sábado, setembro 27, 2008

A recente vaga de suicídios - 2ª parte


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Bombeiro num quartel

No entanto, se existem estatísticas e a divulgação de suicídios entre os elementos das forças de segurança, entre os que desempenham missões de socorro, sejam bombeiros, médicos, socorristas ou técnicos, existe um quase desconhecimento desta realidade, agravada pela falta de acompanhamento que se torna especialmente evidente e grave entre os que o fazem como voluntários, os quais muitas vezes não têm qualquer seguimento ou apoio.

Um estudo realizado recentemente aponta para o enorme "stress" a que são submetidos os bombeiros portugueses, mas continua a haver falta de soluções e nem mesmo a maior profissionalização a nível do socorro, da qual deveria resultar um maior acompanhamento dada a integração numa estrutura fixa e com um tipo de organização diferente, parece ter obviado a este problema.

Obviamente, o suicídio é, normalmente, apenas o culminar de um longo processo, sendo uma situação percentualmente rara, mas as depressões, com tudo o que tal implica em termos familiares e profissionais, afectam um grande número de profissionais, muitos dos quais não têm qualquer tipo de acompanhamento ou de suporte, seja por decisão do próprio, seja por incapacidade de resposta das instituições que não implementam os sistema de rastreio e controle adequados.

Ao contrário das forças de segurança, que, apesar de alguma deficiências de da falta de descentralização, dispoem de um sistema de apoio psicológico, os bombeiros dificilmente podem encontrar estruturas organizadas que forneçam algum apoio e a enorme dispersão bem como o estatuto de voluntário de muitos elementos, que nem sempre são efectivos permanentes e, em muitos casos, surgem como quase descartáveis, agravam os problemas e dificultam a concepção de uma solução efectiva.

Compete aos responsáveis hierárquicos sensibilizar os seus subordinados para os riscos de depressão e para a necessidade de não esconder um estado depressivo nem permitir que este evolua, colocando em perigo não apenas o próprio, mas todos quantos dele dependem, seja a nível profissional, seja familiar, optando pela prevenção e antecipando as situações de risco que tendem a resultar quando se verifica este quadro clínico.

sexta-feira, setembro 26, 2008

FON em Portugal via Netcabo


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O pequeno "router" La Fonera

A Netcabo associou-se à FON, uma comunidade "on-line" que partilha acessos à Internet, de modo a que os utilizadores possam usar a sua infraestrutura de dados.

mencionamos num texto anterior a forma de funcionamento da comunidade FON, a qual já existia em Portugal de forma expontânea, mas a aliança com a Netcabo, que oferece aos seus clientes a possibilidade de aceder à Internet de forma gratuita através dos "hotspots" da FON durante o período de seis meses, vem dar um novo impulso a este conceito de partilha.

Quem pretender continuar a usufruir do serviço após este prazo terá que adquirir o "router" La Fonera, que implementa um conjunto de características, entre as quais a divisão entre uma rede interna e outra pública, que é necessário para que o sistema de partilha funcione.

Esta pode ser uma alternativa interessante para quem necessite de recorrer a "hotspots", dado que estes tenderão a multiplicar-se com a implementação dos "routers" La Fonera, mas devemos alertar para o facto de existirem disponíveis na Internet numerosos truques para aceder de forma indevida ao sistema, correndo-se alguns riscos em termos de segurança de rede interna, pelo que uma decisão no sentido de usar o FON instalando um "router" deve ser equacionada com as devidas cautelas.

INEM paga 1.000.000 de euros em horas extras


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Uma VMER acidentada em Outubro de 2005

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) gastou perto de 1.000.000 de euros no pagamento de horas extraordinárias, na sua maioria de técnicos de ambulância de socorro (TAS).

Este valor foi dispendido entre Janeiro e Agosto deste ano, e corresponde a um substancial aumento de pagamentos, quando o objectivo do INEM era precisamente controlar custos, dada a necessidade de reduzir despesas a nível de pessoal, cujo peso no orçamento da instituição ronda os 40%.

Desta forma, os objectivos de sustentabilidade financeira parecem difíceis de alançar, mas o orçamento actual dificilmente poderia prever o aumento de serviços, sobretudo nas zonas do Interior, onde o encerramento de unidades de saúde obriga a deslocações mais longas e, consequentemente, a uma maior disponibilidade de meios.

O aumento do esforço do pessoal do INEM, nomeadamente a nível de TAS, bem como dos bombeiros que tripulam ambulâncias de socorro e de transporte era uma consequência expectável, resultante da política para a área da saúde e os custos decorrentes de uuma opção mais do que discutível, cujos efeitos colaterais parecem não ter sido devidamente avaliados.

O próprio INEM reconhece que está sobrecarregado de trabalho, os bombeiros queixam-se do prejuizo decorrente do transporte não urgente de doentes e os tempos de espera pelo socorro, bem como o número de quilómetros percorridos, com o risco que tal representa para as tripulações e passageiros, começam agora a tornar-se evidentes, bem como o é a falta de previsão por parte de quem optou por esta via.

Entretanto, o INEM não tem contratado muitos dos TAS que formou, optando por sobrecarregar o quadro existente, colocando uma pressão inaceitável sobre as tripulações e aumentando o risco de acidente ou de atraso no socorro, fruto de uma opção economicista que visa não o socorro eficaz das populações, mas o equilibrio financeiro da instituição.

Presume-se que ao longo destes próximos meses o impacto real da reorganização da rede de urgências no socorro se venha a revelar e espera-se que haja a coragem política para corrigir erros, cada vez mais evidentes a todos quantos analisam os efeitos colaterais de uma opção política que, podendo ser correcta em teoria, foi mal implementada, como resultado de uma contenção orçamental inapropriada para a complexidade e risco desta remodelação.

quinta-feira, setembro 25, 2008

Alteradas as regras de contabilização de mortos na estrada


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Um acidente de viação em Portugal

Foram finalmente alteradas as regras de contabilização de mortos em consequência de acidentes de viação, passando a ser incluidas as vítimas que perdem a vida nos trinta dias subsquentes.

Até agora, só as vítimas que faleciam no local ou a caminho do serviço de saúde onde seriam atendidos contavam como mortos, sendo que os restantes, desde que o óbito fosse declarado após a entrada, apenas eram dados como feridos.

Desta forma, Portugal adopta critérios semelhantes aos dos restantes países europeus, mas este não é um critério que consideremos correcto, dado que existem casos em que a morte é manifestamente decorrente de um acidente rodoviário e ocorre passados bastante mais do que os trinta dias agora estipulados.

Após esta alteração, os números dos acidentes em Portugal constantes das estatísticas ficarão mais próximos da realidade, pelo que será de prever que alguns dados fantasiosos com que nos temos deparado a nível da sinistralidade viária venham a ser rapidamente substituidos, espelhando uma realidade que é muito diferente da que nos têm tentado impor.

Espera-se que perante os novos números, mais difíceis de escamotear, se verifique um novo investimento a nível do socorro e a revisão de alguns encerramentos de serviços de urgências e não se enverede apenas pelo facilitismo de uma maior repressão legislativa, opção típica de uma classe política habituada a viver de aparências.

Sistema geográfico ArcGIS 9.3 apresentado em Portugal


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Éran do novo ArcGIS 9.3

O sistema de informação geográfico ArcGIS 9.3 já começou a ser distribuido a alguns clientes em Portugal, implementando novas caraterísticas sobretudo no campo da estabilidade, da robustez e da interoperacionalidade com outros sistemas.

Entre as principais características desta nova versão do ArcGIS 9.3, encontra-se um suporte melhorado para a exportação de formatos KML, utilizado pelos programas Google Earth e Virtual Earth da Microsoft e a possibilidade de criar "mashups" SIG, com APO JavaScript, destinado a aumentar a interacção dos mapas colocados em "sites".

Também o suporte aos utilizadores foi melhorado através de um novo portal, denominado Resource Center, onde é possível aceder diversos conteúdos "on-line", sistemas interactivos de ajuda e funcionalidades de colaboração.

É evidente a focalização desta versão nos sistemas "on-line", em cooperação com os principais sistemas geográficos disponíveis, bem como na mobilidade, facilitando os trabalhos de campo na área geográfica e suportando uma nova geração de equipamentos que se tem vindo a popularizar.

Os sistemas de informação geográfica têm vindo a ganhar especial importância a vários níveis, inclusivé no planeamento de operações e na elaboração de planos de prevenção de incêndios, sendo ferramentas essenciais na manutenção dos dados permanentemente actualizados, factor essencial para que estes possam ser utilizados em situações críticas, como a coordenação do combate aos fogos.

A implementação e utilização destes sistemas a nível municipal e a sua acessibilidade por parte das entidades ligadas à proteccção civil e às forças de segurança, com partilha de dados a nível nacional, será um dos caminhos a seguir no sentido de tornar Portugal um país mais seguro ao permitir um melhor ordenamento do território e um planeamento e desempenho mais eficaz a nível do socorro.

quarta-feira, setembro 24, 2008

"Directorium Inquisitorium", o Manual dos Inquisidores


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Capa do "Manual do Inquisidor"

Datado do século XIV e designado originalmente por "Directorium Inquisitorium", a obra de Frei Nicolau Emérico (1320-1399), Grande Inquisidor de Aragão, faz jús ao título que o tradutor escolheu, constituindo-se como um autêntico "Manual do Inquisidor".

Esta obra revela-se como um autêntico Código do Processo Penal da época aplicado ao processo Inquisitório e será de leitura obrigatória para quem pretender estudar, já que a expressão compreender poderá ser abusiva, os meandros por que se regiam os processos dirigidos, orientados ou supervisonados pelo Santo Ofício.

Talvez um dos capítulos mais reveladores do espírito da obra seja o reservado às testemunhas, nomeadamente no respeitante aos critérios que presidem à sua admissibilidade no processo inquisitório.


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Página interior do "Manual do Inquisidor"

Optamos por reproduzir as páginas onde o autor explica quais as suas razões para que o testemunho de um herege seja admissível como forma de reforçar a Acusação, mas não como meio de defesa, no que surge, segundo os critérios actuais como uma flagrante ilegalidade.

Quandos de nós não conhecemos casos de presumivelmente culpados até prova em contrário, mesmo excluindo situações de nível tributário, ou ignoramos que o peso de uma dada testemunha, nomeadamente os que são de alguma forma relacionados com o acusado, servem apenas para condenar, mas nunca para absolver.

Na verdade, se a presunção de inocência ou culpa acaba por variar de forma casuística, alicerçado em convenções sociais ou procedimentos abusivos, apercebemo-nos de que as mudanças não foram tantas quanto aparenta a nova redação dos Códigos, que se ficam mais pela forma do que pelo conteúdo, no que será um lamentável exercício de hipocrisia.


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Continuação do texto da página anterior

Portanto, não podemos deixar de nos interrogar se evoluimos tanto como o actual Código do Processo Penal aparenta ou se, debaixo de uma capa de modernidade e de humanismo, não continuamos a usar os mesmos critérios discutíveis que datam de há mais de seiscentos anos.

Se substituirmos expressões como "herege" "infame" ou "excomungado" por outras que nos são mais familiares devido à sua contemporaneidade, como "acusado", "arguido" ou "condenado", bem podemos avaliar da terrífica actualidade de grande parte da metodologia e dos pressupostos contidos neste livro.

Efectivamente, muito do que foi escrito por Nicolau Emérico, com alguma maquilhagem de modernidade, não está distante do que hoje consideramos estar na vanguarda da Justiça, agravada por uma lentidão exasperante de que, honra lhe seja feita, a Inquisição não padecia.

Apresentado o GpsGate Server 2.0 - 2ª parte


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Écran do GpsGate Server 2.0

As bases de dados suportadas, que podem ser manipuladas através de programas existentes no mercado, incluem agora o SQL Server da Microsoft, usado em soluções de maior dimensão, onde é necessário o acesso simultâneo de diversos utilizadores e escritos dados de várias proveniências.

Com o novo servidor, o envio de SMS é simplificado, tornando a sua gestão mais eficiente e diminuindo os custos, e a implementação da recepção de mensagens provenientes dos equipamentos dos veículos, como a referenciação geográfica de veículos ou alarmes, permite usar um maior número de localizadores.

O GPS Gate é uma solução destinada a pequenas e médias empresas, que pode correr nos servidores do fabricante de acordo com um contrato, ou num equipamendo local, gerido pelo utilizador, o que requer maior especialização técnica e investimento inicial, mas que acaba por se revelar mais económico a médio e longo prazo.

É possível testar esta solução descarregando uma cópia funcional mas limitada no tempo, disponível no "site" do fabricante, mas, para que esta seja usada, também é necessário que um dos sistemas localizadores suportados, que pode ser um simples PDA ou telemóvel com GPS e ligação à Internet, esteja disponível.

Este é um sistema mais sofisticado e complexo do que o recurso a localizadores pessoais que colocam informação visual sobre um sistema de informação geográfico do tipo do Google Earth, permitindo o seguimento de um maior número de equipamentos e consolidando dados de modo a permitir uma análise estatística, essencial para o tratamento de um elevado volume de informação necessário, por exemplo, à gestão de uma frota com algumas dezenas de veículos.

terça-feira, setembro 23, 2008

Blusão táctico 5.11


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Diversas imagens do blusão táctico 5.11

A opção por adquirir bens e equipamentos no EBay não é nova e continua, sobretudo numa época de crise económia, a ser uma solução interessante para quem pretende poupar algum dinheiro sem prescindir de uma qualidade adequada.

Uma aquisição recente é um blusão da marca 5.11, conhecida por ser um dos fornecedores habituais de fardamento e equipamento táctico a diversos departamentos de bombeiros e polícia, dada a flexibilidade e a qualidade de concepção e de fabrico.

Para além dos bolsos exteriores, este blusão, fabricado numa camada dupla de tecido de algodão, dispoem de costuras reforçadas e tem um sistema interno que permite adicionar bolsas, bolsos escondidos no interior, sendo adequado a temperaturas mediamente baixas.

A concepção deste blusão, sobretudo na zona dos ombros, permite uma distribuição uniforme da carga que pode ser transportada nos vários bolsos, que incluem divisões internas para organizar o equipamento, facilitando a sua mais rápida disponibilidade, evitando assim a necessidade do recurso a um colete com bolsos adicionais.

Normamente o preço destes blusões, quando adquiridos numa loja convencional, rondará, nos Estados Unidos os 99 dólares, perto dos 65 euros, mas no EBay o valor cai para uma quinzena de dólares, que andará pela dezena de euros, preço que consideramos francamente apetecível e que bem pode justificar a sua aquisição.

A recente vaga de suicídios - 1ª parte


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Bombeiros diante da destruição de um fogo

Os quatro recentes suicídios nas forças de segurança, ocorridos na semana passada, merece uma chamada de atenção e um alerta, pois situações semelhantes podem ocorrer com profissionais que desempenham missões na área do socorro, ao serviço de entidades ou organizações tipicamente menos escrutinadas, e que estão sujeitos ao mesmo nível de desgaste psicológico.

Este não é um caso novo, segue a tendência nacional para o aumento do número de suicídios que se verificou nos últimos anos, mas a acumulação de ocorrências, que neste momento apenas podemos atribuir a uma coincidência, merece uma nova insistência num tema que permanece actual

No caso destes últimos suicídios, forma apontadas diversas razões que, mais do que provocar um acto desesperado, funcionam como catalizadores, culminando um processo longo, muitas vezes com sinais visíveis, mas que os responsáveis ou supervisores, independentemente das razões, não acompanharam devidamente.

Excesso de trabalho, incompatibilidades de horário, problemas e rupturas familiares muitas vezes relacionadas com colocações longe do lar, dificuldades económicas, insatisfação laboral e uma pressão constante têm sido apontadas como causas de um desgaste prolongado numa actividade frustrante e pouco compensadora, onde, mas do que o sucesso, se visa um controle de danos ou perdas.

A perspectiva de que o exito de uma missão consiste apenas numa minimização de prejuizos ou, no limite, evitar que estes existam, assumida como o maior sucesso possível acaba por ser pouco compensadora, podendo ser equiparada à de uma equipa que não pode mais do que perder por uma pequena margem ou, no máximo, alcançar um empate, mas cuja vitória está completamente excluida.

segunda-feira, setembro 22, 2008

Curso de investigação no MySpace


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Écran de "phishing" do MySpace

As redes sociais, que têm vindo a ganhar cada vez mais adeptos, sobretudo entre os mais jovens, encerram um conjunto de perigos para os quais convém não apenas alertar, mas também aprender a combater, sendo para tal necessário adquirir um conjunto de conhecimentos que permitam intervir.

Este curso visa sobretudo detectar e seguir pedófilos, vendedores de estupefacientes e grupos criminosos que usam o MySpace para recrutar novos membros e destina-se, originariamente, a forças de segurança, mas está acessível a todos e recomenda-se a quem esteja encarregado de menores que usem este tipo de serviço.

O curso é promovido pela PATC Global E-Learning Academy e é designado por "MySpace Investigations #GB102", tendo uma duração expectável de duas horas e um custo de $19.95 que pode ser pago através de cartão de crédito.

Tendo em conta os perigos escondidos nas redes sociais e o baixo custo deste curso, correspondente a uma dúzia de euros, que servirá de sensibilização para pais e educadores, será de considerar este investimento na segurança dos menores que usam este tipo de serviços interactivos.

A criminalidade da moda - 2ª parte


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Automóveis novos para apoiar conceitos velhos

No entanto, analizando quer os métodos, quer os resultados destas operações policiais, pode-se concluir que apenas a pequena criminalidade é marginalmente afectada, com uma predominância para casos de condução ilegal ou sob o efeito do álcool, pequenas apreensões de droga ou a confiscação de um reduzido número de armas que, mesmo sendo ilegais, dificilmente terão relação com algum tipo de crime para além da sua posse.

A grande criminalidade, organizada e profissional, dificilmente se previne com o aumento do número de efectivos das forças de segurança, mas sobretudo através de uma postura dos eventuais alvos, que devem adoptar as medidas e os procedimentos que minimizem o risco, e de uma investigação criminal eficaz, que alie a competência à rapidez e permita a detenção de quem perpetra crimes graves.

Será dos aparentes problemas a nível da investigação criminal, aliado a um conjunto de regras e práticas processuais, que resulta numa sensação de impunidade que, essa sim, tende a estimular a prática de crimes graves por parte de organizações com alto grau de especialização, os quais não diminuem substancialmente em função da prevenção, mas, sobretudo, de uma resposta rápida e eficaz de quem investiga.

Os lamentáveis exemplos da investigação do desaparecimento de Maddie McCann, dos assassinatos relacionados com os negócios da noite no Porto, do atentado no bar "O avião", para citar apenas alguns dos casos que continuam em aberto passados largos meses, são exemplo das dificuldades em investigar crimes complexos e das deficiências organizativas e operacionais da investigação criminal em Portugal.

domingo, setembro 21, 2008

MAI vai efectuar alertas por SMS


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Alerta por SMS

Uma das propostas do Ministério da Administração Interna (MAI) é o recurso a SMS para proceder ao envio de alertas quando, por exemplo, haja crianças desaparecidas, algo que há muito temos vindo a propor num âmbito mais alargado, que pode incluir catástrofes naturais, como cheias ou incêndios florestais.

Em Portugal o sistema de alerta tem sido ineficaz, sem recurso às novas tecnologias e, o que consideramos mais grave, sem o recurso sistemático à contribuição que a sociedade civil pode dar, não obstante o sucesso que esta opção teve na captura de um assaltante de bancos que iludia as autoridades policiais desde há muito.

Agora o MAI extende o pedido de colaboração recorrendo à rede de GSM, assinando protocolos com as operadoras, de forma a que os alertas possam ser efectuados com maior rapidez, factor essencial no combate e na prevenção de determinados tipos de crime, criando assim uma maior pressão e colocando um elemento de dissuação sobre quem os pratica.

Esta ideia, que propusemos num âmbito mais alargado, que inclui a criminalidade violenta em geral, como os crimes de "car jacking" ou assaltos com fuga, incluia a particularidade de ser restringida geograficamente, ou seja, apenas as antenas da rede de GSM nas próximidades geográficas emitiriam a mensagem para os utilizadores que tivessem manifestado a vontade de a receber.

Tal como anteriormente, as coincidências do MAI acabam por ser benvindas, adoptando, com algum atraso, um conjunto de sugestões, muitas das quais foram enviadas directamente para o titular da pasta, acabando posteriormente por ser anunciadas na comunicação social.
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