sábado, maio 26, 2007

FACES 4.0: o retrato-robot ao alcance de todos


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Exemplo de um retrato-robot

Na sequência de dois textos que abordaram a questão de pessoas desaparecidas, um relativamente a Madeleine McCann e outro no sentido de actualizar periodicamente as fotografias, de modo a mantê-las tão actuais quanto possível, e no dia sguinte ao dedicado às pessoas desaparecidas, optamos por publicar um texto complementar sobre os "sketchs" policiais ou "retratos-robot".

Com a disseminação da informática, era expectável que várias técnicas que obrigavam a recorrer a pessoal especializado pudessem passar a ser desempenhadas por computadores com o necessário "software" instalado, colocando ao dispor de qualquer utilizador disposto a aprender agumas técnicas os recursos antes apenas ao alcance de um restrito grupo de especialistas.

A IQ Biometrix foi uma das primeiras empresas a desenvolver "software" destinado às forças policiais, capaz de permitir de forma rápida obter composições faciais a partir de múltiplos elementos sobreponíveis disponíveis numa extensa base de dados.

O princípio, em sí, é simples e baseia-se num processo faseado em que, partindo de um conjunto de opções gerais, como os contornos do rosto, o nariz ou a boca, se vão adicionando e modificando elementos sucessivamente mais específicos até ser obtida uma representação tão real quanto possível da imagem que se pretende reproduzir.

O FACES, um programa que acompanhamos desde a versão 3.0, tem vindo a evoluir desde há longos anos, incluindo cada vez mais elementos e uma maior flexibilidade, tornando-o particularmente fácil e rápido de usar, factor essencial quando o tempo é precioso, e sendo a escolha de agências policiais como a CIA, o FBI ou as informações militares americanas.


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Écran do FACES 4.0 durante uma composição

Para além do CD com o "software", está incluido um guia do utilizador com 40 páginas e um livro de características faciais com 160 páginas para ser utilizado nas entrevistas com testemunhas oculares.

Está também incluida, após registo, suporte técnico via telefone ou correio electrónico pelo periodo de 90 dias.

As características principais do FACES 4.0 são:

Criação de imagens de qualidade fotográfica
Geração de uma chave alfanumérica única para cada composição
Extensa base de dados com 4.400 características faciais
Funciona em qualquer computador com sistema operativo Windows sem "software" adicional
Características específicas para faces latino-americanas, africanas ou asiáticas
Diversas tonalidades de cor de cabelo
Marcas faciais, como cicatrizes, borbulhas, tatoos ou "piercings"
Melhoramento na variação de idade
Chapéus, bonés etc, destacáveis
Capacidade de compor o formato final em formato JPG
Integração com o sistema de alerta TRACK
Indicador de "Não é uma fotografia real"
Capacidade de passagem sequencial tipo "slide"
Sistema de "zoom" e posicionamento melhorado

Sendo um producto muito específico, provavelmente interessará a um conjunto reduzido dos nossos leitores, mas numa altura em que a problemática do desaparecimento de pessoas ganha especial interesse, consideramos que será útil passar esta informação adicional, esperando que contribua de alguma forma para ajudar a encontrar quem há muito está ausente conta a sua vontade.

100.000 visitas!


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Listagem com Verão Verde nos "top 100"

Perto do 2º aniversário deste "blog", atingimos as 100.000 visitas e ultrapassamos os 150.000 "page views" ou visualizações de páginas.

Para além deste número de visitas, o número de visualizações de páginas por cada visita tem vindo a aumentar, situando-se actualmente nos 1.7, o que significa que, em termos médios, a maioria dos visitantes vê mais do que uma página do "blog".

O facto de haver visitantes a permanecer e a ler diversas páginas é, para nós, importante, pois significa que encontraram o que procuravam ou se interessaram pelos assuntos aqui abordados.

Também conseguimos estar presentes pela primeira vez na listagem nos 100 "blogs" mais visitados em Portugal, algo que, dada a especificidade dos temas que abordamos quando contrapostos a discussões mais genéricas, constitui um marco que não quisemos deixar de salientar.

Neste período em que são raros os incêndios, aproveitamos para abordar diversos temas, sobretudo na área da informática e da tecnologia, mas também temas relacionados com a solidariedade ou a política, numa vertente que tentamos ser apartidária e na defesa dos direitos dos mais fracos.

Ficaram um pouco esquecidos, e pelo facto pedimos desculpas aos leitores mais interessados nesta área, os textos relativamente aos Land Rover, os quais, normalmente, necessitam de algum investimento nos equipamentos ou peças que são, posteriormente, objecto de uma crítica ou avaliação.

Finalmente, queremos agradecer a todos quantos nos visitam, leem os textos que temos vindo a publicar ao longo de quase dois anos, escrevem comentários e colocaram ligações para este espaço, pois sem o incentivo de todos não seria possível manter este "blog" ao longo deste período.

A todos, o nosso muito obrigado!

sexta-feira, maio 25, 2007

Recuperação de informação em discos rígidos - 4ª parte


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Visíveis dois discos e uma partição desconhecida

Um processo de recuperação implica obrigatoriamente uma verificação dos dados, mesmo que tal seja moroso, pelo que só será dada como concluida quando todos os ficheiros a recuperar sejam abertos individualmente e o seu conteúdo verificado, sendo então de equacionar o que fazer caso se verifique haver a impossibilidade utilizar parte dos dados que se pretende recuperar.

Neste último caso, é de equacionar, novamente, o custo de uma operação em laboratório contra o valor dos dados que se possam perder, sendo possível que, mesmo com recurso a outras técnicas, a recuperação seja impossível dado, por exemplo, ter havido um erro de leitura ou escrita ou mesmo um problema a nível físico que fez perder para sempre essa informação.

Será, também, de testar um programa de recuperação diferente, pois a um algoritmo ou a um método de abordagem diverso, podem corresponder outros resultados, sendo esta uma das razões pelas quais o processo nunca deve alterar o conteúdo original do disco, mas tão somente tentar reconstituir a sua estrutura noutro local.

Caso se tivesse tentado, como acontece com alguns utilitários de gestão de discos ou antí-vírus, proceder a uma operação directa sobre o disco original, em caso de insucesso os dados poderiam ter sido alterados e uma nova tentativa defenitivamente comprometida, perdendo-se a totalidade da informação do disco.

Este é apenas um conjunto de princípios e métodos que temos utilizado, mas que poderão diferir caso a opção seja por um "software" diferente, e destina-se a lançar algumas pistas de reflexão relativamente a um assunto que, curiosamente, tende a ser esquecido mesmo em publicações da especialidade.

Logicamente, independentemente das possibilidades de sucesso, o mais aconselhável é efectuar cópias de segurança com a periodicidade adequada, evitando assim possíveis dissabores e um sem número de preocupações caso surja um imprevisto.

Google Calendar Mobile


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Google Calendar num telemóvel

É cada vez mais evidente a aposta do Google nos dispositivos móveis, com a disponibilização sucessiva de serviços que incluem, por exemplo, o acesso ao correio electrónico, a notícias ou a sistemas de localização.

Esta opção faz todo o sentido, uma vez que o número de telemóveis e outros dispositivos móveis em uso excede em muito o de computadores pessoais, sendo um mercado de vital importância com muitas vertentes ainda por explorar.

Como complemento, foi agora disponibilizado o Google Calendar para dispositivos móveis, permitindo o acesso a este organizador e agenda a partir de qualquer parte do Mundo onde exista rede móvel.

escrevemos previamente sobre o Calendar, descrevendo de forma sumária um conjunto de características que o tornam particularmente útil devido ao facto de estar inteiramente baseado na Internet, sendo, portanto, independente de qualquer dispositivo físico do utilizador.

Esta portabilidade e, agora, transportabilidade, vem reforçar a perspectiva de que, com a melhoria das comunicações e da velocidade de transmissão de dados, é possível equacionar soluções cada vez mais interactivas e independentes da plataforma escolhida pelo utilizador, bastanto um mínimo de recursos e um "browser" para a aceder a um grande número de aplicações.

Brevemente, equipamentos com as aplicações do Google pré-instaladas serão disponibilizados por marcas conhecidas, como a LG, transpondo para os telemóveis o que antes só estava disponível nos computadores, naquilo que é uma demonstração da estratégia de expansão em mercados importantes, sobretudo de países em vias de desenvolvimento, onde a Internet ainda não atingiu os números a que estamos habituados.

Esta será uma opção a ter em conta para quem disponha de dispositivos móveis com acesso à Internet, a qual pode vir a ser utilizada em conjunto com outras aplicações do Google, constituido uma solução integrada onde gestão de agenda, correio electrónico, serviços informativos ou geolocalização convirjam num só equipamento de reduzidas dimensões que pode ser utilizado em quase qualquer lado.

Nestes dois últimos anos, verificaram-se inúmeras evoluções e sistemas que então concebemos, baseados em computadores portáteis, podem hoje ser substituidos por equipamentos muito mais móveis, com desempenhos perfeitamente aceitáveis e muito mais adequados a missões na área da emergência ou do socorro.

quinta-feira, maio 24, 2007

Campsa versão 4.0: um upgrade necessário


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Detecção de um clandestino via Campsa

A versão 4.0 do Campsa, "software" de detecção de movimentos que mencionamos previamente, já está disponível, vindo resolver um conjunto de problemas que provocaram erros na versão anterior após recentes "updates" do Windows XP.

Esta nova versão requer a instalação de dois DLL, libpng13.dll e zlib1.dll no mesmo local onde o sistema operativo vai pesquisar este tipo de ficheiros e que será, na maior parte dos casos, em \windows\system32, sem o que a nova versão do Campsa não arrancará.

Espera-se que este problema seja resolvido proximamente, com os ficheiros a ser incluidos no programa de instalação ou, pelo menos, com o aviso para que tais DLL são necessárias e onde podem ser obtidas e não com a actual sugestão de que uma reinstalação do programa resolve o problema, algo que, efectivamente, não acontece.

Dado que, mais cedo ou mais tarde, os problemas com a versão 3.0X poderão surgir, aconselhamos desde já a proceder com calma à sua substituição, obtendo as DLL em falta na Internet, onde estão disponíveis em diversos "sites" como www.dll-files.com, onde obtivemos as que colocamos em uso.

Governo dinamarquês tem que devolver IVA sobre veículos


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Stand da Land Rover

A ANECRA – Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel informou que o governo dinamarquês "foi condenado pelo Tribunal de Justiça Europeu (TJU) a devolver o Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA) na compra de veículos, e o mesmo deve acontecer ao Governo português".

Esta condenação deve-se ao facto de ser "ilegal um imposto gerar outro imposto", algo que sucede em Portugal onde os veículos pagam Imposto Automóvel (IA) e sobre o valor total incide o IVA.

Esta situação vai manter-se quando, a partir de Julho próximo, o Imposto Sobre Veículos (ISV) substituir o actual IA, dado que o IVA continua a ser aplicado da mesma forma.

O secretário-geral da ANECRA, Jorge Neves da Silva, lembrou que, por tal motivo, "o governo da Dinamarca, condenado pelo TJU, foi obrigado a devolver o IVA pago pelos contribuintes dinamarqueses que compraram automóveis".

Ainda segundo a ANECRA, o novo regime de tributação de viaturas no nosso país irá representar um aumento da carga fiscal em cerca de 8% porque, se o ISV baixa em média 7.68%, o Estado terá um acrécimo de receitas de 16.8% de receitas ao longo dos dez anos seguintes resultante do novo IUC (Imposto Único de Circulação).

O IUC substitui o chamado "selo do carro", e corresponderá a um substancial aumento de encargos anuais no caso dos veículos novos aquiridos a partir de Julho deste ano.

A forma como os veículos têm sido taxados entre nós há muito que era considerada ilegal e em oposição a disposições comunitárias, pelo que o acordão do TJU era expectável, apesar de tardio, tendo importantes consequências para os condenados.

Falta saber quando um acordão semelhante irá condenar o Governo português e como se irão processar os reembolsos, dado que esta é uma situação que abrange e distorce todo o mercado, pois a um maior valor do veículo como novo, corresponderá um mais alto preço na revenda.

Será, pois, uma situação a acompanhar com atenção, não apenas na vertente correspondente aos reembolsos individuais e à sua metodologia, mas também pelo impacto que que um tal acordão terá nas finanças públicas, seja a nível de receitas futuras, seja no montante a sair dos cofres do Estado.

É, ainda, de lembrar que diversos modelos, como algumas "pick-ups" e diversos todo o terreno serão afectados por esta reforma e que os seus preços irão subir substancialmente, colocando-os em patamares completamente diferentes dos actuais e fora do alcance de muitos potenciais clientes.

Dado que muitas das propostas que temos feito envolvem veículos todo o terreno, que são particularmente atingidos, esta é uma medida gravosa para todo um conjunto de actividades de interesse público que utilizam este tipo de meios.

Finalmente, resta-nos aconselhar quem tiver possibilidades, a adquirir o seu veículo novo antes da entrada em vigor do novo regime de tributação, que vem sobretudo penalizar os compradores, diferindo um pagamento que, no final, é substancialmente aumentado em relação aos valores actuais.

quarta-feira, maio 23, 2007

Recuperação de informação em discos rígidos - 3ª parte


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Écran de software de recuperação da Ontrack

O "software" a que estamos mais acostumados, realizado pela Ontrack, funciona de forma quase automática, sendo apenas necessário dar informações básicas relativamente à localização da informação que se pretende recuperar e ao seu destino.

Nestes casos, não se justifica recuperar todo o conteúdo do disco, mas tão somente os dados dos quais não existem cópias de segurança, já que o disco não deverá ser utilizado no seu actual estado e antes de ser novamente formatado, eliminando assim possíveis fontes de futuros erros.

Tipicamente, serão as áreas de documentos pessoais e partilhados dos vários utilizadores a ser recuperadas, sendo de lembrar que diversos programas armazenam dados em locais específicos.

Para o sistema operativo, o disco a recuperar aparecerá, na maior parte dos casos que conhecemos, como espaço não particionado ou com um sistema de ficheiros desconhecido, não se devendo efectuar sobre este qualquer tipo de operação, por muito inofensiva que esta possa parecer.

Após accionado, o "software" da Ontrack tentará refazer no disco principal o sistema de ficheiros danificado, dando indicações sobre o seu conteúdo e a possibilidade de o recuperar, bastanto, para dar início ao processo assinalar quais as pastas a recuperar e qual o destino destas.

Este é um processo lento, que pode demorar desde minutos a várias horas, dependendo do volume de dados, do estado real do disco e das características do computador, sendo aconselhável suspender todos os processos que possam degradar a "performance" do sistema e manter o computador ligado a uma fonte de alimentação ininterrupta, de modo a que uma súbita alteração na corrente eléctrica não resulte num problema grave.

Como método utilizado, temos optado por instalar os programas e defenir os utilizadores no novo disco antes de proceder à recuperação dos dados, de forma a que estes sejam colocados nos locais apropriados e se verifique a sua consistência através do "software" que os vai manipular, evitando assim surpresas desagradáveis no futuro.

LBP alerta a Presidência para meses difíceis no combate aos fogos


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Um rosto que espelha a tragédia de um incêndio

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), Duarte Caldeira, foi recebido em audiência pelo Presidente da República, que pediu para falar com a direcção da LBP sobre os problemas relativos aos incêndios florestais numa altura em que já ocorreram os primeiros fogos.

Duarte Caldeira lembrou que se aproximam "meses muito difíceis" no combate aos incêndios, sobretudo etendo em conta que "os indicadores apontados, nomeadamente as variáveis de natureza climática, apontam para sermos muito prudentes para este ano e esperar os próximos meses muito difíceis".

O presidente da LBP garantiu que os bombeiros estão "preparados na dimensão do risco que esperamos", e "lá estarão, com a mesma determinação e empenho, quando chamados, para defender as florestas", mas reforçou a ideia de que o problema dos incêndios é de toda a sociedade e cada um tem um papel importante a desempenhar.

Para a Liga, nos últimos anos tem-se evoluido em termos organizativos e de cooperação institucional, mas reconhece que estamos diante de um período difícil e que não é possível acabar defenitivamente com o problema dos incêndios.

Relativamente a algumas afirmações do presidente da LBP, devemos lembrar que já desempenhava as actuais funções quando foi oferecida colaboração e optou, em carta, por indicar a Agência para a Prevenção dos Incêndios Florestais, pouco depois extinta, como interlocutor na elaboração de planos que envolvessem a participação da sociedade civil.

Assim, o apelo que regularmente faz aos portugueses, soa-nos como uma mera forma de partilha de responsabilidade por parte de quem, como tantos outros, continua a ter uma perspectiva conservadora da prevenção, mas que efectivamente não encontra formas de consubstanciar uma intenção que continua apenas a ser uma forma de expressão.

Tal como mencionamos anteriormente, grande parte da prevenção deverá ser efectuada por outros que não os bombeiros e tal pode e deve ser estimulado e apoiado, de forma a que quem tem a missão de combater as chamas não sofra o desgaste resultante de missões que podem ser desempenhadas pela sociedade civil, desde que devidamente organizada e enquadrada.

Entretanto, para além das estatísticas, que podem ser mais ou menos favoráveis, e de eventuais melhorias, há pessoas concretas que sofrem as consequências das más decisões ou da ausência de acção.

terça-feira, maio 22, 2007

Madeleine McCann: Upload de fotos e vídeos


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Missing Madeleine McCann

Foi lançado um apelo a quem tenha fotografias ou vídeos obtidos na zona da Praia da Luz nos dias anteriores ao desaparecimento de Madeleine McCann que as disponibilize, enviando-as em formato digital para as autoridades inglesas envolvidas nesta operação.

Como é óbvio, só são importantes fotografias com elementos estranhos às famílias, nas quais possam ser identificados suspeitos, de modo a que esta informação seja cruzada com as bases de dados de pedófilos disponíveis em Inglaterra.

Uma ajuda no "upload" de imagens, em língua inglesa, pode ser obtida a partir do "site" da Jessops, uma empresa especializada que também converte gratuitamente fotografias em rolo para formato digital.

O poster da campanha pode ser obtido através do "site" oficial do governo inglês na luta contra o abuso e exploração de crianças e que coordena a campanha em Inglaterra.

A quem tiver fotos, vídeos ou qualquer informação, deixamos este apelo que queremos extender a todas as crianças desaparecidas em Portugal e que constam há anos da base de dados da Polícia Judiciária, que necessita igualmente de toda a colaboração possível para solucionar estes casos.

Não serão retirados meios às corporações


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Land Rover Série 3 dos BV Caneças

O secretário de Estado da Protecção Civil, Ascenso Simões, garantiu domingo, durante o exercício PROCIV II 2007 realizado em Amarante, que não serão retirados meios a nenhuma corporação de bombeiros e modo a que o seu equipamento esteja em consonância com a carta de risco que está a ser elaborada.

Para o governante, a carta de risco será um critério para a alocação de meios, sendo de prever que nas áreas onde o risco seja diminuto face às existências, seja suspenso o plano de reequipamento, de forma a que sejam reforçados nas zonas onde se prevê que venham a ser mais necessários.

Ascenso Simões, considerou que existem locais onde os meios são excessivos para as necessidades, enquanto noutros são insuficientes, mas garantiu que não serão retirados meios de uma corporação para atribuir a outra.

Segundo o secretário de Estado, haverá maior rigor nas atribuições, "mas não vamos tirar carros nenhuns a ninguém, somos pessoas de bem".

Este processo tem, no entanto, uma fragilidade inerente e que depende do facto de assentar numa carta de risco, de cujo conteúdo vai depender o reequipamento das corporações, e que poderá ser utilizado como instrumento político, favorecendo umas corporações em detrimento de outras.

Sendo absolutamente necessária a existência de uma carta de risco permanentemente actualizada, é essencial que os critérios que presidem à sua elaboração sejam devidamente publicitados e que o seu controle seja partilhado por todos quantos serão directamente afectados, nomeadamente autarquias locais e respectivas protecções civis, evitando assim situações complexas que tendem a acontecer quando não existe um escrutínio público.

A questão da atribuição de meios já foi comentada, sendo nossa sugestão a existência de reservas escalonadas a nível nacional e distrital com meios que são pertença da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) e não de qualquer corporação, de modo a que possam ser atribuidos de forma dinâmica em função das necessidades do momento.

Continuamos a ser da opinião que os meios adquiridos pelas corporações através de recursos próprios são sua exclusiva propriedade e que cabe ao Estado, via ANPC, complementar este esforço, alocando os recursos que sejam necessários ao desempenho das missões e de acordo com o estabelecido na carta de risco.

Outra vantagem deste sistema é a de, caso exista uma substancial diminuição de risco, que pode acontecer pelas piores razões, como a devastação causada por um incêndio de grandes proporções, a realocação de meios é facilitada, não havendo demoras devido a questões de propriedade, as quais poderão ser obstáculos insolúveis.

Sugerimos a leitura do texto que publicamos há uns meses, onde esta ideia era explanada, podendo responder ao problema da alocação dinâmica de meios que, na nossa opinião, pode compensar parcialmente a sua escassez.

segunda-feira, maio 21, 2007

Estratégias, tácticas ou intenções


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Helicóptero russo Mi-8: uma opção em vários países

Todos os anos é apresentada aquilo a que o Governo, pomposamente, chama "estratégia de combate aos incêndios florestais", repetindo os mesmos chavões de anos anteriores e introduzindo pequenas nuances que em pouco ou nada se traduzem.

Para o Verão de 2007, existem duas alterações, que não podemos chamar novidades dado serem pequenos retoques a nível de cosmética, fruto de muito pouco trabalho durante o ano e de alguma falta de pudor político.

A primeira destas novidades é o suposto aumento de efectivos, que este ano atingirá os 9.000, entre os quais os 5.000 bombeiros do costume e um reforço substancial por parte da Guarda Nacional Republicana, que resulta essencialmente de uma redistribuição de meios.

Ao invés de anos anteriores, o SEPNA foi integrado no dispositivo de combate aos incêndios, pelo que estes militares e os antigos guardas florestais passam a contar de forma diferente para as estatísticas, compondo assim os números e dando a ilusão de que houve um aumento real.

A segunda alteração, mais um desejo do que uma medida prática, é a de que o combate aos fogos seja iniciado nos 20 minutos seguintes ao alerta, embora sem mencionar quais os meios disponíveis ou a forma como esta primeira intervenção se realiza.

Como novidades, surge a recuperação da opção pelo fogo táctico, durante anos utilizado pelos extintos Serviços Florestais e cuja utilização foi sendo cada vez menos frequente, com a perda de um importante "know how", sendo este método da responsabilidade de equipas treinadas para o efeito.

E, como é lógico, o anunciado não é uma estratégia, mas tão somente um conjunto de procedimentos tácticos, cujo detalhe escasso reduz ao nível de uma simples declaração de intenções, que não chega para fazer esquecer as falhas de prevenção ou a ausência de planos de reflorestação e recuperação das áreas ardidas e, menos ainda, os equipamentos há muito prometido e que teimam em não chegar às corporações.

Lamentavelmente, de boas intenções está o Inferno cheio e as perspectivas para o próximo Verão não são melhores do que as existentes em anos anteriores.

Recuperação de informação em discos rígidos - 2ª parte


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Esquema de um disco seccionado

Na sequência do texto anterior, verifica-se que existem situações em que, sendo reconhecido a nível do equipamento e aparentando estar em bom estado, o disco parece inacessível e não permite o arranque do computador.

Neste caso, poderá ser uma questão apenas a nível lógico, pelo que a reposição ou reconstrução da estrutura de informação através de um programa apropriado poderá resolver o problema e permitir de novo aceder à informação.

Mesmo na posse de um programa adequado, existem alguns passos importantes e que devem ser respeitados, de modo a perservar a informação que ainda possa vir a ser recuperada, evitando precipitações ou opções para as quais não haja retorno possível.

Em primeiro lugar, nunca se deve efectuar nenhuma operação que implique a manipulação da informação contida no disco que se pretende recuperar.

Este aspecto é crucial e, caso o serviço seja encomendado a uma empresa, esta deve ser inquirida quanto ao método, sendo nosso conselho que, caso optem por trabalhar directamente sobre o disco original, escolher uma outra via de recuperação.

Assim, o método a seguir é o de instalar o disco de onde se quer retirar a informação como segunda unidade num computador cujo primeiro disco, ou "master" necessita de dispor do espaço suficiente para gravar os dados que puderem ser recuperados.

Desta forma, não existe o perigo de comprometer uma segunda tentativa, com um "software" diferente, o qual poderia ser ineficaz caso houvesse alterações na estrutura de dados, do que pode resultar a impossibilidade da sua recuperação.

Normalmente, a opção é a de instalar um disco como defenitivo, com o sistema operativo, normalmente da família Windows, e utilitários devidamente configurados, instalar o "software" de recuperação e assumir que o disco onde estão os dados não voltará a ser a unidade primária antes de serem efectuadas as operações de recuperação e ser formatado e totalmente reinstalado.

domingo, maio 20, 2007

Novas ligações: CortaFogo, Oeiras Local e ANPC


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Efeito 3D na carta militar de Gondomar

Adicionamos um conjunto de novas ligações que queremos destacar junto dos nossos leitores.

A primeira destas ligações é para o "blog" CortaFogo, da responsabilidade da Protecção Civil da Câmara Municipal de Gondomar, a quem agradecemos o interesse demonstrado neste espaço de reflexão.

É de louvar a imaginação e a iniciativa desta autarquia que com este "ovo de Colombo" demonstra que as boas ideias são as mais simples e aquelas que, normalmente, exigem menos recursos económicos, contribuindo assim para o sempre difícil equilibrio orçamental das finanças locais.

Também adicionamos uma ligação para o "blog" Oeiras Local, dedicado à intervenção cívica neste concelho nosso vizinho, onde, para além de temas eminentemente locais, como o urbanismo ou as infraestruturas, são abordadas questões de âmbito nacional, nomeadamente na área da discussão política e partidária.

Finalmente, substituimos a ligação para o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) pelo da nova Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) que supervisiona o sector desde 01 de Abril do corrente ano, em virtude das alterações legislativas recentemente introduzidas.

Relativamente às incumbências e funcionamento da ANPC, lembramos um texto publicado na altura da sua instituição e que descreve este orgão que tem poderes alargados relativamente ao extinto SNBPC.

Convidamos os nossos leitores a visitar os "sites" que agora ligamos, certos de que neles poderão obter informações úteis e encontrar resposta para diversas questões no âmbito da Protecção Civil e na política nacional.

Recuperação de informação em discos rígidos - 1ª parte


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Disco rígido comum com controlador IDE

Os discos rígidos, apesar da sua crecente fiabilidade, continuam a ser dos componentes informáticos que mais se avariam e aqueles de cuja falha pode resultar um maior prejuizo.

A maior parte dos discos em uso doméstico utilizam um controlador IDE, ATA ou SATA, havendo poucos com ligações SCSI ou controladores externos, pelo que esta reflexão se vai basear nos modelos mais comuns.

Uma falha num disco pode derivar de problemas a nível do seu próprio funcionamento físico ou a nível lógico, concretamente na forma como organiza e indexa a informação a qual pode deixar de ser coreente, resultando na sua inacessibilidade.

Neste último caso, o problema pode ter origens tão diversas como uma acção deliberada ou acidental por parte do utilizador, um vírus informático ou uma falha a vários níveis, sendo inclusivé possível que uma falha física momentânea provoque um erro lógico.

Um primeiro teste de despistagem, conhecido por todos quantos têm alguns conhecimentos de informática, consiste em verificar a configuração do equipamento, de modo a certificar-se de que o disco se encontra correctamente instalado em termos físicos e, eventualmente, proceder a uma reconfiguração.

Caso o disco não seja reconhecido, a segunda opção, quando possível, tende a ser instalá-lo num segundo computador e verificar se é identificado e correctamente configurado.

Se o disco contínua a não ser identificado correctamente, o mais provável é haver uma falha a nível físico, a qual normalmente implica uma reparação num laboratório, algo particularmente dispendioso e que deve ser equacionado perante o valor da informação nele contido e da qual não existem cópias de segurança.

Existem diversas empresas especializadas na recuperação física de discos, a qual pode passar pela simples troca da placa lógica de controle, algo que é uma operação realizável em diversos modelos sem o recurso a técnicas ou instrumentos sofisticados, ou que pode implicar a sua desmontagem completa, algo que requer equipamentos indisponíveis para o utilizador comum e mesmo para a esmagadora maioria das empresas informáticas.

Neste caso, o nosso conselho é que escolham uma empresa especializada e com larga experiência, mesmo que tal seja mais dispendioso, pois mesmo nas melhores condições, esta é uma operação particularmente delicada e que, infelizmente, nem sempre acaba da melhor forma.
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