sábado, setembro 10, 2005

Sugestões 10 - TT e acesso a áreas protegidas


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Land Rover numa floresta

O acesso de veículos a áreas protegidas, ao longo de todo o ano, deverá ser apenas permitido no âmbito de actividades de protecção da natureza, segundo critérios estabelecidos pela entidade que supervisiona à área a aceder.

Dado que existe um grande número de praticantes de todo o terreno, esta será uma forma de obter uma compensação para a manutenção das áreas protegidas por parte de quem delas usufrui, fomentando a responsabilização pela sua protecção entre os adeptos desta modalidade.

Considera-se que a participação em actividades de manutenção, ou outras a indicar pelas entidades responsáveis, será mais importante do que uma contribuição monetária, dado que cria maiores laços e se afasta de um processo de simples transação onde a responsabilidade termina no momento do pagamento.

sexta-feira, setembro 09, 2005

Tragam-me a cabeça de ...


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Salva de prata

Não, não é essa a nossa intenção, não obstante defendermos intransigentemente o apuramento de responsabilidades pelos resultados do combate aos fogos nos anos recentes.

A incessante procura de responsáveis e a atribuição de culpas tem servido de fraca desculpa para todos quantos são incapazes de ver mais longe e aprender com os erros do passado. Deixamos essa perspectiva aos mediocres que nunca serão capazes de propor algo de constructivo e não nos deixaremos tentar por um justicialismo inconsequente.

A nossa prioridade é, ao contrário da esmagadora maioria, propor soluções viáveis que, com base nas experiências dos últimos anos, evitem a repetição de situações que não são inevitáveis. Assim, não cedemos à tentação de nos perdermos em longas discussões estéreis, esbanjando tempo e recursos que sabemos serem demasiado preciosos e desafiamos os demais a contribuir com propostas e sugestões para vencer esta batalha.

Sugestões 9 - Comunicação social


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Fogo florestal

Para além das inúmeras reportagens, algumas de gosto mais do que duvidoso e que em nada contribuem para a resolução deste problema, somos ainda brindados com um sem número de debates cujo conteúdo normalmente não passa de um debate estéril, misto de lamentações e troca de acusações, normalmente excessivamente partidarizados, sem nunca apresentar soluções que contibuam para a resolução deste problema.

Quando propusemos uma acção mais eficaz no campo da prevenção a dversos orgãos de comunicação social, seja através de programação específica, da simples inserção de spots publicitários ou de intervenções em espaços noticiosos ou nos programas que promovem o turismo rural, a resposta foi o silêncio. Pode-se concluir que a prevenção não vende, não satisfaz o gosto mórbido de audiências que procuram o sentimentalismo enquanto aguardam, os primeiros apelos à solidariedade de forma a poderem satisfazer o ego e esquecer a responsabilidade pela sua falta de acção.

Enquanto se debate se a transmissão de incêndios deve ou não ser evitada, propomos aos canais televisivos, sobretudo ao que depende directamente do Estado, a emissão de programação que vise a protecção da Natureza não apenas através de educação ambiental, importante mas que muitas vezes carece de aplicação prática, mas sobretudo de através de actividades lúdicas que tenham como propósito específico a fomentar a participação de concorrentes e espectadores em trabalhos de campo na defesa do património natural. Já assistimos a diverso tipo de programação, seja a nível de concursos ou de outro tipo de programas interactivos, muitas vezes em horário nobre, cujo propósito é apenas o divertimento, mas cujos moldes, com pequenas alterações, permitem atingir objectivos louváveis e com importante impacto social, provavelmente sem perdas de audiência.

Também alguns dos programas que fomentam o turismo rural e são patrocinados por entidades que dele dependem em termos económicos, com pequenas introduções de formato, podem dar um importante contributo na defesa do património que publicitam, o qual muitas vezes está destruido antes da data de emissão. Para muitos agentes económicos, este poderá ser um dos investimentos com maior rentabilização dado contribuir para perservar o objecto da sua própria actividade.

quinta-feira, setembro 08, 2005

Endereços de Gmail


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Gmail

Temos disponíveis algumas centenas de endereços de correio electrónico de Gmail que podemos oferecer a quem necessitar.

A estes endereços correspondem caixas de correio com 2 Gb, acesso via Web ou cliente POP, filtragem anti-spam e filtros pessoais configuráveis e a possibilidade de utilizar em conjunto com o sistema Google Talk , o qual permite comunicações de voz via Internet.

Os interesados podem deixar uma mensagem nos comentários com o endereço de email para o qual desejem que a inscrição seja enviada, comprometendo-nos, desde já, a utilizar o endereço de contacto apenas para o envio do convite.

Recursos recuperáveis


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Land Rover militar recuperável

É nosso propósito continuar a propor soluções que, com custos reduzidos ou virtualmente inexistentes possam aumentar a eficácia da prevenção dos fogos florestais, utilizando recursos que para muitos já estão perdidos, mas que consideramos ainda poderem ser recuperáveis.

Este é apenas um exemplo, mas estamos seguros de que, com algum estudo e imaginação por parte de quem conheça bem os meandros dos recursos do Estado, muitos outros poderão surgir.

Anualmente a Direcção-Geral do Património e as próprias forças militares e militarizadas alienam largas quantidades de veículos todo o terreno, muitos dos quais vão directamente para a sucata enquanto a maioria dos que se encontram em melhor estado são comercializados através de intermediários.

Propomos que estes veículos sejam vendidos, sob condições específicas, a quem assumir o compromisso de efectuar vigilância florestal durante um determinado período. Dado que estes veículos são vendidos a baixo preço, poderiam ser cedidos mediante contrato-programa quer a particulares, quer a associações que assumam o compromisso de efectuar, por exemplo, seis meses de vigilância, transitando a propriedade no termo e após certificação do cumprimento do acordado. Para os mais jovens, que estejam vocacionados para esta missão de voluntariado e tenham algum tempo disponível para recuperar um veículo, pode ser a forma de poder participar obtendo uma contrapartida que, para muitos, pode ser particularmente apetecível.

É uma solução simples, de custo reduzido, e que facilmente poderá rentabilizar veículos considerados em fim de vida, já que serão os futuros proprietários a suportar as despesas da sua recuperação, e aumentará os recursos disponíveis para missões de vigilância.

Sugestões 8 - Prevenção ao longo do ano


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Land Rover's em caminhos florestais

Embora os meses de Verão sejam os mais críticos, existem diversas missões relevantes que devem ser realizadas antes do iníco desta época. Concretamente, a limpeza e desobstrução de caminhos florestais e aceiros, bem como a sua inclusão nos mapas que servirão de base às intervenções a realizar em caso de urgência, são exemplos de actividades que devem ser realizadas antes da época de fogos e aumentam em muito a rapidez de resposta em caso de necessidade.

Neste ponto concreto, propomos a adopção de caminhos florestais por parte de associações ou grupos de cidadãos, que se responsabilizarão por mantê-los transitáveis durante todo o ano. Esta actividade deverá ser proposta às autarquias locais e associações ligadas à juventude, defesa do ambiente, todo o terreno entre outras, mas também poderá ser solicitada a colaboração aos inscritos nos Centros de Emprego, dependendo da vontade política para o fazer.

Embora com algumas limitações, este tipo de actividade também deveria estar incluida nas actividades escolares, em conjunto com um enfoque na educação ambiental e nos procedimentos a adoptar em caso de urgência.

Os caminhos assim mantidos serão devidamente registados nos mapas a distribuir e incluidos nos vários sistemas de orientação e na cartografia disponível de forma a serem previamente reconhecidos e avaliados pelos Serviço Municipais de Protecção Civíl da sua área.

quarta-feira, setembro 07, 2005

Sugestões 7 - Estatuto de voluntário


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Sala de formação

Conforme previsto na ainda pouco divulgada Lei que gere o Voluntariado, os participantes neste tipo de acção deverão aceder ao estatuto de voluntário, beneficiando das várias vantagens que daí advêm. Pode-se, inclusivé, estudar outras formas de compensação, caso necessário, como a nível de benefícios fiscais para a aquisição ou utilização de equipamentos próprios ou na participação em acções de formação que visem não apenas um melhor desempenho das missões a que se propõe, mas também uma valorização profissional, contribuindo assim para melhorar o nível de qualificações dos participantes. Logicamente, tais benefícios seriam automaticamente concedidos aos elementos dos Corpos de Bombeiros que efectivamente participem no combate aos fogos florestais, eventualmente acrescidos de uma bonificação que diferenciasse quem está permanentemente disponível em relação aos demais voluntários.

Mais do que qualquer outra forma de compensação, o incentivo e o subsídio em termos de formação e qualificação profissional, tão necessário sobretudo no Interior do País, parece-nos ser uma forma de estimular a participação em projectos de voluntariado e multiplicar as oportunidades de trabalho para quem, generosamente, dispense o seu tempo em proveito de todos.

Sugestões 6 - Planeamento e mobilização antecipada


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Paisagem rural portuguesa

Verifica-se que os apelos à mobilização de voluntários realizadas após o início da época de incêndios são de baixa eficácia, dada a falta de planeamento e preparação daí resultante. Não obstante a manifesta boa vontade e espírito de sacrifício de todos quantos respondem ao apelo, falta uma adequada preparação que permita colocar no terreno um dispositivo previamente conhecido, devidamente enquadrado e com o treino necessário para ser efectivamente útil.

Este planeamento, bem como a inscrição de voluntários, tem necessariamente que ser efectuada antes da marcação das férias laborais ou escolares, de modo a que haja disponibilidade de actuação e um período de preparação prévio, dando igualmente tempo aos Serviços Municipais de Protecção Civíl o tempo necessário para enquadrar os voluntários e distribuir tarefas e escalas de serviço de acordo com um plano rigoroso.

terça-feira, setembro 06, 2005

Ministério para as Situações de Emergência


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Ministério para as Situações de
Emergência


A sugestão de uma força especial de emergência para combater acidentes naturais pode ter algum interesse, mas sem uma explicação mais concreta não passa de uma declaração de intenção e duvido que o Ministério da Administração Interna tenha ideias claras acerca desta questão.

Existem países onde a a Protecção civíl está a nível de Ministério, como em Itália, e na Rússia existe um Ministério para as Situações de Emergência, que para além de bombeiros inclui forças especiais e todas as infraestruturas e meios necessários para a deslocação e intervenção nos mais longínquos territórios russos e mesmo fora das fronteiras nacionais, incluindo desde gigantescos aviões de transporte a viaturas blindadas, passando por helicópteros e ambulâncias.

É, portanto, uma estrutura altamente profissionalizada mas extremamente dispendiosa, que demorou décadas a treinar e aperfeiçoar e obriga a um investimento permanente sob pena de ficar rapidamente inoperacional.

Talvez ainda haja recordação de há 2 anos, durante os fogos do Verão de 2003, helicópteros pesados russos tripulados por equipagens com berets laranja, prestaram um serviço inestimável no combate às chamas.

Este auxílio prestado por elementos do Ministério para as Situações de Emergência teria sido uma excelente oportunidade para estudar a sua actuação e tentar saber mais relativamente a esta estrutura que se tem distinguido na maioria das tragédias que se viveram no seu País de origem.

Logicamente, não parece ser possível criar uma estrutura organizada e operacional sem um custo que parece não estar ao alcance, pelo menos por agora, de um Estado que se debate com sérias dificuldades económicas.

Ficamos portanto, pela intenção e, muito possivelmente, por mais uma série de estudos que se prolongarão no tempo e ficarão esquecidos numa qualquer prateleira onde jazem tantos outros, que tanto custaram ao erário público, mas cuja aplicação nunca veio a acontecer.

Esperemo que, pelo menos, não se estejam a duplicar estruturas e orgãos de comando, com os inerentes custos e acrescidos entraves burocráticos, sem que daí resultem reais vantagens na persecução dos objectivos propostos.

Sugestões 5 - Colaboração com as autarquias


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Câmara Municipal de Sta Marta de Penaguião

Iremos enviar às autarquias locais informações relativas a este Projecto e à sua forma de implementação, nomeadamente destacando os pontos anterormente mencionados e expondo as vantagens que daí podem adevir.

O envolvimento do poder local, como os mais directos responsáveis pelas actividades de prevenção de fogos, tem uma especial importancia na sensibilização das populações e no acolhimento de voluntários que se desloquem de outros pontos do País, sendo um aliado estratégico na implementação deste Projecto.

Por outro lado, serão incluidos artigos técnicos com vista à preparação não só de voluntários, mas também dos elementos dos Corpos de Bombeiros, muitos dos quais poderão beneficiar destes ensinamentos, bem como propostas de colaboração que facilitem uma uniformidade de procedimentos que permita, em caso de necessidade, deslocar voluntários de um concelho para outro.

Enviamos as nossas sugestões!


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Portal do Governo


Enviamos hoje ao Ministério da Administração Interna e à Secretaria Geral da Presidência do Conselho de Ministros cartas que incluem um conjunto de sugestões relativamente a medidas de prevenção de fogos florestais que consideramos dever ser implantadas. As mesmas sugestões têm vindo a ser publicadas neste blog, dado ser nossa intenção publicitá-las tanto quando possível e contribuir para a sua implementação, independentemente das entidades, oficiais ou privadas, que as queiram levar à prática.

Já não é a primeira vez que contactamos orgãos de soberania ou entidades oficiais, solicitando o seu apoio na divulgação deste Projecto e oferecendo a nossa colaboração no prevenção do flagêlo que são os incêndios florestais. Infelizmente, as respostas, quando as há, não passam de uma mera formalidade, limitando-se a acusar a recepção, o que provavelmente se destina apenas a cumprir a legislação em vigor, a qual prevê uma resposta por parte dos organismos oficiais no prazo de 15 dias.

Entretanto, o País continua a ser pasto de incêndios, prevendo-se que a época de fogos se prolongue durante o mês de Setembro, facto que é tanto mais doloroso quando existe uma manifesta indiferença perante aos esforços e ao empenho da sociedade civíl. Numa luta que é de todos, o Estado, que é suposto defender-nos, não pode continuar a agir como se não precisasse de qualquer tipo de auxílio ou contribuição por parte de quem pretende colaborar numa missão que a cada dia se torna mais necessária.

Quando e se houver uma resposta por parte das entidades contactadas, a mesma será aqui publicada para que todos possam tirar as devidas elações.

segunda-feira, setembro 05, 2005

Obrigado ao blog Sociedade Incerta

Agradecemos ao blog Sociedade Incerta por nos ter lincado. Também já está na nossa lista de blogs amigos. Obrigados!

Sugestões 4 - Promoção do interior


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Vila portuguesa

Para além da possibilidade de uma férias diferentes, a custo reduzido e com uma vertente social e de aventura particularmente compensadoras, foi feita a proposta de serem oferecidas por parte das autarquias aos participantes deste Projecto, condições excepcionais caso desejassem fixar-se ou ter actividade profissional nas áreas da sua actuação.

Tal poderia ser complementado através de um esforço das autarquias na concessão de taxas bonificadas ou isenções de vários tipos, bem como a apresentação de um portfolio onde seriam incluidas actividades específicas com maior interesse local e as vantagens oferecidas a quem as pretendesse prosseguir.

Muito embora este Projecto se destine a todos quantos se interessem pela defesa do ambiente, pela experiência destes dois anos, a maior parte das adesões vem da parte de jovens profissionais qualificados, a maioria deles em princípio de carreira, e receptivos a novos desafios, exactamente o tipo de perfil de que o Interior do País está mais necessitado.

Desta forma, áreas do interior poderiam, para além de aumentar o fluxo turístico, atrair um maior número de investimentos e fomentar a fixação de novos residentes, nomeadamente jovens em início de carreira capazes de introduzir na região novas actividades empresariais e de renovar uma população que na maioria das zonas do Interior se encontra particularmente envelhecida.

domingo, setembro 04, 2005

Novas áreas de debate


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Para choques de Land Rover S3 Modelo Batx


Tem sido nosso propósito intercalar artigos de opinião e sugestões com textos de carácter mais técnico, visando a preparação de quem vier a participar nas actividades propostas neste Projecto.

Até hoje, temo-nos debruçado, fundamentalmente, em áreas de orientação via GPS dado ser uma componente que é pouco divulgada e consideramos essencial para a execução deste Projecto, mas é nosso objectivo alargarmo-nos a outras áreas como o todo o terreno e as comunicações via rádio.

Também queremos incluir artigos sobre ecologia, protecção da Natureza ou outros que sejam relevantes para a defesa do património natural, mesmo não estando directamente ligados a este Projecto.

Assim, solicitamos a quem tenha artigos que queira ver incluidos, o seu envio a fim de abarcarmos outros campos de interesse neste espaço de reflexão, complementando as áreas de discussão actualmente existentes.

A todos quantos colaborarem, desde já, o nosso obrigado.

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