sábado, julho 21, 2007

Área ardida é a menor dos últimos anos


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Gráfico de número de ocorrências

O relatório da Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF) com dados referentes aos fogos florestais entre o início do ano e dia 15 de Julho confirma a substancial redução de área ardida e de número de ocorrências relativamente a anos anteriores.

No intervalo contemplado pelo relatório da DGRF, estão contabilizados 3.811 ocorrências, correspondendo a 473 fogos florestais e 3.338 fogachos que devastaram 2.336 hectares, dos quais 1.059 são áreas florestais e 1.277 são mato.

Comparados com os valores médios dos últimos cinco anos, a dimuição do número de ocorrências é de -5.702 e o total de área ardida é inferior em -30.033 hectares.

A maior área ardida este ano ocorreu no distrito de Setúbal, com 512 hectares, seguindo-se Beja com 498, enquanto o maior número de incêndios florestais se verificaram no distrito de Braga, com 76 ocorrências e de Vila Real com 68.

Relativamente a fogachos, ou fogos com área ardida inferior a um hectare, o distrito do Porto é o que regista maior número, com 569, seguindo-se o de Braga com 401.

Os números vêm confirmar o que é intuitivo e que aponta para uma muito substancial diminuição a nível de ocorrências, que se cifra perto das 40% da média dos últimos cinco anos, e da área ardida, que fica bastante abaixo de 10% da média do mesmo periodo.

Sem entrar em triunfalismos absurdos, mesmo que no fim de Julho e em Agosto os números subam, espera-se que este seja um ano com valores em termos de área ardida e de ocorrências excepcionalmente baixos pelas razões que temos vindo a indicar e que as previsões para uma diminuição record se confirmem.

Será, no entanto, de analisar objectivamente as causas desta redução, verificando todos os factores que para tal contribuem sem menosprezar nenhum deles e dando especial atenção aqueles que são impossíveis de controlar, como os dependentes da meteorologia, dado que aí se concentram os maiores perigos.

Os relatórios do ano passado centraram-se muito nas melhorias que se verificaram no dispositivo, mas esqueceram que as condições meteorológicas e o aumento da área ardida resultante de anos anteriores especialmente trágicos, como os de 2003 e 2005, entre outros factores, têm uma influência decisiva no número de ocorrências e na forma como os incêndios se propagam ou são contidos.

Sem uma análise correcta e simulações nas quais se façam variar diversos factores, separadamente ou em conjunto e uma comparação com anos anteriores e cenários obtidos a partir de outros países mediterrânicos, dificilmente se chegará a conclusões correctas, essenciais para os trabalhos de planeamento futuro.

sexta-feira, julho 20, 2007

Fogo na Chamusca aproxima-se de habitações


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Um incêndio no Verão de 2006

Durante a tarde de hoje um incêndio florestal que deflagrou pelas 15:20 em Galega, no concelho da Chamusca, distrito de Santarém chegou a ameaçar algumas habitações.

No combate estiveram presentes 51 bombeiros, apoiados por 12 viaturas, e equipas de sapadores da Afocelca com outros 5 veículos, tendo participado nas operações três helicópteros.

Este incêndio chegou a lavrar com grande intensidade devido ao vento e as chamas aproximaram-se perigosamente de algumas habitações, mas nenhuma destas foi atingida.

Após consumir zonas de mato e pinhal, o incêndio ficou circunscrito pelas 16:00 e duas horas depois foi dado como extinto.

Este ano ainda não se verificou nenhum grande incêndio, tal como sucedeu em anos anteriores, tendo as chuvas que cairam nos últimos meses, inclusivé este, contribuido grandemente para o sucedido, mas as previsíveis altas temperaturas de Agosto poderão criar situações complicadas, sobretudo na segunda quinzena desse mês e entrando por Setembro.

Pode-se prever que teremos um Agosto semelhante ao Julho de outros anos, com maior número de ocorrências a partir de meados do mês, e com uma perspectiva de continuidade na primeira quinzena de Setembro, mês que poderá ser mais complicado do que em anos anteriores.

24.000 chamadas falsas para o 112 em 2006


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Os helis do INEM fizeram 10 anos dia 17

Segundo informou o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), durante o ano passado, a linha de emergência 112 recebeu 24.000 chamadas falsas, do que resultaram saídas de 9.000 sem motivo real.

Estes dados constam do comunicado do INEM "E se precisasse de uma ambulância e esta estivesse ocupada numa chamada falsa", que adianta que a média diária de chamadas falsas é de 66, das quais resulta a mobilização de meios em 25 dos casos.

No texto pode ler-se que "cabe a todos - instituições, cidadãos, comunicação social", assegurar e ensinar que o 112 é um número que só deve ser utilizado em situações verdadeiras. É que, cada brincadeira para este número pode provocar dificuldades no socorro a quem dele verdadeiramente necessitar".

Este número de falsas chamadas, que consome importantes recursos nos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), onde são feitas as triagens, e em termos de meios operacionais, pode ter consequências graves e sobrecarregar um sistema que, em várias épocas do ano, atinge verdadeiros picos.

Num texto anterior, em que esta questão foi abordada em relação aos incêndios florestais, contestamos a moldura penal existente, a qual não tem em conta eventuais consequências resultantes da activação de recursos na sequência de uma chamada falsa, sobretudo se, da sua falta ou atraso, resultar a perda de uma ou mais vidas humanas.

As sanções prevista na lei, que se baseiam no acto e não nas possíveis e, por vezes, reais consequências, não têm o efeito dissuasor que reduzam este tipo de crime, sendo que a não localização das chamadas vem dificultar as investigações.

Só após a implementação de um sistema adequado de geolocalização, que identifique também os telefones móveis, e de alterações a nível legal, agravando as sanções em função das consequências, se poderá esperar que aqueles que são insensíveis às campanhas educativas do INEM possam desistir de atitude que colocam em perigo, inclusivé, a sua própria vida, dado que ninguém sabe quando vai necessitar de um meio de emergência.

quinta-feira, julho 19, 2007

EUA e UE preparam acordo de interoperabilidade entre GPS e Galileo


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Esquema do Galileo: para quando a realidade?

Deverá ser assinado ainda esta semana um acordo entre os Estados Unidos e a Comissão Europeia estabelecendo bases de interoperabilidade entre os sistemas de navegação por satélite, GPS e Galileo respectivamente.

O objectivo deste acordo é utilizar um sistema comum de frequências de forma a que a informação enviada pelos satélites se possa complementar, fornecendo dados com maior precisão e disponibilidade.

Apesar de o Galileo estar atrasado e surgirem dúvidas quanto à sua viabilidade económica, estando previstas diversas alterações na sua condução, a interoperabilidade surge como inevitável pois espera-se que os fabricantes de receptores produzam equipamentos capazes de receber e combinar informações de ambos os sistemas de orientação.

Para além de aumentar a precisão, a combinação de sinais pode compensar dificuldades de recepção de um dos sistemas em áreas específicas ou se um ou mais satélites estiverem fora de serviço.

Actualmente o sistema GPS inclui um total de 30 satélites, estando previsto que o Galileo disponha do mesmo número em 2010 e que esteja operacional dois anos depois.

Esta aliança era expectável, pois caso não fosse efectuada a nível dos sistemas, a compatibilização seria realizada nos equipamentos receptores que receberiam sinais de ambos e os combinariam, de forma a obter os melhores resultados possíveis, mesmo que disso resultasse um preço mais elevado para o utilizador final.

No entanto, para além das intenções, o problema mantém-se pois a viabilidade do Galileo não nos parece assegurada, mesmo que a Comissão Europeia decida aumentar o investimento que, com menos parcerias privadas, acabará por recair no contribuinte europeu e poderá ver a sua entrada em funcionamento adiada.

Espera-se, pois, que exista uma solução política que permita manter o calendário do Galileo sem o que outras potências, como a China ou a Índia poderão vir a antecipar-se, sendo que uma opção por parte da Rússia de abrir o seu sistema, actualmente para uso exclusivamente militar, poderia vir baralhar ainda mais os possíveis cenários e comprometer o futuro do sistema de navegação europeu.

62% de abstenções em Lisboa


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As campanhas contra a abstenção falharam

Num texto recente previamos uma taxa de abstenção de 60% nas eleições para o executivo camarário que ontem se realizaram em Lisboa, algo que veio a ser confirmado pelos dados oficiais que revelam um valor ligeiramente superior às nossas estimativas, consideradas por muitos como francamente pessimistas.

Este nível de abstencionismo poderá resultar de diversas causas, mas recusamos-nos a considerá-lo, como o apontam alguns candidatos, como um voto de protesto, uma expressão contra a convocação de eleições, ou tantas outras interpretações que apenas derivam do interesse pessoal ou partidário.

Mesmo a altura do ano, que é obviamente um factor de peso, não explica o que será um indício de alheamento pela política e de profunda desconfiança pela actual classe política, demonstrado pelas elevadas votações obtidas por quem não dispõe de uma máquina eleitoral partidária.

Os resultados eleitorais em Lisboa, para além de evidenciar o divórcio entre os cidadãos e a política, apontam ainda para o afastamento em relação ao sistema partidário, patente nas elevadas votações de candidatos independentes que, sem os apoios de partidos, obtiveram resultados superiores aos alcançados por listas que dispunham de um apoio só possível através de uma estrutura organizada e financiada.

Da experiência do nosso relacionamento com o poder político, que permanece autista, autoritário e, efectivamente, cada vez menos representativo dos cidadãos deste País, que são vistos como um incómodo, um mal necessário cuja forma de substituir ainda não foi encontrada.

Lamentavelmente, à atitude reprovável do poder político, muitos respondem pela indiferença, pela ausência e pela resignação, do que resulta o eternizar de uma situação que se pode considerar como uma paz podre, que em nada contribui para o desenvolvimento do País e para a afirmação individual e colectiva dos seus cidadãos.

Enquanto a opção de muitos for a demissão deveres de cidadania, o direito de reclamar e de exigir dificilmente será concedido e menos ainda escutado por um sistema político que já percebeu que não é efectivamente penalizado quando ignora aqueles de quem, em termos legais, depende a sua legitimidade.

Espera-se que, após este acto eleitoral, haja uma reflexão de parte a parte, seja por parte do sistema político, que continua a relativizar os resultados, esquecendo que o número de abstenções retira credibilidade e legitimidade objectiva, seja por parte dos eleitores, que ao demitirem-se de um dever básico, renunciam igualmente à maioria dos seus direitos.

quarta-feira, julho 18, 2007

Concurso para aviões pesados será aberto a "curto prazo"


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Um Canadair CL-415 em acção

O Ministro da Administração Interna (MAI), Rui Pereira, anunciou a abertura a curto prazo de um concurso internacional para fornecimento de dois aviões pesados de combate aos incêndios florestais.

Segundo o titular do MAI, este concurso obedecerá a "regras de imparcialidade" e "não há vencedores antecipados", pelo que o caderno de encargos contemplará diversos modelos existentes no mercado.

Desta forma, será assegurado que o concurso não será "feito à medida" de nenhum dos participantes, colocando o limite mínimo de capacidade nos 5.000 litros, de forma a que, para além dos Beriev Be-200, também os Canadair CL 415 possam concorrer.

Apesar da garantia de isenção, o facto é que este ano o concurso permitiu apenas a participação do Be-200, tendo sido alugados, por ajuste directo, dois destes aparelhos que custam ao Estado 2.500.000 de euros a que acrescem 9.300 euros por cada hora de voo.

Um dos aviões irá operar em Portugal até 10 de Setembro e o outro até 30 de Setembro, conforme o contrato estabelecido entre a Empresa de Meios Aéreos SA (EMA) e a empresa russa Beriev Aircraft Company.

Para o responsável do MAI, o ajuste directo foi realizado por um valor inferior ao do concurso que, devido a uma sequência de incidentes que tem sido habitual, acabou por inviabilizar o procedimento.

Na mesma altura, Rui Pereira garantiu que o "problema técnico" de que resultou o acidente na barragem da Aguieira já fora ultrapassado, havendo o número suficiente de pontos de recolha de água que permitam a este avião operar sem problemas.

Os Beriev estão estacionados em Monte Real, mas poderão operar a partir da Base de Beja ou de aeroportos civis, em articulação com a Força Aérea Portuguesa e as autoridades aeroportuárias e durante as missões levam a bordo um elemento de ligação para o dispositivo nacional de protecção civil.

Lembramos que a Itália, apesar de uma orografia mais favorável e da eventual possibilidade de abastecer no Mediterrâneo, recusou adquirir os Beriev dada a sua capacidade de manobra ser considerada insuficiente, mas da experiência italiana, sobretudo realizada na Sicília, aparentemente pouco se retirou para efeitos de apreciação deste modelo.

Apesar das afirmações de Rui Pereira, os esclarecimentos relativos ao acidente com o Beriev ocorrido o ano passado continuam a ser escassos e, confessamos, inaceitáveis, dado que se trata de um erro de planeamento que revela uma negligência incompatível com as obrigações e exigência de uma missão deste tipo.

Por outro lado, continuamos a contestar a forma como decorrem os concursos, preferindo que os concorrentes possam apresentar as suas propostas com maior liberdade, sem restrições apertadas, mas com base nos objectivos operacionais que se pretendem atingir.

Desta forma, mais do que adquirir um determinado número de aviões, consideramos que o caderno de encargos, feito em conjunto com a Protecção Civil, devia centrar-se num conjunto de permissas que devem incluir, por exemplo, a capacidade de descarga, a prontidão, a flexibilidade, a ocupação de espaço aéreo e contemplar todas as condições e infraestruturas existentes, de modo a que sejam apresentadas soluções, incluindo a nível de financiamento, manutenção, formação e outras, e não apenas valores e características que pouco valor acrescentado trazem.

A nossa proposta vai, portanto, no sentido de abrir concursos que visem obter as melhores soluções e não apenas adquirir material, adicionando assim valor acrescentado e novas ideias e conceitos que venham enriquecer e valorizar o esforço feito no sentido de dotar o País de um sistema de socorro mais eficaz baseado em meios próprios.

terça-feira, julho 17, 2007

Intel apoia One Laptop Per Child


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O OLPC XO previsto para Setembro

Após uma oposição inicial, a Intel anunciou que vai apoiar o projecto de Nicholas Negroponte, anterior responsável pelo Instituto de Tecnologia do Massachussetts, de construção de computadores portáteis de baixo custo.

Este projecto, que já mencionamos por diversas vezes, destina-se a contribuir para o acesso às tecnologias de informação de crianças e jovens de países pobres ou em vias de desenvolvimento, fornecendo computadores portáteis de baixo custo.

Com esta decisão, a Intel passará a ter um representante no conselho da "One Laptop Per Child (OLPC) Foundation", responsável pelo desenvolvimento do modelo XO, um computador portáil que deverá entrar em produção em Setembro e será vendido por um valor que se estima perto de 176 dólares.

Para além deste apoio, a Intel e a Fundação OLPC vão estudar formas de colaboração nos campos de tecnologia e dos conteúdos educativos.

O projecto OLPC tem sofrido alguns atrasos e o preço do equipamento subiu substancialmente desde os 100 dólares estimados inicialmente para os 176, algo que se deve à introdução de melhoramentos, a uma taxa cambial desfavorável resultante da desvalorização do dólar e ao aumento de custos de produção.

No entanto, a um preço que ronda os 130 euros, o OLPC é um equipamento extremamente interessante e concebido para operar em ambientes onde computadores convencionais dificilmente sobreviveriam, sendo um dos projectos de desenvolvimento das tecnologias da informação que poderá dar maiores frutos no futuro.

Tal como anteriormente, lamenta-se que Portugal tenha optado por ficar de fora deste projecto, que seria uma forma de fornecer portáteis de baixo custo a crianças e jovens desfavorecidos, tendo optado por uma solução mais dispendiosa, baseada em Windows em vez de Linux, e que poderá não apresentar vantagens relativamente ao OLPC que justifiquem o maior investimento em dinheiros públicos.

Quando é que a comunicação social se lembra dos incêndios?


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Notícia de capa num jornal em 2005

Na sequência de um texto publicado no "blog" Corta Fogo, queremos lembrar o papel da comunicação social, que já abordamos no passado, na cobertura e na abordagem de toda a problemática dos incêndios florestais.

Excluindo aquilo a que podemos chamar "informação-espectáculo", baseada em imagens de choque, onde as chamas, o esforço dos bombeiros ou o desespero das populações são centrais, muitas vezes sem qualquer tipo de informação que ajude a enquadrar as imagens, a problemática dos incêndios florestais raramente merece algum protagonismo na comunicação social portuguesa.

Mesmo situações pouco claras, como as adjudicações por ajuste directo envolvendo elevadas verbas, passam ao lado quer da comunicação social, quer da própria agenda política, apesar da apetência demonstrada por tudo o que possa estar rodeado de polémica.

Infelizmente, os temas essenciais não noticiados e, menos ainda, debatidos ou analisados pelo que questões tão essenciais como o modelo de desenvolvimento que se pretende para o País, a regionalização ou a própria coesão nacional, tantas vezes colocada em perigo devido ao abandono a que estão votadas larga zonas do Interior, continuam ausentes dos orgãos de comunicações social, acabando por ser confinados a publicações regionais ou artigos de opinião presentes na Internet.

Temas complexos e amplamente noticiados, como a morte de bombeiros em Famalicão da Serra, foram rapidamente esquecidos e nunca os jornalistas pressionaram as entidades governamentais no sentido de divulgar as conclusões dos inquéritos e dos relatórios feitos após o acidente.

Provavelmente este ano, se as previsões se confirmarem e a área ardida for comparativamente pequena, os incêndios florestais apenas surgirão nas televisões e imprensa generalista caso se verifique alguma tragédia, após o que serão rapidamente substituidos por temas que atraiam maior atenção por parte das audiências.

Consideramos que o papel da comunicação social não é o de se limitar a fornecer o tipo de informação que as audiências preferem, seguindo critérios de mera rentabilidade que podem resultar na submissão a meras opções económico-financeiras, mas o de ir mais longe e contribuir para que o público tenha acesso a um conjunto de dados que permita avaliar de forma realista o que se passa no País e no Mundo.

Lamentavelmente, e com poucas excepções a quem prestamos a devida homenagem, poucos são os orgãos informativos que têm acompanhado ao longo de todo o ano os temas que aqui abordamos na esperança de que não sejam esquecidos pelo poder político e pelo público em geral.

segunda-feira, julho 16, 2007

Nokia N800 vão incluir o Skype


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O N800, um autêntico computador de bolso

A Nokia, fabricante sueco de equipamentos de telecomunicações, vai incluir no sistema operativo dos N800 o Skipe, permitindo fazer chamadas via Internet.

Os actuais utilizadores, que não trazem o "software" de origem, poderão instalá-lo através da Internet, estando previsto estender a utilização do Skype a outros modelos.

Cada vez mais, como alternativa a comunicações convencionais via rede móvel, os fabricantes de telemóveis optam por incluir "software" que permita ligações via Internet, do que resultam ligações muito mais baratas, sobretudo se falarmos de chamadas internacionais.

Lembramos que, para além das chamadas gratuitas via Skype, existem complementos que permitem fazer ligações para telefones convencionais, sendo a chamada encaminhada via Internet até a uma central próxima do destino, após o que segue de forma idêntica a qualquer outra ligação feita por um telefone fixo.

Os equipamentos da Série N da Nokia, estão cada vez mais polivalentes e permitem incluir sistemas de navegação com ligação a GPS, constituindo soluções particularmente interessantes dada a sua versatilidade e transportabilidade.

Despiste de ambulância provoca 4 feridos graves


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Ambulâncias do INEM

Uma ambulância dos bombeiros de Tavira despistou-se esta manhã, pelas 08:38, na A22, entre Vila Real de Santo António e Faro, provocando quatro feridos graves.

Na altura a ambulância transportava três tripulantes e um sinistrado de outro acidente, tendo o socorro sido efectudo por elementos de duas corporações algarvias, com 17 elementos e seis veículos, tendo sido apoiados por três viaturas do Instituto Nacional de Emergência Médica com um total de seis tripulantes.

O ferido com maior gravidade, um bombeiro, foi evacuado de helicóptero para o Hospital de São José, em Lisboa, para onde foram igualmente transportados de ambulância um colega e o sinistrado que seguia no veículo acidentado, enquanto a terceira vítima, um bombeiro, foi transportado para Faro.

Sem comentar este caso em particular, que será, em dúvida, objecto de um inquérito, não podemos deixar de lembrar que algumas das decisões recentemene adoptadas poderão resultar no aumento do número de acidentes com ambulâncias.

Em primeiro lugar, o encerramento de unidades de saúde no Interior obriga a deslocações mais longas que, teoricamente, serão efectuadas a uma velocidade mais elevada, única forma de manter os mesmos tempos de resposta, com a inevitável consequência do aumento do risco para os envolvidos, sejam eles tripulantes, sejam outros ocupantes.

Em segundo lugar, os modelos de financiamento das corporações continuam a não permitir a necessária renovação do material e a manutenção mais apropriada, facto agravado com o desgaste suplementar resultante da situação anteriormente descrita e que implica maior número de quilómetros percorridos e um esforço adicional para os componentes mecânicos das viaturas.

Destas situações, resultará igualmente um maior desgaste das tripulações, seja em termos de cansaço físico, seja a nível psicológico, aumentando o risco de erro e de acidente.

Temos, também, a questão da necessidade de formação específica na condução de veículos de emergência, algo que não depende apenas da prática e deve ser complementado através da frequência de cursos que, infelizmente, acabam por não estar ao alcance de todos quantos deles necessitam.

Apesar de já termos abordado previamente este assunto, a importância de que se reveste e o agravar das condições objectivas em que se realizam as missões de socorrro, leva-nos a relembrar algo que tende a ser esquecido para, subitamente, ser recordado quando um acidente demonstra que ainda há muito trabalho a fazer na área do socorro.

domingo, julho 15, 2007

Risco máximo de incêndio no Interior Norte e Centro e no Algarve antes de dia de chuva


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Carta de risco efectuada a 14 de Julho

Num dia particularmente quente, com temperaturas acima dos 30º, o risco de incêndio no Interior Norte e Centro e no Algarve fez aumentar o risco de incêndio para níveis "muito elevado" e "máximo".

Apesar disso, só pelas 18:00, se verificaram os primeiros incêndios significativos, ambos no distrito de Santarém, estando neste momento já dados como extintos.

Pelas 17:39, um incêndio começou em Barreiras do Tejo, no concelho de Abrantes e foi combatido por 42 bombeiros.

Pouco depois, pelas 18:02, um novo incêndio foi declarado, na Estrada de Marinhais, em Salvaterra de Magos, tendo mobilizado 56 bombeiros, apoiados por 17 veículos.

Segundo o Instituto de Meteorologia (IM), durante o dia de Domingo uma frente fria provocará um arrefecimento da temperatura máxima, prevendo-se períodos de chuva nas regiões do Norte e Centro, que poderão durante a manhã ser temporariamente moderada a forte no Minho e Douro Litoral, passando depois a regime de aguaceiros.

Este dia de chuva, mesmo que esta não seja forte, acompanhado de uma descida de temperatura, ocorrendo em meados de Julho, pode dar um contributo importante na diminuição da área ardida, reduzindo o risco e as condições de propagação das chamas durante alguns dias.

Mesmo nesta perspectiva, é aconselhável seguir as informações que o IM, através da carta de risco actualizada diariamente, vai fornecendo e que constituem uma importante ferramenta de planeamento, sobretudo se esta for utilizada em conjunto com mapas onde dados complementares, como tipos de vegetação, topografia, zonas de descontinuidade ou áreas ardidas que sirvam de barreiras, permitindo uma avaliação do grau de risco real para cada dia.

Com base nos dados dos anos anteriores e recorrendo às datas em que se verificou precipitação nos meses a partir de Maio, estas chuvas que se prevêm para hoje serão de importancia fundamental para que 2007 seja, segundo as estimativas que podemos fazer, o que terá menor área ardida nos últimos anos, sendo inferior a anos considerados como positivos, como o de 2006.
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