domingo, fevereiro 01, 2026

Restrições em vez de meros alertas - 1ª parte

O mau tempo ocorrido recentemente, sobretudo no respeitante aos ventos fortes, com rajadas acima dos 100 km/h, por vezes ultrapassando os 150 km/h, veio expor as fragilidades do País e a falta de uma cultura onde a segurança seja previlegiada, permitindo-se que fossem corridos riscos que podiam ter sido evitáveis, sobretudo na deslocação para os locais de trabalho.

Apesar de haver previsões bastante precisas, e terem sido emitidos alertas, inclusivé acompanhados de um conjunto de recomendações, a intervenção das autoridades foi insuficiente, sendo de estabelecer medidas que evitem riscos, com carácter obrigatório, evitando, sobretudo, deslocações que, como se demonstra, são particularmente arriscadas nas circunstâncias que se verificaram.

Em zonas de especial risco, durante um alerta vermelho, existem riscos elevados, sobretudo durante as deslocações, pelo que seria de adoptar verdadeiras medidas preventivas, que vão para além do simples alerta, estabelecendo um conjunto de medidas que evitem perigos extremos, dos quais, tipicamente, resultam vítimas mortais.

Nas zonas mais afectadas, a distribuição de energia eléctrica foi interrompida, chegando a afectar um milhão de residentes, do que resultou a falta de água e falhas nas comunicações, o que dificulta qualquer pedido de socorro, deixando as populações particularmente vulneráveis e todos quantos circulam em zonas de perigo, numa situação de risco extremo, impossibilitados de pedir socorro em caso de acidente.