sábado, novembro 10, 2007

No "top 100" nacional


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O "blog" do Verão Verde no 99º lugar

Periodicamente, este "blog" ascende ao "Top 100" nacional, no "ranking" daqueles que são escritos em língua portuguesa e usam o Sitemeter como forma de contabilizar as visitas.

Esta é razão suficiente para agradecer aos nossos amigos e leitores as suas visitas e comentários, esperando que, de alguma forma, possamos ter dado uma contribuição para a discussão e melhoria do socorro em Portugal.

Para além de esperamos continuar a receber as vossas visitas, contamos com críticas e sugestões que nos ajudem a ir mais ao encontro dos interesses dos nossos leitores.

A todos, o nosso muito obrigado!

Incêndio em Vale de Cambra é o único ainda por circunscrever


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Um incêndio a consumir mato

Apenas um único incêndio, o de Vale de Cambra, ainda estava por circunscrever já depois das 21:00 segundo informação da Autoridade Nacional de Protecção Civil.

O incêndio de maiores proporções e o que mobilizava mais meios de combate era o que teve inicio pelas 13:15 no lugar de Merlães, no concelho de Vale de Cambra, distrito de Aveiro, e que tinha três frentes activas, consumindo áreas de eucalipal e pinhal.

Este fogo era combatido por 97 bombeiros apoiados por 28 viaturas e reforçados por duas equipas de militares do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da Guarda Nacional Republicana e por um grupo de reforço de Incêndios Florestais.

Já controlado estava o incêndio em Suimo, no concelho de Tomar, distrito de Santarém, que lavrava desde as 16:42 numa área de mato e era combatido por 43 bombeiros apoiados por 11 veículos.

O último fogo a ser cirscunscrito era o de Canelas, no concelho de Arouca, distrito de Aveiro, que mobilizava 40 bombeiros apoiados por 11 viaturas para combater as chamas que lavravarm num eucaliptal.

Praticamente extinto estava o fogo que foi detectado pelas 15:00 em Vitoreira, no concelho de Castro Daire, distrito de Viseu, onde 39 bombeiros com 12 viaturas efectuavam trabalhos de rescaldo.

Os restantes incêndios, nomeadamente os que lavraram no concelho de Montalegre, distrito de Vila Real, e no concelho de Castro Daire, no distrito Viseu, já se encontravam extintos.

Depois de um Outubro mais complicado do que o expectável, também o mês de Novembro tem sido caracterizado pelo elevado número de ocorrências, que se cifram nas 2.161 fogos durante os primeiros oito dias.

As causas deste número anormalmente alto de incêndios têm sido atribuidas a temperaturas altas para época, baixa humidade, inexistência das chuvas típicas no Outono e, ocasionalmente ventos fortes, ventos fortes que se sentem sobretudo ao cair da tarde.

Também as queimadas são apontadas como um dos factores que mais têm contribuido para este número, mas dado que estas não serão mais do que em anos anteriores, as causas terão que ser apontadas para condições climáticas numa altura em que o dispositivo disponível no Verão já foi francamente reduzido.

Queremos lembrar que, há já vários anos, foi analisada a problemática da seca e a sua evolução não apenas no Norte de África, hoje maioritariamente desértico, mas também nas zonas mais a Sul da Europa.

Na altura do estudo, a zona de seca em Portugal Continental, considerada como um potencial deserto, foi estabelecida como a que se encontrava a Sul do rio Tejo, mas com fortes possibilidades de se alargar para o Centro do País.

Este estudo foi realizado antes dos grandes incêndios do princípio da década e não teve em conta o efeito que esta devastação provoca a nível de alterações climáticas, pelo que a sua revisão poderá traduzir-se em resultados alarmantes que facilmente se poderão verificar dentro de um espaço de tempo curto.

Em contrapartida, o aquecimento global tem vindo a provocar outro tipo de fenómenos no Norte da Europa, com sérios riscos de cheias na Inglaterra e na Holanda, demonstrando que é necessário tomar medidas urgentes, antes que um desastre de grandes proporções venha alterar para sempre a percepção que temos do Mundo em que vivemos.

sexta-feira, novembro 09, 2007

Várias vítimas de acidente com autocarro não usariam cinto de segurança


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O autocarro acidentado (Foto SIC)

As causas do trágico acidente com o autocarro da Câmara Municipal de Cstelo Branco que transportava um grupo de alunos da Universidade Sénior Albicastrense ainda não estão devidamente apuradas, mas a utilização dos cintos de segurança neste tipo de veículos e nestas circunstâncias merece uma reflexão.

Se até há não muito tempo, eram raros os autocarros equipados com cintos em todos os assentos, tal é agora obrigatório e, no caso do veículo acidentado, de construção recente, a legislação vigente era integralmente cumprida.

Apesar disso, surgem dúvidas quanto à resistência dos cintos e, sobretudo, dos sistemas de fixação, que deverão estar solidamente presos a elementos estruturais do veículo onde são instalados.

Há, no entanto, uma outra vertente que é francamente mais complicada de implementar, nomeadamente a nível do comportamento dos passageiros que vêm no espaçoso interior de um autocarro uma espécie de sala de estar onde é comum mudar de lugar e adoptar as atitudes típicas de um convívio no qual existe um quase permanente movimento.


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Cinto de segurança para autocarros

Neste momento, não se sabe quantos dos passageiros teriam os cintos colocados, pois a tendência é a de, imediatamente a seguir a um acidente, desapertar os cintos de modo a poder movimentar-se, mas suspeita-se, pelo local e posição em que algumas vítimas se foram encontradas, que estas não utilizariam nenhum dispositivo de retenção.

Compreende-se que poucos passageiros, sobretudo neste tipo de viagens de longa duração efectuadas em grupo, utilizem os cintos de segurança, acabando por fiar-se nas dimensões do veículo que conferem um falso sentimento de segurança.

Não é possível, certamente, saber quantas vidas poderiam ter sido salvas se todos os ocupantes estivessem sentados e com os cintos devidamente apertados, mas, a avaliar pelo número de vítimas projectadas, algumas teriam sido salvas ou sofrido ferimentos menos graves.

Neste momento, é tarde para grande parte dos ocupantes deste autocarro, mas ainda é possível que a lição seja aprendida e, no futuro, haja menos vítimas a lamentar caso um acidente com características semelhantes volte a ocorrer.

Vamos, pelo menos, aprender algo com esta tragédia, pois só assim se pode homenagear os que nela perderam a vida.

Cinco incêndios permanecem activos no Norte do País


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Vários incêndios continuam noite dentro

Segundo os dados da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), ao final da tarde de quinta-feira ainda estavam por controlar quatro dos cinco incêndios activos em diversos concelhos do Norte do País.

Destes incêndios, o que lavra no concelho de Arouca, no distrito de Aveiro era o que obrigava a um maior esforço, contando com a presença de 31 bombeiros, apoiados por oito viaturas e, durante o dia, por um helicóptero.

Este fogo começou perto das 00:00 e após estar praticamente extinto, veio a reacender-se perto do meio dia, estando ainda por circunscrever ao cair da noite.

Também se verificavam incêndios por circunscrever no distrito de Bragança, com dois fogos activos, um dos quais em S. Julião, no Parque Natural de Montesinho, e outro no concelho de Mogadouro.

Também no distrito de Vila Real, em Picães, no concelho de Montalegre, um incêndio lavrava no interior do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG).

Outro fogo que começara pelas 16:00, também no PNPG, na Serra Amarela, no concelho de Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo, já se encontrava como circunscrito.

Esta é mais um mês que, estatisticamente, tendemos a considerar atípico, mas que pode apontar no sentido do que nos reserva o futuro, com Invernos mais curtos e quentes, Verões com maiores oscilações de temperatura, menos pluviosidade e, o que parece mais certo, um aquecimento global e a desertificação de parte do Sul do País.

Mesmo excluindo a problemática dos incêndios, estamos perante indícios sérios de possíveis alterações climáticas que terão um enorme impacto no nosso País, não se assistindo da parte da classe política a um estudo sério que leve à implementação de medidas que visem prevenir e combater esta possibilidade que surge cada vez como mais ameaçadora e que não pode continuar a ser ignorada.

quinta-feira, novembro 08, 2007

Primeiros portáteis OLPC XO saem da fábrica


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Alguns OLPC nas embalagens de expedição

Estão finalmente em produção os primeiros portáteis do modelo XO, resultantes do projecto One Laptop Per Child (OLPC), que visa fornecer eqipamento de baixo custo às crianças dos países em desenvolvimento.

A fábrica da Quanta, situada a nordeste da cidade chinesa de Xangai, já começaram a sair das linhas de montagem e deverão começar a ser entregues ainda este mês aos países que os encomendaram.

Para o professor Nicholas Negroponte, este "é um marco importante na evolução do projecto OLPC", que consegue assim começar a tornar-se uma realidade e a atingir os seus primeiros objectivos de divulgação e de testes operacionais.

Mesmo sabendo que o valor inicial de 100 dólares por unidade vai ser largamente ultrapassado, com o preço actual perto dos 190 dólares, fruto da desvalorização da moeda americada e de alterações introduzidas no projecto, o XO continua a ser uma aposta essencial no desenvolvimento de um conjunto de países que necessitam desesperadamente de um instrumento que permita dar um passo em frente na área das tecnologias de informação.

ANPC vai reforçar dispositivo


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Um incêndio activo durante a noite

A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) vai reforçar os meios de combate aos incêndios florestais e pediu aos agricultores a suspensão das queimadas.

Esta é a consequência de um elevado número de incêndios, considerado como anormal para esta época do ano, mas que vem na sequência de um tempo quente e seco e do levantamento de um conjunto de restrições que apenas vigoram no Verão.

Entre os reforços previstos encontram-se quatro helicópteros, dois a serem estacionados no Norte e dois no Centro e Sul do País, um reforço de 30 elementos do Grupo de Intervenção de Protecção e Segurança (GIPS) da Guarda Nacional Republicana e outro idêntico da Força Especial de Bombeiros.

Como complemento, vão ser disponibilizados em permanência 220 bombeiros e 48 veículos englobados em duas colunas nacionais de para acorrer aos incêndios nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real e Viseu.

Lembramos que, quando comparados com dados de 2006, as 1.647 ocorrências verificadas nos primeiros seis dias de Novembro correspondem a 24 vezes mais do que na totalidade do mês homólogo do ano passado.

Para a ANPC, este aumento tem a ver com "queimadas de sobrantes agrícolas" para "renovação de pastagens naturais", numa altura em que se verificam "situações meteorológicas de risco elevado", pelo que recomenda que sejam adoptados os cuidados impostos por lei durante o Verão e que seja "interrompida a utilização do fogo em actividades agro-florestais".

Esta recomendação surge no dia em que, mais uma vez, o número de incêndios activos se aproxima dos verificados durante os meses de Verão, com ocorrências sobretudo no Norte do País.

Destes incêndios, o que mobilizou mais meios e levantava maiores dificuldades era o de Campanhó, no concelho de Mondim de Basto, distrito de Vila Real, que começou perto da meia-noite numa zona florestal e era combatido por 224 bombeiros apoiados por 75 veículos.

Outro fogo em área florestal, em Couto, no concelho de Vouzela, distrito de Viseu, detectado perto das 07:30, continuava por circunscrever e mobilizava 123 bombeiros, apoiados por 33 veículos.

Finalmente, um incêndio em Loivos do Monte, no concelho de Baião, distrito do Porto, que começara pelas 22:19 de terça-feira era combatido por 58 bombeiros.

Estas foram as ocorrências mais graves de ontem, dia em que se verificaram incêndios em diversos distritos do Norte e Centro, de forma e em número análogo ao dos dias anteriores, pelo que se estranha que apenas agora, perante uma situação prolongada, a ANPC venha anunciar o reforço de meios e, sobetudo, a necessidade de não efectuar queimadas.

No respeitante à questão das queimadas, lamenta-se o atraso e a falta de divulgação de uma sugestão que devia ser uma imposição através de um mecanismo legal ligado ao nível de alerta e divulgada através da comunicação social.

O atraso na reacção da ANPC acaba por vir na linha do autismo do Ministério da Administração Interna, que ao minimizar a óbvia interligação entre os incêndios e as condições climáticas, tem agora que explicar quais as razões pelas quais os fogos voltaram num mês em que tal é relativamente raro.

Aparentemente, continua-se a querer negar o óbvio e, demonstradamente, verifica-se que Portugal continua extremamente vulnerável aos incêndios florestais, fruto de medidas desadequadas e de um trabalho de prevenção que continua a não ser efectuado.

quarta-feira, novembro 07, 2007

Reduzir o prémio do seguro a quem tenha um localizador


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Componentes de um alarme com GPS e GSM

O próprio título sugere o propósito de propor às companhias seguradoras a redução o prémio do seguro a quem tenha um localizador instalado no veículo segurado.

A possibilidade de recuperar com facilidade acrescida um veículo no qual esteja instalado um sistema de alarme com GPS e suporte de comandos via SMS, tal como temos descrito, após furto ou roubo, algo que os numerosos casos de "carjacking", devem fazer lembrar, deveria ser devidamente tida em conta na altura de contratar um seguro.

Também o facto de alguns destes equipamentos quando ligados, por exemplo, ao "airbag", poderem enviar um alerta imediato de acidente, também deve ser tido em conta, dado contribuir para um socorro mais eficaz e uma maior probabilidade de sobrevivência das vítimas.

Dado que o valor destes localizadores, mesmo excluindo descontos de quantidade, pode ficar abaixo das três centenas de euros, incluindo impostos e transporte, a possibilidade de amortização num veículo de alta gama, correspondente aos modelos mais vulnerárveis a este tipo de crime, é bastante curto, sendo que, após esse periodo, o valor do prémio do seguro deveria ser substancialmente reduzido.

Não vamos entrar em detalhes relativamente a esta ideia, mesmo sabendo que estes são essenciais na sua implementação, que carece, por exemplo, de instaladores certificados, de um centro de contacto e de suporte, sendo apenas nossa intenção com este texto alertar para esta possibilidade.

Esta é uma ideia que deixamos aos nossos leitores, muito especialmente aos que trabalhem ou tenham contactos na área dos seguros, a quem sugerimos que consultem o departamento técnico-comercial das respectivas empresas de modo a avaliar da possibilidade de lançar no mercado um producto que, para além de ir ao encontro de necessidades reais dos automobilistas, será uma mais valia e uma forma de diferenciação num mercado onde o preço tende a ser o critério principal na altura da escolha.

Incêndios continuam no Norte do País


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Vários incêndios continuam durante a noite

Dois incêndios continuavam por circunscrever ao fim da tarde, consumindo mato e floresta no concelho de Terras de Bouro, no distrito de Braga e no de Montalegre, no distrito de Vila Real.

O incêndio onde os bombeiros enfrentam maiores dificuldades é o de Junceda, em Campo Gerês, no concelho de Terras de Bouro, activo há mais de seis horas e que era combatido por 28 bombeiros, apoiados por oito veículos, e reforçados por uma equipa de sapadores florestais e duas do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade.

O outro incêndio, que começou pelas 18:00 em Lapela, no concelho de Montalegre, mobilizou cinco bombeiros e uma equipa de sapadores florestais.

Durante o dia os bombeiros combatem dois incêndios que deflagraram em Filhagosa, no concelho de Vila Pouca de Aguiar, e no Parque Nacional da Peneda-Gerês, em Covelães, no concelho de Montalegre.

Durante a tarde, o total de efectivos atingiu os 21 bombeiros e quatro viaturas, provenientes de duas corporações, três equipas de sapadores com um total de 12 elementos e três viaturas e 10 militares do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da Guarda Nacional Republicana baseados no Vidago.

Ontém os bombeiros do distrito de Vila Real tinham combatido fogos em Vila Nova de Veiga, no concelho de Chaves, em Vale de Moreira e em Medeiros, no de Montalegre, em Passo, no de Mondim de Basto, em Gontães, no de Vila Real, em Vilar , no de Boticas, e em Limões, no de Ribeira de Pena.

Esta nova vaga de incêndios é composta, sobretudo, por fogos de pequenas dimensões, mas que não podem ser menosprezados, dado o número de ocorrências e o facto de muitos atingirem áreas de protecção especial a nível ambiental e ecológico.

Por outro lado, a falta de trabalhos de reflorestação tem vindo a provocar descontinuidades que acabam por funcionar como zonas-tampão, pelo que a probabilidade de ocorrer um incêndio de grandes dimensões tende a diminuir, sobretudo numa época do ano em que, mesmo com temperaturas elevadas para a época, estas são substancialmente inferiores às que se verificaram no Verão.

No entanto, o elevado número de ocorrências não pode deixar de merecer uma reflexão por parte das entidades competentes, a quem cabe avaliar se com outras condições climáticas e menos obstáculos naturais, não estariamos diante de uma situação de grande gravidade.

terça-feira, novembro 06, 2007

Google apresenta "Android"


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O possível aspecto do Gphone

Após meses de especulação sobre o lançamento de um telemóvel, o Google apresentou a Open Handset Alliance e o "Android", uma plataforma aberta para deenvolvimento de aplicações para sistemas móveis.

A Open Handset Alliance é uma associação de 30 empresas líderes em tecnologia na área dos sistemas móveis e que inclui, entre outros, a Motorola, a Qualcomm, a HTC e o operador T-Mobile.

Da ligação entre construtores, fabricantes, especialistas em "software" e operadores, tem sido possível produzir um conjunto de inovações na área dos sistemas móveis, de modo a construir uma estrutura aplicacional aberta, compatível e interactiva, designada por "Android", que servirá de base ao desenvolvimento de soluções que serão portáveis para diversos tipos de equipamento.

Assim, o Google não apresentou o Gphone, sobre o qual não se pronuncia, mas uma solução aplicacional na qual vai incluir vários dos productos que já possui e, em colaboração com outras empresas, promover a implementação de sistemas abertos, transpondo para os sistema móveis parte da filosofia que está incluida, por exemplo, no Linux.

Também é possível que o "Android" venha a constituir o núcleo aplicacional do Gphone, mas, neste momento, apenas existem rumores e especulações relativamente a um equipamento que, mesmo sem-se saber se existe, é um dos mais famosos da actualidade.

Ainda estamos longe da ver no mercado telemóveis ou outros equipamentos baseados no "Android", mas dado o interesse e a colaboração das várias empresas e entidades envolvidas neste projecto, é expectável que dentro de um ano, no fim de 2008, comecem a estar disponíveis sistema baseados nesta tecnologia entre os quais, quem sabe, o tão falado Gphone.

Mais de 1.100 ocorrências nos primeiros 4 dias de Novembro


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Ainda há incêndios fora de época?

Este mês de Novembro tem registado um número invulgar de incêndios florestais, com um total de 1.123 ocorrências desde o início do mês até ao dia de ontém.

No domingo verificaram-se mais de trezentas ocorrências registadas pela Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), sendo este o número mais elevado desde princípios de Setembro.

Em termos comparativos, o número de registos deste ano é 16 vezes superior ao do ano passado, e nos vários incêndios ocorridos este mês encontram-se fogos que lavraram em áreas protegidas, com especial destaque para os dois que contiuavam por circunscrever depois do cair da noite no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Este incêndio, que começou um dia antes, continuava a consumir floresta no concelho de Terras de Bouro, distrito de Braga, tendo sido mobilizados 60 bombeiros e um helicóptero para o combater.

Outro fogo, de menores dimensões, começou pelas 13:00 e continuava activo no concelho de Arcos de Valdevez, era combatido por 14 bombeiros apoiados por três viaturas.

Para a ANPC ainda não é possível ter conclusões relativas a este significativo aumento, mas as queimadas que são feitas nesta época do ano parecem justificar uma significativa parte das ocorrências, a que podemos acrescentar as temperaturas invulgarmente altas para esta época do ano e a seca que se faz sentir em grande parte do território nacional.

O levantamento das restrições à realização de queimadas sem que se verifiquem as condições climáticas que garantam alguma segurança parece ser um dos motivos para o elevado número de incêndios, mas a desmobilização de grande parte do dispositivo também não deixa de ter uma influência de peso.

Dado que não há previsões de chuva antes do final da próxima semana, a secura do solo vai continuar a facilitar a propagação de fogos, mesmo que, previsivelmente, a temperatura venha a baixar nos próximos dias.

Este vai, segundo o Instituto de Meteorologia, ser um Inverno seco, pelo que será a descida de temperatura a controlar a propagação de fogos, sendo assim previsível que, a menos que se verifiquem novamente condições excepcionais, o próximo Verão venha a ser um período de dificuldades acrescidas.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Parábola da escola primária de Detrás do Sol Posto


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Uma escola primária no Interior do País

A pensar no próximo acto eleitoral, o Primeiro-Ministro chamou os seus dois ministros favoritos para lhes conceder um reforço orçamental.

Ao primeiro, deu-lhe 10.000.000 de euros e ao segundo 1.000.000, salientando que era essencial que estas verbas fossem aplicadas de modo a que as próximas eleições fossem ganhas.

À saida da reunião, o Primeiro-Ministro vê, de passagem outro dos seus ministros e, não tendo nenhuma verba para lhe atribuir, não deixa de lhe recomendar que faça algo para beneficiar o País.

Antes do início da campanha eleitoral, data limite para a conclusão de tão decisiva missão, o Primeiro-Ministro convocou os seus dois colaboradores dilectos para que prestassem contas e apresentassem os resultados.

Aquele que mais recebeu foi o primeiro a falar e anunciou orgulhosamento os frutos resultantes de um investimento de 10.000.000 de euros:

Mandei construir uma ponte com quatro faixas de rodagem para que as crianças possam chegar à escola de Detrás do Sol Posto sem ter que atravessar o rio a vau nem percorrer 50 quilómetros até à travessia mais próxima.

Igualmente feliz, estava o ministro que recebera 1.000.000 euros, incapaz de esconder a excitação que quase o impedia de pronunciar com clareza:

Comprei e equipei uma excelente frota de autocarro escolares e contratei motoristas e assistentes profissionais de modo a que as crianças viagem em conforto e segurança até à escola de Detrás do Sol Posto.

O Primeiro-Ministro sentia-se feliz e confiante quando, subitamente, se lembrou de telefonar ao ministro a quem recomendara que fizesse algo de útil pelo País.

Este parecia algo mais calmo do que os seus colegas, mas aparentava a segurança de quem está convicto de que as suas opções foram as mais correctas, pelo que respondeu sem hesitar:

Eu poupei dezenas de milhares de euros quando mandei encerrar a escola primária de Detrás do Sol Posto, que já não tinha nem alunos nem lá colocamos professores.

Quatro fogos por circunscrever em parques nacionais


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Um incêndio activo durante a noite

Este domingo, perto do meio da tarde, ainda estavam por circunscrever seis incêndios, dos quais quatro lavravam dentro de áreas protegidas.

Dois destes incêndios permaneciam activos dentro do perímetro do Parque Natural de Montesinho, outro no Parque Nacional da Peneda-Gerês e último no Parque Natural da Serra da Estrela.

À mesma hora, estavam já circunscritos os dois incêndios que lavraram no concelho de Arcos de Valdevez e o que atingiu o concelho de Vinhais.

Durante o sábado, a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) registou 302 incêndios florestais, o número mais elevado desde o dia 10 de Setembro, o que vem demonstrar, mais uma vez, a importância do clima no deflagar dos fogos.

Uma análise sucinta ao estado dos solos, com níveis de humidade extremamente baixos, permite concluir que a falta das habituais chuvas de finais de Setembro e Outubro têm um impacto decisivo no número de ocorrências, incrementado pelas queimadas que muitos agricultores teimam em realizar com tempo quente.

Manifestamente, o conceito de "época dos fogos" está ultrapassado, mas o mesmo se pode dizer da forma rígida como as várias fases são determinadas e que cada vez mais se verifica não estarem de acordo com as contínuas e imprevisíveis variações do clima.

Naturalmente, surge a necessidade de um dispositivo permanente ao longo do ano, eventualmente com um pico menor no Verão, mas com uma maior disponibilidade na Primavera e no Outono, o que só será possível através da profissionalização de parte dos efectivos e da aquisição de meios próprios permanentemente disponíveis.

Devemos, finalmente, lembrar que o triunfalismo de alguns políticos é facilmente desmentido pela realidade e que certas afirmações, de tão absurdas que são, apenas se prestam ao ridículo, já que fazer humor com um assunto tão sério é, no mínimo, indesculpável.

domingo, novembro 04, 2007

Temperaturas altas e propícias a incêndios neste Novembro


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Um incêndio que permanece activo durante a noite

Neste sábado em que as temperaturas continuam acima dos valores normais para a época, o número de incêndios foi igualmente superior à média dos últimos anos, com um número de ocorrências especialmente elevado no Norte do País.

No distrito de Vila Real, nove ocorrências mobilizaram mais de cem bombeiros apoiados por 21 viaturas para combater as chamas que também lavram numa zona de mato do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG).

Verificaram-se incêndios em 13 dos 14 concelhos do distrito de Vila Real, incluindo Peso da Régua, onde as chamas continuavam activas, Valpaços, onde permanecia activo um fogo, Montalegre, onde dois incêndios continuavam a lavrar, Vila Real, com uma ocorrência, Vila Pouca de Aguiar, onde outro fogo permanecia activo, Chaves, também com um fogo, Boticas, Mesão Frio, Alijó, Ribeira de Pena, Mondim de Basto, Murça e Santa Marta de Penaguião, onde se verificaram fogos, todos eles já extintos.

No total e desde as 00:00 de sexta-feira, registaram-se 46 incêndios no distrito de Vila Real, a maior parte dos quais eram de pequenas dimensões e resultantes de queimadas, permitidas nesta época do ano, mas perigosas devido às temperaturas que se fazem sentir.

O incêndio, que deflagrou pelas 13:20 perto de Celas, no concelho de Montalegre, no interior do perímetro do PNPG, era combatido por 11 bombeiros da corporação do Salto, apoiados por uma equipa de oito elementos do próprio parque.

Tal como em ocasiões anteriores, a dificuldade no acesso ao local das chamas apenas permite que veículos de pequenas dimensões e com capacidades mais reduzidas possam ser utilizados no combate às chamas, consequência das políticas de prevenção erradas que têm sido seguidas no PNPG.

Noutras zonas do País, no entanto, também se verificaram diversos incêndios, sendo de destacar o que ocorreu no concelho de Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, onde um fogo antes da hora de almoço consumiu áreas florestais até entrar em rescaldo a meio da tarde de ontem.

Este incêndio foi combatido por cerca de 150 bombeiros e contou com a presença de um helicóptero da Protecção Civil, acabando por ser dominado pelas 16:00

Também em Arneiro das Milhariça, no concelho de Santarém, um incêndio num eucaliptal que foi detectado pelas 15:30 ficou circunscrito perto das 17:00 depois de ser combatido por perto de 60 bombeiros.

Este elevado número de ocorrências, fora da chamada "época dos fogos", quando o tempo está invulgarmente quente para o mês de Novembro, vem desmentir, mais uma vez, os comentários do ministro da Administração Interna (MAI) que tenta obter dividendos políticos a partir dos resultados do combate aos fogos do Verão de 2007, minimizando a questão climática que todos sabemos ter sido decisiva.

Se o número de incêndios verificados em Outubro e Novembro, bastante mais elevados do que é normal se poderiam explicar facilmente através de condições climatéricas excepcionais, abstraindo destas, caberá ao titular do MAI a difícil justificação pela súbita perda de eficácia do dispositivo de combate aos incêndios.

Para quem acompanha há algum tempo a problemática dos incêndios e está habituado a cruzar informações provenientes dos dados meteorológicos com os referentes à área ardida, seja o que aconteceu durante o Verão, seja o que se passa actualmente pode ser facilmente entendido e justificado, algo que não acontece quando se pretende minimizar a importância de uma variável desta fórmula inúmeras vezes demonstrada.
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