sábado, outubro 29, 2016

Lisboa, cidade fechada - 16ª parte

Sem grande espanto para os moradores, a colocação de pilaretes, bem como a continuação dos trabalhos, foi mais uma vez interrompida, sem qualquer justificação aparente, sem que se deva ao mau tempo, dado que esta suspensão foi bastante anterior à ocorrência de condições menos favoráveis à continuação dos trabalhos, repetindo uma situação que decorre desde o início das obras.

Naturalmente, parte do trabalho realizado perde-se com cada interrupção, sendo exemplo as vias por asfaltar ou os pilaretes cuja colocação não foi finalizada, resultando não apenas num aumento de custos, que alguém terá que suportar, mas em incómodo para todos quantos continuam a ter, por vezes durante meses, um autêntico mar de lama junto da porta.

Obviamente, estas interrupções aparentemente inexplicáveis podem, efectivamente, ter uma explicação simples, a de terminar estas obras, tal como muitas outras que decorrem em Lisboa, um pouco antes das eleições autárquicas previstas para 2017, numa manobra eleitoralista que, segundo muitos, terão evitado as anunciadas obras na 2ª Circular, cuja conclusão iria para muito após o acto eleitoral e cujos inconvenientes teriam um impacto sério nas opções dos eleitores.

Dado que os recursos que as empresas vencedoras do concurso teriam meios alocados para as obras suspensas da 2ª Circular, parece pouco plausível que algumas obras estejam virtualmente paradas dando prioridade a outras através de uma realocação de meios, pelo que a explicação mais plausível é, infelizmente, a que decorre do calendário eleitoral, independentemente dos inconvenientes causados nos residentes das zonas abrangidas.

sexta-feira, outubro 28, 2016

10 milhões para renovar viatura do INEM - 1ª parte

O parque automóvel do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) tem vindo a envelhecer e degradar-se, com A média de idade da frota a ultrapassar a dezena de anos, o dobro do recomendado, enquanto no caso das Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER), 42, perto de metade da frota, tem mais de uma dúzia de anos.

Entre Janeiro e Agosto foram efectuadas 5.000 reparações a viaturas do INEM, importando em 3.000.000 de Euros, o que, para além do custo, implica uma imobilização das mesmas e a sua indisponibilidade temporária para missões de socorro, sendo sempre de equacionar a possibilidade de esta ser uma solução temporária, sucessivamente repetida.

No entanto, mesmo com reparações e manutenção, o desgaste resultando do tipo de missões desempenhadas implica riscos acrescidos para as tripulações e para quem é transportado, sobretudo durante as urgências, onde o esforço mecânico é maior e a possibilidades de falha aumenta, podendo resultar em acidente ou na impossibilidade de cumprir a missão, do que decorre um aumento do tempo para efectivar o socorro.

Esta situação resulta de anos de desinvestimento, durante os quais se optou pela solução de curto prazo, procedendo a reparações, que se revelam temporárias, ao invés de investir na substituição, que seria a solução de médio e longo prazo e que se viria, no futuro, a revelar a mais adequada do ponto de vista financeiro, poupando quantias substanciais aos contribuintes.

quinta-feira, outubro 27, 2016

Acessórios para o Inverno - 2ª parte

As palas nos pneus traseiros, sobretudo em veículos mais altos, também deve ser equacionada, independentemente de questões legais, sobretudo no caso de circulação em zonas onde a água se acumule ou se depositem lamas ou outros detritos que dêm origem a projecções que possam dificultar a condução de quem siga atrás.

Neste caso, o preço varia bastante, sendo a opção mais em conta, caso os suportes estejam presentes, a de comprar borracha com a dimensão e resistência adequadas e cortar à medida, ou a de optar por modelos universais, muitos deles também com marcações para corte, o que representa uma poupança muito substancial face aos originais propostos pelas marcas, que tendem a ser francamente dispendiosos.

Muito populares nalguns países, os chuventos, ou protectores contra chuva e vento que se colocam nas janelas, dando origem a uma pequena pala que permite abrir os vidros sem que tal implique a entrada de água ou uma corrente de ar excessiva, devem igualmente ser considerados, sobretudo em viaturas onde circular com vidros abertos seja prática comum.

Adquiridos aos pares, podendo ser colocados nas janelas laterais dianteiras e traseiras, a protecção contra os elementos oferecidos por este opcional, que pode ser adqurido por uma trintena de Euros para as janelas dianteiras e perto de metade para as traseiras, e tornam a condução mais confortável e segura, melhorando a visibilidade através dos vidros laterais.

quarta-feira, outubro 26, 2016

Rádios UV-5R e compatíveis - 3ª parte

No preço unitário está incluído, para além do rádio UV-5R, a bateria de iões de lítio 7.4 V 1800 mAh, o "headset" com microfone, o "clip" ou fixação para cinto, a correia para mão, o carregador compatível com 110 e 220 V, incluindo adaptador, caso necessário e o manual em inglês.

Será sempre de adquirir o cabo de ligação ao computador pessoal, acompanhado do respectivo "software" para programação de canais, bem como uma bateria, que se sugere de maior capacidade, e, caso necessário, uma das diversas antenas de melhor qualidade disponíveis no mercado, aumentando a funcionalidade do rádio por um acréscimo insignificante.

Alertamos para o facto de estes rádios não serem compatíveis com os AM / FM usados pelos CB, que operam em frequências completamente diferentes, bem como para a necessidade de licenciamento adequado, apenas dispensável no caso dos PMR ou "walkie talkie" que operam nos 446 MHz, sendo sempre de verificar a sua adequação aos fins a que se destinam.

Exceptuando estes condicionalismos, estes rádios representam uma relação qualidade / preço imbatível, oferecendo um conjunto de funcionalidades bastante completo e a capacidade para operar em diversas situações, lembrando que o VHF tem limitações, quando não ligada a uma rede de repetidores, algo que, naturalmente, não se destina ao público em geral na implementação actualmente existente.

terça-feira, outubro 25, 2016

Acessórios para o Inverno - 1ª parte

Com a chegada do Inverno, com tudo o que tal implica em termos de segurança na circulação, podem ser dados alguns passos no sentido de contrariar os efeitos da chuva, da lama e do vento, adoptando alguns procedimentos simples e revendo, substituindo ou adicionando alguns componentes ou acessórios nos veículos.

Apesar de a base ter sido o Land Rover Defender, a maioria das opções são aplicáveis, nas respectivas versões, a outros veículos, sendo óbvio que com efeitos diferentes, dada a especificidade de cada modelo e o modo como um conjunto de factores resultantes das condições invernais afectam a cada um.

Recomendamos verificar os estados dos limpa para brisas, substituindo componentes danificados ou desgastados, por vezes simplesmente por estarem ressequidos, mas que podem apresentar irregularidades caso tenham sido utilizados para limpar detritos de maior volume, como pequenas pedras.

Por um valor baixo, que fica pela meia dúzia de Euros, podem-se substituir as lâminas, num trabalho que demora poucos minutos e se encontra ao alcance de quase todos, sendo certo que em muitas estações de serviço onde este tipo de material se vende, certamente ajudam quem tiver maiores dificuldades.

segunda-feira, outubro 24, 2016

O alerta no seguimento de veículos - 3ª parte

Aparentemente, o que se passou implica que não existiam sistemas de alerta ou aviso adequados, nem um seguimento atento, que se apercebesse que algo não estava bem, seja pelo trajecto seguido, seja pelo longo período de imobilização da viatura, seja pelo tipo de contactos estabelecidos, ou, em última instância, pela falta de comunicação durante um longo espaço de tempo.

Tal pode decorrer desde limitações de recursos humanos ou materiais a uma deficiente organização, passando por falhas individuais, algo que terá que ser devidamente apurado pelo inquérito que sempre se segue quando um elemento de uma força de segurança perde a vida, sendo que neste caso, tendo em conta a gravidade e o enquadramento da situação, as conclusões devem resultar em consequências no sentido de evitar que algo semelhante possa voltar a ocorrer.

Lamentamos profundamente o sucedido neste caso concreto, e não queremos que esta lamentável ocorrência não seja devidamente avaliada e estudada, corrigindo-se procedimentos e, caso necessário, optanto por um sistema de seguimento que implemente as funcionalidades adequadas a proteger quem circula numa viatura com este tipo de dispositivos, sendo certo que este é um custo plenamente justificável.

Aguardaremos as notícias relativamente ao inquérito e apreciaremos as suas conclusões, sendo certo que voltaremos a este tema que tem relevância não apenas para as forças policiais, mas também para todos quantos desempenham missões na área do socorro, tal como os bombeiros em zonas de risco durante o combate aos fogos, e que, em última instância, tem reflexos na sociedade em geral e no sentir dos próprios cidadãos quanto à segurança em que vivem.

domingo, outubro 23, 2016

"Kit" de mãos livres para conector AUX por 3 Euros

Talvez o "kit" de mãos livres mais barato consista no pequeno dispositivo que se liga no conector "AUX" de um rádio, como aquele que é instalado num veículo, e estabelece comunicação, via "bluetooth", com um telemóvel que possua este tipo de conectividade.

O modelo que apresentamos, por ser o mais barato, com preços que ficam abaixo dos 3 Euros, incluindo portes a partir da Ásia, mede apenas 5.3 x 2.5 x 1.1 centímetros, um conector de 3.5 milímetros, padronizado, e obedece ao protocolo "bluetooth" V2.1 + EDR, estabelecendo comunicações A2DP para transmissão de música em estereofonia, com velocidade até aos 24 Mbps.

Com capacidade de operação até às 8 horas, possui um botão para selecionar entre música e função de mãos livres, permitindo ouvir na aparelhagem do veículo os conteúdos do telemóvel, como músicas em formato MP3, sendo fácil de emparelhar com a maioria dos equipamentos que suportem "bluetooth".

O conjunto inclui o receptor, o conector áudio de 3.5 milímetros, um cabo USB, destinado ao carregamento, bem como o manual de utilizador, bastante resumido, algo que será inerente à facilidade de utilização do equipamento, dispensando qualquer tipo de instalação física, pelo que pode ser utilizado em diversos rádios sempre com o mesmo emparelhamento.
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