sábado, novembro 12, 2005

Proibição de uso de frequências rádio AM


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Rádio CB de frequência AM

Notícias recentes fazem crer que o uso de rádios exclusivamente AM será proibido na União Europeia a partir de 31 de Dezembro de 2006.

Surge, obviamente, a questão dos rádios capazes de operar em múltiplas bandas, bastante numerosos, bem como o que irá acontecer a quem adquiriu, registou e possui legalmente a capacidade de operar equipamentos exclusivamente AM.

Em diversos países europeus, quando uma disposição legal obriga à devolução para inutilização de equipamentos legalmente adquiridos, o Estado assume os prejuizos indeminizando os proprietários sempre que estes tenham cumprido integralmente toda a legislação aplicável e possam demonstrar o prejuizo através de factura de compra ou análise comparativa com os valores actuais de mercado.

Esta situação levará, quase certamente, ao fim da sua comercialização e à recolha e inutilização dos equipamentos existentes que operem unicamente em AM, esperando-se um comunicado oficial da ANACOM que esclareça em defenitivo esta situação.

SkypeOut - 3ª parte


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Registo de chamadas efectuadas via Skype

Assim, após termos efectuado alguns testes entre dois computadores que utilizam Skype, portanto uma comunicação inteiramente digital, um dos quais de longa duração para os Estados Unidos, comparamos o resultado com os obtidos via SkypeOut.

Ao contrário do Skype apenas por Internet, usando o SkypeOut notam-se as variações e alguns ruidos de fundo originários das centrais telefónicas convencionais, pelo que deixamos de ter o som inteiramente digital e sugeito a correcção de erros a que nos habituaramos mesmo em ligações internacionais.

Verifica-se a existência de oscilações e, pontualmente, de perdas de qualidade, chegando ao ponto de haver momentos em que a conversação se torna difícil, mas nunca uma chamada foi abaixo e a qualidade voltou a recuperar para níveis aceitáveis.

Mesmo com estes problemas técnicos, a qualidade das chamadas não foi inferior à que se obtém utilizando comunicações convencionais, sendo quase certo de que se devem a problemas nas linhas e não no envio de dados via Internet.

É, no entanto, quase indispensável manter devidamente actualizada a versão do programa instalada, já que verificamos algumas falhas, provavelmente devido a incompatibilidades, quando utilizando a última versão de Skype com outra instalada há vários meses.

No entanto, a grande vantagem do SkypeOut são os custos de comunicação a nível internacional, e será este o factor determinante numa eventual adesão ao serviço.

Nas experiências que fizemos, uma chamada para Inglaterra que durou 11 minutos e 40 segundos, e se pode ver registada no écran, custou apenas 20 cêntimos, algo que seria impensável utilizando um telefone convencional.

Este valor encontra-se muito próximo dos 1.7 cêntimos por minuto que é anunciado como preço global para um grande número de nações entre os quais a maioria se não todos os países europeus, mas também para os Estados Unidos, a China ou a Rússia.

Lamentavelmente, os países lusófonos, incluindo o Brasil, não estão ainda incluidos na extensa lista de países onde é possível beneficiar deste "flat rate", no entanto, e como exemplo, a ligação para a rede fixa no Brasil pode custar entre de 2.1 e 4.4 cêntimos.

A título de curiosidade, ligar para um telemóvel em Portugal custa 20 cêntimos por minuto, independentemente do operador, valor que será interessante comparar com os vários preços praticados pelas operadoras nacionais.

Em suma, um produto que vale a pena, sobretudo para quem necessitar de efectuar chamadas internacionais, onde será possível obter preços imbatíveis quando comparados com os praticados pelas companhias telefónicas convencionais.

sexta-feira, novembro 11, 2005

Circulação em áreas florestais


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Um dos muito raros Florest Rover

A circulação de veículos todo o terreno nas florestas, sobretudo em áreas protegidas, tem sido objecto de polémica, com a proibição como opção cada vez mais vezes adoptada pelas entidades oficiais.

Se bem que a proibição seja a solução mais fácil e politicamente mais vantajosa, conseguindo um certo apoio por parte de quem não possua veículos de todo o terreno e olhe os seus proprietários com desconfiança ou simples inveja, acaba por resultar ineficaz e desperdiçar um recurso importante na prevenção de incêndios florestais.

Sendo contra a proibição indescriminada, consideramos que a circulação livre e descontrolada também não será a melhor solução, dados os riscos que envolve não só de forma directa, mas devido ao clima de suspeição que levanta.

Assim, entendemos que será necessário atingir um ponto de equilíbrio que permita uma circulação de forma controlada, identificando as viaturas que transitem em áreas protegidas e daí extraindo o máximo de vantagens mútuas.

Uma solução possível será, por exemplo, a identificação do veículo e do seu responsável por uma entidade oficial, capaz de entregar uma credencial válida para o dia em questão, a qual terá no verso o mapa da área com vários trajectos possíveis, de entre os quais um será escolhido dentro de critérios de uma certa flexibilidade e acertada uma forma de comunicações em caso de emergência.

A importância de saber por onde vai circular o veículo, para além de uma responsabilização por parte do proprietário, deriva do facto de saber que existe uma presença na zona, a qual deverá avisar as entidades competentes em caso de ocorrências fora do normal.

Desta forma, como contrapartida pelo acesso a uma zona protegida, é prestado um serviço à comunidade, que vê o seu património vigiado, e permite redirecionar os sempre escassos meios disponíveis para os locais onde não esteja prevista a circulação de um veículo credenciado.

Dado que se trata de um assunto particularmente polémico, abordado em diversos fóruns e revistas, e sobre o qual sem dúvida haverá outras opiniões e perspectivas, a ele voltaremos em breve.

quinta-feira, novembro 10, 2005

SkypeOut - 2ª parte


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Écran de Skype com "dial pad" activo

Condição essencial para utilizar o SkypeOut, é ter uma conta e o software do Skype instalado, o qual pode ser obtido gratuitamente através do site e proceder ao respectivo registo, obtendo assim um "login" ou nome de utilizador e uma "password", passando a fazer parte de uma comunidade com milhões de utilizadores em todo o mundo.

Seguidamente, é necessário entrar no programa e fazer o "login", bastando para tal digitar os identificadores recebidos e ir ao menu de "Help" onde é possível adquirir crédito para efectuar chamadas não gratuitas.

O sistema de pagamento prevê, para além dos cartões de crédito mais comuns, o recurso ao Paypal que muitos utilizadores do EBay utilizam em nos seus pagamentos, sendo o débito realizado directamente na moeda do utilizador.

É de ter em conta que para obter um crédito de 10 euros via Paypal, o total a pagar é de 11.50 euros, correspondendo às taxas e conversões derivadas do uso deste sistema de pagamento, enquanto na utilização de cartões de crédito pode haver encargos dependentes da entidade emissora.

Pagando com Paypal, pouco tempo depois deve ser recebida uma mensagem de confirmação, e surgir no écran do Skype a quantia disponível para efectuar chamadas, a qual poderá começar a ser utilizada de imediato, e que neste caso é de €9,76 após terem sido efectuadas duas chamadas internacionais.

Nesta altura, o menu de "Dial" também fica activo, demonstrando que já é possível contactar destinos que não recorram ao Skype nas suas comunicações e passa a ser possível acrescentar números telefónicos de SkypeOut à lista de contactos e não apenas identificadores de utilizadores de Skype.

No próximo texto, a publicar muito brevemente, relataremos as experiências feitas e os custos aproximados para chamadas internacionais que, no nosso caso, são maioritariamente para Inglaterra e para os Estados Unidos.

Esguichos num Série - 1ª parte


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Detalhe de sistema de esguichos para Séries

Pode parecer absurdo, mas na Inspecção Periódica já me colocaram a questão de não possuir esguichos de água no Land Rover e consideraram tal como uma deficiência.

Logicamente, tal pode ser contestado quer através de uma reclamação no próprio Centro de Inspecções, quer para a DGV, no entanto a colocação de esguichos que ajudem a limpar o pó que se acumula quando se circula fora de estrada pode ser uma ideia a considerar.

O preço deste conjunto, adquirido em Inglaterra foi de uma quinzena de libras, já incluindo o transporte para Portugal, pelo que se trata de uma opção económica e que contribui para a segurança do veículo.

Para proceder à instalação, quando esta não exista de origem dado ser um opcional, é necessário adquirir um conjunto de peças que é visível na fotografia, incluindo o sistema de bomba eléctrica, que poderá ser ligado ao botão do limpa parabrisas, o reservatório para água e os terminais a colocar sobre o capot.


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Sistema de esguichos para Séries

Na imagem não colocamos os tubos em plástico transparente flexível com uma peça a servir de bifucação, que irá permitir distribuir a água pelos dois lados do parabrisas, por não passar de um vulgar tubo que pode ser adquirido em qualquer loja de materiais de bricolage.

Com excepção dos terminais, de onde sai a água e que são específicos para os Série, as restantes peças podem ser de diferentes marcas, desde que suportem a ligação ao sistema eléctrico do veículo onde vai ser instalado, não esquecendo que existem veículos de 12 e 24 volts.

quarta-feira, novembro 09, 2005

SkypeOut - 1ª parte


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Site do Skype

Mencionamos aqui o Skype como uma forma de comunicação via Internet, utilizando voz sobre IP, capaz de aliar o baixo custo a um som de qualidade normalmente superior à dos telefones convencionais.

No entanto, nem todos aqueles que pretendemos contactar utilizam o Skype, pelo que decidimos testar um complemento que este prevê capaz de ultrapassar este problema.

O conceito do SkypeOut é simples e eficaz, baseando-se numa rede de estações capazes de aceitar e encaminhar comunicações via Skype e, a partir destas, efectuar uma chamada telefónica convencional.

Assim, a comunicação segue via Internet até ao posto de comutação mais próximo do destino, utilizando os códigos de País e regionais como critério de selecção no encaminhamento, sendo a partir daí efectuada uma chamada local ou regional, de que resultam custos extremamente baixos quando comparados com uma chamada convencional.

Logicamente, e dado que existe o recurso a linhas e sistemas telefónicos convencionais através de operadores locais, o princípio de gratuicidade do Skype original não se pode aplicar neste caso, pelo que o SkypeOut funciona como um sistema pré-pago cujo funcionamento iremos detalhar no próximo texto.

Governo extingue a APIF


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Site da Agência para a Prevenção de Incêndios Florestais

Foi confirmado hoje pelo Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas que a Agência para a Prevenção do Incêndios Florestais, instituida em Abril de 2004 pelo Governo de Durão Barroso, será extinta no início de Dezembro, transitando as suas competências para a Direcção Geral dos Recursos Florestais.

Esta possibilidade já fora aqui mencionada, por denúncia da Câmara Municipal de Miranda do Corvo, e corresponde às orientações resultantes do Conselho de Ministros realizado a 29 de Outubro que também aqui noticiamos.

Embora a concentração e coordenação de recursos, sobretudo no actual quadro de crise orçamental, possa ser a justificação, a capacidade técnica e científica da APIF não tem tido, até hoje, equivalência na estrutura que a substitui.

Por outro lado, a gestão florestal, a única que depende efectivamente da Direcção Geral dos Recursos Florestais, é apenas uma das muitas vertentes que é necessário abordar para que a prevenção dos incêndios seja eficaz, sendo que de uma visão demasiadamente limitada resultarão efeitos trágicos.

Como conclusão, lamentamos esta decisão, que nos parece francamente errada, pois é necessário uma entidade abrangente, com capacidade de planeamento e direcção, capaz de coordenar e conciliar as várias políticas sectoriais de que depende uma luta eficaz contra os incêndios florestais.

Alterações no seguro automóvel


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Instituto de Seguros de Portugal

Segundo informações recebidas, uma recente alteração legislativa vai determinar que o seguro automóvel deixe de ser válido a partir da data em que houver pagamentos em falta, impondo às seguradoras a obrigatoriedade de um pré-aviso de 60 dias.

Estas novas regras entram em vigor já a 1 de Dezembro e acabam com o prazo de 60 dias sem pagamento após o vencimento para que o seguro fosse anulado.

A alteração, de que resulta, em termos práticos, a inexistência do seguro quando existam montantes em dívida, vem facilitar a determinação da validade ou não do seguro, dado que o processo resulta de forma automática do não pagamento

Por outro lado, virá aliviar os tribunais dos inúmeros processos devido ao não pagamento das apólices por parte de quem ainda delas usufruia por 60 dias até estas serem anuladas.

Juntamente com uma maior clareza no procedimento, esta medida também vem facilitar o trabalho das autoridades, que mais facilmente conseguem apurar da validade ou não do seguro de cada veículo.

Como pontos negativos, apenas lamentamos que não haja um período de transição, dadas as actuais dificuldades económicas que se vivem em Portugal, e uma maior divulgação de uma medida que, sendo justa, pode criar situações de ruptura.

Para quem estava habituado a pagar depois da data de vencimento constante do aviso, alertamos que este procedimento corresponde a circular sem seguro e terá consequências legais que devem, a todo o custo, ser evitadas.

Para mais esclarecimentos, aconselhamos os leitores a contactar a respectiva seguradora ou o Instituto de Seguros de Portugal, entidade que supervisiona o sector.

terça-feira, novembro 08, 2005

Site do Verão Verde novamente disponível


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Site do verão Verde

Após alguns dias com problemas, de que resultou a necessidade de o redirecionar para um espaço temporário num servidor da Netcabo, o site do Verão Verde voltou a estar operacional e no domínio correcto.

Esta situação obrigou a algumas alterações, sobretudo a nível de ligações, algumas das quais ficaram temporariamente indisponíveis embora fosse possível encontrar todo o conteúdo no site de "backup", que é uma cópia actualizada do site principal.

Pelos incómodos, a que somos completamente alheios, apresentamos as nossas desculpas.

Farol de trabalho - 1ª parte


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Farol de trabalho

Os modelos de faróis de trabalho disponíveis no mercado são inúmeros, com preços que variam desde a vintena de euros a valores quase absurdos a que normalmente não corresponde um aumento proporcional da qualidade.

No entanto, e porque em várias circunstâncias podem ser de grande utilidade, decidimos procurar um que fosse simultaneamente de qualidade e preço razoáveis.

Optamos por um dos modelos mais baratos, com a caixa e protecção em plástico ABS, suportes em metal, com interruptor na parte traseira e que nos custou pouco mais de 25 euros num leilão, incluindo os portes correspondentes ao envio a partir da Alemanha.


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Parte de trás do farol vendo-se o interuptor

O acesso ao interior, para efeitos de manutenção, é feito através de 3 parafusos, sendo todo o processo de desmontagem intuitivo mesmo para os menos experientes.

É de ter em atenção que a instalação destes faróis tem levantado cada vez mais problemas que com as autoridades, quer na apresentação dos veículos à Inspecção Periódica Obrigatória, sendo aconselhável escolher um modelo ou forma de fixação que permita uma remoção fácil.

Neste caso concreto, a remoção obriga a desaparafusar o único parafuso que prende o suporte rotativo à base que fica aparafusada no Land Rover, e optamos por colocar uma pequena ficha eléctrica com sistema de encaixe que permita uma desconexão rápida do circuito da viatura sem a necessidade de qualquer ferramenta.

No próximo texto falaremos da questão da instalação, mas entretanto aceitamos sugestões relativamente ao posicionamento do farol no nosso Série 3 SWB, presentemente com "hard-top", mas que deverá estar em versão "soft-top" durante o Verão.

segunda-feira, novembro 07, 2005

Jogos de pista - 2ª parte


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Sinais de pista

Conforme prometido, aqui está o significado dos sinais de pista constantes da imagem anteriormente publicada.

Assim, na fila superior, da esquerda para a direita, temos "Mensagem escondida a 6 passos na direcção da seta", "Caminho a seguir com obstáculo", "Amigos" e "Virar à direita".

Na fila inferior, os sinais significam "Início de pista", "Separação, com 2 elementos por um lado e 3 pelo outro" e "Separação por patrulhas", correspondendo o desenho ao símbolo de cada patrulha, sendo possível distinguir o contorno de um morcego.

Estes e muitos outros sinais podem ser vistos e estudados no site do Corpo Nacional de Escutas ou livros relacionados com o Escutismo e são fáceis de aprender e utilizar em qualquer actividade como complemento a outras formas de orientação.

Alerta - Documento Único Automóvel


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Site da Direcção Geral de Viação

Apresentado triunfalmente pelo actual Primeiro Ministro como a realização de algo quase impossível, o Documento Único Automóvel deverá oferecer uma maior segurança do que o antigo Livrete e Título de Registo de Propriedade que vem substituir e contribuir para diminuir a burocracia e os custos de emissão.

Lamentavelmente, por deficiências legais no diploma que o instituiu, a guia de substituição recebida pelos proprietários antes do documento defenitivo apenas substitui o Título de Registo de Propriedade, mas não o Livrete, pelo que só permite circular em Portugal devido à tolerância das autoridades, não sendo válida no estrangeiro.

Caso seja intenção sair para o estrangeiro com uma viatura apenas com a guia de substituição, aconselhamos contactar a Direcção Geral de Viação dado que, pelas informações recebidas, esta não é válida nas fronteiras dos restantes países, pelo que será de esperar que a entrada não seja autorizada.

Segundo o Correio da Manhã, a DGV prometeu para hoje, 2ª feira, uma solução para este problema que se arrasta desde a entrada em vigor do Documento Único Automóvel e tem causado graves prejuizos a diversas empresas de transporte internacional, impossibilitadas de utilizar veículos recentemente adquiridos.

domingo, novembro 06, 2005

Metade da área da Beira Interior ardeu nos últimos 25 anos


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Floresta queimada

Segundo notícia do Portugal Diário, a área ardida na Beira Interior nos últimos 25 anos ultrapassa metade da área territorial desta região e, concretamente no distrito da Guarda, é de cerca de 508 mil hectares para uma área geográfica de 553 mil hectares de floresta ainda existente.

Esta é uma das conclusões das Jornadas Técnicas da URZE - Associação Florestal da Encosta da Serra da Estrela, que hoje decorreram em Seia sob o tema "Floresta, Ordenamento e Fogo: três factores comunicantes".

Segundo o documento aprovado ao princípio da noite, aquela situação tem conduzido a "numerosos impactos negativos, sendo os directos referentes à perda de produção (lenho, frutos, cogumelos) e indirectos, como o aumento da erosão do solo, alteração dos recursos hídricos, perturbações da fauna, aumento da poluição atmosférica e alteração da paisagem".

A diminuição e envelhecimento demográfico, com o consequente abandono de uma agricultura economicamente inviável, a que corresponde um aumento de área inculta, aliada à diminuição da quantidade de água disponível, são as causas principais para a ocorrência dos incêndios.

Conforme podemos apurar, o diagnóstico das causas estruturais é universal, pelo que as medidas a adoptar não podem ser apenas na área da prevenção e combate aos fogos florestais, sendo necessário ir mais longe e criar condições atractivas para que novos habitantes, sobretudo jovens activos, se fixem na região.

No entanto, e enquanto as medidas de fundo não são implementadas e começam a produzir efeito, existem soluções temporárias que é necessário colocar rapidamente no terreno, evitando que alterações mais profundas cheguem demasiado tarde.

Turismo rural e prevenção dos fogos florestais


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Série 3 numa pista de lama

Para muitos, um percurso de vigilância feito sem outro propósito para além do de efectuar um trajecto pré-determinado, com atenção a um eventual aparecimento de um foco de incêndio, pode ser pouco estimulante e levar a um rápido desinteresse.

Como forma de o evitar, cada percurso pode ser complementado com vários desafios que, para além de estimularem a atenção, mantenham o interesse dos participantes e o desejo de efecturam novas actividades semelhantes.

Assim, o percurso a seguir pode ser transformado num jogo, onde sinais de pista, mensagens com coordenadas de pontos a descobrir, provas de perícia, transposição de obstáculos e muitos outros desafios, para além de manter e reforçar o propósito inicial de detectar focos de incêndios, transformem uma actividade que podia ser rotineira numa aventura diferente em cada dia.


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Trio de Série 3 numa floresta na Indonésia


As várias etapas poderão ser efectuadas por objectivos, com um obstáculo intemédio a ultrapassar, utilizando métodos de orientação diferentes ou terminando numa prova de avaliação.

Nesta proposta não há limites para a imaginação nem para o conjunto de meios que podem ser utilizados, sendo possível a realização de "workshops" de preparação ou sessões de formação prévias em conjunto com diversas entidades, que podem incluir desde a Cruz Vermelha aos Bombeiros, passando por escolas de todo o terreno ou de orientação, sempre com o objectivo de transmitir novos conhecimentos que possam ser aplicados e avaliados na etapa seguinte.

Obviamente, tal carece de organização, infraestruturas, planeamento prévio e alguma manutenção, mas constitui uma opção mais nas várias propostas de turismo rural e de aventura que actualmente se oferecem, com óbvias vantagens para os municípios que invistam na sua promoção.

Esperamos, no entanto, que os tecidos empresariais locais, especialmente aqueles que estão ligado à indústria hoteleira, possam aproveitar algumas destas sugestões e colaborar com entidades como a Protecção Civíl de cada município na organização de projectos deste tipo.

Pensamos que, com imaginação e uma promoção adequada, sem custos que não sejam reembolsáveis de forma directa ou indirecta, é possível aos municípios interessados aumentar as receitas turísticas enquanto protegem o seu próprio património natural.
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