sábado, fevereiro 09, 2008

Land Rover Série 3 109 da Italeri


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Land Rover Série 3 109 da Italeri

A Italeri já tem disponível um novo modelo do Land Rover Série 3 109 ou LWB à escala 1/24 para montar, que inclui uma carroçaria numa única peça, de modo a facilitar a montagem.

A Italeri já tinha feito um modelo deste Land Rover, mas houve agora melhoramentos e revisões em relação à versão inicial, adicionando novos elementos e alterações a nível de moldagem.

Este modelo tem 185 mm de comprimento, inclui peças transparentes, pneus em borracha e estampas, para além de um interessante conjunto de acessórios típicos dos Série, como protecção frontal, grade superior, "jerry can", entre outros, bem como um interior detalhado.


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Carroçaria do Land Rover numa única peça

Os modelos da Italeri são de boa qualidade e de fácil montagem, tendo este fabricante, para além deste modelo de Land Rover, um Range Rover com a decoração com que participou no Paris-Dakar e que apresentamos há alguns meses.

Mesmo para quem tenha pouca experiência, este é um modelo que recomendamos a todos os adeptos da marca, sendo possível obter um bom resultado final após apenas algumas horas de trabalho.

Estudo denuncia fragilidades no combate aos fogos florestais


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Um incêndio nas proximidades de uma habitação

Já está em poder da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) o estudo realizado por Hermínio Botelho, do departamento florestal da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), onde são analisadas as falhas no combate aos fogos.

Neste documento considera-se que os meios disponíveis são adequados à realidade nacional, mesmo tendo em conta o clima, que parece estar a evoluir, levantando novas questões, e para as condições actuais, que infelizmente se degradam anualmente, fruto de políticas que potenciam o abandono de extensas áreas do Interior do País.

Apesar de, segundo o estudo, a primeira intervenção ter melhado bastante nos últimos anos, sobretudo devido à existência de meios aerotransportados, que permitem controlar algumas situações numa fase inicial, os problemas surgem quando a dimensão aumenta e surgem dificuldades a nível da avaliação da situação e da coordenação de meios.

O principal problema apontado pelo estudo é a falta de formação dos bombeiros portugueses e as deficiências a nível de coordenação, que dificultam o combate, não obstante a existência de efectivos e meios em número suficiente para o número de ocorrências verificadas.

O recurso a novas tecnologias, nas quais muitas vezes se deposita uma esperança ilusória, mas para as quais não houve nem sequer sensibilização, quanto mais formação, resulta na sua quase completa inutilidade, refugiando-se os comandos em métodos antigos com os quais se sentem mais à vontade.

Outro problema é a dificuldade de avaliar os recursos necessários, a que nós adicionamos a falta de um sistema de informação em tempo real que permita ter uma visão de conjunto e as deficiências no sistema de comando e controle, agravados por uma rede de comunicações ineficaz.

Entre as críticas é salientado o excessivo uso de água e o reduzido recurso a fogos tácticos ou corta-fogos, técnica usada pelos antigos Serviços Florestais e que caiu em desuso durante vários anos.

Relacionado com a formação, mas que deve ser analisado de uma forma independente, falta abordar os problemas relacionados com a logística, que se revela desastrosa em incêndios de longa duração, um sistema de rotação de pessoal na frente de incêndio e uma reserva adequada, incluindo efectivos, material e um escalonamento de meios.

É também sugerido que o estudo seja utilizado pela Escola Nacional dos Bombeiros, de modo a que sejam introduzidas as necessárias alterações curriculares e melhorar assim a formação ministrada.

Muitas das conclusões deste relatório vêm ao encontro do que aqui temos escrito, sendo que a questão da formação, sobretudo a nível dos escalões mais elevados de comando, que necessitam de usar um conjunto de ferramentas sofisticadas que permita uma melhor avaliação e seguimento da situação e a comunicação com as diversas unidades, muitas vezes extremante dispersas no terreno, essencial para melhorar o combate aos fogos e diminuir o risco deste tipo de missões.

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Ambulâncias do INEM vão ter GPS


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Sistema de rádio e GPS num veículo de socorro

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) iniciou o processo de equipar as viaturas de socorro, como as viaturas médicas de emergência e reanimação (VMER) e as ambulâncias com GPS, devendo o processo estar em marcha este mês.

No total serão 300 viaturas que irão receber este tipo de equipamento, que inclui o receptor de GPS e um sistema de cartografia digital, essencial para ser usado em zonas do Interior onde as dificuldades de orientação implicam um tipo de solução diferente.

O novo sistema do INEM também inclui a geo-referenciação das chamadas telefónicas de pedidos de socorro, indentificando automatiamente a sua origem a partir de uma lista que inclui mais de 2.000 locais, que incluem hospitais, centros de saúde ou quarteis de bombeiros.

Este sistema, ligado a um módulo clínico facilita a gestão de meios, enviando o que for mais adequado ao socorro, dependendo da situação específica e do local da ocorrência, mas não corresponde ao pretendido sistema de localização de chamadas universal, com capacidade de geo-referenciação baseada num dos vários métodos que já discutimos, mas que continua sem ser implementado, não obstante as exigências da Comissão Europeia.

Para a Associação dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, a reacção, muito semelhante à expressa num texto que escrevemos, "o GPS é uma ajuda mas não a solução" e implica um investimento mais alargado, que inclui formação específica, mapas adequados e uma estrutura de socorro adequada.

Relativamente a esta opção do INEM, relembramos o texto que aqui já mencionamos e que publicamos recentemente, lembrando que seria importante que os veículos tivessem um sistema que os localizasse num mapa digital num ponto de coordenação e que, para além deste tipo de sistema, existem outros, baseados no Google Earth ou no Google Maps, mais interativos, que poderão fornecer mais informações do que os sistemas convencionais.

Colocar equipamentos de GPS sem introduzir outras alterações na estrutura de socorro, é ilusório e representa um valor acrescentado de pouco relevo, sendo que esta parece ser uma medida desgarrada, casuística e meramente reactiva, quando o que está em causa necessita de alterações a nível estrututual.

Google Apps Team Edition


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Écran do Google Apps Premier

A necessidade de partilhar informação, como documentos, folhas de cálculo, calendários, apresentações ou outros entre elementos de um grupo de trabalho, recorrendo a um sistema "on-line", independentemente da plataforma física e sem custos pode agora ser satisfeita através de um conjunto de aplicações do Google.

A versão agora lançada, designada por Google Apps Team Edition, destina-se exactamente a ultrapassar problemas de colaboração entre colegas de trabalho ou de escola na elaboração e partilha de documentos.

Após uma inscrição com o enderço da instituição, portando associado a um domínio e não um endereço indepedente, como os do Gmail, Hotmail ou Sapo, e a confirmação por parte do Google, será possível começar a usar esta versão da aplicação.

Tal como noutras versões, não há nem "software" a instalar nem configurações a efectuar, sendo transparente para o utilizador e sem custos em termos quer de programas, quer de suporte.

Tal como acontece com outras plataformas do Google, estão implementadas medidas de segurança, bem como a nível de privacidade, que evitem o acesso de estranhos, assegurando a protecção e a confidencialidade dos dados.

Os administradores de cada instituição têm disponíveis as ferramentas necessárias em termos de configuração, de segurança e de parametrização, de modo a que possam adaptar a plataforma às necessidades específicas de cada organização.

Este produto corresponde à visão do Google de manter as aplicações independentes da plataformas fisicas, acessíveis via Internet por quem disponha de um dos "browsers" standard do mercado, podendo usar desde computadores pessoais até PDA's passando por simples telemóveis com WAP.

Esta é uma solução que aconselhamos a testar por parte de quem tenha responsabilidades em organizações e necessite de uma plataforma informática facilmente acessível e sem custos inerentes à sua utilização, que possa servir de base a trabalhos ou tarefas em que a colaboração seja essencial.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

NDrive apresenta GPS com fotos de navegação aérea


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O novo NDrive G280

A NDrive apresentou o seu modelo G280, um sistema portátil de pequenas dimensões que inclui fotos de navegação aérea, que se baseia na tecnologia do NDrive G800.

A NDrive é uma empresa portuguesa especializada em sistemas de navegação por satélite, que lançou diversos modelos de GPS ao longo dos últimos anos, incluindo diversos equipamentos invadores, com um conjunto de funções específicas que incluem, por exemplo, roteiros culturais ou gastronómicos.

O G280 é o mais pequeno GPS com fotos de navegação aérea disponível no mercado, tendo um écran de 3.5 polegadas, um peso de 140 gramas e uma espessura de apenas 19 milimetros.

O G280R possui um écran táctil com tratamento anti-reflexo, sistemas de multimédia, jogos e a disponibilização de um cartão de memória de 8 GB para armazenar informação adicional.

Com um preço de 250 euros, o G280R pode ser encomendado no "site" do fabricante, onde é possível encontrar informações adicionais nas quais se inlcui a lista das cidades que é possível visualizar através de fotografia aérea, a qual deve ser consultada antes de tomar uma decisão de compra, de modo a confirmar se as áreas cobertas por este sistema correspondem às necessidades do interessado.

Já nos debruçamos sobre a escolha de modelos de GPS em diversos artigos, sendo que será de reler os textos publicados, de modo a que a selecção do equipamento a adquirir corresponda às necessidades, incluindo uma boa cobertura das áreas preferenciais de utilização, equacionando o uso de PDA's com cartografia digital quando os percursos se efectuem maioritariamento fora de centros urbanos.

Uma questão de aparências


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Viatura Médica de Emergência e Reanimação

Pensava-se que o maior problema da confusão que ocorreu em Alijó, da qual resultou um substancial atraso no socorro seriam as deficiências de coordenação, a falta de meios ou o encerramento da urgência local, mas o destaque da investigação solicitada à Inspecção Geral das Actividades de Saúde é fuga de informações, nomeadamente a gravação da chamada, que permitiu que o facto fosse do conhecimento público.

Deve-se dizer que esta era uma atitude esperada por parte de um orgão oficial, mas não será este o problema essencial quando esta gravação descreve uma realidade incómoda que se traduz na perda de vidas humanas.

Presume-se que não seja difícil saber de onde partiu a fuga de informação, dado que é óbvio que esta ocorreu dentro das instalações do Centro de Orientação de Doentes Urgentes e que só um número muito restrito de pessoas poderão ter quer o acesso, quer os conhecimentos técnicos para aceder a uma gravação e copiá-la, de modo a que possa ser enviada para o exterior.

É duvidoso que um simples operador tenha essa capacidade, menos ainda o acesso, pelo que só alguém que opere com o sistema de gravação pode ter sido o autor de uma fuga de informação que, sendo obviamente ilegal, em muito contribuiu para lançar na praça pública uma discussão urgente, e revelar uma situação que não será inédita e que pode resultar em sérias consequências.

Assim, mesmo sendo ilegal, a divulgação desta gravação pode vir a salvar vidas, pelo que, aplicando princípios gerais na nossa legislação, se pode considerar que este acto foi praticado para evitar um mal maior, sendo, portanto, equiparado a situações como as de legítima defesa ou a figuras como o estado de necessidade.

Apenas se lamenta que seja necessário uma fuga de informações para que se analise uma situação desta gravidade que, de outra forma, seria ocultada e se poderia repetir no futuro, sendo que a inspecção devia centrar-se nos inúmeros casos semelhantes que, com toda a probabilidade, se verificam e tomar as medidas necessárias para as evitar.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Vestuário de trabalho da Yoko


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Página do catálogo da Yoko

A Yoko Internacional é um dos maiores fabricantes de vestuário de trabalho, com especial destaque para peças de alta-visibilidade obedecendo à norma EN-471, típica dos coletes reflectores em uso nos automóveis ou de um sem número de peças usadas por entidades que operam na área do socorro.

Tratando-se de um distribuidor de produtos de proveniencia chinesa, a Yoko Europa, baseada na cidade espanhola de Ávila, não vende items isolados, mas em embalagens que podem incluir desde uma dezena de unidades, no caso de peças mais volumosas, como blusões, ou na ordem das centenas, se falarmos de luvas, gorros ou outras peças de dimensões reduzidas, razão pela qual será sobretudo do interesse de entidades colectivas a possbilidade de os contactar.

Até agora, temos sobretudo recorrido à linha mais clássica de blusões de alta-visibilidade, com faixas reflectoras, mas a Yoko também tem linhas destinadas sobretudo ao lazer, como o vestuário para ciclistas ou corredres que, praticando na via pública, necessitam de equipamentos que os tornem visíveis.

Da experiência que temos com productos da Yoko, podemos afirmar que os acabamentos são adequados e os materiais têm demonstrado uma duração e resistência dentro dos parâmetros normais, pelo que consideramos serem de qualidade média, mas tendo o preço mais baixo do mercado de entre as marcas que conhecemos.

Esta sugestão destina-se, portanto, a organizações que pretendam obter vestuário com determinadas características a um preço módico, ultrapassando distribuidores ou revendedores, mas que possam adquirir items em quantidades razoáveis e, eventualmente, os possam personalizar e revender de modo a obter receitas adicionais.

INEM vai definir protocolos com os Bombeiros


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Uma VMER do INEM na Anadia

A secretária de Estado adjunta e da Saúde, Cármen Pignatelli anunciou que o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e os Bombeiros vão definir os protocolos que estabelecem o relacionamento e a interligação entre estas organizações de socorro.

No termo de uma conferência de imprensa onde também estiveram presentes o ex-secretário de Estado da Protecção Civil, Ascenso Simões, os presidentes do INEM, Luís Cunha Ribeiro, da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), Arnaldo Cruz, e da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), Duarte Caldeira e elementos da comissão técnica de requalificação das urgências, Cármen Pignatelli declarou que após "análise das situações que ocorreram, verificámos que é absolutamente necessário definir os protocolos" que definam o relacionamento entre a Emergência Médica e os Bombeiros.

No termo da reunião, que decorreu no Ministério da Saúde, em Lisboa, foram analisadas as situações recentemente vindas a público, sendo reconhecido que "há fragilidades" no sistema que poderá ser "melhorado".

Para ultrapassar este problema, o INEM irá apresentar, dentro de três semanas, uma proposta relativa à organização de uma rede nacional de ambulâncias, sendo que a comissão técnica responsável pelo controlo do protocolo assinado em Maio de 2007 entre o INEM, a ANPC e a LBP irá finalmente reunir-se, pela primeira vez, no dia 07 de Fevereiro.

Assuntos como a distribuição de meios de socorro a nível nacional, a possibilidade do uso de desfribiladores pelas tripulações de bombeiros, entre outros, serão apreciados a nível técnico com base em propostas efectuadas pela LBP.

Após a demissão do ministro da Saúde, seria conveniente que fossem suspensos os encerramentos e que as unidades encerradas fossem reabertas até um estudo detalhado ser efectuado e estarem preparadas as necessárias alternativas e os meios de socorro e de transporte adequados.

A metodologia e a sequência de acontecimentos a que assistimos demonstra que não foram acauteladas nem a segurança das populações, nem a coordenação entre os meios disponibilizados pelas várias entidades ligadas ao socorro, que só agora parece tentarem chegar a uma acordo algo tardio e que, pela pressão dos acontecimentos, poderá não ser o ideal.

Na verdade, o esperado acordo agora proposto é mais uma medida casuística, a reboque dos acontecimentos e que, por muito necessária e eficaz que se revele, não pode corrigir erros de fundo, resultantes de problemas estruturais resultantes de uma manifesta falta de visão polítia e de mau planeamento técnico.

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Três montanhistas resgatados: inconsciência e um GPS


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Um Kamov na sua primeira missão de resgate

Três montanhistas que estavam a efectuar uma caminhada no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), na zona de Cabril, concelho de Montalegre, foram resgatados no termo de uma operação que envolveu elementos de duas corporações de bombeiros, uma equipa de sapadores do próprio PNPG e um Kamov Ka-32.

O alerta foi dado pelos próprios para os bombeiros, por volta das 16:00 para os bombeiros, tendo sido dadas coordenadas consideradas como "precisas" do local onde se encontram, situado a 1.500 metros de altitude, fornecidas via telemóvel após leitura de dados posicionais de um GPS.

Na altura, as condições climatéricas, com frio, neve, chuva e o cair da noite a aproximar-se já levantavam sérias aprensões aos três indivíduos que já encontravam dificuldades em deslocar-se.

A Protecção Civil chegou a enviar para o local um helicóptero de resgate, mas a falta de condições de visibilidade impediu a operação de se concretizar no próprio dia, pelo que a responsabilidade passou para as duas dezenas de elementos no terreno.

Perto das 00:00 as equipas de salvamento estariam relativamente perto do local indicado pelos três montanhistas, uma das quais, a única que permanecia calma, se mantinha em contacto com os bombeiros mas, na verdade, só durante a manhã conseguiram terminar a evacuação que assinalou a estreia dos Kamov Ka-32 em missões de resgate.

Após o resgate, os montanhistas foram conduzidas ao Centro de Saúde de Montalegre, onde foram avaliados, verificando-se que estavam de boa saúde, facto para que contribuiu o equipamento que possuiam.

Para além do bom equipamento de que dispunham os montanhistas, onde há que destacar a importância de um GPS e de comunicações, não podemos deixar de criticar o facto de se terem aventurado numa zona de difícil acesso, com neve e com previsões meteorológicas que deviam ter sido tomadas em devida conta, sobretudo por parte de quem afirmou à comunicação social ter experiência neste tipo de actividades.

A decisão de efectuar um percurso na zona em causa e nestas condições, para além de temerária e de por em risco os próprios montanhistas, coloca igualmente em perigo as entidades responsáveis pelo socorro, facto que devia fazer reflectir todos quantos se dedicam a este tipo de actividade, lembrando a responsabilidade de cada um na sua segurança pessoal e na dos que, em caso de necessidade, terão que intervir.

Temos vindo a relatar, por diversas ocasiões, acidentes que provocaram vítimas entre elementos do socorro e reconhecemos que esta é uma missão de risco, pelo que cabe a todos contribuir para que não se criem perigos adicionais resultantes de actos irreflectidos.

Resta-nos salientar a importância de dispor de um GPS e a possibilidade de enviar a posição, de modo a que uma operação de salvamento, que demorou longas horas apesar do conhecimento da localização exacta, chegasse a bom termo, sendo que, na ausência de uma informação com esta precisão, as consequências desta aventura podiam ter sido trágicas, dadas as dificuldades de busca na área onde os montanhistas se perderam.

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Lâmpada para leitura de mapas para automóveis


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Lâmpada para leitura de mapas de 12 volts

A maior parte dos veículos modernos têm luz interior, mas para quem tem um descapotável ou um Land Rover Série, a questão da iluminação pode ter uma resposta diferente.

Este pequeno sistema, destinado à leitura de mapas ou a iluminar equipamentos, pode ser ligado a uma tomada de isqueiro padronizada, existente na maioria dos veículos e proporciona uma luz clara e intensa, emitida por um conjunto de seis "leds".

O consumo de energia deste equipamento é de apenas 40 mA, tem um cabo semi-rígido orientável de 27 cm e um interruptor que permite ligar e desligar a luz, cujos "leds" têm uma vida útil estimada em 10.000 horas de operação.

Por um preço de aproximadamente 8 euros, já incluindo os portes, esta é uma solução interessante e de baixo custo, capaz de responder às exigências da maioria dos utilizadores.

Dois bombeiros gravemente feridos quando acorriam a um acidente


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Uma ambulância do INEM em acção

O despiste de uma ambulância que seguia em missão de socorro provocou ferimentos graves nos dois bombeiros da corporação de Pedrógão Grande que compunham a tripulação.

O acidente ocorreu pelas 16:00, no IC8, próximo de Nodeirinho, no distrito de Leiria, tendo os dois feridos sido evacuados para o Hospital dos Covões, em Coimbra.

A ambulância sofreu o acidente quando acorria a prestar socorro aos três feridos sem gravidade resultantes do despiste de uma viatura ligeira, também em Nodeirinho.

Neste domingo, as condições climáticas eram adversas, mas o facto de a rede de urgências ser cada vez menor obriga a deslocações mais longas, sendo que, na tentativa de manter o mesmo tempo entre o acidente e a entrada das vítimas no hospital de destino, pode resultar numa tendência para correr mais riscos ao efectuar o percurso a maior velocidade.

Os riscos resultantes do aumento das distâncias a percorrer, é uma das consequências do encerramento de unidades de urgência, particularmente gravoso para quem desempenha missões de socorro, pelo que se teme que o número de acidentes com ambulâncias e de vítimas entre os respetivos tripulantes venha a aumentar.

Este efeito colateral, que parece ter sido relativamente ignorado pelos decisores políticos, mas também por muitos dos que detêm responsabilidades operacionais, deve ser analisado com extrema atenção, não apenas no presente, mas também em termos de projecção no futuro.

Se adicionarmos o desgaste adicional, a nível físico e psicológico, resultante do aumento de distâncias, e da pressão para manter os tempos de evacuação verificados antes do encerramento de algumas unidades de saúde, podemos estar diante de uma combinação extremamente perigosa que deve ser estudada e corrigida antes que se veirfiquem situações mais graves do que as ocorridas no domingo passado.

domingo, fevereiro 03, 2008

Bombeiros de Alijó vão ter central única


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Central de bombeiros

Após os problemas de coordenação que ficaram conhecidos de todo o País quando a chamada originária do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) foi atendida por elementos de duas corporações que, estando sós, não puderam responder com a prontidão adequada, foi decidido que as seis corporações de bombeiros do concelho de Alijó terão uma central de atendimento comum.

Esta foi a solução encontrada para evitar que a lamentável situação que se verificou recentemente se repita, mas, infelizmente, não resolve os problemas com que corporações com poucos efectivos se debatem, pelo que seria conveniente outra abordagem que atacasse a raiz do problema.

Uma possibilidade que consideramos mais adequada seria a de concentrar os efectivos de prevenção nas várias corporações do concelho num só quartel, eventualmente de forma rotativa ou no que oferecer melhor condições, para onde seriam redirecionados todos os pedidos de socorro, de forma a haver o número suficiente de elementos presentes para desempenhar as missões atribuidas pelo CODU.

Outra hipótese seria a de as escalas noturnas serem efectuadas rotativamente pelas várias corporações do concelho, que concentrariam os efectivos dispersos nas várias noites numa única ocasião, de modo a existir a disponibilidade necessária para uma resposta imediata.

A ideia de introduzir uma central única, quando o problema reside, essencialmente, nos fracos efectivos e na dispersão de meios, pode não resolver o problema, limitando-se a fazê-lo transitar do CODU para quem atender a chamada, que terá a incumbência de encontrar uma corporação com os efectivos e os meios para acudir ao pedido.

Por esta razão, dado que podemos estar diante de uma transferência de responsabilidade mais do que de uma solução, consideramos ser de tomar em conta as duas propostas que subscrevemos como forma de obviar a uma situação que se pode repetir.
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