sábado, setembro 22, 2007

Alguém se lembra desta morte à espera de socorro?


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Os acidentes no IC 2 são comuns

O problema da assistência a vítimas de acidentes e o socorro em geral merece mais uma reflexão, na sequência do acidente ocorrido no IC 2 no início de Agosto e do qual resultou a morte da única vítima do camião que caiu de um viaduto com 18 metros de altura.

Estas ocorrências, sobetudo quando se verificam longe das grandes cidades, onde os meios são mais escassos e a coordenação deixa muito a desejar e ocorrem em locais que os utentes da via consideram como particularmente perigoso e com defeitos de concepção a vários níveis, não podem passar em claro e ser tratados como se fossem uma inevitabilidade ou um mero azar.

No entanto, mesmo após a aparatosa queda, o único ocupante do camião estava vivo e consciente e foi socorrido por quem passava no local que, para além do apoio possível, conseguiu dominar os focos de incêndio com recurso a extintores dos seus próprios veículos.

Infelizmente, os meios de socorro não cumpriram a sua missão em tempo útil, com o desencareceramento da vítima a demorar mais de três horas, um helicóptero de evacuação que não chegou apesar dos pedidos dos elementos do INEM e, finalmente, com a vítima a morrer por falta de assistência, a qual só podia ser dada caso tivesse sido transportada atempadamente para um hospital com as valências necessárias para o seu tratamento.

Supostamente, haverá um inquérito que esclareça o que correu mal e que explique quais as razões pelas quais um suposto conflito de jurisdição impediu a corporação de bombeiros mais próxima e com o equipamento necessário de actuar ou porque motivo não foi disponibilizado um meio aéreo para evacuar o sinistrado.

Muitas são as dúvidas que subsistem, mas no meio existe a triste certeza de que a vítima deste acidente não sobreviveu, tendo falecido horas após o sinistro e sem que tivesse sido devidamente socorrida.

Este é mais um caso a juntar a tantos outros que tem que nos deve fazer pensar e, caso necessário, introduzir as necessárias alterações no sistema de coordenação e de socorro, de modo a que mortes como estas não se repitam, mas que, passado mais de um mês e meio, parece ter sido esquecido.

Não basta aos orgãos de comunicação social passarem repetidamente uma notícia, explorando-a até ao limite quando esta parece mais mediática, e esquecendo-a quando o interesse da audiência diminui, deixando apenas à família e aos amigos o ónus de tentar manter em andamento um processo de averiguações cujas conclusões ainda se desconhecem.

Neste caso, optamos pode deixar passar algumas semanas para verificar se haveria algum seguimento informativo, confirmando as suspeitas de que, tal como em tantas outras situações, nunca mais voltariamos a ouvir falar deste acidente.

O escrutínio da opinião pública, que depende em muito dos media, é essencial para que exista um controle democrático sobre os serviços e entidades públicas, sem o que, numa próxima situação idêntica, a vítima pode ser um de nós.

sexta-feira, setembro 21, 2007

Simulador de voo no Google Earth


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Écran do Flight Simulator do Google Earth

A versão 4.2 do Google Earth inclui um simulador de voo que não é visível através dos menús do programa, mas que pode ser acedido através da combinação de teclas "ctrl" "alt" "a".

Para quem conhece o Google Earth, a possibilidade de efectuar voos virtuais já era conhecida, mas agora pode-se ir um pouco mais longe e escolher e pilotar um dos aviões disponíveis.

Efectuar o "upgrade" para a versão 4.2 também é essencial para quem queira apreciar a vista do Espaço e navegar nesta nova dimensão disponibilizada pelo Google Earth.

Estas duas razões, para além de aperfeiçoamentos nas rotinas internas do programa, justificam o "upgrade", esperando-se que com o lançamento do novo satélite WorldView I, em breve a qualidade e actualidade das imagens estejam ao dispor dos utilizadores do que será, quase certamente, o mais popular programa da sua classe.

Diagnóstico para motores KWP 100 OBD2 - 2ª parte


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O conector normalizado OBD-2 do KWP 100

Este modelo suporta os protocolos OBD-1 (On Board Diagnostics), OBD-II, EOBD (European On Board Diagnostics) e JOBD (Japanese On Board Diagnostics) e tem como características principais as seguintes:

Desliga a luz de "check engine"
Lê dados "on-line"
Apresentação continua de DTC's
Apresenta descrições de DTC em formato de texto
Suporta 4 protocolos OBD
Écran LCD de leitura fácil
Base de dados alargada de DTC
Utilização segura e precisa
Pequenas dimensões e facilmente transportável
Funciona sem necessidade de ligação a outro equipamento, sendo alimentado directamente pelo veículo.

O KWP100 funciona na maioria dos automóveis ou veículos posteriores a 1996 e naçguns produzidos em 1994 e 1995, e que obedeçam à norma OBD II, sendo verificável através da presença de uma ficha normalizada Data Link Connector (DLC) de 16 pinos que se encontra, normalmente, perto do radiador ou do tablier, no interior do habitáculo.

O KWP 100 funciona com uma voltagem de 8 a 20 volts e uma amperagem de 70 mA, consumindo 0.9 W e na embalagem inclui, para além do "scanner", um cabo de conexão e instruções.

Este é um dos modelos disponíveis na Internet, existindo cabos adaptadores para fabricantes específicos e versões mais ou menos sofisticadas ou especialmente adaptadas a determinadas marcas.

Não sendo um equipamento comum entre não profissionais, o seu baixo preço começa a justificar a aquisição por parte de clubes e mesmo por quem possua veículos sofisticados ou pretenda adquirí-los, dado que este "scanner" facilita a obtenção de informações que, de outra forma, podem facilmente passar desapercebidas e apaga as desagradáveis luzes de "engine check" quando a revisão não é feita num concessionário da marca.

quinta-feira, setembro 20, 2007

Acidente fere 5 bombeiros


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Imagem do veículo acidentado

Um acidente de viação feriu ontem cinco bombeiros da corporação de Cete, no concelho de Paredes, quando se dirigiam para o combate a um incêndio em Aguiar de Sousa.

O veículo despistou-se a menos de dez quilómetros do quartel de onde saira por volta das 12:30, numa zona em que as curvas acentuadas se sucedem numa via estreita, acabando por cair por um declive junto à estrada.

Segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários de Cete, Rui Gomes, o pé do motorista ficou preso entre os pedais, impedindo-o de reduzir a velocidade, pelo que foi impossível manter-se na estrada, seguindo em frente e vindo a imobilizar-se no fundo de uma ribanceira depois de capotar.

Os feridos foram evacuados para o Hospital Padre Américo, onde foram assistidos a várias escoriações, contusões e traumatismos, sendo o caso mais grave o do motorista, que ficou encarcerado por 30 minutos.

A deslocação de viaturas em missões de socorro já foi diversas vezes abordada, nomeadamente no respeitante à questão da utilização dos cintos de segurança ou ao aumento das distâncias devido ao encerramento de unidades de saúde, bem como no respeitante às condições de circulação dos veículos utilizados ou ao treino dado às tripulações.

Este acidente, de que, felizmente, não resultaram feridos graves, lembra também a necessidade de lutar por implementar uma cultura de segurança e a importância de haver em cada corporação alguém com a responsabilidade de estudar e estabelecer programas de formação e sensibilização nesta área.

As acções de socorro implicam riscos, tal é inegável e incontornável, mas estes têm que ser minimizados nas suas várias vertentes e as questões relacionadas com a sensibilização perdem, muitas vezes, perante o tecnicismo ou a importância dada a equipamentos e meios, os quais, sendo decisivos, não resolvem problemas de fundo a nível de mentalidades.

Photo Story 3 for Windows - 4ª parte


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Écran de entrada do PhotoBucket

Talvez o problema mais complexo que enfrentamos após termos obtido e testado o ficheiro final, em formato Windows Media Format, foi o de alojar o vídeo num servidor onde possa ser acedido por quem visite o "blog".

Em teoria, o próprio Blogger aloja vídeos, bastando para tal proceder ao envio, após o que o ficheiro será processado e alojado num servidor, mas o facto é que se na pré-visualização do "post" tudo parecia estar em condições, quando este era publicado o vídeo não estava presente.

Uma outra opção seria a do Imageshack, mas esta obrigava a instalar um "software" específico deste prestador de serviços, o que optamos por não fazer, dado ser um tipo de imposição que nos parece abusiva.

Também tentamos no YouTube, mas todas as tentativas falharam repetidamente na fase de processamento, quanto o ficheiro já se encontrava no servidor de destino, pelo que optamos, finalmente, pelo PhotoBucket onde actualmente se encontra alojado.

Para recorrer ao PhotoBucket basta proceder a uma inscrição gratuita, não sendo necessário instalar qualquer "software" adicional e o ficheiro fica no formato idêntico ao do envio, pelo que o único passo é o de proceder ao "upload" e de colocar no texto a publicar uma chamada que é fornecida após a conclusão do processo.

Existe ainda a opção de "share" que pode colocar directamente num "blog" alojado no Blogger uma nova entrada cujo conteúdo é o vídeo que foi alojado, sendo este processo praticamente automático, razão pela qual será um dos métodos preferenciais a utilizar.

Resumidamente, este processo permite elaborar pequenas sequências de imagens, acompanhá-las com som e disponibilizá-las na Internet, bastando para tal alguma inspiração e uns minutos de trabalho.

quarta-feira, setembro 19, 2007

Comissão europeia quer sistema de alerta nos automóveis


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Uma da situações de emergência

Interrogamos-nos por diversas vezes quanto à consciência de muitos dos compradores quanto às opções que fazem quando adquirem um automóvel, sobretudo quando este é novo e, portanto, pode ser de alguma forma configurado à medida do cliente.

Entre um dispositivo útil, como um conjunto de "airbags" ou umas jantes de liga leve, ou entre um sistema electrónico que ajude a estabilizar o veículo ou um tecto de abrir, muitos são aqueles que optam pelo que menos contribui para a segurança e vão atrás de aparências que de pouco servem em caso de acidente.

Entretanto, o número de vítimas de acidentes rodoviários não se tem reduzido tanto como seria desejável e, no caso concreto de Portugal, o encerramento de unidades de urgência, sobretudo no Interior do País, tem dificultado o socorro ao aumentar o tempo que medeia entre o alerta e a prestação de cuidados numa unidade com as valências necessárias.

Devido a estas opções, que em nada contribuem para a segurança rodoviária, e à necessidade de facilitar o socorro, a Comissão Europeia optou por iniciar negociações com os fabricantes para que o "eCall", um sistema de chamada de emergência, seja instalado nos modelos a produzir a partir de 2010, usando padrões devidamente normalizados de modo a que os pedidos de ajuda sejam recebidos em qualquer país comunitário e, se possível, mesmo noutros continentes.

Esta seria uma alternativa a factores de integração que os fabricantes nunca implementaram, como o facto de não interligarem, em veículos que os possuem, o alarme, o GPS e o telemóvel, o que permitiria uma detecção e um seguimento automático, bem como alertas em caso de perigo que pode ser detectado, por exemplo, através do acionamento do "airbag", da inclinação do veículo ou de uma diminuição de velocidade superior a um dado valor.

Alguns dos sistemas de alarme disponíveis no mercado incluem quase todas estas funcionalidades e são mais baratos do que os dispendiosos e proprietários dispositivos de segurança instalados pelos fabricantes que, efectivamente, pouco contribuem para algo mais do que uma tentativa de evitar o furto da viatura.

O "eCall" pode ser um passo importante, mas será fundamental que não seja apenas acionado por iniciativa dos ocupantes da viatura ou activado por um sistema de detecção de acidente, e que também possa ser usado por iniciativa do proprietário, ou mesmo por parte das forças policiais ou de socorro caso se verifiquem suspeitas fundamentadas de uma situação de perigo que obrigue a uma intervenção.

Reduzir o "eCall" a um mero sistema automático, com um reduzido número de funcionalidades, de forma a que seja mais facilmente aceite pelos fabricantes e pelas normas europeias que defendem a privacidade, não será, certamente, a opção que mais facilitará o socorro, podendo, inclusivé, criar uma sensação de falsa segurança entre os utilizadores dos veículos que possuam este tipo de dispositivo.

Entretanto, e porque o "e-Call" ainda está distante, a nossa sugestão continua a ir no sentido de instalar um sistema de alarme ligado a GPS e GSM, que custa duas a três centenas de euros, e pode ser extremamente útil seja em caso de acidente, seja para recuperar viaturas furtadas.

Photo Story 3 for Windows - 3ª parte


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Adição do som a uma sequência de imagens

A seleção de uma música ou de um som de fundo em formato MP3 pode ser efectuada recorrendo a um dos inúmeros repositórios existentes na Internet, seja utilizando um dos vários programas que permite obter ficheiros em formato MP3 a partir de normais CD's com música.

Chamamos a atenção para o facto de deverem ser utilizadas músicas em versões sem direitos de autor ou que possam ser usadas livremente, como as que constam do Projecto Gutenberg, de modo a evitar situações complicadas.

Para além de uma banda sonora, é possível gravar uma mensagem, sendo que neste caso o volume do som de fundo é ajustado de modo a que a gravação realizada se sobreponha e seja audível.

A gravação de uma mensagem deve ser ensaiada e cronometrada, em termos de duração, de modo a que não haja surpresas e seja suficientemente audível, para o que aconselhamos dispor de um microfone com ganho e não uma das versões passivas, mais baratas, mas muito menos eficientes.

O passo final, após a visualização, será o de gravar o resultado num ficheiro em formato Windows Media Format (.wmf) que poderá ser lido pelo Windows Media Player ou por um dos muitos programas equivalentes que costumam estar instalados nos computadores pessoais.

Desta forma, temos um ficheiro, com extensão .wmf alojado no computador, que pode ser visualizado localmente, mas, para quem pretenda partilhá-lo na Internet, será necessário colocá-lo num dos vários servidores que alojam vídeos, entre os quais se podem encontrar o YouTube, o ImageShack ou o PhotoBucket, para além do serviço de alojamento do próprio Blogger.

terça-feira, setembro 18, 2007

Diagnóstico para motores KWP 100 OBD2 - 1ª parte


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Sistema de diagnósticos KWP 100

Um equipamento cada vez mais essencial para os proprietários de veículos modernos, com gestão electrónica e sistema de diagnóstico de erros é um "scanner" que permita ligar à tomada de dados da viatura e ler códigos de erro.

Quando surge um avisador do tipo "engine check" no painel de instrumentos, pode-se saber que algo deverá estar errado ou avariado, mas só com o acesso ao código se pode localizar a avaria e averiguar da sua gravidade, podendo, caso se pretenda, limpar o sinal de erro.

Um exemplo típico em que muitos proprietários limpam os sinais de erro é o alerta de revisão, que ocorrre periodicamente e que só desaparecia quando o veículo era ligado à máquina de diagnósticos da marca, facto que limitava o recurso a oficinas menos especializadas onde estes sofisticados equipamentos, normalmente, não existiam.

Estes equipamentos foram, durante anos, extremamente dispendiosos, mas, actualmente, é possível obtê-los no EBay por meia centena de euros e com eles os "Diagnostic Trouble Codes" (DTC's) passam a poder ser lidos e interpretados pelo proprietário sem a necessidade de deslocação a uma oficina especializada.

O "scanner" portátil KWP100 OBD2 EOBD cabe na palma da mão e, apó ser ligado à tomada OBD2 presente na maioria dos veículos modernos, permite ler estes códigos numéricos e, através de uma tabela, interpretá-los.

Imagens do Google Earth vão estar mais actualizadas


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Imagem obtida via Google Earth

Um novo satélite, o WorldView I vai ser lançado em órbita hoje, com o objectivo de melhorar a qualidade das imagens disponibilizadas pelo Google Earth.

O novo satélite da Digital Globe, empresa responsável pela recolha de imagens usadas pelo Google Earth, vai reforçar o que actualmente está em uso, o Quickbird, aumentando substancialmente a rapidez de aquisição de imagens.

Actualmente, o Quickbird consegue imagens com uma resolução de meio metro, recolhendo semanalmente cerca de 600.000 quilómetros quadrados de informação, mas com a ajuda do WorldView I, este valor será obtido diariamente, permitindo actualizar a base de dados do Google Earth, que contém cerca de 300.000.000 de quilómetros quadrados fotografados, com uma rapidez muito superior à actual.

Um novo WorldView será lançado no ano que vem e possibilitará a transmissão de um conjunto ainda maior de informação com o objectivo de aproximar cada vez mais a informação armazenada no Google Earth com a que se vai modificando no terreno.

A maior actualização, bem como uma maior resolução em certas áreas, é essencial para que o Google Earth seja considerado uma ferramenta fiável em situações delicadas, como operações de busca, pelo que a periodicidade com que as imagens são substituidas por versões mais actuais é determinante.

Essencial é, também, melhorar a resolução, sobretudo em zonas como no Interior do País, onde se verificam graves lacunas que impedem a utilização deste recurso em muitas situações, onde os detalhes constantes do Google Earth são manifestamente insuficientes para uma utilização segura.

Espera-se, pois, que ao longo de 2008 se verifiquem diversas melhorias que permitam uma utilização mais eficaz desta ferramente que consideramos como uma das melhores alternativas aos sistemas de GPS baseados em mapas militares digitalizados.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Chuva durante a época dos fogos


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Inundação em Tomar (foto de O Templário)

As chuvas que cairam durante a tarde de Domingo em Leiria inundou casas, lojas, estabelecimentos e fábricas, atingindo com maior intensidade o centro histórico da cidade.

Durante a tarde, cerca de uma centena de ocorrências obrigaram à intervenção dos bombeiros em diversas localidades do concelho, que incluem Pousos, Azóia e Cruz dos Areais.

Perto das 16:00, um raio atingiu o terceiro andar de um prédio em Marrazes, causando estragos mas sem atingir ninguém, enquanto as chuvas provocavam uma derrocada no IC2.

A trovoada também deu origem a um incêndio florestal em Santiago da Guarda, no concelho de Ansião, que foi rapidamente circunscrito pelos bombeiros.

Em meados de Setembro e ainda numa fase de alto risco, os perigos e danos acabam por, frequentemente, terem pouco a ver com os fogos e resultarem de condições meteorológicas que, para alguns, serão normais nesta época do ano.

No entanto, as inundações agora verificadas devem também servir de aviso para um País onde a atenção da Protecção Civil se concentra nos incêndios florestais, esquecendo todo um conjunto de perigos que devem ser devidamente acautelados através de planos de contingência, formação e aquisição de equipamentos.

O facto de terem sido os incêndios florestais o grande flagêlo dos últimos anos, não pode fazer esquecer outro tipo de ameaças, inclusivé as que dependem da intervenção humana, nem negligenciar factores de risco que as próprias alterações climáticas têm vindo a incrementar e para os quais Portugal continua mal preparado.

A estratégia de uma política de socorro meramente reactiva, tal como é patente no exemplo dos incêndios florestais, é uma opção clara pelo desastre e por sacrificar as populações, vítimas de políticas erradas e irresponsáveis onde o planeamento e a antecipação não são palavras de ordem.

Profissão: "famosinho"


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Uma festa: um meio de ascensão

Muitos se interrogam por que tantas pessoas aspiram à condição de "famosinhos", ou seja, querem ser conhecidos por motivos que em nada têm a ver com méritos ou qualidades próprias, mas tão somente por uma fama oca que resulta da presença em jornais e revistas sociais.

Podemos questionar-nos acerca de eventuais vantagens que pudessem resultar da perda de privacidade e de todos os inúmeros inconvenientes que disso resulta, mas, analisando friamente a realidade nacional, pode-se encontrar resposta para esta questão.

Se nos lembrarmos que existe uma esmagadora maioria de portugueses que, independentemente dos seus méritos, das suas capacidades ou do seu trabalho se vê ultrapassada por quem tem aquilo que chamamos, de forma eufemística, "conhecimentos no meio", facilmente podemos imaginar que um pouco de fama, mesmo que sem motivo válido, acaba por ser uma ajuda decisiva.

Infelizmente, as preferências vão no sentido de quem é conhecido, mesmo que por razões que em nada têm a ver com a situação em causa, pelo que o sacrifício de perder a privacidade bem pode ser compensado pela inegável vantagem que é dada pelo conhecimento, mesmo que este seja meramente mediático e não pessoal.

Para os que não pertencem aos 30% que, em virtude de conhecimentos, obtém um emprego acima das suas capacidades, empurrando todos os demais na escala profissional, resta, pois uma última hipóteses de uma carreira de sucesso, a de ingressar, mesmo que à força, no universo alternativo dos "famosinhos", passando a viver numa permanente fantasia de consequências imprevisíveis para os próprios e para a sociedade.

Assim, para quem nasceu sem os conhecimentos certos e, por qualquer razão, não consegue aspirar a obter os relacionamento que necessita para prosperar, resta, como uma última esperança, a inclusão entre aquilo que, para muitos, parece ser uma espécie de estranha elite nacional, cujos favores tantos disputam como forma de, também eles, serem incluidos entre a mais estranha casta do Mundo.

domingo, setembro 16, 2007

Museu da Miniatura Automóvel de Gouveia é inaugurado dia 29


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Edifício do Museu da Miniatura Automóvel de Gouveia

Vai ser inaugurado no próximo dia 29 de Setembro, um Sábado, o Museu da Miniatura Automóvel que ficará instalado nos jardins contíguos ao Edifício da Câmara Municipal de Gouveia onde se encontram expostos diversos objectos de interesse arqueológico.

Para instalar o Museu, foi restaurado um dos edifícios que fazem parte do conjunto que fica nas traseiras dos Paços do Conselho, de modo a poder alojar as 3.000 miniaturas que serão expostas de forma permanente, e com espaço para exposições temporárias, como aquela que estará patente na altura da inauguração e que terá como base a Land Rover.

Esta iniciativa, que noticiamos no passado, para além da Câmara de Gouveia, envolve o Clube Escape Livre, que organiza uma concentração para os Land Rover clássicos que estiverem presentes no dia da inauguração.

Para além do novo Museu, a cidade de Gouveia e a zona circundante têm amplos motivos de interesse que justificam uma visita e podem proporcionar um fim de semana particularmente agradável.

Um terço da área ardida este ano é da rede Natura


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Os incêndios têm devastado áreas protegidas

Ao contrário de anos anteriores, em 2007 a área ardida em Portugal representou, até 31 de Agosto, apenas 1.1% do total destruido pelas chamas a nível europeu.

Os mesmos dados salientam que, entre a área ardida, perto de um terço, concretamente 29.2% correspondem a zonas de reserva integradas na Rede Natura 2000, as quais têm uma especial importância em termos de perservação da biodiversidade.

Nestes últimos dois anos, com a diminuição do total de área ardida, a incidência sobre zonas protegidas, relativamente poupadas em anos anteriores, tem vindo a ganhar especial destaque em termos percentuais, o que não se traduz automaticamente em valores totais superiores a anos anteriores, em que a área ardida superou largamente a média.

Se tivermos em conta que, segundo os dados da Direcção-Geral de Recursos Florestais relativamente a este período arderam 12.188 hectares, o próprio valor de áreas protegidas ardidas não são superiores aos de anos anteriores e confirmam o baixo nível de risco deste Verão.

Com efeito, no cálculo das estatísticas, o impacto das zonas protegidas tem vindo a aumentar sobretudo em termos comparativos, mas tal não deixa de traduzir uma realidade preocupante, revelando uma certa vulnerabilidade nos sistemas de ordenamento e de vigilância que, muitas vezes, não funcionam.

Tal como sucede com várias estatísticas, como as referentes a ocorrências noturnas ou a fogos postos, os números especialmente reduzidos em termos de número total de incêndios ou de área ardida permite uma manipulação relativamente fácil de realizar, bastando para tal omitir parte dos dados ou dar um enfâse especial a um conjunto de valores que obscurece os demais.

Sem por em causa a importância das zonas protegidas atingidas pelas chamas, mencionar a subida percentual e não a redução em área bruta acaba por transmitir uma ideia errada da realidade, passando para o público uma imagem catastrofista que, pelo menos este ano, não corresponde à verdade.

Tal como acontece noutras situações, o recurso de forma pouco sério a dados estatísticos acaba por ser a forma de, sem que exista uma falta de verdade formal, se possa passar uma mensagem que será entendida em função da forma e não do seu conteúdo objectivo, permitindo o engano deliberado de quem não se socorre de métodos comparativos para a analisar.
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