sábado, junho 16, 2007

Detector térmico portátil por infra-vermelhos - 2ª parte


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Detector para forças de segurança e socorro

O alcance dos detectores térmicos portáteis é variável conforme as condições e vai desde a centena de metros em bosques densos até várias centenas em terreno mais aberto onde existam menos obstáculos.

O modelo que escolhemos descrever, designado por "Life Finder" e destinado a forças de segurança e operações de socorro, tem sensibilidade de 0.1ºC e inclui um segmento de 10 "leds" que ajudam a determinar a direcção correcta, bem como uma saída audio para um auricular.

A alimentação é feita através de uma bateria alcalina de 9 volts, que permite operar entre 15 e 20 horas ou até 100 horas em modo audio, pesa apenas 260 gramas e tem dimensões de 15.2 x 3.8 x 3.8 cm.

A caixa exterior é em plástico ABS moldado por injecção e inclui uma bolsa de protecção em "cordura" com sistema para prender ao cinto.

Existe uma enorme variedade de modelos, inclusivé com detecção da direcção do movimento da fonte de calor, alguns mais adaptados a determinados objectivos do que outros e com diferentes graus de sensibilidade, cobrindo uma enorme variação de aplicações e com preços que começam nas duas centenas de euros.

Dado o valor, comparativamente baixo quando comparado com outras alternativas, e a possibilidade de serem utilizados em diversas situações, este é o tipo de equipamentos que esperamos ver popularizados entre nós nos próximos tempos, seja a nível de unidades de intervenção, seja em estruturas de comando a nível distrital que os possam disponibilizar a quem deles necessitar.

Ficha tripla para isqueiro


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Ficha tripla para isqueiro

Já não é a primeira vez que sugerimos este tipo de aquisição, mas com o aproximar das férias surge muitas vezes a necessidade de utilizar um maior número de equipamentos eléctricos no interior de um veículo.

O recurso a uma ficha tripla com conector universal para isqueiro é uma das soluções mais comuns, a par de um inversor de corrente que também poderá ser ligado a este dispositivo, permitindo assim ligar vários equipamentos de baixo consumo.

Este modelo concreto suporta acessórios eléctricos com até 6.3 amperes e possui um cabo de ligação com 2.6 metros, terminando numa comum ficha para ligar ao conector de isqueiro, sendo suficientemente comprido para ligar equipamentos de 12 V na zona da bagageira.

Tal como mencionamos anteriormente, o recurso a um sistema de bateria dupla, com um "relay" que controle o carregamento e a descarga, será de equacionar quando houver a intenção de manter permanentemente ligados diversos equipamentos eléctricos de maior consumo, evitando assim a desagradável surpresa de encontrar a bateria principal descarregada.

Com um preço de 4.99 euros, estará em promoção no Lidl a partir de dia 21 deste mês, conjuntamente com vários equipamentos e acessórios dedicados ao automóvel.

sexta-feira, junho 15, 2007

Detector térmico portátil por infra-vermelhos - 1ª parte


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Detector térmico portátil de baixo custo

Temos vindo a assistir a diversas situações onde a busca de pessoas desaparecidas tem apresentado dificuldades que determinam operações demoradas, custosas e arriscadas, as quais nem sempre terminam com o desejado sucesso.

Um equipamento que não é muito usado entre nós, mas que se pode encontrar a preços acessíveis em diversos países, destinado a fins tão diversos como missões de salvamento ou de polícia ou a caça, é o detector térmico portátil, que recorre a um sistema de infra-vermelhos para determinar a posição de uma fonte de calor.

Foi exactamente na área da caça que surgiram os primeiros modelos portáteis de baixo custo, mas rapidamente se verificou que a sua utilidade ia muito para além do inicialmente previsto, do que resultou uma rápida evolução com implementação de características específicas para outro tipo de missões.

Estes equipamentos têm múltiplas possibilidades de utilização, das quais damos um conjunto de exemplos que permitem avaliar a sua utilidade em diversas circunstâncias:

Busca de pessoas desaparecidas em zonas densamente arborizadas onde a localização visual seja difícil.

Pesquisa sub-aquática, permitindo localizar um mergulhador a profundidades de até 5 metros, dependendo de condições específicas e da temperatura da água.

Localização de fogos escondidos, seja em estruturas de edifícios, seja sob camadas de terra, situação comum em várias situações de que resulta um enorme perigo.

Detecção de vítimas sob escombros, sendo também possível localizar cadáveres mesmo vários dias após a morte devido às alterações térmicas resultantes da decomposição do corpo.

Identificar facilmente se um determinado veículo esteve recentemente em movimento avaliando a temperatura do motor, travões e outros orgãos mecânicos.

As férias são só para alguns...


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A "Pretinha", que acabou de fazer 1 ano

É um apelo que repetimos sempre que se aproximam as férias e o número de "pequenos amigos" começam a aumentar nas ruas e que, infelizmente, este ano não é excepção.

Não vale a pena repetir o que já se disse, pois sabemos que é um problema que alguns nunca esquecem e que outros, independentemente da insistência, não vão mudar comportamentos que não deviam existir numa sociedade civilizada.

Mesmo asim, queremos lembrar a frase de Ghandi, tantas vezes convenientemente esquecida: "o grau de civilização de uma sociedade pode ser medido pela forma como trata os seus animais".

Se alguém quiser adoptar um dos simpáticos amigos que diariamente nos visita, agradecemos que deixe aqui uma mensagem, certos de que não se irão arrepender de ter mais um membro na família.


PS: Após termos publicado este texto, a "Pretinha" teve que enfrentar um cão doméstico, cujo dono permite que ande livremente pela rua, que lhe queria comer o jantar. Felizmente, a "Pretinha" teve a coragem para o enfrentar e o afastar, mas dada a desproporção do tamanho, o resultado podia ter sido outro.

quinta-feira, junho 14, 2007

A evitar: "Safari 3" para Windows


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Écran do Safari 3 Beta no Windows XP

Após alguns testes e pesquisas, verificamos que não eramos os únicos a experimentar problemas como o recentemente apresentado "browser" da Apple a correr numa plataforma Windows.

Desde situações em que não arranca em equipamentos onde qualquer outro "software" corre sem problemas a erros quando se digitam endereços, passando por ligações em texto que não surgem no écran, são inúmeras as vezes em que o "Safari 3" encerrou após falhas internas, tornando-o completamente inútil.

É de estranhar que a Apple tenha disponibilizado um producto, mesmo que interessante, que apresente tantos erros e uma falta de estabilidade incompatível com uma versão "beta", que supostamente andará suficientemente perto de um produto final para ser experimentado por utilizadores não especializados.

Também a alegada segurança do novo "browser" não corresponde ao prometido, com a descoberta de vulnerabilidades no próprio dia da apresentação que se vieram a multiplicar rapidamente nas horas seguintes.

Com esta versão, a Apple compromete o futuro do "Safari 3" para Windows, pois serão muitos aqueles que, após uma experiência desastrosa, provavelmente não irão ter grande vontade de insistir.

Este é um exemplo do que não se deve fazer, que não esperavamos que surgisse por parte de uma empresa que nos habituou a produtos de qualidade, onde a estabilidade e a "performance" eram a palavra de ordem e que hoje apresenta um "software" incompatível com os actuais "standards" e exigências do mercado.

Mais meios aéreos e nova coluna nacional


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Defender dos Bombeiros de Vidago

Este ano vão estar disponíveis um número recorde de meios aéreos para combater os incêndios florestais, apesar de se verificarem atrasos no fornecimento ou adjudicação de diversos aviões e helicópteros.

No total, serão 52 os meios aéreos disponíveis durante a "Fase Charlie", a de maior esforço e que requer maior mobilização na luta contra os incêndios florestais.

Segundo Gil Martins, comandante nacional das Operações de Socorro (CNOS), o atraso na entrega de helicópteros, entre os quais os 6 Kamov Ka-32 encomendados e que só devem estar disponíveis no incício de Julho, não será um problema, pois existem meios de substituição contratados.

Na mesma altura, Gil Martins declarou que "só quando nos forem disponibilizados, decidiremos para onde irão e em que áreas irão ajudar", referindo-se aos helicópteros cuja entrega está atrasada, realçando que "os meios aéreos não apagam fogos" e reafirmando a opção actual por uma primeira intervenção rápida.

Para além do reforço de meios aéreos, foi criada uma nova coluna nacional de socorro no Porto, para reforçar a já existente em Lisboa, composta por meios dos distritos do Porto e de Aveiro e destinada a dar apoio aos distritos mais vulneráveis da região Norte, que incluem Viana do Castelo, Braga, Vila Real e Bragança.

Estas colunas são compostas por três grupos que serão posicionados em locais estratégicos, de acordo com o risco de incêndio previsto pelo Instituto de Meteorologia, de modo a abranger a maior área possível do território nacional.

A opção de pré-posicionar grupos em locais a partir dos quais poderão intervir com rapidez, movimentando-os de acordo com o risco previsto para o dia seguinte, aponta um dos caminhos a seguir, sendo para tal essencial que comecem a surgir unidades de reforço a nível distrital.

A organização actual, baseada em corporações que, na maior parte dos casos, correspondem a concelhos, apresenta problemas que derivam com a baixa flexibilidade em termos de posicionamento, de actuação e do próprio material, que muitas vezes pode não ser rentabilizado da melhor forma.

O investimento em unidades distritais, a ser usadas como reforço e pré-posicionadas em locais de maior risco, seria, na nossa opinião, o primeiro passo na profissionalização e no reequipamento dos bombeiros, constituindo assim forças uniformes, de capacidade conhecida e mais fáceis de movimentar, coordenar e comandar do que dispositivos compostos por corporações locais pouco homogéneas.

Esta opção não exclui, obviamento, o esforço e a colaboração dos actuais voluntários, mas pretende complementar o dispositivo com um escalão mais profissionalizado que, devido à escassez de recursos, dificilmente poderá existir numa primeira fase a nível municipal, mas cujo objectivo é, quando possível, que chegue aos vários níveis organizacionais.

quarta-feira, junho 13, 2007

Um aeroporto num deserto de ideias


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Aterragem noturna

Apenas umas horas após termos publicado um texto onde era abordada a questão do novo aeroporto, previsto até então para a Ota, foi anunciado o estudo da possível construção desta estrutura e Alcochete, utilizando os terrenos do campo de tiro da Força Aérea.

Esta decisão foi acolhida com entusiasmo pela esmagadora maioria da classe política, dos comentadores e da população em geral, mas o facto é que estamos diante de uma mera opção de localização, com óbvias repercussões a nível de custos e de impacto regional e nacional, mas que continua sem estar integrada numa perspectiva mais global de desenvolvimento do País.

A principal falha que apontamos é a nível de princípios e de estratégia, pois continuamos sem ver da parte do poder político uma ideia concreta do modelo de desenvolvimento do País e, consequentemente, qual o tipo de estrutura aeroportuária necessária e o melhor local para a sua implementação.

Não é aceitável construir uma infraestrutura que representa um vultuoso investimento e que, inevitavelmente, obrigará a prescindir de outros equipamentos sem estudar antecipadamente em que medida serve e se enquadra num plano mais vasto, o qual depende das opções estratégicas que devem orientar qualquer política de desenvolvimento.

Conforme, por exemplo, o novo aeroporto vise suportar essencialmente a actividade turística, ser uma plataforma logística comercial ou um centro de distribuição, assim a localização e o tipo de infraestruturas são diferentes, de modo a corresponder da melhor forma a uma visão estratégica na qual se deve enquadrar.

Ao invés, a discussão continua em redor de pormenores, mesmo que relevantes, mas esquecem que esta, tal como outros investimentos, não são um fim em sí próprios nem uma peça isolada, mas que têm que ser parte de uma visão de conjunto que há muito parece ter deixado de existir.

A falta de uma visão estratégica para o País e a decorrente problemática do ordenamento do território continua a ser um dos maiores, senão o maior obestáculo ao desenvolvimento e não serão medidas casuísticas nem investimentos avulsos que compensam a ausência de uma perspectiva global capaz de desenhar um plano a seguir nas próximas décadas.

O desenvolvimento não é compatível com o imediatismo e os mais voltuosos investimentos não compensam a falta de um planeamento sério e de um debate participativo que envolva toda a sociedade.

40% de redes desprotegidas não é negligência, é crime


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Implementação de chaves de segurança num router

O número de redes "wireless" desprotegidas em Lisboa, que mencionamos recentemente, veio lançar o debate entre quem considerou aceitável o nível de segurança, que andará perto da média europeia, e aqueles que, como nós, consideram os resultados obtidos como fruto de uma negligência que ronda o crime.

A partir dos testes efectuados, pode-se estimar que cerca de 40% das redes estejam desprotegidas, algo que, aparentemente, surge como aceitável na perspectiva de quem analisa redes "wireless", mas que transpondo para qualquer outra situação, seria considerado como um verdadeiro escândalo público e objecto de primeira página de jornais.

A encriptação das redes, para as quais não há a segurança física de ligar um cabo, é a única defesa contra intrusões que podem permitir o acesso a informações pessoais, seja relacionadas com a vida privada, seja relativa a dados bancários, a informações profissionais ou a tantos outros conteúdos que se podem encontrar gravados nos discos dos computadores.

Imaginemos que a mesma percentagem de utilizadores não usava qualquer "password" ou controle de acesso que restingisse o acesso à sua informação, que dispensasse o PIN do seu cartão multibanco ou deixasse os documentos pessoais à vista de quem quissesse consultá-los e teremos uma pálida imagem das consequências da não implementação de medidas básicas de segurança.

Talvez ainda mais grave seja o facto de, por via informática, dificilmente haver as provas que decorrem de um acesso físico, pelo que a detecção de eventuais criminosos é particularmente difícil, sendo que deixar uma rede aberta não permite apenas o acesso ao seu conteúdo, mas um ponto a partir do qual se pode, de forma anónima, atacar outros sistemas informáticos.

Esta última vertente, que é particularmente descurada, pode, inclusivé, levar à responsabilização de quem, mesmo sem o saber, permitiu que houvesse a partir da sua rede ataques ou actividades criminosas, dado que o registo da origem dos mesmos é detectável e identificável através do prestador de serviços de Internet.

Mais poderia ser acrescentado, mas este resumo permite concluir que o nível de segurança que para alguns, nos quais se incluem especialistas, é aceitável, atinge, a nosso ver, proporções de verdadeiro desastre e uma porta aberta para todo o tipo de crimes que se possam perpretar com recursos a meios informáticos.

terça-feira, junho 12, 2007

Apple apresenta "Safari" para Windows


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Écran do Safari 3 Beta no Windows XP

A Apple apresentou ontem em S. Francisco uma nova versão do seu "browser" para Internet, o "Safari 3", incluindo pela primeira vez uma versão para Windows.

Segundo o presidente da Apple, Steve Jobs, o novo "Safari" é o produto "mais inovador e potente do mundo", e será "duas vezes mais rápido" que outros programas equivalentes.

Confinado até hoje aos Macintosh, o "Safari" era utilizado por cerca 18.000.000 de utilizadores, correspondendo a perto de 5% dos cibernautas em todo o mundo, mas com a nova versão para Windows, estes números prometem ser ultrapassados.

A nova versão do "Safari", ainda como "beta" e apresentando algumas falhas, já pode ser obtida a partir do "site" da Apple, em diversas versões, conforme a plataforma onde vai correr e com ou sem o "Quicktime".

Esta uma experiência que só aconselhamos aos mais curiosos, dado que no nosso caso a aplicação terminou várias vezes com erros nos vários computadores em que a testamos, razão pela qual será de esperar por uma versão corrigida.

Equipamentos para bombeiros adquiridos sem critérios


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Um modelo de luvas de bombeiro

A autonomía dada aos vários escalões na aquisição de equipamentos para os bombeiros resultou na falta de uniformidade de critérios e na compra quer a empresas não certificadas para o efeito, quer de modelos não aprovados.

Sem um controle efectivo por parte da tutela, que se limita dar orientações, houve aquisições díspares, algumas provenientes do estrangeiro e opções por equipamentos que não se enquadram nos modelos que deviam ser adoptados a nível nacional, sendo que algumas das opções se devem a questões financeiras e não a uma imposição operacional.

Estes procedimentos têm sido contestados e são manifestamente lesivos dos interesses de quem vai utilizar os equipamentos, entre os quais houve opções por modelos de maior ou menor qualidade e com diferentes graus de protecção e funcionalidade, mas também é prejudicial para o próprio Estado, dado não haver um concurso amplo e uma economia de escala.

Para além de prejudicar empresas no meio que se regem pela seriedade e apenas vendem equipamentos e modelos devidamente aprovados e para os quais têm as necessárias certificações, este processo pode esconder cumplicidades e tráficos de influências ou favorecimentos pessoais, sempre possíveis quando o processo de aquisição não obedece a regras claras típicas de um concurso alargado.

A existência de um conjunto de orientações técnicas por parte da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) é manifestamente insuficiente, pois falta acrescentar normas procedimentais que uniformizem critérios e garantam transparência de métodos e qualidade nas aquisições, sendo fácil identificar vários problemas resultantes das opções propostas.

O facto de serem autorizadas aquisições a nível distrital e local impede a elaboração de um caderno de encargos complexo, essencial ao rigor técnico, à transparência e à uniformidade dos modelos adquiridos.

A dispersão por diversas entidades não permite uma economia de escala, só possível através de um significativo volume de aquisições e da possibilidade de negociação adicional com o fabricante ou fornecedor.

Decorrendo do ponto anterior, torna-se mais difícil obter equipamentos por via internacional, dado haver uma menor divisão a nivel de custos de transporte, bem como de outros problemas logísticos e de comunicação inerentes a aquisições no exterior.

Existindo diversos fornecedores e modelos, haverá diferenças a nível de qualidade dos equipamentos e do grau de protecção e de funcionalidade destes, resultando em variações no risco que bombeiros provenientes de diversos pontos do País vão enfrentar.

As aquisições locais, ou demasiadamente localizadas, diminuem a concorrência e aumentam a possibilidade de negócios pouco claros e, consequentemente, de preços mais elevados ou de uma menor qualidade e controle dos bens adquiridos.

Existe uma óbvia responsabilidade do Ministério da Administração Interna (MAI) e da ANPC, que deviam ter promovido atempadamente os concursos, evitando assim todo um conjunto de situações que serão de evitar e que lesam sobretudo quem se vir na contingência de utilizar os equipamentos de menor qualidade.

Lamentavelmente, continuamos a não assistir a um processo de aquisição no âmbito da protecção civil que cumpra todos os requisitos indispensáveis, seja pelo não lançamento de concursos públicos, seja por deficiências no conteúdo do caderno de encargos e na condução do mesmo, seja pela opção de, pura e simplesmente, escolher o ajuste directo.

O facto de ter passado a responsabilidade para escalões inferiores, não vem derimir a responsabilidade do MAI e da ANPC, antes pelo contrário, agrava-a e demonstra uma manifesta incapacidade de promover uma política de transparência e de rigor cujas consequências em termos operacionais em breve se poderão fazer sentir.

segunda-feira, junho 11, 2007

Ota: Discutir os meios e esquecer os fins


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Descolagem de um MD Douglas

Ao contrário de quase todos os polítcos e dos cidadãos em geral, não discutimos a Ota, nem qualquer outra localização para um novo aeroporto, nem o traçado do TGV, nem qualquer obra considerada por alguns como fundamental para o desenvolvimento do País.

A nossa abordagem é mais simples e, ao mesmo tempo, mais complexa, dispensando a discussão individual de obras casuísticas, mas também o encerramento de valências que durante anos serviram as populações.

Consideramos que, antes de qualquer decisão, seja para investimentos de vulto, seja para obras de menor dimensão ou mesmo em caso dos cada vez mais frequentes desinvestimentos, deve ser feito um estudo geral sobre o modelo de desenvolvimento que queremos, o qual deve ser amplamente debatido e, tanto quando possível, consensualizado.

Seja um novo aeroporto, sejam vias de comunicações, serviços públicos ou incentivos, todos estes investimentos, tal como acções no sentido contrário que visem o encerramento de equipamentos actualmente em funcionamento, devem obedecer a um plano estratégico, em que se distinga com clareza os objectivos e os meios, evitando a falta de objectividade de uma discussão que tende a eternizar-se sem proveitos para ninguém.

Por muito importante que uma iniciativa concreta seja, esta é instrumental e visa algo que não se reduz à sua própria existência e viabilidade, mas ao contributo que pode ou não prestar no plano em que está integrada.

Sem um planeamento prévio, abragente e global, dificilmente se podem equacionar o impacto de uma dada iniciativa específica, cujos efeitos negativos colaterais podem em muito superar os tão esperados beneficios.

Assim, antes de discutir se é necessário um novo aeroporto, muito antes de tentar decidir qual a melhor localização, é importante debater qual o modelo de desenvolvimento que queremos para o País e para cada uma das suas regiões, muitas das quais têm vindo a ser excluidas do todo nacional através de uma sequência de decisões erradas e comprometedoras do seu futuro.

Só após a elaboração de um plano integrado, com objectivos claros, podemos passar à fase do detalhe, com o estudo e implementação dos vários equipamentos necessários à sua prossecução, sempre mantendo a perspectiva de que estes são instrumentais e não um fim em sí próprios, independentemente da sua sustentabilidade financeira ou de uma mais valia local.

Nova versão 6.5 do CompeGPS - 2ª parte


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Abertura de um mapa vectorial

No capítulo da abertura de mapas, foram introduzidas alterações no sentido de facilitar e aumentar a velocidade deste tipo de operação.

Agora é possível abrir um mapa através de uma URL, introduzindo o endereço de um mapa ECWP, bem como abrir todos os mapas de um dado tipo contidos numa pasta.

A abertura de mapas em formato vectorial, como o SHP ou DGN pode ser efectuada de forma convencional e já não necessita de ser efectuada através de uma importação, sendo o ficheiro PRJ associado aberto de forma automática.


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Edição de atributos de um mapa vectorial

Também nos "tracks" existem algumas alterações que permitem perservar pontos específicos, como os que estão dependentes de textos ou ficheiros associados e a opção de separar um percurso em vários pode ser feita segundo diversos critérios indicados pelo utilizador.

As camadas MPVF e VMAP, apesar de não poderem ser directamente editadas, deixam que algumas propriedades sejam alteradas, ficando num ficheiro associado.

Na área de comunicações com os GPS, há melhoramentos no tratamento de dados dos Garmin Edge bem como a possibilidade de alterar a porta de recepção de informação NMEA durante situações específicas quando estas possam provocar conflitos.

Há, ainda, um conjunto de falhas detectadas em versões anteriores que foram corrijidas, facto que, só por sí, justifica que seja efectuado um "upgrade" para esta nova versão de um programa que tem vindo a tornar-se um dos mais populares nesta área.

O CompeGPS tem tido uma evolução rápida, que o pode posicionar como o melhor programa deste segmento quando utilizado isoladamente, mas o Oziexplorer continua a beneficiar de uma maior número de programas que o complementam, adquirindo assim um conjunto de funções únicas que muito o favorecem.

Estes serão, provavelmente, a escolha acertada para quem necessite de um programa capaz de ler um vasto conjunto de mapas, em diversos formatos, de modo a orientar-se fora de estrada, mas, por outro lado, começam a enfrentar a competição de sistemas interactivos, baseados no Google Earth, os quais têm como principal limitação a dependência de uma ligação permanente à Internet.

Actualmente, a escolha é bastante vasta e a selecção de um programa ou se um sistema de navegação surge como mais complexa mas também como muito mais compensadora nos seus resultados.

domingo, junho 10, 2007

Nova versão 6.5 do CompeGPS - 1ª parte


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Abertura de ficheiros no CompeGPS 6.5

A versão 6.5 do CompeGPS já se encontra disponível no "site" do fabricante e inclui um conjunto de novas características e melhorias que devem fazer os actuais utilizadores equacionar a possibilidade de um "upgrade".

Entre as novas características inclui-se uma barra de acesso rápido e a possibilidade de adicionar ficheiros arrastando-os directamente a partir do explorador de ficheiros.

Desta forma, é possível adicionar ficheiros, como perfís, que não aparecem na estrutura de ficheiros, mas também permite adicioná-los directamente à barra de acesso rápido sem ter que os abrir, tal como sucedia em versões anteriores.


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Grelha para correcção de "datums"

Também a nível de "datums" houve melhorias, sendo agora possível efectuar conversões através de uma grelha de transformação visual, evitando assim que erros nos "datums" passem desapercebidos e facilitando a sua correcção.

A nova versão do CompeGPS inclui um ficheiro de transformação para o "datum" espanhol ED 50, graças ao Centro Nacional de Información Geográfica, garantindo variações inferiores a 15 cm, algo particularmente importante no nororeste espanhol, concretamente na zona da Galiza, onde a utilização do ED50 pode provocar erros de até 15 metros.

Foi igualmente adicionado o "datum" e projecção para o Luxemburgo à extensa lista dos que já se encontravam disponíveis no CompeGPS.

Em relação aos "datum", sugerimos a leitura de um texto publicado a propósito do Oziexplorer onde este assunto, que costuma levantar algumas dúvidas, é abordado e são dadas algumas explicações relativas à sua configuração.

Num segundo texto, a publicar amanhã, comentaremos as restantes alterações da versão 6.5 do CompeGPS.
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