sábado, outubro 21, 2006

Suportes de cintos de segurança no EBay


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Suportes de cintos de segurança no EBay

Numa sequência de textos abordamos a colocação de cintos de segurança num Land Rover Série 3 que não os possuia de origem, dando algumas sugestões em termos das peças a adquirir.

No entanto, verificamos que muitos interessados tiveram dificuldades em localizar algumas peças, disponíveis casuisticamente no EBay inglês, normalmente em 2ª mão e quase sempre a atingir preços pouco de acordo com o seu estado de conservação.

Dado que a opção de as adquir novas junto da Land Rover se depara com um preço elevado, por vezes proibitivo, alguns fabricantes de peças replicaram as originais, vendendo-as por preços convidativos e fazendo baixar o valor de mercado.

Entres estas, surgiram os pontos de ancoragem superiores para Defender e Série com capota rígida, mas que podem ser adaptados a outras localizações, e que agora estão disponíveis por entre 6 e 8 libras o par.

As peças em causa são normalmente designadas por "Seat Belt Anchor" e têm o Part Number 395587 e 395586, conforme o lado a que se destinam, podendo ser adquiridas no EBay inglês pesquisando pela denominação colocada entre aspas.

Esta é uma solução prática para os pontos de ancoragem superiores, mas que pode ser adaptada aos inferiores que ficam junto da caixa dos bancos, permitindo a instalação fácil e correcta de cintos de segurança em veículos que não os tragam de origem.

Vai ser criada uma nova companhia de GIPS


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Resultados de um fogo posto

O ministro da Administração Interna (MAI), António Costa, anunciou esta quinta-feira a criação de, pelo menos, mais uma companhia com 120 homens, para o Grupo de Intervenção Protecção e Socorro, (GIPS), da Guarda Nacional Republicana (GNR).

A nova unidade vai estar baseada em Braga e Viana do Castelo, como elemento integrado no dispositivo de combate aos incêndios.

Para além desta companhia, com base no Norte, o titular do MAI espera poder formar uma outra, faltando a confirmação da dotação orçamental para poder fazer avançar esta segunda unidade, que elevaria o total de elementos do GIPS para perto de 500, como noticiamos recentemente.

No termo de uma reunião como o comandante-geral da GNR, António Costa, sublinhou o balamço positivo que faz da actuação do GIPS durante o combate aos incêndios deste Verão, afirmando que esta era já uma "aposta ganha".

Durante o Inverno, época em que não se verificam incêndios, o GIPS vai complementar o treino recebido com formação noutras áreas de intervenção e socorro, como o salvamento em situações de catástrofes de sismos ou cheias.

Respondendo às críticas feitas por Duarte Caldeira, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, que considera que o envolvimento da GNR no combate a incêndios é uma duplicação de meios, António Costa pretende que a questão está "ultrapassada" e que o "Estado tem de ter um contributo próprio na protecção civil", sublinhando que "todos somos poucos" no combate aos fogos.

Já equacionamos a questão do destino ou da utilidade dos GIPS fora da época de incêndios e continuamos a defender a semi-permanência desta estrutura, de modo a que fosse activada durante as fases mais críticas e que durante os restantes meses do ano os militares prestassem serviço nas respectivas unidades e formassem novos elementos.

Sendo partidários da existência de corpos de bombeiros total ou parcialmente profissionalizados, a quem deve caber a incumbência do combate aos fogos, consideramos que os elementos das forças de segurança, nomedamente da GNR, devem ter o treino e o equipamento necessário para constituirem uma reserva estratégica móvel, capaz de actuar em caso de catástrofe ou como reforço dos meios de primeira intervenção.

A opção por colocar cada vez mais elementos da GNR nos GIPS, desguarnecendo as suas unidades e privando as populações da segurança que estas prestam, é uma opção que consideramos errada e que apenas pode corresponder à vontade política de dispor de uma força directamente dependente do poder central, independentmente do facto de tal não corresponder à melhor alternativa na utilização dos sempre escassos recursos disponíveis.

sexta-feira, outubro 20, 2006

Internet Explorer 7.0 final já disponível


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Logo do Internet Explorer 7.0

A versão final do Internet Explorer 7.0 está finalmente disponível e pode ser descarregada do "site" da Microsoft.

Temos vindo a anunciar as várias versões de teste, a "release candidate" e, finalmente a que será incluida com o Windows Vista, o sistema operativo da Microsoft que irá suceder ao XP.

Para quem instalou e utilizou o "release candidate", a versão que supostamente será replicada na defenitiva, poucas serão as diferenças de que se vai aperceber, dado que o nível de estabilidade e de funcionalidades era compatível com um produto final, mas, por uma questão de suporte técnico, convém proceder à substituição.

Tal como nos casos anteriores, esta versão do Explorer requer a validação da cópia do sistema operativo para ser instalada, algo que é cada vez mais comum entre os produtos da Microsoft e promove a instalação do Windows Defender, um programa "anti-spyware" do mesmo fabricante.

Após meses de espera, e ainda não disponível em todas as linguagens, este produto vem, de alguma forma, antecipar o lançamento do Windows Vista, que, após os diversos atrasos verificados, deverá estar disponível no início de 2007.

Vai ser elaborada uma Carta Nacional de Risco


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Carta de risco de incêndio florestal de Sernancelhe

Resultante de uma parceria entre o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) e a Escola Nacional de Bombeiros (ENB), vai ser elaborada uma Carta Nacional de Risco, que será a base para a actualização do Plano Nacional de Emergência, em vigor desde 1994.

Esta nova Carta, que deverá estar concluida dentro de, pelo menos, dois anos, contarará com a colaboração de especialistas nas várias áreas e vai abranger riscos tão diversos como a criminalidade organizada, terrorismo ou problemas informáticos.

Para além de um levantamento nacional, serão integrados diversos trabalhos e estudos de carácter regional já realizados, como a nível de risco sísmico bem como estudos nacionais existentes, como a Carta de Risco Florestal.

Um despacho do secretário de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões deu ao SNBPC instruções para colaborar com a ENB, constituindo um grupo de trabalho que inclui o vice-presidente com a área do Planeamento, Manuel João Ribeiro, que já dirigiu o SNBPC.

A primeira reunião deste grupo já se efectuou, sendo prioritário elaborar um orçamento e um plano de finaciamento que sustente uma projecto complexo e de longa duração, capaz de susbstituir o plano actual, demasiado desactualizado em termos de riscos e inadequado à actual estrutura organizacional.

No novo plano pretende-se o recurso a novas tecnologias de georeferenciação e comunicações e o alargamento a novos perigos que integrarão o futuro Plano Nacional de Emergência do SNBPC, que deverá dar os primeiros passos em 2007.

As cartas de risco, sendo instrumentos imprescindíveis para o planeamento, devem ser elaboradas com o detalhe suficiente que permita não apenas opções estratégicas, mas decisões a nível táctico por parte dos comandantes operacionais.

Desta forma, para além do recurso a um sistema de georeferenciação, é necessário conceber um "interface" prático, capaz de posicionar sobre uma carta os vários riscos, com a possibilidade de os integrar ou separar conforme as necessidades.

No passado, para obviar às demoras, propusemos um sistema mais simples mas capaz de ser implementado no terreno, onde áreas consideradas de risco pudessem ser sobrepostas a um mapa militar em formato digital, cabendo ao "software" dar os alarmes quando o portador do equipamento se encontrasse no interior de uma zona assinalada.

Este sistema simples, interactivo porque permite ao portador actualizar os dados no terreno, compatível com os "standards" de mercado, de forma a facilitar a portabilidade, foi proposto a uma empresa que desenvolve o conhecido CompeGPS, conforme noticiamos oportunamente, esperando que as sugestões propostas venham a ser englobadas numa próxima versão deste popular programa de orientação.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Tirar o peixe antes de ensinar a pescar


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Pescador num rio do interior

abordamos no passado a questão da Lei das Finanças Locais, que embora um pouco à margem dos temas habituais, tem um impacto decisivo a nível das protecções civis municipais e, consequentemente, nas operações de socorro às populações.

Numa primeira análise, embora corrigindo alguns erros comuns de financiamento, verifica-se que a intenção que preside à sua concepção é a redução de transferências do poder central para as autarquias, não se implementando qualquer tipo de medida estrutural que permita alguma forma de compensação.

O papel das autarquias não é revisto ou analisado, o ordenamento do território é esquecido e factores decisivos como a o desenvolvimento regional ou a própria solidariedade e coesão nacional são ignorados, num documento que se antecipa às reformas que são efectivamente necessárias para modernizar o poder local.

Em grande número de autarquias, nomeadamente nas mais pequenas e menos apetecíveis, existe uma cada vez maior dificuldade em atrair para a sua gestão quem tenha as competências necessárias a uma boa gestão, fruto de um cada vez maior desinteresse pela vida política e resultado de uma visível desertificação do Interior.

A sequência lógica passa pelo reequacionamento e defenição do papel das autarquias, pela formação dos seus dirigentes, pelo reordenamento do território e implementação de medidas de incentivo ao desenvolvimento que permitam rigor e eficácia na gestão e auto-sustentabilidade económico-financeira, como garante da continuidade de um poder local forte e democrático.

Assim, sem apoios à gestão nem incentivos ao desenvolvimento, a opção de reduzir as despesas de funcionamento por via do corte orçamental pode traduzir-se num rápido descalabro das finanças locais e na insolvência de muitas autarquias, o que contribuirá para um ainda maior desinteresse por parte de enventuais futuros candidatos à governação das mesmas.

Desta forma, suspende-se o fornecimento de peixe antes de ensinar a pescar, com indiferença perante as consequências que a fome pode originar no candidato a pescador.

Prolongado contrato dos helicópteros de socorro


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Guincho de salvamento num Bell UH-1D

Apesar de apenas na semana passada ter iniciado conversações com a Helisul, o Ministério da Administração Interna (MAI) já garantiu que os dois helicópteros afectos ao Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC), que estiveram na eminência de ser dispensados, vão continuar ao serviço.

Os dois aparelhos, actualemente estacionados em Santa Comba Dão e Loulé, vão permanecer nas suas funções até serem substituidos pelas dez aeronaves que o Estado adquiriu à empresa Heliportugal, cuja chegada está prevista para o dia 31 de Maio de 2007.

No seguimento de um parecer ao SNBPC, o Governo decidiu-se pela manutenção dos dois helicópteros que já estão ao serviço dos bombeiros há mais de seis anos, pagando um total de 1.400.000 de euros mais IVA pela renovação do contrato de aluguer.

Há uma semana, os bombeiros manifestaram-se contra a possibilidade de o País ficar durante meses sem meios de socorro aéreo capazes de operar em quase todas as circusntâncias, considerados como "extremamente importantes" para as operações tão diversas como o resgate e salvamento ou o transporte de doentes e órgãos.

"Recebemos a confirmação da manutenção dos helicópteros na passada sexta-feira. Outra coisa não seria de esperar já que as aeronaves são fundamentais para as operações de socorro e de treino", declarou o presidente da Liga Portuguesa dos Bombeiros, Duarte Caldeira.

Este desfecho, se por um lado era esperado, por outro vem confirmar a pouca clareza de um processo que deveria ter seguido os seus trâmites normais e nunca ter sido decidido através de uma declaração de interesse público.

Quando há previsibilidade, como no caso do termo de um contrato, o recurso a uma declaração de utilidade pública em substituição de um concurso parece-nos inaceitável, pois coloca em causa os legítimos interesses dos cidadãos e do próprio Estado, que assim se vê na contingência de optar pelo menor dos males e não pela solução que melhor garanta os interesses de todos.

quarta-feira, outubro 18, 2006

"RoadBooks" no Clube Escape Livre


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"Site" do Escape Livre

Já não é a primeira vez que mencionamos o Clube Escape Livre, mas o facto de estar sedeado numa zona que conhecemos e desenvolver uma importante missão na divulgação do todo o terreno, leva-nos a sugerir, novamente, uma visita ao "site" desta associação.

No "site", para além de um conjunto de informações particularmente úteis, destacam-se os "road books" que se podem encontrar na área de roteiros, os quais incluem uma vertente cultural e gastrónomica que promove a riqueza e variedade da região da Guarda.

Embora ainda não seja um dos destinos turísticos mais divulgados, com excepção da Serra da Estrela, a região da Guarda encerra inúmeras surpresas que bem justificam uma visita, não apenas por parte dos apreciadores do todo o terreno, mas por todos quantos apreciem a beleza do Interior do nosso País.

Para quem se deslocar a esta região, uma visita ao "site" do Escape Livre pode ajudar a traçar um itinerário, descobrir pontos de interesse, estabelecer contactos e preparar toda a viagem e estadia, pelo que sugerimos que registem o endereço deste Clube entre os vossos favoritos.

Comandantes profissionais no próximo ano


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Bombeiros de Fornos de Algodres

Numa reunião com 23 presidentes de câmara, o ministro da Administração Interna (MAI), António Costa, manifestou a intenção de avançar, já no próximo ano, com a criação de comandantes municipais profissionais e equipas de intervenção permanente para combate aos fogos florestais, nos concelhos que apresentem maior risco de incêndio.

No encontro, destinada a fazer a avaliação da época de incêndios e em que participaram autarcas dos concelhos onde a área ardida foi superior a 500 hectares, o títular do MAI recordou que o actual dispositivo de combate a incêndios é suportado, maioritariamente, por voluntariados, mas que esta situação terá, forçosamente, de evoluir noutra direcção.

Para o ministro, "isso é uma vantagem e uma riqueza que o país deve acarinhar, mas é preciso enquadrar profissionalmente esse voluntariado de forma a que voluntariado não signifique amadorismo", pelo que considera que "por um lado vamos reforçar a profissionalização dos comandos", e, por outro, "criar em cada associação humanitária de bombeiros voluntários, equipas profissionais, de intervenção permanente".

Por não ser possível criar estas estuturas nos 308 concelhos existentes em Portugal no próximo ano, António Costa acredita que "em 2007 a proposta do Orçamento de Estado cria condições para começarmos, em parceria com as autarquias e com as associações humanitárias de bombeiros, a instalar os comandantes municipais e as equipas de intervenção permanente nos concelhos de maior risco".

No entanto, mesmo recordando que este ano a área ardida corresponde a um terço da média dos últimos cinco anos, o ministro salientou que "não podemos diminuir a nossa preocupação", porque "há um trabalho de fundo a fazer sobre a floresta".

Segundo algumas fontes, serão perto de 100 os municípios que poderão vir a ter equipas de intervenção permanentes, dependendo do grau de risco e das inevitáveis questões orçamentais, pelo que se impõe a defenição de critérios precisos e objectivos, baseados nas necessidades reais de cada zona a proteger.

Recordamos que já abordamos a questão da profissionalização parcial dos bombeiros e na altura, antes de ser conhecido o projecto da Lei das Finanças Locais agora em debate, levantamos a questão do financiamento destas novas estruturas de socorro.

O texto que publicamos então permanece actual, mas a possível diminuição de verbas do Estado para com alguns municípios, vem dar um maior enfase às dúvidas que então colocamos e para as quais não encontramos qualquer resposta por parte do Governo.

Não basta ter boas ideias, pois sem os meios adequados estas iniciativas poderão originar problemas complexos e comprometer o funcionamento das equipas profissionais, para as quais poderão ter transitado alguns dos melhores elementos das corporações de voluntários que assim perderão parte da sua capacidade operacional.

terça-feira, outubro 17, 2006

Land Rover vai voltar a ter modelos em alumínio


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Ranger Rover, no futuro em alumínio

Para quem tem um Série, a carroçaria em liga leve é algo de conhecido e particularmente apreciado, mas a Land Rover não seguiu este exemplo para outros modelos e optou por carroçarias em ferro.

No entanto, para combater o peso excessivo de outros modelos, a Land Rover optou pelo alumínio e o Range Rover poderá ser o primeiro modelo a ser construído neste material, do que resultará a diminuição de peso em perto de meia tonelada.

Embora ainda subsista a dúvida se será apenas o chassis ou também a carroçaria a ser construida em alumínio, o que será provável para passar dos actuais 2.700 kg para cerca de 2.200, ainda vai ser necessário esperar para ver este modelo, previsto apenas para 2010.

Com esta tecnologia desenvolvida pela Jaguar, a Land Rover poupa cerca de 15% no peso, melhora as prestações e reduz o consumo, sendo provável que outros modelos da marca sigam o exemplo do Range Rover.

Esta novidade, que ainda carece de confirmação, é uma boa notícia para quem se queixa do cada vez maior peso de alguns modelos e dos problemas de corrosão inerentes aos materiais ferrosos.

Sistema de alertas de fogos alargado a todo o país


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Torre de vigia

O Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas (MADRP) anunciou a expansão a nível nacional do sistema de informação de prevenção florestal, que permite uma maior rapidez na gestão de alertas de fogos florestais.

Este sistema de informação de prevenção florestal funcionou a nível experimental e áreas delimitadas, sendo intenção do MADRP alargá-lo agora a todo o País.

Segundo uma nota do MADRP, este sistema tem por objectivos "uma melhoria contínua da gestão de alertas, a coordenação e difusão da informação com vista a uma mais rápida actuação do combate e consequente diminuição da área ardida".

Para além de implementar um sistema automatizado de informação e comunicações centralizado, o sistema permitirá reduzir os custos operacionais de gestão na prevenção, vigilância e detecção de fogos florestais.

Este sistema integra a Rede Nacional de Postos de Vigia, que conta actualmente com 240 postos, os quais garantem a interligação com os centros Distritais de Operações de Socorro, com a Guarda Nacional Republicana, com o Sistema de gestão de Incêndios Florestais e com o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil.

Este projecto vai ser apresentado hoje, terça-feira, numa cerimónia que contará com a presença do ministro da Agricultura, Jaime Silva.

Este projecto, basicamente, consiste em redefinições procedimentais, mais do que em qualquer inovação substantiva e visa, sobretudo, enviar a mensagem política do empenho do MADRP na prevenção dos incêndios florestais.

Lembramos que ainda ontem o ministro da Administração Interna (MAI) aludiu à necessidade de um maior esforço de prevenção, pelo que era de esperar uma resposta dos ministérios que têm a missão de desenvolver projectos nesta área.

A resposta do MADRP surge, no entanto, como francamente insuficiente, a nível de uma redenominação de meios e da sua intergração que, em termos práticos, não traduz uma política nova e proactiva, só possível através de projectos de reordenamento.

Ao invés, o MADRP limita-se a implementar um sistema não preventivo, mas reactivo, que na eventualidade de um incêndio poderá enviar um alarme que, esperamos, seja um pouco mais rápido do que até agora.

No entanto, a questão dos sistemas de alarme e alerta, por serem reactivos, não nos parecem deverem integrar-se numa política de prevenção, mas num primeiro esforço de combate, pelo que deveriam estar na dependência do MAI, cabendo ao MADRP implementar projectos a nível verdadeiramente preventivo, dando o necessário apoio a iniciativas de reflorestação e de silvicultura e a nível do ordenamento do território.

segunda-feira, outubro 16, 2006

Segurança e localizadores de automóveis


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Alarme com GPS e envio de posição via SMS

Embora não sendo o tema deste espaço de reflexão, as questões de segurança acabam por ter influência na vida de todos, pelo que, com base em artigos que publicamos, enviamos à Polícia de Segurança Pública e às estações de televisão SIC e RTP, que recentemente transmitiram reportagens sobre o car jacking, um resumo de alguns textos sobre sistemas de localização.

Com o cada vez maior número de assaltos violentos a viaturas, a preocupar os proprietários de viaturas e a serem motivo de reportagens onde, normalmente, para além dos bons conselhos, há dificuldades em apontar soluções concretas, pretendemos chamar a atenção para os benefícios de alguns dos sistemas de localização que temos apresentado.

Estes equipamentos, para além de contribuirem para a recuperação do veículo e a captura dos criminosos, dado que facilitam grandemente a sua intercepção e, consequentemente, detenção em flagrante, desincentiva os proprietários de tomar qualquer atitude de resistência, sempre possível perante a eminência de perder um bem precioso.

Este último aspecto, acaba por ser da maior importância na segurança de quem se vir envolvido numa situação do tipo do carjacking, que, sabendo que a probabilidade de recuperar o veículo aumenta, terá menor propensão para arriscar a vida defendendo a sua propriedade.

Lembramos os artigos que publicamos, respeitantes a um sistema de alarme com GPS e GSM para viaturas e o localizador pessoal, como equipamentos que contribuem para a segurança de quem os instale ou transporte e esperamos que as entidades contactadas os publicitem junto do público, de forma a que este tenha conhecimento de um conjunto de meios que diminuam os riscos que enfrentamos no dia a dia.

Ministro satisfeito com combate aos incêndios


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Militares no combate aos incêndio

Numa visita efectuada este domingo a Monchique que assinala o início da "Fase Delta", o ministro da Administração Interna, António Costa, mostrou-se satisfeito com os resultados deste Verão no combate aos incêndios florestais.

Até à última quinzena, a área ardida em Portugal foi de 72.000 hectares, o que levou o ministro a elogiar a coordenação entre bombeiros, militares da Guarda Nacional Republicana do Grupos de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) e sapadores florestais integrados no Dispositivo Integrado da Defesa da Floresta Contra Incêndios.

António Costa, embora tenha considerado que este ano o combate foi mais eficaz do que em anos anteriores, lembrou que ainda há muito para fazer no sentido de consolidar e melhorar os resultados e que é necessário que seja feito um trabalho de fundo de reestruturação da floresta, de modo a que esta desenvolva mecanismos de autoprotecção.

Relativamente à questão pendente da eventual aquisição dos Beriev Be-200, o títular do MAI considerou ser ainda cedo para efectuar comentários e que elogiar o hidroavião russo poderia "encarecer o preço".

Em resposta às declarações do ministro, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), Duarte Caldeira, classificou o balanço de António Costa como uma "análise política e não técnica".

Para o presidente da LBP, ainda não houve tempo para efectuar um análise em termos técnicos, pelo que de devem evitar precipitações que resultem num "balanço triunfalista".

A diminuição de área ardida, que tem sido usada como sinónimo de eficácia e dos resultados da direcção política do Governo, é um critério de tal forma simplista e redutor que surge como inútil numa análise séria que se debruce de forma exaustiva sobre o desenrolar das operações deste Verão.

Com isto, não se quer dizer que a diminuição da área ardida não seja de capital importância, sobretudo na medida em que traduza um menor sofrimento para as populações, mas tão somente que os critérios de avaliação terão que ser muito mais extensos e, sobetudo, implicar tudo o que não foi feito em termos de prevenção e de ordenamento, áreas que escapam ao MAI.

Se António Costa tem razões para estar satisfeito, estas deverão incluir questões como a maior capacidade de coordenação ou o aperfeiçoamento táctico, que se fizeram sentir, e não um valor eventualmente conjuntural que pode não se verificar em anos futuros dada a falta de empenho dos seus colegas titulares das pastas da Agricultura ou do Ambiente.

Já no passado mencionamos a impossibilidade de haver o sucesso que todos desejamos se apenas houver melhorias em termos de combate, esquecendo os trabalhos a nível de ordenamento e de reflorestação, sem o que a diminuição das áreas florestais acabará por, no fim, dispensar a necessidade de qualquer força de combate que nada terá a defender.

domingo, outubro 15, 2006

Portugal tem que localizar chamadas para o 112


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Médico do INEM numa central

Em resultado de um processo judicial a nível europeu, Portugal terá que implementar rapidamente sistemas que permitam a localização de quem ligar para o 112.

O despacho do Ministério da Administração Interna (MAI) encarrega as forças de segurança, como gestoras da central de emergência de, em conjunto com os operadores de telecomunicações, implementarem as medidas que levem à localização geográfica das chamadas.

Portugal vai ter de acelerar a criação de mecanismos de localização de pessoas que efectuem chamadas de emergência através do número 112, pressionado pela ameaça de um processo judicial europeu.

Apesar de já terem decorrido quatro anos depois da publicação da directiva europeia que consagra a obrigatoriedade de localização, o despacho, não fixa quaisquer prazos para a concretização de uma medida essencial para a rapidez no socorro e detecção de falsos alarmes.

Segundo o despacho do MAI, caberá à Polícia de Segurança Pública e à Guarda Nacional Republicana adoptarem "os procedimentos necessários para receberem das operadoras de comunicações a informação relevante e necessária à geolocalização imediata do autor da comunicação de emergência".

A Comissão Europeia anunciara anteontem que já enviou a última advertência a Portugal, um dos cinco Estados-membro que ainda não implementaram a directiva, assim como um parecer fundamentado, último passo antes de apresentar queixa no Tribunal Europeu de Justiça.

Existe um consenso em torno da importância da geolocalização de chamadas e esta medida tem sido sucessivamente reclamada pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), destino da maior parte das chamadas de emergência efectuadas para o 112, mas subsistem questões técnicas complexas.

A localização de chamadas fixas, em redes digitais, é automática e não oferece problemas em termos de precisão, mas com o cada vez maior número de portugueses a optar por sistemas móveis, levantam-se vários problemas.

Por outro lado, a localização de telemóveis é efectuada através de um sistema de triangulação, que abordamos num texto anterior, o qual tem uma margem de erro que pode colocar a origem a centenas de metros do seu local real.

Esta limitação, inerente à própria estrutura de rede e funcionamento dos equipamentos, não permitirá uma localização precisa, sendo que da margem de erro depende em muito a rapidez na identificação do local da emergência.

Por esta razão, entre outras, já apresentamos diversos equipamentos que aliam um sistema eficaz de geolocalização, baseado em GPS, à possibilidade de pedir auxílio pressionando uma só tecla, de forma a que seja possível um socorro tão rápido e eficaz quanto possível e que esperamos serem cada vez mais difundidas entre nós.

Avenida de Roma em 3D


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Bairro do Arco do Cego

A 3D Cities já disponibilizou o projecto que noticiamos há alguns meses, sendo agora possível visualizar de forma tridimensional a Av. de Roma em Lisboa.

Após ter concluido a zona ribeirinha, nomeadamente a de Belém e dos Jerónimos, esta empresa portuguesa modelou de forma tridimensional uma das ruas mais conhecidas e com maior pendor comercial da cidade, no que contou com a colaboração e o patrocínio de diversas lojas, muitas das quais podem ser visitadas virtualmente.

Este projecto, que será para alargar a outras zonas de Lisboa, obriga a uma cartografia bidimensional actualizada e a fotografar as fachadas dos edifícios, sendo combinada com imagens de satélite de forma a gerar o produto final.


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Imagem da Av. de Roma

Quem conhece ou vive nesta zona, facilmente poderá identificar cada edifício ou loja, comprovando a exactidão do levantamento ou descobrindo pequenos erros ou imprecisões que sempre podem surgir num projecto com esta dimensão.

Esta é uma viagem virtual que se justifica plenamente, demonstrando que em Portugal existem os meios de conceber e produzir algo de inovador ao nível do que de melhor se faz em todo o Mundo, pelo que a 3D Cities está, obviamente, de parabéns.
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