sábado, março 03, 2007

Sistema de extinção automático de fogo - 1ª parte


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Sistema de extinção automático

Para situações nas quais o risco de incêndio de um veículo sejam de ter em conta, existem sistemas de extinção de fogo com mecanismos de activação automática, seja a partir do interior, seja do exterior do veículo.

Este tipo de equipamentos, obrigatório em competição, deve obedecer a normas rigorosas e estar devidamente homologado pela entidade que regula e supervisiona as situações nas quais o veículo será utilizado.

Falando de competição automóvel, a homologação será da Federation International de l'Automobile (FIA), mas, para outros efeitos, esta poderá ser obtida junto de outra entidade ou, mais facilmente, aceitar a aprovação da FIA como garante de conformidade.

No entanto, para quem tenha que utilizar um veículo em áreas onde existam incêndios, esta também pode, e provavelmente deve, ser uma opção a ter em conta.


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Outro modelo de sistema de extinção automático

Um sistema de extinção automático consiste num conjunto de peças que permitem enviar jactos na direcção de eventuais chamas para diversos pontos do veículos, como por exemplo, o compartimento do motor ou o habitáculo, bastando para tal accionar o comando do sistema.

A sequência de textos que vamos apresentar versa sobretudo os sistemas de accionamento mecânico, menos dispendiosos em termos de aquisição e de manutenção e mais fáceis de instalar, dado não implicarem qualquer ligação eléctrica, sendo a maior parte das observações válidas para modelos de accionamento eléctrico.

Ao longo deste conjunto de textos, vamos mostrar alguns detalhes dos modelos da Sparco e da OMP Racing, dois dos fabricantes mais conhecidos e que optaram no primeiro caso por um sistema duplo de extintores e no segundo por uma única unidade.

Lembramos que, por uma questão de mobilidade, a existência de um sistema de extinção automático não deve dispensar o conhecido extintor portátil, cujas características tornam, muitas vezes, insubstítuivel.

Vale a pena reduzir o preço do Windows Vista?


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O novo "desktop" do Windows Vista

Descrito por alguns como o "service pack" mais caro da História, o Windows Vista vai acabar por substituir grande parte dos sistemas operativos anteriormente lançados pela Microsoft nos computadores capazes de suportar os melhoramentos implementados.

Por outro lado, é normal que os fabricantes suspendam o suporte de sistemas operativos antigos, considerados como estabilizados e cuja rentabilidade seja nula, pelo que muitos utilizadores serão empurrados na direcção de um "upgrade" particularmente dispendioso e que pode não corresponder às suas necessidades.

A diferença de preço entre o Windows Vista nos Estados Unidos e os praticados na Europa é, no entanto, demasiada, desfavorecendo os utilizadores do Velho Continente que podem, nalguns casos, ser obrigados a pagar quase o dobro pela mesma versão do sistema operativo.

Mesmo tendo em conta questões relacionadas com a fiscalidade, adicionando o IVA e outras taxas aduaneiras, o incremento de preço em muito ultrapassa o valor dos impostos cobrados, pelo que existe um efectivo encarecimento do produto.

No Reino Unido encontra-se a circular uma petição online com o objectivo de baixar o preço do Windows Vista, podendo esta ser encontrada no "site" oficial "ePetition", onde é solicitada a intervenção do governo inglês no sentido de fazer baixar o preço deste sistema operativo da Microsoft.

Entre nós, num mercado pequeno e periférico, com um poder de compra muito inferior ao da maioria dos países europeus, o valor pedido pela Microsoft para o seu novo sistema operativo vai, provavelmente, levar cada vez mais dos utilizadores de informática pessoal que se querem manter legais a optar por não efectuar este "upgrade" ou a, pura e simplesmente, migrar para uma plataforma Linux, aceitando perder alguns dos programas a que todos nos habituamos.

O valor pedido por sistemas operativos de base, nos quais não estão incluidas aplicações mas tão somente um conjunto de ferramentas básicas de produtividade, devia ser analisado não apenas por particulares, mas pelo próprio Estado, certos de que muitos milhões de euros seriam poupados ao erário público.

São muitos os países, sobretudo os que estão em vias de desenvolvimento, que optaram por "software" de base Linux, o que permite redireccionar recursos para fins mais prementes, para além de contribuir para o desenvolvimento de programas baseados em sistemas abertos que mais tarde poderão ser rentabilizados.

Entre nós, para além de acordos entre o Estado e alguns produtores de "software", pouco se tem feito para que exista uma indústria nacional que desenvolva programas inovadores e independentes de uma plataforma proprietária e cada vez mais dispendiosa.

sexta-feira, março 02, 2007

Google Translate


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Écran do Google Translate

Já mencionamos num texto anterior um sistema de tradução "on-line", o Systransoft, que agora a Google vem desafiar com um produto concorrente.

Todos quantos experimentaram efectuar traduções automáticas estão ao corrente dos erros, seja na construção frásica, seja a nível de interpretação de palavras que, num dado contexto, podem ter significados completamente diferentes daquilo para que são traduzidos, pelo que estes sistemas devem ser utilizados com particulares cautelas.

Uma das forma de melhorar os sistemas é através do contributo de quem os utiliza, que muitas vezes recebe um texto na sua língua nativa e facilmente se apercebe dos erros e os corrige.

É exactamente a partir desta interacção que o Google Translate quer corrigir os erros e melhorar os resultados, de forma a que da experiência de um utilizador, outros saiam beneficiados.

Assim, alguns dos pares de línguas incluem um ícone de "Suggest a better translation" que permite aos utilizadores corrigir os resultados, sendo esta solução tida em conta em futuras traduções.

Para os que não se deram bem com o Systransoft ou pretendem testar uma solução diferente, sugerimos a visita ao Google Translate e que comparem os resultados dos dois sistemas de tradução de modo a escolher o mais favorável.

Postos de vigilância em Braga vão ser incrementados


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Torre de vigilância florestal

O Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da Guarda Nacional Republicana pretende ampliar o número de postos de vígia no distrito de Braga, passando dos actuais 11 para um total de 15.

O primeiro passo consiste na realização de um levantamento sobre o estado dos postos de vigia existentes e na análise da rede, para ver se há necessidade de instalar mais estruturas de vigilância.

Segundo o SEPNA, os postos actualmente existentes no distrito estão em condições razoáveis de manutenção, mas necessitam de novos equipamentos tecnológicos de forma a serem utilizados no máximo das suas potencialidades.

Após um estudo inicial, o SEPNA considerou que é necessário reforçar a rede de postos com novas unidades em locais estratégicos nos concelhos de Fafe, Cabeceiras de Basto, Vieira do Minho e Terras de Bouro.

O levantamento deve estar concluido nos finais de Março e, pela altura da época de incêndios, no início de Maio, os postos deverão ter um vigilante em permanência, estando prevista a contratação de pessoal especificamente para este fim.

Actualmente, a coordenação da rede dos postos de vigia florestais é da responsabilidade do SEPNA, após esta ter transitado da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, que durante anos geriu o sistema de detecção de incêndios, mas a forma de actuação mantém-se sensivelmente idêntica, com recurso a pessoal contratado que alerta o Centro Distrital de Operações de Socorro caso detecte uma situação suspeita.

Sendo partidários, sobretudo, de sistemas de detecção automáticos quando instalados em pontos fixos, mas dando primazia à vigilância móvel, dado que consideramos ser indispensável a efectiva ocupação do terreno para efeitos de cobertura integral das áreas florestais e como forma de disuassão de comportamentos criminosos ou de risco, o aumento das torres de vigilância, desde que dotadas de recursos tecnológicos, será um meio transitório a contemplar desde que não se pretenda que assuma o protagonismo na detecção de incêndios.

A alocação de recursos para este tipo de vigilância só deve, portanto, ser encarada como um complemento a métodos proactivos, onde exista mobilidade e iniciativa, bem como a possibilidade de interpelar quem permaneça ou se desloque de forma suspeita em zonas de maior risco de incêndios.

Dar primazia a torres de vigilância, muitas delas sem os recursos tecnológicos necessários, cria uma falsa sensação de segurança que, nas horas críticas de Verão, se revela enganadora, resultando em alertas tardios e fogos de grandes proporções cujas consequências são conhecidas.

quinta-feira, março 01, 2007

Chamadas para o 112 vão ser geo-referenciadas até ao final de Julho


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Demodulação de sinal GSM de 900 MHz

Até final do próximo mês de Junho, todas as chamadas feitas para o número de emergência 112 serão automaticamente geo-referenciadas.

A implementação da localização de chamadas de emergência surge perante a pressão da Comissão Europeia que, após quatro anos de atraso por parte do Estado português, ameaçou apresentar queixa no Tribunal Europeu de Justiça.

A geo-referenciação de chamadas será efectuada em duas fases, esperando-se que até ao final de Março seja possível localizar todas as chamadas provenientes da rede fixa e, até fins de Julho, o mesmo suceda com as originárias da rede móvel.

Para que tal seja possível, será necessário eliminar restrições no acesso à informação e defenir e implementar sistemas de partilha de dados entre os vários operadores, de modo a que o gestor do sistema associado ao número 112 receba as informações necessárias que levem à localização geográfica da chamada.

Em termos aplicacionais, é necessário compatibilizar os vários formatos de armazenamento de dados, de forma a consolidá-los, obtendo assim um sistema coerente de bases de dados a ser instalada numa plataforma a disponibilizar pela entidade gestora do sistema, que são as forças de segurança.

As questões da geo-localização, bem como a precisão que se pode esperar, já foram discutidas num texto anterior, cuja releitura aconselhamos aos mais interessados, sendo de acrescentar que, actualmente, todos os telemóveis activados nos Estados Unidos têm que incluir um "chip" de GPS.

Mesmo num sistema de triangulação eficaz, em condições óptimas, existem diversos factores de que podem resultar desvios importantes, particularmente gravosos em zonas urbanas ou acidentadas em que se verifiquem interferências ou obstruções, pelo que será aconselhável que se opte por uma solução semelhante à adoptada nos Estados Unidos.

Num País visitado por inúmeros turistas estrangeiros, que têm naturais dificuldades em identificar o local onde se encontram, mas também em situações de maior pânico, a localização automática de chamadas melhora a capacidade de resposta dos meios de socorro, podendo contribuir assim para salvar vidas em perigo.

"École de Chefs"


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Capa de "École de Chefs"

Para além da "Arte de ser Chefe", Gaston Courtois escreveu, entre outros, o livro "École de Chefs", que não foi traduzido do original em francês para a nossa língua.

Este livro, editado pela primeira vez em 1951, apresenta diferenças de organização relativamente à "Arte de ser Chefe", constituindo-se como um suporte para reflexões, isoladas ou em grupo, no âmbito da formação de dirigentes.

Tal como no caso anterior, lembramos que este livro foi escrito em meados do século passado e à luz de uma vivência que inclui recentes experiências de guerra, tendo ainda uma forte influência de cariz religiosa que deriva do facto de o autor ser sacerdote católico.

Aconselhamos a leitura deste livro como complemento da "Arte de ser Chefe", por incluir não apenas reflexões, mas um conjunto de pistas que serão úteis na análise de um conjunto de situações que se deparam a quem desempenha funções de autoridade.

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

"Arte de ser Chefe"


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Capa de "Arte de ser Chefe"

Embora existam no mercado diversos livros que abordam o tema da liderança, a esmagadora maioria estão orientados para uma visão empresarial, onde as características e as funções diferem em muito de um cargo de chefia operacional.

Com excepção de alguns livros de vocação estritamente militar, que fazem uso de um conjunto de prerrogativas inaplicáveis noutro tipo de organização, tem sido relativamente difícil de encontrar estudos que abordem os vários temas relacionados com a chefia e a liderança em funções operacionais, mas com uma independência relativa a uma legislação ou regulamentação que confere autoridade baseada unicamente na hierarquia.

As qualidades de um chefe, entendendo-se como tal alguém cuja capacidade de liderança depende de si próprio e não de uma nomeação, tal como acontece com um comandante, não são apenas inatas, mas podem e devem ser cultivadas e aperfeiçoadas.

Gaston Courtois (1897–1970), um psicólogo e clérigo francês, dedicou algumas obras a examinar quais as razões pelas quais um conjunto de qualidades e de características permite a um conjunto de pessoas serem líderes ou chefes, sem dependerem de qualquer nomeação ou do apoio de uma estrutura hierárquica, impondo-se e sendo seguidos de forma natural pelos restantes elementos do grupo.

O livro "Arte de ser Chefe", escrito originalmente em francês, reflete o pensamento e as meditações do autor, discutindo situações reais, muitas delas provenientes de exemplos militares, sob a perspectiva do efeito que os líderes tiveram no desempenho e na motivação dos seus subordinados, independentemente dos resultados que de tal resultou.

É sobre esta interacção e o papel do chefe como condutor de homens que Courtois analisa vários episódios, comparando situações de forma a tentar avaliar qual a influência de comportamenentos, atitudes ou decisões, diferenciando entre factores objectivos, como por exemplo a valia de uma decisão táctica, e a motivação que o decisor foi capaz de incutir no desempenho de quem executa as suas ordens.

O livro encontra-se escrito sob a forma de pequenas ideias ou conceitos, divididos por capítulos onde são abordadas diversas vertentes da liderança, sendo de muito fácil leitura e compreensão, mesmo que algumas das ideias do autor sejam discutíveis.

O facto de ter sido escrito em meados do século passado, num enquadramento histórico e cultural próprio de uma França que viveu duas guerras em pouco mais de duas décadas, influencia o autor, que, ao introduzir um conjunto de conceitos de ordem religiosa e moral, acaba por diminuir a universalidade da mensagem que pretende transmitir.

Sendo o tema da chefia delicado de abordar, não podemos deixar de sugerir uma visita aos alfarrabistas em busca de um livro em versão portuguesa, editado pela Livraria Sampedro em 1956, e que merece uma leitura atenta, sobretudo por parte de quem tenha responsabilidades de liderança.

Dívida russa já não vai pagar o Beriev


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Beriev Be-200 em acção

Após um período de secretismo, alegadamente para não prejudicar negociações em curso, o Governo desistiu da anuniciada aquisição dos aviões de combate a incêndios florestais Beriev Be-200 no âmbito da negociação da dívida da Federação Russa para com Portugal.

Em consequência, o processo de aquisição dos novos meios aéreos pesados incluirá um concurso internacional onde poderá participar, para além do Be-200, qualquer dos modelos que estejam disponíveis no mercado.

Com a preparação do caderno de encargos ainda por iniciar e a necessidade de auscultar o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, prevê-se que só no início da época de incêndios possa ser lançado o processo, sendo impossível concluí-lo a tempo de dispor de meios próprios para a campanha deste ano.

Dado que os aparelhos que concorrem serão o Be-200 e o Canadair CL-415, de origem canadiana, ambos conhecidos em Portugal após testes no primeiro caso e anos de operação no segundo, as especificações constantes do caderno de encargos podem, logo à priori, apontar no sentido de um ou outro modelo.

Aliás, basta impor no caderno de encargos, por exemplo, uma capacidade de transporte de água superior ao possível pelos Canadair para que o vencedor seja o Beriev ou, em oposição, exigir que possa operar numa distância mais curta para que a escolha caia sobre o modelo canadiano.

Lembramos que o Ministério da Administração Interna (MAI) tinha anunciado que o comportamento do Beriev fora positivo, não obstante as críticas e limitações óbvias deste modelo, pelo que a intervenção do Ministério das Finanças, que considerou pouco compensadora a negociação dos meios aéreos ao abrigo da dívida russa, parece ter sido decisiva.

Assim, após meses de espera, o processo de aquisição destes meios, que deverá incluir quatro aviões pesados, encontra-se na estaca zero, obrigando o Governo a lançar, já algo atrasado, um concurso anual do que resultam, tipicamente, as condições de negociação menos favoráveis.

Deste concurso deve resultar a contratação de meios que complementem os dois Canadair que estão disponíveis ao abrigo de um contrato plurianual, sendo provável que o caderno de encargos aponte no sentido de um determinado modelo em função não apenas das suas caraterísticas, mas também da sua disponibilidade.

Portanto, após esta longa espera, diversos processos negociais e concursos, pouco ou nada se avançou, com a consequência de se ter perdido longos meses sem que exista uma justificação concreta para o sucedido e avançando-se agora para um processo de aquisição que se espera menos polémico do que o referente aos helicópteros.

Mesmo alegando que foram recolhidas experiências positivas, o desastroso planeamento dos testes do Be-200, a falta de cuidados de que podia ter resultado um acidente grave e o secretismo com que se tentou impedir um escrutínio público, em nada abonam a favor de um processo que continua a levantar demasiadas dúvidas e a encontrar muito poucas respostas.

A opção de não adquirir os Be-200 como contrapartida da dívida russa, algo que foi anunciado como uma vitória por parte deste Governo que, na altura, não media os elogios à actuação desta aeronave, é algo que deve ser esclarecido, mesmo aceitando que, após uma análise mais aprofundada do desempenho do Beriev e dos custos de operação e manutenção, este modelo se tenha revelado pouco compensador.

Fica-se na dúvida se, num dado momento, foi dada primazia a uma solução financeira em detrimento de uma opção técnica e táctica e mais tarde essa perspectiva foi invertida ou se, por exemplo, em resultado de uma melhor análise financeira, esta prevaleceu, independentemente das capacidades operacionais do aparelho.

Todo este processo continua, pois, a levantar questões que implicam conhecer as prioridades e os critérios que presidiram a estes avanços e recuos, sendo da maior importância conhecer as verdadeiras razões que levaram a um conjunto de decisões que podem não servir da melhor forma o interesse nacional e deixarem, mais uma vez, o dispositivo de combate a incêndios dependente de uma contratação anual e da disponibilidade das empresas que negoceiem com o Estado português o aluguer de meios.

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Bombeiros da Guarda exigem relatório de Famalicão da Serra


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Fotografia de Famalicão da Serra

A falta de divulgação do relatório realizado na sequência da morte de cinco sapadores chilenos e um bombeiro em Famalicão da Serra em Julho passado, levou um grupo de bombeiros do distrito da Guarda a interpelar o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC).

Há cerca de um mês, o grupo responsável pelo portal Bombeiros Distrito Guarda solicitou por carta o relatório do acidente ao Comandante Nacional de Operações de Socorro, Gil Martins, que respondeu que o pedido tinha sido reencaminhado para o presidente do SNBPC.

Na ausência de uma resposta de Arnaldo Cruz, os bombeiros ponderam efectuar o pedido ao Ministério da Administração Interna, que tutela o SNBPC.

O relatório em causa foi elaborado por uma comissão de cinco elementos, nomeados por despacho do secretário de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões e já se encontra concluido, mas não foi ainda divulgado.

De entre as conclusões, apontam-se erros a nível de comando e coordenação, de que resultou um posicionamento incorrecto dos bombeiros atingidos pelo que foi designado por um fenómeno de "comportamento extremo do fogo".

No entanto, para além de referir causas, o relatório inclui ainda um conjunto de informações que visam evitar a repetição de situações semelhantes no futuro, dando especial destaque ao comportamento do fogo em declives acentuados, algo que continua a ser mencionado na formação de bombeiros sem o detalhe necessário.

Lembramos que, para além deste relatório, também aquele que é referente à morte de um grupo de sapadores de Coimbra, ocorrido em Mortágua no ano anterior, ainda está por divulgar, tendo sido diversas vezes reescrito.

Na sexta-feira passada, o grupo de bombeiros reponsável pelo Portal participou num curso de segurança pessoal da responsabilidade do professor Xavier Viegas, especialista em incêndios florestais e fundador do Núcleo de Estudos sobre Incêndios Florestais, o qual integrou a comissão responsável pelo inquérito ao acidente de Famalicão da Serra.

Este curso, que custou 100 euros por participante, devia ser, segundo Sérgio Cipriano ministrado "de forma gratuita" pela Escola Nacional de Bombeiros, para além de, obviamente integrar os actuais currículos.

Cabe, entretanto, aos participantes nesta formação divulgar as informações e experiências dela resultantes, de modo a partilhá-las com quem não teve oportunidade de nela participar mas que, pela sua actividade como bombeiro, necessita dos conhecimentos aí adquiridos.

Com uma nova época de incêndios a poucos meses, a falta de divulgação destes relatórios e a inclusão das conclusões nos planos de formação constituem uma falta de respeito pela memória dos que faleceram e de consideração pela segurança dos que, em breve, irão novamente enfrentar as chamas.

Quanto se paga para esquecer a corrupção?


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Uma armadilha que nos afecta a todos

Com o poder político a recusar parte das medidas de combate à corrupção, entre suspeitas que assolam diversas autarquias, há questões prementes para as quais não se encontra resposta.

Torna-se cada vez mais evidente que o principal problema financeiro deste País não é o da fuga aos impostos, mas o da corrupção que permite negócios paralelos e decisões particularmente lesivas não só para os interesses do Estado, mas para o cidadão como indivíduo.

Mesmo que formalmente correctos, muitos dos acordos e negócios em que participam o Estado, entidades dele dependentes ou as autarquias acabam por ser extraordinariamente lesivos do interesse público, prejudicando gravemente e em milhões de euros os contribuintes, que acabam por pagar uma segunda vez, através do aumento da carga fiscal, estes sucessivos desaires.

É difícil apurar os montantes que o País perde anualmente em função da corrupção, dos interesses instalados ou da participação ilícita em negócios, da troca de favores ou do recurso a influências e conhecimentos que favorecem ou impoem soluções lesivas para todos, do que resulta um empolamento ou uma derrapagem constante nos custos de adjudicações de serviços, de empreitadas ou de obras públicas, sem que haja uma efectiva responsabilização de quem permite que estas situações se eternizem e multipliquem.

A corrupção, que, nas suas múltiplas formas, que pode ir desde o simples favor, aparentemente inofensivo, até ao pagamento ilícito, não temos dúvidas é muito superior do que está estimada, sendo particularmente complexa de detectar e investigar porque é o tipo de crime onde ambos os envolvidos são beneficiados em prejuizo de um terceiro que, normalmente, nem se apercebe que foi lesado.

Provavelmente, com base em projecções num pequeno número de investigações devidamente aprofundadas realizadas num conjunto restrito de entidades, será possível concluir qual o real impacto deste tipo de crimes que são, em grande parte, responsáveis pelo atraso económico do País.

Se a estes resultados adicionarmos as consequências resultantes de todas as contratações que decorrem de "conhecimentos pessoais", que as estatísticas colocam nos 30%, mas que, pelo facto de não se distribuirem de forma uniforme pelos cargos ou funções a desempenhar e se concentrarem nos mais importantes ou influentes, numa negação de critérios objectivos de mérito, podemos facilmente imaginar que cerca de metade das decisões que irão influir no nosso futuro poderão não ter sido as melhores.


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Cartaz de luta anti-corrupção

O desinteresse pela política, o alheamento de muitos pelos assuntos da governação, de que resultam taxas de abstenção elevadas e comportamentos civicamente reprováveis, são tanto causa como consequência de uma sociedade onde o mérito é secundarizado e o esforço menorizado.

Obviamente, este tráfico de pequenos favores tende a generalizar-se, pois os injustamente preteridos hoje, terão a inclinação para usar os mesmos métodos no futuro, dada a sensação de injustiça que resultou de uma decisão influenciada por factores externos, onde o mérito foi secundarizado.

Aliás, para o cidadão anónimo, basta contactar uma entidade governativa, com uma proposta ou sugestão que pretenda seja um contributo para a resolução de um qualquer problema e esperar pela resposta, para que se aperceba da necessidade de um contacto que encaminhe a missiva, sem o que esta acabará, inevitavelmente, ignorada.

Surge, no entanto, aquilo a que podemos chamar "má corrupção" protagonizada por títulares de cargos públicos, e a "boa corrupção", praticada pelo cidadão comum, o mesmo que se considera de uma honestidade exemplar, que surge como desculpável, seja a nível ético, seja criminal.

Desta dualidade de critérios, que resulta de uma manifesta e desculpabilizadora desonestidade intelectual, nasce uma manifesta incoerência que, nas alturas decisivas, tolhe o poder legislativo, numa paralisia que encontra uma compreensão que toca as raias da cumplicidade na própria opinião pública.

Daí, que questões como o enriquecimento ilícito, que podemos associar a um injustificado aumento do património pessoal, acabe por ser apenas a face mais visível de uma triste realidade, transversal à sociedade, que apenas pode ser tomado como um exemplo extremo de uma prática demasiadamente comum.

Com maior empenho no combate efectivo à corrupção, nas suas diversas vertentes, mesmo aquelas que, de tão habituados que estamos tendemos a encarar com normalidade, as despesas efectivas do funcionamento do Estado baixariam, sem dúvida, mais do que o montante de receitas proveniente de um aumento da carga fiscal que tende a paralisar a actividade económica e a impedir o sucesso das reformas em curso.

Dificilmente medidas de grande impacto, como a revisão das leis laborais, redefenição do papel do Estado, combate contra a burocracia, ou tantas outras que podiam ser citadas, terão real impacto enquanto a corrupção, sobretudo a que, discretamente, se traduz no tráfico de influências, não for substancialmente reduzida.

No entanto, esta redução, só acontecerá quando houver uma condenação social que a torne reprovável aos olhos de todos, algo que só ocorrerá aquando da sua substituição por critérios objectivos de mérito pessoal os quais são, actualmente insuficientes como meio ou critério de promoção.

Temos, assim, criado um círculo vicioso que parece ser impossível de interromper, dado ser da inteira conveniencia dos que, pela sua capacidade de decisão, acabam por ser os principais beneficiados por uma situação que prejudica seriamente o desenvolvimento do País.

Lamenta-se, pois, que o equilibrio orçamental se centre, essencialmente, numa vertente fiscal que, sendo justa, não pode, só por sí, alcançar os resultados pretendidos, enquanto se negligencia uma realidade que, essa sim, é muito mais insidiosa e presente do que muitos querem admitir.

Só resta, realmente, perguntar quanto custa esquecer a corrupção?

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Fatos NBQ provenientes de excedentes militares


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Um dos modelos de fato NBQ: Mk IV

Os fatos de protecção química, tendencialmente dispendiosos, podem ser adquiridos como excedentes militares a um preço razoável, se com as devidas cautelas relativamente ao seu prazo de validade e cuidados no armazenamento.

Diversos exércitos europeus, como o Inglês, possuem armazenadas grandes quantidades destes fatos, que conferem protecção nuclear biológica e química, na eventualidade de um conflito, ataque terrorista ou acidente que obrigue à utilização deste tipo de equipamento.

O modelo mais comum em Inglaterra, o Mk IV NBC Protective Suit, destina-se a ser utilizado em conjunto com máscara, luvas e botas, oferecendo protecção adequada contra os agentes químicos utilizados em operações militares actualmente conhecidos.

Este fato confere protecção, após abertura dos sacos de vácuo onde está armazenado, por períodos que vão até um mês, mas em condições extremas, poderá ser usado apenas um único dia.

Para além da proteção química contra agentes tóxicos em forma líquida ou gasosa, a sua capacidade de evaporação permite a auto-descontaminação, conferindo ainda proteção retardante contra fogos convencionais e contra as ondas térmicas resultantes de uma explosão nuclear.

O Mk IV é constituido por casaco e calças, embalados separadamente em bolsas de vácuo e fecha-se através de fecho éclair e de sistemas de velcro, de modo a isolar corpo do utilizador.

O conjunto é feito em tecido duplo, com um material exterior que garante resistência física, à base de fibras poliamidas reforçadas e possui um tratamento à base de silicone que o torna impermeável e permite que agentes químicos não adiram à superfície.

A camada interna destina-se unicamente a conferir protecção química e inclui carvão activado para além de repelente de óleo em carbono, num tecido que retarda a acção do fogo.

No conjunto das duas embalagens, o Mk IV mede 310 x 160 x 140 mm e pesa 1.6 Kg, sendo vendido em lojas da especialidade ou no EBay inglês a preços que rondam a dezena de euros para unidades embaladas nos anos 90 até perto de quarenta para fatos recentes destinados ao conflito no Iraque.

Não sendo, obviamente, a solução ideal, pode ser um meio transitório de obviar a uma situação de falta de equipamento que se tarduz num risco adicional para quem tiver que intervir em situações já de sí particularmente perigosas.

domingo, fevereiro 25, 2007

O Campsa 3.04


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Zonas onde as alterações são verificadas

A última versão do Campsa, a 3.04, foi apresentada no fim de 2006 e introduz diversas melhorias face às versões anteriores, justificando uma análise mais detalhada.

Se bem que um "upgrade" para esta nova versão seja quase obrigatório, é de ter em atenção que, caso seja efectuado como sobreposição do programa anterior, todo o histórico de imagens é perdido a menos que seja salvaguardado previamente.

Entre as novas funções, para além de uma alteração no "interface" e de uma melhor qualidade das imagens apresentadas, devido a regulações próprias, o Campsa 3.04 inclui a possibilidade de gravar som, em formato "wave", de modo a complementar a informação visual.

Também é novidade a possibilidade de escolher zonas específicas de detecção, de modo a centrar esta função apenas em áreas relevantes, eliminando assim a gravação de movimentos que sabemos serem naturais ou não implicarem qualquer situação que justifique serem recordados.

Esta função é particularmente importante caso, por exemplo, haja uma janela de fundo que origine alterações constantes, mas cujo conteúdo, por ser exterior não é relevante, evitando um excessivo número de imagens que tenham que ser visualizadas, bem como a necessidade de manter um espaço reservado em disco de dimensões substanciais.

Igualmente importante é o envio ou "upload" de imagens via FTP ou File Transfer Protocol, de forma a serem disponibilizadas e acessíveis via Internet, podendo ser visualizadas através de um normal "browser", sendo que, neste caso, deve-se ter em atenção a confguração de zonas mencionadas no parágrafo anterior, evitando assim tráfego inútil.

Para além de agora incluir funções de actualização automática, a versão 3.04 permite dimensionar janelas e ser instalada automaticamente no arranque do computador, evitando esquecimentos ou a dependência da acção de um utilizador cuja presença agora não é necessária para que o programa arranque.

Outras funções, como a inclusão de mensagens pessoais ou a implementação de "trace", onde ficam guardados dados referentes à utilização do programa, são igualmente benvindos, embora acreditemos que serão menos utilizados e poderão mesmo passar desapercebidos, mas ilustram a multiplicidade de funções de um programa que se tem tornado cada vez mais popular entre os seus congéneres.

Lembrando as considerações do texto anterior, sugerimos a quem tiver uma "webcam" a descarga deste programa e, pelo menos, o seu teste, como forma de analisar uma ferramenta que consideramos particularmente interessante na forma como responde a um conjunto de solicitações que se tornam habituais nos dias de hoje.
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