sábado, janeiro 27, 2007

Demitiu-se o vice-presidente do SNBPC Manuel João Ribeiro


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Símbolo do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil

Manuel João Ribeiro, que já presidiu ao Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) e actualmente ocupava uma das três vice-presidências, apresentou a demissão numa altura em que este Serviço se transformará em Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), com poderes reforçados no sector.

A passagem de Manuel João Ribeiro pelo SNBPC nem sempre foi pacífica, dado que em 2005 criticou, em documento tornado público, o funcionamento da instituição, que considerou "balcanizada".

Desde a sua criação em 2003, como resultado da fusão entre o Serviço Nacional de Bombeiros e do Serviço Nacional de Protecção Civil que existiam tensões e dificuldades de entendimento no seio do SNBPC, do que resultara diversos problemas de coordenação e uma diminuição da eficácia do serviço.

Lembramos que num documento que Manual Ribeiro apresentou à Autoridade Nacional para os Incêndios Florestais/2005 e veio a ser incluído no relatório final, criticou o funcionamento do SNBPC, acusando vários elementos de contribuir para uma "balcanização" do mesmo e levantarem dificuldades na coordenação do serviço.

Do texto constava que se mantém entre os funcionários do SNBPC "a clara, mas indesejável, identificação de quem pertence(u) a cada um dos organismos extintos", que "não raras vezes este Serviço parece encontrar-se balcanizado, funcionando em ordem às suas respectivas unidades orgânicas e não como um todo uno e indivisível".

Manuel João regressa à Proteção Civil do Município de Lisboa numa altura em que o SNBPC se prepara para dar lugar à ANPC, na sequência dos diplomas recentemente aprovados pelo Governo.

Sabe-se, entretanto, que o actual presidente do SNBPC, major-general Arnaldo Cruz, que assumiu funções a 16 de Fevereiro de 2006, será o presidente da futura ANPC.

A ANPC terá como missão, planear, coordenar e executar a política de protecção civil, designadamente na prevenção e reacção a acidentes graves e catástrofes, de protecção e socorro de populações e de superintendência da actividade dos Bombeiros.

Tal como o SNBPC, a futura a ANPC será uma pessoa colectiva de direito público, dotada de autonomia administrativa e património próprio, estando sujeita à tutela do Ministério da Administração Interna.

A demissão de Manuel Ribeiro não será de estranhar, antes pelo contrário, dado que as declarações relativas ao funcionamento do SNBPC não terão tido o transformação deste em Autoridade Nacional onde se imporá alguma renovação de quadros.

Espera-se, sobretudo, que a futura ANPC, para além de uma eficácia acrescida em relação ao SNBPC, demonstre uma maior unidade de funcionamento por parte dos seus elementos, mesmo que para tal tenha que ser construida de raiz, abandonando um conjunto de procedimentos e de atitudes que em nada beneficiaram a sua antecessora e muito prejudicaram o País.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Ministro anuncia reforço de meios e serviços de urgência no Alentejo


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Viatura Médica de Emergência e Reanimação

O ministro da Saúde anunciou ontem a disponibilização de novos meios de socorro para o Alentejo, com um reforço que irá incluir mais duas viaturas médicas de emergência e reanimação (VMER), quatro serviços de urgência básica e quatro unidades rápidas de suporte intermédio de vida.

Este conjunto de medidas foi anunciado no termo de uma visita surpresa ao Alentejo, que incluiu os centros de saúde de Odemira e de Castro Verde e reuniões com autarcas, bombeiros e responsáveis dos serviços de saúde da região.

Correia de Campos afirmou, numa conferência de imprensa em Évora, que "apesar das dificuldades orçamentais, o Governo está empenhado em levar os cuidados de saúde de urgência e emergência a toda a população, mesmo que ela se situe nos sítios mais distantes do país".

Este reforço de meios do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no Alentejo decorre da morte de dois homens em Odemira, em que o socorro se prolongou por várias horas e levantou uma acesa discussão relativamente aos meios disponíveis.

Lembramos que um homem de 57 anos morreu sábado no Centro de Saúde de Odemira, vítima de ataque cardíaco, quase quatro horas e meia depois de accionado o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e que menos de quinze dias antes, um outro morreu na sequência de um acidente ocorrido no mesmo concelho, após operações que de socorro se prolongaram por várias horas do que resultou apenas ter dado entrada num hospital de Lisboa mais de seis horas depois de accionados os primeiros meios de emergência médica.

Na sequência destas mortes e apesar de ter recusado um inquérito, o ministro da Saúde viu-se, na prática, forçado a reconhecer que os meios disponíveis eram insuficientes para um socorro atempado no Alentejo.

Esta é, no entanto, algo que vemos como uma mera reacção a duas mortes que, eventualmente, poderiam ter sido evitadas, mas que não soluciona as carências que se vivem em muitas zonas remotas do País, onde os meios continuam a ser escassos e as acessibilidades mais difíceis do que no Alentejo.

Com a actual disposição de meios, interrogamo-nos se será preciso que se verifiquem mortes em circunstâncias semelhantes noutro distrito para que os dispositivos também aí sejam reforçados.

Galeria de miniaturas de veículos de bombeiros


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Modelo de Land Rover 109"

Hoje divulgamos um conjunto de miniaturas da autoria de José Maria Oliveira Carvalho, natural de Barcelos e bombeiro na corporação de Esposende, onde reside, que versam o tema dos bombeiros.

Entre a trintena de fotografias, podem-se encontrar veículos dos mais diversos modelos e adaptados a variadas funções, reproduzindo fielmente muitos dos que pertencem à corporação do autor.

Deixamos aqui o convite para visitar esta exposição virtual, que pode ser um estímulo para que outros iniciem uma colecção semelhante que, em muitos casos, acaba por ser uma forma de perservar a história de serviço à comunidade.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

A culpa não pode morrer solteira...


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Local onde morreram os 6 bombeiros

O grupo bombeiros distritoguarda.com, não quer de maneira alguma que o final das conclusões do relatório do acidente de Famalicão da Serra, onde morreram 5 bombeiros de nacionalidade Chilena e um Português, acabe como acabou o relatório das vitimas dos bombeiros sapadores de Coimbra, aquando o acidente de Mortágua.

Uma vez mais, a Administração do portal
bombeiros distritoguarda.com leva até aos meios de comunicação social um assunto de extrema importância e que deveria ser abordado pelas entidades com competência e responsabilidade no Sector - O RELATÓRIO DO ACIDENTE OCORRIDO NO INCÊNDIO DE FAMALICÃO DA SERRA.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam/comentam a Administração do portal não pretende de modo algum denegrir o nome dos Bombeiros do Distrito nem do país, nem "dar tiros nos próprios pés" mas sim e porque não temos nada a perder, bem pelo contrário, pretendemos através da crítica construtiva, alertar para pequenos pormenores que conseguimos identificar como elementos integrantes de um grupo de bombeiros que sente na pele essas pequenas falhas.

Assim, e porque pretendemos dignificar e defender os interesses dos bombeiros do distrito e do país, decidimos tornar público o nosso descontentamento com a forma como está a ser conduzido o relatório do acidente de Famalicão da Serra, concelho da
Guarda, onde a 9 de Julho de 2006 morreram 5 bombeiros Chilenos e um Português.

Para tal enviamos uma carta dirigida ao Ex.mo Senhor Presidente do
Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) onde mencionamos o nosso desagrado, pela forma como está a ser encaminhado este processo.

Em nossa opinião consideramos que o apuramento dos factos e das responsabilidades, devem ser do conhecimento não só da
Escola Nacional de Bombeiros - entidade responsável por administrar cursos de combate a incêndios florestais - como também de todos aqueles que directamente combatem incêndios. Só deste modo poderemos corrigir o que tem de ser corrigido e melhorar-mos a nossa prestação de serviços de modo a garantirmos a nossa integridade e um melhor socorro.

Como tal, pedimos por escrito ao Sr. Presidente do
SNBPC se digne analisar este nosso ponto de vista e nos informasse quais as diligências que tenciona por em marcha, de modo a que as conclusões do referido relatório sejam do conhecimento de todos os Bombeiros de Portugal.

Abrimos um fórum de discussão em
http://www.bombeirosdistritoguarda.com/forum onde pretendemos debater este assunto, apelamos a todos os bombeiros que, NÃO DEIXEM DE COMENTAR ESTE ASSUNTO QUE DIZ RESPEITO A TODOS DÓS, POIS FORAM OS BOMBEIROS CHILENOS E O NOSSO CAMARADA SÉRGIO ROCHA, MAS, PODIAMOS TER SIDO NÓS.

Cumprimentos,

A Administração do portal
www.bombeirosdistritoguarda.com

Ao divulgarmos esta mensagem enviada pelo grupo bombeirosdistritoguarda.com queremos solidarizar-nos com esta exigência de transparência e insistir na absoluta necessidade de nunca deixar estes acidentes cair no esquecimento e exigir que, ao contrário do habitual, os inquéritos cheguem ao fim e as conclusões sejam reveladas.

Sobre o trágico acidente onde se perderam 6 vidas humanas já tecemos diversos comentários, mas não podemos deixar de ressalvar a necessidade de, para além do apuramento de eventuais responsabilidades, sejam revistos procedimentos e a própria formação, de modo a que situações semelhantes não se repitam.

Esquecer o sucedido ou não aprender com os erros, é, para além de criminoso, insultar a memória dos que faleceram em Famalicão da Serra bem como todos aqueles que ainda estão dispostos a arriscar a vida pelos seus semelhantes.

A todos quantos lerem esta mensagem, agradecemos que a divulguem e insistam com as autoridades competentes, nomeadamente junto do Ministério da Administração Interna e do SNBPC, no sentido de divulgar o relatório e implementar as alterações que as suas conclusões, certamente, recomendam.

Skype Pro em Portugal e versão 3 já disponível


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Écran de videoconferência via Skype

Brevemente, os utilizadores portugueses do Skype poderão ter acesso ao novo tarifário "Skype Pro", que permitirá efectuar chamadas para números telefónicos convencionais.

O novo plano terá um custo mensal de dois euros, incluindo acesso gratuito ao "voice mail" e será uma alternativa ao SkypeOut, que já abordamos, o qual é taxado ao minuto com valores que variam conforme o país de destino.

Tal como acontece com o SkypeOut, as chamadas via "Skype Pro" custarão 0.039 euros para telefones fixos ou móveis.

O "Skype Pro" será disponibilizado, para além de Portugal, na Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Coreia do Sul, Dinamarca, Eslovénia, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Japão, Luxemburgo, Noruega, Polónia, Suécia, Suiça, Taiwan e Reino Unido.

Lembramos que a possibilidade de atribuição de um número telefónico a equipamentos informáticos, já prevista pela legislação portuguesa, permitirá que se efectuem chamadas de um equipamento convencional para um computador, sem necessidade de o receptor possuir um telefone.

Entretanto, a versão 3.025, já defenitiva, foi disponibilizada a 17 deste mês, sendo aconselhável a quem ainda tiver instalada uma versão 3 Beta que efectue um "upgrade" que vai aumentar a estabilidade do sistema.

Os fundadores do Skype, entretanto, desenvolveram uma tecnologia semelhante de modo a disponibilizar televisão via Internet, algo que recentemente descrevemos, e cujos detalhes se podem encontrar no "site" da Joost.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Portugal em maior detalhe no Google Earth 4


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O novo sistema de controle do Google Earth 4

A Google assinou um acordo com a empresa francesa Spot Image que vai permitir ver imagens de maior qualidade na última versão do Google Earth de grande parte da Europa, incluindo Portugal.

A Spot Image é uma empresa francesa, com sede em Toulouse, especializada em imagens de satélite e que dispõe de equipamentos próprios, entre os quais o Spot 5, a partir do qual vai fornecer à Google imagens com 2.5 metros de resolução, o que significa que cada pixel vai representar 2.5 metros no solo.

A versão 4 do Google Earth foi recentemente disponibilizada, após um período de testes que vem desde Setembro de 2006 e apresenta um conjunto de melhorias que descrevemos recentemente, como o novo sistema de controle de navegação simplificado que se pode ver na imagem.

O mesmo tipo de visualização, embora sem a interactividade resultante do Google Earth, é possível de obter num "browser" comum via Google Maps, o que permite usar outras plataformas informáticas que não as mais habituais.

Liga de Bombeiros apresenta contrapropostas de legislação


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Incêndio florestal no Verão de 2006

A proposta que a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) vai propor ao Governo no congresso extraordinário, a realizar no próximo sábado, em Torres Novas, passa pela aceitação da fiscalização de contas sem interferir na autonomia das associações.

Esta proposta segue-se a consultas às federações distritais, ao trabalho desenvolvido pela comissão eleita para o efeito no anterior congresso e foi apoiada tecnicamente por três juristas contratados.

A LBP contapôs propostas a todos os diplomas governamentais e, tal como era de esperar após os debates anteriores, a do Regime Jurídico das Associações é a que é objecto de maior contestação.

Apesar de aceitar a fiscalização da gestão pelo Tribunal de Contas e pela futura Autoridade Nacional de Protecção Civil, existe um conjunto de normas, de que depende a autonomia das associações, que a LBP recusa, sendo disso exemplos a obrigatoriedade de autorização prévia para a contratação de empréstimos ou para a alienação de imóveis, ou a consagração de inelegibilidade para órgãos sociais quando tenham sido cumpridos três mandatos consecutivos.

Neste último aspecto, lembramos que, sobretudo em localidade de menor dimensão, é impossível a rotação pretendida pelo Governo, dada o número restrito de habitantes com a disponibilidade e a vocação para desempenhar estas funções.

A posição da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) é, em contrapartida, mais favorável às ideias do Governo e prefere salientar os "passos significativos no sentido de dar mais transparência ao sector".

Relativamente ao Regulamento Jurídico dos Bombeiros Portugueses, a ANBP limita-se a apresentar um conjunto de alterações a nível das carreiras, em termos de exigências técnicas e na área de formação, enquanto a LBP vai mais longe e divide o diploma em dois, sendo que o primeiro visa essencialmente as corporações e o segundo os direitos e deveres dos bombeiros.

Em contrapartida, ambas as asociações rejeitam a eliminação das actuais bonificações para efeitos de aposentação que constam da proposta do Governo.

De igual forma, a imposição de números mínimos de associados para que as organizações sejam ouvidas pelo Governo é rejeitada, com a ANBP a propor uma redução e a LBP a omitir esta possibilidade de alteração.

Finalmente, quanto ao terceiro diploma que contempla a controversa criação de um comandante operacional municipal, ambas as associações estão de acordo com os municípios quando consideram a proposta "irrazoável", dispendiosa e sem suficiente clarificação.

Este conjunto de propostas, que temos vindo a apresentar e comentar, continuam longe de um consenso dado tentar concliar o que consideramos ser a impossibilidade de manter o actual sistema, baseado no voluntariado, com um controle governamental só possível e aceitável em estruturas profissionalizadas e directamente dependentes do ministério da tutela.

Ao pretender manter o sistema baseado no voluntariado, algo que resulta inevitável dada a impossibilidade orçamental de transitar para uma estrutura profissional, com uma ingerência que corresponde a uma forma de apropriação que ultrapassa os limites do razoável e põe em causa a autonomia das associações, o Governo escolheu a orientação errada e pode, em consequência, afectar a base do socorro em Portugal.

Mesmo considerando que a evolução correcta será no sentido de uma maior profissionalização, os passos consubstanciados pelas propostas do Governo não avançam nesse sentido, mas tão somente num maior controle sem contrapartidas, que dificilmente será aceite por voluntários cuja autonomia tem que ser respeitada e valorizada.

terça-feira, janeiro 23, 2007

TV Cabo vai ter serviço de voz


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Écran de canal da TV Cabo

A TV Cabo vai apresentar hoje um novo serviço de voz sobre cabo, passando a oferecer os serviços de televisão, internet e voz.

Este novo serviço vem colmatar uma lacuna, já que outros prestadores de serviço de cabo, como a Cabovisão, já ofereciam uma solução mais completa e aumenta a competição relativamente aos serviços baseados nas linhas clássicas de telefone.

A apresentação, que ocorre num momento delicado da vida da Portugal Telecom (PT), vai contar com a presença do presidente do grupo, Henrique Granadeiro, e de Zeinal Bava, presidente da PT Multimédia.

Ao acrescentar o serviço de voz através da rede de cabo, a PT Multimédia passa a competir directamente com a PT no mercado de voz, numa opção estratégica previamente anunciada, independente do desfecho da OPA da Sonaecom à PT, e que previa a separação entre os dois negócios.

A TV Cabo, empresa integrada na PT Multimédia, é a líder do mercado de televisão por cabo em Portugal, com cerca de 1.400.000 de clientes e uma quota de mercado superior a 80%.

Cada vez mais, os serviços sobre cabo tendem a satisfazer uma multiplicidade de suportes que anteriormente estavam distribuidos por diversos meios e eram, habitualmente, da responsabilidade de empresas distintas.

Esta estratégia era natural, já que o telefone fixo tem vindo a perder clientes, com opções no sentido dos telemóveis ou mesmo da voz via Internet, pelo que a quebra de clientes da rede de cobre da PT impunha uma solução dentro do grupo.

Com a implementação destas funcionalidades, espera-se, por um lado, que haja uma consolidação de recursos e uma diminuição dos custos para o cliente, mas também que sejam implementadas medidas no sentido de aumentar a fiabilidade do sistema que pode ser o único meio de comunicação de muitas habitações.

Lembramos que já existe, embora ainda em modo experimental, televisão de alta defenição via Internet, sendo que o fornecimento de cada vez mais serviços sobre um único cabo é uma tendência que será difícil de evitar no futuro, tornando obsoletos muitos dos meios tecnológicos que usamos até há bem pouco tempo.

Com a integração de serviços de TV voz e dados e a disponibilização dos primeiros canais de alta defenição, estes próximos meses vão marcar mais uma etapa importante quer a nível tecmológico, quer numa nova relação dos "media" com o público, que será mais interactiva e participativa, com uma voz cada vez mais activa na seleção de conteúdos.

Alerta apenas de frio?


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A neve já caiu em Montalegre

Já começou a nevar no território nacional e a previsão do Instituto de Meteorologia (IM) é de que a temperatura, condicionada por uma massa de ar frio polar, vai continuar a descer.

Ontem, no município de Montalegre, distrito de Vila Real, já caiu neve nos pontos mais altos e prevê-se que o frio se vá fazer sentir até ao próximo fim de semana, com possibilidades de ocorrência de neve em zonas acima dos 1.000 metros nas regiões do Centro e acima dos 800 metros nas regiões do Norte do País.

Esta baixa temperatura e a forte ondulação do mar já levou a que o Norte de Portugal esteja em alerta amarelo e Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) já emitiu um conjunto de recomendações para quem tiver que enfrentar estas condições meteorológicas.

Entre os cuidados a ter recomendados pelo SNBPC, encontram-se uma especial atenção a lareiras e sistemas de aquecimento, nomedamente os que possam sobrecarregar a rede eléctrica, provocando curto-circuitos, ou emitir monóxido de carbono, dos quais resultam anualmente diversos acidentes.

O SNBPC também alerta para o uso de vestuário apropriado, com várias camadas de roupa, luvas e protecção na cabeça, sobretudo tratando-se de crianças, idosos e doentes.

É também recomendado que não haja consumos excessivos de energia, dado que podem resultar numa sobrecarga da rede que pode ter como consequências falhas no fornecimento de electricidade.

Apesar desta descida de temperatura, tem-se verificado que, mesmo em zonas remotas, estamos longe dos valores registados há apenas poucas décadas, facto constantes das estatísticas do IM e do próprio sentir das populações, patente no testemunho dos que são mais idosos e se recordam bem do Inverno em Trás os Montes ou na Beira Interior na sua juventude.

No entanto, e apesar de esta temperatura não ser anormal, o arrefecimento provoca situações de algum perigo, que devem ser acauteladas, nas quais incluimos eventuais dificuldades na circulação rodoviária, fruto da acumulação de neve e gelo que pode levar ao encerramento de algumas vias.

Este último, apesar de não ter sido mencionado, acaba por ser o principal problema, que atinge uma especial gravidade em zonas mais isoladas, privadas de acessos e onde os meios de socorro locais são cada vez mais escassos na sequência dos sucessivos encerramentos de urgências hospitalares e unidades de saúde.

Esperamos que, do isolamento resultante de uma temperatura normal para esta época do ano, não resultem as consequências graves a que, infelizmente, nos temos habituado a relatar e que um "alerta de frio" não se revele algo muito mais grave do que a expresão aparentemente quer anunciar.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Projecto da Landmania no Jornal de Notícias


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Trabalhos na ambulância Land Rover 109

O projecto de doação de uma ambulância à aldeia marroquina de Mejrame, promovido pela Landmania, foi hoje noticiado na edição Sul do Jornal de Notícias (JN).

Como noticiamos, a ambulância é um Land Rover Série 3 109", proveniente do antigo Serviço Nacional de Ambulâncias, e está ser recuperada, de modo a poder ser entregue em Marrocos.

A maioria dos nossos leitores já estará, provavelmente, ao corrente deste projecto cujos detalhes podem ser encontrados no "site" e no forum da Landmania e no artigo publicado na edição de hoje do JN.

Incêndio e falta de neve no Parque Natural da Serra da Estrela


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Neve na Serra da Estrela

Um incêndio deflagrou ontem pelas 11:30 na localidade do Sameiro, concelho de Manteigas, em zona do Parque Natural da Serra da Estrela, tendo consumido mato e pinhal, informou o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda.

O incêndio ficou controlado pelas 14:30, hora a que os 37 bombeiros, de quatro corporações, apoiados por oito viaturas iniciaram as operações de rescaldo do fogo.

As causas, bem como a extensão da área ardida ainda estão por determinar.

Também na Serra da Estrela, surgiram suspeitas de deslocação da neve que protege espécies protegidas para colmatar a falta que se faz sentir nas pistas de esqui e tem prejudicado o turismo.

Para a administração da empresa responsável pelas pistas, os movimentos foram legais e efectuaram-se dentro do perímetro autorizado, mas a denúncia feita por ambientalistas e habitantes da região já levou a que as autoridades anunciassem um reforço da vigilância na área.

Estas duas ocorrências, que presumivelmente nada terão a ver entre sí, podem, no entanto, ter uma raiz comum nas temperaturas mais elevadas que resultam das alterações climáticas que se têm vindo a sentir nos últimos anos.

Mesmo com as anunciadas vagas de frio, as estatísticas apontam claramente para temperaturas médias mais elevadas, com Invernos menos rigorosos, do que resulta, mesmo que marginalmente, um aumento do risco de incêndio e, de forma sensível, uma diminuição da quantidade de neve.

Estas alterações, para além do impacto ambiental, são relevantes para a economia local, cada vez mais dependente do turismo, quer no Inverno, quer durante o Verão, altura em que os danos provocados pelos incêndios destes últimos anos são mais visíveis e tendem a desencorajar potenciais visitantes.

O desequilibrio provocado pelas alterações climáticas e pela intervenção humana, potenciado por uma manifesta falta de investimento no Interior, têm vindo a promover a desertificação desta área serrana, cuja sustentabilidade está cada vez mais em causa como resultado de um círculo vicioso que parece impossível de quebrar.

domingo, janeiro 21, 2007

Google Earth 4 final já disponível


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Écran do Google Earth 4

Já está disponível a versão final do Google Earth, disponibilizada a 08 de Janeiro, que inclui novas imagens "texturadas", capazes de reproduzir de forma muito mais real as paisagens e edifícios.

Também o "interface" está melhorado, com uma forma de controle mais fácil e intuitiva, onde os movimentos de rotação, deslocação ou elevação são controlados por um simples toque no rato.

Os ficheiros KML de formato próprio do Google Earth também ganham novas possibilidades e torna-se possível, por exemplo, fazer um "sketch" sobre uma imagem ou incluir fotos ou dados provenientes dos GPS suportados.

A versão final inclui as características das versões "beta", que começaram a ser disponibilizadas em Setembro de 2006, como anunciamos, mas apresenta uma maior estabilidade e rapidez.

Este é um "upgrade" que aconselhamos de modo a usufruir em pleno de um dos programas que mais apreciamos e que temos vindo a acompanhar e utilizar desde que a Google o disponibilizou.

Mais uma morte à espera de socorro


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VMER com o equipamento transportado

Pela segunda vez em menos de 15 dias, um paciente morreu em Odemira após uma longa espera por uma intervenção do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

O homem, de 57 anos, teve ataque cardíaco na praia e foi transportado para o centro de saúde de Odemira onde esperou mais de quatro horas pela chegada do INEM, acabando por falecer

Segundo os bombeiros de Odemira, a emergência foi accionada pelas 09:15, tendo os meios de socorro chegado 30 minutos depois à praia da Atalainha, na Zambujeira do Mar, onde a vítima se tinha deslocado para pescar.

Uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), a única do distrito, estacionada em Beja, foi chamado às 11:01, tendo chegado pelas 11:50, mas o médico não conseguiu estabilizar o paciente.

Foi seguidamente chamado o helicóptero do INEM que chegou pelas 13:00 a Odemira, mas não chegou a ser utilizado dado que não foi possível estabilizar a vítima de modo a poder ser transportada.

Segundo a Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, o óbito foi declarado no centro de saúde de Odemira às 13:40, quase quatro horas e meia após o alerta.

Recordamos que a 08 de Janeiro, uma vítima de um atropelamento ocorrido também na zona de Odemira, demorou mais de seus horas a dar entrada no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde viria a falecer dias depois.

Neste primeiro acidente, o Ministro da Saúde declarou "estar orgulhoso" por não ter cedido a pressões e ordenado um inquérito, algo que, obviamente, lamentamos e condenamos, dado que os inquéritos, para além do apuramento dos factos, se destinam também a propor correcções para os erros ocorridos.

Consideramos, no entanto, que existem diferenças substanciais nos dois casos, as quais não foram destacadas por muitos orgãos de informação, muito embora o resultado final tenha sido o mesmo.

Neste caso concreto, não se pode por em causa a rapidez de intervenção dos meios do INEM, dado que mesmo os 50 minutos que a VMER demorou a chegar deriva da distância a percorrer e não de uma falta de prontidão dos meios.

De igual modo, o helicóptero descolou e chegou a Odemira com rapidez, pelo que as falhas não serão dos profissionais do INEM mas da disposição geográfica, resultante de um número insuficiente de unidades, e do escalonamento de meios, que pode determinar uma activação tardia dos mesmos.

Pode-se, obviamente, questionar se os meios enviados numa primeira intervenção foram os mais adequados ou se a VMER não deveria ter sido activada antes, tal como se podem colocar em causa inúmeros factores em termos de organização, mas a forma como este caso foi tratado por parte da comunicação social, de forma pouco objectiva e menos ainda esclarecedora, apenas aumenta a confusão e impede uma discussão séria do problema.

É certo que, infelizmente, se continua a morrer por falta de socorro num País europeu, membro da União Europeia, onde as prioridades políticas não são, manifestamente, aquelas que mais interessam ao cidadão comum, que se vê abandonado à sua sorte ou à falta dela, mas também não é menos verdadeiro que só uma análise correcta de cada situação pode contribuir para uma melhoria do socorro em Portugal.
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