sábado, março 18, 2006

Testes atrasam decisão sobre aviões russos


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Beriev B-200 em versão de combate a incêndios

As negociações com o fabricante russo Beriev, para a eventual aquisição de quatro aviões pesados de combate a incêndios florestais, no âmbito da negociação de uma antiga dívida da Federação Russa para com o Estado português, têm estado paradas.

Segundo o gabinete do sub-secretário de Estado da Administração Interna, Rocha Andrade, que tem este dossier a seu cargo, já foram escolhidos os locais, em território nacional, para a realização de testes operacionais, durante três dias, mas a empresa continua a não marcar a data para os exercícios, que era suposto terem lugar ainda durante este mês.

No entanto, a questão desta dívida, originária do tempo da ex-União Soviética, acaba por ser um óbice, dado que, após a sua desagregação, as respectivas dívidas acabaram por ser disseminadas e nem sempre reconhecidas por diversos países, levando a dificuldades de cobrança, pelo que esperar peplo fim da negociação com a Federação Russa para efectuar a aquisição parece empurrá-la para data indeterminada.

Por outro lado, conforme mencionamos anteriormente, a utilização dos Beriev só poderá ser feita ou com abastecimentos no mar, algo que só é possível com ondulação até 1.2 m ou mar do tipo 3, o que pode não se verificar nos dias de maiores incêndios durante os quais costuma haver ventos fortes, ou em albufeiras, que terão de ser avaliadas não só na sua extensão, mas nos corredores de aproximação disponíveis.

Segundo o fabricante, para reabastecer completamente, o B-200 necessita de aproximadamente 14 segundos em "aquaplaning", a uma velocidade de perto de 180 Km/h, o que implica cerca de 700 metros em contacto com a água, tendo que se acrescentar os necessários corredores que permitam operar em segurança.

Para amarar, o B-200 necessita de 1.300 metros e para a descolagem a partir de água de 1.000, a que, mais uma vez se adicionam os necessários corredores, limitando as escolhas dos locais de reabastecimento e aumentando as distâncias entre estas e os locais de actuação.

Os testes realizados nos últimos anos na Sardenha, beneficiaram da conhecida calmaria típica do mar Mediterrâneo, pelo que extrapolá-los para um País atlântico é impossível, conferindo especial importância aos testes a realizar em albufeiras.

A preço de catálogo, equipado só para combate a fogos, um Beriev B-200 custa cerca de 28.000.000 de euros, sensivelmente mais 4.000.000 do que o Canadair e necessita de 18 meses para ser produzido, mas poderá receber opções que lhe permitam desempenhar outro tipo de missões.

A aquisição dos B-200, por muito tentadora que seja devido à sua excelente capacidade, necessita de um estudo particularmente cuidado, tanto a nível técnico como financeiro, de modo a evitar que esta operação se transforme num autêntico desastre, comprometedor dos recursos alocados para aquisição de meios aéreos de combate aos fogos florestais.

Mapas militares em formato JPG


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Mapa 3D de Gouveia gerado pelo CompeGps

Surgiu recentemente um conjunto de mapas de Portugal Continental à escala 1/25.000, da série 888 do Instituto Geográfico do Exército, digitalizados em formato "JPG", de qualidade muito superior à dos "GIF", há muito disponíveis.

Em conjunto, surgiram os respectivos ficheiros de calibragem para o Oziexplorer, de extensão "map", os quais podem ser utilizadas por diversos outros programas, que estão incorrectos no respeitante aos 17 primeiros mapas.

Assim, abrindo um destes mapa, verifica-se um desfasamento entre as linhas de calibragem e as geográficas, que pela disposição ligeiramente na diagonal, indiciam um erro na selecção da projecção.

Se bem que inicialmente possa parecer uma questão relacionada com os datums, o facto é que as linhas existentes não são paralelas, levantando-se a suspeita de que a projecção, ou seja a planificação do mapa, correspondente a uma secção do globo terrestre, esteja incorrecta.

Dado que não são apenas as linhas que se encontram desfasadas, notando-se que um conjunto é ligeiramente curvo, sendo manifesto que existe um erro na projecção escolhida para os ficheiros de calibragem.

Nestes ficheiros, embora venha mencionado uma projecção "Universal Mercator", realmente estão em "UTM", pelo que surgem os erros que descrevemos.

Numa primeira solução, é possível alterar no interior do ficheiro, com um editor como o "Notepad", a projecção utilizada, de modo a que a esta seja corrigida.

Chamamos ainda a atenção para um texto que publicamos há alguns meses e que pode ajudar na configuração dos datums, permitindo a inclusão daqueles que não vêm listados no Oziexplorer que passamos a citar.

Para tal deve ser criado no mesmo "folder" onde está o executável do Oziexplorer, usando um editor de texto, um ficheiro de nome "datums.dat", onde será feita a correspondência entre o nome atribuido a este datum e os parâmetros geográficos que deram origem à sua criação.

Este é um exemplo do conteúdo do referido ficheiro, podendo haver várias linhas semelhantes a esta:

European 1950 - Portugal, -6, -84.0, -107,0, -120.0

Nome do datum, que no exemplo é "European 1950 - Portugal" e tem que ser o mesmo que aparece no ficheiro de calibragem, de extensão "map", a utilizar.

Elipsoide utilizada no datum, no exemplo -6, e que tem que ser verificada através das tabelas disponíveis.

Dx, Dy e Dz são os parâmetros relativos à criação do datum e constante das tabelas de criação e correspndem ao afastamento segundo os 3 eixos em relação ao datum WGS 84.

O Z corresponde à direcção do Polo Norte, o X à intercepção do meridiano principal e do plano do Equador e o eixo do Y-axis é obtido através de um ortogonal à direita por um plano a 90º este do eixo do X e da respectiva intercepção com o plano do Equador.

Esperamos que com este texto, tenhamos contribuido para clarificar a questão do desfasamento entre a posição assinalada pelos GPS e o ponto do mapa onde este se projecta, sugerindo ainda que leiam ou releiam o que escrevemos sobre o assunto.

sexta-feira, março 17, 2006

Câmaras e associações solidárias com comandantes de Coimbra


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Land Rover Defender do SNBPC

As Câmaras Municipais e Associações Humanitárias estão "solidárias" com os comandantes de bombeiros do distrito de Coimbra, que lhes apresentaram a demissão na sequência da nomeação de um militar da GNR para coordenar o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) a nível distrital.

As demissões foram apresentadas às direcções dos organismos detentores dos corpos de bombeiros, Associações Humanitárias e Câmaras Municipais, as quais não aceitaram os pedidos mas manifestaram-se "completamente solidárias" com os seus comandos, apoiando-os em "todas as tomadas de posição que entenderem por convenientes".

Antes, já tinham pedido a demissão os cinco comandantes operacionais de zona, também descontentes com a nomeação para cargos de chefia de pessoas "estranhas aos bombeiros".

Para já, os comandantes em causa decidiram não integrar as escalas de serviço do SNBPC, mostrando-se, segundo o Presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Coimbra, Jaime Soares, "indisponíveis para participar em qualquer actividade" organizada pela delegação de Coimbra do SNBPC.

"É uma falta de respeito e consideração pelos bombeiros", considerou Jaime Soares, revelando tratar-se de uma situação "desagradável e complicada" causada pela nomeação do tenente-coronel Ferreira Martins, militar da Brigada Territorial N.º 5 da GNR de Coimbra, para comandante operacional do mesmo distrito.

Jaime Soares sublinhou existir "gente com capacidade e experiência nos bombeiros para desempenhar o cargo", assegurando não ter "nada contra os militares da GNR".

O problema, acrescentou, "é que o tenente-coronel nomeado não tem o perfil adequado para a função e não conhece nada das matérias em causa", razão pela qual questiona: "A GNR ia gostar de ter um bombeiro a comandar a Brigada Territorial n.º 5?"

Mário Lourenço, comandante dos Bombeiros Voluntários de Condeixa, considera tratar-se de uma "situação preocupante", desejando que haja "bom senso" na resolução do problema.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Penacova, António Simões, adianta que o comando distrital está "fragilizado", mas assegura que "o socorro às populações não está em causa".

O tenente-coronel Ferreira Martins, que apesar da contestação já começou a exercer as novas funções no SNBPC de Coimbra, após ter sido empossado na última quarta-feira, escusou-se a comentar esta situação, uma vez que não conhece as demissões "oficialmente".

Esta situação, que já foi diversas vezes aqui mencionada e analizada, ainda carece de uma solução defenitiva por parte da tutela, a qual peca por tardia, prolongando um conflito sem fim à vista, que tem vindo a desgastar gravemente todos os intervenientes.

China vai produzir computador portátil de baixo custo


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Computador portátil: como será o modelo chinês?

O Instituto de Tecnologia Informática da China produziu o primeiro computador portátil chinês de baixo custo, que custará 1.000 yuan ou 103,70 euros, informou a agência noticiosa oficial chinesa Nova China.

A produção industrial do computador, que é do tamanho de um livro e pesa pouco mais de meio quilo, vai arrancar em Junho próximo, diz a agência noticiosa, que adianta que os responsáveis pela concepção querem exportar os computadores para o resto do mundo, em especial para os países em vias de desenvolvimento.

"Esperamos que os nossos computadores sejam acessíveis a toda a gente", disse Zhang Fuxin, do Instituto de Tecnologia Informática da China, parte da Academia de Ciências Sociais do país.

O computador, que foi baptizado de "Longmeng", ou "Sonho do Dragão", utiliza os micro-processadores chineses Godson II e, segundo Zhang, tem uma capacidade de processamento equivalente a um computador de mesa Pentium III de 1 GHz e vem equipado com um leitor de DVD.

Em 2005, Nicholas Negroponte, um dos maiores especialista mundiais na área das novas tecnologias, propôs a concepção de um computador de baixo custo ao abrigo do projecto "One Laptop Per Children" ou "Um Portátil por Criança", que por várias vezes mencionamos.

O projecto tem como objectivo fazer chegar as novas tecnologias às crianças dos países em desenvolvimento e introduzi-las nos sistemas de ensino desses países, tendo o primeiro protótipo de um computador de baixo custo sido apresentado em Novembro passado por Negroponte e pelo secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan.

Ainda se desconhecem as características completas deste novo computador, nomeadamente em termos de memória, espaço em disco, écran e conectividade, mas o preço parece ser verdadeiramente tentador e uma base de partida para diversas das soluções que aqui propusemos.

Caso seja disponibilizado em Portugal, para além de uma verdadeira revolução em termos de informática de consumo, permite explorar uma imensidade de soluções que, por razões orçamentais, têm vindo a ser adiadas.

quinta-feira, março 16, 2006

Comandantes de Coimbra demitem-se


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Incêndio nos arredores de Coimbra em 2005

Os 24 comandantes das corporações de Bombeiros do distrito de Coimbra demitiram-se em bloco devido à nomeação de um militar da GNR para comandante operacional, segundo anunciou hoje a Federação distrital do sector.

A decisão do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) de nomear um militar da GNR para dirigir o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Coimbra, está a provocar descontentamento generalizado nos Bombeiros do distrito, tendo já motivado anteriormente a demissão de cinco comandantes operacionais de zona.

Em comunicado, a Federação de Bombeiros do Distrito de Coimbra afirma que os comandos dos 24 corpos de Bombeiros de todo o distrito aprovaram por unanimidade uma moção onde referem que "não se revêem, no plano pessoal, institucional e operacional, no comando agora nomeado pelo SNBPC".

O mesmo comunicado acrescenta ainda que a tomada de posição foi reforçada com "a total indisponibilidade para participar em qualquer escala de serviço ditada pelo comando operacional distrital".

Ainda segundo a estrutura federativa, "as direcções dos organismos detentores dos corpos de Bombeiros fizeram saber que não aceitam o pedido de demissão dos comandantes, como se manifestam completamente solidárias com os seus comandos, apoiando-os em todas as tomadas de posição que entenderem por convenientes".

No entanto, os Bombeiros estarão "totalmente disponíveis, como sempre estiveram, para continuar a servir as populações do distrito de Coimbra, ou até além-fronteiras", refere-se também no mesmo comunicado.

O SNBPC anunciou no dia 10 deste mês que pretende nomear dois militares da GNR e três do Exército para os Comandos Distritais de Operações de Socorro (CDOS), num total de 36 elementos.

A proposta de nomeação de militares para dirigirem CDOS, estruturas distritais do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, tem provocado contestação no sector, tendo levado anteriormente à demissão não só de cinco comandantes operacionais em Coimbra, mas também à contestação por parte de numerosos comandantes de Viana do Castelo e Viseu, tal como noticiamos.

Esta demissão em bloco provavelmente teria sido evitada com diálogo que levasse a uma escolha consensual, ouvindo ambas as partes e respeitando a opinião de todos, tal como temos vindo a propor.

Na verdade, esta situação decorre da nova Lei de Bases da Protecção Civil, na qual não foi acautelada a especificidade do relacionamento com voluntários, tendo-se optado por um sistema de nomeações que só será aplicável na instituição militar.

Indignação pela subsituição de Bombeiros por Militares


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Forum dos Bombeiros do Distrito da Guarda

O Grupo dos Bombeiros do Distrito da Guarda vai dar a conhecer às entidades competentes a indignação e a falta de respeito que tiveram para com os Bombeiros de Portugal, no processo das recentes nomeações para os cargos de Comandos Distritais.

Como é do conhecimento público, 33% das nomeações dos elementos de Comando distritais, são oriundos da GNR, Serviços Florestais e Militares, pessoas que não têm qualquer tipo de experiência da área da Protecção Civil.

Desta forma, o Grupo dos Bombeiros do Distrito da Guarda decidiu criar um fórum onde vai reunir todos os comentários e enviá-los às seguintes entidades:

. Ministério da Administração Interna
. Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil
. Liga dos Bombeiros Portugueses
. Associação Nacional de Bombeiros Profissionais
. Associação Portuguesa dos Bombeiros Voluntários

A opinião e o apoio de todos, sejam ou não bombeiros é essencial, pois a questão do socorro abrange-nos a todos, pelo que apelamos à participação no Forum bem como na divulgação desta mensagem.

Solicitamos muito especialmente a quem tenha contactos na comunicação social, o favor de auxiliar na divulgação da contestação dos Bombeiros contra estas nomeações que podem diminuir gravemente a eficiência das operações de socorro em Portugal.

A todos quantos colaborarem, desde já, o nosso obrigado.

quarta-feira, março 15, 2006

ANMP e LBP discutem criação de taxa municipal


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Rodeia Machado, dirigente da LBP

Realizou-se ontem em Coimbra uma reunião entre as Direcções da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e a Liga Portuguesa de Bombeiros (LPB), sendo um dos pontos principais da agenda a possibilidade de criar uma taxa municipal para financiamento dos corpos de bombeiros, matéria que, por ser considerada da responsabilidade do Governo, não chegou a ser discutida.

Rodeia Machado, vice-presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, fez o balanço da reunião, referindo que há convergência entre as duas instituições em diversas matérias relativas aos bombeiros e à protecção civil.

"Nem sequer abordámos a possibilidade de criar uma taxa municipal para financiar os corpos de bombeiros, porque foi nosso entendimento não entrar em linhas de pormenor", referiu Rodeia Machado.

Consideram a LBP e ANMP, que deve ser o Governo a traduzir em lei o financiamento dos corpos de bombeiros, "competindo a estas duas instituições levantar as questões e dar pareceres, enquanto que o Governo tem a capacidade de fazer as lei".

Em discussão estiveram outros assuntos como o regime de seguros, a lei de bases da protecção civil, o regulamento dos corpos de bombeiros e a sua tipificação, o estatuto social do bombeiros e do quadro de formação, assuntos calendarizados para revisão até final do corrente semestre.

Durante o segundo semestre serão abordadas matérias que têm impacto directo no Orçamento Geral de Estado para 2007, tendo, entre outros, pontos como os planos de reequipamento e o regime de apoio à construção de instalações.

Embora seja necessário encontrar uma forma de financiar os Corpos de Bombeiros, uma nova taxa municipal é, indiscutivelmente, um novo imposto num País onde a carga fiscal atinge níveis comprometedores.

Logicamente, é sempre mais fácil lançar uma nova taxa ou imposto do que diminuir os desperdícios que sabemos existirem numa Administração Pública que teima em não reduzir os seus custos, mas este é o caminho errado e o que mais penalizador se vai sentir no futuro.

É através de uma racionalização e redistribuição dos montantes disponíveis, e não do seu contínuo aumento, que se devem obter os recursos financeiros que deverão ser atribuidos aos Corpos de Bombeiros, de forma a que estes possam dispor dos meios necessários ao desempenho das suas missões.

Comandantes de Viseu indignados com escolha política


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Incêndio no distrito de Viseu no Verão de 2005

César Fonseca é o novo comandante distrital do Centro de Operações de Socorro de Viseu e Rui Pedro, um engenheiro dos Serviços Florestais foi nomeado adjunto.

Os dois nomes foram propostos por Gil Martins, comandante nacional de operações, e validados por Arnaldo Cruz, presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil contrariando a vontade das estruturas de comando de 28 das 33 corporações de bombeiros do distrito, que exigiam a recondução no cargo de João Marques mantêm a ameaça de recusar integrar escalas de serviço na época de combate aos fogos florestais.

Vários comandantes, contactados pelo Jornal do Notícias, falam abertamente de "escolhas políticas".

"Não pode ser outra coisa, porque o comandante João Marques tem habilitações académicas e operacionais superiores às do comandante César Fonseca", explica António Almeida, que comanda os Bombeiros de Salvação Pública, em S. Pedro do Sul, e que se revela "desmotivado" para continuar a exercer o cargo.

"Lamentavelmente, não fomos tidos nem achados nestas escolhas, pese embora tivéssemos subscrito uma petição a pedir a recondução do comandante João Marques. Será que só servimos para andar no terreno a arriscar as nossas vidas?", protesta António Almeida.

"É claro que se tratou de uma nomeação política", desabafam também os comandantes José Fernando Silva, de Cinfães, António Nogueira, do Penedono, e Artur Longa de Tabuaço.

Outro alvo da ira dos comandantes é o técnico dos Serviços Florestais nomeado adjunto e designado para trabalhar com César Fonseca, ao qual não reconhecem a necessária formação para o cargo e menos ainda para substituir o comandante distrital em caso de necessidade.

"É vergonhoso. Ao escolherem um técnico dos Serviços Florestais passaram um atestado de incompetência a todos os comandantes de bombeiros do distrito de Viseu", afirma indignado António Vasco Lima, da corporação de Tarouca, que acrescenta que "esse senhor pode perceber muito de florestas, mas de bombeiros e protecção civil deve saber pouco".

"A função dos bombeiros não é só o combate aos fogos florestais, passa cada vez mais pelas intervenções a outros níveis de actuação mais específicos, e isso implica formação de base adequada", alerta José Alberto Requeijo, comandante dos Bombeiros Voluntários de Moimenta da Beira.

"Quero ser parte da solução e não do problema", desabafa César Fonseca, o novo comandante distrital do Centro de Operações de Socorro de Viseu e comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Paiva há cerca de 20 anos, concelho onde foi eleito vereador pelo Partido Socialista.

Sensível às críticas feitas em redor da sua nomeação, o novo responsável admite que as mesmas tiveram um determinado contexto, mas que, consumada a sua escolha, não duvida que todos o vão apoiar e afirma "somos bombeiros e vamos puxar para o mesmo lado".

Em primeiro lugar, aceitar uma nomeação nestas circunstâncias é algo que nos parece absolutamente errado, e usar o espírito de missão dos bombeiros e a sua dedicação à causa para forçar a um apoio involuntário, surge como moralmente reprovável.

Com efeito, estamos diante de voluntários, pelo que proceder a nomeações, impondo nomes, é sempre contraproducente e pode levar a uma desmobilização generalizada, com as consequências desastrosas que tal acarreta.

Por outro laado, adoptar métodos de nomeação tipicamente militares, meio onde a aceitação dos comandos passa pela disciplina a que todos estão sugeitos, transpondo-a para uma estrutura civil e maioritariamente composta por voluntários, demonstra uma falta de sensibilidade no trato de quem graciosamente serve as populações, podendo, por exemplo, levar à recusa em participar em escalas ou a solicitar um afastamento temporário.

Fica aqui o nosso apelo para que o bom senso impere e que quem não tem o necessário apoio recuse um cargo que deve ser consensual.

terça-feira, março 14, 2006

Óleos vegetais - 2ª parte


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Suplemento publicado no jornal italiano L'Unitá

Prosseguimos hoje os textos relativos aos óleos vegetais, com algumas considerações acerca da sua utilização nos motores Diesel.

Os motores que se pretende virem a utilizar óleos vegetais devem de ser modificados e desenvolvidos, para se obter o máximo de desempenho, durabilidade e economia, mas, com algumas precauções, podem dispensar alterações.

Os óleos vegetais oferecem muito melhores capacidades de lubrificação do que o gasóleo fóssil, que necessita da adição de um componente poluente como o enxofre, o qual é totalmente dispensável e inexistente nos óleos vegetais, possibilitando a instalação de oxi-catalisadores nos tubos de descarga dos motores que usam este tipo de combustível.

A utilização de catalisadores é actualmente obrigatória, por razões ambientais, na maioria dos motores, sendo dispensado em alguns motores diesel, devido à necessidade de lubrificação do enxofre, o qual pode danificar as cerâmicas dos sistemas catalíticos, pelo que deve ser tomado um especial cuidado com os mesmos.

A utilização destes sistemas de pós-queima automáticos possibilita, inclusivé, a queima da acroleína e outros produtos orgânicos, que não tiveram tempo suficiente para a combustão completa durante o ciclo da expansão motora, e assim reduzem em até 90% algumas das emissões poluentes.

Para a fase inicial de transição entre a era fóssil e a da utilização das bio-energias, pode-se adicionar até 30% de óleo vegetal bruto e filtrado ao gasóleo que se pode encontrar nos postos de abastecimento, para uso em qualquer motor diesel, sem modificação nenhuma e sem problemas de funcionamento, de armazenamento nem de abastecimento.

Os óleos vegetais, tal como acontece com o biodiesel, não poluem o meio ambiente em caso de vazamento, e são mais seguros do que outros combustíveis, pois não ardem nem explodem à temperatura ambiente.

Dado que derivam de vegetais, responsáveis pela fotossíntese, a qual é obtida através da energia solar, transformando o CO2, poluente, e libertando oxigénio ao ar, este tipo de combustível estimula e rentabiliza a plantação de espécie vegetais, enquanto contribui para purificar o ar que respiramos.

Este tipo de combustíveis tem vindo a despertar um grande interesse quer de organizações ambientalistas, que encontram um meio para controlar a poluição, quer a nível económico, dado reduzirem a dependência de produtos importados e viabilizarem novas produções agrícolas de que o País tanto necessita.

Google Mars


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Fotografia de Marte

Sobretudo aos apreciadores do Google Earth, sugerimos uma visita ao "site" do Google Mars, que permite visualizar a superfície de Marte.

Ests "site", em colaboração com a NASA a a Universidade do Arizona, permite as habituais formas de deslocação e variação de altitude, utilizando um cursor, de modo a analizar a vasta superfície deste planeta, mas dispensando o "software" instalado para o uso do Google Earth.

Os mapas não têm, obviamente, a precisão dos referentes ao nosso planeta, mas contribuem para uma melhor compreensão da geografia deste planeta vizinho e serão de interesse tanto para curiosos, como para quem estuda ou aprecia astronomia.

Embora admitamos que o interesse prático possa ser menor do que o do Google Earth, em termos científicos esta visualização detalhada do "planeta vermelho" não deixa de ser interessante e despertar o imaginário das viagens espaciais, pelo que convidamos os nossos leitores a visitar o Google Mars.

segunda-feira, março 13, 2006

Mais críticas a militares no comando de bombeiros


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Bombeiros Voluntários de Bragança

A demora na divulgação da lista de comandantes distritais de operações de socorro e sobretudo a opção por nomear militares oriundos da GNR em quatro dos seis distritos onde há mudanças, está a deixar insatisfeitos diversos comandantes de bombeiros e autarcas.

Depois da contestação em Viana do Castelo, Viseu e Coimbra, que aqui noticiamos e comentamos, foi a vez de os protestos chegarem ao distrito de Bragança.

Adriano Reis, comandante dos Bombeiros Voluntários de Moncorvo, considera que a nomeação de militares para cargos de comando na estrutura de socorro significa que o Ministério da Administração Interna está a passar "um atestado de incompetência aos comandantes bombeiros do país", considerando que tudo isto "é a mesma coisa que um comandante dos bombeiros ir comandar um posto da GNR ou uma companhia no exército".

Segundo Adriano Reis "os militares não estão preparados para comandar uma estrutura desta natureza, que não é com estratégia militares ou bazucas que se combate o fogo".

Duarte Caldeira, Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, afirma já ter manifestado à tutela a sua "estranheza por esta demora" nas nomeações e diz considerar "perfeitamente desajustadas" as opções por militares da GNR em Coimbra e Viana do Castelo.

"A nossa posição é de solidariedade com os bombeiros. Particularmente o actual comandante de Viana do Castelo tem um currículo operacional e formação académica irrepreensíveis", sustenta o Presidente da Liga.

A nomeação de novos comandos decorre de uma recente alteração à lei orgânica do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, que noticiamos oportunamente e que já na altura foi contestada por diversas entidades envolvidas.

A escolha de militares foi um dos factores, entre outros, que contribuiu para a demissão de Bargão dos Santos, que presidiu ao Serviço durante apenas nove dias, acusado de tentar "militarizar" a estrutura do SNBPC e a acusação repete-se, agora dirigida ao seu sucessor, o também major-general Arnaldo Cruz.

A actual política de nomeações, tal como a legislação recentemente aprovada e da qual decorrem estas nomeações, para além de revelar uma enorme falta de tacto e de capacidade de diálogo, tem-se revelado como completamente desajustada da realidade, podendo, inclusivé, ser interpretada como uma falta de confiança da tutela nas capacidades de comandantes de bombeiros com muitos anos de experiência.

Sobre este assunto, que continuaremos a acompanhar, reiteramos as opiniões que temos vindo a exprimir ao longo destes últimos dias de contestação generalizada, as quais se encontram nos textos referentes a cada um dos distritos onde esta situação ocorreu.

Óleos vegetais - 1ª parte


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Planta de Colza: um dos vegetais utilizados

Numa altura em que o aumento de preço dos combustíveis fósseis é sentido por todos os automobilistas, a previsão de uma futura escassez leva a equacionar soluções alternativas, pelo pensamos ser importante explorar as várias possibilidades de substituição, tirando partido da próxima legislação que beneficia os biocombustíveis.

Lembramos que, pela primeira vez, o Orçamento Geral do Estado contempla a especificidade dos biocombustíveis, isentando-os total ou parcialmente de Imposto Sobre Produtos Petrolíferos, faltando, no entanto, a legislação e regulamentação complementar que torne efectiva a decisão.

Se pensarmos em alternativas, o motor a explosão por compressão, mais conhecido como motor Diesel, é o principal candidato, dado que pode utilizar combustíveis densos, ou seja, quaisquer hidrocarbonetos de cadeias carbónicas longas.

Estes motores, devidamente preparados, queimam inclusivé óleos e gorduras vegetais ou animais, como foi demonstrado em 1897 pelo alemão Rudolf Diesel, que utilizou óleo de amendoim no motor que desenvolveu.

Alguns dos nossos leitores provavelmente ainda se lembram das Berliet-Tramagal, utilizadas pelo Exército Português e que podiam funcionar quase com qualquer combustível, fosse de origem vegetal ou mineral, sem com isso danificar os motores sempre sujeitos a grandes esforços.

Comparado com o biodiesel, todos os óleos vegetais brutos e filtrados têm a enorme vantagem de serem mais baratos e de muito simples obtenção, pois basta espremer as sementes para obtê-lo.

Assim, evita-se o oneroso e complicado processo de trans-esterificação necessário para obter o biodiesel, o que contribui para custos de produção mais baixos, do que deve resultar um preço mais competitivo no mercado.

Por outro lado, adaptar motores Diesel para óleos vegetais, é mais fácil do que adaptar motores a gasolina para álcool, pois é apenas necessário elevar a pulverização dos óleos e a temperatura de combustão, como demonstram os mais de 30.000 veículos que na Alemanha consomem óleo de canola ou colza.

No próximo texto serão detalhadas algumas características e cuidados necessário para a utilização deste tipo de combustível alternativo para motores Diesel, que esperamos venha a ser comercializado em Portugal num futuro próximo.

domingo, março 12, 2006

Conflito nos Bombeiros Voluntários de Lagos


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Bombeiros Voluntários de Lagos em acção

Os Bombeiros Voluntários de Lagos, no Algarve, vivem num clima de conflito interno, com o Comandante e Direcção de costas voltadas, sem se reunirem há quase dois anos.

No próximo mês de Outubro termina o mandato de cinco anos do Comandante à frente da Corporação, e a Direcção da Associação não pretende reconduzi-lo, embora seja possível a este vir a recorrer para uma comissão arbitral.

O acumular de tensões gerou agora uma situação insólita nesta instituição centenária, quando uma dezena de sócios, incluindo José Fonseca, o Comandante da corporação, decidiram convocar uma assembleia geral extraordinária à revelia do presidente do órgão.

Um dos pontos da ordem de trabalhos relaciona-se com a "manifestação pública por parte do presidente da direcção da intenção que este órgão tem de destituir o comandante".

Um dos subscritores, Faustino Melo, afirma que "os estatutos dizem que é obrigatória a convocação da assembleia extraordinária. O presidente da assembleia geral só tinha de a marcar, e não marcou".

O visado, Florivaldo Abundâncio, diz que a ordem de trabalhos "não justificava uma assembleia geral extraordinária", adiantando que os assuntos propostos "poderiam ser colocados como pontos prévios na assembleia ordinária, no dia 22 destes mês".

A degradação do ambiente tem vindo a acentuar-se, e o presidente da direcção, Serafim Tavares, recorda que "era amigo do comandante, mas agora não falamos", tendo a direcção já retirado a confiança a José Fonseca.

Faustino Melo, acrescenta ainda que José Fonseca foi "indicado para comandante do sector distrital e a direcção deu parecer negativo, quando devia ser uma honra".

Para o Presidente da Direcção, no entanto, a questão é simples e responde: "se nós lhe tínhamos retirado a confiança para comandar os Bombeiros de Lagos, não fazia sentido dar o parecer favorável para ele ser comandante de sector".

O Presidente da Câmara Municipal de Lagos, Júlio Barroso, revela "preocupação" com o agudizar do conflito e diz que, "em devido tempo, já alertámos o coordenador distrital dos bombeiros para o problema", considerando que "as tutelas deviam agir", evitando que "a instituição fique fragilizada".

Esta é mais uma de entre várias situações de conflito que temos vindo a noticiar e que, repentinamente, parecem ter-se multiplicado a nível local e distrital, normalmente envolvendo nomeações para cargos de comando operacional.

Recentemente, apontamos algumas pistas que forcem a um consenso entre os vários intervenientes, dado considerarmos que a imposição de uma nomeação, contra a vontade dos elementos operacionais, traduz-se numa dificuldade acrescida, e por vezes insuperável, para quem não tem o necessário apoio daqueles que vai comandar.

Assim, para além da necessidade de estabelecer critérios a nível de experiência e desempenho profissional, uma proposta para substituição ou renomeação do comandante, deveria ser forçosamente aprovada, separadamente, mas em simultâneo, por voto secreto, pela Assembleia Geral, reunida extraordinariamente, pela Direcção e pelo Corpo de Bombeiros, sendo que uma derrota em qualquer desta votações determinaria a sua não nomeação.

Sem o apoio destes três pilares essenciais, todos fundamentais para o bom funcionamento da instituição nas várias áreas, o desempenho do novo comandante pode vir a ser seriamente penalizado, diminuindo a capacidade operacional da corporação, pelo que urge adoptar processos que evitem conflitos prolongados.

Prontos-Socorros a Gatos Vítimas de Asfixia


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Quando os incêndios ocorrem, para além das pessoas os animais também podem ser vítimas de ferimentos, queimaduras e asfixia. No entanto poucos são aqueles que lhes sabem prestar prontos socorros, mesmo quando sabem fazê-lo a humanos.

Por isso e porque os animais também merecem ser socorridos nestas alturas de aflição, transcrevemos aqui um excerto do livro "Manual Completo de Tratamento de Gatos," escrito pelo médico veterinário Andrew Edney e publicado em Portugal pela Livros e Livros. Se clicarem em qualquer uma das imagens poderão ver uma versão maior dessa página, com ilustrações úteis para uma melhor compreensão.
"Reanimação

A actuação pronta numa situação de emergência, como um acidente de viação
(...) pode salvar a vida ao seu gato. Felizmente estas situações são raras, mas em geral são inesperadas e pode não haver tempo para recorrer a um veterinário. Se um gato estiver inconsciente e não der sinais de respiração nem de ritmo cardíaco, peça a alguém que telefone ao veterinário para que este o aconselhe enquanto você tenta reanimar o animal.

A reanimação pode ser feita seguindo as instruções da página seguinte (ou as instruções do veterinário) para que um animal tenha as melhores hipóteses de recuperação. Um gato pode sofrer uma paragem cardíaco-respiratória na sequência de um afogamento, de um choque eléctrico ou de um envenenamento
(ou na sequência de inalar fumo num incêndio, acrescentamos nós.) Para que o gato sobreviva, terá de recomeçar a respirar e o seu coração terá de recomeçar a bater dentro de poucos minutos.

Respiração Artificial

1) Tire a coleira ao gato. Deite o gato de lado na posição de recuperação
(de lado com a cabeça tombada.) Abra-lhe a boca e certifique-se que a passagem de ar se processa normalmente. (Se tiver sido vítima de afogamento*) abra-lhe a boca e liberte-lhe as vias respiratórias de qualquer líquido.

2) Se o gato deixou de respirar mas o coração continua a bater, inicie a respiração artifical. Com uma toalha, puxe-lhe a língua para a frente para libertar a garganta. Isso pode estimular a respiração, permitindo que o gato recupere os sentidos.

3) Se o gato se mantiver inconsciente, ponha-lhe as mãos no tórax e exerça uma ligeira pressão. Desse modo, o ar sairá dos pulmões, permitindo que estes se encham de ar limpo. Repita a operação de cinco em cinco segundos até que o gato recomece a respirar.

Massagem Cardíaca

Se um gato estiver inconsciente e não houver indícios de respiração nem de actividade cardíaca, poderá tentar-se a estimulação directa do coração. Coloque os dedos no tórax do animal, na zona do cotovelo, e exerça uma pressão leve mas firme. Repita a operação cinco ou seis vezes com intervalos de um segundo. Alterne com a respiração artificial até ao máximo de dez minutos. Depois disso, não é provável que o processo resulte.


Reanimação Boca-A-Boca


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1) Se a cavidade torácica tiver sido afectada, é provável que os pulmões não voltem a encher-se automaticamente e você terá de insuflá-los. Apoie o corpo do gato inconsciente e mantenha-o na posição vertical, com a boca fechada.

2) Insufle ar pelas narinas do gato durante dois a três segundos para lhe encher os pulmões. O movimento do tórax será bem visível. Faça um intervalo de dois segundos e depois repita a operação.

3) Prossiga a reanimação até que o gato comece a respirar sozinho. Um método alternativo implica insuflar ar ao mesmo tempo no nariz e na boca aberta do gato.

Atenção

Os métodos de reanimação aqui referidos só devem ser tentados se o gato estiver inconsciente e não reagir aos estímulos normais. Não faça demasiada força para não ferir o gato.

*Afogamento

1) A maioria dos gatos detesta aproximar-se demasiado de água, mas os acidentes acontecem -- por exemplo, um gatinho pode caír a um lago ou a uma piscina.

2) Tire o gato da água e enxugue-o rapidamente com uma toalha. Se o gato estiver imóvel, retire-lhe a água dos pulmões. Segure no gato de cabeça para baixo, agarrando-o firmemente pelas patas traseiras acima das articulações da canela. Agarre bem o gato para que ele não escorregue.

3) Sacuda o corpo do gato com força (mas não com violência) para baixo para retirar a água dos pulmões. Se o gato continuar a a não dar sinais de respirar, deve dar início à operação de reanimação. Transporte o gato para um ambiente quente o mais depressa possível."



Este texto é agora também uma homenagem a Gatochy, que nos deixou em Julho de 2008, mas que permanecerá sempre nos nossos corações.

Site "El GPS"


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El GPS, site dedicado aos GPS, em espanhol

Certamente vários dos nossos leitores já conhecem e visitam o El GPS, um "site" espanhol, dedicado aos equipamentos e programas de GPS, mas o interesse crescente por esta forma de orientação leva-nos a decidir por uma pequena apresentação.

Este "site" inclui informações técnicas, descrições de produtos e programas, e diversa cartografia, na sua maioria destinada ao País vizinho, com uma secção de novidades onde é possível encontrar actualizações quase diárias.

Na secção de "downloads", para além de alguns dos programas grátis mais conhecidos, podem-se encontrar manuais, estudos e trabalhos realizados por vários autores, incluindo rotas, descrições de itinerários ou simples curiosidades.

Entre os programas disponíveis, estão diversos utilitários que permitem desde verificar as portas de GPS, até modificar ou importar mapas em diversos formatos, passando "upgrades" para diversos modelos de equipamentos.

O "site" inclui também ligações a diversos "sites", seja de produtores de "software", como o CompeGPS, de sistemas geográficos, ou de equipamentos, bem como uma série de documentos particularmente úteis para quem se inicia nas técnicas de orientação por GPS.

O El GPS tem ainda uma loja virtual, onde podem ser adquiridos a preços competitivos equipamentos e produtos tão diversos como GPS, PDA's ou "software", aceitando pagamentos com cartão de crédito via Paypal.

Recomendamos vivamente a quem se interesse por orientação e aprecie a utilização de GPS a visitar periodicamente este "site" e a informar-se das últimas novidades, escritas numa língua particularmente fácil de entender para os portugueses.
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