sábado, maio 12, 2007

Novamente adiado o concurso de aluguer de meios pesados


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Be-200 um excelente avião envolto num péssimo concurso

Após uma primeira reclamação que motivou o adiamento do concurso para o aluguer de dois aviões pesados de combate a incêndios florestais para ontem, dia 11 de Maio, uma segunda reclamação da Aeronorte motivou um novo adiamento para 01 de Junho.

Estes dois meios aéreos pesados deveriam, segundo ministro da Administração Interna, António Costa, garantiu no passado mês de Abril, estar operacionais a 01 de Julho.

Após este segundo adiamento, o Governo, caso queira manter os prazos, terá apenas 30 dias para abrir as propostas das empresas, escolher a vencedora, adjudicar e proceder à assinatura do contrato de aluguer, isto partindo do princípio que a empresa selecionada conseguirá no espaço de tempo que resta colocar os meios em Portugal e efectuar todo o planeamento necessário à sua operação.

Lembramos que a 02 de Maio, na sessão de abertura de propostas, a Aeronorte reclamou devido ao facto de um documento apresentado pela JSCBAC, representante do Beriev, estar escrito em russo, devido ao facto de a empresa não estar sedeada na União Europeia e porque o Be-200 proposto não ter um certificado do Instituto Nacional de Aviação Civil para operar em Portugal.

Este é um processo que assume contornos absurdos devido a uma série de deficiências e ao imprevisto do aparecimento de um segundo concorrente que evitou uma adjudicação directa à empresa representante do Be-200.

Cada vez estamos mais convencidos de que este era um concurso feito à medida e que apenas imposições legais evitaram uma adjudicação directa, sendo uma situação de tal forma suspeita que bem merece a atenção das entidades judiciais competentes no sentido de um cabal esclarecimento da situação.

Dado que se torna cada vez mais difícil prosseguir com este concurso, já esperamos que surja a tradicional declaração de "relevante interesse público" no sentido de proceder a uma adjudicação do meio que o Governo considera mais adequado segundo critérios que ele próprio, directa ou indirectamente, escolheu.

A opção de recorrer à declaração de "interesse público" para suprir deficiências processuais de uma das partes, poderá, por seu lado, levar a uma acção em tribunal, com uma eventual condenação do Estado português do que resultaria o pagamento de uma voltuosa indemnização à parte lesada, sendo, portanto, algo a evitar a todo o custo.

Entretanto, devido a todos estes atrasos, duvida-se que na data marcada estejam disponíveis os meios a contratar, facto que enfraquece substancialmente o dispositivo preparado para este Verão e, lamentavelmente, coloca em risco bombeiros e populações que se vêm privados de um conjunto de importantes meios de combate aos incêndios.

Logicamente, este será um concurso a acompanhar e, caso surjam manifestas irregularidades, a denunciar, pois os contornos de todo este processo parecem cada vez mais obscuros e levantam demasiadas dúvidas que necessitam de ser esclarecidas.

Do MAI para a Câmara de Lisboa?


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António Costa cumprimenta sapadores florestais

Têm surgido insistentes rumores de que o actual titular do Ministério da Administração Interna (MAI) poderá ser o candidato do Partido Socialista (PS) nas próximas eleições para a Câmara Municipal de Lisboa.

Sendo uma opção essencialmente político-partidária, esta não seria objecto de qualquer comentário não fosse o MAI o orgão de tutela das diversas entidades responsáveis pelo combate aos incêndios florestais, pelo que uma alteração na sua estrutura dirigente terá, inevitavelmente, consequências nesta vertente particular.

Independentemente de se concordar ou não com a orientação do MAI na área do combate aos incêndios, é inegável que o peso político do ministro António Costa, o segundo na hierarquia do Governo, se fez sentir em muitas das decisões tomadas nestes últimos anos seja em termos organizativos de um sector que sofreu profundas remodelações, seja nos processos de aquisição e renovação de equipamentos, os quais implicaram verbas vultuosas em anos de rigor orçamental.

É, portanto, com preocupação que se assiste à discussão em torno da saída do titular da pasta numa altura em que a época de incêndios se aproxima e a liderança política é mais necessária, facto que, a concretizar-se, fragiliza a credibilidade do ministro António Costa e aparenta submeter interesses partidários aos do Estado.

Não pomos em causa a importância que terá para qualquer partido político uma vitória eleitoral em Lisboa, mas uma eventual candidatura de António Costa surge como uma manifestação de flagrante falta de capacidade de renovação das estruturas partidárias, a qual não se verifica unicamente no PS, e como uma falta de consideração para com os milhares de elementos provenientes de diversas estruturas e organizações e que integram o dispositivo de combate aos fogos florestais.

A possibilidade de comprometer, mesmo que parcialmente, o esforço realizado na área da Administração Interna e protagonizado pelo actual ministro, em prol de uma hipotética vitória numa eleição local surge, portanto, como um exemplo do que de pior se pratica em termos de política partidária e um péssimo serviço prestado ao País, sacrificado em nome de interesses que deviam ser considerados como secundários pelos detentores de cargos públicos.

Esperando que esta possibilidade, sustentada por estudos e sondagens, não se concretize, a bem do interesse nacional, da sua efectivação tiraremos as devidas elações e não deixaremos de manifestar o repúdio perante uma tal demonstração das prioridades que presidiram a esta opção.

sexta-feira, maio 11, 2007

Marcada para hoje a abertura das propostas do concurso para aluguer de meios pesados


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Um Be-200 em acção na Sardenha

Lembramos que após um adiamento devido à falta de documentos por parte da Beriev, foi adiada para hoje, dia 11, a abertura das propostas do concurso para aluguer de meios pesados para o combate aos incêndios no Verão de 2007.

Com a inesperada chegada de um segundo concorrente, um processo que parecia ter um vencedor certo, fruto de um caderno de encargos que parece ter sido feito à medida do Be-200, a falha de documentação do Beriev não pode ser aceite pelo júri do concurso, tendo este concedido um prazo para que esta deficiência fosse regularizada.

Recordamos que este é um assunto que temos vindo a acompanhar e a analisar em diversos textos e que, naturalmente, será objecto de novas abordagens no futuro.

O desfecho deste concurso interessa-nos em dois aspectos distintos, sendo, naturalmente, o primeiro o seu resultado no respeitante ao resultado do mesmo, e o segundo no aspecto da transparência do processo que, tal como outros que envolvem o Estado, levantam muitas dúvidas.

O intuito deste texto é, sobretudo, o de recordar aos nossos leitores que mais se interessam por este tema, a importância deste concurso e as implicações que tem nas relações de confiança que devem existir entre os cidadãos e o Estado, sendo que acompanhar atentamente esta situação pode ser um contributo para o esclarecimento de negócios que levantam justificadas dúvidas.

Falta de entendimento atrasa sistema Galileu


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Esquema do sistema Galileu

A falta de entendimento e as profundas divergências entre as empresas que compoem o consórcio privado responsável pelo projecto está a comprometer o sistema de orientação europeu Galileu.

O sistema, concorrente do GPS, deveria estar operacional até 2012 e ser composto por um conjunto de estações terrestres uma trintena de satélites, na sua maioria actualmente em desenvolvimento.

O consórcio de que fazem parte empresas de tecnologia aeroespacial e de telecomunicações, como a EADS, a Thales, a Inmarsat, a Alcatel-Lucent, a Finmeccanica, a AENA, a Hispasat e a Teleop necessita de chegar a um acordo urgente, de modo a manter os prazos, factor importante em termos comerciais, mas também para não aumentar os custos que são pagos pelos contribuintes europeus.

Caso não se verifique um entendimento que permita sair do que já foi considerado "um beco sem saída", a solução para salvar o projecto será a de aumentar o volume de investimento público, actualmente previsto para custar aos contribuintes 1.000.000.000 de euros, mas que, caso os privados não assumam na totalidade a sua parte, que corresponde ao dobro deste montante, a comparticipação do orçamento comunitário terá que aumentar.

A alternativa será a de entregar a gestão do Galileu à Agência Espacial Europeia, transformando-o essencialmente num projecto dependente de financiamentos públicos que virão a ser imputados na sua totalidade ou quase aos contribuintes europeus.

Lembramos que a data original do lançamento do sistema Galileu estava prevista para 2008, algo que se verificou de imediato ser impossível de cumprir, e que seria possível obter uma maior precisão do que o actual GPS, no que a União Europeia considerou como um exemplo do desenvolvimento tecnológico comunitário.

Entre as várias aplicações, e que nos interessa particularmente, encontrava-se a possibilidade de utilizar o Galileu no combate aos incêndios florestais, particularmente graves no Sul da Europa, no que prometia ser um importante auxílio para as protecções civis dos países mais atingidos.

Entretanto, o primeiro satélite de validação, o Giove-A, já está em órbita, como noticiamos na altura do lançamento, esperando-se que o segundo seja lançado até ao final deste ano.

O sistema Galileo, apresentado como uma alternativa europeia ao GPS americano, criou muitas expectativas em termos de precisão e da multiplicidade de serviços comerciais a prestar, mas a sua forma de financiamento, com parcerias públicas e privadas e o grande número de entidades envolvidas prometiam algumas dificuldades que facilmente aumentariam caso os custos aumentassem ou a entrada em funcionamento e consequente rentabilização fosse adiada.

Presumivelmente, iremos assistir a um aumento do investimento e do controle público, dado que uma maior disseminação a nível privado poderá resultar numa ainda maior dificuldade de coordenação e implicar a entrada de parceiros cujo controle poderá escapar aos governos dos países envolvidos.

Actualmente, presume-se que a entrada em serviço será mais uma vez adiada, para além de 2012, deixando ao GPS o papel de sistema de orientação e navegação por satélite universal, algo que só poderia ser contrariado se a Rússia abrisse o seu sistema Glonass, actualmente de uso exclusivamente militar, numa opção que poderia ainda levantar mais dificuldades comerciais ao Galileu.

Caso a opção russa fosse pela exploração comercial do sistema, de forma análoga ao que se passa com o GPS, o atraso no Galileu e o aumento dos seus custos poderiam levar a sérias dúvidas quanto à sua rentabilização e mesmo ao fim prematuro do projecto.

Enquanto se espera por novidades, o GPS poderá continuar a ser por muitos anos o sistema de navegação universal, com base no qual os equipamentos de orientação pessoais irão funcionar.

quinta-feira, maio 10, 2007

Placa WiFi D-Link DWL G520+ - 3ª parte


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Écran de configuração WEP

A instalação do "software" da placa, após o equipamento ser ligado, decorre de forma automática, podendo a maioria dos parâmetros ser deixados com os valores de origem, mas parte da configuração tem que ser feita manualmente, nomeadamente a respeitante às restrições de acesso que implementamos.

A configuração da placa para aceder ao ponto de acesso fornecido pelo "router" depende do nível de segurança que tenhamos decidido implementar de modo a evitar acessos indevidos, algo absolutamente obrigatório para proteger a rede de intrusões e como forma de evitar fornecer um acesso grátis a toda a vizinhança.

No nosso caso, optamos por uma chave WEP com 10 caracteres hexadecimais e selecionar um canal específico, mas poderá haver "routers" ou situações onde, cumulativamente, só o acesso de determinadas placas, determinado pelo endereço físico destas, também designado por "Media Access Control (MAC) address", pode ser autorizado.

Para além disso, o "router" dispõe de uma "firewall", que se adiciona às implementadas por "software" em cada um dos equipamentos a ele ligados, e de uma traslação de endereços de IP, como forma de reforçar os meios de defesa contra eventuais intrusões.

Neste aspecto, queremos recordar que existe uma responsabilidade efectiva de quem proporciona o acesso e que o detentor do contrato, facilmente identificável pelo prestador de serviço, poderá ser responsabilizado por crimes ou ilegalidades cometidas através de um sistema que não protegeu devidamente.

Esta questão legal, a que se adiciona um eventual pagamento por tráfego ou uma degradação das prestações dos sistema, devem constituir um alerta para quem implemente um sistema de acesso sem fios, o qual carece de um planeamento mais rigoroso do que uma rede onde existe a necessidade de uma conexão física.

Lamentavelmente, situações de acesso anónimo legais existem, sendo exemplo disso os "jardins digitais", cuja inexistência de controle já foi diversas vezes denunciada sem que a Câmara Municipal de Lisboa tenha respondido ou tomado medidas que corrijam este problema.

Com um conjunto de placas "wireless", a que se adicionam algumas ligadas por cabo, um "router", e uma antena, o acesso de que dispomos via um "modem" de cabo permite a um conjunto de computadores comunicar entre sí e aceder à Internet com a rapidez e segurança possível nos dias de hoje e dentro das habituais limitações orçamentais.

Sem formação e planeamento, não há tecnologia que resista


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GPS portátil Magellan eXplorist

Tem-se vindo a assistir a um certo deslumbramento tecnológico centrado nos GPS, como forma de solução para um conjunto de problemas que, normalmente, nem sequer são correctamente equacionados.

Após anos em que o GPS era considerado como um luxo praticamente inacessível e de funcionamento quase incompreensível para a maioria de quem ouvia falar deste recurso tecnológico, a quebra nos preços e a sua disseminação vulgarizaram um equipamento que continua a ser francamente subaproveitado.

Ao contrário do que seria lógico, a esmagadora maioria dos GPS distribuidos não estão integrados em qualquer solução, operando isoladamente e sem que as informações dele provenientes sejam partilhadas por utilizadores ou aplicações e menos ainda consolidada com dados obtidos a partir de outras proveniências.

A aquisição de receptores de GPS, que poderá, em princípio, ser positiva, acaba por não ter os resultados esperados, pelo que os equipamentos tendem a ser pouco utilizados por utilizadores que não receberam a necessária formação para deles tirarem todo o partido.

Ao contrário do que seria lógico, em vez de idealizar uma solução em função de objectivos defenidos que se propõe alcançar, a tendência é a de adquirir equipamentos de forma desconexa, tentando, "à posteriori", enquadrá-los numa estrutura que não foi pensada desde o início para os utilizar e rentabilizar.

Assim, temos vindo a assistir a uma vulgarização do uso de GPS sem que a tal corresponda uma melhoria efectiva na operacionalidade de quem passou a dispor de mais um recurso tecnológico, acabando estes equipamentos por constituir mais um encargo do que uma mais valia, no que pode levar ao abandono da sua utilização.

Temos insistido no recurso às novas tecnologias, mas sempre que estas sejam acompanhadas da necessária formação e integradas numa solução devidamente planeada, sem o que os resultados obtidos serão fracos e desencorajadores, criando a ilusão de que estas de pouco servem na resolução de situações concretas.

Apela-se, portanto, a um esforço na área da formação e do planeamento, qualificando os utilizadores e dando-lhes os meios técnicos e a instrução teórica e prática que, efectivamente, permita por em bom uso o que, de outro modo, será apenas um devaneio de quem não vê mais do que aparências.

quarta-feira, maio 09, 2007

Desaparecida: Madeleine Beth McCann


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Madeleine Beth Mac Cann

Mesmo sabendo que o apelo e a fotografia já são conhecidas pela maioria dos nossos leitores, não quisemos deixar de nos solidarizarmos com os apelos da família e da Polícia Judicária no sentido de divulgar informações que possam contribuir para a localização da criança inglesa desaparecida a 03/05/2007, pelas 22:40 do Ocean Club, na Praia da Luz, em Lagos, local onde se encontrava de férias com os pais.

A desaparecida, Madeleine Beth McCann, é filha de Gerald Patrick McCann e Kate Marie Healy e nasceu no Reino Unido a 12/05/2003, fazendo 4 anos dentro de dias.

É uma criança do sexo femenino, com olhos azuis esverdeados com tonalidades de castanho na retina, cabelo castanho claro ou alourado e tem cerca de 90 cm de altura.

Qualquer informação deve ser comunicada preferencialmente para o seguinte endereço:

Departamento de Investigação Criminal de Portimão da Polícia Judiciária
Rua Pé da Cruz, 2,
8500-640 Portimão

Telefone: 282 405 400
Fax: 282 412 763
e-mail: dic.portimão@pj.pt

Em alternativa, as informações poderão ser dadas para qualquer serviço de piquete da Polícia Judiciária.

Obviamente, não vamos comentar os esforços desenvolvidos pelas autoridades policiais envolvidas, bem como a metodologia ou os procedimentos adoptados durante as investigações numa altura em que estas necessitam, sobretudo, de apoio e solidariedade, mais do que de uma qualquer avaliação que, por se basear em dados parciais, nunca poderá ser objectiva.

Devemos, no entanto, mencionar a colaboração de habitantes da região, bem como de elementos das protecções civis, dos bombeiros e de todos quantos colaboram no esforço para localizar esta criança, num esforço de solidariedade que é de louvar.

Lembramos que existem cada vez mais estruturas e organizações, como o "Childoscope", e iniciativas, como o número único de apoio à criança 116 000, que segundo uma determinação comunitária deverá ser implementado pelos estados membros até ao final de Agosto, que devem ser do conhecimento de todos e utilizados sempre que haja suspeitas da existência de qualquer criança em risco.

Sem entrar em exageros securitários, que poderão ter efeitos contraproducentes no desenvolvimento de crianças que necessitam do seu espaço próprio para crescerem, queremos lembrar que existem localizadores pessoais, a preços cada vez mais acessíveis, e que será de equacionar esta opção em comparação com os mais tradicionais telemóveis que hoje são oferecidos mesmo aos mais novos.

Um localizador pessoal, mesmo que não possa ser acedido, desde que seja conservado ligado fornece informações posicionais precisas e permite localizar com rapidez quem o transporte, sendo um dos instrumentos mais eficazes para recuperar alguém desaparecido.

Quando usados com bom senso e adequação a cada situação e caso específico, os recursos tecnológicos actualmente existentes podem dar um contributo importante na prevenção ou resolução de situações de desaparecimento, mas nunca poderão ser um substituto para a prudência e a atenção que é dever de todos transmitir aos mais novos.

Candeeiro com detector de movimentos


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Candeeiro com detector de movimentos

A inclusão de um candeeiro com detector de movimentos pode, à primeira vista parecer algo estranha, mas justifica-se quando é utilizado em conjunto com uma "webcam" e integrado num sistema de vigilância.

Já abordamos diversos programas que, associados a uma "webcam", detectam movimento através da comparação de imagens sucessivas e as gravam num dispositivo de armazenamento ou as enviam via Internet.

No entanto, em condições de baixa luminosidade, as "webcam" necessitam de um sistema de iluminação própria, que as torna fáceis de detectar, ou tendem a ser ineficazes, gravando imagens sem a qualidade necessária para a sua utilização posterior.

Um candeeiro com um sistema de detecção de movimentos poderá permitir a uma câmara sem iluminação, e portanto dificilmente identificável, gravar imagens de qualidade, sem atrair a atenção sobre a "webcam".

O candeiro que aqui colocamos como exemplo pode ser adquirido por 24.99 euros no Dmail, mas existe noutras lojas, e permite configurar a intensidade da luz e o período de tempo em que esta está aceso através da rotação de dois butões colocados na parte inferior.

Para além de um conjunto de aplicações que permitem poupar energia, este é um equipamento que, por experiência própria, aconselhamos a ter em conta.

terça-feira, maio 08, 2007

Placa WiFi D-Link DWL G520+ - 2ª parte


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Router D-Link Di-624

No caso dos portáteis, a opção foi para a DWL-G650, instalada num "slot" ou ranhura PCMCIA, enquanto nos "desktop", foi selecionada a DWL-G520 que ocupa um "slot" PCI de 32 bits e obriga a abrir a caixa do computador para efeitos de instalação.

Para além dos motivos previamente apontados, as placas da família G510 e G520+ começam a aparecer no EBay alemão a preços francamente convidativos, por vezes abaixo da dezena de euros, acabando por se constituirem como propostas tentadoras quando comparadas com modelos vendidos em Portugal por preços superiores e, por vezes, oriundas de marcas desconhecidas.

No entanto, para além da necessidade de abrir a caixa, a instalação da placa PCI é fácil, requerendo apenas alguns cuidados sobretudo quando, como no nosso caso, envolvesse um processo de substituição.

Assim, em primeiro lugar corremos o "software" de instalação, de modo a que o "driver" estivesse acessível quando a placa fosse detectada pelo sistema operativo Windows XP e, através do gestor de dispositivos, apagamos o controlador da 3Com 3C905B que estava instalada.

Seguidamente, com o equipamento desligado da corrente, procedemos à troca das placas de rede, instalando a DWL-G520 no mesmo "slot" ou ranhura onde previamente se encontrava a 3Com, verificando se esta se encontrava correctamente inserida e aparafusando-a de modo a que não se movesse.

Após este passo e colocada a antena externa, pode-se ligar o equipamento, sendo a placa reconhecida e configurada automaticamente pelo Windows XP, pelo que o utilizador apenas tem que fornecer um pequeno conjunto de dados necessários a que esta possa conectar-se ao "router" Di-624 do mesmo fabricante.

Lembramos que a este "router" está ligada uma antena de 18 dbi que permite um sinal de bom nível em todos os locais onde as ligações "wireless" são utilizadas, facto verificável através de um detector, evitando assim a quebra de sessões.

Maior rigor no controle das importações


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Há volumes incompatíveis com uso particular

Notícias recentes apontam para um maior rigor por parte das alfândegas na inspecção de mercadorias importadas de países não pertencentes à Comunidade Europeia.

Tal medida foi interpretada como uma maior exigência em termos de formalidades, do que poderão resultar pagamentos de direitos aduaneiros mais frequentes, mas, efectivamente, insere-se numa medida de combate à economia paralela previamente anunciada pelo Ministério das Finanças.

No início do ano, foi anunciado que seriam controladas as importações realizadas via Internet pelos vários contribuintes, de modo a ser constituido um registo que permita avaliar os montantes envolvidos de modo a estabelecer, com base em indícios, o fim a que se destinam.

Esta determinação deriva, essencialmente, do facto de muitas destas importações, nomeadamente as de maior volume, importância e frequência, indiciarem a existência de um negócio e não serem, segundo os parâmetros actualmente defenidos, compatíveis com uma simples utilização particular.

Logicamente, poderá haver descrepâncias ou diferentes interpretações, mas será expectável que um particular que importe vários equipamentos idênticos, eventualmente relacionados com a mesma área de actividade, pretenda negociá-los e não, simplesmente, ficar com eles.

Em termos de empresas a operar num dado ramo que não o de revenda, será admissível que a aquisição de um conjunto de bens relacionados com a actividade se destinem a uso próprio, sendo tal tido em conta, mas a sua posse porderá ser averiguada.

A quantificação das importações por contribuinte visa, portanto, determinar se estes se dedicam a uma actividade económica paralela, infringindo a legislação em vigor e concorrendo de forma desleal com que assuma todas as suas obrigações fiscais e que, naturalmente, ficará em franca desvantagem.

Pelo que apuramos, serão utilizados métodos indiciários que, atingindo determinados níveis, darão um alarme do que pode vir a resultar uma investigação que apure o real destino dos bens adquiridos, verificando se estes se destinam a uso próprio ou a uma actividade não declarada que possa ser lesiva para o Estado ou para o tecido empresarial.

Para quem, como nós, adquire esporadicamente equipamentos no EBay, como alternativa ao comércio convencional, e os coloca e mantém em uso, esta medida acaba apenas por se traduzir num eventual controle adicional, com implicações meramente secundárias a nível burocrático ou administrativo que, obviamente, poderão implicar algumas explicações.

Assim, quem adquira bens, mesmo em quantidades, e os conserve, dificilmente terá problemas que ultrapassem a necessidade de prestar alguns esclarecimentos, mas quem recorrer à Internet como fonte abastecedora de uma actividade não declarada, poderá ser confrontado com algumas questões de difícil resposta e, eventualmente, com um processo nos tribunais.

segunda-feira, maio 07, 2007

Daimler-Chrysler apresenta jogo sobre os perigos na estrada


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Écran do StreeWise 2.0

A marca de veículos Daimler-Chrysler desenvolveu um jogo "on-line" com o intuito de alertar adolescentes e jovens para os perigos da circulação rodoviária.

Esta iniciativa faz parte do programa "Road Ready Teens" e tem como propósito demonstrar aos jogadores quais as consequências de um comportamento menos adequado ou de uma condução perigosa quando se conduz um veículo.

Para além do jogo StreetWise Version 2.0, a Daimler-Chrysler também disponibiliza um guia, sobretudo dedicado a pais e educadores, de modo a que estes possam contribuir para uma condução mais segura dos seus educandos.

Deixamos aqui esta sugestão, destinada sobretudo a quem tem responsabilidades na educação dos futuros condutores e que poderá encontrar aqui um instrumento de formação interactivo.

Controle de múltiplas câmaras: Cerberus 3.1


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Écran de Cerberus 3.1

Para quem necessite de controlar diversas câmaras, o Cerberus é um programa a ter em conta dadas as suas múltiplas capacidades de configuração e a capacidade de controlar até 10 câmaras em simultâneo.

Tem ainda a possibilidade de colocar as imagens capturadas por cada câmara individual numa localização separada local, como um servidor de rede ou uma Intranet, ou remota, que pode ser um servidor de Internet ou de FTP.

Este "software" tem múltiplas aplicações, mas destina-se sobretudo a funções de vigilância, permitindo controlar e armazenar diversas câmaras a partir de um único computador.

Entre as características principais, incluem-se:

Suporte para inglês, francês, português e filandês.
Armazenamento em locais separados das imagens capturadas pelas diversas câmaras.
Configuração individual da dimensão de imagem e intervalo de tempo para cada câmara.
Controla até 10 câmaras em simultâneo.
Configuração individual da imagem gravada para cada câmara.
Opção de activar câmaras a uma dada hora.
Visualizador de imagens incluido no próprio "software".
Conectividade via Telnet.
Modo de rotação das diversas câmaras.
Captura activada por movimento.
Adição de gráficos nas imagens gravadas.
Écran de controle tipo XP.

O Cerberus pode ser instalado num computador pessoal comum, a correr um sistema operativo Windows, e com portas de ligação USB para as diversas câmaras que aconselhamos sejam idênticas, e modo a evitar complicações de as configurar individualmente e de carregar em memória múltiplos "drivers".

Para situações mais complexas, dois modelos de câmara, um deles adequado a obter imagens noturnas e uma ou duas placas com 4 portas USB instaladas num PC, podem constituir um sistema económico mas potente de gravação de imagens, eventualmente potenciado por uma ligação à Internet que permita o envio imediato dos resultados e o seu acesso remoto.

Lembramos que quanto mais câmaras e maior a resolução destas, maior capacidade de processamento e armazenamento é necessário, pelo que o velho PC que já pouca utilidade tem pode servir como base a um sistema com um par de câmaras, mas para um sistema complexo poderá ser insuficiente e originar problemas a vários níveis.

Sendo gratuito, este é um programa que deve ser mantido em reserva mesmo por quem, actualmente, não tenha necessidade de o utilizar, sobretudo se tivermos em conta todas as potencialidades que encerra.

domingo, maio 06, 2007

Falta uma semana para o Portugal de lés a lés ecológico 2007


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Comparação de emissões de escape de gasóleo e biodiesel

Lembramos que já só falta uma semana para o "Portugal de lés a lés 2007", que aqui anunciamos e cujos detalhes podem ser encontrados no fórum da "Nova Energia".

As vinte vagas de inscrição gratuitas já se encontram esgotadas, mas a organização admite mais oito veículos participantes que terão que suportar os custos de participação nesta inciativa.

Para o reabastecimento ao longo do percurso, existem pontos de apoio de modo a que os participantes possam reabastecer os seus veículos com combustíveis alternativos.

O chamado "óleo directo" tem um valor calórico semelhante ao gasóleo, pelo que não afecta o rendimento do automóvel, e pode ficar bastante mais barato, dado que adquirido em supermercados, o preço tende a ficar abaixo dos 75 cêntimos por litro.

No entanto, são muitos os utilizadores que recorrem a óleos usados que lhes são oferecidos por restaurantes e particulares e que são filtrados de modo a eliminar impurezas.

Relativamente ao motores a gasolina, a dificuldade legal no acesso ao bioetanol, à base de álcool etílico, levou a que não haja participantes que recorrem a este combustível alternativo muito utilizado no Brasil.

As restrições à venda de álcool etílico, que apenas se comercializa em pequenas embalagens para fins medicinais, deve-se à possiilidade da sua incorporação no vinho, evitando assim uma falsificação particularmente fácil de realizar, mas compromete a sua utilização como combustível alternativo.

Esta é uma iniciativa que merece ser acompanhada e divulgada, dado abrir novas perspectivas sobre o uso de fontes de energia alternativas, mais limpas e ecológicas, mas também mais disponíveis e virtualmente inesgotáveis, esperando que rapidamente exista uma legislação mais flexível e pontos de abastecimento em número suficiente de modo a garantir a sua viabilidade.

Por outro lado, esta iniciativa vem afastar alguns mitos e combater posições fundamentalistas que em nada defendem o ambiente nem contribuem para o progresso económico.

Um convite ao poder político, no sentido de acompanhar esta iniciativa, seria, eventualmente uma forma de sensibilização para que fossem adoptadas as medidas necessárias à divulgação destes novos combustíveis e se revisse a legislação demasiado restritiva que condiciona a venda do álcool etílico, abrindo assim portas a mais uma alternativa aos cada vez mais caros e poluentes combustíveis fósseis.

Entretanto, agradecemos a quem possa divulgar esta iniciativa e sensibilizar quem possa contribuir para a revisão da legislação em vigor e no estabelecimento de redes de abastecimento, indispensáveis para que os novos combustíveis tenham uma aceitação generalizada.
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