sábado, agosto 01, 2009

Estimativa de distâncias - 4ª parte


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Escalas numa bússola e numa régua de milésimos

A vista humana, com dois olhos colocados no mesmo plano permite estimar distâncias de forma algo semelhante à de um telémetro, fazendo coincidir duas imagens distintas e reconhecendo instintivamente um dado angulo de convergência sobre o ponto focal.

Esta operação que fazemos de forma instintiva e permite a curtas distâncias estimar distâncias, algo essencial quando, por exemplo, agarramos um objecto, dificulta-se com o aumentar da distância, dado que a pequena variação de perspectiva tende a esbater-se com o minimizar da diferença angular.

Desta forma, para além de prática, torna-se necessário recorrer a alguns truques que permitam avaliar melhor as distãncias, evitando erros que serão mais complicados quando as condições de visibilidade são deficientes ou caso existam poucos pontos de referência.

Existem alguns truques que podem ser utilizados, como o de multiplicar mentalmente uma distância que possamos identificar de modo a prolongá-la sobre uma linha imaginária até ao ponto cuja distância pretendemos estimar.

sexta-feira, julho 31, 2009

Estimativa de distâncias - 3ª parte


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Uma régua de cálculo e um protactor

No entanto, existe uma outra forma de "calibrar" uma qualquer escala de forma comparativa, visualizando o mesmo objecto, de dimensões conhecidas, à distância com uma régua de milésimos e marcando de forma semelhante o bordo de um mapa, que assim pode ser usado como um quase substituto.

Existe ainda a possibilidade, usada em veículos ou meios militares, de imprimir uma escala devidamente verificada em acetado ou plástico adesivo transparente e colá-lo no bordo do parabrisas, de modo a que o alguém sentado no assento do condutor ou do pasageiro possa efectuar medições a partir do próprio lugar.

Desde que devidamente verificado, é extremamente fácil conceber e improvisar réguas ou escalas em milésimos que possam ser usadas nas mais diversas situações e com a maior facilidade, podendo ainda adicionar-se as dimensões de alguns objectos comuns a ser usados para efeitos de comparação.

Obviamente, a teoria do uso da régua de milésimos ou de qualquer sistema de avaliação de distâncias baseadas em angulos é de fácil entendimento, mas nem sempre a utilização e os resultados correspondem a esta facilidade, pelo que aconselhamos, como complemento, a ter alguma experiência no cálculo de distâncias de forma visual.

Incêndios devastam sul da Europa - 3ª parte


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Um bombeiro no combate aos fogos

Infelizmente, a norma a nível autárquica continua a ser a de não atribuir verbas adequadas às acções de prevenção nem sequer promover um conjunto de incentivos que estimulem proprietários ou mesmo voluntários no sentido de o fazer.

Programas simples como o "Adopt a trail", a oferta de alojamento e alimentação a voluntários, a organização de actividades mistas, onde o componente lúdico esteja envolvido ou mesmo uma sensibilização mais insistente carecem de fundos substanciais e requerem, sobretudo, iniciativa.

Obviamente, é mais fácil lamentar a falta de verbas do que fazer um esforço no sentido de conceber novos projectos, que implicam trabalho e algum mérito, algo que tende a ser secundarizado em prol de um rol de queixas e apelos ao poder central.

Também é mais prático não promover a reflorestação, mantendo assim barreiras naturais, do que optar por projectos de investimento que rentabilizem os espaços rurais e adicionem sustentabilidade ao Interior do País.

quinta-feira, julho 30, 2009

Estimativa de distâncias - 2ª parte


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Detalhes de uma bússola e um protractor americano

Assim, efectuando uma conta rápida, o angulo correspondente a cada quadrícula no mapa militar, se o segurarmos com o braço estendido, terá perto dos 80 milésimos, ou seja um objecto de grandes dimensões, com 80 metros, visto a um quilómetro, ocupará esse espaço visual.

Obviamente, objectos de dimensão conhecida com 80 metros serão raros, mas outros serão mais frequentes e identificáveis, sendo francamente aconselhável recorrer aqueles cujas dimensões podemos estimar, como automóveis de formato reconhecível ou seres humanos quando em grupo.

Por exemplo, para um automóvel comum em Portugal, com perto de 4 metros de comprimento, fórmula será 4/1000 X número de milésimos lidos na escala que construimos, obtendo-se assim a distância estimada.

A consequência óbvia é a necessidade de efectuar operações aritméticas simples, baseadas em proporções, as quais obrigam sobretudo a um certo cuidado em termos de casas decimais, mas cujo resultado pode ser verificado de forma quase intuitiva dado que um erro implica estarmos diante de uma escala de valores diferente.

Governo diz que combate aos fogos tem sido bem sucedido - 2ª parte


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Um incêndio florestal em Portugal

No entanto, mesmo nos dias em que as condições meteorológicas foram mais favoráveis à progressão das chamas, estas diferiam em muito das que ocorreram em 2003 e 2005, dois dos piores anos na última década, mas também o País estava bastante diferente em termos de área florestal.

Mais do que a eficácia no combate, nos anos mais complicados verificavam-se problemas graves a nível organizacional e de coordenação e na logística, do que resultavam situações inaceitáveis a nível de segurança, muitas vezes como consequência de um cansaço excessivo e da falta e concentração e mesmo de lucidez que tal implica.

As melhorias na coordenação e uma maior profissionalização não foram, no entanto, acompanhadas por um sistema de comunicações adequado, pelo aumento do nível de formação que aproxime os voluntários dos profissionais e por uma estrutura logística que facilite a permanência no terreno sem desgastes desnecessários, provendo os abastecimentos e mesmo o conforto possível mesmo em situações de crise.

Estas vertentes, formação, rede de comunicações e, sobretudo, uma nova logísitica, capaz de suportar e prover algum conforto aos efectivos no terreno durante operações mais prolongadas são, na nossa opinião, as que mais podem contribuir para um maior sucesso no combate, sem nunca esquecer que a luta contra os fogos se ganha ou perde na prevenção e no ordenamento do território.

quarta-feira, julho 29, 2009

Governo diz que combate aos fogos tem sido bem sucedido - 1ª parte


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Combate a um fogo florestal em Portugal

Apesar do aumento de área ardida relativamente a 2008, o Secretário de Estado da Protecção Civil considerou que o dispositivo de combate aos incêndios tem sido eficaz no combate aos fogos florestais, mesmo durante as ondas de calor verificadas este Verão.

Na reunião após o encontro semanal com a Protecção Civil, o governante lembrou que a maior parte da área queimada ardeu em Março, quando o dispositivo dispunha de menos meios e em dias onde se verificaram perto de 300 ocorrências, obrigando a um esforço suplementar dos elementos disponíveis.

Durante a "Fase Charlie", apesar de dias complicados devido aos ventos fortes, o dispositivo demonstrou uma maior capacidade de resposta, não obstante situações em que os fogos demoraram muitas horas até serem controladas.

Este dispositivo, que replica o de anos anteriores, inclui perto de 10.000 efectivos, apoiados por 2.000 viaturas e 56 meios aéreos e suportados por uma estrutura de comando que tem vindo a melhorar nos últimos anos.

Fixações MOD para Land Rover Série ou Defender


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Fixações MOD para Land Rover Série ou Defender

Existem inúmeros sistemas de fixação que permitem prender os mais diversos objectos ou utensílios nos Land Rover Série 3 e Defender, mas o baixo custo, ao nível de uma dúzia de euros por um par, levou-nos a experimentar o modelo usado nos veículos militares britânicos.

As fixações homologadas pelo ministério da Defesa inglês (MOD) e que surgem em 2ª mão em lojas virtuais ou no EBay, são extremamente sólidas e fáceis de instalar, bastando efectuar dois furos e aparafusar o suporte com a placa de reforço e alinhamento no lado oposto.

Este tipo de equipamento pode suportar desde um "high lift" até ferramentas, mas serve também para fixar outros utensílios e mesmo alguns cabos de suporte, desde que usado um sistema adequado à sua fixação.

Quando comparado com outros sistemas, o modelo do MOD surge como económico e extremamente fléxivel, de muito fácil instalação e adequado a múltiplas utilizações, pelo que consideramos uma excelente opção caso seja possível adquirí-lo ao mesmo preço que nós.

terça-feira, julho 28, 2009

Windows 7 vai permitir escolher o "browser" - 2ª parte


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Um écran do Internet Explorer 8.0

Apesar dos argumentos utilizados pela União Europeia, a forma como o IE em sido incluida não nos parece abusiva, dado considerarmos normal que um fabricante dê preferência aos seus próprios programas em detrimento dos da concorrência, espelhando algo que ocorre em todos os sectores de actividade.

Efectivamente, a CE optou pela solução mais fácil, obrigando a Microsoft a introduzir uma limitação que de pouco vai servir em vez de fazer um esforço no sentido de que os países membros desenvolvam sistemas operativos ou optem por "software" livre, do que resulta uma situação artificial que, no fim, não será benéfica para ninguém.

Com novos "browsers" em desenvolvimento pela própria Microsoft, os quais acabam por ser parte do sistema operativo, ou com o Android da Google que usa o Chrome e para o qual ainda não existem alternativas em termos de programa de navegação, medidas como a agora adoptada são manifestamente inúteis e em nada contribuem para o desenvolvimento tecnológico ou mesmo para o benefício dos utilizadores.

A aposta no investimento no desenvolvimento de novas tecnlogias da informação no espaço europeu, concorrendo directamente contra outras alternativas seria, obviamente, o caminho a seguir e o que traria vantagens para todos, mas a perspectiva facilitista e protecionista acabou por imperar enquanto países europeus continuam a fazer acordos com a Microsoft que, no limite, apenas são favoráveis à mesma empresa que acusam de quase monopólio.

GNR instaurou 5.320 autos relacionados com prevenção de fogos durante 2008


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Militar da GNR numa torre de vigilância

A falta de gestão de combustíveis junto de edificações e a realização de queima de matos representam quase três quartos dos autos instaurados em 2008 pelo Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), da Guarda Nacional Republicana.

Com mais de duas milhares de infrações, a falta de limpeza de terrenos perto de habitações correspondem a 43% dos autos, enquanto perto de milhar e meio de queimadas não autorizadas representam 30% das infracções contabilizadas nos dados do ano passado, onde comportamentos negligentes e de risco têm um destaque especial.

No total, o SEPNA instaurou 5.320 autos de contra-ordenação relacionados com a prevenção de fogos do Sistema Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios, número que, sem deixar de ser interessante, deixa de fora entidades públicas, responsáveis por uma larga percentagem de espaços rurais e onde a negligência não é menor do que a nível dos privados.

A prevenção de fogos, implica um conjunto de acções e de vertentes complementares, bastando que uma destas falhe para que se verifique um efeito dominó, gerando-se situações complexas que podem resultar em incêndios de grandes dimensões.

Na questão da negligência, cuja punição tende a ser leve face às possíveis consequências, as quais não podem ser ignoradas por quem pratica actos cujos efeitos são facilmente previsíveis, reiteramos a nossa perspectiva que esta deve ser encarada em função dos resultados e não da intenção, responsabilizando efectivamente quem insiste em comportamentos inaceitáveis e para os quais existem numerosos alertas.

segunda-feira, julho 27, 2009

Windows 7 vai permitir escolher o "browser" - 1ª parte


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Um écran do Windows

O Windows 7 a distribuir no mercado comunitário vai permitir ao utilizador escolher qual o "browser", ou programa de navegação na Internet, irá utilzar, sem ficar condicionado na escolha do Internet Explorer como sucedia com outros sistemas operativos da Microsoft.

Está acordado que na altura do primeiro acesso à Internet surgirá uma janela que permite a escolha entre os "browsers" mais conhecidos existentes no mercado e que incluem, para além do Internet Explorer (IE), o Mozilla Firefox, o Google Chrome, o Opera e o Safari da Apple.

No entanto, o IE continuará a vir instalado de raiz, podendo ser desactivado pelo utilizador, enquanto os restantes programas terão que ser descarregados da Internet, algo que, para além de ser falível, pode implicar um procedimento que inspire pouca confiança aos utilizadores que se sentirão tentados a utilizar o producto localmente disponível.

Desta forma, a Comissão Europeia (CE )pretende responder aos pedidos de diversos fabricantes que contestam a instalação do Internet Explorer nos computadores com sistema operativo Windows e a resultante quota de mercado de um producto que vem instalado de raiz em 90% dos computadores vendidos a nível mundial.

Incêndios devastam sul da Europa - 2ª parte


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Um Canadair em Espanha

Comparativamente, apesar do aumento em relação a anos anteriores, as estatísticas nacionais continuam a apontar para valores moderados, que convém serem analizados com objectividade e não com o triunfalismo ou fatalismo que tendem a impedir conclusões acertadas.

Quando comparados com os meios existentes nos países mais afectados, especialmente com Espanha e Itália, aqueles que estão disponíveis em Portugal e a própria estrutura organizativa não surge como melhor preparada ou organizada, pelo que a diferença em termos de área ardida, mesmo mantendo uma perspectiva de proporcionalidade relativamente à dimensão do território tem que partir de outros factores.

Para além de questões climáticas, será sobretudo a descontinuidade resultante de incêndios de anos anteriores que tem resultado numa flagrante diminuição da área ardida, sobretudo devido à cada vez maior improbabilidade da existência de incêndios de grande dimensões, os quais cada vez mais são detidos pela impossibilidade de progredir em zonas já devastadas.

Esta compartimentação, evidente em muitos concelhos, sobretudo no Centro e Norte do País, é obviamente reforçada por outros obstáculos e por trabalhos de silvicultura e outras acções de prevenção

domingo, julho 26, 2009

Incêndios devastam sul da Europa - 1ª parte


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Um incêndio florestal em Espanha

Em diversos países do sul da Europa, Espanha, Itália, França e Grécia, os incêndios florestais já devastaram dezenas de milhares de hectares e provocaram oito vítmas mortais.

As altas temperaturas e os ventos forte têm dificultado o combate às chamas, com situações preocupantes em Espanha, onde arderam perto de 20.000 hectares e morreram seis pessoas, entre os quais cinco bombeiros, obrigando ainda a evacuar perto de 1.500 habitantes da província de Almeria.

Na Sardenha, em Itália, verificaram-se duas vítimas mortais e mais de uma centena de turistas fiveram de ser evacuados em helicópteros e embarcações dos serviços de protecção civil, escapando assim a fogos que destruiram mais de 10.000 hectares de floresta.

No sul da ilha francesa da Córsega, situada no Mediterrâneo, cinco bombeiros ficaram feridos no combate aos fogos que destruiram perto de 4.000 hectares de matos, bem como uma dezena de casas e perto de 50 veículos.
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