sábado, outubro 15, 2016

Lisboa, cidade fechada - 14ª parte

Se o incumprimento é sempre criticável, a opção de quem concebeu este esquema de circulação é-o muito mais, devendo ser responsabilizado pelos inconvenientes causados, que se juntam a tantos outros que se tornam cada vez mais evidentes e deviam ter sido previstos por que planeou o ordenamento do tráfego e, manifestamente, tomou opções erradas que devem ser apreciadas pelas autoridades competentes.

Mesmo tendo a percepção de que o objectivo é evitar o tráfego numa zona residencial, sobretudo quando usado como atalho por parte de quem não a tem como destino final, as opções revelam-se extremamente penalizadoras e ignoram a realidade que resulta de um agrupamento escolar no centro do bairro, do que resulta, inevitavelmente, o tráfego resultante do transporte de alunos, seja pelos pais, seja por parte de empresas especializadas.

Obviamente, a escassa largura das vias após as obras, só por sí, dificulta de tal forma a circulação que um reduzido número de alterações no ordenamento do trânsito, nomeadamente nas franjas do bairro, concretamente nos arruamentos mais periféricos, usados como atalhos, seria o suficiente para reduzir o tráfego no interior do bairro, prejudicando menos quem, como os residentes ou quem se desloca aos estabelecimentos de ensino, precisam de recorrer aos respectivos veículos.

Com o aproximar das chuvas mais intensas, todos os problemas se vão agravar, numa combinação perigosa, para a qual as autoridades policiais estão desatentas, enquanto a edilidade, responsável pelo que consideramos um autêntico crime, agem como se nada tivessem a ver com o caos que o seu absurdo plano criaram e para cujas consequências não encontram qualquer solução.

sexta-feira, outubro 14, 2016

Da NOS para a Vodafone - 3ª parte

Este pode ser um motivo para substituir antigas placas de rede que obedeçam às normas "g" ou "n" por outras que sejam compatíveis com a norma "ac", as quais, actualmente, podem ser adquiridas por valores que começam pouco abaixo da dezena de Euros, para modelos de linha branca, mas com o mesmo "chipset" de alguns fabricantes conhecidos, e que sejam adquiridos num grossista asiático.

Não sendo necessário, este investimento, de pouca monta, permite obter um muito melhor desempenho dos computadores ligados por "wifi", podendo ser faseado, trocando as placas dos diversos computadores à medida das possibilidades e das necessidades.

Também é possível tirar maior partido das portas Ethernet de 1 Gb utilizando placas que suportem esta velocidade ou ligando a uma delas um "switch", tal como explicamos em textos anteriores, criando assim um segundo grupo de equipamentos ligados por cabo e que, portanto, serão menos vulneráveis a interferências e intrusões, podendo estudar-se configurações que tornem a rede mais segura.

Este "router" permite ainda criar uma rede separada e devidamente isolada para convidados, que podem aceder à Internet mas não aos recursos internos partilhados, como unidades de armazenamento ou impressoras, nem conseguem visualizar outros dispositivos locais, como os computadores residentes, tendo ainda atribuída uma largura de banda que não penaliza os equipamentos da rede principal.

quinta-feira, outubro 13, 2016

Rádios UV-5R e compatíveis - 1ª parte

A Ásia, com especial incidência na China e na Coreia, dominam grande parte do mercado de comunicações, disponibilizando equipamentos de elevada qualidade a preços que, ainda recentemente, eram impensáveis, sobretudo se atentarmos às funcionalidades implementadas e à qualidade do produto.

Os pequenos rádios portáveis, a operar nas bandas VHF 136-174 MHz e UHF 400-519.995 MHz, e que permitem ser configurados via computador pessoal, o que facilita todo o processo e permite replicá-lo para lotes de equipamentos destinados a serem utilizados conjuntamente, são exemplo disso, podendo-se adquirir unidades individuais por menos de uma vintena de Euros.

Se bem que a Baofeng seja o protagonista nesta gama, como modelos populares como o UV-5R, mesmo na China existem cópias, como as da Weierwei, virtualmente idênticos, mas com pequenas diferenças funcionais e um preço que consegue ser ainda mais baixo, numa luta que tem vindo a resultar numa flagrante baixa de preços.

Muito comum a todos estes modelos é o écran com apresentação de frequências e bandas duplas, a possibilidade de "stand by" duplo, uma potência de 4/1 Watts, 128 canais 50 CTCSS e 104 DCS, o que permite uma utilização profissional, sobretudo forem adicionados alguns opcionais, como a bateria de longa duração, um auticular ou mesmo uma antena de melhor qualidade.

quarta-feira, outubro 12, 2016

Da NOS para a Vodafone - 2ª parte

Dado que, não obstante as numerosas promessas e algumas intervenções, a NOS não resolveu o problema, apontando sempre para prazos incompatíveis com o uso profissional do serviço, nem sequer adoptou a atitude de devolver os montantes pagos por um serviço incompatível com a qualidade exigível e os parâmetros contratualizados, terminar o contrato era a única opção que restava, considerando ser nosso dever partilhar esta experiência negativa.

A ligação física do sistema óptico da Vodafone foi extremamente simples, dado que prevista no próprio prédio, mas a instalação do equipamento, o novo "router" da Huawei HN8247Q, ainda pouco conhecido por parte dos técnicos, revelou-se bem mais complexa, podendo-se utilizar os parâmetros de fábrica, o que limita o seu uso, ou ir explorando as inúmeras possibilidades de configuração e aferindo do resultado da combinação de diferentes opções.

Naturalmente, em parte como resultado do melhor desempenho do "router" e da velocidade contratualizada, neste caso de 1 Gb, mas também da infraestrutura de rede, neste caso inteiramente baseada em fibra óptica, portanto com uma tecnologia mais avançada do que utilizada por outros operadores, que continuam a recorrer ao cobre, a velocidade de acesso ficou substancialmente mais elevada, apesar de, pelos menos nos primeiros testes, longe do prometido.

O facto de possuir 3 antenas internas e operar na banda dos 2.4 e 5 GHz, de acordo com as diversas normas 802.11 até à "ac", tem óbvias vantagens no desempenho do "wifi", permitindo que os equipamentos a operar em bandas diferentes não interfiram uns com os outros, sendo este um aspecto em que se sentem francas melhorias.

terça-feira, outubro 11, 2016

Algumas alternativas para veículos no centro de Lisboa - 2ª parte

Em termos de pneus, recorremos recentemente ao "O Mundo dos Pneus", na R. Passos Manuel 57, em Lisboa, cujo contacto é o Vitor Serra, podendo as marcações ou informações serem efectuadas através do telefone 213 538 695 ou do correio electrónico omundodospneus@sapo.pt, sendo esta firma a que propôs um valor mais favorável na aquisição, montagem e equilíbrio de um par de pneus Insa Turbo Ranger.

Após o contacto inicial, via mail, e uma primeira resposta com um orçamento completo, por escrito, tendo a vantagem da proximidade e do preço, optamos por adjudicar o serviço, tendo sido avisados da chegada dos pneus e da hora da respectiva montagem, de acordo com as nossas solicitações, dado que tinhamos sugerido uma hora que não comprometesse um dia de trabalho.

Tendo chegado na hora marcada, pelas 08:30, hora da abertura, todo o processo foi realizado numas instalações limpas e espaçosas, tendo ficado concluído em perto de 30 minutos, numa demonstração de rapidez e profissionalismo que nos apraz registar e permitiu não sacrificar horas de trabalho, já que poucos minutos depois das 09:00 estavamos a caminho.

Assumir compromissos e cumprí-los atempadamente não é muito frequente, pelo que este é um estabelecimento e uma equipa a recomendar, pelo que será a quem atribuímos a primeira "bola branca" desta série, esperando que muitas outra se sucedam.

segunda-feira, outubro 10, 2016

Expandir uma pequena rede - 4ª parte

Assim, o planeamento incidirá sobretudo sobre o aspecto físico e sobre as questões de divisão de largura de banda, que descrevemos previamente, podendo ser implementado e testado com grande rapidez, sugerindo-se que não se fixem os cabos antes de concluída toda a fase de testes, o que permite alterações caso surja algum problema ou o desempenho não seja o esperado.

Em termos de custos, um "hub" ou "switch" de 5 portas tem um preço que ronda a dezena de Euros, enquanto um cabo Ethernet com 15 metros pode rondar metade desse valor e os cabos de ligação mais curtos podem custar, dependendo do fornecedor, 2 a 3 Euros, com o repetidor, como dispositivo mais caro do conjunto, a chegar facilmente à vintena de Euros.

Assim, uma solução deste tipo, pode custar desde uma vintena de Euros, na sua configuração mais simples, que permite ligar a um "hub" um par de equipamentos, até ao dobro, se for acrescentado um repetidor a ser utilizado como ponto de acesso, criando-se assim um núcleo que suporta até 3 dispositivos fixos e, para não degradar o desempenho, outros tantos móveis, podendo o número ser mais elevado desde que não utilizados de forma intensiva em simultâneo.

Consideramos este orçamento, que terá sempre variações e mesmo pequenos acréscimos, como a adição de mais algum cabo ou conector, dado que pode viabilizar a utilização segura e com desempenho adequado de meia dúzia de equipamentos, como perfeitamente aceitável, correspondendo a menos de uma dezena de Euros por posto de trabalho, e com uma instalação muito simples, que dispensa a intervenção de técnicos especializados.

domingo, outubro 09, 2016

Acomodar volumes em Defender - 1ª parte

Obviamente existem sistemas de acomodação de carga mais eficientes, concebidos a pensar nos Defender, mas estes são muito mais dispendiosos, podendo ficar fora do alcance de muitos proprietários, pelo que o recurso à improvisação pode resultar numa relação preço qualidade muito superior.

Adquirimos no EBay uma rede de carga, um modelo que consideramos de boa qualidade entre os muitos que estão disponíveis, e um conjunto de 4 peças com fixação por parafusos e aros que permitem prender solidamente um gancho, neste caso um daqueles que vem nas redes.

É de notar que se podem colocar as fixações no rebordo que resulta da união do painel lateral com a capota ou deste com a caixa de carga, podendo dar assim origem a um plano vertical, caso se opte por colocar as 4 fixações do mesmo lado, ou horizontal, se ficarem de lados opostos do veículo, com a rede a ficar sob o tejadilho.

Caso se opte por instalar mais retentores, num total de 8, com 4 de cada lado, um par na união superior do painel lateral e outro na união inferior, as opções multiplicam-se, sendo fácil instalar redes entre os diversos pares, o que aumenta substancialmente a capacidade de acomodação de volumes, que poderão ser colocados junto das laterais, na vertical, e debaixo do tejadilho, na horizontal.
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