sábado, julho 22, 2017

Land Rover Owners de Agosto de 2017 já nas bancas

Já se encontra nos locais de venda habituais a edição de Agosto de 2017 da Land Rover Owners International, com o destaque de cada a recair nos diversos melhoramentos a introduzir em veículos destinados a expedições, sendo listadas opções em capítulos tão diversos como a circulação em estrada e fora dela e em diversas situações e estilos de condução.

Um Discovery com motor V8 e dois turbos, o restauro de um Range Rover Classic, um Defender 110 reconstruido, modificado e devidadmente equipado para operações de socorro, vem demonstrar que mesmo os modelos mais antigos continuam a oferecer um desempenho notável e uma excelente adaptação às mais diversas situações, mesmo quando estas envolvem os riscos inerentes a uma missão de salvamento.

A descrição detalhada de uma expedição no "Vale da Morte", nos Estados Unidos, é particularmente interessante, querendo ainda chamar a atenção para os alertas nos trajectos em Portugal nos meses de Verão, durante os quais existem diversas restrições a que, após a tragédia de Pedrogão Grande, deve acrescer uma forte dose de prudência e bom senso.

Constam ainda deste número diversos artigos técnicos, entre os quais o melhoramento dos travões do ainda recente Evoque, a apresentação de novos produtos, sempre complementados pela publicidade temática que quase constitui um catálogo, bem como a apresentação ou descrição de um conjunto de eventos, resultando num conjunto equilibrado e capaz de proporcionar muitas horas de leitura sobretudo a quem estiver de férias.

sexta-feira, julho 21, 2017

Governo desresponsabiliza o SIRESP - 5ª parte

Temos, portanto, falhas cuja extensão está por detalhar, e cujas consequências dificilmente serão apuradas, que decorreram antes das mortes ocorrerem, sendo justo interrogarmo-nos quanto à ligação entre a indisponibilidade temporária do SIRESP e situações como o encaminhamento de automobilistas para a EN 236-1 ou a morte de um bombeiro na sequência de uma acidente rodoviário e da impossibilidade de resgate subsquente.

O reconhecido caos vivido nas primeiras horas do incêndio de Pedrogão Grande, com o avanço das chamas e a demora em equacionar correctamente todos os problemas e aspectos de uma ocorrência desta dimensão, bem como as falhas de coordenação verificadas, mesmo que havendo falhas de comando, poderão ter sido potenciados pela falta de informação ou pelo atraso da sua transmissão, dificultando a apreensão de uma visão de conjunto e o seu seguimento em tempo real pelos comandantes no terreno.

Num período crítico, mesmo a intermitência assume contornos da maior gravidade, bastando que tal implique sucessivas demoras, imobilizando recursos essenciais ou impossibilidade de coordenação no momento, perdendo oportunidades e acrescendo o risco suportado por todos quantos, mesmo que não envolvidos nas operações, estão presentes nas áreas atingidas, factos que apontam no sentido de responsabilizar efectivamente o SIRESP, mesmo quando possam surgir dificuldades em apontar factos concretos.

A entrada em modo local como consequência da interrupção da ligação por fibra óptica coloca o SIRESP, em termos da sua operacionalidade, num nível muito baixo, com vulnerabilidades ao nível de uma simples rede comercial, perdendo em termos de funcionalidades, com uma oferta de serviços incompatível com os dias de hoje e que cada um de nós recusaria na altura de fazer um contrato.

quinta-feira, julho 20, 2017

"Lei da rolha" chega aos bombeiros - 1ª parte

Era inevitável que a decisão da Autoridade Nacional da Protecção Civil (ANPC) de mandar calar os comandantes distritais, remetendo toda a comunicação para a sede, gerasse mal estar e revolta, podendo, no limite, comprometer a segurança das populações, privadas dos avisos feitos localmente e divulgados pela imprensa presente.

Aparentemente, esta é a única alteração depois dos grandes incêndios e da tragédia de Pedrogão Grande e serve para evitar que declarações que colocam em causa recursos e o funcionamento de meios, como acontece com o SIRESP, tendo esta ordem a concordância da tutela que, efectivamente, a terá sancionado e manifesta agora a sua concordância.

Independentemente da origem e do facto de ser a ANPC a assumir a responsabilidade da ordem, o Governo nunca lhe será alheio, pela capacidade da tutela de a revogar, pelo que, em termos efectivos, esta é uma decisão governamental que, apesar de escudada atrás de outra entidade, tem que ser assumida como vindo do topo da hierarquia.

Naturalmente, o tipo de informação prestado na sede da ANPC por alguém que recebe relatórios e tenta fazer o seu resumo, é completamente diferente em detalhe e prontidão da que é prestada por quem está presente no teatro de operações, diminuindo em muito a sua valia e levantando sempre a questão do seu rigor face a uma possível filtragem de acordo com critérios desconhecidos.

quarta-feira, julho 19, 2017

Governo desresponsabiliza o SIRESP - 4ª parte

Das várias situações, indisponibilidade temporária, saturação e entrada em modo local, ocorridas em horas diferenciadas para as várias estações base afectadas, resultam distintas consequências, seja na condução da actividade operacional, do que pode decorrer o número de vítimas, seja na impossibilidade directa de adoptar medidas preventivas, situação das quais decorrem, igualmente, consequências que necessitam de ser devidamente analizadas.

Se a entrada das estações em modo local será posterior à ocorrência de mortes, e portanto estas não serão uma consequência desta falha, as dificuldades ou intermitência a nível das comunicações ocorre antes dos óbitos na EN 236-1, com a saturação a verificar-se na medida do aumento da mobilização de meios e interagindo com a inconstância verificada.

É normal que, quando existe intermitência, a insistência aumente, gerando maior tráfego, com estas solicitações constantes a gerar maiores dificuldades de acesso, numa espiral crescente que a premência da situação no teatro de operações justifica, demonstrando a fragilidade de um sistema incapaz de responder quando sob pressão.

Será este um dos problemas mais graves, com o sistema a ser incapaz de manter activas as comunicações necessárias num teatro de operações complexo mas, em caso algum, com contornos inéditos, seja em termos dos efectivos envolvidos, seja pela extensão ou configuração do terreno, seja por outras variáveis, as quais já se encontravam presentes noutras situações durante as quais se verificaram falhas que nunca foram corrigidas.

terça-feira, julho 18, 2017

O GPS Magellan 310

O Magellan modelo 310 é um receptor de GPS já antigo, com 12 canais de recepção, uma antena quadrifilar, a possibilidade de enviar dados em formato NMEA 0183 para um computador ligado via cabo série, de um modelo específico e que pode inclui ligação a tomada de isqueiro, que foi utilizado durante anos pelo exército britânico.

A memória interna permite alojar até 100 waypoints, ou pontos de passagem, 1 rota reversível com 10 etapas e um odometro de viagem, com os dados a serem visíveis num écran de 38 milímetros de largura, com uma capacidade gráfica reduzida, mas que permite ser iluminado para uma melhor leitura durante a noite.

A nossa experiência com este modelo, que tem dimensões de um telemóvel mais espesso que o costume, confirma que as suas capacidades em termos de aquisição de sinal e precisão já não estão de acordo com os padrões actuais, mas a operação revela-se muito simples e a fiabilidade, mesmo em condições adversas, foi sempre exemplar, sem nunca falhar ou perder o sinal.

Com dimensões de 157 x 53 x 33 milímetros, um peso de 110 gramas, o Magellan 310 é alimentado por duas pilhas AA, que garantem um periodo de operação particularmente longo, este é um modelo com muito poucas opções mas que tem uma resistência e durabilidade raras, o que pode justificar a perto de uma vintena de Euros necessários para adquirir uma unidade nova mas antiga proveniente de "stocks" militares.

segunda-feira, julho 17, 2017

Governo desresponsabiliza o SIRESP - 3ª parte

Face a este tipo de argumentação, que consideramos evasiva e, portanto lamentável, ao não abordar o cerne da questão, refugiando-se em questões periféricas, onde as dúvidas mais facilmente se concentram e ocultam o essencial, torna-se necessário recentrar a discussão, como forma de se evitar o atolamento em detalhes cuja relevância é diminuta e que não são mais do que uma cortina de fumo destinada a esconder a gravidade da situação.

A ligação directa entre uma causa e uma consequência, quando existem múltiplos factores, pode ser mais ou menos difícil de provar de forma inequívoca, dado que a combinação de possibilidades e a variação, subjectiva, da preponderância destas pode levantar dúvidas insanáveis numa perspectiva absoluta, mas deixa em aberto o uso de probabilidades e o peso desta pode apontar, para além de qualquer dúvida razoável, num dado sentido.

Entra o absoluto, ou quase e uma percentagem esmagadora, do ponto de vista da análise da realidade, a diferença pode, efectivamente ser escassa e, mesmo que o efeito em termos jurídico-legais seja distinto, a percepção para o público e para o juízo que este irá formar, será relevante e, no limite, determinante.

Assim, será relevante o estudo de um cenário alternativo, onde não se verificaram quebras ou indisponibilidades nas comunicações baseadas no SIRESP, sem o recurso a redes alternativas públicas, que consideramos uma opção inaceitável numa situação de crise, onde será sempre a própria rede de emergência a ter que assegurar a sua própria redundância ou recuperação automática de eventuais falhas.

domingo, julho 16, 2017

O "zeltbahn" - 1ª parte

O "zeltbahn" ou pano de tenda é uma peça de tecido resistente, em formato normalmente triangular, com 250 x 200 x 200 centímetros, na sua versão mais comum, e que pode ser utilizado para diversos fins, o que o torna especialmente flexível e apto para diversos usos civis e militares.

Juntamente com o pano de tenda são fornecidos acessórios como os paus, ou prumos, desmontados, as estacas e corda em extensão e quantidade para dar origem a um conjunto de configurações que, normalmente, implicam a utilização de mais do que uma única unidade.

Utilizado por diversos exércitos, como o alemão, russo ou finlandês, com modelos e padrões específicos, os "zeltbahn" permitem usos individuais, como substituito de um poncho, ou como uma pequena tenda ou abrigo individual, mas também reunindo diversas unidades, dando origem a abrigos de maiores dimensões.

Em termos individuais, o uso mais simples é como um simples poncho, passando a cabeça pela abertura existente e recorrendo, caso assim se pretenda, aos numerosos botões existentes ao longo do perímetro para proceder a algum ajustamento ao corpo que, inevitavelmente, será sempre bastante flexível e com uma forma bastante larga.
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