sábado, fevereiro 19, 2011

Morte num bote de salvamento na Madeira - 2ª parte

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Evacuação do corpo de um socorrista

Não temos dúvidas que, individualmente, cada um dos participantes neste tipo de missão de socorro não põe em causa o seu desempenho, mesmo perante um risco elevado, tal a sua vontade de aliviar, da forma possível, os familiares e amigos dos desaparecidos, mas isso não impede de questionar, mais uma vez, se tal deve ser autorizado pela hierarquia ou pelas normas e procedimentos estabelecidos.

Impopular ou não, esta terá que ser uma decisão política, vinda do topo da hierarquia, que deverá ser imune a popularismos ou demagogias e estabelecer prioridades e critérios objectivos, salvaguardando em primeiro lugar a vida humana e protegendo quem participa nas missões de socorro.

Obviamente não há uma resposta defenitiva, nem verdades absolutas, mas deve haver lugar a uma reflexão e, caso seja considerado necessário, a uma revisão dos procedimentos que, sem comprometer as missões, reduza o risco sempre que não esteja em jogo a vida humana.

Tal como anteriormente, apelamos para que sejam adoptados comportamentos prudentes, evitando situações de risco, cujas consequências nem sempre atingem exclusivamente os responsáveis, podendo resultar na perda de vidas humanas entre os que participam nas missões de socorro.
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