sábado, junho 06, 2009

6º suicídio na GNR este ano - 2ª parte


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Militar da Guarda num jogo

É patente que a vulnerabilidade dos militares da Guarda, sobretudo nas patentes inferiores e perto de meio da carreira, colocados em unidades ou postos com poucos efectivos onde a rotina e a falta de perspectiva imperam, nos parecem particularmente vulneráveis, pelo que deve ser dada uma especial atenção a este grupo.

Dado que os militares da GNR podem ocupar postos inferiores da hierarquia durante toda a carreira, ao contrário do que acontece com os praças das forças armadas, a insatisfação, a frustração ou o completo desencanto, a surgirem, tendem a ser considerados como um beco sem saída e uma tortura que perdurará durante toda a vida profissional.

A ausência de alternativas profissionais e uma cada vez maior frustração, que podem ser complementados por factores externos comuns a todos os cidadãos, como o fim de um relacionamento, perda de familiares próximos ou um súbito problema económico, por exemplo, resultam num nível de risco extremamente alto que, por incluir aspectos não relacionados com o âmbito do serviço, carecem de uma auto-avaliação do próprio, através de um sistema que permita, de forma confidencial o armazenamento destes dados, os quais só poderiam ser utilizados quando um conjunto de factores determinasse o envio de um alerta.

Será precisamente o coligir de dados de várias proveniencias, inacessíveis até que se verifiquem determinados parâmetros, altura em que um alerta seria enviado para um gabinete exterior à Guarda, que pode permitir uma antecipação a actos desesperados, prestando o necessário apoio antes de os mais afectados atingir um ponto de não retorno.

sexta-feira, junho 05, 2009

Disponível nova versão de Skype com partilha de écran


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Um écran da nova versão do Skype

Está disponível desde fins de Maio uma novaversão "beta" do Skype que inclui a funcionalidade de "screen sharing" ou seja, de partilhar um mesmo écran, de modo aque seja possível uma colaboração entre vários utilizadores, que assumem o controle de um espaço partilhado.

Inovador é também o sistema de transparências, que visa uma melhor visualização de conteúdos, acompanhando uma tendência de diversos produtos que implementam esta tecnologia inovadora, mas que pode penalizar o desempenho de equipamentos de menor capacidade de processamento, sobretudo quando se controla outro equipamento remotamente.

Foi também implementada uma tecnolgia melhorada em termos de suporte de voz e vídeo, bem como adicionadas novas opções que, podendo tornar a experiência mais agradável, não deixam de começar a retirar ao Skype a flexibilidade que resultava de um programa compacto e pouco exigente.

Esta nova versão é, manifestamente, inovadora, mas apresenta ainda problemas de estabilidade, pelo que aconselhamos que não seja instalada em equipamentos que recorram com alguma frequência a este "software" ou cujos utilizadores dependem dela para funções críticas ou mesmo a nível profissional.

6º suicídio na GNR este ano - 1ª parte


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Um dos inúmeros postos da Guarda

Durante a tarde de anteontem um cabo da Guarda Nacional Republicana suicidou-se na instalações do posto em que prestava serviço desde há sete anos, em Colares, no concelho de Sintra, elevando para seis o número de militares desta corporação que este ano puseram fim à própria vida.

O militar, de 43 anos de idade, deslocou-se ao posto num dia de folga e, após ter tomado café com os camaradas que aí prestam serviço, escolheu um local fora da vista de testemunhas e suicidou-se com um tiro na cabeça diparado pela arma de serviço, uma pistola Walther P-38 de 9mm.

Em primeiro lugar, apresentamos as nossas condolências à família, amigos e aos camaradas deste militar, e lembramos os restantes militares da GNR que igualmente optaram por pôr termo à vida, sendo evidente que não estamos diante de uma mera coincidência mas de um problema grave cuja existência tem que ser reconhecida pela hierarquia de modo a que sejam implementadas soluções eficazes.

O actual sistema de prevenção do suicídio existente na GNR, independentemente dos sucesso que tenha, continua a permitir que estas situações se repitam com uma frequência mensal, facto que, só por sí, deve levar a que sejam introduzidas alterações que incluam novas formas de alerta e de seguimento dos casos detectados, os quais só poderão ter sucesso se funcionarem de forma completamente independente da hierarquia militar.

quinta-feira, junho 04, 2009

Windows Live no telemóvel


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Um écran da versão móvel do Windows Live

A Microsoft disponibiliza uma versão específica do Windows Live para dispositivos móveis onde, com algumas restrições, é possível ter acesso a um conjunto das funcionalidades disponíveis para quantos usam um computador pessoal para aceder a estes serviços.

Entre as funcionalidades disponíveis através do "browser" do telemóvel encontra-se o popular Messenger, sendo acessível desde o estado até ao envio de mensagens intantâneas, passando pela visualização de actualizações na rede ou pelo acesso às fotos que são disponibilizadas pelos contactos e que podem ser carregadas à medida que vão sendo tiradas pela câmara do telemóvel.

Apesar de algumas restrições, a maioria das funcionalidades dos perfis estão disponíveis, sendo o acesso rápido, com a maior limitação a nível da dimensão do écran do dispositivo de acesso e do teclado do mesmo

Este é um sistema baseado num "browser", portanto substancialmente diferente do que recorre a SMS e entre nós apenas está disponível na rede da Vodafone, resultando mais dinâmico e eficaz e estando acessível a qualquer telemóvel que permita o acesso à Internet.

Regras dificultam utilização do contra-fogo - 2ª parte


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Um incêndio florestal em Portugal

Actualmente, é ministrada pela Escola Nacional de Bombeiros a formação necessária para a utilização de contra-fogos, mas em termos legais não basta esta formação para recorrer a esta técnica, carecendo de uma autorização e supervisão que podem tardar chegar, pondo assim em risco não só quem combate as chamas, mas também as próprias populações e os seus haveres.

Neste ambito, surge como problemática, a presença dos militares do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da Guarda Nacional Republicana que, para além da missão de combater os fogos, como força policial têm a obrigação de actual sempre que a lei não seja cumprida, nomeadamente quando as regras para a utilização do contra-fogo não sejam respeitadas.

A dupla missão do GIPS não deve ser considerada como um problema em sí, como alguns tendem a fazer, mas apenas como uma projecção, com consequências indesejáveis, de uma legislação desadequada, que dificulta o recurso a uma técnica que é muito mais eficaz e menos arriscada se empregada antes de o fogo atingir proporções consideráveis.

Como resultado, surge a opção entre o adiar de uma decisão, que coloca em risco prolongado quem combate as chamas, as populações e seus haveres, e a possibilidade de um processo a nível criminal originado pelos GIPS que se vêm numa situação particularmente complicada e ingrata, entre o cumprimento do dever como militares e agentes das forças de segurança e como camaradas numa mesma luta.

Não é, obviamente, a missão dos GIPS que deve ser alterada, mas a legislação que deve ser rapidamente revista, evitando assim potenciais conflitos não apenas entre estes e os bombeiros, mas no interior dos militares que terão opções difíceis pela frente e a impossiilidade de cumprir em simultâneo deveres em sí contraditórios.

quarta-feira, junho 03, 2009

Conversor de 220 para 12 volts


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Um modelo de conversor de 220 para 12 volts

Não é apenas a conversão de 12 para 220 volts, necessária para operar equipamentos eléctricos comuns a partir da bateria de um veículo, que pode revelar-se útil, dado que uma conversão no sentido contrário pode ser interessante em termos de uso de diversos equipamentos ou mesmo para teste.

Uma das opçõoes é usar um arrancador que tenha as habituais tomadas de isqueiro padronizadas, mas este é um equipamento pesado e complexo que pode ser substituido nesta função por um conversos simples, cujo valor de mercado ronda os quatro a cinco euros e pode, inclusivé, ser desdobrado através de uma ficha dupla ou tripla.

Poder ligar um equipamento para ligação a tomada de isqueiro de 12 volts numa tomada eléctrica normal permite, por exemplo, efectuar com comodidade raparações eléctricas num local adequado, com os equipamentos necessários e sem deslocações inúteis que podem implicar ligar o motor ou o circuito eléctrico do veículo.

O baixo preço deste equipamento é mais do que justificável para quem use equipamentos alimentados por tomadas de isqueiro e sobretudo para quem efectue pequenas reparações ou adaptações, caso em que é mais do que necessário este pequeno investimento.

Regras dificultam utilização do contra-fogo - 1ª parte


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Um incêndio florestal em Portugal

As regras actualmente em vigor estipulam que apenas com autorização superior e na presença, sempre que possível, de um técnico da Autoridade Florestal Nacional se pode recorrer à técnica do contra-fogo para combater os incêndios florestais, sem o que a utilização deste recurso viola a lei.

A prática de contra-fogos caiu em desuso recentemente, mas era prática corrente, usada pelos técnicos dos antigos Serviços Florestais, que ateavam um fogo, normalmente ao longo de uma barreira natural, orientando as chamas de modo a progredirem no sentido do incêndio a combater.

Efectuado com prudência, fazendo o rescaldo do local de origem do conta-fogo e colocando meios adequados em posição, estaremos diante de um risco calculado, mas existe um factor de imprevisibilidade que resulta de súbitas alterações climáticas, sobretudo na direcção do vento, que podem provocar a perda de controle das chamas.

Tendo em conta os riscos e a responsabilidade civil desta opção, é necessário que existam regras claras a serem sempre seguidas, mas estas imposições que agora surgem resultam numa maior dificuldade ou no atraso no recurso a contra-fogos, dificultando assim o combate aos incêndios, a qual beneficia sempre com a rapidez de decisão e de actuação.

terça-feira, junho 02, 2009

O voto ainda é uma das armas do povo...


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Um cartaz eleição de 7 de Junho

No próximo domingo, dia 7, vota-se mais uma vez para o Parlamento Europeu, sendo de prever o mais nível de abstencionismo alguma vez contabilizado em qualquer acto eleitoral realizado em Portugal.

Não se justifica abordar as inúmeras razões, muitas delas indiscutivelmente válidas, que influenciam a opção de não votar, mas esta não será, certamente a que terá maior impacto junto de uma classe política desprestigiada e capaz de recorrer a qualquer tipo de justificação para evitar reconhecer uma mensagem mais do que evidente.

Impacto real, sem incorrer em penalizações legais, teria um movimento no sentido de adiar "sine die" a aquisição de automóveis novos, levantar depósitos bancários ou vender acções de empresas públicas, acções que teriam um indiscutível impacto económico e lembrariam que há muito mais poder nas mãos dos cidadãos do que um voto a que muitos só interessa na medida em que serve os seus próprios interesses.

Enquanto lembramos que existem alternativas, recordamos que o voto ainda é uma das armas do povo, mas não é a única.

Área ardida deve-se à negligência - 2ª parte


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Um incêndio florestal

Deve ser dada uma especial atenção não apenas ao comportamento dos particulares, mas também, e sobretudo, ao das instituições, com especial destaque para as autarquias, muitas das quais não só não implementam medidas a que são legalmente obrigadas, como surgem constantemente a queixar-se de falta de meios.

A vertente do ordenamento do território, tantas vezes ignorada e adiada, as constantes cedências perante a pressão imobiliária, uma das maiores fontes de receita das autarquias, muita das quais não hesitam em permitir autênticos crimes e comprometer a sustentabilidade do território em prol de uma vantagem imediata, deve merecer uma especial atenção e um absoluto rigor na avaliação de situações suspeitas.

Mesmo sabendo que a maioria, ou mesmo a totalidade das autarquias enfrenta sérios problemas económicos, e sobretudo por isso a prioritização de acordo com critérios objectivos de sustentabilidade é um dever e uma imposição, tornando-se inaceitável que a prevenção dos fogos seja sistematicamente preterida em prol de investimentos que, podendo ser mais vistosos, não são, certamente, tão necessários.

Resta, finalmente, o protesto perante a má sorte, o destino fatal e a afirmação de uma completa irresponsabilização tantas vezes confundida com a irrespondabilidade de quem, conscientemente, optou pelo caminho errado, estimulado, talvez, pela pressão eleitoral resultante do período que se avizinha.

segunda-feira, junho 01, 2009

Microsoft apresenta novo motor de pesquisa


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O novo motor de pesquisa da Microsoft

A Microsoft apresentou o Bing, um novo motor de pesquisa que complementa a sua oferta de produtos "on-line" e se posiciona como um concorrente directo do Google, culminado assim um projecto denominado por "Kumo" que se prolongou durante vários anos.

Em complemento dos resultados das buscas, o Bing acrescenta funcionalidades que incluem pesquisas de notícias, mapas ou mesmo compras, recorrento a recursos da plataforma Live, também da Microsoft.

Há muito que falta no mercado uma alternativa real ao Google, já que o Altavista, o Yahoo e mesmo os sistemas de pesquisa da Microsoft tendem a ser menos eficazes, apresentar menos resultados e uma estrutura muitas vezes pouco apelativa, com um sistema de ordenamento que nem sempre ajuda a encontrar a informação pretendida.

O Bing, ainda em fase "beta" já está disponível para que aceda a partir dos Estados Unidos, ficando acessível mundialmente a partir da próxima quarta-feira, altura em que poderá ser possível testá-lo a partir de computadores com IP's nacionais.

Área ardida deve-se à negligência - 1ª parte


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Um incêndio florestal

Os incêndios ocorridos este fim de semana, alguns dos quais atingiram proporções de relevo, como o que lavrou em Sanfins, no concelho de Sever do Vouga, distrito de Aveiro, levantam novamente a questão da preparação a nível estrutural para enfrentar os perigos de um Verão que se avizinha.

Não será este o monento de analizar casos isolados, como o que mencionamos, ou outros, como o que deflagrou em Bustelo, concelho de Paços de Ferreira, distrito do Porto, ou outros que envolveram dezenas de efectivos e demoraram largas horas a serem circuncritos, mas é altura de refletir sobre o que se tem feito e, sobretudo, o que ficou por fazer e quem deve ser responsabilizado.

Obviamente, não vamos colocar no mesmo plano actos de negligência, acções dolosas ou a omissão, mas será esta última vertente que merece algum destaque, dado ter, quase certamente, maior impacto a nível de área ardida do que os restantes factores juntos, pois tem a ver com causas estruturais quando resulta da inacção de entidades públicas.

Em caso de incêndio florestal, a investigação deve incidir não apenas nas circunstâncias próximas que levaram à sua deflagração, mas a toda a envovente, nomeadamente no respeitante a observância da legislação existente em termos de prevenção ou ordenamento e a práticas ou atitude de risco, bem como comportamentos negligentes.

domingo, maio 31, 2009

Risco de incêndio aumenta com as temperaturas


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Um incêndio florestal em Portugal

Com a subida das temperaturas que se verificou nos últimos dias, o risco de incêndio aumentou, resultando em situações de risco elevado em diversos distritos do Interior, com possibilidade de este número aumentar nos próximos dias, segundo previsões do Instituto de Meteorologia (IM).

Este risco de incêndio muito elevado surge desde à dias em diversos concelhos dos distritos de Viseu, Santarém e Portalegre, bem como em zonas da costa alentejana e no Algarve, obrigando a uma maior acção e mobilização por parte dos recursos da Protecção Civil, que efectuou um conjunto de recomendações no sentido da prudência e da precaução em actividades relacionadas com o fogo.

Este será, portanto, um fim de semana com temperaturas que atingirão os 35 graus em diveros distritos, justificando o "alerta amarelo", com as restrições inerentes, e potenciando as condições para deflagração e propagação de incêndios, sobretudo nas zonas do Interior onde a humidade é baixa.

Para os próximos dias, o IM prevê que as temperaturas desçam, podendo ficar já abaixo dos 30 graus amanhã e descer outro tanto no dia seguinte, do que resultará uma diminuição do risco de incêndio, mas estes poucos dias de calor, para além dos fogos ocorridos, contribuiram para secar mais os solos e aumentar os riscos quando, inevitavelmente, as temperaturas voltarem a subir.
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