sábado, fevereiro 10, 2007

Nokia disponibiliza mapas para dispositivos móveis


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Mapa no écran de um telemóvel Nokia

A Nokia vai permitir o "download" grátis de mapas e roteiros de 150 países funcionando com tecnologia de navegação por satélite em cerca de 30, que poderão ser utilizados nos sistemas operativos móveis.

A base de dados contém cerca de 15.000.000 de pontos de interesse, com conselhos sobre locais a visitar, restaurantes ou alojamento e informa sobre qual o percurso ou trajecto a seguir para alcançar um determinado local.

Também é possível selecionar informação sobre locais e enviá-los via "bluetooth", infra-vermelhos ou e-mail, bem como gravar em memória determinado trajecto.

A partir do próximo sábado, a Nokia vai disponibilizar este serviço para o S60 e Windows Mobile 5.0, pretendendo expandir esta tecnologia a outras plataformas como o Series 40, Pocket PC, Linux e restantes equipamentos Windows.

No futuro, este serviço será pré-instalado em todos os equipamentos Nokia Nseries, podendo ser expandida a outras famílias deste fabricante sueco.

Metade das leis aprovadas não está regulamentada


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Diário da República Electrónico

Quando, há dois meses, comentamos o quão fácil é legislar, dificilmente podiamos saber qual a percentagem de leis aprovadas não foram regulamentadas, mas intuiamos que fosse elevada.

Esta percentagem, nas quais se incluem instrumentos tão importantes como alguns dos que estão incluidos no próprio Orçamento Geral de Estado, atinge proporções demasiadamente elevadas para que este problema passe sem qualquer reparo que devia vir da parte das mais altas instâncias do poder político.

A não regulamentação das leis, que impede a sua aplicação prática, acaba por tonar inútil grande parte do trabalho legislativo, para além de frustrar as legítimas expectativas de quem esperava, após a sua aprovação em sede parlamentar, sentir o seu efeito.

Por outro lado, muitas destas leis, entregues a escritórios de advogados, primam pela incompatibilidade com diplomas existentes, criando situações de difícil ou impossível aplicação e abrindo portas através dos quais se torna possível contornar não apenas a nova legislação, mas também a anterior.

Para além do óbvio custo para o Estado, a falta de especialistas e de peritos capazes de concertizar na prática o tabalho legislativo não é o único limite, pois a falta de qualidade de muitos dos diplomas torna a sua regulamentação impossível, razão pela qual acabam muitas peças legislativas acabam por ser esquecidas sem nunca entrar em vigor.

Num País onde parece existir uma competição política onde o número de leis aprovadas surge como critério de trabalho, mesmo que estas nunca sejam regulamentadas, ou que da sua aplicação resulte um efectivo prejuizo para a Nação, interrogamo-nos sobre um trabalho parlamentar que levanta dúvidas legítimas quanto à sua qualidade.

A pouco mais de um dia de um referendo, para além do objecto da pergunta, esta será, também, uma forma de aferir do interesse dos eleitores na condução dos destinos do País, avaliando assim a forma como o trabalho legislativo é feito.

Esperamos que esta forma de apresentar trabalho político seja rapidamente alterada, dado que descredibiliza fortemente os legisladores e afasta os cidadãos de uma democracia que ser pretende participativa.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

NMEA2KML Converter para Google Earth


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Itinerário convertido para o Google Earth

Têm aparecido no mercado cada vez mais GPS de baixo custo com capacidade de armazenar os percursos efectuados numa memória interna para posterior descarga para um computador, onde os dados poderão ser tratados por "software" apropriado.

Com o Google Earth a popularizar-se como forma de apresentação de itinerários, a conversão de dados armazenados em formato NMEA num GPS para um ficheiro KML, específico deste "software", tornou-se essencial.

O NMEA2KML Converter for Google Earth 1 é um pequeno programa, de uso livre, que foi desenvolvido exactamente para efectuar esta conversão em qualquer dos sistemas operativos Windows, que podem ir desde o descontinuado 95 até ao recentemente apresentado Vista.

Com apenas 37 Kb em formato comprimido, o processo de funcionamento é intuitivo, lendo os "logs" ou registos do GPS em formato NMEA e gravando-os em KML, após o que podem ser carregados através das opções normais do Google Earth.

Para quem pretenta, à posteriori, ver o trajecto percorrido sobre um mapa, este pode ser um processo prático e económico, tendo em conta que quer o Google Earth, que o conversor, estão disponíveis para "download" gratuito.

Apresentado o Inventário Florestal Nacional 2005/2006


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Floresta de folha caduca

Foi apresentado pelo ministro da Agricultura, Jaime Silva, o Inventário Florestal Nacional 2005/2006, onde é descrito em pormenor a constituição da floresta portuguesa, com descrição de áreas, diferenciação de árvores, tipo de distribuição e todo um conjunto de detalhes que permita a caracterização deste importante património económico e ambiental.

Com base nos dados apurados, Jaime Silva salientou que em 2005, o sector exportou 2.500.000.000 de euros, correspondendo a 10% das exportações nacionais e "um valor superior ao da Autoeuropa, cuja importância para Portugal todos conhecem".

Este Inventário, que será actualizado anualmente, vai suportar decisões mais fundamentadas no âmbito da sustentabilidade da floresta, dos planos de prevenção dos incêndios e nas medidas de desenvolvimento de indústrias dependentes da floresta, evitando erros de planeamento que se verificaram no passado.

Para o ministro, "o Inventário de 2005/2006 é importante para todas as actividades que dependem economicamente da floresta, pois permite conhecer a área florestal e o volume que alimenta indústrias tão importantes como a do sobreiro, cortiça, celulose e da madeira".

Foram inventariadas em Portugal áreas de 3.412.000.000 de hectares de floresta, de 1.898.000.000 de hectares de mato, 3.028.000.000 hectares de terreno agrícola e 413.000.000 de hectares de áreas sociais, devidamente caracterizadas com dados que incluem, por exemplo, quais os tipos de arvoredo predominantes nas várias regiões do País.

Após anos em que o ordenamento florestal e a prevenção dos fogos falhou em absoluto, este instrumento de planeamento e gestão pode dar origem a um conjunto de medidas que pecam por tardias e já levaram a atritos no interior do próprio Governo, nomeadamente no término do período de incêndios florestais do ano passado.

No entanto, e não obstante o reconhecimento da importância da floresta, que era uma evidência muito antes da publicação deste Inventário, não será a divulgação deste documento a resolver os problemas existentes, os quais carecem de uma abordagem integrada que promova o desenvolvimento das regiões mais deprimidas do território nacional.

Infelizmente, a falta de uma perspectiva global tem vindo a limitar os resultados, com decisões e medidas que entram em conflito e transmitem mensagens contraditórias, do que resulta um cada vez maior abandono do Interior.

A título de exemplo, basta referir que o encerramento de unidades de urgência, só por sí, tem um significado para as populações e para eventuais investidores que não podem ser compensadas por qualquer tipo de incentivo, dada a gravidade das consequências que podem advir da falta de um sistema socorro eficaz.

Já nos pronunciamos acerca da necessidade de, antes de quaisquer outros investimentos, garantir às populações do Interior o acesso a todo um conjunto de condições de vida essenciais, que consideramos determinantes para a sua manutenção e para a fixação de novos residentes, sem o que as medidas avulsas e casuísticas, pouco ou nenhum efeito prático têm, para além do desperdício de recursos do Estado.

Não basta ter um conjunto de instrumentos, é necessário saber integrá-los, observá-los em conjunto e verificar como interagem os vários factores, de modo a determinar com rigor quais os efeitos colaterais de cada decisão e em que medida se vai projectar nos outros elementos de um conjunto complexo e, efectivamente, indivisível.

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Mais brigadas de sapadores na prevenção de incêndios


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Trabalhos de prevenção com maquinaria pesada

A estratégia de prevenção para a época de 2007 irá para o terreno já este mês com acções de gestão de matéria inflamável e de manutenção de infra-estruturas, apresentando algumas novidades relativamente ao ano agora findo.

O Plano Nacional de Prevenção Estrutural prevê o reforço das actuais 200 equipas de sapadores florestais, organizadas por produtores florestais, a autarquias ou a orgãos de gestão dos baldio, com 20 brigadas adicionais.

Este ano, as equipas de sapadores florestais irão cumprir seis meses de serviço público a nível de prevenção, com trabalhos de campo a decorrer entre Janeiro e Abril e, após o Verão, em Outubro, Novembro e Dezembro.

Durante este período, as brigadas de sapadores florestais vão limpar as matas, removendo materiais combustíveis de forma a diminuir o risco de incêndios.

Será dada prioridade às matas matas nacionais e aos perímetros florestais com maior risco de incêndio e que permitem proteger grandes áreas de floresta de elevado valor para a conservação da Natureza localizadas no centro interior e no norte do País

Também a manutenção de pontos de água e de caminhos florestais será efectuada em duas fases que decorrerão entre Janeiro e Junho e entre Outubro e Dezembro, ficando também a cargo dos sapadores florestais.

Prevê-se, assim, que sejam intervencionados directamente 3.000 hectares de floresta, maioritariamente no Centro e no Norte do País, protegendo assim, de forma indirecta, 60.000 hectares, melhorando ou reparando 250 km de estradas e recuperando 50 pontos de água essenciais no combate aos incêndios.

Espera-se que este trabalho, bem como a implementação dos Planos Municipais que recentemente mencionamos, sejam realizados atempadamente, de modo a evitar que num Verão que se prevê particularmente quente se assista a uma nova vaga de incêndios florestais.

Relógio com termómetro digital no Lidl


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Relógio com termómetro digital no Lidl

Pode não ser a substituição pretendida, mas tendo em conta o número de queixas de avarias nos pequenos écrans de LCD de muitos proprietários de veículos, sugerimos a sua substituição por um modelo que inclui relógio e termómetro.

As características principais deste modelo incluem relógio, com com hora local e 2ª hora, medição de temperatura interior de -20ºC a 70ºC e exterior de -50ºC a 70ºC, com possibilidade de memorização e um écran LCD para apresentação de dados.

A informação relativamente à temperatura exterior, para além do seu significado óbvio, é importante quer em termos de mecânica, com vista a controlar o esforço e desgaste a que um motor é submetido em circunstâncias extremas, sendo também relevante para adequar a própria condução às condições da via que se podem vir a encontrar.

Estas implicações, que tendem a ser algo negligênciadas, podem ter neste equipamento, se colocado em local bem visível dentro do habitáculo, uma forma de alerta capaz de contribuir para a segurança de todos os utentes da via, contribuindo assim para reduzir o elevado número de acidentes que ainda se verifica entre nós.

O preço deste equipamento, em promoção no Lidl a partir desta 5ª feira, dia 08 de Fevereiro, é de 5.99 euros e funciona com uma única pilha AAA, não incluida, não carecendo de qualquer instalação para além da fixação.

Para quem tem um modelo de veículo sofisticado e com um relógio avariado, esta é uma substituição possível e económica, mas também pode ser um complemento para quem tem um Land Rover Série e anseia por pequenos luxos que a marca esqueceu.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Dia Europeu para uma Internet mais Segura


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Acesso à Internet no British Council na Malásia

Ontem comemorou-se o Dia Europeu para uma Internet mais Segura, como alerta para os riscos que existem, sobretudo para os mais novos, quando navegam na rede global.

Em Portugal, foi anunciado a criação de um site especializado na segurança "on-line", com capacidade para receber e encaminhar denúncias sobre conteúdos ilegais na Internet.

Esta medida faz parte do programa europeu "Safer Internet Plus", que aguarda avaliação por parte da Comissão Europeia, e cuja aprovação é esperada para o fim deste mês.

O objectivo do novo "site" é permitir o tratamento das denúncias por operadores especializados, que farão uma triagem, verificando se existe algum conteúdo ilegal, ilícito ou criminoso, sendo que neste caso, encaminharão os dados para a entidade responsável, que entre nós será a Polícia Judiciária, ou para uma sua congénere no estrangeiro, caso a origem da actividade detectada esteja fora do território e da jurisdição portuguesa.

Entre os maiores riscos a que crianças e jovens estão expostos na Internet, encontram-se os contactos de pedófilos, muitas vezes em salas de conversação "on-line", e o acesso a "sites" com teor desadequado para a idade, onde pornografia, racismo ou diversas formas de violência podem ser acedidas sem restrições.

Para os adultos, existem riscos de fraude, nomeadamente através de "phishing" e de outros métodos, de roubo de identidade ou de conteúdos constantes do computador, que podem permitir o acesso a informações conficenciais.

Surgem, no entanto, vários problemas de difícil solução, entre os quais a enorme disparidade legislativa, que permite operar a partir de países onde um dado crime não é reconhecido ou punido, e, sobretudo o quase absoluto anonimato que os acessos sem fios e sem identificação permitem a quem pretende desencolver actividades ilícitas, ilegais ou criminosas.

Para além dos célebres "cybercafés", que pouco ou nada são controlados, acessos sem controle e sem registo, como o promovido pela Câmara Municipal de Lisboa em diversos jardins, são uma porta aberta a todos quantos recorrem ao anonimato para promover as suas actividades ilegais sem riscos significativos de serem apanhados.

Pode, realmente, haver um sistema de denúncias, mas sem medidas complementares, pouco haverá a fazer no seu seguimento, caso as medidas de segurança e controle em acessos públicos não sejam reforçadas conforme manda a legislação em vigor.

Casa do Bombeiro arranca este ano em Almada


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Maquete da Casa do Bombeiro de Almada

O projecto para a construção da Casa do Bombeiro, em Almada, um empreendimento estimado em perto de 3.000.000 de euros, já foi aprovado pela câmara e deverá arrancar ainda este ano.

Este projecto irá ser instalado num terreno de 3.500 metros quadrados, localizado em Vale Bem, na Charneca de Caparica, cedido em 2005 pela autarquia e deverá estar concluido dentro de cinco anos.

A nova infra-estrutura incluirá 64 quartos duplos, piscina, posto médico, ginásio, capela, salas de leitura e restaurante e destina-se a apoiar os bombeiros portugueses que tenham carências sociais ou económicas, e que ali poderão residir.

Neste momento, aguarda-se a comparticipação do Estado, "que deverá rondar os 60%, ao abrigo do novo Estatuto Social do Bombeiro, a ser aprovado em breve", segundo informação de José Baptista, presidente da "Associação Reviver Mais - Associação dos Operacionais e Dirigentes dos Bombeiros Portugueses", entidade responsável por este projecto.

A "Reviver Mais" foi criada há cinco anos e assinou um protocolo com Liga dos Bombeiros Portugueses em Agosto de 2006 para construir esta Casa do Bombeiro, sendo objectivo da associação criar outros espaços idênticos noutras zonas do País.

Caberá à "Reviver Mais" a gestão desta e de outras estruturas semelhantes, de acordo com princípios de solidariedade social, sendo também responsável pela angariação dos fundos necessários para completar a percentagem dada pelo Estado que, esperamos, cumpra atempadamente as suas obrigações.

A Casa do Bombeiro vem colmatar uma grave lacuna e uma extrema injustiça que se verifica sempre que um bombeiro, após anos de sacrifício, enfrenta novas dificuldades, por vezes insuperáveis, no termo da sua vida activa.

A instalação de uma rede de apoio, com especial incidência nas zonas do País onde existe um maior número de bombeiros e que, frequentemente correspondem a distritos socialmente deprimidos, é uma iniciativa que deve ser apoiada seja pela sociedade civil, seja pelo tecido empresarial, cuja contribuição terá, certamente, um retorno fiscal.

Para além de fazer votos de sucesso, esperamos que esta divulgação contribua para o aparecimento de novos apoios, sempre necessários, que permitam concluir este projecto no mais breve espaço de tempo possível.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

A eutanásia já é legal entre nós?


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Serra da Estrela com neve

Aos casos recentemente ocorridos no concelho de Odemira, veio agora juntar-se a morte de um idoso de 72 anos na Serra da Estrela, local aonde se deslocara integrado numa excursão.

Após ter sido dado o alerta do desaparecimento, pelas 20:20, o Centro Distrital de Operações de Socorro activou um conjunto de meios da Guarda Nacional Republicana e dos bombeiros, que, não tendo encontrado a vítima, interromperam as buscas pelas 00:00.

Se considerarmos a demora entre o alerta, a preparação e deslocação de meios, o planeamento e o começo das buscas, podemos concluir que estas decorreram apenas durante escassas horas, sendo suspensas não obstante a evidência de que, esperando pelo dia seguinte, o desaparecido estaria morto, dada a impossibilidade de sobreviver uma noite sem equipamento adequado.

Lembramos que, quando estavam desaparecidos um grupo de escuteiros, que para além de uma melhor preparação e condição física, inerente à sua juventude, dispunham de tendas e vestuário apropriado, as buscas prosseguiram até à sua localização, entrando pela noite dentro, o que foi encarado com toda a normalidade.

Ao suspender as buscas deste idoso pelas 00:00, os responsáveis pelo que era suposto ser uma operação de salvamento, limitaram-se a aceitar a sua morte, pois se alguma hipótese ainda havia de resgatar o desaparecido com vida, esta desapareceu com a interrupção das operações de resgate durante a noite.

Independentemente das justificações, dos apelos à razão ou de qualquer consideração táctica, a opção foi no sentido de abandonar à sua sorte um cidadão idoso, condenando-o a uma morte certa, dado que não tinha qualquer hipótese de sobrevivência caso não fosse socorrido atempadamente.

Não podemos aceitar como justificação de, na altura em que foram interrompidas as operações, o desaparecido com todas as probabilidades, já estaria morto, pois na altura era impossível ter a certeza de que tal seria verdade e, mesmo que a autópsia o venha a confirmar, em nada diminui a responsabilidade de quem tomou a decisão.

Ninguém, e menos ainda aqueles que são responsáveis pelo socorro, tem o direito de determinar o termo ou a suspensão de um esforço de salvamento, não havendo riscos sérios para quem está envolvido na operação, sabendo que da sua decisão resulta a perda de uma vida humana que ainda havia a esperança de salvar.

E, se tudo isto passar impune, apenas se pode concluir que, afinal, a eutanásia já é legal entre nós.

GPS e Linux


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Écran de GPS Drive

Os computadores de baixo custo que temos vindo a apresentar têm como sistema operativo o Linux, evitando assim incluir no preço um sistema operativo pago, o que inflacionaria o valor a pagar pelo utilizador.

Esta solução, que mantém os preços ao nível mais baixo possível, obriga, no entanto, a utilizar outro tipo de programas, concebidos especificamente para o Linux, os quais, felizmente, tendem a ser gratuitos.

Para além da solução de recorrer a uma versão Linux do Google Earth, já disponível, muitos são os produtos que poderão ser utilizados, sendo disso exemplo o GPS Drive que hoje apresentamos.

O GPS Drive tem um conjunto de funções semelhantes ao dos seus congéneres para sistemas operativos da família Windows, com seguimento em tempo real do sinal de GPS e leitura ou gravação de itinerários, percursos ou outro tipo de rotas.

No caso dos GPS que comuniquem via USB ou Bluetooth, requer-se que o núcleo do sistema operativo ou "kernel", inclua o suporte de portas virtuais, de modo a que estas sejam endereçadas como portas de comunicação série, podendo neste caso ser utilizado qualquer GPS que transmita dados em formato NMEA.

Sugerimos, também, a aquisição do último número da Linux Magazine que inclui uma colecção de distribuições deste sistema operativo caracterizadas pela sua dimensão reduzida, o que permite instalar numa memória "flash".

Entre as distribuições disponibilizadas, encontra-se a última versão do "Puppy Linux", que mencionamos num texto anterior, como proposta de utilização em computadores sem discos rígidos mecânicos, de forma a eliminar este componente particularmente vulnerável a pancadas resultantes de uma condução fora de estrada.

Apesar do recente lançamento do Windows Vista por parte da Microsoft, dada a proliferação de sistemas de baixo custo que correspondem aos nossos objevtivos de navegação, os próximos produtos a analisar incluirão certamente versões Linux, sugerindo, desde já, que os nossos leitores comecem a estudar este sistema operativo.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Os computadores de 100 dólares


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Um dos modelos chineses de 100 dólares

Após a apresentação do "One LapTop per Child" ou OLPC, foi patente que é possível construir computadores de baixo custo que possam ser vendidos a preços na ordem dos 100 dólares.

Países como a China ou a Índia, com economias emergentes, fruto de uma extraordinária capacidade industrial a que se aliam salários comparativamente baixos, projectaram diversos modelos que brevemente chegarão ao mercado a valores ainda há pouco tempo impensáveis.

Preços na ordem dos 100, 200 ou 300 dólares, que acabam por ter um valor ainda mais baixo em euros, começam a ser cada vez mais discutidos e o seu impacto na indústria informática em breve se farão sentir.

Vários destes modelos já foram apresentados, mas queremos lembrá-los numa altura em que a sua comercialização parece eminente, pelo que recordamos o OLPC, o Long Men chinês e os recentemente divulgados computadores indianos.

Na altura, o computador chinês foi apresentado como um "laptop", sendo hoje patente que é na verdade um modelo compacto que requer um écran adicional, e será equivalente a um Pentium III a 800 Mhz, com disco de 40 Gb e memória de RAM a partir dos 128 Mb.

Para além desta correcção e de adicionar uma ligação para o "site" do fabricante, onde o conjunto completo de características poderão ser apreciadas, aproveitamos para relembrar um assunto que promete vir a dar muito que falar nos próximos meses e terá um impacto significativo na percepção que temos da informática pessoal.

Cursos de condução especializada


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Curso profissional na ECP-Segurança

A condução de veículos de emergência deve passar, para além de uma selecção rigorosa do candidato, pela formação em técnicas específicas que permitam desempenhar as suas missões com o máximo de segurança.

Para além de uma redução nos comportamentos de risco, tarefa que passa essencialmente pelas estruturas dirigentes, e de uma verificação mais exigente de parâmetros de segurança de veículos e equipamentos, também a formação contínua é cada vez mais essencial e, com a esperada profissionalização, tenderá a tornar-se obrigatória para os tripulantes de viaturas que desempenhem missões de socorro.

Infelizmente, este tipo de formação ainda é algo negligenciado entre nós, faltando sensibilização para o facto, dificuldade esta que é agravada pelo reduzido número de entidades capazes de proporcionar cursos nesta área tão especializada.

Por outro lado, os custos, que rondam os 500 euros se incluirmos o IVA, acabam por desencorajar sobretudo as instituições baseadas no voluntariado, que dispoem de recursos economicos particularmente limitados, mas que acabam por desempenhar a maioria dos transportes de urgência em Portugal.

O recurso a patrocínios ou à Lei do Mecenato poderão, pelo menos em parte, suprir algumas destas carência, podendo-se equacionar a possibilidade de obter descontos, por exemplo, para entidades reconhecidas como de utilidade pública, tal como associações de bombeiros voluntários o serão no próximo enquadramento legal.

Esta será, entre outras, uma das vantagens que a proposta de alteração legislativa vai trazer, facilitando o retorno a nível fiscal a quem apoiar os bombeiros voluntários, sendo que, na área da formação, esta possibilidade é particularmente benvinda e compensadora para ambas as partes.

A nossa sugestão é a de rentabilizar cursos existentes e com algumas vagas disponíveis, cedendo-as a associações de bombeiros voluntários, de forma a que, em vez de um eventual prejuizo resultante da escassez de formandos, exista uma permanente rentabilidade, mesmo que obtida a prazo.

domingo, fevereiro 04, 2007

Alterações no formato "blog"


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Écran do formato actual do blog

Após a migração para a nova versão do Blogger, ficam disponíveis um conjunto de novas possibilidades de configuração, algumas das quais facilitam a consulta dos arquivos.

Optamos, portanto, por proceder a um conjunto de alterações que facilitem a leitura de textos previamente publicados sem a necessidade de carregar páginas demasiadamente compridas, podendo os leitores carregar, de uma só vez as 10 páginas anteriores.

Infelizmente perdeu-se, esperamos que temporariamente, a ligação para os comentários do Haloscan, mantendo-se apenas os do próprio Blogger, que obrigam a possuir um "login" em virtude de não serem aceites comentários anónimos.

Apesar deste inconveniente, que esperamos venha a ser ultrapassado no futuro, pensamos que as alterações são vantajosas dado contribuirem para facilitar a navegação e a pesquisa no "blog", algo que tem sido considerado por diversos leitores como o principal ponto fraco desta forma de apresentação de informação.

Relativamente a esta última questão, lembramos que aceitamos sugestões que permitam colocar o conteúdo do "blog" num CD que possa ser acedido "off-line", de modo a que toda a informação possa estar devidamente organizada e permanentemente disponível para quem dela necessitar.

Como sempre, estamos abertos a sugestões que permitam melhorar o funcionamento e a disposição dos elementos do "blog" e que poderão ser transmitidas através dos comentários ou do endereço de correio electrónico que consta dos perfís dos autores.

Escuteiros vão vigiar floresta em Aveiro


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Vista de Drave, Base Nacional da IVª Secção

O Corpo Nacional de Escutas (CNE), através da Junta Regional de Aveiro, em conjunto a Associação de Apoio Florestal e Ambiental de Avelãs de Cima (AAFAAV), assinaram um protocolo para a vigilância das serras da freguesia, no mês de Agosto, a ser realizado pelos escuteiros.

Deste protocolo resultará o envolvimento de escuteiros na vigilância das florestas de Avelãs de Cima, cuja área florestal foi dizimada pelos fogos florestais no Verão de 2005, onde serão efectuadas patrulhas de bicicleta de modo a detectar sinais de incêndios.

Os escuteiro participantes, com mais de 14 anos, serão seleccionados em todo o país e desempenharão esta missão durante uma semana após receberem formação adequada "para identificarem, por exemplo, uma coluna de fumo de incêndio nascente ou uma queimada".

O alojamento e alimentação dos participantes nesta actividade serão da responsabilidade do CNE.

Segundo o responsável regional pela Protecção Civil do CNE, Sérgio Pelicano, os participantes vão "também realizar acções de sensibilização com as populações, fazer um levantamento de situações anómalas na floresta e apoiar no que respeita aos sistemas de comunicação".

A participação de escuteiros na vigilância das florestas e na prevenção de incêndios tem uma longa tradição, sendo de um valor incalculável que, infelizmente, não tem tido o devido reconhecimento por parte das autoridades competentes.

Com um maior apoio das entidades oficiais, sobretudo logístico, que envolva meios de transporte e de comunicações capazes de potenciar a acção dos escuteiros, mas também a nível do próprio alojamento e alimentação, os resultados seriam francamente superiores aos obtidos pelos programas de voluntariado jovem para as florestas, que dispoem de um investimento muito mais vultuoso, nem sempre com o esperado retorno.

As questões logísticas ganham um especial relevo quando se sabe que a maioria destes jovens não dispõe de meios de transporte que permitam o acesso a todas as áreas florestais, mas também para que possam ser rapidamente retirados em caso de perigo, sendo que um sistema de comunicações de emergência é absolutamente necessário como garante quer de alertas, quer da segurança dos próprios participantes.

Espera-se, pois, que se verifique uma nova cooperação entre entidades oficiais e o CNE, resultando numa maior apoio às actividades que os escuteiros promovem para a defesa da Natureza, mesmo que para tal seja necessário sacrificar algumas das acções actuais, cujos resultados não têm estado de acordo com os gastos.
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