sábado, dezembro 29, 2007

Bombeiros vão dar curso com equivalência ao 9º ano


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Formação de bombeiros

Os Bombeiros Voluntários de Oliveira de Azeméis organizaram um curso na área da protecção civil e da prestação de socorros, integrado no programa "Novas Oportunidades".

O curso tem uma duração total de 2.010 horas e dará equivalência ao 9º ano de escolaridade, incluindo a mesma formação dada aos bombeiros, que corresponde a 970 horas do currículo.

Os destinatários deste curso de nível 2, cujo início está previsto para a segunda quinzena de Janeiro, são maiores de 18 anos, que frequentarão aulas de segunda a sexta-feira em horário pós laboral, entre as 19:00 e as 23:00, correspondendo a uma carga horária de 40 horas.

Os voluntários de Oliveira de Azeméis esperam que alguns dos formandos venham a integrar os quadros da corporação após terem concluido o curso que, para além da equivalência ao 9º ano, permitirá entrarem directamente para o quadro operacional.

Trata-se de uma iniciativa interessante, que surge como uma alternativa a formas de aprendizagem mais tradicionais mas que falham, muitas vezes, em termos de componente prática e não conferem nenhuma formação em áreas profissionais.

Por outro lado, não se limita a uma simples certificação de competências que, sendo uma opção válida quando parâmetros de exigência e de seriedade são seguidos, acaba por não acrescentar novos conhecimentos, limitando-se a verificar os existentes o que, num País com as carências educativas como o nosso, pode ser insuficiente e inadequado ao Mundo competitivo em que vivemos.

Para além do justo elogio aos bombeiros de Oliveira de Azeméis, não queremos deixar de lembrar que os bons exemplos devem ser seguidos e melhorados, sendo que este será um dos caminhos a seguir sobretudo no Interior do País, onde a formação é cada vez mais necessária.

Já foram encerrados 33 SAP - 1ª parte


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Serviço de Atendimento Permanente de Ovar

Ainda antes do fim de 2007, os Serviços de Atendimento Permanente (SAP) de Alijó, Murça e Vila Pouca de Aguiar, em Viana do Castelo, foram encerrados, juntando-se a uma lista crescente que atinge especialmente as populações do Interior.

No total, desde o início de 2006 foram encerrados 33 serviços de atendimento nocturno em centros de saúde, prevendo-se que mais dois encerrem no dia 2 de Janeiro e que nos próximos meses mais 23 serviços tenham o mesmo destino.

Serão encerrados, no total 56 SAP, com uma maior incidência na região Centro, onde já foram fechados 16 unidades, e prevendo-se para breve que este número suba significativamente.

No Norte, foram 9 as unidades encerradas e outras tantas seguirão em breve o mesmo caminho, enquanto no Alentejo encerrou um SAP e outro também será fechado.

Em Lisboa já encerraram três SAP, seguindo-se outros cinco e no Algarve foram seis as unidades afectadas, tendo cinco sido substituidas por urgência básicas.

Mas não são apenas os SAP a encerrar, pois a lista de blocos de parto ou maternidades também é extensa e já atinge a dezena de unidades, estando previsto para breve que em Cascais, Vila Franca de Xira, Torres Vedras, Guarda, Covilhã e Castelo Branco deixe de haver esta valência.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

"O Avião": localização GSM na investigação criminal - 2ª parte


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Detecção de posição através de triangulação

Caso seja possível seguir o telemóvel e o registo em antenas subsquentes, talvez o veículo em que este segue tenha sido filmado por câmaras de vigilância noutros locais, como portagens, podendo-se então analisar comparativamente horas de passagem e transição de uma antena para outra de modo a isolar uma só ou um grupo restrito de viaturas.

Obviamente, tal pesquisa é condicionada pela existência de registos por parte dos operadores a nível de antena GSM e dá trabalho a pesquisar, mas é uma das possibilidades existentes de vir a conhecer qual o cartão de origem, de destino e, com alguma sorte, os IMEI ou número identificador único dos telemóveis, um dos quais poderá ainda existir com o mesmo ou com outro cartão SIM.

No limite, pode-se, inclusivé, tentar apurar qual o número de cartão e IMEI do telemóvel que foi contactado a partir da zona do atentado e que nunca mais foi usado ou registado numa antena, presumindo-se que tenha sido o que foi destruido na explosão.


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Uma antena da rede de GSM

Em Portugal tende-se a abusar da prova testemunhal, que pode ser pouco fiável e muitas vezes acaba por se alterar durante o processo, ou em escutas telefónicas, que nem sempre obedecem aos requisitos legais e muitas vezes não interceptam nada de relevante ou comprometedor.

Em contrapartida, prova documental ou pericial tende a ser secundarizada ou usada como mero recurso quando tudo o resto falha, mas muitas vezes quando se envereda por esta via grande parte das provas já foram destruidas ou estão de tal forma degradadas que não são conclusivas, tal como aconteceu no caso Maddie com os resultados que todos conhecemos.

Não é nosso propósito alongar-nos nas questões da investigação criminal, mas muitos dos sistemas de localização, seguimento, detecção e outros que temos vindo a descrever ou analisar podem ser excelentes instrumentos de investigação, capazes de ajudar em muito na identificação de quem recorra a dispositivos que usem o espectro radio-eléctrico público.

Três novos satélites do Glonass já estão em órbita


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Visão esquemática de um satélite do Glonass

Com a colocação em órbita dos três últimos satélites que integram o sistema de navegação Glonass, a Rússia passou a dispor de um equivalente ao GPS americano, dispondo de uma cobertura global.

Espera-se que até ao final de 2009, estejam 24 satélites em operação, garantindo redundância e verificação e calibração, de modo a que a precisão e cobertura permitam concorrer com o GPS.

O Glonass foi iniciado como um sistema de mapeamento e orientação destinado a fins essenialmente militares ou de defesa civil do território nos anos setenta, ainda no tempo da antiga União Soviética, tendo o projecto ficado quase parado durante os anos noventa devido a falta de fundos.

Sob a presidência de Vladimir Putin, o projecto Glonass foi retomado, ultrapassadas as dificuldades financeiras e o que era sistema essencialmente destinado às forças estratégicas soviéticas passou a ter uma vertente comercial que poderá vir a rentabilizá-lo, tal como acontece com a indústria aero-espacial russa.

A conclusão do Glonass antes do Galileo e a capacidade que a Rússia demonstra em termos espaciais pode, efectivamente, vir a dificultar a exploração comercial do sistema de navegação por satélite europeu que, certamente, não estará pronto antes de 2009, altura em que os receptores poderão passar a ter um conjunto de sinais de orientação alternativos ou complementares do GPS.

Para o Galileo, a conclusão do Glonass pode ser um sério revés em termos comerciais, caso a Agência Espacial Russa decida comercializar os serviços e concorrer directamente com o GPS, atirando o sistema europeu para o terceiro lugar da corrida neste mercado em franca expansão.

quinta-feira, dezembro 27, 2007

"O Avião": localização GSM na investigação criminal - 1ª parte


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Explosão controlada junto do bar "O Avião"

Neste texto vamo-nos referir a atentado no exterior do bar "O Avião", ocorrido em Lisboa, como exemplo da localização via GSM.

Uma investigação deste tipo é como um novelo, onde, por vezes há pontas soltas que se podem desenrolar, outras podem estar de tal forma presas que não se conseguem puxar.

O essencial é ter um ponto de partida que permita começar e ir do registo de chamadas até aos telemóveis, que têm um identificador único e daí, se possível, até ao comprador ou ao utilizador, caso ainda esteja em uso.

Apesar de, segundo o artigo publicado no Expresso, o cartão de telemóvel que activou a bomba ter o número rasurado, a sua identificação depende da existência de registos do operador e de uma cronologia que, pela existência de câmaras de segurança que terá gravado a saida da vítima, deverá ser bastante precisa.

Seja o telemóvel que efectuou a chamada, seja o que a recebeu estariam registados na antena de GSM do respectivo operador com melhor sinal no local dos eventos, eventualmente a mais próxima, pelo que, havendo registos será possível tentar obter alguns indícios a partir desses dados.


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Mapeamento de cobertura de uma antena GSM

Será, neste caso, de verificar no local e nas várias redes, qual a antena onde os telemóveis se registam, algo para o que é necessário o apoio dos operadores.

Tendo uma hora relativamente precisa, eventualmente poderá ser averiguado que chamadas foram efectuadas passando pelas antenas do local aquela hora e com destino a um equipamento na mesma zona.

Será também de verificar que telemóvel de destino, que accionou a bomba, deixou na altura de estar registado de forma defenitiva e se, eventualmente, o que originou a chamada voltou a ser usado ou se se foi registando sucessivamente noutras antenas GSM, o que indica movimento e direcionalidade.

Internet Explorer 8 surgirá nos primeiros meses de 2008


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Logo do Internet Explorer

A versão beta do Internet Explorer 8 deverá ser apresentada e estar disponível para "download" nos primeiros meses do próximo ano, mas encontra-se já em "sites" de partilha na Internet.

Após os testes realizados com as versões Alfa, a Microsoft vai permitir aos utilizadores experimentar a nova versão do "browser" que foi concebido de modo a implementar um novo conjunto de standards, mas que também incorporará novas funções e uma maior interacção com o conceito "Live", que preside à forma de relação entre o fabricante e os utilizadores deste portal.

Esta versão já se encontra disponível em "sites" de partilha de ficheiros, sendo que desaconselhamos a sua utilização dado poderem estar infectados ou alterados, correspondendo ainda a versões iniciais cuja estabilidade desconhecemos.

Também reforçamos a ideia de que mesmo as versões Beta distribuidas pelos fabricantes não devem ser instalados em computadores que desempenham funções onde a estabilidade é essencial, dado que já não será a primeira vez a que assistimos a um comportamento imprevisível que leva à perda de tempo ou do trabalho em curso.

Lembramos que com o "Safari", que recentemente viu apresentada a versão Beta 3.04, tivemos experiências muito negativas com as "releases" iniciais desta geração, com falhas sucessivas quando eram lidos caracteres internacionais, o que impossibilitava a sua utilização e obrigou a proceder à sua remoção.

Também não queremos deixar de recordar que estas versões preliminares, muitas vezes, não premitem o "upgrade", necessitando de ser completamente desinstaladas antes de darem lugar à versão defenitiva, do que resulta um processo moroso e, por vezes, algo complexo.

A quem estiver interessado nesta versão de Explorer aconselhamos a esperar pela sua disponibilização por parte da Microsoft e a apenas instalá-la num computador de teste, eventualmente com um "browser" de outro fabricante, como o "Firefox" devidamente instalado para servir como alternativa para funções mais críticas.

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Afinal não são só os bombeiros a ser voluntários


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Emblema e sede da Polícia Judiciária

Não vamos comentar a operação "Noite Branca", que envolveu duas centenas de elementos da Polícia Judiciária (PJ) enquanto operação policial, mas o facto de esta só ter sido possível de realizar devido ao voluntariado dos participantes, merece um breve comentário.

Desde há muito se sabe que restrições económicas têm vindo a dificultar seriamente o trabalho da PJ, impossibilitando o pagamento de horas extraordinárias e obrigando a um esforço acrescido quem se debate com falta de meios materiais e humanos, nomeadamente a nível de especialistas.


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Evolução dos crachás da Polícia Judiciária

Não obstante as dúvidas que esta operação levanta e cujo sucesso só daqui a meses ou anos será possível de avaliar, fica uma justa homenagem a todos quantos se voluntarizaram para nela participar, correndo os riscos que uma acção deste tipo envolve, para cumprir algo que ultrapassa os deveres de um elemento de uma força policial.

Brevemente, como homenagem ao esforço dos elementos da PJ, iremos publicar um texto referente ao uma das investigações em curso, sobre as quais muito se tem escrito, mas pouco se tem analisado.

Pais querem sistemas de geo-localização para os filhos


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Trajecto obtido a partir de um localizador pessoal

Um inquérito realizado entre pais nos Estados Unidos revela que quase quatro em cada cinco dos inquiridos pensa oferecer aos filhos um telemóvel.

A razão essencial está relacionada com a segurança, que sentem será reforçada caso exista a possibilidade de a criança estar permanentemente contactável em caso de emergência.

Apenas uns escassos 13% fará esta aquisição para que a criança possa estar em contacto com a família ou amigos e menos ainda, apenas 6%, pensam em comprar um telemóvel por insistência da criança.

Curiosamente, ou talvez não, metade estariam interessados num equipamento que implementasse um sistema de geo-localização, baseado em GPS ou WiFi, de modo a saber em permanência onde estão os filhos, mas aparentemente quase todos desconhecem a existência deste tipo de aparelhos a preços cada vez mais acessíveis.

Lembramos que nos Estado Unidos os telemóveis recentes só podem ser activados se implementarem um sistema de localização, que normalmente será do tipo "Assisted GPS" ou AGPS, baseado num sistema de triangulação de antenas de GSM, mais barato do que o GPS tradicional, utilizável no interior de edifícios, mas com precisão inferior à do receptor dedicado que estamos habituados a ver.

Quase desconhecidos entre nós, os sistema de geo-localização que integram GPS e GSM, os mais precisos e os que dependem menos de tecnologia a instalar, serão uma alternativa interessante que, consideramos, poderem ser uma prenda de Natal simultaneamente útil e divertida que contribuirá em muito para a segurança dos mais novos.

terça-feira, dezembro 25, 2007

Feliz Natal


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Noite Feliz, Noite de Paz...

Desejamos um Feliz Natal a todos os nossos amigos e leitores, agradecendo o interesse com que leram os textos que publicamos e esperamos continuar a contar convosco durante o ano de 2008 que em breve começa.

Nesta época de paz e de solidariedade, queremos também lembrar aqueles que estão sós, os que nada têm, os que esperam pela paz ou anseiam por liberdade, bem como todos os que sofrem ou precisam de consolo, e que estão nos nossos pensamentos.

Para todos, aqui fica o nosso cartão de Natal, com os mais sinceros votos de Festas Felizes.

segunda-feira, dezembro 24, 2007

"Clip" para cinto em aço


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"Clip" para cinto em aço com mola de segurança

Existem vários modelos de "clips" para cintos, sendo os mais populares os que são extensíveis, mas quando existe a exigência de uma maior resistência, um sistema rígido em aço e com mola de segurança é a opção a ter em conta.

Esta é uma solução para transportar preso ao cinto e com segurança objectos que podem ir desde um porta-chaves a uma bolsa, passando por uma identificação, mas também por ser colocado ao contrário, com a saída virada para cima, dependendo da utilização.

Por poucos euros, esta é uma peça de múltiplas utilizações que pode ser usada em cintos com até cerca de 6 cm de altura, sendo uma recordação a ter em conta este Natal.

MAI prevê menos de 900 mortos nas estradas em 2007


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Bombeiros numa operação de socorro

Num ano em que o número de mortos nas estradas portuguesas aumentou em relação ao anterior, o ministro da Administração Interna (MAI), impossibilitado de falar em redução, optou por comentar o facto de o número de vítimas mortais ficar, "previsivelmente", abaixo das 900.

Fazendo a comparação com 2006, recorrendo aos dados do "site" da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, que aponta para os 850 mortos durante o ano passado, as 869 vítimas mortais ocorridas até 16 de Dezembro deste ano, representam uma subida que, em termos de tratamento estatístico, será pouco significativa para o MAI.

Para o titular do MAI, os números de mortes no final de 2007 "não serão muito diferentes em relação aos do ano passado", "seguramente um número abaixo dos 900, registados em 2006, um objectivo que apontámos para 2009 e que já concretizámos no ano passado e este ano".

Como justificação para o aumento do número de mortos, o ministro lembrou acidentes com várias vítimas mortais, como o que se verificou em 5 de Novembro em Castelo Branco, de que resultou a morte de 16 pessoas, mas o facto de a duas semanas do fim do ano estarmos a cerca de 30 mortos dos 900, transforma esta previsão numa aposta de risco.

Tal como em ocasiões anteriores, estamos diante de uma manipulação dos números, dado que, por um lado, não há um acompanhamento das vítimas, que permita conhecer o número exacto de mortes, e, por outro, se avaliarmos a redução do consumo de combustíveis, o número de quilómetros percorridos foi bastante inferior ao de anos anteriores.

Infelizmente, não houve ninguém que colocasse estas questões ao ministro, que quase certamente não responderia, pelo que o País continua a acreditar que morrem menos de 900 pessoas por ano em acidentes rodoviários e que da alteração das condições viárias e da diminuição de trânsito nada resultou em termos de sinistralidade.

Quando se discutem diferenças de poucas dezenas de vítimas mortais, brincando com estatísticas, em vez de avaliar a dimensão da tragédia, incorporando nos dados quem perde a vida em consequência dos acidentes, estamos a discutir detalhes e a esquecer o essencial.

Quando o ministro diz que, caso os números subam, tal será motivo não para investigar o que de errado se passa, mas para trabalhar com maior empenho num sentido que se desconhece, seria bom que fizesse correctamente as contas e adicionasse os feridos graves que perdem a vida nos hospitais, para que depois meditasse numa realidade que continua a ser ignorada.

domingo, dezembro 23, 2007

Verbas extraordinárias referentes aos fogos continuam por pagar


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Land Rover Série I com 50 anos

O atraso nos pagamentos aos bombeiros é, lamentavelmente, um tema recorrente, pelo que a notícia de que o Estado ainda deve perto de 500.000 euros aos bombeiros, resultantes de despesas extraordinárias no combate aos incêndios florestais deste Verão, acaba por não surpreender ninguém.

As despesas extraordinárias resultantes dos combates aos incêndios são as resultantes da necessidade de repor ou reparar equipamentos danificados ou destruidos, como veículos, mangueiras ou agulhetas, do que depende a capacidade operacional das corporações.

A esta verba, que deve ser paga através da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), acresce problema de atrasos em despesas com combustíveis e o reembolso de pagamentos efectuados à segurança social.

Estes atrasos, que têm um impacto severo nas associações humanitárias, já levou a que o presidente da Liga de Bombeiros Portugueses (LBP) tenha solicitado a adopção de medidas urgentes que permitam regularizar imediatamente as verbas devidas.

Este ano, o atraso é substancialmente superior ao normal, dado que as verbas referentes ao combate aos fogos do Verão eram normalmente, apesar de não haver nada de estipulado oficialmente, liquidadas entre Outubro e Novembro, algo que desta vez não se verificou.

Dado que só na passada quinta-feira a ANPC liquidou as despesas com combustíveis e segurança social relativos ao segundo e terceiro trimestre de 2007, é expectável que o atraso no pagamento das restantes verbas se venha a prolongar.

Para além destas dívidas, e para agravar a situação, também as verbas provenientes dos jogos sociais da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa dexaram de ser transferidas desde o mês de Julho, pondo em causa o normal funcionamento das corporações que se vêm forçadas a adiar pagamentos ou a tentar obter empréstimos.

Lamenta-se que o Estado não use do mesmo rigor com que cobra dívidas de contribuintes quando se trata de pagamentos seus que estão em atraso, comprometendo actividades da maior importância e provocando um efeito de dominó que, honestamente, ninguém sabe onde termina nem que custos ou consequências acarreta.

Tal como em muitos outros sectores, existe uma manifesta sub-orçamentação do que resulta um aparente maior equilíbrio das contas públicas, fácil de obter quando se adia o processamento e o pagamento de dívidas ou se transferem custos de funcionamento para empresas de capitais públicos cujo défice pode mais facilmente passar desapercebido do que quando incluidas nas contas de um qualquer ministério.

No entanto, quando se apuram não as contas mas as consequências, os atrasos nos pagamentos do Estado acabam sempre por ser suportados por todos, seja através de encargos ou juros, seja devido a uma quebra nas actividades que dependem da verbas em atraso para serem efectuadas, sendo que o verdadeiro custo económico e social da eternização de dívidas nunca é verdadeiramente apurado.
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