sábado, novembro 24, 2007

Estado quer indmnizações pelo custo de combate a fogos criminosos


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Uma floresta após um incêndio

O Estado pretende ser indemnizado pelos custos resultantes dos incêndios de origem criminosa ocorridos em propriedades públicas, tendo a governadora civil do Porto e o ministro da Administração Interna solicitado à Procuradoria Geral da República (PGR) que dê instruções para que os procuradores deduzam um pedido de indemnização cível.

Este pedido surgirá quando houver uma acusação em processo criminal, dirigida pelo Ministério Público, quando um incêndio seja resultado de um acto doloso ou negligente do qual resulte um prejuizo para o Estado.

O valor dispendido no combates aos incêndios florestais, segundo o parecer da PGR, "são susceptíveis de integrar o conceito de dano indirecto", pelo que o Estado deverá ser compensado pelas verbas dispendidas e que derivem directamente da ocorrência de um crime.

Este custo será, portanto, cumulativo ao resultante dos prejuizos causados pelos fogos, sendo que o Estado pretende ser ressarcido em ambas as vertentes e não apenas na respeitante aos efeitos dos incêndios.

Embora o princípio possa ser admissível, este pedido do Estado não pode deixar de nos fazer recordar o arquivamento do processo referente ao incêndio em Famalicão da Serra, de que resultaram vítimas mortais, sendo, portanto, de estranhar que, num País onde a negligência é considerada como um crime menor, quase desculpável, mesmo em função dos resultados, alguém agora se lembre de tentar recuperar o custo com as operações de combate aos fogos.

Por outro lado, presumimos que seja difícil fixar um montante e atribuir uma responsabilidade em exclusivo a alguém num País onde quase não existe prevenção nem ordenamento florestal e onde o próprio Estado se exime a muitas das suas responsabilidades.

Para além do incendiário, seja por dolo ou negligência, os incêndios têm muitos outros responsáveis que, por estararem numa posição de algum relevo, acabam por não ser julgados quando, por exemplo, não permitem a abrir caminhos florestais, reduzem verbas para a sua manutenção ou autorizam plantações de espécies que tornam a floresta um barril de pólvora.

Somos favoráveis ao apuramento integral de responsabilidades, mas estas não podem centrar-se exclusivamente nos autores materiais e esquecer quem, ao longo de décadas, compôs o cenário apropriado para este tipo de crime.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Bases para modelos - 8ª parte


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Esquema de uma base modular

Construir bases de uma certa dimensão permite realizar cenas mais complexas mas com o inconveniente de serem difíceis de armazenar e, por vezes, obrigarem a ocupar um substancial espaço durante a sua realização.

Uma solução possível é construir as bases em módulos separados que, posteriormente, serão colocados juntos, dando origem a um terreno contínuo de maiores dimensões.

Sendo fácil em teoria, a implementação é algo mais difícil, dado que obriga a planear com cuidado as peças, de modo a que, na altura de as colocar lado a lado, não surjam descontinuidades pouco naturais que prejudiquem o aspecto final.

A nossa opção foi a de desenhar uma base quadrada, com 20 centímetros de lado, à qual adicionamos paredes laterais, sendo depois fotocopiadas ou impressas em cartolina, após o que uma serão dobradas com os lados para cima e outras tantas com lados para baixo, de modo a obter uma simetria.

O interior da "caixa" resultante seria preenchido com uma massa plástica, tendo como limite o rebordo da cartolina, que assim garante que cada face poderá ser colocada junto daquela que foi dobrada de forma simétrica.

Assim, com um conjunto pequeno de bases diferentes, algumas das quais poderão ter casas, árvores ou outros elementos diferenciadores, consegue-se obter um número elevado de combinações, permitindo realizar cenários temporários complexos.

Campanha contra falsas chamadas para o INEM


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Meios de emergência do INEM

Chamamos a atenção para a campanha em curso que visa combater as falsas chamadas para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que têm vindo a mobilizar meios que deveriam estar disponíveis para acorrer a situações de socorro urgentes.

Já não é a primeira vez que esta situação preocupante, que mobiliza diariamente 25 meios de socorro, é aqui abordada, bem como a exigência da Comissão Europeia em localizar geograficamente as chamadas, mas este é um problema que continua, apesar das pressões, fruto de uma manifesta ligeireza na abordagem de um tema complexo.

Se por um lado temos o que alguns designam por "brincadeiras de mau gosto", a que se pode adicionar uma pequena percentagem de acções que pretendem deliberadamente prejudicar o sistema de socorro e quem dele necessita, por outro existe uma enorme tolerância para com comportamentos de extrema gravidade e que podem resulta na perda de vidas humanas devido ao atraso no socorro.

Duvidamos que alguém, mesmo os mais novos, não tenha consciência das consequências possíveis da activação indevidade de um meio de socorro, pelo que a actual moldura penal e a forma como são entendidos pelo Ministério Público os falsos alarmes, vem potenciar um perigo que nos pode afectar a todos.

Só quando a responsabilização de quem dá origem a falsos alarmes for proporcional as consequências, e equiparada a homicídio caso do atraso resulte a perda de uma vida humana, poderemos assistir a uma diminuição deste tipo de crime, sendo que para perseguir os culpados a localização geográfica e a identificação precisa da sua origem é absolutamente necessária.

Até serem modificadas as limitações legais e operacionais que dificultam a perseguição de quem pratica estes actos, dificilmente as campanhas de sensibilização darão algum resultado, dada a evidência da situação que relatam e a intuitividade de que estas se revestem no respeitante às consequências deste tipo de crime.

quinta-feira, novembro 22, 2007

Utilizadores podem editar o Google Maps


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Um écran do Google Maps

Vai ser possível aos utilizadores do Google registados nos Estados Unidos e na Austrália alterarem, de forma limitada e com algumas restrições, o conteúdo informativo do Google Maps, de modo a aumentar a precisão, eliminado pequenos erros que se sabe existirem.

A edição só será possível a quem tiver uma conta activa no Google, sendo necesário efectuar o respectivo "login" e não se podem introduzir alterações em locais que envolvam um conjunto de serviços públicos, como escolas, hospitais, edifícios governamentais ou esquadras de polícia, nem noutros considerados como sensíveis.

Também não é possível usar a opção de "Edit" para deslocar um local em mais de 200 metros da sua posição original, dado este ser o valor máximo de erro admissível, pelo que a sua movimentação numa distância maior ser, obviamente, errada.

O Google guarda sempre as coordenadas originais, de modo a poderem ser repostas, sendo possível verificar o posicionamento inicial e final de um dado objecto.

Esta opção, que torna o Google Maps mais interactivo e, portencialmente, mais preciso, levanta óbvias questões quanto à utilização desta nova possibilidade, que tendencialmente virá corrigir pequenos erros, mas que pode ser usado, mesmo que sem intenção, de forma a diminuir a precisão da informação disponível.

O Google responde assim a diversos utilizadores que, ao aperceberem-se de erros, normalmente no local onde vivem ou trabalham, pretendiam que fossem introduzidas alterações, mas o método escolhido pode resultar num caos, semelhante ao que se vive na Wikipedia no respeitante aos artigos mais polémicos.

Enquanto se espera que esta funcionalidade se expanda a outros países, aconselhamos os nossos leitores a irem tomando nota de eventuais erros que detectem no Google Maps e que, presumimos, terão a possibilidade de vir a corrigir.

O estranho ritual da desresponsabilização


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Um Ecureuil AS 350 B3 durante uma missão

Sempre que há um acidente, a tentação de todos quantos possam ter algum tipo de responsabilidade é a de arranjar uma desculpa e por os subordinados a falar por eles, invertendo assim princípios básicos de solidariedade.

Muitos ainda se lembram de quando caiu um viaduto sobre a estrada Lisboa-Sintra, cuja explicação com recurso a uma estranha e inaplicável teoria da borboleta que agita as asas no Japão veio a ditar a demissão do responsável pelas Estradas de Portugal, que substituia o ministro da tutela numa conferência de imprensa, bem como a corrida dos directores das forças policiais a justificar as afirmações de um mal infomado Ministro da Administração Interna relativamente a um assalto.

Agora que caiu um helicóptero e morreu o piloto, segunda situação que ocorre este ano com uma aeronave de combate aos incêndios, logo alguns responsáveis vieram a terreiro garantir a experiência da vítima, de modo a ilibar a tutela de ter colocado no terreno alguém sem a preparação necessária.

A suposta experiência de quem perde a vida é sempre a melhor e a mais fácil justificação, pois transfere as culpas da hierarquia, que apostou de forma correcta, para a vítima que, obviamente, cometeu um erro que, no fim, também não constará do inquérito oficial, destinado a proteger todos os envolvidos.

Na verdade, os relatórios tendem a branquear as situações, ilibando as vítimas, como que num estranho ritual de respeito pelos mortos, salvaguardando os decisores, que em última instância têm uma palavra, muitas vezes vinculativa, a dizer, e assegurando que as seguradoras pagam as devidas indemnizações.

Os atrasos nas entregas dos resultados dos inquéritos, ajustados até à exaustão para agradar e convir a todos, são exemplo e confirmação da sua inutilidade enquanto instrumento de apuramento da verdade e dos interesses que se movem em seu redor, manipulando o seu contéudo e as conclusões, tantas vezes inverosímeis, que pretendem passar como verdadeiras.

Todo este procedimento, tantas vezes repetido, se por um lado protege e salvaguarda todos os envolvidos, é também um exercício de falsidade que impede que os erros sejam corrigidos, permitindo que situações idênticas se repitam indefenidamente.

quarta-feira, novembro 21, 2007

Serviço "Places" do "Flickr" vai geo-referenciar fotos


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Imagem do Flick referencia no Google Earth

Um novo serviço do popular sistema de alojamento de fotos "Flickr" vai permitir geo-referenciar as imagens, à semelhança do que alguns concorrentes já fazem.

O "Places", traduzido por "Lugares" para os utilizadores portugueses, vai permitir aos utilizadores acrescentar informação geográfica ao conjunto de descrições e de etiquetas que o "Flickr" há muito implementa, facilitando o posicionamento através de uma base de dados com 100.000 localizações, muitas das quais já possuem as suas próprias páginas.

O "Flickr" existe há três anos e meio e recebe mais de 40.000.000 de visitas mensais, alojadondo para cima de 2.000.000.000 de fotos de utilizadores de contas gratuitas ou profissionais.

Torna-se uma opção cada vez mais popular entre os "sites" que alojam fotos permitir a sua identificação geográfica, facilitando a navegação e construindo um "itinerário virtual" que pode ajudar os visitantes a deslocar-se e a visitar pontos de interesse nos locais que pretendam conhecer.

78.000.000 de euros para combater os fogos em 2008


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Um Dromader idêntico ao que caiu

Durante a cerimónia de homenagem ao dispositivo que combateu os incêndios em 2007, ocorrida há semanas, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, anunciou que urante o próximo ano existirá uma Directiva Operacional Plurianual destinada a coordenar todos os intervenientes no combate dos incêndios florestais.

Na mesma altura, anunciou que estarão disponíveis 95 novos veículos operacionais e serão adquiridos 11 novos Veículos de Gestão Estratégica Operacional, estando previsto um investimento de 78.000.000 de euros nesta área, verba idêntica à dispendida este ano menos a correcção referente à inflação prevista.

Também foi anunciado que o Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro da Guarda Nacional Republicana passará a actuar nos distritos de Bragança e Lisboa e será criada mais uma Força Especial de Canarinhos, que actuará nos distritos de Setúbal, Beja e Évora.

As novidades para o próximo ano também incluem a profissionalização de todos os elementos helitransportados de primeira intervenção e a formação de 60 novos Grupos Especiais de Combate a Incêndios Florestais nos quatro primeiros meses do próximo ano, de modo a estarem disponíveis quando começar o Verão.

Nas mesma cerimónia, foi homenageada a título póstumo a única vítima mortal, até à data, resultante do combate aos incêndios deste ano, tendo o comandante Luís Cunha, que faleceu quando pilotava um Dromader, recebido a Medalha de Mérito.

Neste evento, presidido pelo Primeiro-Ministro, não se esperava uma análise objectiva da campanha de 2007 que, pelo número de ocorrências que se verificam actualmente, não se pode dar como concluida, mas podia-se esperar que houvesse algum ênfase na área da prevenção e do ordenamento do território.

Lamentavelmente, os números de novos meios lançados para o ar têm maior eco junto da comunicação social e da opinião pública do que os investimentos importantes mas discretos que são efectuados no sentido de prevenir os fogos, razão pela qual existe um óbvio estímulo para que uma opção política errada seja mantida ano após ano.

Em 2007, as condições climáticas foram excepcionais e a falta de uma reflorestação eficaz manteve extensas zonas-tampão capazes de controlar as chamas, mas a falta de atenção para a recuperação das áreas ardidas nos anos anteriores vai permitir que nestas surja uma vegetação densa e desordenada que num Verão quente será um autêntico barril de pólvora.

Os incêndios de Outubro e Novembro, ocoridos depois desta cerimónia que, por razões imprevistas, se revelou com extemporânea, vieram confirmar que o clima tem uma importância fundamental e que assinalar o fim da "época dos fogos", carece de sentido quando este é um fenómeno cada vez menos sazonal.

terça-feira, novembro 20, 2007

Mau tempo veio para ficar


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Transito num dia de chuva

Um dia depois daquele em que se verificou o record de incêndios, com 391 ocorrências, o Instituto de Meteorologia confirma que o mau tempo veio para ficar.

Com previsão de chuva forte para os próximos dias e vários distritos em alerta amarelo, será esta a transição de uma "época de fogos" algo deslocada no tempo para um Outono que tarda, facto que tem sido considerado como invulgar mas que se segue a um Verão também classificado como atípico.

Este foi também um dia em que os acidentes rodoviários, que têm sido numerosos nestas últimas semanas, tenham voltado a ser notícia, com situações graves derivadas do piso escorregadio, da falta de visibilidade e, em muitos casos, das deficientes condições dos veículos e das vias de circulação.

Talvez seja esta, e não o fim da "Fase Charlie", a altura para começar a avaliar os fogos deste ano e a tirar algumas conclusões, sempre na perspectiva de que as alterações climáticas que se fazem sentir devem refletir-se na disponibilidade do dispositivo de combate aos incendios ao longo do ano.

Autoridade da Concorrência multa empresas de alguer de meios aéreos


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Helicóptero ao serviço do INEM

A Autoridade da Concorrência (AdC) multou em 310.000 euros a Aeronorte e a Helisul por considerar que estas empresas agiram em conjunto, de forma a manipular o mercado, no concurso de fornecimento de Estado helicópteros para combate a incêndios, realizado em 2005.

Para a AdC, verificou-se uma "tentativa das empresas fazerem um cartel num concurso público", sendo que nas áreas de emergência", tal situação é de "grande gravidade".

Desta forma, a AdC multou a Aeronorte em 179.900 euros e a Helisul em 128.500 euros, devido ao acordo ente as empresas no concurso de 2005, após diversos anos em que concorreram uma contra a outra.

Em 2005 verificou-se um substancial aumento, quase para o dobro do ano anterior, com os valores a subirem de 638.900 euros em 2004 para 1.200.000 de euros em 2005, pelo que o Ministério da Administração Interna, optou por anular o concurso público e negociar directamente com as empresas a prestação do serviço de aluguer de meios aéreos.

No entanto, devido à anulação do concurso e à impossibilidade de o reabrir em tempo útil, segundo a AdC, "o Estado não obteve as condições ideais", vendo-se privado de negociar nas melhores condições ou de recorrer a outras empresas que não as concorrentes, do que resultou, após ajuste directo, um aumento de 317.000 euros relativamente ao ano anterior.

Parece justa à primeira vista, mas é muito discutível a multa aplicada pela AdC às duas empresas que propuseram ao Estado alugar um conjunto de helicópteros pesados durante o Verão de 2005.

O facto de as duas empresas que dominam o mercado nacional, as mesmas que têm ganho a maioria dos concursos recentes, se aliarem pode indiciar uma forma de manipulação do mercado, já que dificilmente enfrentarão algum tipo de concorrência.

Mesmo estando a lidar com um concurso internacional, a imposição de ter uma estrutura de apoio em Portugal obrigava a um acordo com um empresa portuguesa, dado que ninguém iria investir nos equipamentos de apoio e manter preços capazes de vencer o concurso.

Mas existe um outro lado que não foi abordado, nomeadamente o prazo ou calendário de lançamento do concurso que condiciona em muito a disponibilidade de meios no mercado internacional e os preços pelos quais estes são alugados.

As empresas portuguesas não possuem os meios, pelo que sub-contratam no exterior os aviões ou helicópteros que alugam ao Estado português, sendo, portanto, muito sensíveis a questões de calendarização, pois quanto mais perto da época de fogos, maior a escassez de meios e maior o preço pelo qual estes são alugados.

Outro aspecto é o de um concurso tardio poder, também, impedir uma única empresa de conseguir a totalidade dos meios constantes do caderno de encargos, obrigando a alianças que podem ou não se desejadas pelos próprios concorrentes.

Assim, para além de fazer incidir a sua análise essencialmente sobre os preços propostos ou a estranha aliança de dois concorrentes rivais, a AdC devia demonstrar, de forma exemplificativa, quais os preços de mercado na altura do concurso e qual a disponibilidade de meios existente, de modo a sustentar a sua decisão.

Recorrer ou fazer incidir sobre um único factor o peso de uma decisão, pode não traduzir o que de facto se passou e resultar numa derrota em Tribunal, algo a que, infelizmente, a AdC não tem conseguido escapar.

Com a entrada em cena da Empresa de Meios Aéreos (EMA), haverá, provavelmente, mais uma razão para a AdC voltar a intervir nesta sector onde os problemas de concorrência não são novos, mas podem ganhar uma nova dimensão devido ao estranho posicionamento de uma empresa de capitais públicos, que goza de uma série de vantagens, mas que mantém nos seus estatutos a possibilidade de prestar serviços no mercado, fora do âmbito do Estado.

Neste pressuposto, antes que surjam situações dúbias que a todos prejudiquem, seria vantajoso que a AdC analizasse o posicionamento da EMA de forma preventiva, evitando situações penalizantes das quais possam vir a resultar processos judiciais e indemnizações aos operadores privados.

segunda-feira, novembro 19, 2007

Maquete do Kamov Ka-32


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Maquete do Kamov Ka-32

Sendo pouco conhecido no Ocidente até há poucos anos, não havia miniaturas do Kamov Ka-32 até à Maquette, uma companhia originária da Europa de Leste, ter disponibilizado um modelo à escala 1/72.

As miniaturas da Maquette são de boa qualidade, comparáveis com marcas mais conhecidas, e a sua gama tem vindo a suprir lacunas graves para quantos se dedicam ao modelismo, tendo vindo a apresentar um conjunto de modelos raros que incluem não apenas miniaturas de aviões, helicópteros ou veículos da antiga União Soviética ou dos seus aliados, mas também de versões ou modelos ocidentais menos conhecidos.

Não conhecemos nenhuma loja em Portugal que venda esta miniatura, mas a Aviapress, baseada na Ucrânia, comercializa este modelo, incluido numa extensa gama de miniaturas de diversas marcas oriundas do Leste da Europa.

Numa altura em que os Kamov já se encontram entre nós, os mais interessados no tema podem assim adquirir uma miniatura deste helicóptero que quase todos já conhecem de nome mas que, efectivamente, poucos terão visto ao vivo.

LBP vai criar um Serviço de Ambulância dos Bombeiros


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Ambulância dos bombeiros

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) anunciou no seu Conselho Nacional Extraordinário, realizado em Chaves, que vai criar um Serviço de Ambulância dos Bombeiros.

Esta nova estrutura de serviços na área da saúde e do socorro pretende impor aos serviços públicos "seu próprio reconhecimento pela qualidade, proximidade e implementação no terreno", encontrando "formas de cooperação entre as corporações, a nível distrital, de modo a que elas se possam organizar e reforçar a prestação de serviços".

O presidente da LBP, Duarte Caldeira, adiantou que o novo serviço dos bombeiros vai ser criado dentro de 90 dias por uma equipa de missão nomeada para este fim, afastou, para já a hipótese de um eventual rompimento dos acordos assinados com o Governo na área da emergência hospitalar.

"Chegou o momento de evoluir para uma nova etapa de organização dos serviços de saúde dos bombeiros, precisamente, criando o Serviço de Ambulância dos Bombeiros, estruturado e organizado na base distrital e regional", acrescentou Duarte Caldeira.

Para o presidente da LBP, os bombeiros têm "consciência da importância que representa a nossa intervenção no território do continente, de que temos uma cobertura que o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) não consegue substituir e se nós tomássemos essa posição isso reverteria automaticamente num prejuízo objectivo para as populações".

Após um longo periodo de conflito com o Ministério da Saúde e, indirectamente, com o INEM, a opção da LBP por implementar um serviço autónomo deve ser encarada como um passo no sentido da coordenação dos meios das várias corporações e uma forma de padronizar serviços aumentando a sua qualidade.

Lembramos que os meios do INEM recebem verbas muito mais elevadas do que os seus congéneres dos bombeiros que prestam serviços idênticos e que o valor pago pelo Ministério da tutela tem sido contestado pela LBP, com várias corporações a enfrentar dificuldades devido aos baixos valores pagos e aos critérios dúbios para os calcular.

Esta será, também uma ocasião que a LBP devia aproveitar para corrigir o flagrante erro de reduzir de três para dois o número de tripulantes das ambulâncias quando em missões de socorro, dado que tal compromete seriamente a segurança das vítimas nelas transportadas.

Estando a LBP apostada num serviço de qualidade, que sabemos ter custos inerentes, será também de ter em atenção qual o modelo de financiamento proposto e que encargos poderão resultar para as corporações que venham a aderir a este projecto que pode vir a ser da maior importância na área do socorro em Portugal.

domingo, novembro 18, 2007

Finalmente extinto o incêndio na Peneda-Gerês


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Fogo na Peneda-Gerês (foto TVI)

Foi finalmente extinto o incêndio que lavrava desde a madrugada de sexta-feira, no Soajo, dentro do perímetro do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG).

Neste momento, ainda não é possível saber qual a área ardida, composta essencialmente de mato, estando ainda presentes no local efectivos dos bombeiros para evitar reacendimentos.

Este mesmo incêndio fora dado como extinto na sexta-feira, mas reacendeu na madrugada do sábado, obrigando à intervenção de meia centena de bombeiros provenientes das corporações de Arcos de Valdevez, Caminha e Vila Praia de Âncora que contaram com a ajuda de duas brigadas da força especial de bombeiros, de efectivos da Guarda Nacional Republicana e com o apoio de dois helicópteros.

Tal como no ano passado, em que mais de 3.500 hectares do PNPG foram consumidos pelas chamas, o tempo seco e os difíceis acessos, fruto de uma opção de defesa da floresta errada, dificultaram o combate às chamas e o trabalho de rescaldo dos bombeiros.

Já na segunda metade de Novembro, continua a ser possível registar incêndios que duram vários dias dadas as dificuldades que uma gestão errada e uma política de prevenção absurda criam a quem tenta debelar as chamas e se vê impossibilitado dado a falta de acessos.

Muitas vezes, mais do que o combate em sí, é a impossibilidade de dispor meios nos locais adequados que impede o sucesso no combate, razão pela qual se opta cada vez mais por usar até à exaustão meios aéreos, como forma de compensar todo um conjunto de trabalhos que não são efectuados.

A falta de planeamento, a inexistência de acessos e a desastrosa política de ordenamento do território, que roça a inexistência, tem, portanto, que ser compensada através de dispendiosos meios de combate aos fogos cujo valor de aquisição e custos de operação ultrapassam em muito as verbas necessárias para implementar medidas adequadas que tornem o nosso território menos vulnerável aos fogos.

Infelizmente, a opção continua a ser a de ir pela solução mais dispendiosa e menos eficaz que é suportada pelo aumento da carga fiscal, remédio universal que compensa a irracionalidade a que assistimos.

A EMA no "Expresso"


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Um Kamov a actuar na Grécia

Na edição deste fim de semana do semanário "O Expresso" vem um artigo sbre a Empresa de Meios Aéreos (EMA) e as polémicas que envolvem esta empresa pública.

Muitos dos temas abordados no artigo publicado no caderno principal do "Expresso" já foram por nós abordados em diversos textos, que incluem temáticas tão diversas como a sustentabilidade da EMA, a sua integração no mercado ou o recente acidente com um helicóptero de que resultou a morte do piloto.

A propósito da notícia que saiu no "Expresso", lembramos as questões relativamente à sustentabilidade da EMA, publicada em vários textos, a questão da prestação de serviços a terceiros, os seguros e a concorrência a nível do mercado, os problemas relacionados com as certificações e o acidente que ocorreu recentemente em Melgaço.

Caso procurem por "Empresa de Meios Aéreos" dentro deste "blog", serão diversos os textos que abordam a problemática resultante de uma ideia que, sendo à partida interessante, se tem revelado como um autêntico desastre que, neste momento, já assume contornos de tragédia.
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