sábado, abril 14, 2007

Portugal de lés a lés ecológico 2007


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Forum da Nova Energia.Net

Vai-se realizar nos dias 11, 12 e 13 de Maio a travessia de Portugal ecológica promovida pela NovaEnergia.net, que aqui queremos divulgar.

Comunicado de imprensa

Portugal de lés a lés 2007: Travessia de Norte a Sul, dias 12 e 13 de Maio, em veículos movidos a óleo vegetal e Biodiesel.

O fórum NovaEnergia.net é um projecto que surge a partir da iniciativa pessoal de alguns cidadãos preocupados, essencialmente com as questões ambientais emergentes, e que de alguma forma têm sido descuradas em Portugal e por todo o mundo.

No seguimento ao documento que a Organização das Nações Unidas apresentou no dia 2 de Fevereiro (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas I.P.C.C, sigla em inglês) e à imposição que Comissão Europeia apresentou à indústria automóvel no sentido de reduzir em 25% as emissões de dióxido de carbono (CO2), decidimos tomar esta iniciativa, em benefício de todos.

É um projecto sem fins lucrativos, que tem fomentado principalmente a cooperação entre a sua comunidade de membros, que já ultrapassa os 1.200. São promovidos o conhecimento e a troca de experiências, sempre com o intuito de chegar a soluções energeticamente eficientes e mais ecológicas.

São debatidos inúmeros temas, sendo de destacar o uso de óleo vegetal directo e o fabrico de Biodiesel, como combustíveis, sem esquecer o álcool etílico e metílico. Outras áreas, tais como a eficiência energética em habitações, a energia eólica, a energia solar e fotovoltaica e a energia da biomassa, são igualmente debatidas, sempre com o objectivo de desenvolver o conhecimento de uma forma acessível e gratuita, para quem o quiser assimilar.

Assim, e neste espírito de preocupação e esforço de sensibilização, irá realizar-se a primeira Travessia Ecológica, de Norte a Sul de Portugal, em que os veículos irão deslocar-se usando exclusivamente combustíveis alternativos, ecológicos e renováveis, que é o caso do óleo vegetal e do Biodiesel.

Esta iniciativa visa sensibilizar os Governos, os automobilistas e população em geral, estimulando o uso de combustíveis limpos e amigos do ambiente.

A caravana ecológica iniciará o percurso em Bragança, com destino a Quarteira, onde terminaremos, participando na Exposição Veículos Amigos do Ambiente / Cozinhas Solares.

Para esse efeito, convidamos todos os órgãos de Comunicação Social interessados, a reportar o evento.

É também nosso objectivo, marcar presença nas Câmaras Municipais por onde passamos, caso estas manifestem interesse, comunicando-nos.


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O todo o terreno reponsável é ecológico

Programa

Dia 11 de Maio, sexta-feira.

Concentração junto á Câmara Municipal de Bragança pelas 19.00 horas. Volta pela cidade em passeio turístico. Jantar e dormida.

Dia 12 de Maio, sábado.

Inicio ás 8.00 horas com a caravana Junto á Câmara Municipal rumo á Guarda.

Chegada ás 11.00 horas. Concentração na Câmara Municipal da Guarda e almoço.

Ida ao centro de inspecção e perante sorteio, analisar os parâmetros no opacímetro de um dos veículos participantes.

Partida ás 16.30 horas destino a Castelo Branco.

Chegada 17.30 horas. Visita á Câmara Municipal.

Partida ás 18.30 com destino a Portalegre.

Chegada ás 19.30 horas

Jantar e dormida.

Dia 13 de Maio, domingo.

Partida ás 8.00 horas com destino a Évora.

Chegada ás 10.00 horas. Visita á Câmara Municipal de Évora.

Partida ás 11.00 horas com destino a Beja.

Chegada ás 12.00 horas. Concentração junto á Camara Municipal de Beja.

Ás 13.00 horas almoço.

Partida ás 15.00 horas com destino a Quarteira.

Chegada ás 17.00 horas.

Participação na Exposição de Novas Energias.

Jantar 20.00 horas.

Final do evento.

Preço: Estamos a tentar que tudo seja patrocinado.

Quem quiser pode-se ir juntando á caravana ao longo do percurso.

Mais informação em: http://novaenergia.net/

Contactos e esclarecimentos adicionais:

Luís Oliveira 912 445 313

José Maximiano 919688842

José Manuel dos Santos Alves 967934762

Ignác Gazur 232 448 281, 938 747 233

No "site" e no fórum da NovaEnergia.net serão colocadas novidades e informações relativamente à preparação deste evento, podendo aí ser obtidos esclarecimentos e actualizações.

Fica o convite a quem possuir um veículo ecológico ou a quem pretenda ver como estes funcionam, esclarecer dúvidas e estudar alternativas aos combustíveis fósseis, a visitar o "site" e, se possível, a participar ou assistir a este evento.

Google Checkout chega à Europa


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Google Checkout

Após uma experiência bem sucedida nos Estados Unidos, o Google Checkout foi lançado no Reino Unido e em breve a toda a Europa comunitária.

Sendo um sistema de pagamento com algumas semelhanças como o Paypal, que já aqui descrevemos detalhadamente, o Checkout, que mencionamos num texto anterior na altura da sua apresentação nos Estados Unidos, será mais do que uma plataforma intermediária entre as vendedores e compradores para transacções com cartões de crédito.


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Écran do Google Checkout

Tal como acontece com o Paypal, o Checkout permite receber pagamentos via cartão de crédito mesmo a quem não tenha acordos com as entidades emissoras, actuando como intermediário e depositando a quantia recebida, com excepção de comissões, na conta bancária indicada, permitindo o levantamento da importância.

O Checkout permite a utilização de cartões Visa, Mastercard, Switch, Solo, Delta e Electron, mas, ao contrário do Paypal que usa o EBay como ferramenta de pesquisa, inclui na sua estrutura funcional mecanismos de pesquisa e compra directas dependentes do mecanismo de pesquisa do Google.

A chegada do Checkout é particularmente bem vinda para quem utilize sistemas de pagamento electrónico, sobretudo quando faça aquisições a particulares no estrangeiro, dado facilitar todo o processo e constitui-se como uma concorrêcia directa ao Paypal, absolutamente necessária para que as comissões baixem e as políticas de protecção melhorem.

sexta-feira, abril 13, 2007

GpsGate gratuito para telemóveis


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Écran de GPS Gate num telemóvel

O GpsGate, um "software" da Franson que serve de ponte de ligação entre um equipamento de GPS e diversas aplicações, está agora disponível para telemóveis.

Dado que os telemóveis apresentam características muito diferentes, sobretudo a nível gráfico e de memória, a Franson disponibilizou duas versões, ambas gratuitas do seu "software".

Para equipamentos mais potentes, com maior capacidade gráfica, como os Sony Ericsson K510i ou Nokia 7373, existe uma versão mais exigente, que apresentará os dados sob uma forma visualmente mais sofisticada.

Os telemóveis com pouca ou nenhuma capacidade gráfica, como o Sony Ericsson K750i, que praticamente não usam animações, terão também uma versão simplificada, mas com suporte adicional para conexões "bluetooth".

Uma lista mais completa será publicada e actualizada no "site" da Franson, de modo a que os potenciais utilizadores saibam qual a versão do "software" a utilizar.

O conselho do fabricante é o de tentar a solução mais completa e, caso esta não funcione, optar pela versão menos exigente.

O GpsGate Mobile tenta conectar-se ao primeiro dispositivo "bluetooth" que encontra, pelo que poderão surgir algumas dificuldades se estiver presente, por exemplo, um sistema de alta voz ou um auricular que use este protocolo de comunicações.

O GPS deve fornecer dados em formato NMEA, pelo que, caso use mais do que um protocolo, deverá ser configurado de modo a ser compatível com o GpsGate Mobile.

Através de uma ligação GPRS, torna-se, então possível visualizar a posição fornecida pelo GPS sobre a versão do Google Maps para dispositivos móveis, obtendo-se assim um sistema de navegação interactivo e de baixo custo, com o único senão na dependência de cobertura de rede e do custo do tráfego.

Esta solução complementa o "software" do Google que, conforme referimos, será brevemente pré-instalado em telemóveis da LG, constituindo uma solução mais sólida e polivalente do que a fornecida pelo fabricante dos equipamentos.

Ambulâncias só com dois tripulantes


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Célula sanitária de uma ambulância

A alteração do Regulamento do Transporte de Doentes já foi publicada no Diário da República, reduzindo de três para dois o número de tripulantes de cada ambulância.

Esta redução, da responsabilidade dos ministérios da Administração Interna e da Saúde, foi considerada pelo presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Luís Cunha Ribeiro, como razoável e vem dar enquadramento legal a uma situação comum, fruto da falta de tripulantes e de restrições económicas.

Segundo o presidente do INEM, caso se mantivesse a imposição de ter três membros em cada tripulação, cerca de um terço das ambulâncias deixaria de operar devido a falta de pessoal.

Esta alteração, que vem adequar a legislação portuguesa às "boas práticas, internacionalmente definidas, e a análise de custo/benefício" adopta princípios de funcionamento semelhantes aos de outros países europeus, no que Luís Ribeiro considera "uma solução realista sem perder qualidade".

Segundo a nova legislação, um dos elementos da equipa é simultaneamente condutor e pelo menos o outro tripulante terá o curso de tripulante de ambulância de transporte, enquanto para a Ordem dos Enfermeiros, um dos tripulantes deverá ser um enfermeiro qualificado para o transporte pré-hospitalar.

Esta alteração, que dimunui os encargos com as ambulâncias, vem ao encontro de um estudo da Entidade Reguladora da Saúde, que prevê a abertura destes serviços a entidades privadas, para além dos bombeiros e do INEM.

A questão que se coloca é, obviamente, a de saber se existe ou não uma diminuição na qualidade do transporte que coloque em perigo a vida de doentes e sinistrados, fruto de uma opção que tem óbvias motivações económicas.

É certo que a redução dos custos de operação terá vantagens, nomeadamente em situações de menor gravidade, dado disponibilizar os escassos tripulantes qualificados e treinados para outras funções, mas existe a possibilidade de esta decisão ter sido tomada na perspectiva de tornar o transporte de doentes apetecível aos privados, os quais não estariam dispostos a suportar os custos inerentes a tripulações com três elementos.

Será este último aspecto o que mais pode por em causa a qualidade do serviço, dado estarmos potencialmente perante uma actividade que pode ser encarada como lucrativa e onde os custos são factor essencial, razão pela qual a redução das tripulações e, eventualmente, das qualificações exigidas e do equipamento obrigatório nas células sanitárias é determinante.

Se nos lembrarmos que o encerramento de urgências vai fazer aumentar o tempo dos percursos a realizar pelas ambulâncias, adicionar ao erro de afastar as populações dos cuidados de saúde, acresce o perigo de a qualidade do transporte ser agora igualmente posta em causa.

quinta-feira, abril 12, 2007

Kamov cede pilotos a Portugal


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Mi-8 no combate a incêndios florestais

Na impossibilidade de selecionar atempadamente pilotos com as qualificações e a experiência necessárias para operar os Ka-32, a solução negociada entre o Governo e a Kamov passa pela cedência de doze pilotos por parte da empresa fabricante destes helicópteros.

Apesar de terem respondido ao concurso centenas de candidatos, não foi possível selecionar os 28 pilotos necessários para operar os helicópteros pesados adquiridos pelo Estado, pelo que a opção pelo acordo com a Kamov acabou por ser inevitável.

Os 12 pilotos russos vão operar os Kamov em conjunto com colegas portugueses, de modo a que estes ganhem experiência na difícil e complexa tarefa de pilotar helicópteros no combate aos incêndios florestais, evitando assim o recurso a tripulações com pouco treino neste novo meio aéreo.

Tal como os quatro helicópteros ligeiros adquiridos à Eurocopter, os Ka-32 deverão estar operacionais a partir de 15 de Maio, reforçando os dois Bell actualmente disponíveis, de modo a actuarem na luta contra os fogos e em missões genéricas no âmbito da protecção civil.

Também durante o mês de Maio será aberto o concurso para aquisição de quatro meios aéreos pesados, mas tudo aponta para que o processo leve vários anos até estes serem adquiridos, pelo que a solução continuará a passar pelo aluguer.

Assim, aos dois Canadair já alugados, deverão juntar-se outros dois contratados, que constituirão os meios mais pesados disponíveis neste Verão que se aproxima.

A solução da contratação, ou cedência, conforme exista ou não contrapartidas, de pilotos com experiência na operação dos Ka-32 em combate contra fogos florestais acaba por ser a opção mais adequada, provavelmente a única dada a impossibilidade de formar atempadamente novas tripulações.

Já nos manifestamos previamente contra o recurso a pilotos militares sem que estes tenham a necessária preparação, que será longa dada a especificidade dos meios a operar e as particularidades que se verificam nos voos em zonas de fogos, onde as turbulências, diferenças de sustentação, fumos e outras dificuldades tornam este tipo de missão extremamente arriscada.

Desta forma, torna-se inevitável o recurso a pilotos especializados, que se espera possam contribuir para a formação dos elementos que no futuro virão a operar os Ka-32 adquiridos, limitando assim o risco deste tipo de missão sempre particularmente delicada de realizar.

Ciclocomputador solar sem fios no Lidl


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Ciclocomputador solar no Lidl

A tecnologia tem vindo a baixar de preço e algo que há poucos anos era dispendioso ou mesmo inexistente, surge agora por valores bastante acessíveis.

Os ciclocomputadores, que já mencionamos por diversas vezes, têm vindo a evoluir com características inovadoras, pelo que justificam alguma atenção por parte de quem pretenda colocar no seu veículo um sistema de medição de velocidade e de percursos percorridos.

O modelo disponibilizado pelo Lidl a partir desta quinta-feira, 12 de Abril, para além de funcionar a luz solar, usa um sistema sem fios para efectuar a comunicação entre a sonda e o aparelho de medida, facilitando a instalação e a escolha do local mais apropriado.

Logicamente, o recurso a comunicações sem fios, embora extremamente prático na altura da instalação, deve ser objecto de cuidados especiais, sobretudo pelo facto de o sensor poder estar numa zona em que a mecânica e a electrónica do veículo possam provocar intreferências de que resultem medições erradas.

Relativamente a outras características, inclui funções como a velocidade instantânea, média, tendência, comparação e máxima, um conta quilómetros com totalizadores parciais, termómetro e sistema de arranque e paragem automática, num total de 20 funções.

O preço deste equipamento é de 14.99 euros e pode ser uma alternativa interessante para quem tenha pouca confiança nos sistemas de medição do seu veículo, permitindo uma comparação com os valores obtidos a partir dos instrumentos originais.

quarta-feira, abril 11, 2007

Telemóveis LG vão incluir software do Google


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Telemóvel LG

Após várias notícias contraditórias e muita especulação, veio a público que a próxima geração de telemóveis LG, disponíveis ainda este mês, vão incluir "software" do Google.

Os novos modelos da LG vão ser fornecidos com acesso pré-configurado a contas de Gmail, incluir o Google Maps, que agora tem novas funcionalidades, para facilitar a orientação e, sobretudo, permitir um acesso fácil ao mecanismo de pesquisa desenvolvido pelo Google.

Será, inclusivé, possível usar o Blogger, a plataforma de "blogs" do Google a partir do telemóvel, escrevendo e publicando novos textos a partir de qualquer local onde haja rede.

Assim, a Google antecipa-se ao iPhone da Apple, que combina funções de telemóvel e de iPod, estando previsto nada menos do que 10 modelos de equipamento a lançar e promover em conjunto com a LG.

No entanto, para quem pretender um sistema mais sofisticado, com integração de GPS e mapas, brevemente apresentaremos uma solução que consideramos vantajosa.

9.000 efectivos para combater incêndios florestais


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Incêndio no Verão de 2006

A partir do dia 1 de Julho, vão estar disponíveis cerca de 9.000 efectivos para o combate aos incêndios florestais, correspondendo a um aumento de perto de 15% relativamente a 2006.

Na Directiva Operacional Nacional de 2007, elaborado pelo Ministério da Administração Interna (MAI), é previsto um dispositivo que será aumentado em fases sucessivas e que contará com mais de 5.000 bombeiros, reforçados por 1.300 elementos da Guarda Nacional Republicana (GNR).

A GNR, para além das equipas helitransportadas de combate a incêndios do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS), vai integrar no dispositivo os militares do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), que terão a missão de prevenir e detectar os fogos.

Está prevista a participação de um total de 50 aeronaves, que serão disponibilizadas de forma progressiva a partir de 15 de Maio, incluindo 16 aviões e 34 helicópteros, dos quais 10 pertencentes ao Estado.

Também as unidades helitransportadas dos bombeiros serão reforçadas, passando a contar com um total de 140 efectivos que irão operar nos distritos da Guarda, Castelo Branco, Santarém e Portalegre.

Coloca-se a questão da contabilização dos efectivos e se o aumento de 15% agora anunciado não resulta, essencialmente, da adição dos militares do SEPNA, que há muito desempenham as missões descritas na Ordem de Serviço, bem como do aumento de efectivos do GIPS, que resultam do enfraquecimento de outras unidades da GNR de onde estes são originários.

Assim, dependo da forma como são feitas as contas, podemos estar perante um aumento ou diante de uma mera operação contabilística cujos resultados são apenas visíveis em termos de aparência.

Após um ano em que não houve medidas estruturais que contribuissem para uma menor incidência de fogos, com decisões políticas que apenas contribuem para desertificar o Interior do País, a aposta é, mais uma vez, no combate que, independentemente do seu sucesso, acaba por nunca passar por uma táctica de controle de danos.

terça-feira, abril 10, 2007

BE propõe interdição de venda de veículos 4x4 para não profissionais


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O novo Defender polui menos do que a maioria dos veículos

Na moção de orientação para a Vª Convenção, o Bloco de Esquerda (BE) propõe, entre outras medidas, a "interdição de venda de veículos 4x4 a usos não profissionais", bem como a "pedonalização dos centros" urbanos, proibindo gradualmente o uso de automóveis.

Naquilo que pretende sejam medidas que reduzam os níveis de emissão de CO2, o BE pretende ainda que seja interditado a prazo o transporte rodoviário de longa distância, considerando que se trata de "uma das grandes mudanças estruturantes" a nível de medidas ecológicas.

O ataque aos veículos 4x4, que pela descrição não se entende se estamos a tratar de veículos todo o terreno ou de automóveis comuns com tracção integral, insere-se numa tendência que várias organizações que se auto-intitulam de ecologistas têm vindo a proseguir, numa tentativa de manipulação da opinião pública.

Se por um lado os veículos 4x4, mesmo considerando apenas os todo o terreno, têm motores idênticos aos de outros modelos, com níveis de poluição sensivelmente idênticos aos seus congéneres com a mesma cilindrada e peso, a descriminação destes apenas pode resultar de uma inadmissível ignorância ou de uma tentativa de manipulação da opinião publica.

Há muito que existe uma tendência para considerar os 4x4 como veículos de luxo, acessíveis apenas a uns poucos e que, em consequência, os tornam e aos seus proprietários alvos fáceis de invejas e outros sentimentos mesquinhos, tal como o poderão ser os detentores de outros bens considerados "sinais exteriores de riqueza", como iates ou aviões particulares que, seguindo a mesma lógica ou a falta dela, poderão ser igualmente proibidos.

Este proposta do BE, para além de merecer todo o repúdio por parte de quem vê na prática de todo o terreno a possibilidade de uma intervenção social, que pode contribuir para lutar contra os incêndios florestais e ajudar a desenvolver áreas no Interior do País, demonstra uma falta de reflexão, de conhecimento e de perspectivas que, infelizmente, é cada mais frequente entre a nossa classe política.

Resta lembrar ao BE, e a outros que sugiram algo de semelhante, que os praticantes de todo o terreno fazem mais, em termos práticos e concretos, pela protecção da Natureza do que todos os políticos portugueses, os quais nunca foram capazes de adoptar medidas realistas, exequíveis e eficazes para combater as principais causas de emissões poluentes em Portugal.

Por assinar o protocolo de cedência de pilotos militares para fogos


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Alouette III numa exposição (foto FAP)

Ainda não foi assinado entre os Ministérios da Administração Interna (MAI) e da Defesa (MDN) o protocolo de cedência de pilotos de helicópteros do Exército para integrar temporariamente missões de combate a fogos florestais e outras no âmbito da protecção civil.

O titular do MAI já tinha anunciado, a 22 de Março a disponibilidade do Exército em ceder oito dos seus pilotos, mas o período pelo qual estes prestariam serviço levanta agora novas dúvidas.

Segundo fontes militares, a dificuldade de entendimento resulta da intenção do MAI em manter os pilotos ao seu serviço, em missões relacionadas com a protecção civil, durante um prazo de três anos, como tripulantes das aeronaves que começarão a chegar durante este ano e começarão a actuar em 2008.

O prolongamento da cedência dos pilotos militares facilitaria ao MAI preparar as sua próprias tripulações, mas também seria uma forma de renovar as qualificações dos elementos da Unidade de Aviação Ligeira do Exército (UALE), as quais acabaram por caducar em virtude da não operação desta unidade não ter ainda recebido os seus próprios meios.

Dado que a UALE continua a ser mantida, consumindo recursos públicos, sem qualquer contrapartida, o chefe de Estado Maior do Exército acedeu à solicitação do MDN na cedência de pilotos, mas por um prazo que seria inferior aos três anos agora pretendidos.

No entanto, sabendo-se que o concurso de fornecimento dos helicópteros para o Exército ainda não foi lançado, o qual deveria ser conjunto com o processo de aquisição de meios idênticos para a Força Aérea, que há muito pretende substituir veteranos Alouette III por novas aeronaves, que se pensa virem a ser os NH-90, a UALE ainda poderá ter que aguardar anos até poder vir a ser uma realidade operacional.

Este é apenas mais um problema a juntar a outros, que tem vindo a ensombrar os processos relacionados com a aquisição de meios próprios para desempenhar funções no âmbito da protecção civil e na dependência do MAI.

Se nos lembrarmos das polémicas com os concursos, dos problemas com licenças e certificações, das ameaças de processos judiciais e de tantas outras questões, somos obrigados a concluir que o que consideramos ser uma boa ideia, enferma de demasiados vícios de forma para poder chegar atempadamente a bom porto e livrar-se do clima de suspeições de que se faz rodear.

É essencial que o País disponha de meios próprios para intervir em missões de socorro no âmbito da protecção civil, algo, que, pela sua importância, devia ser objecto de um processo transparente, onde as boas práticas fossem exemplo e protegessem quer os envolvidos na tramitação, quer que no futuro vier a utilizar ou operar os meios, de quaisquer polémicas e suspeitas.

Ao invés, todo o processo surge como confuso, com intervenções extemporâneas de governantes, falta de cumprimento de normas, dúvidas processuais e, como forma de resolver os inúmeros vícios de forma, declarações de utilidade pública que apenas agravam as inúmeras dúvidas existentes.

Seria importante que, antes da novos passos, o Governo procedesse ao esclarecimento cabal das várias questões que foram sendo levantadas, evitando que, no futuro, sejamos confrontados com uma nova leva de processos de investigação a nível policial que, infelizmente, parece ser norma corrente nos processos de adjudicação públicos realizados nos últimos anos.

segunda-feira, abril 09, 2007

Mapas pessoais no Google: O "roadbook" do futuro


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Mapas pessoais no Google: Pr. de Londres

O Google disponibilizou um serviço de mapas pessoais derivado do Google Maps, designado por MyMaps, destinado a utilizadores menos experientes na utilização deste tipo de recursos.

O objectivo deste novo serviço é permitir a partilha de trajectos, de forma a que possam ser carregados directamente a partir da Internet, em vez de obrigar cada utilizador a construir os seus próprios itinerários.

No entanto, o serviço resulta da partilha, pelo que são disponibilizadas as ferramentas necessárias para criar novos percursos sobre os mapas do Google, adicionando elementos como descrições, imagens ou vídeos.

Sendo possível que os trajectos fiquem como privados, o objectivo do My Maps é o da partilha, construindo assim uma base de dados disponível a todos os utilizadores.

Actualmente, estão sobretudo disponíveis no Google Maps trajectos provenientes de viagens nos Estados Unidos, mas espera-se que, brevemente, o contributo dos utilizadores do serviço permita uma maior variedade que abranja todos os países.

O recurso a mapas pessoais partilháveis, para além de servirem óbvios objectivos turísticos e lúdicos, permitem uma utilização profissional e uma forma de organizar "road books" em formato digital usando como base os recursos cartográficos disponibilizados pelo Google.

Como o Google Maps corre em PDA's ou dispositivos móveis, torna-se possível com um destes equipamentos, com GPS e uma conexão rápida à Internet, obter um sistema de orientação interactivo, com possibilidade de partilha de informação que poderá dar origem a uma base de dados especializada.

É exactamente nesta última perspectiva que o My Maps ganha maior relevo, dado ser uma ferramenta de fácil utilização que pode ser usada para elaborar um conjunto de itinerários, devidamente analisados e testados, que sirvam de base a patrulhas de rotina, garantindo uma maior segurança para quem utilize este recurso em permanente actualização.

Deixamos a sugestão de elaborar uma base de dados com os percursos de vigilância florestal, de modo a que estes possam ser facilmente seguidos mesmo por quem não conheça previamente o terreno e assim poderá mais rapidamente integrar-se em actividades que beneficiam toda a comunidade.

domingo, abril 08, 2007

Antena para WiFi 18dBi


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Antena para WiFi 18 dBi

A necessidade de melhorar a recepção de rede sem fios que usamos, fez-nos decidir pela aquisição de uma antena exterior que pudesse ser ligada ao "router" D-Link que serve de base às nossas comunicações internas.

Este tipo de equipamento tende a ser dispendioso em Portugal, mas foi possível obter a partir da Polónia um modelo "yagi", adquirido directamente ao fabricante por um valor aceitável.

Tal como a maioria das redes WiFi, a nossa usa a frequência de 2.4 GHz, tendo optado por uma antena com um ganho de 18.0 dBi, o suficiente para que as comunicações se mantenham constantes nos locais onde se encontram os computadores que recorrem a esta tecnologia.

Os equipamentos D-Link que utilizamos duplicam os 54 Mbits estabelecidos pela norma IEEE 802.11G através de um protocolo próprio, podendo comunicar a 108 Mbits, mas tal tende a provocar erros se o sinal for fraco, algo que era típico sem uma antena exterior instalada num ponto central.

O modelo adquirido tem uma VSWR (Voltage Standing Wave Ratio) de 1.5, polarisação horizontal e vertical e impedancia de 50 Ohm, pesa cerca de 0.3 kg e mede 500 mm de altura e 75 de diâmetro.

A montagem deve ser efectuada num mastro de 30-60 mm, possuindo os necessários suportes e inclui um cabo para conectar ao "router" DI-624, substituindo, no nosso caso, uma pequena antena algo ineficaz que vinha incluida.

Por um preço de 26.99 euros, a que acrescem 8 euros para portes e com 12 meses de garantia, este é um modelo intermédio, com boas capacidades e que servirá à maioria das situações, mesmo a quem disponibilize sinal para o exterior, como os utilizadores que pertencem à comunidade FON.
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