sábado, agosto 17, 2019

Textos sobre a impressão 3D em resina

No outro "blog" que também escrevemos, dedicado essencialmente ao modelismo, temos abordado, por diversas vezes, a impressão 3D, em diversas vertentes, e descrevendo equipamentos de modelos muito diferentes, incluindo impressoras PLA, que usam bobines de matéria plástica, e SLA, uma das tecnologias que recorre à resina.

Apesar de apresentados na perspectiva do modelista, e portanto numa abordagem algo específica, que dá primazia a modelos de pequenas dimensões e elevado nível de detalhes, a grande maioria do que é descrito é aplicável nas mais diversas situações experienciadas por quem quer produzir peças ou equipamentos recorrendo a este tipo de tecnologia.

Actualmente, depois de apresentar algumas impressoras PLA, como a da Geeetech, estamos a publicar uma série de textos cujo tema é a impressora de resina "Anycubic Photon", um dos modelos mais populares e que representa um melhor valor, com uma elevada qualidade de construção e um preço relativamente acessível, que pode ficar pouco acima das duas centenas de Euros, caso se tenha alguma paciência e sorte.

Convidamos os nossos leitores a acompanhar estes artigos, por serem aplicados fora do âmbito do modelismo, e lembramos que continuamos a escrever este outro "blog", com a periodicidade de três publicações semanais, o qual, sendo completamente diferente deste, pode ter interesse por abordar, igualmente, a vertente histórica das miniaturas nele descritas.

sexta-feira, agosto 16, 2019

Área ardida duplicou em Julho - 3ª parte

Assim sendo, apenas se faz o que tem pouco impacto nas contas do Estado, legislando de forma abundante, criando uma extensa profusão de instrumentos legais sem suporte efectivo, na sua maioria inaplicáveis por falta de meios e inadequação à realidade, podendo o maior efeito ser o aumento das receitas provenientes de coimas e um maior abandono do Interior, que apenas tem algum relevo noticioso pelas piores razões.

Não temos dúvidas que o pior ainda está para vir, podendo, tal como em anos anteriores, ocorrer em Setembro e Outubro, sendo que este ano, um par de anos após os trágicos fogos de 2017, a possibilidade de ocorrência de grandes incêndios está muito presente, não tendo sido efectuadas alterações que mudem substancialmente o cenário então existente, nem sido introduzidos melhoramentos suficientemente relevantes a nível do combate que façam prever uma maior eficácia.

Depois de um início de Verão particularmente tímido em Portugal, ao contrário do que sucedeu noutros países europeus, onde as temperaturas atingiram novos máximos, tendo-se verificado alguma chuva, a inevitabilidade da chegada do tempo quente e seco, sucedendo às condições descritas e aos factos mencionados, levanta sérias preocupações, com a possibilidade de as terríveis condições que deram origem à tragédia de Pedrogão ou aos incêndios de Outubro de 2017 se poderem repetir.

Com a maior diferença a residir num maior nível de alerta das populações, cuja capacidade de defesa e reacção diante de um incêndio aumentou, tal como a percepção dos diversos perigos e das atitudas mais correctas a adoptar, este Verão tardio irá testar ainda um dispositivo que, em caso algum, pode compensar a falta de uma perspectiva política correcta e consequente, que veja o território nacional como um todo, na sua complexidade e multiplicidade, e deixe de ignorar o Interior, cada vez mais abandonado e deserto.

quinta-feira, agosto 15, 2019

Land Rover Owners de Setembro de 2019 já nas bancas

Já chegou aos locais de venda habituais a edição de Setembro de 2019 da Land Rover Owners International, com o destaque a ir para um extenso guia de compras de 24 páginas onde são abordados os diversos modelos e variações do Defender, cuja produção terminou, mas que continua a ser um dos veículos favoritos para os adeptos da marca e mesmo do todo o terreno em geral.

Para além deste interessante guia, com preços que traduzem a realidade inglesa, muito diferente da nossa, os artigos sobre um Defender 110 eléctrico e acerca dos Range Rover P38, um dos veículos mais controversos da marca, excelente para uns, horrível para outros, sem dúvida como resultado de experiências muito distintas, onde o estado de conservação e a manutenção do veículo certamente foram decisivas, merecem uma leitura atenta.

O teste fora de estrada no novo Defender é, igualmente, de ler, por estarmos diante de um modelo que condiciona o futuro da própria marca, mas outros artigos, como o que descreve um "Bowler" ou o restauro de um "Forward Control", a viagem que Tom Sheppard realizou em 1978 no Norte de África num Range Rover Classic "Velar" ou o Rallye des Gazelles visto por dentro, merecem, igualmente a atenção dos leitores.

Na secção técnica, artigos sobre a modificação das relações de uma caixa LT322 com instruções sobre a instalação de um sistema de bateria dupla e a manutenção dos Range Rover L230 ou a substituição da porta traseira de um Range Rover, e como obter um alinhamento adequado, para além das rúbricas e secções habituais, incluindo-se a participação dos leitores e a apresentações de novos produtos, dão origem a um número que será do maior interesse sobretudo para os admiradores do Defender, que aqui encontram material muito interessante.

quarta-feira, agosto 14, 2019

Área ardida duplicou em Julho - 2ª parte

O minifundio, a estrutura fundiária típica do Centro e Norte do País, resistiu aos incêndios durante décadas, pelo que não será aqui que reside o problema, mas na falta de aproveitamento das terras, resultante do envelhecimento das populações, da diminuição do número de residentes e de uma economia que não propicia a rentabilidade de pequenas parcelas, mas que permite que estas sejam usadas de forma complementar, suprindo um conjunto de necessidades das comunidades locais.

Obviamente, uma reforma da estrutura fundiária pode ter um impacto positivo na rentabilidade dos espaços rurais, mas, por outro lado, estaria a promover a desestruturação de muitas comunidades e a promover um tipo de produção industrializada, de sustentabilidade duvidosa e que pode ter efeitos negativos no futuro, contribuindo para um ainda maior abandono do Interior, reduzido a uma gigantesca plantação ordenada onde, quase certamente, os eucaliptos terão predominância.

Portanto, não há soluções fáceis, nem de curto prazo, podendo-se ir implementando algumas medidas de contingência que permitam ganhar o tempo suficiente para que uma solução defenitiva, que é morosa, dispendiosa, e, eventualmente, pouco popular e de difícil compreensão por todos quantos não sentem o País como uma entidade onde a interdependência, solidariedade e subsidariedade é essencial para a manutenção da unidade nacional.

Naturalmente, poucos decisores estarão dispostos a transferir verbas substanciais do Orçamento do Estado do Litoral, onde reside a maioria dos eleitores e onde, efectivamente, se ganham as eleições, para um Interior envelhecido e desertificado, com pouca expressão eleitoral, cujos residentes pouco influenciarão os resultados eleitorais nacionais.

terça-feira, agosto 13, 2019

Caneta com múltiplas funções

Um instrumento de usos múltiplos particularmente barato, com o preço, incluindo portes, a rondar o Euro e meio, e que por isso constitui uma recordação interessante, é a caneta que, para além da sua função de escrita, com características do tipo "soft pen", agrega um conjunto de funcionalidades.

De um dos lados do corpo, encontra-se um nível, com bolha, de muito fácil utilização, mas que obriga a alguns cuidados para se obter resultados com a precisão possível para estas dimensões, enquanto em dois outros se encontram réguas para medição, com graduações em unidades métricas e imperiais.

No topo oposto à caneta, está uma caneta para "touch", que tapa um pequeno compartimento onde se encontra uma chave de parafusos normal e outra do tipo "Philips", que podem alternar entre sí, e permitem manipular parafusos de pequenas dimensões, como os que estão presentes em equipamentos electrónicos.

Com um corpo em metal, sendo a parte central em cor negra, esta caneta revela-se fácil e agradável de usar, com várias utilizações possíveis, mas apresentando algumas fragilidades a nível como chave de parafusos e uma precisão inferior à de níveis de maiores dimensões, representando, portanto, um compromisso entre custo, dimensões e funcionalidades.

segunda-feira, agosto 12, 2019

Área ardida duplicou em Julho - 1ª parte

Bastou um mês para que Portugal tivesse uma área ardida superior à dos restantes países mediterrânicos em conjunto, uma situação que, infelizmente, se tem repetido nos últimos anos e que vem demonstrar que muito ainda está por fazer, confirmando, como se tal fosse necessário, que não é possível ao combate, por muito eficaz que seja, possa compensar a falta de prevenção e de políticas que estruturem o País de forma adequada.

O fogo de Mação, com 10.000 hectares, foi o maior da Europa este ano, batendo todos os incêndios de países como a Grécia, Itália ou Espanha, e em Julho o total de área ardida em Portugal mais que duplicou, revertendo um panorama aparentemente favorável, mas que se deveu, essencialmente, a condições climatéricas que não propiciaram a propagação das chamas.

O Governo considerou que o fogo de Mação teve proporções e consequências que o leva a considerar como uma catástrofe natural, pelo que os concelhos abrangidos terão direito a apoios suplementares, algo que, face ao sucedido o ano passado com os incêndios nas serras algarvias, onde o trabalho de reconstrução está particularmente atrasado, pouco irá tranquilizar residentes e autarcas.

Em ano de eleições, são vários os partidos políticos que abordam a problemática dos incêndios, tipicamente de forma muito simplista, centrando-se na estrutura fundiária ou no tipo de plantações, mas esquecendo que estas pouco evoluiram, ao contrário de muitos outros factores os quais, obviamente, serão os principais responsáveis pelo aumento de incêndios ao longo das últimas décadas.

domingo, agosto 11, 2019

Apresentado o "Harmony OS"

Do conflito entre os governos americanos e chinês e das sanções impostas pelo primeiro contra a Huawei nasceu o "Harmony OS", um sistema operativo baseado em micro "kernel" que, em caso de necessidade, substituirá o "Android" nos equipamentos móveis deste fabricante, permitindo-lhe continuar a suportar o mesmo tipo de aplicações.

No entanto, o "Harmony OS" não é uma reedição do "Android", é uma plataforma conceptualmente diferente, que não permite acesso directo à "root", e que, pela sua concepção, facilita a integração com diversos tipos de equipamentos, com muito menores capacidades do que os actuais telefones inteligentes, como simples colunas de som com processadores próprios.

Desta forma, e face a ser baseado em micro "kernel" e pela sua arquitectura, o Harmony OS tanto pode concorrer contra o "Android", caso este seja vedado aos equipamentos da Huawei, como complementá-lo, sendo instalado nos dispositivos que, pelas suas características, necessitam de um sistema operativo mais leve e compacto, sobre o qual corra uma programação que potencie ao máximo as potencialidades do seu "hardware".

Prevê-se que o "Harmony OS" seja mais seguro, com melhor desempenho, mais escalável e com uma modularidade e expansibilidade superior ao do "Android", o que vem demonstrar o avanço tecnológico da China e a capacidade de produzir produtos inovadores, de elevada qualidade, e sem dependências do exterior, confirmando assim que a política de sanções, mais do que prejudicar, tem estimulado as empresas chinesas a ultrapassar os seus rivais ocidentais.