sábado, fevereiro 19, 2011

Morte num bote de salvamento na Madeira - 2ª parte

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Evacuação do corpo de um socorrista

Não temos dúvidas que, individualmente, cada um dos participantes neste tipo de missão de socorro não põe em causa o seu desempenho, mesmo perante um risco elevado, tal a sua vontade de aliviar, da forma possível, os familiares e amigos dos desaparecidos, mas isso não impede de questionar, mais uma vez, se tal deve ser autorizado pela hierarquia ou pelas normas e procedimentos estabelecidos.

Impopular ou não, esta terá que ser uma decisão política, vinda do topo da hierarquia, que deverá ser imune a popularismos ou demagogias e estabelecer prioridades e critérios objectivos, salvaguardando em primeiro lugar a vida humana e protegendo quem participa nas missões de socorro.

Obviamente não há uma resposta defenitiva, nem verdades absolutas, mas deve haver lugar a uma reflexão e, caso seja considerado necessário, a uma revisão dos procedimentos que, sem comprometer as missões, reduza o risco sempre que não esteja em jogo a vida humana.

Tal como anteriormente, apelamos para que sejam adoptados comportamentos prudentes, evitando situações de risco, cujas consequências nem sempre atingem exclusivamente os responsáveis, podendo resultar na perda de vidas humanas entre os que participam nas missões de socorro.

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

"Hi-lift" no Defender - 1ª parte

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Os suportes de "hi-lift" instalados no Defender

Após alguma reflexão e o estudo de várias alternativas acabamos por adquirir o suporte original do "hi-lift" por um valor, incluindo portes, que rondou a trintena de Euros, o que o coloca muito perto de outros modelos compatíveis.

O local escolhido, ao longo da base dos assentos traseiros, quando instalados, e para evitar cortar perto de 10 cm do "hi-lift", implica colocá-lo o mais baixo possível, com a parte inferior dos suportes encostados à plataforma de carga, e posteriormente instalar o "hi-lift" com o braço para baixo.

Tal deve-se ao facto de a divisória ser inclinada, e à medida que o posicionamento é elevado, a extensão disponível diminui, pelo que a única forma que descobrimos de evitar cortar o "hi lift" foi a que descrevemos, ficando a base encostada na plataforma e da porta, enquando o outro extremo fica encostado na divisória, o que demonstra a exiguidade do espaço.

Instalar os dois suportes implica efectuar oito furos no local certo, com o máximo de rigor, de modo a que estes coincidam com a furação do "hi-lift", pelo que terão que ser efectuados com todo o cuidado e sabendo que esta opção vai excluir, por exemplo, a colocação de um depósito ou caixa junto da divisória separadora.

Tripulação de VMER gravemente ferida em acidente - 1ª parte

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Uma VMER durante uma missão

Os dois tripulantes de uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), um médico e uma enfermeira, ficaram gravemente feridos num acidente de viação ocorrido na A24, perto de Vila Real, durante o decurso de uma missão de socorro.

A VMER despistou-se pelas 13:30, ao quilómetro 53.7, quando circulava sob condições climatéricas adversas que incluiam chuva, granizo e nevoeiro, tendo os dois ocupantes sido atropelados por duas outras viaturas que igualmente se despistaram.

Os dois feridos da VMER de Chaves, ambos com múltiplas fracturas, foram socorridos por uma dezena de bombeiros da Cruz Verde, com três viaturas, e transportados para o Hospital de Vila Real.

É de realçar que um helicóptero, igualmente ao serviço do Instituto Nacional de Emergência Médica ainda chegou a ser accionado, mas as condições climáticas não lhe permitiram dirigir-se para o local do acidente, resultando na impossibilidade de uma evacuação aérea.

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Conectores JST no EBay

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Um conjunto de conectores JST macho e fêmea

Os conectores JST são bastante populares em diversas áreas, que vão desde o modelismo ao radioamadorismo, permitindo efectuar conexões eléctricas com voltagens e amperagens relativamente baixas, como as usadas num carro radiocomandado ou num rádio CB.

Estes conectores podem ser adquiridos desmontados, de modo a terminar cablagens existentes, ou montados e com uma secção de cabo, o que permite fazer derivações em "Y" ou utilizar com facilidade caixas de junção ou serem soldados em cabos.

Um exemplo concreto da utilização destes conectores mormalizados foi na montagem do CB Midland 48 Multi, recorrendo-se a uma simples derivação de modo a que a mesma ligação eléctrica, que permanece sempre activa, fosse utilizada em simultâneo para outro equipamento, evitando assim cortes de cabos ou alterações trabalhosas.

Um conjunto de 5 conectores macho e fêmea com 100 mm de cabo custa no EBay perto de Euro e meio, já incluindo portes a partir da Ásia, sendo uma opção que consideramos a ter em conta para ligações no interior de viaturas.

Morte num bote de salvamento na Madeira - 1ª parte

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Bombeiros vigiam o mar da Madeira

Um acidente com o bote dos serviços de salvamento náuticos da Madeira resultou na morte de um tripulante e em ferimentos noutro, que esteve desaparecido durante um periodo de tempo, até que foi localizado e transportado para o hospital.

Em conjunto com outros elementos provenientes de diversas instituições, estes tripulantes procuravam duas desaparecidas, que foram arrastadas do local onde se encontravam pela forte rebentação, após terem ignorado sucessivos avisos para o perigo e o que consideramos ser o próprio bom senso.

Tendo em conta o período de tempo decorrido entre o desaparecimento e a altura do acidente com o bote de salvamento, a possibilidade de encontrar com vida estas duas desaparecidas será mais do que remota, pelo que este tipo de missão deve ser reequacionado, na perspectiva da segurança de quem nelas participa.

Este é um assunto complexo e que levanta uma inevitável polémica, sobre o qual nos debruçamos no passado quando refletimos sobre até onde se deve ir para recuperar um corpo, sugerindo hoje que, passados estes anos, se releia o texto que então foi publicado.

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Sensor de água no combustível do Defender

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O sensor de água no combustível do Defender

Como forma de proteger o motor no caso de haver contaminação do combustível através de uma infiltração de água, está previsto a existência de um sensor, que pode desligar o motor caso o valor de liquídos no gasóleo ultrapasse níveis de segurança.

Este sensor é opcional, podendo ou não estar instalado, mas a cablagem encontra-se presente, com um conector de formato rectangular junto do filtro de gasóleo, o qual se encontra dentro da cava da roda traseira direita, parcialmente escondido por uma protecção metálica.

A instalação é simples, apenas dificultada pela acessibilidade, sendo necessário remover a protecção para um mais fácil acesso, após o que se troca a tampa do filtro e liga o sensor no conector, e finalmente purgar o que o sistema de combustível.

O preço deste sensor fica perto da sessenta euros, menos caso comprado no EBay, constituindo uma protecção importante e um investimento a ter em conta, sobretudo quando se atravessa cursos de água ou mesmo quando se efectuam deslocações a países onde o combustível seja de fraca qualidade.

Mau tempo continua em Portugal

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Mau tempo continua em Portugal

O corte de estradas nos distritos do Interior, frequentes quando o tempo piora, mesmo que não se verifiquem condições anormais, configura uma situação que vai muito para além do incómodo, forma como parece ser interpretada pela comunicação social, assumindo contornos de uma muito maior gravidade.

Raramente se assiste a um debate público quanto aos efeitos colaterais do mau tempo, analisando vertentes tão distintas como o impacto na economia, as implicações na segurança e no socorro ou a desestruturação do território nacional, facto que ocorre quando as comunicações com Espanha se tornam mais fáceis do que com outras áreas portuguesas.

Esta discussão parece completamente fora de qualquer agenda, seja ela política, seja mediática, tal como qualquer perspectiva integrada de planeamento a médio e longo prazo que consubstancie uma visão estratégica de desenvolvimento para o País, optando-se por uma análise a curto prazo, que conduzem a medidas imediatistas e ao navegar à vista da costa que tem caracterizado a visão dos últimos anos por parte da quase totalidade dos dirigentes.

Para além dos problemas a nível de circulação e de um destaque dado aos acidentes, todos os problemas que o mau tempo põe em evidência parecem ser algo que de tão inevitável nem merece ser comentado, independentemente das consequências para as populações afectadas e para o País no seu todo.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Trabalhos em curso ou planeados no Defender

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O Defender

Existe um conjunto de trabalhos actualmente em curso ou planeados para o Defender que têm dado ou darão origem a alguns textos, acompanhados de fotos, os quais pretendemos que se concretizem até ao final do mês de Março.

Alguns dos equipamentos ou peças a instalar foram previamente descritos, pelo que os textos a publicar versarão essencialmente o processo de instalação e o resultado final.

Trabalhos realizados ou em finalização:

Centralina NNN, em substituição da MSB, e reprogramá-la
Sensor de água no combustível
Suporte para o "hi-lift"

Previstos e já com o material disponíve:

Inversor de corrente de 1.000W e conector USB
Grampos ou "clips" de fixação para ferramentas
Sistema de localização portátil
Programar dois comandos do imobilizador adicionais

Com o material ainda por adquirir ou chegar:

Adicionar dois faróis suplementares ao "A-bar"
Instalar câmara de gravação do percurso (falta um cartão SD com 16 Gb)
Protecções várias

Relativamente aos trabalhos já efectuados, começaremos a publicar os textos a eles referentes com brevidade e editaremos este texto à medida que se forem verificando alterações ou evoluções que o justifiquem.

Falta de verbas impede EMA de proceder a concurso para meios de combate aos fogos - 4ª parte

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Um Kamov da EMA ao serviço da ANPC

Do atraso pode resultar a impossibilidade em termos de tempo para proceder a um concurso nos termos legais, recorrendo-se então à habitual figura do "interesse público", uma forma de adjudicação que tendencialmente prejudica financeiramente o Estado e se torna inevitavelmente suspeita, dada a menor transparência que lhe é inerente.

Infelizmente, o ajuste directo na contratação de meios aéreos não é inédito, e nem sequer será o negócio em sí que criticamos, mas tão somente o atraso, que tem necessariamente implicações a nível do planeamento do dispositivo, e a falta de transparência, que em nada contribui para a já muito abalada confiança que os eleitores depositam na classe política e nos governantes em particular.

Aliás, segundo os dados do Tribunal de Contas, o ajuste directo tem sido mais do que um substituto do concurso público, passando senão a ser a norma, a constituir-se como um complemento do procedimento legal para adjudicações de montantes elevados, surgindo continuamente nas compras do Estado so invés de ser uma excepção.

Esperemos que todo o processo se desenrole atempadamente, através de um concurso público, de forma a que os interesses do Estado sejam devidamente salvaguardados e a que todo o planeamento seja feito de acordo com o calendarizado, sem dúvidas, nem constrangimentos, de modo a que, sem custos adicionais, todo o dispositivo esteja operacional de acordo com as necessidades operacionais.

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Cartão micro SD e adaptador SD por 12 Euros

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Um cartão micro SD e adaptador SD

Os cartões de memória de grande capacidade são cada vez mais necessários, e mais populares, tendo-se verificado uma substancial descida de preços, nem sempre devidamente acompanhada pelo mercado português.

Este cartão específico tem uma capacidade de 16 Gb, voltagem de operação entre os 2.7 e os 3.6 V, transferência de dados até aos 10 Mb/s em modos SD e SPI e conector de 9 pinos, obedecendo às normas de segurança actuais e futuras de Security Digital Music (SDM).

Em conjunto com o adaptador para formato SD, este cartão de baixo consumo é suportado pelos dispositivos que suportam SDHC, como câmaras digitais, mantendo a informação armazenada mesmo quando o equipamento é desligado.

O preço de perto de 12 Euros, dependendo do câmbio da Libra inglesa, já incluindo portes a partir do Reino Unido para o conjunto de um cartão SD da SanDisk com 16 Gb de capacidade e um adaptador para o formato SD parece atractivo, justificando aqui uma menção.

Falta de verbas impede EMA de proceder a concurso para meios de combate aos fogos - 3ª parte

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Um Kamov da EMA ao serviço da ANPC

Os cortes tiveram como primeiro reflexo visível, e contestado pelas associações e corporações de bombeiros voluntários, as alterações a nível do transporte de doentes não urgentes, mas tal é, pelo que se pode prever, apenas o início de um longo pesadelo, surgindo agora o problema com a contratação de meios aéreos.

Quando uma empresa presta um serviço público, ou se insere no mercado de forma competitiva, ou necessita de indemnizações compensatórias, assumindo o Estado que esta não será sustentável e que o Estado, para manter serviços considerados essenciais, irá suprir os prejuizos através de verbas públicas.

Mesmo que se verifique alguma redução, que será classificada como racionalização ou algo parecido, é impensável que não sejam alugados meios de substituição daqueles cujo contrato terminou, pelo que o resultado mais expectável será a nível processual, menos do que do ponto de vista prático

Para além da questão do planeamento, que não será crítica dado que o dispositivo está estabilizado e os procedimentos se têm revelado sucessivamente mais consistentes, será exactamente a questão da adjudicação aquela que no fim transparece, não se descortinando mais que duas possibilidades, concretamente o adiar da inevitável alocação de verbas, ou de alterar o método a seguir.

domingo, fevereiro 13, 2011

Falta de verbas impede EMA de proceder a concurso para meios de combate aos fogos - 2ª parte

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Um Canadair no combate aos fogos

Dado que consideramos que os meios aéreos devem pertencer ao próprio Estado, que deveria contratar directamente todos quantos necessários ao desempenho de missões que se integram num âmbito relacionado com a segurança, a opção por esta estrutura empresarial apenas faria sentido caso o modelo de negócio permitisse a sua rentabilidade ou deste dependesse um menor custo para o erário público.

Na verdade, a opção por alocar este conjunto de meios e responsabilidades tem a ver com a necessidade de dar uma aparência de menor desequilíbrio às contas públicas, não se tendo verificado nenhuma melhoria de desempenho operacional ou financeiro.

A empresa acaba, portanto, por constituir uma forma de defesa do Estado, suportando em primeiro lugar a responsabilidade pela incapacidade de perseguir os seus objectivos, podendo-se apontar para um erro de gestão em vez de uma responsabilização política da tutela.

Quando o actual Orçamento Geral do Estado foi apresentado, surgiram imediatamente sérias dúvidas quanto ao efeito que as reduções de verbas na área do socorro poderiam ter, facto sobre o qual reflectimos na altura, as quais iriam afectar diversos tipos de missão, passando pelo reequipamento, contratação ou formação, começando agora a surgir os primeiros resultados.
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