sábado, março 10, 2007

Munícipios recusam pagar Equipas de Primeira Intervenção


Image Hosted by ImageShack
Bombeiro em acção no Verão de 2006

Metade do esforço financeiro resultante da criação das 73 Equipas de Primeira Intervenção (EPI), constituidas por bombeiros profissionais e com disponibilidade permanente anunciadas pelo Governo para os distritos de Viana do Castelo, Braga, Viseu, Coimbra e Guarda irá recair sobre os municípios.

Esta proposta foi apresentada à Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP) que recusa assumir a responsabilidade e os encargos de um compromisso governamental.

Da proposta do Ministério da Administração Interna (MAI) constava uma repartição das despesas de funcionamento das EPI entre o Governo e autarquias onde estes grupos de cinco elementos ficarão sedeados.

Para Jorge Soares, responsável pela ANMP para a área de protecção civil, o número de elementos constituintes de cada equipa é insuficiente e a proposta do Governo não contempla todos os municipios, recusando a imposição desta iniciativa governamental que não foi negociada com as autarquias.

Na altura da apresentação do dispositivo para este ano na sede do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, o secretário de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões, anunciou escassas novidades, mas as EPI, resultantes do esforço de profissionalização proposto estavam entre as melhorias anunciadas.

Faltou, como referimos, informar a Escola Nacional de Bombeiros das novidades, facto tanto mais surpreendente pois esta entidade é responsável pela formação, vindo agora a confirmar-se que parte do esforço financeiro resultante desta opção cai sobre os municípios onde estas vão ser sedeadas.

Neste aspecto, tem que se dar razão à ANMP, pois uma decisão a este nível e com implicações financeiras na vida dos município teria, obrigatoriamente, que ter sido negociada, dada a conhecida debilidade financeira de muitas das autarquias que não poderão suportar este esforço acrescido e não orçamentado.

Relativamente ao número de elementos, é manifesto que não é possível ter intervenção permanente apenas com estes efectivos, bastando para tal contabilizar as necessidades em termos de recursos humanos para elaborar uma escala de serviço com o grau de disponibilidade exigido.

Assim, as EPI podem acabar como um complemento do dispositivo existente, forçadas a operar apenas como reforço do mesmo e não como uma unidade autónoma, dada a impossibilidade de um tão baixo efectivo estar em permanência disponível.

Existe, no entanto, um ponto importante a favor do MAI, nomeadamente a nível da evolução no sentido de uma maior profissionalização, no seguimento de um conjunto de propostas que foram apresentadas quer à ANMP, quer à Liga dos Bombeiros Portugueses e que mereceram neste aspecto uma resposta positiva.

Verifica-se, portanto que é sobretudo da falta de diálogo e das questões a nível financeiro que nasce a oposição da ANMP, já que nos parece aceitável na actual conjuntura económica que nem todos os municípios sejam contemplados, logo numa primeira fase, com uma EPI, sobretudo se tivermos em conta que o riscos específicos e os actuais recursos de cada concelho devem ser devidamente ponderados.

Este é uma questão a que certamente voltaremos, nomeadamente para abordar a vertente da integração das EPI nas actuais estruturas de socorro e nas missões que estas têm que desempenhar.

sexta-feira, março 09, 2007

Sistema de extinção automático de fogo - 6ª parte


Image Hosted by ImageShack
Etiqueta de sistema da OMP

Tal como no caso de outros extintores, os cuidados de revisão e recarregamento devem ser observados de acordo com os prazos e normas previstas pelo fabricante, de modo a garantir o seu bom funcionamento e a manutenção das características do seu conteúdo.

No exemplo da etiqueta da OMP, são visíveis os dados técnicos, bem como o peso do equipamento e do conteúdo dos dois reservatórios, lote de fabrico, número de série e informação referente à homologação da Federation Internationale de l'Automobile.

De igual forma, dados semelhante podem ser vistos numa foto do modelo da Sparco publicada num texto anterior, sendo visível a informação relativa ao conteúdo dos extintores.


Image Hosted by ImageShack
Indicador de pressão de extintor da Sparco

Ambos os modelos têm um manómetro de pressão, semelhante ao dos extintores convencionais, podendo ser visto neste modelo da Sparco, com o ponteiro situado no verde, como sinónimo de uma pressão normal.

Estes modelos usam um concentrado Aqueous Film Forming Foam (AFFF) multi-uso, armazenado sob pressão com nitrogénio seco, devendo ser recarregados com um composto idêntico ao original, de modo a funcionarem correctamente.

Alterando o conteúdo ou a forma de enchimento, todo o sistema de extinção automático será comprometido, colocando em risco quem dele dependa em termos de segurança.

Assim, qualquer operação de manutenção deverá ser efectuada junto de empresas especializadas e os extintores não podem ser substituidos pelos modelos comuns, sob pena de não funcionarem ou mesmo de danificar as condutas e o sistema de aspersão.

Duas viaturas dos Voluntários de Setúbal penhoradas


Image Hosted by ImageShack
Brasão da cidade de Setúbal

Dois veículos dos Bombeiros Voluntários de Setúbal foram penhorados devido a um pagamento em falta no valor de 18.000 euros a uma empresa fornecedora de fardamentos.

As viaturas penhoradas são uma ambulância de socorro e um veículo de combate a incêndios florestais, consideradas de grande importância em termos operacionais.

O presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Setúbal, Luís Bucho, lembrou que quando a actual direcção tomou posse, há cerca de dois anos, a dívida que transitou da anterior gestão cifrava-se em cerca de 500.000 euros.

A Associação estabeleceu acordos de pagamento com as Finanças, a Segurança Social e diversas empresas credoras, que aceitaram a calendarização de pagamentos proposta, mas quem forneceu os fardamentos optou pela via judicial sem ter respondido à proposta.

Dado que a empresa credora está ligada ao sector, Luís Bucho acredita ser ainda possível chefar a um acordo e libertar as viaturas.

O anterior presidente da direcção dos Bombeiros Voluntários de Setúbal, Carlos Candeias, confirmou a dívida existente no termo do mandato, justificando-a com uma falta de apoios de diversas entidades e empresas, e recordou que os anos entre 2000 e 2005 foram de grandes dificuldades, pelo que as verbas resultantes de mecenato foram diminutas.

Sendo dependentes, em parte, de verbas provenientes de entidades particulares, a saúde financeira das corporações é directamente afectada pelas dificuldades das empresas que contribuem para o seu sustento, pelo que, no actual quadro de restrições, a diminuição de contribuições é expectável.

As novas fórmulas de financiamento, previamente apresentadas e comentadas, poderão dar algum equilíbrio, mas o aumento de custos que resulta de uma profissionalização parcial, para que muitos apontam, leva, inevitavelmente, ao aumento das despesas.

Por outro lado, o apoio das autarquias, elas próprias a braços com dificuldades e restrições, acaba por ser dado prioritariamente aos bombeiros municipais, quando existam, tal como acontece em Setúbal, pelo que as associações de voluntários acabam por encontrar um menor financiamento se compararmos com municípios onde não haja outra alternativa.

Obviamente, nestas situações, um acordo será sempre o ideal, mas não podemos esquecer que muitas empresas enfrentam dificuldades que só podem ser superadas através da cobrança imediata dos créditos que detêm e sobre os quais já pagaram impostos, independentemente do facto de o cliente não poder pagar ou, como neste caso, desempenhar missões de utilidade pública.

Uma maior abertura do Estado, por via fiscal, nos casos em que os devedores sejam entidades públicas ou de utilidade pública, poderia aliviar os problemas das empresas, dando mais argumentos a uma solução negociada, mas a actual legislação revela-se cega relativamente a este tipo de questões, optando por colocar em pé de igualdade todos os contribuintes sem ter em conta a especificidade destes ou cada situação particular.

A situação que se vive em Setúbal, sendo extrema, ilustra as dificuldades com que muitas associações se debatem e que, afinal, espelha bem a difícil situação financeira do País e como esta se repercute na vida de empresas e cidadãos.

quinta-feira, março 08, 2007

Sistema de extinção automático de fogo - 5ª parte


Image Hosted by ImageShack
Sistema de accionamento mecânico interno

O sistema de accionamento propriamente dito consiste numa alavanca ligada a duas válvulas que permite que o conteúdo dos extintores seja enviado sob pressão através das tubagens.

Esta peça deve ser firmemente aparafusada no interior do habitáculo ao alcance do condutor e acompanhante e numa posição que seja possível alcançar a alavanca a partir do próprio assento e com os cintos de segurança colocados, assumindo que, em caso de acidente, poderá não ser possível aos ocupantes mudar de posição.

Logicamente, só após a remoção da cavilha de segurança de ambos os extintores é que a alavanca do sistema de accionamento fica operacional, pois a cavilha trava o próprio movimento da alavanca.

É de notar também o sistema de conexão e de ligação ao cabo em aço que permite o accionamento do sistema a partir do exterior do veículo, que se encontra na parte central desta peça e incluiu uma guia e uma porca de fixação.


Image Hosted by ImageShack
Sistema de accionamento mecânico externo

O comando exterior não é mais do que um cabo de aço, devidamente revestido, e que termina num manípulo que permite puxá-lo com facilidade e em segurança, sendo a extremidade ligada ao sistema de alavanca que se pode ver na imagem.

Normalmente, e obrigatório em veículos de competição, este manípulo deve estar assinalado com um autolocante, que disponibilizaremos proximamente, que inclui a letra "E" dentro de um círculo vermelho, estando perto do comando externo do corte de corrente eléctrica, quando este esteja instalado.

Tipicamente, este tipo de comandos de emergência costuma encontrar-se do lado esquerdo do veículo, perto do pára-brisas, sendo aconselhável colocá-lo onde estejamos habituados a vê-lo, dado que tal permite um socorro mais rápido.

quarta-feira, março 07, 2007

Quanto vale 0.6% da população portuguesa?


Image Hosted by ImageShack
Uma morte é uma tragédia, um milhão de mortes é uma estatística

Esta pequena percentagem, de apenas 6 em cada 1.000 habitantes, corresponde a cerca de 60.000 habitantes de Portugal continental e é o número de concidadãos nossos que se encontra a mais de uma hora de um centro de emergência médica.

Os dados constam de um relatório sobre a reestruturção das urgências, que prevê o encerramento de 14 centros espalhados pelo País, com maior incidência em zonas menos povoadas do Interior.

No entanto, segundo o mesmo documento, a esmagadora maioria da população, cerca de 90%, está a menos de meia hora de um atendimento de urgência, o que segundo dizem os especialistas será aceitável.

Em contrapartida, uma insignificante percentagem de pouco mais de 0.6%, que corresponde a uns 60.000 indivíduos, reside em zonas onde o atendimento pode demorar mais do que uma hora, tempo exagerado em caso de uma urgência e cujas consequências são fáceis de adivinhar.

Para a comissão de especialistas que estudou o problema, fazendo as contas aos custos de implementar e manter serviços capazes de acudir a estes 60.000 nossos compatriotas, verificou-se esses custos serem excessivos, e a única uma opção que estes têm para viver em segurança ser a de se mudarem para outra zona do território.

Ninguém contabilizou os custos que o abandono de 0.6% do território nacional pode ter, nem qual o preço a pagar pela perda de vidas humanas e, menos ainda, entrou em linha de conta com valores éticos que devem presidir a estas opções.

Efectivamente, nunca haverá desenvolvimento regional ou solidariedade nacional se o Estado não garantir aos seus cidadãos residentes em território nacional a segurança e a protecção a que qualquer ser humano tem direito.

Afinal, ainda vivemos numa democracia onde palavras que era suposto serem do passado continuam estar presentes.


"Uma morte é uma tragédia, um milhão de mortes é uma estatística"

Iosif Vissarionovich Dzhugashvili

Google Desktop 5 beta


Image Hosted by ImageShack
Exemplo de um "gadget" para envio de mail

A Google disponibilizou a versão 5, ainda em fase beta, do seu "desktop", introduzindo um conjunto de novidades que incluem "gadgets" ou pequenas aplicações e uma barra lateral redesenhada.

Adicionalmente, o Desktop Search e Security foram melhorados, com a introdução de novas possibilidades de pesquisa e de uma segurança melhorada a nível de "malware" ou de outros programas que visem obter dados ou informações confidenciais.

Lembramos que as versões beta não estão ainda estabilizadas, mas, pela experiência anterior, o acréscimo de funcionalidades compensa eventuais pequenos problemas que se venha a verificar.

Sistema de extinção automático de fogo - 4ª parte


Image Hosted by ImageShack
Peça metálica terminal em "L"

As peças metálicas servem para efeitos de projecção do conteúdo dos extindores, mas também, em alguns casos, para permitir a ligação de mais um segmento de tubagens.

Estas peças são em "T", quando se destinem a dar passagem, para além de provocar um efeito de jacto, e em "L", quando estejam no fim da cadeia.

Em ambos os casos, a "perna" mais sextavada do "L" e a que fica no centro do "T" destinam-se a efectuar a projecção do jacto em direcção das chamas, pelo que devem ser orientadas com o máximo cuidado de modo a maximizar o efeito.

Tendo em conta que existem duas saídas em ambos os sistemas apresentados, seja com dois extintores individuais ou com um duplo, teremos dois "L", para o fim de cada uma, e diversos "T" intermédios, de acordo com o trajecto escolhido para a passagem do tubo.


Image Hosted by ImageShack
Peça metálica em T para um prolongamento

Tipicamente, uma das saidas irá para o compartimento do motor e a outra para o habitáculo, sendo de prever entre duas a quatro saídas em cada um deles, dependendo do modelo do veículo e da possibilidade ou necessidade de espalhar a solução aquosa por todo o interior.

Este planeamento deve ser feito antecipadamente, com o máximo de cuidado de modo a evitar dobras pronunciadas nos tubos flexíveis e a que os jactos abranjam a máxima área possível, com especial incidência para as que sejam mais susceptíveis de se incendiarem.

Dado que cada modelo de veículo é um caso específico, apenas aconselhamos a observar com atenção as especificações do fabricante e a planear com o auxílio de um especialista na matéria a instalação de todo o sistema em cada veículo de acordo com as características e com os factores de risco do mesmo.

terça-feira, março 06, 2007

Bombeiros de Peso da Régua vão ter museu e ginásio


Image Hosted by ImageShack
Quartel dos bombeiros de Peso da Régua

A Direcção dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua "está a envidar todos os esforços" para que, em breve e "quando as possibilidades financeiras permitirem" se iniciem as obras de construção de um museu e de um ginásio.

Segundo o presidente da Direcção, Alfredo Almeida, esta "será uma área onde estarão expostas viaturas antigas e outros elementos ligados à história da associação".

Esta corporação já possui um imóvel junto ao quartel que inclui um parque de recolha de viaturas, e dispõe ainda de uma pequena oficina de manutenção e de uma sala de apoio, tendo os custos, orçados em 500.000 euros, sido "suportado na totalidade pela associação humanitária", e apoiados logisticamente pela Câmara Municipal de Peso da Régua.

"As estruturas, já operacionais, permitem evitar a degradação do parque automóvel. Ao mesmo tempo, permite disponibilizar uma nova funcionalidade de apoio as viaturas", acrescentou o presidente da Direcção.

Em Dezembro do ano passado, a corporação recebeu um veículo polivalente para transporte de doentes e adaptada para deficientes motores, no valor de 32.000 euros, de modo a alargar a sua capacidade numa área em que as solicitações são numerosas.

A defesa do património histórico das corporações, que já elogiamos por diversas vezes, é uma justa homenagem a todos quantos nelas serviram e um excelente veículo de comunicação, capaz de gerar solidariedade e novas adesões.

Sistema de extinção automático de fogo - 3ª parte


Image Hosted by ImageShack
Tubagem do sistema de aspersão

Para quem pretender usar componentes individuais, apresentamos, em maior detalhe, algumas imagens das várias peças que constituem este sistema, sempre ressalvando que será preferível optar por um "kit" de uma marca reputada.

Os tubos podem ser feitos numa única peça, que serve de passagem aos jactos provenientes do extintor e de isolamento, ou separados, com uma tubagem interna e uma manga externa para efeitos de protecção contra o fogo e que garante alguma resistência mecânica adicional.

Os sistemas da Sparco de da OMP adoptaram, também neste caso, métodos diferentes, com a Sparco a incluir mangas externas de protecção em separado.


Image Hosted by ImageShack
Revestimento para os tubos de pó químico

Para quem não possuir um "kit", pode, em substituição, usar tubos de borracha convencionais, adquiridos numa loja da especialidade, com o diametro apropriado e, eventualmente, protegê-los com uma manga em malha metálica, semelhante à utilizada nas canalizações domésticas.

Neste caso, devem ser escolhidos materiais resistentes, quer ao calor, quer em termos físicos, com a flexibilidade suficiente para dar as curvas necessárias, e com rigidez para poderem ser presos à estrututura do veículo sem que disso resulte alguma forma de estrangulamento.

Os tubos podem ser presos de várias formas, mas aconselhamos adoptar um processo que impeça qualquer tipo de movimento que afecte a direcção das saidas neles conectadas, pelo os simples atilhos devem ser evitados em favor de peças metálicas rígidas que envolvam as tubagens e sejam aparafusadas ao veículo.

segunda-feira, março 05, 2007

A quem falta uma cultura de risco?


Image Hosted by ImageShack
Efeitos de um terramoto

Realizou-se em Castelo Branco um seminário sobre Gestão da Emergência, com a participação de cerca de 700 bombeiros e técnicos de protecção civil oriundos de todo o País.

Este evento destinou-se a analisar a gestão de situações de emergência, que podem ir desde grandes catástrofes até ocorrências em redes de transportes públicos, áreas comerciais ou zonas urbanas densamente povoadas.

À margem do seminário, o director da Escola Nacional de Bombeiros (ENB) e presidente da Liga de Bombeiros Portugueses (LBP), Duarte Caldeira, considerou que os portugueses têm uma percepção inadequada dos riscos de catástrofes ou acidentes naturais, com informação insuficiente relativamente a reacções ou medidas a adoptar.

Segundo Duarte Caldeira, existe muito trabalho pela frente na área de sistemas de aviso e alerta das populações, necessária para que os meios de socorro actuem com eficácia.

Para este dirigente, a chave do sucesso na gestão de crises está na cultura de risco dos cidadãos, sem as quais os planos de emergência, por muito elaborados que sejam e independentemente dos meios envolvidos, poderão fracassar.

Para o presidente da LBP, "é preciso que os cidadãos comecem a assumir a sua auto-protecção como um exercício de cidadania, que não compete apenas aos bombeiros, ao Estado, aos outros. É uma responsabilidade de cada um de nós".

Efectivamente, existe uma tendência de minimizar riscos que, ao contrário do que alguns tentam fazer crer, parte de instancias governativas e das próprias autoridades que supervisionam o sector, as quais nunca implementaram sistemas de alerta antecipados nem fornecem as informações necessárias às populações.

Exemplo desta falta de informação, foi o sucedido recentemente aquando do tremor de terra que se sentiu sobretudo no Algarve, com o "site" do Instituto Meteorológico sem actualizações e sem um sistema de alerta, que as novas tecnologias facilitam, de modo a que as populações apenas iam tendo informações em contactos com quarteis de bombeiros ou em diálogos na rua.

Também a alusão à cultura de risco, dirigida para o cidadão comum, é redutora, pois esta é uma falha que se verifica nos próprios elementos encarregues do socorro ou da segurança, onde a mentalidade "vamos, mas não sabemos se voltamos" traduz, muitas vezes a mesma postura que o presidente da LBP, justamente, agora critica.

Existe, de forma generalizada, uma tendência a minimizar e a ocultar perigos potenciais, do que resulta um baixo grau de prontidão e um relativo alheamento por parte das populações, mas o mau exemplo a que se assiste por parte das autoridades a nível de planeamento, de estruturas, de opções tácticas e de tantas decisões manifestamente erradas, apontam para a verdadeira origem do problema.

Aliás, basta ter em conta o planeamento e a redefinição das urgências hospitalares, com parte da população portuguesa colocada em permanente risco por opção política, para ajuizar de forma diferente quais as razões pelas quais comportamentos a evitar são socialmente tolerados ou aceites, acabando por não passar de um mero complemento de decisões que, essas sim, contribuem para por em perigo numerosos habitantes de zonas do Interior, independentemente das atitudes ou cuidados que estes tomem.

A cultura de risco e a aceitação de situações de perigo evitáveis, acaba por ser, em última instância, determinada politicamente, sendo que alguns comportamentos individuais errados, servem como factor potenciador, mas serão sempre uma consequência e não a causa para que muitos apontam.

domingo, março 04, 2007

Bombeiros das Caldas instalam GPS nas ambulâncias


Image Hosted by ImageShack
Sistema de seguimento com GPS e GPRS

Os Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha instalaram equipamentos de seguimento com GPS nas suas ambulâncias de transporte de doentes, permitindo assim conhecer a sua posição exacta a partir de um posto central.

Através de um computador torna-se, assim, possível ter informações sobre a localização do veículo, incluindo a velocidade e a direcção, e ter acesso a um histórico que permite apurar o trajecto percorrido.

O objectivo, para além de uma maior segurança para os ocupantes, é o de melhorar a gestão de meios e ter informações precisas sobre os serviços realizados, distâncias percorridas e tempos gastos.

Em caso de furto, o sistema pode imobilizar o veículo à distância e tem a possibilidade de enviar um alarme em caso de perigo.

Lembramos que apresentamos soluções deste tipo, que permitem seguimento de viaturas ou de pessoas, sendo de destacar os modelos pessoais da Globalsat, os TR-101 e TR-102, bem como os sistemas de alarme com GPS e imobilizador.

Os valores médios para cada um dos equipamentos que apresentamos andará pelos 200 a 300 euros e permitem seguir veículos ou pessoas através de um computador pessoal, sendo a posição visualizada através do Google Earth.

Para os mais interessados, sugerimos a leitura dos textos que publicamos com a descrição dos vários modelos, bem como os relativos ao Google Earth, que serve de base ao sistema gráfico de apresentação posicional.

Sistema de extinção automático de fogo - 2ª parte


Image Hosted by ImageShack
Sistema de extinção automatico da OMP

Na base destes sistemas, estão um ou dois extintores, com sistemas de fixação, de modo a ficarem firmemente presos no interior do habitáculo ou na zona de bagagem, com capacidades totais que ultrapassam os dois quilos de pó químico.

Para além dos extintores, o sistema inclui um conjunto de tubagens inífugas, de peças em metal que incluem "sprays", destinados a projectar o jacto na direcção das chamas, sendo depois previsto um sistema de accionamento.

O sistema de accionamento pode ser mecânico, sendo este o mais barato, ou eléctrico, tal como é utilizado na maioria dos veículos de competição e consistem, basicamente, numa válvula.

O sistema mecânico, tal como existe nos "kits" de que dispomos, baseia-se num conjunto de cabos de aço, devidamente isolados e revestidos, que estão ligados a um sistema de alavanca manual no interior do veículo ou a um manípulo no exterior, que devem ser puxados de modo a que o extintor seja accionado.


Image Hosted by ImageShack
Sistema de extinção automático da Sparco

Qualquer destes dois métodos de activação deve, só por si e independentemente do outro, activar o extintor, provocando o seu funcionamento.

O accionamento eléctrico, como o seu próprio nome indica, é feito através de um botão ou interruptor que acciona os extintores, sendo mais fácil de usar mas, na nossa opinião, mais sujeito a falhas dada a quase infalibilidade do sistema manual operado por cabos.

Em ambos os casos, antes de activar o sistema, é necessário remover a cavilha de segurança, tal como acontece com os extintores convencionais, sem o que este, obviamente, não funciona.

Existe a possibilidade de adquirir o conjunto completo, sob a forma de "kit", algo que aconselhamos, mas também é possível recorrer a um conjunto de peças individuais, algo que, podendo ser menos dispendioso, pode resultar numa menor fiabilidade de um sistema que, pelas funções a que se destina, deve oferecer um máximo de garantias de funcionamento sem problemas.

Nos próximos textos, a publicar a partir de amanhã, serão apresentadas fotografias de cada um dos componentes que constituem o "kit", de modo a que possam ser mais facilmente identificados.
Related Posts Widget for Blogs by LinkWithin