo a outra ser enviada como forma de identificação.

Este modelo, tipicamente, não costumava ter o nome, mas apenas números e identificativos de unidade, mas, caso se pretenda, poderá ser gravado com informações mais úteis para situações de emergência.

Todas elas podem incluir as informações necessárias, sendo a gravação do primeiro modelo a mais económica, mas, no final, acaba por ser uma questão de gosto pessoal e de fornecer, em caso de emergência, um conjunto de dados úteis.

Para clubes ou organizadores de actividades, esta pode ser uma recordação útil a incluir na inscrição em acções, ou mesmo como substitução do tradicional cartão de sócio, havendo a possibilidade de encomendar, a partir de certas quantidades, modelos específicos para gravar ou já gravados.

quinta-feira, maio 04, 2006

Holandês cria sistema de gestão de meios


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Site da IP-Redes.Net

A licenciatura em Engenharia Técnica de Dragagens dificilmente ajudaria a adivinhar que o holandês Jan Mulder viesse a conceber um sistema de apoio à gestão de meios de combate a incêndios. O facto de viver em Portugal há 13 anos e de se ter sentido chocado com o problema dos fogos florestais, aliado a um "interesse de tempos livres" pela Informática, explicam o nascimento de um projecto que está a dar os primeiros passos e para o qual espera vir a ter apoios oficiais.

Como explicou ao JN, o projecto IPRedes visa a instalação de sondas meteorológicas associadas a um sensor ultravioleta que detecta fogos nascentes. "Para ter cobertura nacional, serão necessários 2500 destes equipamentos", explica. Toda a rede estaria, depois, ligada a um receptor e um servidor de dados "actualizados por satélite, quando se justificar".

O custo da implantação do projecto, a que se juntou a Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários, está estimado em seis a dez milhões de euros. "Estamos a conceber os protótipos e queremos fazer um ensaio na segunda quinzena de Agosto", explica Jan Mulder. "Só depois teremos o plano detalhado de implantação".

Publicado em 02 de Maio no Jornal de Notícias.

Reiteramos, uma vez mais o apoio a este Projecto inovador e, como o fizemos recentemente, lembramos que a IPRedes aceita colaboração em várias áreas de actividade.

Ministro desvaloriza críticas à integração dos guardas florestais na GNR


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Guarda Florestal numa escola

O ministro da Administração Interna, António Costa, desvalorizou ontem as críticas ao processo de integração dos guardas florestais na Guarda Nacional Republicana (GNR), afirmando que quaisquer problemas "vão ser resolvidos paulatinamente".

António Costa assistia em Lisboa à integração na Brigada Territorial 2 da GNR de guardas florestais que vão integrar o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente daquela força, numa cerimónia que se repetiu em várias unidades em todo o País.

Confrontado com críticas à forma como os guardas florestais foram recebidos nas respectivas unidades, que a Federação Nacional de Sindicatos da Função Pública descreveu como "humilhante", com "condições de trabalho subvertidas e estatuto funcional desvalorizado", o ministro afirmou que é "natural que haja dúvidas" sobre as funções futuras.

"Não há motivo para angústias", garantiu o Ministro, salientando que a GNR receberá os guardas florestais "de braços abertos".

O comandante-geral da Guarda, tenente-general Mourato Nunes, reconheceu que pode haver "situações pontuais" de dificuldade de integração atribuíveis a "desfasamentos imputáveis quer à GNR quer à Direcção-Geral de Florestas", que os tutelava.

"Temos feito tudo para que os guardas florestais se sintam bem e integrados, mas é natural alguma ansiedade, com novos hábitos e formas de trabalhar", afirmou ainda Mourato Nunes.

Num comunicado divulgado hoje, a federação sindical apontou situações alegadamente registadas em distritos como Viana do Castelo e Bragança, onde "ninguém tinha quaisquer instruções" sobre o que fazer com os guardas florestais ou relativamente ao trabalho que vão desempenhar, enquanto continua a reclamar uma "definição das condições de trabalho dos guardas na transição para o quadro de pessoal civil da GNR".

O corpo da guarda florestal passou, a partir de ontem, a integrar a GNR, desempenhando funções no Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente, que dispõe de um efectivo de 400 elementos.

Sem por em causa a recepção por parte da GNR, que cremos só terá tido falhas por insuficiencias da instituição, mas nunca por intencionalidade, a situação dos guardas florestais é delicada, tal como acontece sempre que se tenta integrar elementos civis no seio de forças militares.

No entanto, a questão principal é se esta é a opção correcta e se os serviços que cada vez mais se pretendem integrar na GNR, muitos dos quais pouco ou nada têm a ver com uma instituição de carácter militar, será a mais adequada, facto que já questionamos quando da criação do Grupo de Intervenção, Protecção e Socorro (GIPS).

Na verdade, pouco se sabe acerca das razões pelas quais se verifica uma cada vez maior concentração de funções e meios típicos da protecção civil na GNR, mas uma nova leitura de um texto que publicamos, poderá trazer alguma luz sobre esta sequência de decisões.

quarta-feira, maio 03, 2006

GPS no Carrefour


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GPS Zaapa 5010, à venda no Carrefour

Embora sejamos francos adeptos dos portáteis ou PDA's com cartografia militar e um GPS, existem situações em que um equipamento integrado possa apresentar vantagens.

Será este o caso de quem o pretenda utilizar essencialmente em estrada ou dentro de áreas urbanas, prescindindo de uma orientação precisa fora destas, e tenha interesse num equipamento compacto e robusto, sem os inegáveis problemas de computadores que possuam discos rígidos.

Para estes, encontra-se à venda no Carrefour um GPS da marca Zaapa, modelo 5010, pelo preço de € 269.00 que, em determindadas condições, pode ser adquirido através de 6 prestações de € 44.83.

Este equipamento, basicamente um PDA com GPS a correr Windows CE, inclui mapas de Portugal e uma memória de 64 Mb, sendo as principais características as seguintes:

- Écran táctil de 3.5"
- Resolução de 320 x 240
- Interface intuitivo
- Cálculo de rota imediato
- Voz e aviso na navegação
- E-map actualizável via placa SD
- Dispositivo USB 1.1
- Windows CE Net 4.2 core

Pelo preço convidativo, e eventualmente pelas facilidades de pagamento, esta pode ser uma opção interessante para quem pretenda um equipamento com as características descritas.

Bombeiros de Leiria recrutam na escola


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Curso de emergência médica

Desde 2001, ano de criação do "Grupo de Socorro Primário" (GSP), já foram admitidos 50 alunos da Escola Secundária Afonso Lopes Vieira nos Bombeiros Voluntários de Leiria, número que a torna o principal campo de recrutamento desta corporação.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Leiria, Almeida Lopes, refere-se à Secundária Afonso Lopes Vieira como "o viveiro" da corporação, que tem 312 elementos no activo e necessita de recrutar novos voluntários com frequência.

"Este é um projecto exemplar a nível nacional", afirma o comandante, que salienta que "aumenta a capacidade operacional, eleva o nível cultural da corporação e leva os jovens a ocuparem o tempo de forma positiva."

No âmbito do GSP são ministrados três cursos: química do fogo, tripulante de ambulância de transporte e primeiros socorros, com o objectivo de educar os alunos para a saúde, segurança e solidariedade.

Situada em Gândara dos Olivais, perto do quartel dos Voluntários, a Escola Secundária Afonso Lopes Vieira fez o primeiro exercício de evacuação em 1990 e actualmente realiza três simulacros por ano, a última das quais ocorreu na semana passada, em parceria com os bombeiros de Leiria, onde foram postos em prática os ensinamentos que podem salvar vidas numa situação real.

De acordo com Jorge Baptista, professor de Biologia e coordenador do GSP, há mais de 200 ocorrências de socorro por ano na escola.

O "Grupo de Socorro Primário" foi formado em 2001 por sugestão de dois alunos da Escola Secundária Afonso Lopes Vieira ligados aos Bombeiros Voluntários de Leiria, e dos 50 alunos que entretanto aderiram à corporação, a maioria mantém-se no activo.

Depois de recrutados na Secundária Afonso Lopes Vieira, os estudantes entram nos quadros dos Voluntários quando fazem 17 anos, recebendo formação e, de forma progressiva, são integrados nos serviços de socorro onde muitos deles têm hoje posições-chave.

Esta é já "a quinta geração de alunos", que inclui 36 formandos, explicou o coordenador do Grupo de Socorro Primário, Jorge Baptista, adiantando que 75% dos alunos envolvidos no projecto têm aderido ao corpo activo dos Bombeiros Voluntários de Leiria.

Trata-se de um exemplo a seguir, dado que, para além do recrutamento, protocolos entre as corporações de bombeiros e as escolas permitirão não apenas o recrutamento, mas uma educação cívica e um treino indispensáveis na sociedade de hoje.

Numa altura em que se pretende ocupar os alunos durante todo o dia, muitas vezes recorrendo a actividades fastidiosas e de duvidoso valor educativo, a cooperação entre bombeiros e escolas pode ser uma das soluções para a promoção de acções de formação proveitosas no âmbito do socorro e da emergência.

O estabelecimento de protocolos entre bombeiros e as escolas locais, com base num programa a ser estabelecido a nível nacional, parece-nos de vital importância para a educação dos nossos jovens e para a construção de uma sociedade mais solidária.

terça-feira, maio 02, 2006

Fogo em Porto Espada


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Fogo de volta a Portugal

Um incêndio deflagrou ontem cerca da s 14:15 em Porto de Espada, no concelho de Marvão, sendo o maior desde o fim da última época de fogos florestais no distrito de Portalegre, informou fonte dos bombeiros à Lusa.

O sinistro deflagrou duas horas depois do ministro da Administração Interna, António Costa, ter apresentado em Portalegre o dispositivo de combate a incêndios florestais para este ano na região.

Segundo o comandante operacional dos bombeiros no distrito de Portalegre, Belo Costa, o incêndio que deflagrou cerca das 14:15, entrou em fase de rescaldo duas horas depois, tendo consumido uma área de cerca de dez hectares de pinhal.

"Tratou-se do incêndio de maiores dimensões registado no distrito de Portalegre desde o fim da última época de fogos florestais apesar de não ser uma área de grandes dimensões", disse.

O combate às chamas mobilizou 71 elementos de sete corporações, auxiliados por 17 viaturas e duas equipas de sapadores da Extremadura Espanhola.

Novos meios aéreos têm capacidade para mais 43% de água


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Avião pesado Canadair CL-415 em acção

O ministro da Administração Interna, António Costa, garantiu hoje que a capacidade de transporte de água dos meios aéreos disponíveis para combate aos incêndios florestais este Verão será 43% superior à disponível em 2005.

"Não vamos dispor de mais meios aéreos, mas haverá um aumento de 43% da capacidade de transporte de água", sublinhou António Costa, que falava em Viana do Castelo, no decorrer da apresentação do dispositivo distrital operacional do combate aos incêndios florestais.

Segundo o ministro, uma das "novidades" em 2006 será precisamente o envio, de forma automática, de um helicóptero para atacar os incêndios logo à nascença, porque "é um erro preservar os meios aéreos para quando os fogos já estão descontrolados", tal como referimos ontem.

"Querer apagar com helicópteros um incêndio já em fase descontrolada é como querer apagar a lareira da nossa casa a conta-gotas, ou seja, é perfeitamente ineficaz", afirmou António Costa.

Este ano, na Fase Bravo, que começa a 15 de Maio e se estende até Junho, o dispositivo nacional integrado de combate a fogos florestais disporá, em permanência, de 18 meios aéreos, um número que na Fase Charlie, de Julho a Setembro, subirá para 50.

António Costa disse que o Governo fez, ao longo dos últimos seis meses, "o trabalho de casa" para dotar o País de um novo quadro legal que lhe confira uma maior eficácia no combate aos incêndios, referindo, como exemplos, a Nova Lei de Bases da Protecção Civil, o Sistema Integrado de Protecção e Socorro e a alteração do Sistema Nacional da Defesa da Floresta contra Incêndios.

Sublinhou também a necessidade de "racionalizar" a intervenção dos meios humanos, definindo tarefas e missões, e a atribuição de equipamentos de protecção individual, como botas, luvas, capacetes e fatos, a todos quantos efectivamente participam "no teatro das operações".

O ministro realçou o facto de que a maior parte dos incêndios florestais resulta de negligência humana, e, por isso, apelou à participação "de todos" na prevenção, evitando comportamentos de risco, pondo especial ênfase no lançamento de foguetes, este ano completamente proibidos.

"É um apelo impopular, mas essencial: que este ano não haja foguetes que ameacem as nossas florestas, para que a alegria das festas e festividades não se transforme em grande tristeza", disse António Costa.

Na "Fase Bravo", o dispositivo nacional contará, em permanência, com 1.780 bombeiros e 413 veículos, além de vários outros elementos da GNR, do Instituto para a Conservação da Natureza e de equipas de sapadores, enquanto na "Fase Charlie", o número de bombeiros subirá para 5.100 e o de veículos para 1.188, números que já comentamos previamente.

Também já comentamos a questão de ser apontado sistematicamente para factores humanos as causas da maioria dos incêndios, numa perspectiva que visa ocultar a falta de eficácia das medidas governamentais de ordenamento do território e a responsabilidade das autarquias locais na falta de implementação dos planos a que são obrigadas.

Tal como referimos, voltaremos à questão da nova opção táctica na utilização dos meios aéreos, nomeadamente se foram adoptados os Kamov Ka-32, bem como aquelas que derivam do atraso na legislação relativa ao sector.

segunda-feira, maio 01, 2006

I Encontro de Blogues de Vila Viçosa


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Palácio Ducal de Vila Viçosa

Dia 22 de Julho vai-se realizar em Vila Viçosa o I Encontro de Blogues.

Esta é uma oportunidade de conviver com os seus amigos e trazer a sua família.

Tenha a oportunidade de se maravilhar com a beleza de Vila Viçosa, passe um dia diferente no I Encontro de Blogues de Vila Viçosa!

Divulgue também o I Encontro de Blogues de Vila Viçosa, falando do mesmo no seu blogue, criando também um link. Pode criar um link personalizado, copiando o código do selo do I Encontro de Blogues de Vila Viçosa e colando-o no seu blogue.

Poderá obter mais informações em:

I Encontro de blogues de Vila Viçosa
O Restaurador da Independencia no Google
O Restaurador da Independencia
Emprego no Alentejo
Taberna dos inconformados
Cidadela dos incultos
Abata Afefe
Quinto imperio digital

Já somos 12 inscritos no I Encontro de Blogues de Vila Viçosa. Porque espera? Vamos descentralizar a blogosfera!

Até Julho, em Vila Viçosa!

Armee Center - Excedentes militares na Alemanha


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Cartão Premium que confere 10% de desconto

Já mencionamos a possibilidade de obter equipamentos em estabelecimentos que comercializam excedentes de produção destinados às forças armadas.

A Armee-Center é uma loja virtual na Alemanha que fornece, a preços competitivos, peças de fardamento ou equipamento diverso, muito do qual pode ser utilizado em variadas actividades e são uma alternativa económica a várias lojas da especialidade.

Particularmente interessante, e de grande utilidade para clubes ou associações, são os cartões de desconto de cliente, que existem nas variedades "Premium", "Silver" e "Gold" e reduzem os preços de venda em 10, 15 e 20% respectivamente.

Sendo uma ideia inovadora, por um investimento inicial reduzido, é possível fazer compras em grupo a preços mais acessíveis, beneficiando ainda de um custo de transporte mais favorável.

O pagamento é feito através de cartão de crédito, a encomenda mínima é de 50 euros e os portes para Portugal custam a partir de 17 euros.

Fica o convite para uma visita a este "site", onde pensamos ser possível encontrar items de interesse, difíceis de encontrar enter nós a preços equivalentes.

Ministro garante resposta em 15 minutos no combate aos fogos florestais


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Veículos ligeiros todo o terreno de bombeiros

O ministro da Administração Interna, António Costa, garantiu hoje que 90% do território nacional terá neste Verão um dispositivo de combate a incêndios florestais capaz de intervir em 15 minutos após a ocorrência de fogos para evitar a propagação das chamas.

António Costa fez este anúncio em Bragança, na apresentação pública do primeiro dispositivo distrital de combate a fogos florestais, numa cerimónia que vai ser repetida em todos os distritos do nosso País.

O governante assegurou que o propósito para esta época de fogos, que arranca no próximo dia 15, é haver "capacidade para intervir no prazo máximo de 15 minutos em cada incêndio nascente", procurando controlá-lo na fase inicial e evitando a sua expansão.

A estratégia "implicou a estruturação de um dispositivo helitransportado e pré-posicionado de meios terrestres que dá uma cobertura de 90% do território nacional com uma capacidade de intervenção em menos de 15 minutos", afirmou o ministro da Administração Interna.

António Costa salientou igualmente o "novo conceito da utilização dos meios aéreos, que serão mobilizados imediatamente para um ataque na primeira intervenção e não resguardados para a intervenção quando o incêndio está a arder já em larga escala".

O ministro garantiu ainda que, já este Verão, haverá uma melhor articulação dos meios humanos, que incluem bombeiros, Guarda Nacional Republicana, sapadores florestais dependentes do Ministério da Agricultura e equipas do Ministério do Ambiente, com o objectivo de "haver prontidão para intervir e não homens e mulheres exaustos por dias e dias de combate insano contra esta terrível ameaça".

O distrito de Bragança conta este ano com um reforço do dispositivo de mais um helicóptero a sul, totalizando duas aeronaves, para além de 1.300 efectivos e 341 viaturas.

Para além do reforço de meios, que muitas vezes são inflacionados, a maior novidade, e a mais positiva, será o facto de atacar em força, recorrendo aos meios aéreos, os fogos nascentes, evitando que adquiram grandes dimensões e se tornem incontroláveis.

No entanto, em termos de melhoria de coordenação, temos dúvidas que tal aconteça, se excluirmos comparações com algumas situações caóticas que se verificaram, dado que não houve melhorias substanciais a nível de sistemas de comunicação, orientação ou mesmo de treinos conjuntos.

Assim, um dos factores essenciais, o treino e a aprendizagem conjunta dos coordenadores dos várias meios envolvidos, que demora tempo e obriga a estabelecer princípios de coordenação operacional bem defenidos e automatizados, parece continuar por alcançar, facto que, só por sí, pode comprometer o exito da próxima campanha.

domingo, abril 30, 2006

Loki GPS para Internet Explorer


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O Loki funciona por triangulação de antenas WiFi

Para quem não tenha GPS mas disponha de um portátil com Wi-Fi e use o Internet Explorer, já existe a possibilidade de utilizar um sistema de posicionamento geográfico por "software".

Embora actualmente esteja apenas disponível nos Estados Unidos, este processo de localização com base na posição das antenas de Wi-Fi está a começar a preparar a expansão para outros países, nomeadamente para áreas onde haja um número suficiente de antenas que garantam um posicionamento seguro.

O princípio do Wifi Positioning System (WPS) é simples e baseia-se em geometria simples através do uso uso de triangulações, e no tráfego gerado pelo computador para determinar a posição deste.

Mesmo sem cobertura Wi-Fi, é dada uma posição aproximada com base no endereço de IP do portátil, de modo a que haja um posicionamento geográfico rudimentar.

Brevemente, o Loki irá suportar outras plataformas, como o PocketPC, o Windows Mobile ou o PalmOS, bem como o MacOS e o Linux, e permitir o envio de SMS e a partilha de informação entre grupos restritos de utilizadores.

Enquanto esperamos que este ou outro sistema similar chegue a Portugal, deixamos aqui as ligações para o "site" deste sistema que, esperamos, virá a ter muitas aplicações no futuro.

O Kamov Ka32


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Kamov Ka-32A, o helicóptero selecionado

Sendo um dos assuntos discutidos na preparação da próxima campanha de fogos florestais, não queremos deixar de descrever este helicóptero de origem russa, que está no centro de um concurso que, conforme referimos, terminou com resultados polémicos.

A Kamov é uma das principais empresas russas, e mesmo mundiais, em termos de concepção e fabrico de helicópeteros, produzindo modelos inovadores que vão desde o muito conhecido Ka25 "Hormone", utilizado pela antiga União Soviética como arma anti-submarina, ao temível Ka-50 "Hokum", um modelo de ataque extremamente sofisticado e que será o equivalente russo do AH-64 "Apache" americano.

Uma das características inovadoras que caracterizam os Kamov é o duplo rotor com movimentos contrários, que permite a utilização de pás mais curtas, no caso do Ka32 de apenas 15.9 m de diametro, e dispensa a necessidade do rotor de estabilização na cauda, permitindo-lhe continuar a operar mesmo com danos importantes na cauda.


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O antecessor, o Ka-25 em versão anti-submarina

O modelo em causa, o Ka32, é um helicóptero de transporte multifuncional, que surge na mesma linha dos Ka25 e herda muita da experiência recolhida ao longo de anos, a que acrescenta várias inovações, sobretudo a nível de electrónica e comunicações, essenciais num planeta mais global e onde os compradores são oriundos dos mais diversos países.

O Ka32 está equipado com dois turbo-propulsores TV3-117 VMA com 2.200 Cv cada e tem um peso de descolagem máximo de 11.000 kg, podendo transportar até 5.000 kg de carga

A dimensão da cabine de transporte é de 4.52 m de comprimento, 1.24 de altura e 1.3 de largura e, para além dos 2 elementos de tripulação, pode transportar até 13 passengeiros.

O Kamov Ka32 atinge os 260 Km/h, tendo como velocidade de cruzeiro 240 Km/h, pode operar até aos 6.000 m e tem uma autonomía de 800 Km sem depósitos auxiliares.

Tal como muitos outros equipamentos desenvolvidos para fins militares, provenientes da Rússia, os Kamov oferecem uma excelente relação preço qualidade, com uma robustez e fiabilidade invejáveis, sendo uma das melhores opções possíveis.

No entanto, o facto de não estar certificado internacionalmente para transportar passageiros, para além de, na nossa opinião, impossibilitar missões de salvamento, já que em termos de busca pura e simples o transporte é irrelevante, implica sérias limitações na sua utilização.

Para além de servir como heli-bombardeiro, a possibilidade de transportar uma equipa de primeira intervenção, com equipamentos de sapador, é essencial como complemento do ataque a incêndios na sua origem, pelo que a falta de um seguimento imediato de combate em terra na sequência de descargas de água, comprometem seriamente o seu uso táctico.

Este é um assunto que continuaremos a acompanhar, nomeadamente em termos da certificação para efeitos de transporte de um modelo que poderá vir a ser utilizado entre nós nos próximos anos.
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