sábado, fevereiro 03, 2007

Range Rover Paris-Dakar 1/24


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Range Rover Paris-Dakar

A Italeri apresentou recentemente o modelo de um Range Rover na versão que concorreu no Paris-Dakar, patrocinado pela VSD.

Este modelo, à escala 1/24, será, provavelmente do conhecimento de quem aprecie miniaturas, dado ser a reedição do antigo "kit" produzido pela Esci há vários anos e cujo molde passou agora para as mãos da Italeri.

Não sendo um "kit" de última geração, e portanto sem os requintes em peças metálicas ou em resina que agora são habituais, este é um modelo fácil de construir e de bom resultado final, em parte devido à decoração fornecida sob a forma de decalques.

Esta reedição acaba por vir colamatar uma falha a nível de miniaturas deste modelo em escalas de maior dimensão, esperando-se que a Italeri venha, no futuro, a disponibilizar outras versões que constavam do catálogo da Esci e que fabricantes de decalques voltem a produzir as folhas contemporâneas destes "kits", que permitiam uma ainda maior multiplicidade de versões.

Lembramos que a Solido produz um modelo semelhante, já montado, e a Heller um em "kit", ambos com a mesma decoração mas à escala 1/43, que ainda é possível encontrar por um preço relativamente baixo.

Esta é uma sugestão para quantos sejam fãs dos Range Rover, bem como para os que colecionem miniaturas evocativas de uma das maiores provas automobilisticas da actualidade e que agora podem encontrar um modelo que há muito estava esgotado.

Reestruturação das urgências só em 2008


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Hospital de São Pedro Gonçalves Telmo

O ministro da Saúde, Correia de Campos, anunciou que a decisão final sobre a reestruturação da rede de urgências só será tomada em Julho e que o processo deverá estar concluído no Verão de 2008.

A proposta final realizada pela Comissão Técnica de Apoio ao Processo de Requalificação das Urgências, foi apresentada na quinta-feira passada, prevendo o encerramento de 15 urgências hospitalares, adicionando à lista previamente conhecida a do Hospital de Peniche.

Nesta proposta, para além das urgências hospitalares, foram apresentadas ainda propostas de lterações de funcionamento nos vários tipos de urgências, cujo debate, segundo o titular da pasta da Saúde, "estará certamente terminado no final do primeiro semestre" e implementado em "meados do próximo ano".

Este esclarecimento vem na sequência de um comunicado colocado no Portal da Saúde, que refere que a requalificação das urgências implica "encargos financeiros adicionais" que são "impossíveis de reunir e aplicar de imediato na totalidade".

Este novo mapa, que para o ministério da Saúde, "reduz consideravelmente o tempo médio de acesso e melhora de forma substancial a equidade territorial e a qualidade da assistência", será de "aplicação progressiva", compromentendo-se o Governo a ouvir, "de novo, as autarquias mais directamente envolvidas".

Desde a proposta inicial, em Setembro de 2006, o novo mapa tem vindo a ser debatido, com manifesta oposição de autarquias e populações que perdem valências nas unidades de saúde locais.

É, no entanto, grave, efectuar um estudo, com recurso a fundos públicos, sem que deste resulte uma implementação próxima, sob pena de as conclusões se encontrarem ultrapassadas devido à permanente alteração dos inúmeros, e por vezes incontroláveis, factores que determinam os respectivos resultados.

Sendo indispensável uma racionalização de meios, que obriga a uma redistribuição, assistimos a um planeamento errático onde os cuidados de saúde e, especialmente, as emergências médicas, não são vistas de forma integrada e complementar.

Ainda não foi possível termos acesso a um mapa que concilie as unidades de saúde com os meios de socorro, incluindo as respectivas valências, os sistemas redundantes e de apoio, os tempos máximos de percurso e todas as variáveis que é necessário equacionar para garantir uma assistência de qualidade às populações, independentemente do local do território nacional onde se encontrem.

Esta integração, que sabemos ser complexa, tem que permitir saber qual a resposta a um qualquer pedido de socorro, proveniente de um ponto aleatório no mapa nacional e dizer, com rigor e sem demagogias, qual o tempo de resposta para cada um dos meios necessários ao socorro e à perservação da vida humana.

Só com um mapa deste tipo, com uma resposta interactiva, baseada em critérios rigorosos, se pode falar em reestruturação das urgências sem correr o risco de condenar parte da população portuguesa a viver receosa, sabendo que em caso de emergência, dificilmente será socorrida atempadamente.

Pensar de forma sectorial, sem uma visão integrada de todas as variáveis, que poderão estar na dependência de ministérios tão diversos como o das Obras Públicas ou do Ambiente, é preparar antecipadamente o fracasso, de forma indesculpável dada a previsibilidade das consequências que daí podem resultar.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Ordem dos Médicos considera "inqualificável" proposta do ministro da Saúde


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Formação de técnicos na ECP

A Ordem dos Médicos (OM) considera "inqualificável" e "intolerável" a recente proposta do ministro da Saúde, que pretende substituir os médicos por enfermeiros nas viaturas de emergência médica.

Actualmente, as viaturas médicas de emergência e reanimação (VMER) incluem um médico especialista em emergências, para além de um técnico de emergência médica devidamente qualificado com formação específica.

A possibilidade de instituir viaturas intermédias de suporte de vida, cuja tripulação será constituida por um enfermeiro, mantendo-se um técnico de emergência médica, mas excluindo a presença de um médico, foi classificada pela OM como perigosa, não garantindo condições idênticas de qualidade, quando comparadas com outras localizações.

Este projecto de viaturas intermédias está a ser equacionado para os concelhos de Odemira, Moura, Elvas e Estremoz e estão envolvidos o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e a Ordem dos Enfermeiros, tendo surgido na sequência das mortes ocorridas recentemente em Odemira e às demoras na prestação de uma assistência eficaz.

Para a OM, estas intenções do Governo são preocupantes, põem em causa a eficácia e eficiência da actual Rede Nacional de Emergência pré-hospitalar e colocam em perigo as populações abrangidas por estes novos meios.

Ainda segundo a OM, esta proposta não vai de encontra à necessidade de uma cobertura eficaz, que garanta condições de igualdade e equidade em todo o território nacional, nem garante que os meios técnicos adequados estejam acessíveis em tempo útil a grande parte da população, para o que é necessário uma gestão correcta do sistema de informação de socorro e alerta entre os intervenientes e a articulação destes com os serviços de urgência presentes nos hospitais e centros de saúde.

Para o bastonário da OM, Pedro Nunes, que resalvou não querer acreditar que os planos do titular da pasta da Saúde sejam postos em prática, esta possibilidade "a ser verdade, é inqualificável, porque passaríamos a ter em Portugal cidadãos de primeira e de segunda no que respeita aos cuidados médicos".

Também o presidente da Associação Portuguesa de Medicina de Emergência, Vítor Almeida, acusa o INEM de violar a lei, pelo que pede ao ministro da Saúde que demita a equipa que dirige e apela ao Ministério Público para que aja em conformidade.

A proposta, a ser verdadeira, viola efectivamente disposições legais, para além de ser inaceitável à luz de princípios básicos de unidade e solidariedade nacional, descriminando negativamente quem se encontre fora da área de actuação das viaturas medicalizadas.

É, também, um passo perigoso, já que podemos estar a assistir à introdução de um escalão intermédio que, em vez de substituir meios de menores recursos, possam estar a afastar as VMER das emergências, colocando-as como que em reserva e sendo accionáveis apenas em caso de uma primeira intervenção, na qual não estaria presente um médico, não ter sucesso.

Esta possibilidade aumentaria substancialmente o tempo de espera por um socorro eficaz e teria consequências desastrosas em zonas onde os atrasos são mais frequentes.

Esta contrapartida, esta possível proposta do Ministério, caso pretenda substituir um conjunto de meios desadequados, permitindo que este novo modelo intermédio chegue mais rapidamente ao local do sinistro, mantendo os actuais procedimentos relativamente ao acionamento das VMER, sem introdução de um factor de demora, parece-nos algo de positivo.

Por outro lado, tendo em conta a falta de médicos especializados em emergências, esta poderia ser uma solução transitória, que teria, necessáriamente, de estar incluida num plano mais vasto que incluisse formação de novas tripulações de modo a aumentar o número de VMER disponíveis.

Lamentavelmente, e pela experiência que temos, é de recear que estejamos perante a possibilidade de substituir parcialmente as VMER por um meio com menos valências e capacidades, cujo objectivo é meramente economicista, pelo que, até ao total esclarecimento da proposta, temos que a encarar de forma negativa.

Google Maps & GPS


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Écran de Google Maps num telemóvel

A versão móvel do Google Maps tem sido sucessivamente actualizada, com aumento nos detalhes da cobertura e expansão dos serviço complementares capaz de fornecer aos seus utilizadores.

Tal como sucede com outras versões do Google Maps, a versão para Windows Mobile inclui um conjunto de características únicas, como a integração com a lista de contactos, o suporte de GPS, a possibilidade de arrastar mapas ou um inovador sistema de menus.

Em vários países, é também possível pesquisar e encontrar estabelecimentos comerciais, entidades oficiais ou serviços públicos, avisar para congestionamentos de tráfego, tendo esta possibilidade vindo a ser sucessivamente expandida.

É possível descarregar a aplicação a partir do "site" do Google Maps for Mobile, onde podem ser encontradas mais informações relativas a este programa, bem como a lista dos equipamentos suportados.

Na imagem que ilustra estes texto, pode-se ver a qualidade dos mapas, ampliados em relação à dimensão real, no écran de um telemóvel Ericsson, de um modelo já descontinuado, sendo que nos equipamentos mais recentes e equipados com GPS, a nitidez dos detalhes é francamente superior.

Caso tenham acesso a algum dos modelos suportados pelo Google Maps for Mobile, aconselhamos a instalar a aplicação e, em conjunto com um GPS, utilizar um sistema de orientação interactivo e em permanente actualização.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Conversão de formato de ficheiros para GPS


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Torre de Babel

A bíblica história da Torre de Babel é do conhecimento de todos e serve de exemplo de uma intervenção divina que lançou a discórdia e a confusão entre os que prosseguiam um empreendimento que visava alcançar o céu.

Deste episódio narrado na Bíblia, nasceram as múltiplas línguas que existem sobre a Terra, as quais impossibilitam a conversação entre todos os seus habitantes.

Também entre os equipamentos informáticos e os vários programas que neles correm, surgem situações semelhantes, com incompatibilidades de dados e de formatos que impossibilitam uma comunicação fácil de algo que, em muitos casos, é comum na sua essência.

Também muitos dos programas e equipamentos de orientação utilizam formatos próprios, por vezes devido a especificidades de funcionamento ou à introdução de melhorias, mas, na maioria dos casos, apenas para dificultar a migração para produtos da concorrência, naquilo que podemos considerar como uma fidelização forçada dos utilizadores.

Apesar das diferenças e formato, o essencial da informação é constante, dado que se baseia essencialmente em conjuntos de informação posicional e horária, sobre as quais são efectuadas operações.


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Écran do GPS Babel

Desta forma, a diferença entre os formatos dos ficheiros tendem a ser separadores de campos de dados, sequenciação da informação, marcadores de início ou de fim de registo e mais um conjunto de informações de formatação que não comprometem o essencial do conteúdo.

O GPS Babel é um pequeno programa, de uso livre, que pretende compatibilizar os vários formatos, através da sua conversão, de modo a permitir uma transição transparente e uma migração fácil para quem necessite de utilizar diversas plataformas.

Entre os múltiplos formatos suportados, encontram-se os de programas populares como o Oziexplorer, que aqui abordamos por diversas vezes, e de diversos produtos da Microsoft, de GPS como os Garmin ou os Magellan e, sobretudo, os dados em formato NMEA, considerados como o "standard" da navegação por GPS, e os ficheiros provenientes do Google Earth.

A utilização é extremamente simples, bastando abrir o ficheiro de origem, indicando qual o formato, e nomeando o de destino, bem como o formato em que os dados serão exportados, quando se utiliza a interface gráfica, denominada GPSBabelGUI.

Existe também uma versão de linha de comando, mais complexa, chamada GPSBabel, e cujas opções são fornecidas através de texto.

Na tabela que consta do "site" do fabricante, encontra-se a longa lista de formatos suportados, incluindo notas e descrições, de modo a que os utilizadores verifiquem previamente se este programa corresponde às suas necessidades.

Sendo gratuito, este é um programa que não pode faltar na biblioteca de quantos recorram à cartografia digital e aos GPS, sugerindo o seu "download" e instalação com a brevidade possível.

Bombeiros da Guarda organizam seminário internacional de prevenção


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Este Verão morreram 6 bombeiros no distrito da Guarda

A Federação de Bombeiros do Distrito da Guarda (FBDG) vai realizar nesta cidade um seminário internacional de prevenção de fogos florestais, a decorrer no dia 14 de Abril.

Segundo o presidente da FBDG, Madeira Grilo, o seminário será a conclusão de todo um trabalho desenvolvido desde Outubro do ano passado pelo Gabinete de Prevenção de Fogos Florestais, coordenado pelo major António Almeida, que tem vindo a realizar acções de sensibilização nos 14 concelhos do Distrito.

Neste evento, que servirá para "não só para debater técnicas de prevenção e de combate a incêndios, como para trocar experiências e adquirir conhecimentos", está prevista a participação de especialistas da região espanhola de Castela e Leão, que segundo o presidente da FBDG "está mais avançada do que Portugal em matéria de prevenção e de combate aos incêndios florestais".

Serão debatidos temas como a limpeza da floresta, a formação de sapadores, a importância da floresta para a economia nacional, fogos controlados e o papel do Estado nas áreas protegidas, mas também abordada a possibilidade de desenvolver uma colaboração mais estreita entre organizações de Portugal e de Espanha.

Participam na iniciativa o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, a Liga dos Bombeiros Portugueses, a Guarda Nacional Republicana, o Governo Civil e as Câmaras Municipais do Distrito da Guarda, a Direcção-Geral dos Recursos Florestais, o Instituto de Conservação da Natureza e especialistas nacionais e estrangeiros.

Esta é uma iniciativa rara entre nós, que esperamos venha a ser adoptada noutros distritos onde o flagelo dos incêndios florestais tem sido uma constante nos últimos anos, contribuindo para a implementação de políticas de ordenamento e prevenção, as quais terão que ser sustentadas no desenvolvimento regional e na solidariedade nacional.

Esperamos que este seminário tenha sucesso e que os resultados sejam devidamente divulgados, permitindo assim que o esperado impacto positivo se faça sentir não apenas no distrito da Guarda, mas em todo o País.

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Será que o relatório de S. Domingos de Rana vai ser publicado?


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Apartamento em chamas em S. Domingos de Rana

Sempre que de um incêndio resultam mortes ou a destruição de bens de primeira necessidade, como habitações, existe a instauração de um inquérito, com o objectivo de apurar eventuais responsabilidades

Normalmente, o visado, aquele que acaba por ser reponsabilizado, tende a ser o elo mais fraco, que podem ser os bombeiros que acorreram, quem cometeu um acto de negligência ou o trabalhador camarário que, muitas vezes por excesso de trabalho ou falta de formação adequada, não verificou o funcionamento de equipamento que, neste caso, pode ser uma boca de incêndio.

Nunca, em caso algum, são responsabilizados os serviços que não impoem normas e procedimentos periódicos de verificação, os que cortam os orçamentos, limitando seriamente o trabalho inspectivo ou quem tem a seu cargo a organização e a distribuição de meios de socorro.

Basicamente, não há uma análise das verdadeiras causas, mas tão somente das consequências, nas quais não podem ser incluidas apenas as que derivam dos incidentes, mas a própria forma como o socorro é estruturado e organizado.

Se considerarmos apenas como causa a operação em sí, muitas vezes previamente condenada ao fracasso, como resultado de factores organizativos que em tudo são alheios à componente operacional, os resultados dos inquéritos acabam por servir apenas o propósito de ilibar a estrutura hierárquica, deixando o ónus de qualquer deficiência para quem, não obstante todos os condicionalismos e limitações, continua a prestar auxílio a quem dele necessita.

Neste caso concreto, ocorrido na freguesia de S. Domingos de Rana, em Cascais, dificilmente assistiremos à responsabilização de quem adquiriu bocas de incêndio de modelos incompatíveis com os das mangueiras, eventualmente porque eram mais baratos, ou quem gere a rede de água e permite que a pressão esteja abaixo dos valores mínimos para que esta possa alcançar o local das chamas.

Em contrapartida, a falta de meios inicialmente enviados, as opções tácticas do responsável pelas operações no terreno ou mesmo a conduta individual de cada bombeiro presente, serão avaliadas e passíveis de uma responsabilização que, no mínimo, devia ser partilhada.

Entretanto, relatórios que há muito deviam estar concluidos, como o do acidente de Famalicão da Serra, são esquecidos por todos quantos não têm mortos para chorar.

100.000 "page views"


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Gráfico de visitas e "page views"

Ultrapassamos recentemente as 100.000 "page views", o que corresponde a perto de 1.5 visualizações de páginas por cada visita que tivemos desde que iniciamos este espaço.

Não sendo tão visível como o total de visitas, o número de leitores que visitam mais do que uma única página é de grande importância para quem tenta destrinçar o interesse com que um determinado assunto é seguido.

Existem visitas que que podemos caracterizar como aleatórias, outras que se destinam a visualizar, por exemplo, uma fotografia, mas aquelas que incluem 2 ou mais páginas acabam por ser determinantes para conhecer quais os assuntos que mais interessam aos nossos leitores e, consequentemente, quais os que deverão ser focados com maior insistencia sem perder de vista o objectivo principal deste "blog".

Igualmente importante é o facto de, lentamente, termos vindo a aumentar o número de páginas visitadas por cada leitor, facto que acaba por ser uma pista útil para a seleção de conteúdos e para verificar se estes têm sido do interesse geral.

Queremos, nesta ocasião, agradecer a todos quantos têm vindo a ler estas páginas o incentivo que nos dão e, como sempre, estamos abertos a sugestões que nos ajudem a ir mais de acordo com as preferências dos nossos leitores.

terça-feira, janeiro 30, 2007

Códigos de pintura de Séries


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Land Rover Série 3

Os códigos das tintas com que originalmente eram pintados os Land Rover Série são de importancia vital para quem pretenda restaurar um destes veículos mantendo a sua originalidade.

Vários são os fabricantes de tintas que produzem as tonalidades correctas, sendo necessária a utilização das respectivas referências de modo a que o resultado esteja de acordo com o esperado.

Esta lista, não exaustiva, inclui referências de alguns dos fabricantes mais conceituados que incluem nos respectivos catálogos as cores mais utilizadas na época.


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Tabela de tintas de diversos fabricantes

Sendo parte de uma família onde se enquadravam outras marcas inglesas, e tendo em conta que havia alguma uniformidade nas cores escolhidas por diversas marcas britânicas, será possível que algumas cores sejam possíveis de encontar através de outras referências.

Relativamente à tabela apresentada, são adicionados os seguintes pontos:

Sandglow "Camel Yellow" é também uma antiga cor utilizada pela Jaguar
Sand (ACF/004 or 26291)
Artic White

"Detroit Diesel Alpine Green" #225, fabricada pela Tempo.

*Para DuPont adicionar o sufixo "A" para "Centari Acrylic Enamel", "L" para "Laquer" ou "D" para "DuLux Alkyd Enamel".

Estas são as cores mais conhecidas, continuando hoje a ser as adequadas a um restauro que devolva a originalidade aos modelos mais antigos da Land Rover.

SNBPC vai averiguar actuação de bombeiros da Parede


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Uma boca de incêndio

O Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) já mandou instaurar um processo de averiguações ao incêndio que no domingo passado vitimou duas mulheres na freguesia de S. Domingos de Rana, no concelho de em Cascais.

Nas reportagens televisivas, vários populares presentes no local, acusaram os bombeiros de terem demorado demasiado tempo a chegar, de o efectivo e equipamento ser insuficiente e de ter havido falhas nas ligações das mangueiras às bocas de incêndio.

Na sequência destas acusações, o SNBPC vai averiguar se a resposta operacional dada pelo Corpo de Bombeiros Voluntários da Parede foi a adequada, mas as dificuldades que derivam da falta de acesso imediato às bocas de incêndio ou à falta de pressão de água irá também ser investigado.

Segundo representantes de associações da classe, como na do presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, Fernando Curto, esta é uma situação recorrente que deriva da falta de uniformização dos equipamentos e de não haver um registo exacto dos modelos, de modo a haver as chaves e ou os adaptadores apropriados.

Para este dirigente associativo, "por vezes a pressão da rede de água municipal é tão fraca que temos dificuldade em abastecer as viaturas e fazer chegar a água a um segundo ou terceiro andar".

Para Duarte Caldeira, presidente da Liga de Bombeiros Portugueses, a falta de água nas bocas-de-incêndio é outra das dificuldades com que os bombeiros se defrontam no combate a fogos urbanos, mas "às vezes também falta água nos marcos, mas isso acontece por falta de água na rede pública".

O planeamento urbano, algo que é particularmente esquecido em Portugal, obriga a ter em atenção não apenas aspectos relacionados com a qualidade da habitação, das envolventes ou das acessibilidades, mas de todo um conjunto de factores que, por serem menos intuitivos e imporem condicionalismos que por vezes chocam com critérios de rentabilidade, são muitas vezes omitidos.

Esta situação é particularmente grave em áreas de edificação densa, pouco estruturada e com falta de acessibilidades, como acontece em diversos bairros nos arredores dos grandes centros urbanos, ou em áreas antigas e degradadas no interior das cidades, onde a proximidade das habitações, os materiais utilizados e a própria idade dos habitantes dificulta o socorro.

O sucedido em S. Domingos de Rana é, infelizmente, o resultado de um conjunto de circunstâncias das quais muitas podiam ter sido previstas e acauteladas através de um planeamento urbanístico mais rigoroso e de inspecções periódicas, capazes de verificar se os meios e as acessibilidades permitiam uma intervenção suficientemente rápida para ser eficaz.

Enquanto o factor primordial que determina o crecimento descontrolado da malha urbana for o lucro de alguns, situações semelhantes têm todas as condições para voltar a suceder, independentemente dos investimentos nos meios de socorro e da capacidade de resposta que estes ofereçam, facto que é, normalmente, omitido quando se equaciona a qualidade de vida nas cidades portuguesas.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Manta anti-fogo no Lidl


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Manta anti-fogo

Começa, a partir da próxima 5ª feira, no Lidl, uma promoção de artigos relacionados com a segurança.

Entre os artigos disponíveis, encontra-se uma manta anti-fogo, com uma dimensão de 100 x 100 cm, correspondente a 1 m², e que obedece à norma EN 1869, vendida por 14.99 euros.

Este tipo de equipamento facilita o controle e extinção de pequenos focos de incêndio domésticos, que tendem a repetir-se nesta altura do ano em que o frio leva à utilização de maior número de meios de aquecimento, sendo um bom complemento para o mais tradicional extintor.

Para além desta manta, estarão disponíveis vários equipamentos relacionados com a segurança, nomeadamente a nível de alarmes domésticos, sendo de assinalar o sistema de detecção de gás natural, propano e butano, essencial sobretudo para quem tenha canalizações mais antigas.

No "site" do Lidl encontram-se descritos os vários equipamentos disponíveis, pelo que aconselhamos uma visita, enquanto lembramos que a segurança é uma responsabilidade de todos.

ANBP propõe carreira única para profissionais


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Bombeiros sapadores em acção na cidade de Lisboa

A Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) contrapropôs a criação de uma carreira de bombeiro profissional única, sem distinção entre sapadores, municipais e privativos, contrariando assim uma proposta do Governo.

Esta posição foi transmitida ao secretário de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões, que recebeu a ANBP numa audiência, onde foram discutidas as propostas para os regimes jurídicos das Associações de Bombeiros, dos Bombeiros e Serviços Municipais de Protecção Civil e Comandante Municipal.

O presidente da ANBP, Fernando Curto, informou que o governante achou "correcta" a proposta da desta associação, mas que uma decisão sobre a mesma estará depedente do Ministério das Finanças.

A ANBP aproveitou para reivindicar o o desbloqueamento da progressão de carreiras, "paradas há quatro anos", bem como a participação activa dos bombeiros na elaboração do respectivo Estatuto Social e a responsabilização dos municípios na formação de quadros e na organização dos horários de trabalho.

Menos crítica do que outras estruturas representativas, como a Liga de Bombeiros Portugueses (LBP), a ANBP concordou com as propostas do Governo sobre a incompatibilidade de funções entre o comando da corporação e a direcção de uma associação de bombeiros e com a criação das figuras do oficial de bombeiros e do tão contestado comandante municipal.

Logicamente, após o Congresso Extraordinário da LBP, realizado este fim de semana, várias das propostas com as quais a ANBP concordou terão caido perante a pressão dos voluntários, de cujo número e distribuição geográfica depende, em grande parte, a estrutura de socorro em Portugal, mas as alterações que foram sugeridas na reunião com o governo espera-se que sejam igualmente tido em conta.

Dado que no futuro é inevitável uma maior profissionalização, as propostas da ANBP, bem como a sua representatividade, terão cada vez maior importância na estrutura de socorro que se projecta para o século XXI, pelo que o diálogo com esta associação será cada vez mais decisiva na elaboração de medidas que afectem o sector.

domingo, janeiro 28, 2007

Computadores indianos a partir dos 100 euros chegam em Abril


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Computador Mobilis

Uma das primeiras consequências da recente visita presidencial Índia vai ser a comercialização entre nós de equipamentos informáticos provenientes deste país asiático.

Os equipamentos deverão começar a chegar em Abril, destinando-se essencialmente a jovens em fase de aprendizagem, mas poderão vir a ter múltiplas aplicações dado o seu baixo custo.

Os modelos mais convencionais incluem sistema operativo Linux, processadores PXA255 com velocidades entre os 200 e os 400 MHz e memória RAM e flash de 128 Mb, em versão integrada, com display TFT de 7", e sem écran, para ligação a um monitor externo cuja resolução, infelizmente, só chega ao VGA.


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Modelo Simputer em formato PDA

Uma versão em formato PDA tem 64 Mb de RAM e 32 Mb de memória flash e inclui um écran TFT de 3.8", com suporte para telefones CMDA/GPRS para efeitos de comunicações.

Todos os modelos incluem portas de comunicações série e USB e em algumas versões estão disponíveis, seja de série, seja como opcional, placas de rede Ethernet 10/100.

Um sistema multimédia, com características diferentes e adequadas à especificidade de cada modelos, está presente em todos os equipamentos a comercializar entre nós.

Para além do sistema operativo Linux Kernel 2.4x e gestor de Windows X11, para além de utilitários e suportes de comunicações, um conjunto de ferramentas de produtividade, que incluem processador de texto, folha de cálculo, gestor de apresentações, "browser" ou cliente de correio electrónico também estão presentes.


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Softcomp com écran adicional

No "site" do fabricante podem-e encontrar todos os detalhes dos vários modelos que se espera que custem em Portugal entre 100 a 300 euros, conforme o modelo e os opcionais incluidos.

A colaboração com uma empresa portuguesa sedeada em Coimbra, a Cnotinfor, permite a inclusão de "software" nacional e adequa estes equipamentos ao mercado português e brasileiro, onde estes computadores também serão comercializados.

Esta poderá ser uma excelente opção para quem, por exemplo, procure um sistema portátil, de baixo custo, sem disco rígido, no qual possa correr um conjunto limitado baseadas em Linux.

Governo aceita propostas dos bombeiros


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Brasão da Liga de Bombeiros Portugueses

O Governo, representado pelo secretário de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões, anunciou que vai aceitar as principais reivindicações dos bombeiros, desistindo de algumas das medidas mais polémicas que propôs para o sector.

Propostas fortemente contestadas, como as respeitantes à autonomia das associações de bombeiros, às verbas para fundos de maneio ou à imposição de limitações de mandatos, acabaram por cair, conforme confirmou Ascenso Simões durante o Congresso extraordinário da Liga de Bombeiros Portugueses (LBP) que decorre em Torres Novas.

Após meses de discussão pública sobre os conjunto de diplomas propostos pelo Governo e mais de 200 propostas de alterações, muitas das medidas mais polémicas acabaram por ser retiradas, no que o secretário de estado considerou ser um acordo e não uma cedência.

A ausência de visto prévio para empréstimos e "a consagração nas associações humanitárias do estatuto de utilidade pública administrativa" encontram-se entre as alterações anunciadas pelo governante durante o Congresso Extraordinário da LBP.

A "limitação dos mandatos" dos quadros que o Governo queria impor e que já lembramos ser impossível de implemental dado que o "sector vive de muitos apoios e de muitas carolice dos dirigentes", acabou por ser reconhecido pelo secretário de Estado que agora afirma que "seria injusto que muitas das pessoas que dedicaram uma vida aos corpos de bombeiros pudessem vir a ser agora, por uma via legal, impedidas de se recandidatarem aos cargos".

Ascenso Simões também anunciou que a recém-criada Autoridade Nacional de Protecção Civil terá também uma estrutura autónoma que fará a ligação permanente com os bombeiros, consubstanciado na pessoa do novo "Director Nacional de Bombeiros", que será um "elemento de permanente ligação com o sector".

A este novo Director Nacional será dada autonomia para decidir em questões tão diversas como a regulamentação do Estatuto do Bombeiro, há muito em discussão, ou no respeitante a equipamentos ou formação.

Também foi anunciado que a Direcção-Geral de Viação (DGV) já notificou as forças de segurança no sentido de estas deixarem de autuar as ambulâncias que não cumpram a legislação em vigor até que nova legislação que regule o transporte de doentes e a emergência pré-hospitalar seja aprovada.

O secretário de Estado, no entanto, não deu mostras de querer recuar no aspecto do Comandante Municipal, embora a principal contestação neste caso provenha das autarquias e não dos bombeiros, pelo que esta não seria, provavelmente, a ocasião para uma eventual alteração.

Este acordo, que é uma óbvia cedência do Governo perante os bombeiros portugueses, era absolutamente inevitável perante uma estrutura cuja base é o voluntariado e se apoia na sociedade civil, sendo intuitivo que muitos dos que hoje suportam as Associações deixariam de o fazer na mesma medida se as medidas inicialmente propostas, que correspondiam a uma quase apropriação destas por parte do Estado, fossem aprovadas.

Este processo, que ainda não está terminado, demonstrou, por um lado a dependencia do Estado dos serviços prestados pelas Associações, algo que é imprescindível, e a necessidade de um diálogo prévio ao anúncio de medidas que, logicamente, não poderão ser impostas sem que haja consequências graves na estrutura de socorro actualmente existente.

Teria sido vantajoso que, antes de serem apresentadas propostas que seriam fortemente contestadas, tivesse havido uma auscultação das associações de bombeiros, de forma a obter um consenso e evitando meses de conflito e uma cedência que, para quem pretenda explorar politicamente o caso, assume contornos de uma derrota.

Independentemente do processo algo atribulado, as melhorias introduzidas vêm dar um novo alento a todos quantos contribuiram para uma legislação mais consensual para o sector, que alie o necessário rigor com a autonomia das Associações, factor essencial para garantir que estas continuarão a ser apoiadas pelas comunidades em que se inserem e as considerão como "suas".
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