sábado, junho 14, 2008

Electricidade na atmosfera terrestre dificulta recepção do sinal de GPS


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Satélite do sistema GPS

O aumento dos níveis da actividade eléctrica presente na atmosfera terrestre poderá interferir com os sinais enviados pelos satélites do sistema de GPS.

Já existem diversos estudos recentes que demonstram que um conjunto de fenómenos, como o aumento de nuvens de electrões ou de outras partículas com carga eléctrica resultam em dificuldades de receber o sinal de GPS, podendo inviabilizar a recepção de sinal de um ou mais satélites.

Embora seja possível, nalguns casos prever, e quase sempre ultrapassar este tipo de problema, o aumento das nuvens eléctricas vai aumentar as dificuldades de recepção de sinal, podendo, no futuro, surgirem situações em que não será possível um receptor obter sinal do número suficiente de satélites de modo a triangular a sua posição.

Este é um problema que pode agravar-se, sobretudo tendo em conta a cada vez maior dependência de sistemas de navegação e orientação, e que poderá, eventualmente, ser obviado pela entrada em vigor dos sistemas Galileo e da utilização civil do Glonass, fornecendo um maior número de sinais que poderão complementar-se, mas cuja solução passa, essencialmente, pela adopção de medidas que evitem a formação cada vez mais frequentes de nuvens ou manchas eléctricas.

sexta-feira, junho 13, 2008

Para além da central de ambulâncias


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Veículo dos bombeiros de Felgueiras

No entanto, não é apenas a nível das ambulâncias de transporte que um novo sistema de coordenação devia ser implementado, dado que a actual estrutura organizativa origina desequilibrios de meios nas mais diversas vertentes da actuação das corporações, com situações de pico em que é patente a falta de meios, enquanto estes existem disponíveis nas proximidades e não são accionados por falta de informação.

Em Portugal, a falta de meios surge, em muitos casos, associada a má coordenação, opções políticas erradas, defeciências organizacionais ou a simple relutância em trabalhar em conjunto, prescindindo dos pequenos poderes pessoais que motivam tantos responsáveis, cuja postura dificulta a implementação das neessárias mudanças estruturais que todos sabemos serem necessárias.

A actual estrutura organizacional, baseada numa teia de corporações de voluntários, não pode continuar a existir como até aos dias de hoje, dado que apresenta graves fragilidades em termos de coordenação, de disponibilidade de efectivos, particularmente gravosa durante o periodo laboral, e de um sem número de vicissitudes, muitas das quais resulta das dificuldades económicas, mas também da falta de um núcleo profissional.

A opção por facilitar o recrutamento de equipas permanentes, de apenas 5 elementos, mesmo que, à posteriori, se aceitasse que no mesmo município houvesse mais do que uma equipa, resulta numa excessiva dispersão de meios e recursos que serve de paliativo, sem atacar problemas estruturais, pelo que apenas se obtém uma vantagem marginal, conseguida à custa de um grande sacrifício económico.

É absolutamente necessário mudar as mentalidades que condicionam ou limitam a cooperação e a integração, aceitando que sem alterações profundas na organização do socorro dificilmente Portugal atingirá a eficiência de outros países, onde uma maior centralização, o aumento da profissionalização e a implementação de modernos sistemas de comando e controle permite que, por vezes com menos recursos, os resultados sejam francamente superiores.

quinta-feira, junho 12, 2008

iPhone 3G pode vir a descer até aos 99 euros


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A nova versão 3G do iPhone

Especialistas prevêm que a versão 3G do iPhone, poderá vir a ter um preço de comercialização de 99 euros quando for comercializado por empresas de comunicações móveis no mercado europeu e passada a fase inicial durante a qual o valor será, obviamente, mais elevado.

Ao contrário do que sucedeu com a primeira versão do iPhone, o modelo 3G não ficará confinado ao mercado americano durante largos meses, o que contribuiu para diversas exportações paralelas, com equipamentos a serem desbloqueados e porteriormente reintroduzidos no mercado a preços especulativos.

Conforme noticiamos, está previsto para este mês a chegada do iPhone 3G à Europa, tendo a Optimus e a Vodafone e assinado um contrato de distribuição a que deste "smartphone" com a Apple, aceitando neste momento pré-inscrições.

Portugal adere ao 116000 para alerta de crianças desaparecidas


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Dia Europeu das Crianças Desaparecidas

Portugal, em conjunto com a Bélgica, Dinamarca, Grécia, Holanda e Hungria aderiu ao 116 000 para alerta de crianças desaparecidas.

A Comissão Europeia já apelou aos estados-membro para que adiram a este número, criado em 2007, e implementem um sistema de alerta nacional que facilite a denúncia de desaparecimento de menores, mas a maioria dos países continua sem implementar este número.

No entanto, este sistema necessita de uma rectaguarda eficaz, que permita uma acção imediata, essencial quando um menor desaparece, sendo disso exemplo o bem conhecido "Amber Alert" existente no continente norte-americano e que recorre ao aviso do público e à colaboração da sociedade civil para ajudar a localizar os desaparecidos.

Implementar esta linha sem a complementar com outras medidas, é uma opção inútil, da qual resulta o dispêndio de fundos públicos sem que daí resulte outra vantagem que não a de nos incluirmos entre os paises que adoptaram esta recomendação, dando assim a impressão de uma eficácia que, efectivamente, não existe.

Entre nós, mais do que aderir a linha telefónicas ou outros projectos, por muito válidos que sejam, é necessário implementar sistemas de prevenção, de controle e melhorar a investigação, de modo a que, na sequência de um alerta, pouco ou nada se consiga fazer no sentido de recuperar uma criança desaparecida.

quarta-feira, junho 11, 2008

Adicionamos uma ligação para o blog da Mesclacar


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Ranger Rover modelo 2012

A Mesclacar é uma oficina de reparação de Land Rover, com cerca de 20 anos de experiência situada na zona de Lisboa, que, para além dos serviços mais convencionais, dispoe de equipamentos e competências que permitem reprogramar a gestão electrónica de veículos.

Entre os serviços, encontram-se reparações a nível de mecânica, electricidade e electrónica, revisões, preparação para Inspecções Periódicas Obrigatórias, preparações para actividades de todo o terreno, para além da utilização do sistema Autologic no diagonóstico e reprogramação de centralinas.

No seu "blog" encontram-se textos sobre os Land Rover, desde os mais antigos a projectos futuros, incluindo-se descrições de algumas das actividades organizadas pelos adeptos desta marca em que participam vários dos nossos leitores, pelo que uma visita é quase obrigatória.

Março foi o pior mês de 2008 em incêndios florestais


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Um helicóptero pesado Kamov Ka-32 russo

Os dados da Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF) revelam que entre o dia 1 de Janeiro e 28 de Maio de 2008 ocorreram em Portugal um total de 857 incêndios florestais, o que representa um aumento de 535 relativamente ao mesmo período do ano anterior.

Também a área florestal ardida no mesmo periodo, contabilizada em 2.423 hectares, foi substancialmente à do ano anterior, quando arderam 1.098 hectares.

O mês de Março foi aquele em que se verificou o maior número de ocorrências, com 1.043 em 2008 e 847 no ano passado, sendo igualmente o mês com mais área ardida, com 544 hectares este ano, enquanto no ano anterior o mês mais complicado foi Abril, com 1.048 hectares queimados.

Este mês de Maio, relativamente chuvoso, para o qual ainda não temos os valores finais em termos de precipitação, poderá ter dado um contributo relevante no combate aos fogos durante o Verão que se aproxima e para o qual se prevêm diversas vagas de calor.

Falta cruzar os dados meteorlógicos com o número de ocorrências e da área ardida para tirar algumas conclusões, mas torna-se evidente que a pluviosidade do mês de Maio aliada ao reforço do dispositivo correspondente ao início da "Fase Bravo" foram determinantes para a acalmia verificada relativamente ao mês anterior.

Mais importante do que publicar estatísticas, que podem servir para os mais diversos fins, é analisa-las objectivamente, tirando as devidas conclusões e antecipando acções que visem contrariar eventuais vulnerabilidades, algo que parece não suceder entre nós com a frequência necessária.

A previsão de vagas de calor, preocupante em termos de incêndios e de saúde pública, deve ser motivo de reflexão, de planeamento e de preparação, de modo a que, quando inevitavelmente se verificarem, existam planos e meios capazes de enfrentar um problema que, pela dificuldade em prever com precisão, tende a ser algo ignorado e encarado como um mero acidente de percurso.

terça-feira, junho 10, 2008

Liga de Bombeiros vai criar central de ambulâncias - 2ª parte


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Ambulâncias dos bombeiros

Assim, o que antes era apenas um período de espera, durante a qual ambulância e tripulação estavam imobilizados, pode ser convertido num novo serviço na mesma área, rentabilizando os meios das corporações, estimados, actualmente, em 3.500 ambulâncias de transporte.

A gestão integrada ajuda também a libertar tripulações, que podem assim ser adstritas a missões no âmbito do socorro de urgência, realizadas por um tipo de ambulância completamente diferente das atribuidas ao transporte e ajuda a equilibrar as contas das corporações, dado que a melhor coordenação evita que grande número de quilómetros sejam percorridos com as ambulâncias vazias.

Uma maior utilização e um aumento da percentagem de quilómetros percorridos com doentes a bordo corresponde a mais verbas a serem debitadas às administrações regionais de Saúde, tratando-se de serviços feitos por requisição hospitalar, ou a outras entidades, conforme a origem do pedido.

Este projecto, cujo desenho deverá estar concluido em Setembro, vem substituir um modelo há muito ultrapassado, que prima pela falta de coordenação e de racionalização de meios, não é inédito, já que no distrito de Coimbra um sistema semelhante já fora apresentado, sendo agora extendido para o âmbito nacional por iniciativa da LBP.

O conceito de aplicar um sistema de coordenação centralizado, semelhante ao do 112, mas para serviços planeados e não urgentes, poderá resolver questões relacionadas com a gestão de meios, mas deverá ser acompanhada por uma revisão a nível da qualidade dos serviços prestados e da integração com entidades que prestam serviços complementares, criando métodos de ligação que potenciem a nova organização.

segunda-feira, junho 09, 2008

Afinal há ou não colaboração com o BOPE?


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Um contingente do BOPE

O Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (BOPE) tornou-se conhecido da noite para o dia devido a um filme polémico onde é retratada, e ficcionada, a actividade operacional desta força brasileira.

Surgiu recentemente a notícia de que haveria uma colaboração entre o BOPE e a Polícia de Segurança Pública (PSP), tendo os polícias brasileiros estado presentes em Portugal e, segundo o comandante da Unidade Especial de Polícia, estar previsto a deslocação de elementos portugueses ao Brasil.

Ambas as vertentes desta colaboração foram relatadas na comunicação social, com declarações dos comandantes das unidades envolvidas a confirmar este intercâmbio que levantou um conjunto de dúvidas que consideramos fundamentadas, dado os métodos utilizados pelo BOPE nas suas operações.

Sendo favoráveis a que as nossas forças policiais tenham o melhor treino possível, o mesmo deve adequar-se à realidade nacional e à legislação em vigor, que obriga a um conjunto de procedimentos de forma a garantir a segurança e os direitos individuais de cada cidadão.

Ontem, o ministro da Administração Interna afirmou, em pleno Parlamento, que não haveria este tipo de colaboração "com a PSP", frase que, podendo ser entendida como uma resposta a uma questão directa que envolvia esta força policial, deixa de fora todas as outras forças de segurança.

Na verdade, o BOPE terá maiores afinidades com a Guarda Nacional Republicana, de cariz militar, do que com uma polícia civil, como acontece com a PSP, pelo que ficaremos alerta para a eventualidade de a cooperação ter transitado para outra força e não, como alguns podem deduzir pelas palavras do ministro, ser uma mera ficção.

Liga de Bombeiros vai criar central de ambulâncias - 1ª parte


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Ambulâncias num parque de estacionamento

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) decidiu criar uma central nacional que racionalize o uso das ambulâncias de transporte que realizam serviços não urgentes que possam ser devidamente programados.

Esta central, que irá gerir com base nacional os recursos das várias corporações, agendando serviços de transporte para consultas, tratamentos ou transferências, destina-se a colmatar a escassez de meios, muitas vezes imobilizados durante horas devido à necessidade de esperar pelo termo de um serviço antes de aceitar o próximo.

Segundo dados da LBP, circulam diariamente 1.000 das 3.500 ambulâncias dos bombeiros destinadas a serviços não urgentes, o que corresponde a um franco sub-aproveitamento dos meios disponíveis, com corporações a ver esgotados os meios e a não ter capacidade de resposta para todos os serviços, enquanto outras não os fazem por deles não terem sido informadas.

Uma das consequências desta organização, que segue uma lógica local, é o aumento de meios por parte das corporações mais pressionadas, do que resulta um maior desperdício de recursos e o dispêndio de verbas substanciais que poderiam ser utilizadas de forma mais racional.

Desta forma, os serviços terão que ser pedidos com 24 horas de antecedência, inseridos numa aplicação informática que alocará os meios necessários à sua execução, prevendo que cada serviço pode ser subdivido caso haja um intervalo de tempo significativo, por exemplo, entre levar um doente a um tratamento e o seu tranporte no regresso a casa.

domingo, junho 08, 2008

Dissuadir o suicídio - 3ª parte


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Um esquema do cérbero humano

A dissuação do suicídio não termina no momento em que a tentativa é neutralizada, pois existe o risco de uma possível reincidência numa próxima oportunidade caso não haja o devido acompanhamento profissional.

A abordagem efectuada durante uma situação de possível suicídio destina-se apenas a evitar que esta possibilidade se concretize, mas tendencialmente não corrige as causas que levam a este acto, cabendo esta missão a um psicólogo que deverá ser imediatamente encarregado de acompanhar todo o processo.

Não é aceitável, constituindo um grave risco, que uma equipa que esteve envolvida na dissuação de um suicídio considere que a sua missão terminou sem proceder a uma análise, escrever um relatório completo e certificar-se de que vai existir um acompanhamento imediato, sem a possibilidade de uma nova janela de oportunidade surgir durante este intervalo de tempo.

Consideramos que também será de propor a inclusão de uma formação na área da negociação e da prevenção de suicídios nos currículos dos cursos a ministrar ao pessoal que desempenha missões de socorro, dado que são estes, em muitos casos, os primeiros a entrar em contacto com potenciais suicidas e a terem que controlar a situação enquanto não chega pessoal especializado.

Por outro lado, este tipo de formação, sobretudo em profissões de elevado desgaste psicológico, é fundamental como instrumento de auto-análise e de avaliação de comportamentos de risco por parte dos próprios colegas, permitindo um alerta nas primeiras fases de estados depressivos que, com a sua evolução, poderão ser difíceis de controlar e de tratar.
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