sábado, agosto 12, 2006

Nem Beriev, nem Canadair: uma tarde sem aviões pesados


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Canadair CL-415 durante um reabastecimento

Durante toda a tarde de ontem, nenhum dos três aviões pesados que este ano integram o dispositivo esteve em condições de combater as chamas.

Depois da avaria de um dos Canadair, no início da semana, ontem o segundo ficou igualmente inoperacional a partir da hora do almoço.

Quanto ao Beriev Be-200, esteve em manutenção, obrigatória a cada 55 horas de voo, quinta e sexta-feira e ficou de novo operacional pelas 19:30, demasiado tarde para intervir nesse dia.

"É como os automóveis, precisa de parar para manutenção", justificou o ministro António Costa, em declarações aos jornalistas.

O primeiro Canadair avariado foi entretanto substituído por dois aviões médios anfíbios fornecidos pela Air Tractor, com capacidade de 3.000 litros, e está a ser reparado em Salamanca, prevendo-se cerca de 20 dias de paragem.

Quanto ao segundo, ao início da noite não havia informações quanto à gravidade da avaria, embora fonte do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) tenha afirmado haver expectativa de voltar a ficar operacional durante o dia de hoje.

Ontem estiveram ainda com paragens forçadas dois helicópteros, mas o SNBPC foi lacónico nas explicações, adiantando apenas que "há paragens que chegam a ser de apenas uma hora".

Num dos dias de maior necessidade, a falta de aviões pesados fez-se obviamente sentir, facto agravado devido às zonas algo inacessíveis onde se verificaram alguns incêndios, como o ocorrido no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Bombeira morre em Porto de Mós


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Um incêndio fora de controle

Uma bombeira morreu, esta sexta-feira, alegadamente por intoxicação por monóxido de carbono, quando integrava o dispositivo de combate ao incêndio que lavra em Porto de Mós, um dos fogos que está a causar as maiores preocupações aos bombeiros e que continua activo.

A bombeira, uma das operadoras de comunicações do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria, foi encontra na manhã desta sexta-feira inanimada no interior da cabine do veículo que coordena as operações de combate ao fogo de grandes dimensões que lavra em Porto de Mós.

A bombeira foi encontrada por colegas em paragem, após mais de 36 horas de trabalho, e transportada de imediato para o Hospital de Leiria onde foi confirmado o óbito.

Segundo o presidente da Câmara de Porto de Mós, João Salgueiro, a vítima terá inalado monóxido de carbono, mas as causas da morte estão ainda por determinar, podendo ter-se devido também a doença súbita agravada pela inalação de fumo.

O incêndio, que deflagrou na quinta-feira às 15h00 na zona de Porto de Mós, estava às 10h00 de hoje a ameaçar as aldeias de Pedreiras, onde uma freguesia foi evacuada, Moleanos, Casais de Santa Teresa e Ataíja, perto do IC2, que chegou a ser cortado ao trânsito.

Destacados no combate às chamas que lavram na localidade de Boieira, em Porto de Mós, estavam 323 bombeiros, apoiados por 89 viaturas, um helicóptero e dois meios aéreos.

Sem querermos antecipar-nos aos inquérito, esta morte, que eleva para 8 o número de bombeiros que perderam a vida este ano, deve-nos fazer reflectir sobre duas questões de segurança que deverão ser revistas.

A primeira, é o facto de haver necessidade de descansar perto das zonas de incêndio, onde a inalação de monóxido de carbono durante o sono se pode revelar uma armadilha mortal.

Esta situação deriva em parte de problemas de logística e de gestão de efectivos, nomeadamente de reservas, par a qual alertamos sucessivamente em textos anteriores, e do que resulta quer um cansaço extremo, quer a permanência em áreas de perigo mesmo em períodos de descanso.

A segunda tem a ver com o facto de em áreas operacionais, com raras excepções em que a privacidade se impõe, nunca um elemento deverá estar isolado, sem que alguém vele pela manutenção de condições de segurança.

Esta segunda questão deriva, em grande parte da primeira, pois caso houvesse uma rectaguarda com os meios logísticos suficientes, poderia ser dado aos bombeiros a possibilidade de descansar em segurança, de tomar um banho e de ingerir refeições devidamente confecionadas.

Entretanto, continuam fogos activos em quase todo o País, com o incêndio na Boieira, no concelho de Porto de Mós, a continuar a mobilizar o maior número de meios, que incluem 335 bombeiros, apoiados por 90 veículos e um avião, reforçados com um Grupo de Reforço de Incêndios Florestais de Setúbal.

Um outro fogo na Contenda, no concelho do Redondo, no distrito de Évora, embora já dominado continua também a mobilizar um número elevado de meios, que desta vez constam de 227 bombeiros e 76 viaturas.

Na Granja, concelho de São Pedro do Sul, no distrito de Viseu, o fogo está circunscrito mas mobiliza ainda 203 bombeiros apoiados por 57 viaturas e por quatro Grupos de Reforço de Incêndios Florestais provenientes de Coimbra, de Leiria e dois de Aveiro.

No distrito de Aveiro, 42 homens com 10 viaturas combatem as chamas em Picadela, no concelho de Espinho, enquanto outros 96 bombeiros, apoiados por 27 viaturas e dois helicópteros, foram mobilizados para o fogo em Cedrim, no concelho de Sever do Vouga, e 45 homens, com 12 viaturas, enfrentam um fogo Vermoim, no concelho de Oliveira de Azeméis.

No distrito de Braga, há um incêndio por circunscrever em Lugar da Botica, no concelho de Póvoa de Lanhoso, que está a ser combatido por 22 homens com seis viaturas.

No distrito de Bragança, um grupo de 37 homens com 11 viaturas combate um incêndio em Vale de Salgueiro, no concelho de Mirandela.

Dois fogos no concelho de Seia, no distrito da Guarda, estão circunscritos mas ainda a mobilizam 42 homens e 13 viaturas no Sabugueiro e outros 28, com sete viaturas, em Corgas.

No distrito de Leiria, além do incêndio que continua activo em Porto de Mós, os bombeiros combatem as chamas no Alto Vieiro, Barroca, no concelho de Ansião e Chimpeles, no concelho de Figueiró dos Vinhos.

No concelho de Amarante, existem incêndios na localidade de Carvalhas, oonde o fogo está a mobilizar 48 bombeiros, 11 viaturas e dois aviões, na Portela, onde estão 32 homens e nove viaturas e no Lugar da Várzea, combatido por 114 homens, apoiados por 38 viaturas.

Na rua das Balas, no concelho de Gondomar combatem as chamas 26 bombeiros com seis viaturas, enquanto o fogo na Estrada Nacional 108 está a mobilizar 43 homens e 12 viaturas, elevando para 5 o número de incêndios no distrito do Porto.

No distrito de Santarém, existem dois incêndios activos, um no Carvalhal da Aroeira, no concelho de Torres Novas, com 54 bombeiros e 14 viaturas, e outro na Carregueira, no concelho da Chamusca, com 73 homens, 21 viaturas e um helicóptero.

Os bombeiros combatem também as chamas que deflagraram às 17:30 de hoje ao quilómetro 37 do IC-33, na Serra de Grândola, tendo enviado para o local 47 bombeiros, apoiados por 13 viaturas e um helicóptero.

No distrito de Viana do Castelo estão por circunscrever os fogos em Mezio, no concelho de Arcos de Valdevez e S. Paio, no de Melgaço.

No distrito de Vila Real, os bombeiros combatem outros dois incêndios, em Vale Verde, no concelho de Valpaços, com 62 bombeiros e 17 viaturas, e outro no Outeirinho, no concelho de Ribeira de Pena, onde estão presentes 24 homens, seis viaturas e um helicóptero.

No distrito de Viseu, pelas 19:00 de hoje estavam por circunscrever três fogos, em Fonte Coberta e Vila de Mouros, ambas no concelho de Cinfães, e outro em Mouraz, no de Tondela.

Esta semana, que agora termina, foi a mais complicada em termos de fogos florestais durante este ano e tem vindo a demonstrar que, independentemente do esforço ou dos meios, a falta de medidas estruturais e de prevenção determinam uma derrota muito antes da chegada do Verão.

É hábito dizer que é no Inverno que se ganha ou perde a batalha contra os incêndios florestais, mas o facto é que, aparentemente, nenhum responsável político se preocupa com esta tragédia antes de ser demasiadamente tarde e não haver outra alternativa que a de reforçar um dispositivo que nunca será suficiente.

Resta-nos lembrar que o funeral de Viviana Lourenço Dionísio, realiza-se hoje na Igreja do Bombarral, sua terra natal, seguindo pelas 15:00 para o cemitério da Roliça.

sexta-feira, agosto 11, 2006

Uma questão de nacionalidade


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Cartaz da Amnistia Internacional portuguesa

Sem querer entrar em demasia em questões de ordem meramente política, numa altura em que as questões da nacionalidade e do direito de residência estão sobre a mesa, não quisemos deixar de colocar neste espaço, para reflexão, um cartaz da secção portuguesa da Amnistia Internacional.

Este serve também como homenagem quer aos residentes estrangeiros que nos auxiliam, muitos dos quais nos bombeiros, quando tantos nacionais não o fazem, e como recordação dos que entre nós perderam a vida ao serviço do País.

Será bom meditar um pouco nas questões de integração e no problema sempre presente do direito à nacionalidade e à residência, sobretudo quando está em causa quem se dispõe a arriscar a vida ao serviço das populações e do País.

5 bombeiros feridos em acidente de viação


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Uma luta desigual dias consecutivos

Cinco bombeiros ficaram feridos esta quinta-feira, perto das 13:00, quando uma viatura capotou, no combate ao incêndio que lavra desde segunda-feira na serra d'Ossa, às 11:05 na zona de Estremoz e alastrou para os concelhos vizinhos, que incluem o Redondo, Vila Viçosa e Borba, destruindo vários milhares de hectares de floresta.

Os 5 feridos, um deles com traumatismo craniano, foram transportados para as urgências do Hospital Distrital de Évora, numa operação de evacuação demorada que obrigou ao uso de meios aéreos e terrestres e só ficou concluida após as 17:00.

Desde segunda-feira, pelo menos outros 7 bombeiros sofreram ferimentos ligeiros, em operações de combate às chamas, sobretudo devido a quedas e cansaço.

Esta manhã continuavam envolvidos no combate às chamas, que foram dadas como circunscritas, 219 bombeiros, apoiados por 65 veículos, continuando a chegar reforços para um incêndio que, estranhamente, não consta do "site" do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC).

Durante a noite, o progresso das chamas ameaçou povoações, levando as autoridades a elaborar um plano de evacuação, destinado sobretudo a crianças, idosos e doentes que possam ser mais afectados pelos fumos.

Entretanto, segundo o SNBPC, três incêndios estavam às 08:00 desta quinta-feira por circunscrever em todo o país, sendo o que lavra em Granja, concelho de S. Pedro do Sul, no distrito de Viseu, o que mais preocupa os bombeiros.

Este incêndio, que lavra desde as 12:42 de quarta-feira, está a consumir uma área de mato em Granja e é combatido por 173 bombeiros, apoiados por 46 veículos.

Por circunscrever está também o fogo que deflagrou quarta-feira em Rabiscal, concelho de Arcos de Valdevez, distrito de Viana do Castelo, encontrando-se no local 30 bombeiros e oito veículos.

Também no concelho de Arcos de Valdevez, continua por circunscrever o incêndio que lavra desde terça-feira em Mezio, onde se encontram 15 bombeiros, apoiados por quatro viaturas.

O incêndio que deflagrou terça-feira em Lordelo, concelho de Monção, distrito de Viana do Castelo, está circunscrito e no local encontram-se 26 bombeiros e oito viaturas.

Também já está circunscrito o fogo de Salgada, concelho de Aguiar da Beira, distrito da Guarda, mobilizando 79 bombeiros e 18 veículos.

Este acidente, leva-nos a equacionar mais uma vez a questão já abordada da gestão de efectivos e de reservas, dado que o esforço prolongado a que os bombeiros são submetidos, aumenta substancialmente o risco de acidente.

Também no sentido de minorar as consequências dos acidentes de viação, temos vindo a publicar uma série de textos sobre a construção de um "roll bar" universal, esperando ter brevemente um estudo defenitivo feito em AutoCad que permita a produção deste equipamento a um custo tão baixo quanto possível.

quinta-feira, agosto 10, 2006

F I R E F O R / 2006


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Firefor - 6 a 8 Outubro 2006

4º SALAO INT. DE TÉCNICAS E MAQUINARIA PARA A PREVENÇÃO E EXTINÇÃO DE FOGOS FLORESTAIS, REGENERAÇÃO DE TERRAS AFECTADAS, APROVEITAMENTO FLORESTAL, MECANIZAÇÃO E SEGURANÇA NOS TRABALHOS FLORESTAIS

Braga ( Portugal) – Parque de Exposições – 6 – 8 Outubro 2006

É sobejamente conhecida a alarmante proliferação e gravidade dos incêndios florestais, nâo apenas em Portugal e na Peninsula Iberica, mas em toda a area geográfica dos países mediterraneos e, de um modo geral, em outras amplas zonas de outros continentes.

Daí decorre, naturalmente, por um lado, um extraordinário prejuizo económico e, por outro e não menos grave, uma quebra acentuada na malha florestal com repercussões gravíssimas na deterioração do meio ambiente.

O FIREFOR que vai decorrer na sua quarta edição, no Parque de Exposiçoes de BRAGA, entre 6 é 8 de Outubro próximo, é actualmente o único no seu género.

O salão, que teve as primeiras edições em Espanha, cumprindo importantes objectivos sob o ponto de vista técnico, comercial, científico e económico, "transferiu-se" agora para Portugal mercé de um acordo celebrado propositadamente para o efeito.

Além do salão propriamente dito, reservado exclusivamente a visitantes profissionais, do FIREFOR consta também a habitual programação paralela em que se inclui uma Conferência Internacional sobre prevençao e extinção de incêndios florestais e regeneração de zonas afectadas, um forum de mecanização florestal e segurança nos trabalhos florestais, demostrações de maquinaria sobre o tema e ainda un Concurso de novidades.

Perfil do Expositor:

- Maquinaria e equipamento para a prevençao e detecçäo de incendios florestais.
- Equipamento e materiais contra incendios florestais (de superficie e aéreos).
- Maquinaria e equipamento para trabalhos glorestais e de aproveitamento florestal.
- Maquinaria e equipamento para a transformaçao e conservaçao de solos.
- Maquinaria, equipamento e sistemas para o a utilizaçao na regeneraçao de terras afectadas para o aproveitamento florestal.
- Veículos de transporte (de pessoas e productos).
- Equipamento e protecçao e segurança no trabalho.
- Equipamento médico e de primeiros socorros.- Equipamento de comunicação.
- Materiais e instrumentos laboratoriais.
- Viveiros florestais.
- Engenharias florestais e do meio ambiente.
- Informatica aplicada ao sector florestal.
- Organismos especializados dos sectores em exposição.
- Centros de investigação.
- Centros de formaçao de técnicos florestais e de protecção civil.
- Organizaçoes de protecção do meio ambiente natural.
- Associaçoes profissionais.
- Publicaçoes técnicas especializadas.

Organização:

CONDINTER & Activfairs Spain
Apartado de correos: 3.123
50080 ZARAGOZA /España

Telf: (34) 696941524
Fax: (34) 976476242
E-mail: condinter@telefonica.net

Apoio Técnico:

PEB - Empresa Parque de Exposiçoes de Braga. E.M.
Av. Dr.Francisco Pires Gonçalves
Apartado: 60
4711 - 909 - BRAGA / Portugal

Tele: (351) 253208230
Fax: (351) 253264672
E-mail: feiras@peb.pt - www.peb.pt

A maioria dos incêndios florestais é de origem negligente


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Ministro António Costa na Base de Ovar

"A maioria dos incêndios em Portugal ocorre por origem negligente, não é por origem dolosa", afirmou esta quarta-feira o ministro da Administração Interna, António Costa, durante uma visita ao Centro de Meios Aéreos de Vidago.

António Costa salientou que muitos incêndios ocorrem porque "as pessoas lançam foguetes que não podem ser lançados, vão trabalhar para o campo com máquinas em dias de risco e fazem churrascos que depois acabam em tragédia".

"Tem sido um trabalho muito bom que a Polícia Judiciária (PJ) tem vindo a realizar, e é importante que prossiga, mas estamos a falar de cerca de 5% da totalidade dos incêndios que ocorreram em Portugal desde o início do ano", comentou o ministro.

As afirmações foram proferidas no mesmo dia em que a PJ anunciou estar a investigar 562 incêndios que deflagraram desde o início do ano, de que resultaram 24 detenções por suspeita de fogo posto.

Na opinião do governante, são estes comportamentos negligentes, que para todos os efeitos podem configurar crimes, que estão na origem da maioria dos fogos em Portugal, pelo que é preciso apelar repetidamente a todos para que sejam evitados, sobretudo em dias em que se registem temperaturas elevadas.

Infelizmente, é típico pensar que os azares só acontecem aos outros, e numa atmosfera de facilitismo e irresponsabilidade, agravada pelo mau funcionamento do sistema judicial, os comportamentos de risco que configuram negligência grosseira continuam, na maior parte dos casos, sem ser devidamente penalizados, contribuindo para o actual clima de insegurança.

8 incêndios por circunscrever


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Incêndio florestal em Portugal

De acordo com o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil por volta das 20:30 havia 8 incêndios por circunscrever.

O incêndio que está a lavrar em São Pedro do Sul está a ameaçar, pelo menos, duas aldeias, Granja e Valadares, estando a ser combatido por 106 bombeiros apoiados por 30 viaturas e um meio aéreo.

No distrito da Guarda, em Meda, no Carvalhal, estão 41 bombeiros e 13 viaturas, enquanto em Aguiar da Beira, na Salgada, 58 bombeiros e 16 viaturas lutam contra as chamas e em Pinhel, na Quinta Nova, encontram-se 27 bombeiros e oito viaturas.

Continuam também activos os incêndios de Paredes, combatido por 31 homens e oito veículos e Melgaço, no distrito de Viana do Castelo, onde ser encontram 20 homens e cinco carros.

No Gerês há dois incêndios por dominar em S. Paio, no concelho de Melgaço, e em Mezio e no Rabiscal, no de Arcos de Valdevez e integrado na área do Parque Nacional da Peneda-Gerês, que mobilizam 60 bombeiros apoiados por 17 viaturas e um meio aéreo.

O incêndio que deflagrou esta tarde em Setúbal e que chegou a ameaçar casas e um complexo turístico ficou dominado por volta das 19:15, de acordo com o SNBPC, em declarações à Agência Lusa, que adianta que o fogo se encontra em fase de rescaldo.

O incêndio de Valongo ficou dominado por volta das 20:00, mas permanecem no local 192 homens apoiados por 62 viaturas para além de reforços de Setúbal, Lisboa e de três pelotões do Exército.

Igualmente circunscrito está o incêndio na Serra D'Ossa, em Estremoz, estando a ser combatido por 148 bombeiros, 47 viaturas e um meio aéreo.

Recorde-se que estes dois últimos incêndios chegaram a ser dados como extintos, mas depois reacenderam e estiveram descontrolados durante várias horas, demonstrando a extrema dificuldade resultante das altas temperaturas e do efeito do vento.

Com previsões meteorológicas pouco favoráveis, o dia de 5º feira será certamente de grandes dificuldades, agravadas pelo desgaste de cinco dias de luta intensa e dificultados por um clima de negligência generalizada que, não obstante todos os avisos, teima em permanecer.

quarta-feira, agosto 09, 2006

Alerta- falsos peditórios


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Uma campanha autêntica

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) alertou para a existência de falsas recolhas de fundos a favor da instituição e ameaçou recorrer a tribunal para travar o "logro" que diz estar a ser cometido por aquelas campanhas.

Com a chegada dos emigrantes, muitos deles esquecidos das realidades da terra e com os incêndios florestais no horizonte, nada de mais instintivo do que contribuir para ajudar quem, generosamente, arrisca a vida pelo seu semelhante.

Recentemente, o falso peditório foi em nome dos bombeiros de Alijó, mas poderão existir muitos outros, espalhados por todo o País, com especial enfâse nas pequenas localidades do Interior, onde o nível de confiança e, infelizmente, de ingenuidade, permite aos burlões um sucesso fácil.

Como nestes casos, muitas vezes são pessoas que vêm de fora, recebem em dinheiro e não em meios de pagamento que permitam a sua localização, e raras vezes são apanhados em flagrante, este é um crime que tende a compensar, sobretudo pelo facto de, mesmo sendo apanhados, o facto de as vítimas serem normalmente idosas dificultar uma identificação em Tribunal.

Fica aqui o alerta para esta situação lamentável e a sugestão de, caso queiram contribuir, o façam directamente nos quarteis ou nas sedes, de modo a evitar equivocos que são sempre de lamentar.

Incêndios continuam por circunscrever ao cair da noite


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Um avião ligeiro Dromadair: uma ajuda preciosa

Em mais um dia de temperaturas elevadas, o fogo continua a destruir a floresta portuguesa, com um total de 12 incêndios no território nacional, dos quais 7 ainda por circunscrever, combatidos por quase um milhar de bombeiros, segundo anunciou o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, por volta das 17:30.

Em Valongo, 314 bombeiros, apoiados por 102 viaturas e um veículo de comunicações e três pelotões do Exército, combatiam um incêndio que começara pelas 06:00, e onde durante a manhã foi necessário evacuar pessoas da aldeia de Gens, enquanto o incêndio continuava ainda a destruir a Serra de Santa Justa.

Foram chamados bombeiros de outros distritos como Aveiro, Setúbal e Lisboa para ajudar a combater as chamas.

Ainda no distrito do Porto, em Penafiel, 53 bombeiros, com a ajuda de nove veículos, combatem as chamas na localidade de Ufe.

No mesmo distrito, no concelho de Santo Tirso, 36 bombeiros combatem um fogo em Rebordões e 30 outros estão num incêndios em Mourinha.

Continua activo um incêndio florestal em Salgueiro, no distrito de Aveiro, combatido por 91 bombeiros, apoiados por 26 viaturas e dois aerotanques.

Em Penalva do Castelo, no distrito de Viseu, mais de 100 bombeiros, auxiliados por 26 veículos, tentam controlar o fogo em Sezures.

No distrito da Guarda, em Vila Chã, no concelho de Fornos de Algodres, um incêndio que parecia pequeno acabou por alastrar e exigir a intervenção de meios aéreos, estando por circunscrever por volta das 22:00 e sendo combatido por 58 bombeiros com 15 viaturas.

Em Retorta, no concelho de Monção, Viana do Castelo, outro incêndio é combatido por 32 bombeiros.

Em Braga, no concelho de Fafe, a localidade atingida pelas chamas é Ribeiro da Lameirinha.

Continuam também por circunscrever as chamas em Sernados, no concelho de Monção, que mobilizam 11 bombeiros, enquanto na Retorta 27 bombeiros e sete viaturas combatem um incêmdio que começou de madrugada.

Finalmente, em Covão dos Porcos, no distrito de Santarém, um incêndio em mato mobiliza 59 bombeiros.

O fogo em Águeda, distrito de Aveiro, que teve inicio às 08:00 de hoje já foi circunscrito, assim como o incêndio de Estremoz, de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra e em Celorico de Basto, no distrito de Braga.

Temos também que mencionar o facto de a situação na Galiza continuar de extrema gravidade, tendo sido pedido auxílio às autoridades portuguesas no sentido de ajudar a combater as chams que também alastram no País vizinho, mas, dado que em Portugal os incêndios continuam com particular gravidade, não serão enviados meios aéreos, sendo, no entanto intenção do Governo português auxiliar os bombeiros galegos nesta luta através do envio de 66 elementos que incluem bombeiros, GNR e técnicos do SNBPC.

Com a manutenção do tempo quente, espera-se mais um dia complicado enquanto o esforço destes últimos dias começa fazer-se sentir nas corporações que se encontram há mais tempo a combater os fogos.

Este é o momento em que a gestão de efectivos e a logística começam a ser decisivos, de modo a poder rodar os efectivos, evitando um cansaço excessivo, de que resultam erros que muitas vezes dão origem a acidentes graves

Será pois, neste aspecto, que poderemos ver se de algumas das falhas sentidas em anos anteriores, houve o cuidado por parte do SNBPC de aprender as lições, evitando situações lamentáveis a que assistimos, onde bombeiros sem comer ou dormir há vários dias combatiam as chamas, correndo um risco absolutamente inaceitável.

terça-feira, agosto 08, 2006

Alerta laranja até 6ª feira


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Floresta queimada: uma paisagem comum entre nós

A previsão da continuação de tempo quente, que tem vindo a ultrapassar os 40º e vários distritos, aliado a uma humidade inferior a 20% e com ventos inconstantes, levou o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) a prolongar o estado de "alerta laranja" até ao fim desta semana.

Desta forma, as restrições que hoje se verificam, como a utilização de máquinas ou o trânsito em áreas de risco, mantêm-se mais quatro dias, num esforço de diminuir o número de ocorrências e de manter a prontidão do dispositivo bem como de meios auxiliares.

Logicamente, quer um periodo de esforço prolongado, quer a manutenção do estado de prontidão, vai corresponder a um desgaste superior ao previsto, sendo necessário equacionar com particular cuidado a forma como as reservas se devem articular, evitando assim a situação vivida no passado, onde bombeiros exaustos por dias consecutivos de combate, muitas vezes sem comer e sem dormir, eram mantidos na frente de fogo pela impossibilidade de serem substituidos.

Num dos primeiros textos deste espaço foi, precisamente, abordada a questão da gestão de efectivos como um dos factores fundamentais no sucesso no combate aos fogos, sendo que a questão permanece actual.

Nessa altura lembramos a importância da existência de uma reserva estratégica, capaz de prolongar o esforço para além das capacidades dos meios humanos lançados no combate inicial, como sendo um dos factores a ter em conta no planeamento das operações a nível nacional.

Passado precisamente um ano, mesmo tendo sido introduzidas algumas melhorias em termos de coordenação, no respeitante às comunicações e demais apoio logístico continua muito por fazer, sendo de equacionar soluções alternativas como a delegação de algumas tarefas em membros das comunidades locais com experiência profissional na área, mesmo que não pertencentes aos corpos de bombeiros.

A aposta na colaboração e no empenho de todos continua, a nosso ver, a ser essencial para suprir deficiências e problemas que até hoje têm sido impossíveis de superar recorrendo unicamente aos meios e recursos disponibilizados pelo SNBPC e pelas corporações de bombeiros.

Massagem cardíaca

Por vezes a asfixia é acompanhada de paragem cardíaca. Nesse caso, para além de se ministrar à vítima respiração boca-a-boca torna-se necessário fazer-lhe também uma massagem cardíaca, para que o coração volte a bombear.

1º) Para determinar o local em que a massagem deve ser feita, encontre, no meio do tórax, o osso externo. Ele começa acima do estômago. Coloque uma mão na metade inferior (isto é, entre a metade e a base) do osso.

2º) Abra as mãos e coloque uma sobre a outra, com as palmas viradas para baixo, os dedos esticados para cima. Em crianças pequenas utilize apenas os dedos. A força a empregar deve variar de acordo com o tamanho da vítima.

3º) Em seguida faça pressão, com bastante vigor, para que se abaixe o externo, comprimindo o coração de encontro à coluna vertebral. Descomprima em seguida. Mantenha o ritmo de uma compressão por segundo.

4º) Para ajudar a colocar pressão na massagem, deixe os seus braços esticados.

5º) Alternar entre 30 manobras de massagem cardíaca e soprar 2 vezes na boca da vítima, caso se esteja a fazer respiração boca-a-boca. No caso de dois socorristas, o ritmo é de 5 massagens para cada 1 respiração.

6º) De cada vez que parar para fazer respiração boca-a-boca, verifique se o pulso voltou. Para sentir a pulsação, coloque as pontas dos dedos indicador e médio na virilha ou no pescoço da vítima, ao lado da traquéia.

Aplique este processo tantas vezes quantas necessárias até o restabelecimento dos movimentos respiratórios e batimentos do coração, sempre no mesmo ritmo. Tal como da primeira vez, recomendamos que se de todo possível não se desista até que chegue a assistência médica, pois mesmo que tudo pareça perdido pode ainda haver esperança para a vítima.

6 incêndios por circunscrever às 22:00


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Incêndio florestal em Portugal

O incêndio que deflagrou hoje de madrugada no concelho de Valongo e se estendeu ao de Gondomar já só tinha uma frente activa às 22:00 e mobilizava 378 bombeiros, apoiados por 114 viaturas.

Segundo o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC), no combate a este incêndio, para além dos bombeiros, participou um pelotão militar e dois meios aéreos, um dos quais o aerotanque pesado russo Beriev Be-200.

De acordo com a governadora civil, durante as operações de combate às chamas, de manhã, registou-se "um pequeno acidente" envolvendo quatro bombeiros, dois dos quais sofreram "pequenas entorses" e os outros dois "ferimentos ligeiros".

Igualmente por circunscrever encontra-se o incêndio de Estremoz, na localidade de Vale de Infante Serra, que mobiliza 186 bombeiros e 53 viaturas.

Um incêndio, que deflagrou por volta das 16:00 desta segunda-feira, no Parque Natural da Serra da Estrela, em Seia, no localidade de Vasco Esteves de Baixo, estava a mobilizar 74 homens apoiados por 19 veículos e continuava por circunscrever.

Um incêndio em Santo Tirso, na localidade de Cancelo, desde as 14:30, continua sem controlo, estando a ser combatido por 37 homens e dez viaturas.

Outro incêndio por circunscrever está a lavrar em Paredes de Coura, na localidade de Ferreira, distrito de Viana do Castelo, estando a mobilizar 47 homens e 15 veículos.

Os dois últimos incêndios não circunscritos situam-se no Parque Natural da Peneda-Gerês, concretamente em Montalegre, em São Ane e Xertelo, estando a mobilizar respectivamente 26 bombeiros e seis viaturas e 28 bombeiros e sete viaturas.

Depois de um domingo que registou o maior número de ocorrências desde o trágico Verão de 2003, neste início de semana continuam a verificar-se quer um elevado número de novos incêndios, quer a persistência de fogos que já começaram no fim de semana.

Esta situação de prolongado esforço, é sempre a mais temida quer devido ao desgaste que dela resulta, quer devido a problemas logísticos, sendo nestas alturas que se verificam maiores dificuldades a nível de coordenação de meios e de comunicações.

segunda-feira, agosto 07, 2006

Pesquisa por assuntos no "blog"


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Écran do "blog" Verão Verde

Tal como referimos recentemente, equacionamos uma mudança de plataforma ou de estrutura de modo a facilitar pesquisas e relacionar mais facilmente textos sobre um mesmo tema.

A forma de pesquisa disponibilizada pelo "Blogger", que se encontra na caixa superior em azul, permite usar palavras-chave, mas o agrupamento é livre e depende de a palavra de pesquisa ser encontrada quer no título, quer no texto.

Dado que efectuar alterações é uma tarefa complexa, obriga a um planeamento cuidadoso e a um trabalho moroso, optamos por experimentar, até uma mudança mais radical, utilizar um sistema alternativo de relacionamento de informação.

Foram apenas lançados algumas ligações, com especial enfase no respeitante ao OziExplorer, por ser um assunto particularmente pesquisado e portanto um bom teste, de modo a que os nossos leitores possam dar algum "feedback" que nos indique se esta solução temporária é de alguma utilidade.

Aguardamos, pois, os vossos comentários ou sugestões, caso conheçam uma solução alternativa que considerem mais vantajosa.

Vinte e seis incêndios activos


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Dois bombeiros na frente de fogo

Um total de 26 incêndios estavam activos às 18:00 de domingo, 19 dos quais por circunscrever em 10 distritos portugueses, segundo dados do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC).

As chamas afectavam localidades dos distritos de Aveiro, Braga, Coimbra, Guarda, Leiria, Porto, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.

No distrito de Aveiro estão por circunscrever dois incêndios, um em Oiã, no concelho de Oliveira do Bairro, iniciado às 15:29 e outro em Azurva, no de Aveiro, que deflagrou as 17:57 de hoje, sendo combatidos por 41 homens apoiados por 11 viaturas e 3 helicópteros.

Segundo os dados, no distrito de Braga estavam activos dois incêndios, um em São Bartolomeu, em Amares, que deflagrou na noite de sábado e cujas chamas estavam a ser combatidas por 52 homens apoiados por 14 viaturas, e um outro iniciado às 03:00 da manhã em Parada de Bouro, no concelho de Vieira do Minho, onde estão 66 homens apoiados por 19 viaturas.

No distrito de Coimbra estavam activos quatro incêndios, três deles iniciados durante a tarde, em Midões, Várzea de Candosa, Condeixa-a-Velha e Vala da Malhada.

O fogo de Midões que deflagrou as 11:52 de hoje estava a mobilizar 106 homens apoiados por 27 viaturas e um avião.

Em Várzea-de-Candosa, no concelho de Tábua, um incêndio que deflagrou ás 14:36 está a ser combatido por 42 bombeiros, apoiados por 10 viaturas, enquanto um outro fogo iniciado às 15:24 em Condeixa-a-Velha mobilizava 44 homens apoiados por 13 viaturas um helicóptero e um avião.

Na localidade de Vala da Malhada, no concelho de Cantanhede, um total de 17 bombeiros e 6 viaturas combatem chamas iniciadas as 16:35.

No distrito da Guarda, 53 bombeiros apoiados por 12 viaturas e um helicóptero estavam desde as 13:30 a combater um incêndio em Porto de Ovelha, em Almeida.

Outros 33 homens apoiados por oito viaturas e um helicóptero combatiam um incêndio deflagrado as 15:38 em Sequeira, no distrito da Guarda.

Ainda de acordo com o SNBPC, no distrito de Leiria estava por circunscrever um incêndio em Codaçal, no concelho de Porto de Mós, combatido por 97 homens com 27 viaturas, um avião e um veículo de comando e comunicações.

Neste distrito os bombeiros combatem também as chamas em Mira de Aire, no concelho de Porto de Mós, e na Mata Mourisca, em Pombal onde estavam 115 homens com 31 viaturas e dois helicópteros.

No distrito do Porto, estavam, às 18:00 de hoje, três incêndios activos, um deles por circunscrever, em Eiriz, concelho de Paços de Ferreira, que mobilizou 20 bombeiros e 5 viaturas, enquanto outros dois incêndios, em Real e Lugar de Maranchinho, estavam já circunscritos.

No distrito de Santarém, o SNBPC registava, à mesma hora, três incêndios por circunscrever: Cardal, no concelho de Ferreira do Zêzere, em Cortiçal, no de Santarém, e em Minde, no de Alcanena, onde um total de 209 bombeiros apoiados por 59 veículos, dois helicópteros e um avião combatiam as chamas.

Em Amiais de Baixo, o fogo consumiu duas serrações e atingiu uma carpintaria, que ardiam perto das 21:00

Em Viana do Castelo, um incêndio que deflagrou na tarde de sexta-feira no Lordelo, no concelho de Arcos de Valdevez, estava já circunscrito e a ser combatido por 19 homens apoiados por 6 viaturas e três pelotões de militares.

Ainda no distrito de Viana do Castelo, estavam por circunscrever outros dois incêndios, um que deflagrou na noite de sábado em Ferreira, no concelho de Paredes de Coura, e outro iniciado na tarde de hoje em Casares, concelho de Arcos de Valdevez.

Em Vila Real, o SNBPC referia a existência de um fogo iniciado ás 13:39 de hoje em Abrecovo, no concelho de Sabrosa, e que estava a ser combatido por 35 bombeiros apoiados por nove viaturas e dois aviões.

No distrito de Viseu os bombeiros estavam a braços com três incêndios: Arnas, no concelho de Sernancelhe, em Mosteiro de Fraguas e Mouraz, ambos no de Tondela.

Tal como nos pareceu, pelas informações que iam chegando, o SNBPC confirmou que sábado foi o dia em que se registou o maior número de incêndios em Portugal desde o início de Julho, num total de 422 fogos.

O risco de incêndio está hoje no nível máximo no Norte e Centro do país devido às elevadas temperaturas, que devem ultrapassar os 40 graus em alguns distritos, segundo as previsões do Instituto de Meteorologia, que coloca 13 dos 18 distritos de Portugal continental em risco "máximo" ou "muito elevado" de incêndio.

Mesmo antes de obter resultados oficiais, parece-nos que domingo ultrapassou sábado, tal como este tinha superado os valores de sexta-feira, num crescendo preocupante que começa a desgastar o dispositivo, o qual tem que prever uma evolução da situação que, segundo as previsões, poderá continuar a agravar-se.

Nota-se, infelizmente, que as áreas circundantes às habitações e às próprias povoações continuam sem ser limpas, muitas vezes com mato ou floresta a entrar por entre os aglomerados habitacionais, vendo-se zonas de palha ou outros combustíveis espalhados um pouco por toda a parte.

Perante tal irresponsabilidade, de que muitas vezes são cúmplices as próprias entidades oficiais, pois muitas matas ou reservas nacionais não estão mais cuidadas, o esforço dos bombeiros acaba por ser insuficiente para evitar a devastação que hoje se verifica em todo o País.

A época da pedagogia já passou e não há quem não saiba quais os seus deveres como proprietário, pelo que se impoem medidas de rigor, sempre sem esquecer quem, pelas mais diveras razões, tem dificuldades em as cumprir, mas capazes de fazer cumprir preceitos legalmente estabelecidos de forma a por um fim a esta tragédia.

domingo, agosto 06, 2006

Mais um fim de semana de chamas


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Um incêndio fora de controle

Treze incêndios florestais estavam activos no final da tarde de ontem e mobilizavam mais de 800 bombeiros, apoiados por 222 veículos, uma máquina de rasto, um helicóptero e sete aerotanques.

A situação mais grave é a de Aguiar de Sousa, no concelho Paredes, onde um incêndio que já deflagrou há mais de 24 horas continua por circunscrever, segundo infoma o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC).

De acordo este serviço, este incêndio estava a ser combatido por 249 bombeiros, apoiados por 73 viaturas e um aerotanque pesado, o Beriev Be-200, tendo, dada a gravidade e complexidade da situação, sido activado o Plano de Emergência Municipal.

Outros 12 incêndios continuavam às 18:00 por circunscrever nos distritos de Braga, Bragança, Coimbra, Porto e Viana do Castelo.

Entre estas localidades encontra-se o Lugar de Monte da Cheira, no concelho de Vila Verde, com fogo em mato desde as 14:57 que mobiliza 15 bombeiros e 6 viaturas.

No Souto da Velha, em Torre de Moncorvo, um incêndio é combatido por 38 bombeiros, apoiados por 9 viaturas, enquanto em Malhada de Cima, no concelho de Cantanhede, estão 26 bombeiros, apoiados por 9 viaturas a combater um incêndio florestal.

Continuava também activo um incêndio em Calvete, no concelho da Figueira da Foz, que mobiliza 32 bombeiros, apoiados por 12 viaturas.

Além do incêndio em Aguiar de Sousa, no distrito do Porto estavam às 18:00 activos mais quatro fogos em Penafiel, Amarante, Paredes e Póvoa do Varzim, que onde um total 124 bombeiros, apoiados por 34 viaturas combatem as chamas.

No distrito de Viana do Castelo estavam por circunscrever quatro fogos florestais, dois dos quais em Arco de Valdevez, e os restantes em Paredes de Coura e Ponte de Lima.

Também na Sertã se viveram momentos de grande angústia, com frentes de fogo a rondar as habitações, mas a situação começou a ficar controlada ao cair da noite.

Mesmo não tendo ainda números oficiais, este foi certamente um dos dias mais difíceis no combate aos fogos neste ano, eventualmente batendo os valores da véspera, que até então era o dia com maior número de fogos, sendo de prever que, com a continuação do tempo quente, esta situação se mantenha pelo menos até dia 8, quando as temperaturas deverão começar a baixar.

No entanto, e dado que 4 a 5 dias de calor intenso pode resultar num esforço prolongado, de que em anos anteriores resultaram situações de ruptura, reiteramos o mesmo apelo que já ontem fizemos, no sentido do máximo cuidado com a utilização de equipamentos ou veículos em áreas onde possam originar incêndios.

Um ano de "blog"


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Um ano de "blog" Verão Verde

Hoje, dia 06 de Agosto, faz precisamente um ano que colocamos o primeiro texto na Internet, dando início a este espaço de reflexão que mantemos.

Neste momento, com mais de 34.000 visitas, de 50.000 "page views" e de 750 textos publicados, esperamos ter dado um pequeno contributo para a diminuição do flagelo dos incêndios florestais em Portugal e equacionamos algumas possíveis modificações.

A opção pelo formato actual, que tem óbvias limitações, deve-se à facilidade de introdução de textos, libertado tempo para outras tarefas essenciais, como a pesquisa ou a análise dos assuntos que aqui abordamos.

No entanto, cientes destas limitações, um dos principais objectivos para o segundo ano será o de reformular este espaço, agrupando os textos por áreas e facilitando a sua pesquisa e consulta, pelo que estamos a estudar a possibilidade de mudar o sistema de apresentação de um "blog" para um sistema mais sofisticado.

Consideramos que, sem uma organização temática e uma maior facilidade de pesquisa, muito do que está disponível acaba por se perder, em parte devido à falta de uma estrutura hierárquica que facilite manter textos sobre o mesmo tema devidamente agrupados e relacionados, facilitando a sequência de leitura.

Será, portanto, esta uma ideia para a qual esperamos a colaboração de quem tenha mais experiência do que nós neste tipo de implementação e futura migração.

Entretanto, neste primeiro aniversário, queremos deixar a todos quantos leem os nossos textos e nos têm apoiado ao longo de um ano de trabalho, muito especialmente aos que colocaram ligações nos seus "sites", os nossos agradecimentos enquanto esperamos que continuem connosco por muito tempo.
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