sábado, agosto 04, 2007

Piloto morre na queda de Dromader


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Um Dromader perto de um incêndio

Um avião de combate a incêndios florestais Dromader caiu esta sexta-feira à tarde, pelas 17:00 na freguesia de Chancelaria, no concelho de Torres Novas, causando a morte do respectivo piloto, único ocupante da aeronave.

O Dromader terá embatido numa árvore durante uma manobra de aproximação antes de uma largada, tendo-se despenhado pouco à frente do local do embate.

O incêndio onde actuava esta aeronave deflagrou às 14:56 junto ao campo de futebol da localidade de Chancelaria e consumiu essencialmente áreas de mato.

O avião ligeiro Dromader, de origem e matrícula polaca, era pilotada por um português que, segundo informações, não estava aos comandos deste modelo há perto de oito anos, razão apontada pelo responsável pelo aeródromo a partir de onde este operava como possível causa do acidente.

Outras versões apontam para a não funcionamento do sistema de largada de água, do que terá resultado um excesso de peso que impediu a aeronave de ganhar a necessária altitude, vindo a embater num pinheiro.

Apesar de só após o inquérito se poder saber com clareza as causas do acidente, pelas declarações ouvidas, uma análise inicial parece apontar para um possível erro de avaliação, derivado de falta de experiência aos comandos desta aeronave, mas quem contratou o piloto também poderá não estar isento de culpas.

Se, efectivamente, se verificar que o piloto não tinha a experiência para operar em segurança um aparelho no qual não voava há uma dezena de anos, em circunstâncias particularmente arriscadas como durante um incêndio florestal, e tal constar da documentação por ele entregue na altura da contratação, haverá uma situação grave de negligência por parte da entidade contratante.

Pelo que foi possível apurar, o piloto em causa teria participado em operções de combate aos fogos aos comandos de um Canadair e teria experiência como piloto comercial ao serviço da Aerocondor, mas, quando colocada a questão relativamente aos Dromader, o responsável da entidade contratante, a Aeronorte, não pode ou não quis responder.

Acontece que os resultados de uma defeciência a nível do sistema de largada afecta de forma distinta o Canadair e o Dromadair, que têm perfís de voo diferentes em termos de altitude, de angulos e de toda a manobra a efectuar nestas operações de combate contra incêndios, terão resultados e formas de compensação diferentes, sendo essencial experiência e formação adequada.

Em abstracto, o recurso a pilotos ou outro pessoal com insuficientes qualificações ou experiência configura, na nossa opinião, um acto da maior gravidade, eventualmente com contornos de crime, dado colocar em risco todos os envolvidos nas operações em que estes participam, sendo responsabilidade da entidade contratante verificar os dados e estabelecer critérios que garantam a segurança de todos.

Lembramos que o relatório do acidente com o Beriev, ocorrido o ano passado e felizmente sem consequências de maior, pecou por tardio e não deu a importância devida a falhas de planeamento particularmente graves, minimizando-as de modo a descartar responsabilidades de quem teria a obrigação de verificar os dados sobre os quais se baseou a preparação das operações com esta aeronave, pelo que no caso actual, com a perda de uma vida humana, tememos que possa suceder algo de semelhante.

Espera-se que do inquérito não se omitam parte das causas, pois embora o piloto em causa pode ter cometido um erro, verificando-se que este não teria a experiência necessária neste avião ligeiro, haverá outros responsáveis que, pelas declarações iniciais do ministro da Administração Interna, presente no local do acidente e que assegurava a experiência do piloto, poderão não constar do relatório final.

sexta-feira, agosto 03, 2007

Equipamentos de visão noturna russos no EBay (1ª parte)


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Equipamentos de visão noturna de origem russa Cyclop

Os equipamentos de visão noturna de origem russa, alguns ainda provenientes do exército soviético, podem-se encontrar com alguma facilidade e a baixo preço no EBay.

Estes modelos militares, de primeira geração, já se encontram desactualizados pelos padrões actuais, mas podem ainda ser uma solução para quem disponha de poucos recursos económicos e necessite de um equipamento que permita efectuar missões durante a noite.

De entre os modelos existentes, duas variantes são comuns, sendo a primeira do tipo monóculo, usado em reconhecimentos nocturnos, e o segundo semelhante a um binóculo com sistema para adaptar ao capacete, destinado aos condutores dos veículos de combate que, na maior parte dos casos, não incorporavam sistemas de visão noturna.


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Vista lateral do Cyclop com iluminador

Apesar dos seus condicionantes, os modelos militares têm como vantagem, para além do seu custo reduzido, uma resistência e fiabilidade ímpares, sendo muitas vezes complementados por um iluminador laser que fornece uma fonte de luz que pode ser intensificada pelo visor.

O "Cyclop" é um monóculo de visão noturna de primeira geração, com um iluminador opcional acoplado, extremamente simples de operar, dispondo de um botão que se pressiona periodicamente para gerar energia e manter o sistema ligado, dispensando assim a necessidade de baterias.

2007 teve o mês de Julho com mais fogos a nível europeu


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Um incêndio em Espanha

O mês de Julho de 2007 foi um dos piores meses de sempre em termos de incêndios florestais a nível europeu e o pior Julho de que há registo.

No final de Julho, com a época dos fogos ainda a meio, já arderam 337.600 hectares, valor que se aproxima do total registado em todo o ano de 2006 e que foi de 358.500 hectares.

Estes dados do sistema de informação europeu de fogos florestais confirmam os dados parcelares de vários países particularmente atingidos, como a Grécia e o Chipre, particularmente afectados na segunda quinzena de Junho, e a Bulgária, Croácia, Grécia e Itália nas semanas seguintes.

Nestes dados ainda não estão incluidos os grandes incêndios ocorridos em Espanha e nas Ilhas Canárias, que farão estes números atingir valores ainda mais preocupantes e que perspectivam um futuro sombrio, condicionado pelas alterações climáticas que cada vez mais favorecem a propagação dos fogos.

Apesar de em Portugal, segundo números disponibilizados pela Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) e Direcção Geral dos Recursos Florestais (DGRF), os valores serem os mais baixos dos últimos anos, os dados provenientes dos diversos países europeus e sobretudo da orla Mediterranica devem servir de alerta para as consequências das alterações climáticas e do pouco que se consegue fazer quando estas propiciam incêndios de grandes dimensões.

Não podemos deixar de imaginar o que se teria passado em Portugal, caso nos tivessemos deparado com circunstâncias idênticas às que se verificaram, por exemplo, na Grécia, mas o facto é que, num futuro próximo, tal e pode verificar entre nós, sendo necessário, desde já, prever e planear para essa eventualidade que, mais cedo ou mais tarde, será uma realidade.

Neste ano, em que os fogos têm sido em menor número do que o habitual, teria sido possível aproveitar esta oportunidade para insistir na formação, treinar novas técnicas ou experimentar outros métodos, preparando assim o dispositivo para situações que, inevitavelmente, se irão verificar num futuro próximo.

O reduzido número de incêndios não pode significar descanso, mas tão somente uma ocupação diferente do tempo disponível, em que a actividade operacional é substituida por outras que poderão vir a poupar vidas no futuro.

quinta-feira, agosto 02, 2007

Com as férias, há quem precise de uma nova família


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Um pequeno amigo durante uma refeição

Nesta altura do ano, para além dos incêndios florestais, lembramos sempre a existência de um cada vez maior número de animais abandonados nas nossas cidades.

Mas, para além dos vergonhosos casos de abandono que nem vale a pena comentar, vão surgindo alguns gatinhos com poucos meses que, após terem sido desmamados, estão na idade ideal para serem adoptados e conhecerem uma nova família capaz de lhes proporcionar a alegria e segurança que merecem.


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A "Pretinha": uma doçura com um ano de idade

Já com alguma autonomia, pelo menos a suficiente para se deslocarem até onde sabem poder encontrar um prato com "Friskies" adequados à sua idade, e com um pouco de contacto com seres os humanos que vão proporcionando alimentação, dois irmãos de cor preto e branco, quase idênticos, estarão na idade ideal para ser acolhidos num lar.

Também não podemos deixar de chamar a atenção para a "Pretinha", que alguns já conhecem de um texto anterior, por ser um dos gatos mais simpáticos que conhecemos e que, pela sua afectividade, será uma excelente companhia para quem a quiser adoptar.

Caso alguém queira um novo amiguinho, agradecemos que nos contacte, certos de que não se irá arrepender de ter um novo elemento na família.

Incêndios nas Canárias já estão circunscritos


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Um helicóptero durante o combate às chamas

Os incêndios nas ilhas Canárias, que já fizeram 13.500 desalojados, ainda não foram controlados, mas já se encontram circunscritos.

Os fogos que desde a passada sexta-feira devastam as ilhas de Tenerife, Gran Canária e La Gomera já destruiram mais de 35.000 hectares de floresta e assumem-se como a pior catástrofe ecológica de sempre no arquipélago das Canárias.

A extensão da destruição e os efeitos sobre o eco-sistema já levaram o Primeiro-ministro espanhol, José Luís Rodriguez Zapatero, a deslocar-se ao arquipélago para, em conjunto com as autoridades locais, defenir quais as medidas a tomar.

O fogo na ilha de Gran Canária foi ateado por um guarda-florestal, que temia ficar sem emprego após o termo do contrato que terminava em breve, e já destruiu cerca de 20.000 hectares de floresta, para além de obrigar a evacuar perto de 5.000 habitantes.

Também em Tenerife existem suspeitas de o fogo ter origem criminosa, tendo ardido mais de 15.000 hectares e obrigando cerca de 8.000 pessoas a abandonar as suas casas.

Comparando a área atingida pelos incêndios com o total das ilhas, e percentagem de destruição terá sido devastadora para o eco-sistema, comprometendo espécies autóctones, algumas das quais apenas existentes neste arquipélago e podendo ter atingido reservas ou cursos de água, de que dependem diversas actividades económicas.

Para além da destruição causada no eco-sistema, prevê-se que o turismo, actividade essencial para a sustentabilidade das ilhas, seja fortemente atingido, não obstante as estâncias balneares não terem sido afectadas directamente, facto que pode dificultar as estratégias de recuperação a elaborar pelas autoridades.

O Verão particularmente quente em diversos países mediterrânicos, e a cujas altas temperaturas Portugal tem escapado, tem contribuido para a fácil propagação de incêndios que têm vindo a devastar enormes áreas florestais, colocando em perigo pessoas e bens e causando prejuizos incalculáveis.

Vários destes países, como a Espanha, dispoem de sistemas de combate a incêndios adequados, com um número de meios materiais e humanos considerado suficiente para enfrentar a maioria das situações, mas que se têm demonstrado inadequados perante incêndios com as dimensões dos que ocorreram nas Canárias.

A conjugação de uma orografia complexa, altas temperaturas e, infelizmente, mão criminosa, tem resultado em incêndios particularmente difíceis de combater, independentemente dos meios e recursos disponíveis, constituindo um aviso e um alerta para quem, por circunstâncias que não domina, tem interpretado a situação que se vive em Portugal como resultado de medidas que, na verdade, podem representar muito pouco.

quarta-feira, agosto 01, 2007

Avisador de radar Inforad GPS V3


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Avisador de radar Inforad GPS V3

Os sistemas de GPS com avisador de radar operam segundo um princípio completamente diferente dos detectores convencionais, pelo que não incorrem no mesmo tipo de penalização por uso.

Enquanto os detectores de radar usam as ondas emitidas pelos sistemas de controle de velocidade para avisar o condutor de que está a ser controlado, os sistemas de GPS recorrem a informação posicional e a uma base de dados a partir da qual efectuam os avisos.

Naturalmente, é da permanente actualização da base de dados que os sistemas via GPS dependem para a sua operação e, como é óbvio, esta não inclui radares móveis colocados num local imprevisto ou os montados em viaturas que percorrem as estradas nacionais, pelo que a sua eficácia será, nestes casos, diminuta.

O avisador de radar Inforad GPS V3 inclui-se nesta família de equipamentos que aliam as funções de um GPS clássico, que pode ser ligado via USB a um portátil ou a um PDA, mas aloja no seu interior uma base de dados actualizável com a posição dos radares conhecidos, avisando quando se aproxima destes através de sinais luminosos e sonoros.

Sendo pequeno e leve, o Inforad GPS V3 pode ser montado de forma discreta no tablier do veículo, fornecendo avisos e, caso ligado a um PC com um de navegação programa como Oziexplorer, o CompeGPS ou outros, ir dando informações em formato NMEA de modo a que a posição no mapa esteja permanentente actualizada.

Sendo um equipamento interessante e vendido a um preço acessível, abaixo da centena de euros, o Inforad GPS V3 tem como principais limitações o facto de não ter suporte de "bluetooth" e usar um "chip" SIRF II, com capacidade de seguimento de 12 satélites e, portanto, já ultrapassado.

Tem, no entanto, incluido, para além das funções de alerta, cabo de ligação USB, adaptador para tomada de isqueiro, conector para uma antena activa externa opcional e sistema de fixação, para além de um sistema de segurança contra o roubo.

Este é um equipamento que serve várias funções e poderá ser interessante, dado incluir uma base de dados com radares e suportar ligação a outros equipamentos, mas que, para quem necessite de um GPS de última geração, oferece "performances" insuficientes quando comparado com modelos existentes no mercado.

Incêndios de Aguiar da Beira e Ponte de Sôr ainda por circunscrever


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Um incêndio florestal no Verão de 2006

Dois incêndios florestais continuavam por circunscrever ao final da tarde, em Aguiar da Beira e Ponte de Sôr, enquanto outro incêndio activo, em Arouca, já se encontrava circunscrito.

Em Carvalhal do Eiro, concelho de Aguiar da Beira, no distrito da Guarda, um incêndio com duas frentes activas a lavrar desde as 16:52 em zona de mato era combatido por 51 bombeiros, apoiados por 12 veículos, dois helicópteros e dois aerotanques.

O outro incêndio florestal não circunscrito começou pelas 17:07 em Vale de Açor, concelho de Ponte de Sôr, no distrito de Portalegre, sendo combatido por 46 bombeiros apoiados 11 veículos.

Entertanto, o incêndio florestal, que começou pelas 16:06 na localidade de Varzeas, concelho de Arouca, distrito de Aveiro, já está circunscrito, mas permanecem no local 48 bombeiros com 13 veículos.

No combate participaram igualmente dois helicópteros, um dos quais ao serviço da AFOCELCA, que também intervieram no combate às chamas em Varzeas.

No final do mês de Julho, pode-se fazer um balanço francamente positivo quanto ao número de ocorrências e de área ardida durante este ano, sendo estes os números mais baixos desde há muito, mas com a chegada do calor e o fim presumível das chuvas que muito têm contribuido para a diminuição do número de incêndios, prevê-se o agravar da situação em Agosto.

No entanto, as condições climatéricas verificadas neste último trimestre, acabam por ter um efeito decisivo que farão uma translação de Julho para Agosto dos números habituais de ocorrências, sendo de perver que neste mês que agora se inicia, a situação seja semelhante ao de Julho do ano de 2006.

Sendo um Verão atípico, poderá fornecer um conjunto de dados particularmente importantes e interessantes que ajudem a fazer uma ligação mais precisa entre meteorologia e incêndios, permitindo melhorar as projecções e as previsões para anos futuros.

terça-feira, julho 31, 2007

Novo Fórum Auto-Hoje TT


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Vestígios de um Land Rover Discovey Camel

Um novo fórum destinado aos adeptos do todo o terreno e patrocinado pela revista Auto-Hoje TT já se encontra disponível para todos quantos apreciam ou se interessam por esta modalidade.

Para além de questões relacionadas com o todo o terreno, existem áreas específicas para discutir temas como orientação, comunicações ou para apresentação dos membros e das respectivas viaturas.

Como alternativa ou complemento de outros fóruns em que muitos dos nossos leitores participam, fica aqui o convite para uma visita a este espaço de discussão que, por contar com o apoio de uma publicação da especialidade, deverá ter um crecimento rápido.

Incêndios em Lagos, Sabugal e Idanha a Nova já controlados


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O apoio das populações continua a ser essencial

Os incêndios que pela hora de almoço estavam fora de controle Lagos, no distrito de Faro, no Sabugal, distrito da Guarda e em Idanha-a-Nova, no de Castelo Branco, foram dados como dominados ou extintos pela Protecção Civil a meio da tarde.

O incêndio em Lagos, começou pelas 13:00 e foi combatido por 59 bombeiros, apoiados por 15 veículos e dois helicópteros.

No combate ao fogo ocorrido no lugar de Quadrazais, no Sabugal, e que devastou áreas de pinhal e mato estiveram presentes 65 bombeiros, apoiados por 16 viaturas, bem como um helicóptero e dois hidroaviões Canadair, tendo entrado em fase de rescaldo pela 16:00.

Para além de elementos provenientes de diversas corporações de bombeiros, participaram no combate que decorreu numa zona de declives acentuados e acessos difícieis, três equipas de Sapadores Florestais.

Finalmente, no incêndio em Santa Margarida, no concelho de Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco, estiveram envolvidos nas operações 41 bombeiros, apoiados por 10 viaturas, três helicópteros e dois aviões ligeiros.

A partir desta terça-feira, com a anunciada descida de temperaturas e a possibilidade de precipitação, prevê-se uma diminuição no risco de incêndio, e, caso chova, uma acalmia durante os próximos dias.

A intermitência entre o tempo quente e seco e descidas de temperatura acompanhadas de alguma precipitação tem sido um factor fundamental para manter os números quer de ocorrências, quer de área ardida a um nível anormalmente baixo, demonstrando mais uma vez a extrema importância de factores climáticos, infelizmente incontroláveis, na problemática dos incêndios florestais.

Este ano, felizmente, as alterações climáticas que se fazem sentir têm contribuido de forma positiva para reduzir a área ardida, mas tal deve ser encarado também como um alerta, pois nada garante que, mesmo num futuro próximo, o efeito não seja o contrário e os resultados devastadores, seja em termos de fogos, seja na forma como podem vir a afectar a sustentabilidade de regiões inteiras do nosso País, que correm um manifesto risco de desertificação.

Controlar o clima é algo que continua fora do nosso alcance, mas controlar emissões com efeitos de estufa, reduzir o consumo de energia ou adoptar procedimentos que protejam a Natureza são pequenos gestos que estão ao alcance de todos e podem vir a ter um impacto significativo no futuro.

segunda-feira, julho 30, 2007

Selo de veículos deve ser pago até ao fim do mês


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Um impresso e selo de Imposto de Circulação

Lembramos que até ao final deste mês deve ser adquirido o selo correspondente ao Imposto Municipal sobre Veículos ou Imposto de Circulação, conforme se destine a um veículo de passageiros ou comercial/misto.

No caso dos veículos comerciais ou mistos, o pagamento é efectuado através de uma guia enviada pelas Finanças, com base nas informações das conservatórias, sendo o selo recebido na morada do proprietário caso a liquidação seja efectuada via Multibanco.

Quem tiver um veículo com este tipo de classificação e que não receba o documento para o pagamento deve dirigir-se a uma repartição de Finanças e verificar a situação dado que o extravio da correspondência ou um erro no registo do veículo, de modo a evitar situações de incumprimento.

A responsabilidade do pagamento cabe, salvo prova em contrário, ao proprietário do veículo segundo os registos da conservatória, estando apenas listados e acessíveis via Internet através do "site" do Ministério das Finanças aqueles que são classificados como de ligeiros de passageiros, pelo que a verificação da propriedade de mistos ou comerciais terá que ser feita através das conservatórias de registo automóvel.

Para aqueles que têm um Land Rover Série 3 modelo 88, como o nosso, com a matricula de origem, o valor a pagar é de 27 euros, sendo este o último ano em que é usado o actual sistema de pagamento, substituido com a entrada em vigor do novo regime de tributação automóvel.

Incêndios em Nisa, Torres Novas, Arouca e Mértola


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Populações combatem um incêndio durante a noite

Num dia particularmente quente, verificaram-se diversos incêndios sobretudo em zonas do Interior, com as situações mais complexas a viverem-se no Alentejo.

O incêndio mais preocupante ocorre no concelho de Nisa, onde um fogo que começou pelas 14:00 mobiliza 215 bombeiros, apoiados por 61 veículos, três helicópteros, dois aerotanques ligeiros e dois aerotanques pesados Canadair e os dois Beriev, duas máquinas de rastro e 15 tractores.

Para além destes meios, foi mobilizada uma equipa especializada em fogos tácticos de supressão, especializada na execução de contra-fogos e estão presentes no local o governador civil de Portalegre, o vice-presidente da Câmara de Nisa e um técnico florestal.

Este incêndio, com diversas frentes que contornaram Nisa, obrigaram ao encerramento de diversas vias e obrigaram a assistir no centro de saúde local dois bombeiros devido a inalação de fumos.

Um outro incêndio em Terras Pretas, no concelho de Torres Novas, distrito de Santarém, já se encontra extinto, tendo permanecido no local 75 bombeiros, apoiados por 21 viaturas e um helicóptero durante a fase de rescaldo.

Noutros pontos do País também se verificaram incêndios florestais, com um total de 161 bombeiros apoiados por 43 veículos a combater um fogo que se iniciou às 17:14 em Sarabigães, no concelho de Arouca, distrito de Aveiro e outros 75, com 20 viaturas a combater outro incêndio em Mesquita, concelho de Mértola, no distrito de Beja.

Este foi o dia com maior número de incêndios desde o início do ano e o facto de terem sido utilizados os meios mais pesados, nomeadamente os Canadair e os Be-200, demonstra que foi aquele em que se verificaram maiores dificuldades no combate às chamas.

Para esta 2ª feira prevê-se a continuação de tempo quente, com a manutenção dos actuais níveis de alerta, mas a partir de 3ª feira vão-se verificar alguns aguaceiros e a temperatura tenderá a baixar, dando algum descanso e fazendo subir o nível de humidade, factor essencial para fazer diminuir o nível de risco de incêndio.

domingo, julho 29, 2007

OLPC: Portáteis de baixo custo podem ser comercializados


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O OLPC modelo XO numa das suas configurações

A Fundação responsável pelo "One Laptop Per Child" (OLPC) poderá vir a colocar no mercado os portáteis de baixo custo como forma de financiar o projecto e garantir os níveis de produção mínimos exigíveis para que seja economicamente viável.

Durante todo o decurso do projecto do OLPC, sempre foi colocada de parte a comercialização dos equipamentos mas, na semana em que foi anunciado o arranque da produção em massa, esta possibilidade parece ganhar consistência.

O valor com que o OLPC poderá ser colocado no mercado andará pelos 250 euros, um valor bastante superior ao do seu custo real e que permitirá subsidiar os equipamentos destinados aos países em vias de desenvolvimento, apontando-se para a época do Natal no caso desta possibilidade se vier a concretizar.

O OLPC corre "software" baseado em Linux, evitando assim pagar licenças de sistema operativo e utiliza tecnologias próprias, do que resulta não ter que pagar direitos de utilização de patentes.

Esta possibilidade, que era previsível, poderá ser um importante contributo na viabilização de um projecto que consideramos da maior importância, mas também poderá ter um impacto substancial no mercado das tecnologias de informação, onde a chegada de um rival de baixo custo e implementando um conjunto de características inovadoras pode resultar na queda de vendas em modelos mais convencionais.

Caso se verifique, efectivamente, a comercialização do OLPC, estamos certos de que este terá vendas extraordinariamente elevadas e que será, sem dúvida, uma das prendas mais pedidas no próximo Natal.

Incêndios em Montijo e Foz Côa já estão dominados


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Um incêndio durante a noite perto de uma aldeia

Já se encontram circunscritos os incêndios que começaram no princípio da tarde nos concelhos do Montijo, distrito de Setúbal, e no de Foz Côa, no distrito da Guarda.

O incêndio que lavrava numa zona de difícil acesso no Parque Arqueológico do Côa e consumiu sobretudo mato rasteiro, ficou controlado pelas 20:00, tendo sido combatido por 38 bombeiros apoiados por 9 viaturas.

O fogo de Vale de Vinhas, no concelho do Montijo ficou circunscrito pelas 19:00 e consumiu essencialmente pinheiros e acácias, tendo estado no local 73 bombeiros apoiados por 20 veículos e duas equipas de sapadores da Afocelca.

Outros dois incêndios que ocorreram no distrito de Santarém, nos concelhos de Coruche e da Chamusca foram controlados pelas 17:00, cerca de uma hora após terem começado.

Num dos primeiros dias de Verão, com temperaturas altas e a humidade baixa, o risco de incêndio levou a que o Instituto de Meteorologia colocasse cinco distritos em "Alerta Laranja", o segundo mais alto da escala de risco, estando em "Alerta Amarelo" outros cinco distritos.

Durante o dia de hoje, prevê-se a manutenção das condições meteorológicas, com uma possível subida de temperatura o que, em conjunto com a redução de alguma humidade residual, fará aumentar o risco de incêndio.

Também alertamos para o perigo de exposição aos raios ultra-violeta que, sobretudo entre as 11:00 e as 16:00 vão atingir níveis particularmente elevados, pelo que a exposição ao Sol deve ser evitada sobretudo por crianças e idosos.
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