sábado, julho 22, 2006

APBV cria fundo social de apoio aos bombeiros


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Site da Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários

A Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários (APBV) vai criar um Fundo Social de Apoio e Assistência ao Bombeiro, anunciou hoje, no Porto, o seu presidente, Paulo Jesus.

A angariação de fundos arrancou ontem, com a Campanha "Gota - Todos Juntos Contra os Incêndios", através da venda de um boneco anti-stress com a forma de uma gota sorridente, cujas receitas reverterão a favor da criação do fundo.

"Este fundo será apenas mais um complemento na protecção social do Bombeiro, e nunca pretenderá substituir qualquer outro fundo similar ou com campanhas de angariação de fundos levadas a cabo por outras associações de bombeiros", salientou Paulo Jesus.

A campanha "A Gota" decorrerá a nível nacional até a 30 de Setembro, contando com o apoio de várias figuras públicas e empresas.

Paulo Jesus anunciou ainda que a APBV já comunicou a todas as associações detentoras de corpos de bombeiros a sua disponibilidade para calendarizar a campanha "A Gota" nas respectivas áreas de actuação.

Para mais detalhes referentes a esta campanha, como a lista de apoiantes e locais de aquisição, aconselhamos uma visita ao "site" da APBV onde poderão ser encontradas todas as informações.

"Roll-Bar" - 5ª parte


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Desenho do sistema de encaixe (imagem 582x442 no link)

Este esboço, feito na versão livre do Sketchup, programa da Google destinado sobretudo ao desenho de edifícios que podem ser incluidos no Google Earth, permite uma visualização 3D mais nítida, embora sem rigor na escala.

O Sketchup é essencialmente um programa destinado a modelagem de edifícios 3D e não de CAD, pelo que se torna difícil obter o mesmo rigor e precisão de um programa destinado a este fim.

Assim, pode-se ver o sistema de encaixe, com um furo onde passam as barras ou peças de ligação, sobre as quais a peça pode rodar livremente, até atingir o angulo pretendido, bem como a forma específica que permite encaixar duas peças juntas no mesmo eixo.

Também se pode ver, no outro extremo em forma de cilindro, a terminação que permite encaixar os tubos que darão origem à forma do "roll bar", podendo, na versão defenitiva, incluir dois furos de 10 mm para recorrer a parafusos.

Este cilindro será dimensionado de forma idêntica ao orifício da peça, de modo a que encaixem, dando assim origem a novas combinações.

Enquanto esperamos por uma reprodução mais rigorosa em AutoCAD, com as medidas defenitivas, serão feitas as necessárias alterações e melhoramentos, de modo a ter uma ideia tão concreta quanto possível que permita fazer um protótipo.

sexta-feira, julho 21, 2006

Relatório preliminar às mortes em Famalicão da Serra


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Homenagem funebre aos bombeiros chilenos

Problemas de coordenação no combate ao fogo e uma erupção violenta das chamas estiveram na origem da morte de seis bombeiros no dia 09 de Julho, em Famalicão da Serra, segundo o relatório preliminar divulgado esta quinta-feira.

A morte dos seis bombeiros, segundo o ministro da Administração Interna, citado pela rádio TSF, deveu-se a "problemas de coordenação da acção no terreno e a dois fenómenos relacionados com o comportamento do fogo".

Registou-se, segundo o ministro, que falava no Parlamento, na Comissão Eventual para os Fogos Florestais, "uma situação particularmente complicada de fogo de copas e uma erupção violenta que apanhou os seis homens no percurso da evacuação".

"Outros bombeiros conseguiram fugir, mas houve seis cujo percurso foi impossibilitado pelo comportamento do fogo", adiantou António Costa, ao reconhecer a existência de erros de planeamento, facto raro que salientamos com o devido apreço.

No entanto, a parte do relatório perliminar que se conhece é um conjunto de generalidades que podia ser aplicado à maioria das situações, sem apontar factos concretos e, menos ainda, soluções possíveis.

Assim, para lá de um "erro de coordenação" que não é descrito e ninguém sabe a quem pode ser imputado, e de "uma situação particularmente complicada", que lamentavelmente tende a ser a norma nos fogos florestais, felizmente sem as mesmas consequencias, nada há a adiantar ou corrigir.

Logicamente, não são apontadas ou reconhecidas causas estruturais, resultantes de anos sucessivos de políticas desastrosas por parte de sucessivos governos, nem questões organizacionais ou a nível de meios, optando-se por conclusões tão vagas que evitam consequencias a nível de quem tem poder decisório.

Portanto, se houver um novo acidente, o relatório já estará pronto e apontará para a tradicional mistura de fatalismo, azar e imprevisibilidade que caracterizam a vida neste pobre País.

"Roll-Bar" - 4ª parte


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Esboço do sistema de encaixe (imagem 740x567 no link)

Uma das razões pelas quais a ideia do sistema de encaixe pode parecer complexa ou exigir mais peças do que o necessário, é o facto de tentar manter a variedade de componentes no menor número possível, diminuindo custos de produção e de armazenamento.

Assim, a opção foi a de usar o esquema que consta do desenho, onde se podem encontrar os vários componentes necessários a um cruzamento e que incluem as peças que servem de charneira, a preto, as de ligação e que também servem de eixo de rotação, a vermelho, e a estrutura tubular principal, a azul.

Neste esquema, pode-se ver a peça de ligação, passar pelo interior de duas peças de rotação, tendo em cada extremidade um tubo que será o componente principal do "roll-bar".

Também nas peças de rotação, na extremidade que termina em forma de cilindro com 50 mm de diametro e 60 mm de comprimento, estão encaixados dois tubos, a azul, que tal como os restantes componentes serão soldados.

Assim, as peças que servem de charneira estão à volta do suporte, encostadas lateralmente a dois tubos e com um tubo em na extremidade, dando origem a uma junção quádrupla.

No caso de uma junção tripla, o tubo interior estaria à face e não surgiria de um dos lados, pelo que apenas do lado oposto haveria uma forma de encaixe.

Finalmente, caso não houvesse um prolongamento lateral, seria usado uma secção cilindrica de apenas 60 mm de comprimento, ficando à face nas duas peças de charneira, sem que saisse para qualquer dos lados.

Este método permite, ainda, furar na extremidade dos tubos, fazendo-os atravessar por parafusos, de modo a aumentar a segurança ou mesmo como alternativa ao sistema de soldagem que será o mais resistente.

quinta-feira, julho 20, 2006

Equipamentos de protecção para 5.000 bombeiros


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O mesmo capacete de bombeiro de Fevereiro

O secretário de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões, fez terça-feira passada a entrega simbólica de equipamentos de protecção individual para bombeiros, numa cerimónia em Castelo Branco que abrangeu as corporações do distrito.

Segundo a Agência Lusa, a nível nacional, o investimento deverá beneficiar cerca de 5.000 bombeiros e ronda os 7.000.000 de euros, distribuídos pelos governos civis, uma verba que antes destinavam à atribuição de subsídios na área da protecção civil.

"Este ano fizemos um grande esforço para dotar todos os corpos de bombeiros e todos os homens incluídos no dispositivo com equipamento de protecção individual", garantiu o governante que acrescentou "os bombeiros não podem proteger os outros se não estivermos protegidos".

Ascenso Simões adiantou ainda que "nos últimos anos temos tido muitos bombeiros acidentados. Com este investimento estamos a aumentar a segurança dos bombeiros e por essa via a segurança das populações".

Entre outros equipamentos, cada conjunto inclui calças, coletes, botas, luvas e protecções para a cabeça, sendo todas as peças feitas em tecido especial para resistir ao fogo e altas temperaturas, bem como um capacete e uma tela de abrigo contra o fogo.

Estes são, aparentemente, os mesmo equipamentos anunciados há alguns meses e que corporações que conhecemos e estão empenhadas no combate directo aos incêndios nunca receberam, sendo que, meses após o anúncio e quando o processo há muito devia estar concluido, assistimos a cerimónia de entrega simbólica.

Deve-se acrescentar que a mensagem recebida, sem os equipamentos que a consubstanciam disponíveis nas corporações, é exactamente a contrária da que o secretário de estado pretende transmitir, pelo que esta cerimónia bem podia ter sido adiada até à distribuição integral dos equipamentos.

E como estamos a falar de actos simbólicos, aqui fica a dúvida se o Governo português estará representado nos funerais dos bombeiros chilenos que morreram entre nós, acto em que o simbolismo de uma presença oficial é indispensável.

GPS: uma necessidade imperativa


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PDA com GPS incorporado

Entre o equipamento, para além do indispensável rádio, um equipamento de GPS é cada vez mais uma necessidade do que um luxo, tendo sido distribuidos às equipas de GIPS da Guarda Nacional Republicana (GNR).

Numa recente reportagem, podemos ver um oficial da GNR a marcar pontos de água num GPS, dados esses que poderão mais tarde ser transmitidos a aeronaves que necessitem de reabastecer durante o combate aos fogos, só para citar um exemplo possível.

Numa situação em que cada segundo conta e onde a situação táctica flui a cada momento, localizar um objectivo a partir de indicações muitas vezes vagas, como "é a seguir ao monte do lado esquerdo daquelas árvores grandes", ou outras semelhantes, podem corresponder a uma perda de tempo de consequências trágicas.

Para quem, numa situação de baixa visibilidade, necessite de apoio aéreo, a possibilidade de fornecer coordenadas exactas para um lançamento ou evacuações, mesmo sabendo que a aeronave pode não ver o objectivo, é, hoje em dia, um imperativo que justifica a aquisição destes equipamentos.

Mesmo cientes de que a aquisição de GPS pode ser difícil em termos económicos, a opção por PDA's com GPS incorporados no ambito de parcerias ou programas de mecenato com construtores de equipamentos, pode ser uma opção a ter em conta.

Seguindo esta opção, podemos fornecer contactos de um fabricante que, eventualmente, poderá estar disposto a uma parceria nesta área em que contrapartidas fiscais e publicitárias poderão ser a moeda de troca para o fornecimento de equipamentos, mesmo que recondicionados, de modo a equipar as corporações com um utensílio que é, já hoje, essencial.

Neste aspecto, e para completar a solução proposta, sugerimos a leitura do último texto relativo ao CompeGPS e uma visita ao "site" do MapAdventure, feito especificamente para PDA's e que inclui no preço um conjunto de 12 cartas militares à escala 1/25.000.

quarta-feira, julho 19, 2006

Nº 12 da Land Portugal sai na próxima 6ª feira


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Capa do nº 12 da Revista Land Portugal

O nº 12 da Revista Land Portugal deverá estar disponível a partir da próxima 6ª feira, dia 21 de Julho, segundo informação por esta enviada.

Os destaques, segundo a "newsletter" recebido são:

Freelander 2

O herdeiro do melhor compacto 4x4 do mundo chegou. Assistimos à apresentação mundial desta máquina e preparámos um especial de 8 páginas com tudo aquilo que vai querer saber do mais novo membro da família Land Rover.

Também estivemos em Madrid na apresentação do novo motor TDV8, que irá equipar o Range Rover 2007. A não perder!

Rates Billing

A quinta edição alcançou finalmente o êxito esperado. A "Meca dos Land Rovers" em Portugal teve uma comparência sem precedentes, não só entre participantes e expositores mas também nas visitas diárias ao recinto.

Especial Tanqueluz

Depois de várias provas em Portugal e no Estrangeiro, a dupla da Margem Sul prepara uma nova investida no Lisboa-Dakar. Um relato em primeira pessoa da experiência nas duras provas e também dos seus projectos para o futuro.

Viagens e aventura

Um grupo de aventureiros percorre a costa leste da América do Sul, da Patagónia à Terra do Fogo. Uma odisseia autêntica, não fosse o ecletismo das paragens visitadas. A primeira parte desta viagem vai certamente deixar no ar a vontade de conhecer pessoalmente a Natureza selvagem da Argentina e do Chile.

Voos virtuais


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Imagem 3D: um auxílio no planeamento aéreo

Uma das características que distinguem o CompeGPS dos seus concorrentes é a possibilidade de gerar imagens tridimensionais de cartas militares ou, efectivamente, de qualquer imagem desde que devidamente calibrada.

Assim, com base numa fotografia aérea, na qual são marcadas coordenadas de alguns pontos geográficos, é possível gerar uma imagem 3D, de que resulta uma visualização do terreno de mais fácil interpretação do que olhando para um simples mapa.

No exemplo, uma imagem do mapa da Lousã, em cuja ligação é possível visualizar uma versão com 977x503, demonstra que é fácil e rápido obter este tipo e visualização, que poderão ser úteis para quem coordene meios aéreos, como os CMA.

O relevo é facilmente visível através das linhas geográficas, em azul, que surgem de forma sinuosa, dado acompanharem o relevo da área que representam.

No entanto, para além das imagens estáticas, é possível também efectuar um voo virtual sobre o terreno, algo que pode ser particularmente interessante, por exemplo, para os pilotos de aeronaves que vão operar pela primeira vez na área.

Todo este processo é automatizado, bastando para tal gerar a imagem tridimensional através de um simples comando do rato, após o que se pode posicionar o cursor no ponto de partida e, com o auxílio das teclas, orientar o voo na direcção pretendida.

O CompeGPS permite gravar todo o voo virtual, mas dado que os ficheiros gerados são de dimensões que não permitem colocá-los "on-line", na ordem das dezenas de megabytes se numa resolução aceitável, este é um exemplo que, infelizmente, não podemos aqui deixar.

Embora os comandos de orientação sejam algo lentos, dado que o objectivo não é obter um simulador de voo e sim uma perspectiva da evolução do terreno, a utilização desta possibilidade de conhecer o relevo a partir de diversas perspectivas pode contribuir de forma decisiva quer no planeamento de missões, quer na coordenação entre meios aéreos e terrestres ao facilitar uma visão comum do terreno.

Aconselhamos uma visita ao "site" do CompeGPS e a obter uma versão de demonstração, válida por 30 dias, que permite testar estas possibilidades, nomeadamente a de gerar mapas tridimensionais e efectuar voos virtuais, imaginando como esta tecnologia poderá beneficiar o planeamento de operações.

"Roll-Bar" - 3ª parte


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Esboço da peça para angulos (imagem 600x635 no link)

Enquanto o desenho final, em AutoCAD, não está concluido, adicionamos um esquema de uma peça que constava do texto ontem publicado.

Na imagem pode-se ver uma vista lateral e superior da peça que, do lado esquerdo, terá uma terminação redonda, de 50 mm, na qual entrará o tubo que fará a estrutura principal e 60 mm de comprimento.

O orifício, que serve de ponto de rotação, também será de 50 mm, de modo a que seja compatível com uma peça idêntica ou com um dos tubos sólidos do mesmo diametro que servirão como junção entre segmentos.

Assim, duas peças idênticas serão usadas para formar um angulo, que será rodado sobre um eixo, o qual servirá como suporte de uma barra colocada na perpendicular, fazendo assim uma junção tripla.

No caso de junções quadruplas, o processo será semelhante, aproveitando os encaixes das peças de suporte rotativas, mas com a barra que serve de eixo a projectar-se para ambos os lados, constituindo assim dois pontos de apoio.

Para situações em que não se pretenda saidas laterias, uma simples barra de 50 mm de diametro e com 60 mm de comprimento serve de charneira, mantendo fixas, após soldadura as peças que formam o angulo.

Neste momento, estamos a ver se será possível obter este esquema, bem como o da sapata, em AutoCAD, de modo a que seja mais fácil de visualizar e de descrever bem como possa servir como base a uma eventual orçamentação, após o que tentaremos alargar a discussão deste projecto.

Conforme já referimos, a ideia é produzir um par de peças universais que sirvam de base à construção de qualquer modelos de "roll-bar", numa perspectiva de auxiliar quem necessite deste tipo de protecção a obtê-la a um custo tão baixo quanto possível.

Os restantes componentes tubulares, pela sua natureza, poderão ser mais facilmente adquiridos e cortados localmente, diminuindo assim os custos de transporte associados a equipamentos tão volumosos.

terça-feira, julho 18, 2006

Accionado Plano de Emergência de Vale de Cambra


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Grupo de bombeiros durante as operações

Mais de 370 bombeiros estão a combater quatro incêndios, dois dos quais deflagraram domingo, nos distritos de Aveiro, Beja, Guarda e Viana do Castelo, tendo sido accionado o Plano Municipal de Emergência de Vale de Cambra.

Segundo o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC), nenhum destes fogos está circunscrito, sendo o de Piaes, no concelho de Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo, aquele que concentra maior número de meios.

As chamas deflagraram numa zona rural após o meio-dia de domingo e estão a ser combatidas por 199 bombeiros, auxiliados por 58 veículos e três aerotanques pesados, que incluem dois Canadair, um português e um espanhol e o Beriev Be-200 que se encontra em testes.

Desde a tarde de domingo lavra também um incêndio florestal em Paraduça, concelho de Vale de Cambra, no distrito de Aveiro, onde se encontram 103 bombeiros, 23 viaturas, um helicóptero e um avião.

O Plano Municipal de Emergência de Vale de Cambra foi accionado às 09:17 e o 2º comandante distrital de Aveiro encontra-se no teatro de operações, informa o SNBPC.

Em Monte Bento Durão, concelho de Serpa, no distrito de Beja, as chamas deflagraram às 12:30 e estão a ser combatidas por 29 bombeiros, apoiados por nove veículos.

Pelas 11:50 teve início um incêndio em Vinhó, no concelho de Gouveia, distrito da Guarda, que está a ser combatido por 47 bombeiros, apoiados por 11 veículos.

Ainda de acordo com o SNBPC, registaram-se no domingo 226 incêndios e fogachos, que foram combatidos por 2.838 homens, apoiados por 723 veículos.

"Roll-Bar" - 2ª parte


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Esboço inical das peças (imagem 1123x726 no link)

Para conceber um sistema realmente universal a que nos propomos, baseado em tubos de aço de 60 mm de diametro exterior e de 50 mm interior, para obter a necessária flexibilidade do sistema, torna-se imperativo que o número de peças diferentes seja reduzido ao mínimo.

Toda a flexibilidade terá, pois, que se basear em diferentes comprimentos de peças e na possibilidade de variar os angulos em que estas serão instaladas nos veículos a proteger, evitando a necessidade de manter "stocks" que venham a onerar o sistema.

Após algum tempo de reflexão e de estudo, concebemos uma primeira hipótese que se baseia em duas únicas peças de desenho próprio e utiliza os já mencionados tubos de aço de 60/50 mm e cilindros de aço de 50 mm de diametro exterior que serão cortados nas medidas necessárias.

Desta forma, as peças a desenhar e produzir serão apenas duas e será com elas, para além dos tubos, que todo o "roll bar" será montado e, quando em posição, soldado e aparafusado na estrutura do veículo.

As duas peças serão uma para fazer os angulos, utilizadas aos pares, que também servirão para zonas de encaixe triplo ou quadruplo, e sapatas, que serão soldadas/aparafusadas em zonas estruturais do veículo.

O esboço inicial da peça de angulo, que será utilizada aos pares, demonstra a simplicidade que se pretende alcançar, sendo esta a mais complexa das peças a produzir.

No próximo texto, contamos colocar um desenho mais elaborado, que permita aos nossos leitores uma ideia mais clara do que se pretende alcançar.

segunda-feira, julho 17, 2006

Beriev entra finalmente em acção


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Beriev Be 200 sobre a pista

O Beriev Be-200 estreou-se sábado a operar no combate a fogos, tendo ajudado a circunscrever o incêndio que desde a véspera lavrava no Parque Nacional da Peneda-Gerês, em Terras de Bouro.

Depois de testes de abastecimento e de uma paragem forçada devido ao acidente que ocorreu na Barragem da Aguieira, o Be-200 foi utilizado pela primeira vez numa missão de combate real, integrando o dispositivo de combate aos incêndios florestais.

A estreia ocorreu num dia complicado, com os bombeiros a chegar a combater oito fogos em simultâneo, no Norte e Centro do País, no que foram auxiliados por meios aéreos e por dois pelotões de militares que actuaram em Terras de Bouro em acções de apoio e rescaldo.

Não foram, no entanto, fornecidas informações adicionais, nomeadamente em termos de número de descargas, locais e formas de abastecimento, tempos de voo, consumos e outras que seriam da maior importância para tirar algumas conclusões perliminares relativamente à capacidade operacional desta aeronave.

Foi também o dia onde, pela primeira vez este ano, foram ultrapassadas as três centenas de fogos, batendo os 280 que se tinham verificado a 4 de Junho e dando início a um fim de semana de grandes temperaturas de que resultou uma extensa vaga de incêndios.

"Roll-Bar" - 1ª parte


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Um exemplo de "roll-bar" interno simples

Como mencionamos num texto anterior, a ocorrência de acidentes com viaturas pesadamente carregadas de que resultou a perda de vidas humanas tem-se revelado um dos factores que mais contribui para o número de mortes de bombeiros no nosso País.

Assim, torna-se necessário reforçar os habitáculos dos veículos, evitando uma deformação que provoque o esmagamento dos ocupantes, pelo que temos investigado alguns equipamentos, quer a nível de fabricantes, quer de peças que permitam construir este tipo de equipamentos por um valor inferior ao praticado no mercado.

Basicamente, um "roll-bar", consiste numa estrutura metálica indeformável que é aparafusada ou soldada em pontos estruturais de um veículo, dando origem a uma espécie de "gaiola" que protege quem se encontrar no interior.

Logicamente, este equipamento tem que ser concebido e executado com rigor, sob pena de da sua instalação resultar o efeito contrário ao pretendido, dado que aumenta o peso do veículo e, em caso de falha, origina um sem número de pontos de impacto adicionais que podem ferir os ocupantes.

Nesta pesquisa, começamos por analisar qual o material escolhido por fabricantes conceituados, como a OMP, a Sparco ou a Safety Devices e a forma como estas empresas sugerem que os "roll bar" sejam presos ao veículo.

De importância essencial, é a escolha do material que, tipicamente será aço do tipo Cold Drawn Seamless Carbon, também conhecido por CDS, Chrome Molybdenum ou Fe45.

Este último será o mais habitual, mas existe uma maior dificuldade de obter uma qualidade constante do que no caso do CDS, continuando, no entanto a ser a escolha de muitos fabricantes.

Também o aço Fe45 continua a ser utilizado por casas como a OMP Racing para os modelos não homologados, oferecendo uma boa relação qualidade preço e sendo usado com diametros exteriores da ordem dos 60 mm, com um interior que rondará os 50 mm.

Por uma questão de facilidade e de uniformização, esta será a medida que decidimos adoptar para as barras que constituiram o essencial da estrutura e que, naturalmente, condicionam as restantes peças a desenvolver.

domingo, julho 16, 2006

Site dos Bombeiros Voluntários de Canas de Senhorim


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Land Rover Defender de Comando dos BV Canas

Agradecemos aos Bombeiros Voluntários de Canas de Senhorim a honra de terem colocado uma ligação no seu "site" para este espaço de reflexão.

No "site" dos Bombeiros Voluntários de Canas de Senhorim, para além de contactos e informações úteis, pode-se consultar a longa história da corporação, apreciar o equipamento de que dispõe e ver fotografias das suas actividades.


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Capela do Solar Abreu Madeira ao fundo

Mas por ser uma vila histórica, com múltiplas razões que justificam uma visita, não queremos deixar de colocar uma imagem desta localidade beirã onde as construções em granito ainda são a tónica dominante, e cujs vestígios remontam à Pré-História.

Ocupada desde a época romana, a história de Canas de Senhorim, identificada como tal, abranje praticamente toda a existência do nosso País, existindo numerosos vestígios e achados de interesse arqueológico que o confirmam.


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Imagem 3D gerada a partir de carta militar

Para quem desejar conhecer melhor esta vila do distrito de Viseu e os arredores usando uma viatura todo o terreno, aconselhamos a aquisição da carta militar nº 200 da Série 888 à escala 1/25.000 e dispor de alguns dias para a exploração.

Situada entre as Serras da Estrela e do Caramulo, numa das mais belas zonas do País, esta é uma visita que aconselhamos a quem tenha a possibilidade de se deslocar a esta Vila que recebeu a sua primeira Carta de Foral em 1196.

Um sexto das saidas dos GIPS devem-se a falsos alarmes


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Helicóptero em missão de combate a fogos

Das 66 saídas que as brigadas helitransportadas do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da Guarda Nacional Republicana tiveram no primeiro mês e meio de intervenção, 10 deveram-se a falsos alarmes.

Esta elevada percentagem, que corresponde a perto de 15%, levou o comandante da unidade, major Paixão, a apelar ao sentido de responsabilidade das populações, lembrando que "enquanto uma brigada está a responder a um falso alarme, pode estar uma casa ou outro local a arder".

Esta elevada percentagem, quando comparada com as estatísticas anuais registadas pelo sistema automatizado de controlo de ocorrências do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC), que estimam em pouco mais de 5% o número de falsos alarmes de incêndio, corresponde ao triplo do normal.

Por isso, fonte do SNBPC mostra-se surpreendida com os dados de intervenção do GIPS, ontem apresentados numa sessão de balanço a que presidiu o ministro de Estado e da Administração Interna, António Costa.

Operacionalmente, entende-se ser imprescindível perceber as causas do elevado valor e uniformizar conceitos dado que, segundo a mesma fonte, "em anos anteriores, não há memória de brigadas helitransportadas saírem para falsos alarmes".

Para Duarte Caldeira, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), a estranheza é outra, porque "não há razão para serem relevados dados estatísticos de uma parte do todo com um número irrelevante de participações, esquecendo-se os milhares de situações a que os bombeiros acorreram durante o mesmo período".

O dirigente da LBP considerou "curioso" que, no dia em que foi publicada em Diário da República a Lei de Bases da Protecção Civil, "onde se valorizam todas as partes de um sistema integrado", tenha sido feito "enfoque numa parte, desvalorizando o todo".

Para já, considera que a taxa de sucesso do GIPS, com 47 fogos extintos na primeira intervenção que lhe está cometida, contra apenas 9 que exigiram a intervenção de outros meios é positiva.

Desde o início do mês, dia em que se entrou na chamada "Fase Charlie", com o maior dispositivo no terreno, estão activas brigadas do GIPS em 12 centros de meios aéreos, enquanto na "Fase Bravo" a acção em sete desses locais esteve limitada a patrulhamento e primeira intervenção terrestre.

No respeitante ao elevado número de falsos alarmes para os GIPS, o facto de serem uma novidade, de possuirem novos equipamentos e deslocarem-se de helicóptero, pode justificar em parte esta percentagem anormal de chamadas indevidas, facto que é tanto mais agravado com a extrema necessidade de uma rapidez de intervenção que dificulta uma confirmação da ocorrência.
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