sábado, setembro 23, 2006

EasyGPS - Um programa de orientação gratuito


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Écran do EasyGPS

A maioria dos programas destinados a orientção via GPS, como o Oziexplorer ou o CompeGPS, são "shareware", o que significa que devem ser registados e pagos para utilizá-los durante mais do que o período experimental.

Existem, no entanto, alguns programas que, mesmo sendo mais limitados, podem satisfazer alguns utilizadores, com a vantagem de uma maior simplicidade e sendo completamente gratuitos.

Mesmo sem algumas das caraterísticas de alguns dos programas mais conhecidos, o facto é que a esmagadora maioria dos utilizadores usa um número limitado de funções que, basicamente, corresponde a determinar o posicionamento correcto interpretando o sinal do GPS e seguir uma rota ou traçar um itinerário com base num determinado número de pontos de passagem.

Entre estes, encontra-se o EasyGPS, que oferece as habituais funções de armazenamento de itinerários, e é compatível com modelos de GPS tão distintos como os Garmin, Magellan, Lowrance ou o simples receptor capaz de enviar dados em formato NMEA.

Este programa permite, inclusivé ler ou carregar "waypoints" de diversos modelos de GPS, proceder à impressão de mapas ou itinerários ou ser usado simplesmente para efeitos de "backup" do conteúdo dos receptores.

O EasyGPS apresenta ainda a vantagem de funcionar em equipamentos com menor "performance", podendo rentabilizar assim computadores portáteis que tenham dificuldades em utilizar programas mais pesados e que necessitem de maiores recursos.

Sugerimos uma visita ao "site" deste programa, certos de que poderá corresponder aos requisitos de muitos utilizadores e voltaremos a apresentar programs equivalentes nos próximos dias, de modo a que possam ser avaliados e comparados, certos de que podem responder à maioria das necessidades dos nossos leitores.

Nº 13 da Revista Land Portugal já nas bancas


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Capa do nº 13 da Revista Land Portugal

O nº 13 da Revista Land Portugal já está disponível nas bancas e, segundo a "newsletter" recebida os destaques são:

Veículos de trabalho

Como marca de eleição de militares e paramilitares, a Land Rover é única na fiabilidade e robustez comprovadas. Assistimos à entrega de vários Defenders entre a Força Aérea e GNR, sob os comentários dos seus novos utentes.

Curiosidades

É uma empresa luso-brasileira, com certeza; as reproduções da Junior Réplicas são o ponto de partida ideal para se meter a Land Rover "no sangue" desde tenra idade. Para entusiastas dos 8 aos 80.

Dossier – Como comprar um Land Rover usado

Com o Freelander 2 prestes a entrar no mercado, o preço dos "baby" Rovers mais antigos vai descer. Saiba quais os critérios que devem pesar na sua decisão para fazer um bom negócio.

Concessionários

Uma referência no ramo automóvel, a Auto Sueco Coimbra é representante da Land Rover em Portugal.

Contacto – Novo Defender 2007

A nova geração que irá substituir o TD5. O design exterior não vai chocar os puristas, mas o interior é outra história.

Ensaio de produtos

Cabrio ou Hard Top? Os dois, se faz favor! O seu Defender já pode mudar de visual conforme a Estação, graças a estas capotas tão versáteis.

Viagens e aventura

O encanto da América do Sul não é só na hora da despedida. Acompanhe a parte final desta viagem aos confins da América do Sul.

Para aqueles que, como nós, habitam em Lisboa, este número está disponível desde há dois dias na grande maioria das papelarias e livrarias que costumam ter revistas e jornais.

sexta-feira, setembro 22, 2006

Apesar das condições meteorológicas, os fogos continuam


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Imagem de fogo florestal numa câmara de vigilância

Apesar das actuais condições climatéricas, a ligeira subida de temperatura que se verificou na segunda-feira contribuiu para a ocorrência naquele dia de 77 incêndios florestais e em mato, que envolveram 648 bombeiros e 169 veículos, conforme dados do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC).

Os incêndios que contribuem para este número são de menor dimensão, podendo ser apontado como exemplo o que ocorreu em Alvoco das Várzeas, no concelho de Oliveira do Hospital, distrito de Coimbra, que foi extinto em duas horas por 48 bombeiros, apoiados por 11 veículos, um helicóptero e dois aviões.

O número de meios envolvidos bem como a curta duração demonstram que, agora que já passou a pressão dos meses mais quentes, mas ainda com ocorrências frequentes, será esta uma boa altura para testar novas soluções no combate e prevenção de incêndios.

A utilização de sistemas de vídeo, tal como na imagem que apresentamos, já se encontra em uso em diversos países, sobretudo nos Estados Unidos e Canadá, e a sua resolução permite uma monitorização eficaz, havendo soluções que procedem ao envio de imagens apenas quando são detectadas alterações suspeitas.

Embora existam câmaras especializadas, com capacidade de avaliar alterações térmicas, o seu custo poderá levar a um adiamento sucessivo da implementação de um sistema de videovigilância, pelo que podemos equacionar a instalação em zonas críticas de equipamentos menos complexos, desde que ofereçam uma qualidade de imagem capaz de ser devidamente interpretada.

Muitos destes equipamentos usam redes de comunicações comuns aos telemóveis e podem, inclusivé, ser instalados em várias das torres que os retransmissores usam, poupando assim em termos de infraestruturas, nomeadamente no respeitante a instalações eléctricas, suportes ou comunicações.

Para além do recurso a satélites, que já mencionamos, a redução de preços e aumento de qualidade de sistemas de transmissão de imagem sem fios é uma alternativa que poderá substituir vários dos actuais postos de vigilância com uma substancial redução de custos e uma maior centralização da informação.

Este sistema de alerta tem, logicamente, de ser complementado por acções no terreno, de modo a que a presença humana reforce a dissuasão resultante da vigilância electrónica, de modo a que se verifique uma ocupação efectiva no terreno, a única que demonstrou ser realmente eficaz e para a qual, para além das entidades oficiais, contamos com o voluntariado de todos os que se interessam pela resolução deste problema.

Google Spreadsheets


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Google Spreadsheets com melhoramentos

O uso de "spreadsheets" ou folhas de cálculo electrónicas é normalmente associado a programas como o Microsoft Excel e tendem a requerer a instalação de um programa no computador.

No entanto, também é possível usar folhas de cálculo "on-line", sem qualquer "software" local através de um simples "browser" acendendo ao site da Google, onde esta funcionalidade existe sem custos para o utilizador.

Apesar de não dispor de tantas funções como o Excel, a maioria daquelas que realmente são utilizadas pelo utilizador comum, como as operações matemáticas essenciais, ordenamento, formatação, exportação, entre outras, estão presentes no Google Spreadsheets.

Neste momento, foram introduzidas alterações, como a possibilidade de colocar várias linhas na mesma célula, partilhar informação ou usar formatos novos como o conhecido PDF, tornando muito mais polivalente este produto, que pode ser usado nas mais diversas plataformas deste que possuam ligação à Internet.

Igualmente importante, é a possibilidade de utilizar estas folhas em conjunto com outros produtos do Google, como o correio electrónico, integrando assim várias funções do que resulta uma maior produtividade para o utilizador.

Quem possuir uma conta de Gmail poderá utilizar facilmente estas folhas de cálculo, bastando para tal aceder ao endereço após introduzir a mesma "password" com que acede ao correio electrónico, pelo que sugerimos uma breve experiência que provavelmente dará origem a muitos utilizadores frequentes.

quinta-feira, setembro 21, 2006

GPS DataStick Logger


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GPS DataStick Logger

Para além dos equipamentos de localização descritos, mencionamos um sistema de GPS que recolhe e armazena dados que após a sua recolha serão transferidos para um computador pessoal.

Este equipamento, de reduzidas dimensões, inclui o receptor de GPS, uma bateria e uma memória onde ficam alojados conjuntos de posição e hora, que serão guardados em formatos RTF, ou "Rich Text Format", XLS para o Microsoft Excel, HTML, utilizado pelos "browsers", ou KML, que permite posicionar a informação no Google Earth.

O GPS integrado recebe informação de até 12 satélites e tem uma precisão aproximada de 15 metros na horizontal e 22 na vertical.

Este equipamento inclui ainda "software" próprio e um "interface" USB 1.1 para ligação a computadores pessoais que utilizem Microsoft Windows 2000 ou XP, nos quais os dados serão visualizados.


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Interior do GPS DataStick Logger

A alimentação é feita por 2 baterias AAA, que lhe permitem operar em condições normais durante 5 a 7 dias, após o que, mesmo sem funcionar, os dados continuam a ser mantidos na memória de 1 Mb.

Com dimensões aproximadas de apenas 10 cm de comprimento por 3 de largura e 2 de altura, pode ser facilmente colocado no interior de uma viatura, dentro de um bolso, numa mala, ou em qualquer outro objecto cujo percurso se queira conhecer.

Este modelo, ou outros semelhantes, podem ser adquiridos no EBay por valores abaixo dos 150 euros, a que acrescem portes e, eventualmente, direitos alfandegários.

Logicamente, não podemos deixar de chamar a atenção para o facto de haver normas de privacidade a respeitar e que a utilização de equipamentos deste tipo deve seguir estritamente o disposto na legislação em vigor, sendo que da sua não observância podem resultar consequências graves.

Presidente visita o Parque da Peneda-Gerês este sábado


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Grupo de bombeiros durante o incêndio deste Verão

A Presidência da República anunciou a visita de Cavaco Silva ao Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) no próximo sábado, a convite de autarcas e cidadãos desta região particularmente afectada pelos incêndios deste Verão.

No passado mês de Agosto os fogos destruíram 3.600 hectares de floresta, entre os quais 75% da reserva do Ramiscal e da Mata do Mezio, e causaram prejuízos a cerca de 300 pastores e agricultures da zona, causando ainda danos da maior gravidade no sistema ecológico do único Parque Nacional português.

Lembramos que o impacto destes incêndios foi minimizado em declarações públicas por parte de diversas entidades oficiais e que aspectos relacionados com a protecção deste importante património nacional continuam a ser contestados por bombeiros e autarcas, facto que abordamos em textos publicados recentemente.

A devastação do PNPG, que muitos atribuem a falta de acessos motivados por uma opção errada em termos de prevenção, mas que também se deve à lentidão com que os meios foram disponibilizados em virtude de uma deficiente avaliação do risco, afectou gravemente os recursos económicos de habitantes da zona, que necessitam de apoio urgente.

É de ter em atenção que desenvolver uma actividade económica no interior de zonas protegidas obriga a uma substancial perda de autonomia, do que resulta que a responsabilidade pela reparação de perdas derivadas de acontecimentos como um incêndio, transita para o Estado e para a Direcção da área protegida em questão, dado serem estas entidades a estabelecer os planos de prevenção e combate.

A visita do Presidente da República, para além de lançar um alerta sobre uma zona particularmente atingida, deve recordar que por todo o País houve inúmeros concidadãos que foram igualmente afectados por um problema que, passado o Verão, cai frequentemente no esquecimento.

Espera-se que, para além do incentivo às populações e autarcas locais, esta visita seja aproveitada para por uma tónica especial na necessidade do reordenamento do território e na implementação de medidas de prevenção de incêndios com a antecedência capaz de evitar uma nova tragédia no próximo ano.

quarta-feira, setembro 20, 2006

Google Calendar agora em português


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Google Calendar agora em português

Foi anunciado pela Google que o seu "calendar", que aqui já apresentamos, inclui agora versões com suporte para novas línguas, entre os quais o português do Brasil.

Mesmo não sendo ainda o ideal para quem usa o português nativo do nosso País, tendo em conta o conjunto de leitores que usa a versão brasileira de vários sistemas operativos, justifica-se alertá-los para o facto de poderem agora instalar o "Google Calendar" com o mesmo conjunto de caractéres de outras aplicações.

Esta nova implementação, que pode parecer de menor importância, assume contornos de relevo para quem use este sistema da Google para efeitos de partilha de informação e evita assim as sempre incómodas alterações nos caractéres específicos de cada linguagem.

Lembramos que o "Google Calendar" permite colocar uma série de pequenas aplicações, desenvolvidas para este ambiente de trabalho, e que vão desde informações "on-line" até utilitários, passando pelas mais diversas áreas de lazer.

Furacão "Gordon" chega aos Açores esta noite


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Imagem de satélite do Gordon - CBS News

O "Gordon" chega esta noite aos Açores, atingindo principalmente as Flores e o Corvo, mas também o núcleo central, ainda sob a forma de furacão e não de tempestade tropical, conforme previsto inicialmente.

Neste momento, é ainda cedo para conhecer as consequências, mas não queremos deixar de referir que, apesar de terem sido mobilizados 300 elementos ligados ao Governo Regional e 200 bombeiros, os alertas pecaram por tardios, provavelmente na esperança de que o furacão enfraquecesse.

Esta perspectiva de aguardar e esperar pelo melhor ao invés de optar por um alerta antecipado que contemple o pior dos cenários, parece-nos errada, dado aumentar os riscos para as populações sem com isso diminuir o nível de alarme que este tipo de acontecimento sempre gera.

Alertar para o que de mais grave pode suceder, com a devida antecedência, não é uma forma de alarmismo quando devidamente explicada e justificada, mas tão somente um acto de responsabilidade que se espera por parte das autoridades, dando tempo às populações e aos meios de socorro para se prepararem atempadamente, estabelcerem planos de contingência e considerarem alternativas, de forma a que os riscos sejam reduzidos ao mínimo.

Desta forma, reforça-se a confiança das populações e dos elementos de socorro, evitando situações de pânico que são facilmente geradas pelo imprevisto que tende a acontecer quando algo surge como muito mais grave do que o previsto.

terça-feira, setembro 19, 2006

Localização via GPS, WiFi e GSM


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Seguimento via GSM

Nos últimos dias, vários leitores têm colocado questões relativamente à localização de pessoas ou objectos, sendo que na maior parte dos casos é mencionada a possibilidade de para tal recorrer ao telemóvel através da rede GSM.

De forma genérica, todos os equipamentos de localização funcionam através de um sistema de triangulação que envolve uma cronometragem mais ou menos sofisticada e precisa do tempo que demora a comunicação entre um emissor e o próprio equipamento.

No caso dos GPS, destinados a fornecer a posição geográfica com o máximo de precisão, esta medição é feita a partir de satélites, sugeita a correcção de erros e a uma verificação, de modo a que a medição se traduza num resultado que, com toda a probabilidade nos equipamentos mais recentes, não se desviará mais do que alguns metros da posição real.

Outros sistemas que aqui mencionamos, como o Loki, usa a triangulação a partir de antenas WiFi, de que também resulta uma precisão notável, dispensando a aquisição de um aparelho de GPS mas limitando a sua utilização a zonas onde a rede foi devidamente mapeada de modo a que cada antena de WiFi conste de um mapa com o máximo de precisão.

Actualmente, o Loki apenas funciona em áreas dos Estados Unidos, estando previsto para o próximo ano a expansão para a Europa, mas desconhecendo-se ainda quando e se chegará a Portugal.

Lembramos, no entanto, que este sistema apenas funciona onde houver cobertura WiFi, após o que perde a sua precisão dado passar a basear-se apenas na entidade que faz a atribuição do IP.

No caso dos telemóveis, estes mudam automaticamente de uma antena emissora para outra conforme a qualidade do sinal, que depende não apenas da distância mas de inúmeras condições que afectam a propagação do sinal.

Assim, é possível que a antena mais próxima não seja aquela que disponibiliza um melhor sinal, seja por características próprias seja, por exemplo, pela existência de um obstáculo, pelo que o sistema de triangulação pode apresentar resultados falíveis.

Os próprios fabricantes de sistemas de localização mistos, que incluem GPS e GSM, avisam que será o GPS a ser utilizada sempre que tenha sinal, prevendo um erro de poucos metros, que será sempre inferior aos 25, revertendo para o GSM quando o GPS não possa ser utilizado.

É de notar que o GPS é particularmente sensível e no interior de uma edificação ou mesmo numa rua estreita, pode não conseguir receber informações suficientes para determinar a sua posição, enquanto o GSM pode manter-se activo mesmo em caves ou garagens, tal como acontece com a maioria dos telemóveis.

Surge, no entanto, um problema quanto à precisão desta forma de localização, sobretudo em situações onde o equipamento receba um sinal de menor qualidade, pelo que os fabricantes deste tipo de localizadores avisam para o facto de o erro poder chegar aos 500 metros, o que dentro de uma cidade torna este sistema de validade reduzida.

Na imagem incluida, pode-se ver as áreas onde um equipamento GSM foi localizado e o raio onde poderia estar, correspondendo à antena a que estava ligado, o que demonstra a baixa precisão deste sistema em termos de localizador, razão pela qual apontamos noutro tipo de equipamentos para este tipo de função.

Entre os equipamentos destinados a fornecer um posicionamento preciso, sempre baseados em GPS, existem versões que permitem consulta em tempo real, via GSM ou GPRS e outras que só após a sua recolha e ligação a um computador pessoal descarregam os dados, permitindo então a sua visualização sobre um programa próprio como o Google Earth.

O Globalsat TR-101 ou TR-102, que recentemente apresentamos, continua a ser, na nossa opinião, o localizador pessoal que oferece melhores características e a relação qualidade/preço mais favorável, permitindo ser usado como telemóvel no contacto com um conjunto restrito de utilizadores, do que resulta uma polivalência particularmente vantajosa.

As características deste equipamento, bem como a sua disponibilidade na Europa, já foram abordadas em dois textos recentes, pelo que sugerimos a sua consulta aos mais interessados ou curiosos, não se justificando alongarmo-nos em relação a este localizador.

Assim, e para quantos necessitem de fazer o seguimento ou localização em tempo real, com possibilidade de obter uma posição rigorosa a cada momento, o recurso a um localizador pessoal com GPS e possibilidade de envio de posição via GSM ou GPRS será a opção correcta, evitando as margens de erro de equipamentos concebidos originariamente para outros fins.

Tempestade tropical chega hoje aos Açores


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Imagem satélite de tempestade tropical

Uma tempestade tropical deverá atingir a partir de terça-feira os Açores, com ventos com rajadas máximas de 130 km/h, anunciou esta segunda-feira o Instituto de Meteorologia (IM).

Segundo o IM, a partir de hoje o agravamento do estado do tempo deverá atingir todas as ilhas do arquipélago em consequência da influência do furacão "Gordon", que deve chegar ao arquipélago mais fraco, já como tempestade tropical.

A partir do cair da noite estão ainda previstas chuvas fortes e ondulação máxima de sete metros, o que deverá prejudicar os voos e a navegação no arquipélago, disse o IM, que prevê uma melhoria do tempo para quinta-feira, altura em que o vento deverá diminuir de intensidade.

O Serviço Regional de Protecção Civil Bombeiros dos Açores informou que tomará eventuais medidas de prevenção que serão comunicadas às populações, com base na análise das últimas informações fornecidas pelo IM.

Neste momento, no "site" do IM, a previsão aponta para um estado de "Alerta Vermelho", com vento, precipitação, trovoada e agitação marítimas, pelo que é de equacionar a necessidade de alertar desde já as populações que vivem no grupo central, onde o efeito será mais sentido.

Devemos dizer que este alerta peca por tardio e que a antecedência de um aviso, mesmo correndo o risco de pecar por excesso, deverá ser efectuado com maior antecedência, dado que existe um conjunto de situações a acautelar que dificilmente podem ser contempladas no curto espaço de tempo previsto pela Protecção Civil regional, que só agora informa no seu "site" quais as medidas a adoptar, recomendando que sejam "as precauções habituais".

Fica aqui este alerta, destinado sobretudo aos nossos leitores nos Açores, de modo a ter os cuidados necessários para evitar consequências de maior.

segunda-feira, setembro 18, 2006

GIPS: que futuro?


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Mitsubishi: um dos veículos de transporte do GIPS

No termo do Verão, após a sua participação nas operações de combate aos incêndios florestais, coloca-se a questão do destino do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da Guarda Nacional Republicana (GNR), destinado a actuar em situações de catástrofe, mas cujo treino e equipamento foi condicionado pela missão inicial de primeira intervenção em incêndios.

Já nos pronunciamos aquando da criação do GIPS relativamente a quem deverá caber a primera intervenção em caso de incêndios e, consequentemente, quem deveria ser equipado com os nos meios que na altura foram disponibilizados e entregues a esta nova força, sendo que, no fim desta primeira experiencia operacional, mantemos a mesma posição de apontar para a profissionalização parcial dos corpos de bombeiros e deixar à GNR a incumbência de missões de segurança e policiamento para as quais os seus elementos foram terinados.

No entanto, e uma vez que o GIPS existe, agora com a experiência recolhida nestes meses de actuação, é necessário reflectir sobre o futuro desta força e a forma de a rentabilizar.

Sendo ainda muito cedo para fazer balanços, entre as polémicas geradas por anúncios de excelentes resultados ou indicadores que os colocam abaixo de outras equipas helitransportadas, torna-se necessário equacionar o futuro desta unidade cujos elementos, escolhidos entre os melhores da GNR, deverão ser colcados onde realmente façam mais falta.

Limitar a actuação do GIPS ao combate aos incêndios é, obviamente, uma opção insustentável, quer do ponto de vista político, quer operacional, e não deixaria de ser factor de desmotivação para todos os que abraçaram esta missão de serviço com entusiasmo e abnegação e certamente não concebem um período de quase inatividade ao longo da maior parte do ano.

Surge, portanto, a possibilidade de tornar o GIPS numa estrutura semi-permanente, facilmente activável, mas cujos efectivos plenos apenas estão disponíveis durante os meses mais críticos de incêndios e que nos restantes meses regressam às suas unidades de origem ou a uma força de reserva onde desempenhem as missões normalmente atribuidas à GNR.

Este opção, para além de permitir rentabilizar os efectivos, oferece a possibilidade de estes partilharem experiências e colaborarem na formação dos restantes elementos as unidades onde estejam integrados, de forma a que, em anos futuros, a capacidade de mobilização para os GIPS seja superior à actual, garantindo assim uma maior rotação do pessoal e um aumento da eficácia.

Na nossa opinião, a disseminação dos actuais elementos do GIPS pelas várias unidades da GNR, sobretudo as de reserva, com funções de instrução nas áreas específicas onde se especializaram, sem por em causa a necessidade de formação permanente e aquisição de novas valências, seria o melhor contributo que poderão dar nestes próximos meses, de forma a garantir à Guarda uma maior capacidade de resposta e de polivalência na acção.

Consideramos que, como o GIPS, pode ter sido dado um passo importante na reestruturação da GNR, tornando-a mais apta a enfrentar novos desafios e a responder às cada vez mais complexas questões de segurança do Mundo moderno, mas para tal é necessário aproveitar a experiência e o capital humano de forma a potenciar esta força de cariz militar particularmente vocacionada para o apoio às populações sobretudo no meio rural.

Fica aqui a sugestão para que, após o termo desta campanha, as equipas de GIPS prolonguem as suas funções como instrutores, constituindo assim o núcleo de uma nova estrutura de formação de que a GNR há muito carece.

"Sol": um novo semanário em Portugal


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Site do "Sol"

Foi publicado no sábado passado a primeira edição do semanário "Sol", dirigido pelo antigo director do "Expresso", José António Saraiva.

Poucos dias após a última edição de "O Independentente", é de louvar a iniciativa de colocar no difícil mercado português um novo jornal com as características do "Sol", que concorre directamente com o "Expresso", hoje a referência do sector e integrado num poderoso grupo de comunicação social que inclui a SIC.

O "Sol" tem, no entanto, algumas inovações na sua versão "on-line" que não podemos deixar de elogiar e que o tornam particularmente apetecível a quem, para além de ler o jornal, queira interagir ou comunicar com outros leitores.

A possibilidade de registo no "site", de frequentar forums e, sobretudo, de alojar "blogs", surge como particularmente interessante, permitindo um contacto mais fácil entre a comunidade de leitores e, como contrapartida, a recolha de opiniões e informações por parte da equipa do jornal.

Também a oferta a projectos de solidariedade de alojar o seu "site" no servidor do "Sol", sem custos, é inovadora e permire criar um "cluster" de associações que assim vêm a sua imagem e ideias difundidas com o apoio de um meio de divulgação antes inalcançável.

Por estas razões, sobretudo pela vertente solidária, não quisemos deixar de dar as boas vindas a esta nova publicação, desejando, desde já, os maiores sucessos na prossecução dos seus objectivos.

domingo, setembro 17, 2006

Campanha dos Mosqueteiros oferece viaturas aos bombeiros


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Um dos veículos oferecidos nesta campanha

Várias corporações de bombeiros vão receber hoje as viaturas ligeiras de combate a incêndios oferecidas através da campanha do grupo de supermercados "Os Mosqueteiros" designada por "Ajude-nos a apagar este incêndio".

Entre os contemplados na região Centro estão as corporções de Anadia, que recebe uma viatura por sorteio, a de Cantanhede, por indicação de "Os Mosqueteiros" e a dos Municipais de Viseu.

Sabendo que o parque automóvel destas corporações de voluntários é escasso e com uma idade avançada, com veículos que em alguns casos não se adequam às necessidades, este reforço é essencial e vem dar maior solidez aos meios de ataque a incêndios florestais.

Dado que são concelhos com áreas florestais importantes, a existência de viaturas que permitam quer um patrulhamento, quer uma primeira intervenção rápida, revela-se da maior importância e segue as actuais tácticas de atacar os fogos à nascença.

Mário Teixeira, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Anadia, considera a viatura de particular utilidade "pelas suas características, nomeadamente de saída e chegada rápida, é das mais utilizadas no combate a incêndios", mas salienta a necessidade de aquirir uma ambulância e de um carro vocacionado para os incêndios industriais.

Cumpre-nos saudar esta iniciativa do grupo de supermercados "Os Mosqueteiros", que vem suprir algumas das muitas carências com que os bombeiros se debatem, muito especialmente numa altura em que é necessário repor equipamentos e viaturas danificados ou destruidos ao longo destes meses de incêndios florestais.

Quando se equaciona a profissionalização parcial dos corpos de bombeiros, a escassez de material e a incapacidade de financiar novas aquisições vem lançar um alerta quanto à possibilidade da responsabilidade tripartida dividida entre as associações, as autarquias e o poder central através do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC).

Relativamente à questão do financiamento e da viabilidade desta solução nos moldes previstos, já manifestamos as nossas reservas num texto recentemente publicado, pelo que não será de nos alongarmos sobre este assunto, mas devemos ressalvar aqui o papel essencial da sociedade civil, que tememos diminua com a profissionalização e devido à actual situação económica de muitas famílias.

Infelizmente, quando se fala de profissionalização, a tentação é de considerar que daí decorre automaticamente uma autonomia financeira, pelo que os donativos podem parecer injustificados a muitos, resultando numa quebra de receitas.

Devemos, ainda, lembrar que, sem o apoio da sociedade civil, nesta incluindo entidade empresariais, a missão dos bombeiros, já de sí difícil torna-se quase impossível, comprometendo a segurança das populações e dos seus bens, bem como a dos que arriscam a vida para as proteger, pelo que se impõe reequacionar a questão do financiamento antes de se optar por uma nova estrutura organizativa de que resultem maiores encargos para todos.

Nova versão do Google Earth Release 4 Beta


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As pirâmides no Google Earth

Uma nova versão "beta" do Google Earth 4, ainda em fase de testes, acaba de ser lançada e inclui um vasto conjunto de melhorias desde o anterior lançamento a 12 de Junho.

Para além de uma visualização mais rápida, fruto de melhoramento na concepção do "software" em termos de programação, inclui nova modelagem 3D de terreno e edifícios, melhoramentos na imagem e novas características, entre as quais destacamos:

Conteúdos por camadas em todas as versões e não apenas nas pagas.
Novo "interface" para visualização de imagens com referência a data e distância.
Melhoramentos nas opções de impresão de imagem satélite.
Novo sistema de arquivo para ficheiros KML com "icon" próprio.
Suporte para alta defenição de vídeo (HDTV)na versão Pro.
Suporte para imagens e dados Web Mapping Service (WMS) também na versão gratuita.
Grelha de coordenadas Universal Transverse Mercator.
Suporte de linguagem e dados específicos para o Japão.

Para além deste lançamento, a Google reune ainda as melhores histórias ou itinerários do Google Earth, disponibilizando-os aos utilizadores deste programa.

Apesar de estar ainda em fase de testes, esta versão apresenta-se como mais estável do que a anterior, fazendo pressupor que não haverá muitas alterações até ser considerada como finalizada, mas não queremos deixar de alertar para o facto de quem desejar uma versão considerada como completamente estabilizada, dever manter o Google Earth 3 no seu computador.

Dado que esta nova versão parece estável para uma utilização sem problemas, aconselhamos a descarregá-la e a experimentar as novas possibilidades de um producto extremamente popular e que é já uma das principais ferramentas a nível geográfico, servindo de base a diversos produtos que aqui temos apresentado.
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